sábado, 19 de setembro de 2020

Sinopse de A Lenda

Lia é uma mulher prestes a completar 30 anos, jornalista, que vive na capital de Minas Gerais, Belo horizonte, desde muito nova tem um sonho recorrente. O que ela mal sabe é que esse sonho é um chamado real, onde ela é a única capaz de atender e assim salvar várias de vidas.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Nova História para o Desafio

 Olá a todos, eu vou falar um pouco sobre as próximas postagens. Estou no processo de reescrever Secrets e também estou com uma nova história sendo escrita que até então se chamará Red Blood Lipstick, mas a próxima história a ser postada será a que fará parte do novo desafio da página Fábricas de Histórias. Como eu disse anteriormente, essa história será umas das minhas primeiras tentativas de escrever uma história de fantasia. Para ser honesta, já escrevi histórias de fantasia antes, mas nunca as postei, então essa, de certa forma, será um teste, e conto com vocês para ler e opinar de forma sincera nos pontos em que acertei e nos que errei. 

Para adiantar um pouco mais do que virá, falarei um pouco do desafio e do rumo que levarei. 

Nesse mês o Brasil comemora sua independência e fomos desafiados a escrever uma história ambientada no Brasil. No primeiro momento pensei que seria muito fácil, afinal nasci e fui criada no país, porém percebi que ainda assim tudo o que eu pensava acabava levando a história para um caminho estereotipado o que não quero que aconteça. 

Por essa razão eu vou falar de algo mais focado na própria cultura do Brasil, como o folclore e crendices. Vou utilizar de folclores conhecidos no país, mas claro, farei algumas sutis adaptações para caber no enredo que criei. 

Sobre o cronograma para as postagens:

Sinopse: 19/09

Capítulo 1: 21/09

Capítulo 2: 22/09

Capítulo 3: 23/09

Capítulo 4: 25/09

Capítulo 5 (final): 26/09

Bom, basicamente é isso, espero que gostem da nova história.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Futuro do Blogger e Resultado do Desafio

 Oi, quero justificar meu desaparecimento, pois meu notebook estava com defeito e isso me impediu de voltar a postar aqui mais prontamente. Mas agora estou de volta e tenho muito a falar.

Primeiramente digo com muita felicidade de fui uma das vencedoras do Desafio Literário o que foi um grande incetivo para mim, afinal, apos tanto tempo longe da escrita, saber que meu conto foi aprovado por um grupo de jurados super respeitado é indescritível. E dito isso confirmo de antemão que irei participar de mais um dos desafios. 

Ainda estou criando a historia, mas posso adiantar que esse terá uma pegada diferente do que a que vocês estão acostumados a me ver escrevendo, pois terá muita fantasia... Em breve devo postar mais informações.

Segundamente (ou eu devo considerar como terceiramente?) voltarei a escrever mais ativamente por aqui. Tenho varias historia em mente, mas creio que a primeira que pretendo postar é Secrets. Quero reescrever a historia desde o inicio, não devo mudar muito do enredo original, mas creio que hoje tenho mais maturidade para escrever sobre os assuntos abordados na historias, já que nela havia assuntos delicados e sérios, dos quais só hoje percebo que devo tratar com mais respeito e delicadeza. 

Bom, creio que estas são as novidades. Deixarei a baixo o Selo que ganhei com o conto Exile e também o Podcast onde você pode conferir os outros vencedores.




quinta-feira, 30 de julho de 2020

Exile - Microconto Desafio Literário

Demorei para decidir-me, mas cá estou postando meu meu microconto para o desafio do Grupo Fábrica de Histórias.

Título: Exile
Número de Palavras: 499 palavras
Autora: Fernanda Neves
Baseado na Música: Exile da Taylor Swift (Feat. Bon Iver)




As nuvens densas deixam um ar melancólico que transparece nas faces penosas dos ali presentes. 

O velho casarão, em meio a enorme fazenda, parece pequeno. Ao longe os cavalos pastam e a plantação de girassóis começa a dar mudas, em breve o amarelo tomará conta da terra, mas a expectativa da próxima estação não alegra o coração de ninguém.

Memórias martelam a mente de Marcos, a cena se repete quase como um déjà vu... As constantes discussões, o carro velho estacionado frente a casa, a mala feita às pressas, a porta da sala fechada na sua cara, ele abrindo a mesma e correndo atrás dela na esperança de que ela desista, mas no meio do caminho é ele quem desiste. Ele sabe que não há mais o que fazer... 

Agora, após anos, a cena se repete frente a seus olhos. Ele já viu esse filme anteriormente e ele não gostou do final. 

A primeira vez foi com sua esposa, da qual passara conturbados 6 anos da sua vida. Quando a mesma partiu, o deixou com a filha do casal, Vivian com apenas 5 anos. A criança presenciou tudo a distancia. Pequena demais para entender o que estava acontecendo, ela viu, sem reagir, seu pai chorar e implorar... E assim foi pelos anos que se seguiram, uma relação de pai e filha em que os altos e baixos se misturavam numa frequência frenética, tornando toda lembrança boa e ruim igualmente marcantes na mente de ambos. Marcas que com o tempo transformou a relação em algo frágil e inseguro.

Treze anos se passaram e Vivian se tornara uma jovem difícil, Marcos não estava preparado para essa fase. A adolescência que ele vivenciara foi completamente diferente da que a filha quer viver... A fazenda e a cidade pequena não lhe preenchiam como preenchiam a Marcos, e o amor dela por uma rapaz mais velho, com fama de encrenqueiro, não ajudava. Sim, o rapaz parecia ter se ajeitado após começar a se relacionar com Vivian, estava se esquivando das confusões que sempre causara, até mesmo a sua forma de falar estava mais correta, mas um passado de inconsequências o perseguia pela cidade minúscula e isso era algo que Marcos não conseguia ignorar. 

Agora lá estavam eles, Marcos chora silenciosamente frente a porta pela qual sua filha acabara de sair, e enquanto ela abraça o namorado, que sussurra algo em seu ouvido que a faz sorrir, ele percebe que novamente está paralisado, nada faz. Novamente ele é abandonado e pior, dessa vez ele realmente estará sozinho, sem sua pequena para defender.

 Antes de entrar no carro de seu namorado, Vivian olha para trás e vislumbra seu pai que está claramente arrasado. Ela se pergunta se aquilo poderia ter tido um final diferente, mas ela o deu tantos sinais, tantos avisos... Ele nunca a entendeu... Mas agora ela não seria mais problema dele, nem ele dela. 

Enquanto ela parte levando com ela todos os momentos bons e ruim consigo, Marcos se fecha novamente em seu solitário exílio.


quarta-feira, 29 de julho de 2020

4. “You are never coming home”

“You are never coming home”

“... Não posso prever o futuro e sou cético a quem diz que consegue adivinhar o que ainda vai acontecer. Mas dessa vez eu vou me deixar levar, vou profetizar meu desejo e assim, quem sabe, daqui a vinte anos você, com sua memória de elefante, pare e fale: Ei, você lembra no dia do nosso casamento? No seus votos você disse que isso aconteceria, e está acontecendo. Profetizo que conheceremos a europa, você poderá ver o teto da Capela Sistina; teremos um filho, ou filha, não importa. Deixaremos que ele ou ela pinte e rabisque todas as nossas paredes, assim desenvolvemos a sua criatividade desde criança; sempre vamos jantar juntos, este será nosso horário sagrado, não importa onde vamos trabalhar, não importa os outros compromissos. Quando aposentados, vamos fazer um cruzeiro, viajaremos a algum lugar onde possamos ver as orcas; seremos os avós mais bestas possíveis, do tipo que mima os netos aos extremo, mas seremos extremamente rabugentos, do tipo que reclama das modernidades e diz que no nosso tempo não era assim, que é fim dos tempos. Seremos invencíveis, inseparáveis, mesmo distantes estaremos perto, mesmo brigados, nos amaremos… Pois desde o primeiro dia eu já sabia, que nossa vida para sempre estaria entrelaçada.”

“Eu gostaria que você tivesse lido essa parte no altar também.” - diz Clarisse sorridente. “Mas Carlos estava certo, ficaria muito grande.” 
Olho-a ali, tão bonita, viva, parece tão real...
– Você não está aqui, não é ? - digo já sabendo a resposta. Retornamos mais cedo da trilha, o guia voltou com a gente, enquanto o paramédico seguiu com o resto do grupo. O caminho de volta foi silencioso, eu ia e vinha das crises de choro. Agora Carlos dormia no sofá do nosso apartamento, o apartamento que escolhemos juntos. Ele estava preocupado, disse que passaria a semana aqui, para me ajudar. E sendo bem sincero, ele nunca realmente descuidou de mim, seja no bar, quando mesmo estando tão bêbado quanto eu, ele cuidou de mim, ou no sábado, quando ainda se recuperava, saiu de sua casa para cuidar de mais uma crise loucura minha… Imagino quantas vezes isso já aconteceu nesses últimos 8 meses, mas não consigo, pois para mim você nunca me deixou, você sempre esteve lá, como se todo o acidente, seu velório, tudo, tivesse se apagado de minha mente…
 Agora eu estou no quarto, quarto do qual pouco pudemos aproveitar...
"Não." - ela responde. 
– Você é apenas um fantasma em minha mente. - digo.
"Sim." - ela confirma. 
– Mas você é tão real! - reclamo, eu posso te tocar, eu te sinto.
Ela não responde. 
– Eu não posso te esquecer. - meu coração está quebrado.
“Eu não te esqueceria” - ela responde. “Eu tampouco te deixaria”
– Mas você deveria… Você iria pelo menos tentar. - digo. 
“Você tentou” - ela diz, quer dizer… Algo em mim diz que tentei e talvez eu tenha e apenas não me lembre. “Mas cá estamos.” 
– Eu deveria deixar você ir. Você nunca vai voltar. - eu vejo seu sorriso fraco, seus olhos compreensivos. É a hora, ela entende e eu também. Eu fecho os olhos, no fundo tenho a esperança que ao abri-los tudo será apenas uma grande confusão, que eu ainda a verei, que ela ainda estará aqui, que nosso planos ainda vão se concretizar.
Respiro fundo. Quando torno a abrir os olhos, não a vejo. 

Eu a deixo ir.