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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

27. A poesia mais linda – Não Existem Poesias


Último Capítulo


Hoje, um grave acidente, entre um ónibus e um caminhão desgovernado, aconteceu no Bulevar Áustria. Temos informações sobre uma morte, e dezoito feridos. Segundo testemunhas, o motorista do caminhão estava em alta velocidade e não parou no sinal fechado e bateu de frente, com um ônibus. O motorista do caminhão está internado em estado grave. O motorista do ônibus, não resistiu e morreu antes de chegar ao hospital, outros 17 passageiros, no total de 20, que estavam no ônibus, se encontram hospitalizados, dois deles em estado gravíssimo.”

Joe’s Pov

As últimas duas semanas haviam sido conturbadas. Dividi meus dias entre o trabalho e o hospital, nada parecia muito real, o tempo parecia longo e pesado, mas se eu soubesse que seriam tão poucos, eu não ligaria se tivessem durado mais...
Quando recebi o telefonema, eu não fazia ideia do que poderia encontrar, mas eu sabia que não seria algo bom. Porém, vê-la lá, tão pequena, tão machucada, cheia de maquinas, fazendo o possível para salvá-la...

Lembro-me de como Demi ficara entusiasmada, com minha ideia de ir morar com ela, quando seu livro fosse lançado. Ela falava detalhes sobre o caminho, sobre as fazendas de vinho que passaríamos na viajem, e também me falou sobre como o começo da cidade era feia e assustadora, mas que na parte em que ela vivia era tudo lindo e fofo. Sorrio quando me lembro dela falando isso, “Tudo lindo e fofo.”.

Agora estávamos passando pelas fazendas de vinhedo. Sam dirige, Camila está ao seu lado, no banco do passageiro, eu estou atrás. Não há som no rádio e ninguém fala nada com ninguém. O único barulho é o do vento batendo no para-brisa.

Ellen, uma das personagens do livro de Demi diz: “Temos a péssima mania de contar o tempo por horas, minutos e segundos, juntando-os, criamos os dias, as semanas, os meses e os anos. Se me perguntam por quantos anos sou casada com Edwin, sou obrigada a dizer, que sou casada com ele por 42 anos, mas para mim não foram 42 anos. Teve momentos que brigamos, estes momentos contam como um mais. Teve momentos em que fossos felizes, e estes momentos contam como um menos. Se em um momento de briga, você me perguntar por quanto tempo estou casada a Edwin, querendo saber minha real resposta, lhe diria que por tempo demais, se você me perguntar, com a mesma intensão, quando eu estiver feliz com ele, lhe direi que por pouco tempo.”.
Agora, enquanto viajo neste carro, penso em como o tempo passa devagar, parece que estou na estrada há dias, quando, na verdade, estamos há pouco mais de uma hora, mas quando eu penso, no tempo em que passei com Demi, percebo como tudo foi tão rápido. Quanto tempo foi afinal?
Teoricamente, dois meses. Para mim? ...
Passaram como duas semanas.

_ Entre a esquerda. Vai ter uma estradinha daqui a pouco. – diz Camila, quebrando o silêncio, pela primeira vez, desde que estramos no carro. Sam faz assim como ela diz, e não demora muito para a estrada, que Camila falou, aparecer.  
Demi talvez tenha exagerado com o “assustador”, mas sem duvidas, a estrada da cidade não era muito bonita. Mato demais, casas abandonadas e em escombros, é como se fosse uma cidade fantasma, mas tudo muda de repente quando passamos por uma estrada de linha de ferro. O mato fica baixo, e dá lugar a jardins de flores coloridas, pequenas casas apontam aleatoriamente pelo horizonte.
O carro agora está em baixa velocidade, e posso ver melhor os pequenos detalhes por aqui.
A cidade é realmente pequena, não vejo prédios por nenhuma parte e o movimento nas ruas não se compara em nada com Los Angeles.
_ Continue enfrente e vire a direita daqui a dois quarteirões. – diz Camila.
Paro de olhar para fora da janela, e olho para o papel que está em minhas mãos. Ainda não sei se conseguirei dizer o que tenho que dizer, eu não tenho o costume de escrever e não há como descrever todo o meu sentimento por Demi, com meu vocabulário pobre.
Sam vira à direita.
_ Vire a próxima esquerda. – comanda Camila. Sam vira. _ A igreja é ali. – Aponta ela. Vejo a cruz lá no alto e fico mais nervoso ainda, ainda não posso crer.
Sam estaciona perto da igreja, na última vaga que tinha por perto, o estacionamento da igreja está cheio, o que me diz que a igreja está cheia, fico mais nervoso ainda.

Camila e Sam seguem a minha frente. Eles entram na igreja sem pestanejar, já eu, paro, olho em volta, respiro fundo vezes o suficiente para começar a ficar tonto.  Ajeito minha gravada e sorri fraco, Demi que me ajudara a escolher este terno.

Tomo coragem, entro na igreja e no mesmo instante sou levado à outra dimensão.
O tapete vermelho aveludado, as flores brancas, o padre no altar, os pais de Demi, que agora eu já estava mais que acostumado com a face, as pessoas sentadas nas longas cadeiras de madeira...
Enquanto começo a minha entrada, sobre olhares curiosos, de pessoas que eu nunca havia visto antes, penso em como seria se logo depois, Demi entrasse toda de branco. Quero rir, mas lágrimas começam a derramar.
Demi não vai entrar toda de branco, não vai dizer “sim” para mim, nem mesmo poderei beija-la ao sinal do padre, pois ela já está aqui, a poucos passos de mim, pálida, calma, deitada em seu caixão.

Fico olhando-a por tempo demais, no fundo sinto que olha-la desta maneira é ruim, pois quero lembra-la viva, rindo, em meus braços, e não deitada ali, mas serão meus últimos minutos ao lado dela, quando o caixão se fechar e levarem-na para o cemitério, não terei mais como vê-la.

O padre começa a falar, ele fala sobre a vida e sobre a fé e sobre o paraíso, não assimilo quase nada do que ele fala, nada irá me convencer do que é o melhor, que não é o fim, de que ela esta melhor agora.
NÃO!
Ela estaria melhor aqui, com seu livro sendo lançado, revendo seus pais, casando-se comigo, não morta!
Chega o momento que o padre permite que outros falem, primeiro são os pais de Demi. Eles claramente não prepararam nada para dizer, e os entendo, se não foi fácil para mim, imagine como havia sido para eles? Afinal, eles perderam a filha e ainda tiveram que organizar tudo para seu enterro. Os dois não falam por muito tempo, caem no choro nas primeiras sentenças, e acabam não conseguido falar muito.
Camila é convidada, mas se recusa, assim como Sam. Chega minha vez.
Tenho a opção de recusar, e debato comigo mesmo se devo. Escrevi uma pagina inteira, e escrevi pensando em Demi, em como seria importante que ela escutasse tudo aqui, porém, ao vê-la assim, desacordada, imóvel, não parece algo importante, pois ela não me escutaria, então para quem eu leria afinal? Para seus pais, que nem mesmo notariam, pois não param de chorar? Para toda essa gente sentada atrás de mim, os quais eu nem mesmo conheço? Para Camila? Para Sam? Que por mais que sejam merecedores, claramente não fazem questão, ambos estão tão destroçados quanto eu, e Camila ainda estava em um estado de negação.
Abro o papel a minha frente, releio comigo mesmo.
_ Não. – digo. Não lerei.
Eles fecham o caixão e começam a se deslocarem para o cemitério. Não me levanto.
_ Você vai? – Pergunta Sam.
_ Não. – respondo.
_ Já quer voltar para Los Angeles. – dou de ombros.
_ Não sei.
_ Camila quer ficar mais um pouco, você se importaria? – pergunta.
_ Não. – respondo, sinto que estou sendo um pouco bruto, o que não é minha intensão, mas simplesmente não tenho animação para mais assunto.

Não sei por quanto tempo fiquei sentado no mesmo lugar naquela igreja, mas quando decido que é momento de eu ir embora, o céu já está com pouca luz.
Não percebo, até estar do lado de fora, mas Camila também se manteve aqui. Ela observa o nada e Sam não está por perto, não sei se devo me preocupar, mas paro ao lado dela.
_ Onde está Sam? – pergunto.
_ Foi comprar água. – diz sem animo. Não prolongo o assunto. _ “A poesia mais linda”. – diz ela, olhando-me com seus olhos vermelhos e inchados de choro.
_ Oi? – pergunto confuso.
_ É o que escolheram para colocar na lápide, “A poesia mais linda”. – explica. Não sei se seu tom é de reprovação ou se ela havia gostado.
Para mim parecia conveniente. Demi amava as letras, amava os livros e amava a poesia, e no fim, seria lindo se tornar uma.
Penso na ironia disso, aqui estou eu, um professor de matemática, que odiava literatura quando mais novo, que ama os números e equações. Por um momento em minha vida, tive o prazer de conviver com Demi, a poesia mais linda, e com ela vivi momentos bonitos, inéditos e inesquecíveis. Porem não era obvio desde o começo? No mundo de Joe, no meu mundo, os números importam, as medidas importam, inclusive a do tempo, os segundos, os minutos, as horas, os dias, os meses, tudo criado para ajudar a humanidade, as rimas, a arte da poesia, o mundo imaginário dos livros não cabiam em minha vida, pois na minha vida, não existem poesias.

Fim

Capítulo postado, por favor, não tentem me matar, não foi por mal, este era o fim que eu queria desde o começo. E se você tá sofrendo, veja o clipe novo da Demi, não vai ter animar, mas pelo menos você vai chorar com uma música de fundo maravilhosa.



Obrigada por tudo.
Vejo vocês em breve.

Nessa: Postei, muito obrigada por comentar J

Caah: kkkkk pense bem, acho que foi bom eu ter parado ali kkkkk, muito obrigada por comentar J

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

26. "Não pode ser" – Não Existem Poesias

ps.: A revisão deste capítulo não foi muito atenciosa, por isso pode ser encontrado  erros de ortografia e talvez, alguma parte tenha ficado confusa. Caso vocês encontrem esses erros, favor notificar-me nos comentários.
Peço perdão pelo inconveniente.
Obrigada.

Penúltimo Capítulo

                Demi desperta, sentindo o cheiro de panquecas e bacon. Ela sorri, ainda com os olhos fechados. Ela sabia que o seu relacionamento com Joe estava evoluindo rápido demais, e que, assim como na primeira vez, isso poderia ter um fim não muito agradável. Mas no fundo, Demi esperava que, a primeira experiência dos dois, tenha servido como lição, e que desta vez tudo desse certo. Joe a fazia bem, ela a fazia sorrir boba, fazia se sentir em casa e protegida, mesmo estando tão longe. Ela poderia viver aqui com ele e nos finais de semana visitar seus pais ou vice-versa... Mas, será que os pais aceitariam? Será que ela conseguiria administrar isso?
Demi suspira, porque se preocupar com isso agora?
Demi se levanta, e com cuidado vai até onde Joe está...
_ Você não vai me assustar. –diz Joe, se  virando para Demi, quando ela está perto o suficiente. Demi se aproxima mais de Joe, e o abraça.
_ Como você adivinhou que eu estava vindo te assustar? – pergunta.
_ Eu estava te observando de canto de olho. – sorri e tenta beija-la, porém Demi vira o rosto. _ O quê? – pergunta Joe, surpreso.
_ Nem escovei meus dentes ainda. – diz. Joe ri.
_ Eu não ligo. – diz.
_ Deveria.
_ Mas eu não ligo. – a aperta mais contra seu corpo, Demi sorri tímida.
_ Você vai insistir, não é? – desiste.
_ Vou. – diz e vai beijar Demi.
_ Acho que tem algo queimando. – diz, quando Joe está quase tocando seus lábios. Joe suspira frustrado, soltando-a. Demi gargalha e corre para o bainheiro, para fazer sua higiene pessoal.

Quando Demi volta para sala, o café da manhã já está pronto e posto em um prato, que Joe a entrega, assim q a vê.
_ Agora posso te beijar? – pergunta. Demi sorri.
_ Claro. – responde e já o beija.
 Os dois comem nos sofá da sala, e passam a maior parte do tempo em silêncio. Para Joe isso não chega a ser um problema, mas para Demi é. Joe não percebe no começo, mas assim que termina de comer, vê que há algo errado.
_ É hoje sua reunião com o diretor da editora? – pergunta.
_ É. – responde. Demi está escondendo algo, e Joe quer saber o quê.
_ Está tudo bem? – pergunta. Demi ainda não terminou de comer, mas quase. Demi hesita em responder, mas acaba se abrindo.
_ Você sabe o que vai acontecer depois que meu livro ser publicado, não é? – Joe suspira.
_ Muitas coisas vão acontecer. Você poderia ser mais especifica. – Joe já sabia onde Demi queria chegar, mas ele não queria ser o que puxaria o assunto.
_ Eu... Voltaria para minha cidade. – diz. Ela não entende a expressão de Joe, ele não parece triste, nem preocupado, mas tampouco está feliz.
_ Eu... Eu sei. – assumi.
_ E porque você não disse nada?
_ Por que... Não sei, acho que não seria necessário.
_ Você não achou necessário? – agora Demi fica um pouco brava.
_ Demi, calma. – diz rindo, deixando-a ainda mais brava. _ Não é exatamente assim. Não é como se eu não me importasse, é só que, eu já pensei nisso e eu já tenho uma solução.
_ Você... Você já tem uma solução? – Joe ri da cara de Demi, que está claramente espantada.
_ Sim, bom, eu ainda tenho que conversar com você sabe isso, eu não quero que você fique assustada, nem nada, mas... Eu posso me mudar com você, tenho certeza que deve haver alguma escola onde você mora e mais cedo ou mais tarde eles vão precisar de um professor, nem que seja um substituto. – Demi ainda está espantada, mas agora, ela também sorri maravilhada com o que Joe falou.
_ Você tem certeza? – pergunta.
_ Tenho. – assume. _ Eu não posso negar que eu não sou o mesmo Joe de antes, hoje tenho alguns amigos, no trabalho, mas, não é como se alguma coisa me prendesse aqui, eu não me importaria em ir com você.  – Demi não sabe se ri ou se chora, mas acaba apenas largando tudo, e pulando para cima dele, dando-o um beijo apaixonado.

Ambos passam boa parte da manhã, entre beijos e abraços, porém, logo Joe tem que começar a se arrumar para o trabalho.
_ Hoje você sairá que horas? – pergunta Demi.
_ 17h30min. – responde. _ Você acha que já está aqui?
_ Provavelmente não. – faz uma careta. _ devo sair daqui às 16h40min.
_ Bom, posso te preparar um jantar. – sorri.
_ Eu adoraria. – sorri e o dá um selinho.

Quando Joe saí para o trabalho, Demi tenta dar uma arrumada em seu apartamento, aparentemente, transar no chão da sala, causa a maior bagunça.
Logo após a arrumação, Demi começou a cuidar de si, tomou um longo  banho e lavou seu cabelo, saiu do banho, fez sua unha, secou seu cabelo, e foi arrumar alguma roupa.
Antes que ela decidisse o que vestir, ligou para Camila, para contar o que Joe havia dito, segundo Camila, o que Joe fizera era, “Muito fofo, mais muito brega.”, isso claramente arrancou algumas gargalhadas de Demi. Entre Camila e Sam, tudo estava indo bem, Sam ia todos os dias a cafeteria, passando quase toda a sua parte livre, com ela, e quase todas as noite Camila ia para casa de Sam, após seu expediente, não é necessário muito esforça para adivinhar o conteúdo das visitas.

Devidamente vestida, porém ainda bem adiantada, Demi liga para Joe.
_ Ei, acertei o horário do intervalo? – pergunta.
_ Acertou sim. – Joe ri. _ Estou aqui na sala do professores, ignorando a todos, lendo seu livro. – Demi sorri.
_ Já conseguiu sair dos primeiros capítulos? – ri.
_ Ah, você está rindo de mim é? – finge desapontamento. _ Pois saiba que estou quase na metade de seu livro.
_ Uau. – surpreende Demi. _ Que mudança rápida. – comenta.
_ Acho que você conseguiu me prender com seu livro.
_ Então tenho meu primeiro fã?
_ Você tem seu fã número um. – Demi sorri, alegre.
_ Eu te amo. – diz, com a voz boba, com um sorriso bobo, como uma menina boba.
_ Eu te amo. – repete Joe, tão bobo quanto.
Os dois conversam até que o intervalo de Joe acaba. Demi ainda tem tempo de sobra, mas acaba saindo mesmo assim.
Ela para em uma lanchonete para comer, mesmo sabendo que poderia ter ido a um restaurante, e ter um almoço digno. Ela enrola para terminar de comer e quando termina se dirige ao ponto de ônibus, se tudo desse certo, ela chegaria a Editora, com tempo para se acalmar, para não fazer feio.

O horário de Joe, finalmente, termina e ele vai direto para seu apartamento. Quando chega, liga a TV e começa a pensar  no cardápio que faria para Demi.
Um grave acidente, entre um ónibus e um caminhão desgovernado, acaba de acontecer no Bulevar Áustria, ainda não temos informações sobre as vítimas, mas...” Joe desliga da televisão, não dá para pensar em nada de bom, com um noticia ruim na cabeça.
No final ele pensa em fazer vários pratos, já estava cansado de sempre fazer massas para ela.
Arroz, carne cozida, um puré de batata, com uma salada verde. Para completar, para sobremesa, Joe prepara uma mousse de limão.
Como não sabia a hora de Demi chegaria, Joe deixa tudo apenas pré-pronto, arroz na primeira água, as batatas apenas amassadas, sem ainda por nenhum tempero, ou leite, a carne, como precisaria de um tempo a mais para ficar macia, não chegou a ser um problema, nem a mouse, que poderia ficar pronta na geladeira, o tempo que precisasse.
19 horas, Joe começa a ficar um pouco frustrado, não sabia que a reunião poderia demorar tanto. Como se imaginasse seu pensamento, Joe recebe uma ligação em seu celular, quando vê de quem, sorri, é Demi.
_ Oi amor. – começa aliviado e sorridente.
_ Perdão, é o Joe? – pergunta uma voz masculina, Joe fica um pouco tímido, mas logo a preocupação o toma.
_ Sim, sou o Joe, com quem eu falo?
_ Eu sou o tenente Erik, você conhece a dona deste telefone? – pergunta. Várias hipóteses passam pela cabeça de Joe.
_ Sim, é da minha namorada... Por quê?
_ Joe, preciso que você compareça a rua San Louis, 500, você poderia? – pergunta.
_ Sim. – Joe responde com a garganta seca.
Não pode ser!

Continua

Capítulo postado ;)



Caah: kkkk não precisa ficar preocupada, todo fim leva a um outro começo ;) 

domingo, 31 de janeiro de 2016

25. Começo e Despedida – Não Existem Poesias



Antepenúltimo capítulo


Demi e Joe dormiram juntos naquela noite, não fizeram nada demais, apenas se deitaram juntos e conversaram até dormirem. Joe ainda parecia estar feliz até dormir, e Demi deixou que assim fosse, depois, quando fosse inevitável, ela falaria com ele.
Assim que Joe saiu para ir trabalhar, Demi começou as ligações para espalhar a boa nova.
Primeiro ligou para seu pai, que atendeu tão rápido, que Demi tinha a impressão de que ele já a esperava.
_ Demi, minha menina prodígio, minha filha preferida. – o pai a cumprimenta com entusiasmo, entusiasmo nunca antes visto, por mais que ele sempre a cumprimentara com carinho.
_ Pai, eu sou sua única filha. – diz risonha. _ E pelo jeito já te contaram a notícia. – diz um pouco chateada.
_ Sua mãe estava tão feliz ontem que até mesmo fez jantar, e como você não voltou a ligar, ela não aguentou... – explica. Demi agradece mentalmente por seu pai não estar te vendo neste momento, pois logo ele veria que ela estava envergonhada. Ela sabia que deveria ter ligado para o pai, mas quando ela esta ao lado de Joe,  coisas como ligar para os outros, mesmo que seja para seu próprio pai, se tornam obsoletas.
_ Ah, ainda sim, queria tanto ter visto sua reação.
_ Ah, pode saber que foi a melhor possível. Hoje a noite alguns amigos do meu trabalho virão aqui comemorar.
_ Você vai comemorar sem mim? – Demi ri.
_ Bom, uma festa sem você, e outras várias com vocês aqui. – Demi sorri, como ela sentia falta do pai, será mesmo que ela abriria mão da vida dela ao lado deles só por Joe? Não que Joe fosse pouco, só per ela ter dúvidas sobre voltar para a sua cidade natal ou não, já demonstra que ele importa e muito, para ela.
_ Vê se não exagera, pai, ainda é só o começo.
_ Como assim só o começo? Você ainda vai demorar muito para voltar? – pergunta. Seu coração aperta, seu pai poderia até mesmo apoia-la, mas ele também compartilhava o desejo de que ela voltasse, assim como sua mãe.
_ Não é isso, pai, mas o livro ainda vai ser editado, até lançar, existem algumas etapas que eu quero estar presente.
_ Ah, sim, claro, mas por mim está tudo bem, o que vale é que o mais importante você conseguiu. – fala, novamente, animado.
_ Sim, o mais importante já foi. – confirma Demi. _ Eu te amo pai.
_ Eu te amo muito minha filha. – diz com uma voz saudosa. _ Nós aqui te amamos. – Demi não queria chorar, mas chorou, então, não querendo que pai soubesse que ela chorava, inventou uma desculpa para desligar o telefone com urgência.
Após alguns minutos, mas calma, Demi liga para Sam, ela queria ligar primeiramente para Camila, mas resolveu que mais tarde passaria na cafeteria, para contas a novidade para ela.
Se seu aí atendeu rápido, Sam demorou e muito, quando Demi já estava pensando em desligar e tentar mais tarde, Sam atende.
_ Ei, Demi. – ele parece um pouco ofegante.
_ Ei, Sam, estou te atrapalhando em algo? – pergunta.
_ Não, não, claro que não, pode falar. – diz, mas tranquilo.
_ Bom, acho que você ainda não ficou sabendo da novidade. – arrisca dizer, ao perceber que ele não comentou nada.
_ Acho que não, o que é? – pergunta.
_ Ontem o Gabriel veio aqui...
_ Oh. – diz, como se previsse algo ruim.
_ Não. – Demi ri. _ Ele veio me dizer que meu livro será lançado. – diz e escuta Sam comemorando do outro lado da linha.
_ Demi isso é ótimo! – Demi fica feliz ao ver que ele ficara realmente feliz por ela, isso significa que ele realmente importa. _Sim, o livro dela vai lançar. – escuta a voz de Sam dizer, quase que em sussurro. Mas com quem ele estava falando? Demi escuta gritinhos finos, que, com toda certeza, não era de Sam, mas sim de uma mulher.
_ Demi. – Demi se assusta com o grito de mulher em sua orelha. Mas não qualquer mulher, e sim, de... Camila?_ Você conseguiu...
_ Camila? – Demi tentava a interromper, mas não conseguia.
_ Eu ainda não acredito que você conseguiu.
_ Camila o que você está fazendo aí? – grita, enfim, conseguindo a atenção da amiga.
_ Demi, foque no importante, seu livro vai ser lançado!
_ Você deveria estar trabalhando. – Demi a ignora.
_ Aff, Demi, estou gripada. – mente.
_ Você não parece gripada.
_ O meu patrão não precisa saber disso. – contrapõe. Demi ri.
_ E porque na casa do Sam?
_ Você realmente está me perguntando isso? – pergunta Camila, mas não espera Demi responder. _ Estou aqui para terminar o que você atrapalhou, há alguns dias atrás.  – responde. Demi gargalha.
_ Vê se não o machuca, ainda vou precisar dele para ilustrar meu livro. – Camila ri.
_ Uau, que compreensivo da sua parte. – Demi ri.
_ Você sabe que estou brincando. – diz depois. _ Ele é um bom homem, só isso.
_ Disso você pode ficar despreocupada, Demi, ele é... – hesita... _ Ele é pra ficar. – diz com uma voz boba, a voz de uma garota apaixonada...

Agora que todos estavam devidamente avisados, Demi relaxa um pouco, toma um banho, come o que encontra na geladeira e assiste TV até que dê a hora de Joe chegar.

Assim que Joe chega, ele vai direto ao apartamento de Demi, sem nem mesmo olhar o seu.
Quando Demi o recebe, ele já logo a entrega uma sacola, com um sanduiche do Subway e uma latinha de Coca-Cola.
_ A cada sai você me faz ficar mais apaixonada por você. – comenta Demi, já abrindo sua latinha, e tomando um gole.
_ É esta a intenção. – a abraça e a beija.
Aquele beijo tinha tudo para ser apenas mais um beijo, mas não foi. A cada segundo ele ficava mais intenso e quente.
_ Acho que podemos comer depois. – diz Demi, sugestiva, quando finalmente se separam.
_ Sem duvidas. – concorda Joe.
Nem Demi, nem Joe prestam atenção a onde jogam seus lanches, Demi tem quase certeza que sua Coca-Cola, esta derramada no chão. Mas porque se importar com isso agora?
Assim que Joe a guia para o sofá da sala, deitando-a por lá, Demi já começa a retirar a blusa de Joe, que não a impede, apenas continua a beija-la, enquanto pode. Assim que Demi termina de tirar sua blusa, Joe se levanta, apenas um pouco, para tirar sua própria calça, Demi, enquanto isso, também se levanta um pouco, morde de leve seu queixo, e vai descendo do pescoço, a barriga, beijando e dando pequenas mordidinhas, que fazia Joe se arrepiar por completo. Joe volta a se deitar, encima de Demi, e vai direto beija-la, com ferocidade.
Quando o beijo para, Demi já está mais que animada, e tira o resto de suas peças, com rapidez, Joe também faz o mesmo.
Os se unem mais uma vez, podia ser apenas a segunda vez dos dois juntos, mas a sincronia era imensa, como se eles já tivessem experiência, como se o corpo um do outro estivesse sempre um colocado no outro.
Desta vez Joe comanda tudo, era a vez dele proporcionar o prazer a ela.
E, apesar da pouca experiência dele, Joe não decepciona, logo encontra a posição e velocidade ideal, fazendo Demi gemer e arranha-lo.
Beijos, arranhões, gemidos, dentes cerrados, suor, amor... Hoje não houve nenhuma preocupação, nem mesmo, se por acaso os vizinhos estariam sendo incomodados, hoje só importava aquele momento de puro prazer e amor. Momento que para Joe, tinha sinônimo de começo, mas pra Demi, era sinônimo de despedida.

Continua

Como prometido, capítulo postado, espero que tenham gostado.


Caah: Muito obrigada por comentar. Bjsss.  

sábado, 30 de janeiro de 2016

24. No paraíso – Não Existem Poesias



Demi não o dá espaço para entrar, Joe poderia não estar ali, mas ela ainda não confiava nele o suficiente para deixa-lo entrar. Gabriel percebe sua tensão, mas não reclama.
_ Preparada? – pergunta. Demi pensa em todas as possibilidades, ele disse que era uma boa noticia, e, Demi espera que ele esteja falando sobre o livro, então possibilidade número um: o editor chefe gostou do livro, possibilidade número dois: ele conseguiu convencer mais alguém do grupo dele que meu livro deveria ser lançado, dando-a assim, uma segunda chance...
_ Sim? – respondeu, não dando muita segurança.
_ Seu livro Demi... Seu livro será lançado.
Demi não sabia como reagir. Abraçar Gabriel, desta vez, estava fora de cogitação, mas alegria que estava dentro dela, ah, esta deveria ser extravasada. Gritar? Pular? Tudo junto?
Tudo junto!

Gabriel gostaria de comorar junto com ela, mas sabia que tinha perdido este direto na noite anterior, então, teve que se contentar em despedir-se, e deixar Demi, sozinha, eufórica.
Camila e Joe estavam trabalhando, pelo menos até onde Demi estava ciente, então ela não poderia comemorar com ele, pelo menos não por agora, sendo assim, Demi correu até seu telefone e ligou para a casa de seus pais.
O telefonema demorou um pouco para ser atendido, numa hora dessas o pai, geralmente, ainda estava trabalhando, mas ela tinha uma pontada de esperança que sua mãe a atendesse, já que da última vez em que elas se falaram, ela foi mais receptiva com a filha.
_ Olá, Demetria. – fala a mãe de Demi, claramente não muito feliz em atender aquela chamada. _ O seu pai não está. – a relembra.
_ Eu sei mãe. – diz Demi, tentando não deixar se abalar pela frieza da mãe. _ Eu gostaria de falar com você também. – a mãe não diz nada. _ Mãe? – a chama, querendo saber se ela ainda esta a escutando.
_ Sim.
_ Mãe, eu... O meu livro. Ele vai ser lançado! – Demi vai reanimando ao dar a notícia para sua mãe.
_ Isso... Isso... Isso é realmente... Ótimo. – a mãe não parece saber como reagir, e isso, para Demi, é um bom sinal, pois significa que a mãe se importa.
_ Eu queria que você e papai fossem os primeiro a receber essa notícia. – na realidade, foi por falta de opção, mas Demi não precisava dizer algo assim, era até melhor os pais serem os primeiros a descobrirem, afinal de contas, eles foram os primeiros a apoia-la, bom, pelo menos o pai de Demi a apoiou desde o começo.
_ Fico muito feliz por isso Demi, muito mesmo. – diz, mas não desenvolve o assunto. Demi se pergunta como será sua relação com sua mãe daqui pra frente. As duas eram tão unidas, mas agora, mal conseguem se falar por muito tempo. _ Isso significa que você vai voltar? – pergunta depois de alguns minutos de silêncio.
_ Depois que o livro lançar, sim. – responde Demi.
_ E isso leva muito tempo?
_ Ainda não sei. – responde. _ Mas o importante é que vai lançar e que eu vou voltar. Não é? – pergunta.
_ Sim. – o silêncio volta.
_ Mãe?
_ Sim.
_ Você ainda está magoada comigo? – pergunta já com medo da resposta.
_ Não. – responde, mas não parece sincera. _ Eu me preocupo com você Demi, só isso.
_ Não há porque se preocupar, mãe, eu estou bem. – a consola.
_ Eu sei. Mas... Prefiro você perto. Só isso. – assume.
_ Eu sinto sua falta mãe. – diz Demi, quase chorando.
_ Você ainda tem comida? – pergunta ignorando o momento fofo com a filha, mas Demi ri, afinal de contas, era só preocupação.
_ Alguns restos, mas eu me arranjo, não precisa se preocupar.
_ Eu sei. – repete. _ Mas não significa que eu não vá me preocupar. – a reprime. _ Você quer que eu diga para seu pai, ou vai querer ligar para falar você mesma? – pergunta.
_ Eu quero ligar. – responde, o pai ficaria tão eufórico, ela queria ver, quer dizer, escutar, esta reação em primeira mão.
_ Tudo bem então. – diz a mãe. _ Eu tenho algumas coisas para fazer, Demi. – começa. _ Então é melhor desligarmos. – diz.
_ Tudo bem. – diz Demi, ela queria falar mais com a mãe, mas este telefonema já havia sido um avanço e tanto, ela estava feliz assim. _ Tchau mãe. Eu te amo.
_ Tchau Demetria... É... Eu te amo filha. – desliga.
Demi estava feliz, mas isso não a impede de chorar feito um bebê após o telefonema com a mãe.
Ela sentia tanta falta de casa... Ela sentia falta de como as coisas eram antes, mas ao mesmo tempo, Demi estava tão feliz com o que tinha conquistado. Seu livro iria ser lançado, ela estava namorando... Tudo estava se encaminhando para um desfeche perfeito, mas...
Se ela voltar para casa, isso significa dar adeus a Joe.
Demi se sentia no paraíso, porém seu paraíso estava ameaçando se ruir.

No local e hora marcada, Demi se encontra com Joe. Ambos se beijam na porta da escola, assim que se encontram, sem nenhum pudor. Joe nunca faria isso há um tempo, bom, há um tempo Joe nem mesmo beijado tinha...
_ Você está linda. – diz Joe.
_ Nem estou arrumada. – reclama Demi. _ Esse frio... – Demi queria ter vindo mais elegante, mas como não tem muitas roupas para tempo frio, teve que se virar com um jeans claro, uma bota que ela nem mesmo sabia o porquê tinha trago, já que apertava seu pé, mas que, só por hoje, agradeceu por ele estar ali, e uma blusa de lã com alça caída.
_ Você está linda. – reafirma, agora com veemência. Demi sorri. _ Vamos? – pergunta.
_ Vamos. – responde sorridente.
O restaurante que Joe a leva e perto de onde ele trabalha, porém não na rua principal, mas em sua interjeição, que é uma rua bem mais tranquila.
O restaurante tem uma fachada simples, Demi só percebe que é ali, quando Joe para na frente, pois senão ela passaria sem notar nada. Dentro é um lugar espaçoso e iluminado, uma boa parte das mesas está ocupada, a maioria por casais mais velhos, com uma ou duas famílias por ali. O lugar tem cheiro de massa, e isso faz o estomago de Demi roncar.
O garçom os guia para uma mesa no canto do salão, os entrega o cardápio e os deixa sozinhos.
_ Esta com fome? – pergunta Joe.
_ Seria muito mal educado dizer que sim em nosso primeiro encontro? – pergunta.
_ Não é exatamente nosso primeiro encontro. – responde.
_ Bom, é o primeiro oficial. – contrapõe. Joe ri.
_ Bom, eu não ligo muito se você disser que sim, no fundo até prefiro, pois apesar de ser a opção mais barata, não quero pedir salada só para fazer pose. – Demi gargalha.
_ Então estou. – responde.
_ Então pizza? – sugere.
_ Pizza. – concorda.

Após fazer o pedido, Demi e Joe começam a conversar.
_ E como foi seu dia? – ela pergunta.
_ Foi bom, na verdade, foi bem normal. – sorri tímido. _ Provas e mais provas, mas foi bom, pois eu pude começar a ser seu livro.
_ E você já tem alguma opinião formada? – pergunta.
_ Quando eu digo começar, eu digo bem no começo mesmo. – cora. Demi ri.
_ Tudo bem, sem pressa.
_ Mas e você? Como foi seu dia? – Demi hesita; antes ela estava tão eufórica para contar, mas agora não parecia uma notícia tão boa assim.
_ Foi bom. – começa.
_ Só?
_ Joe, eu tenho que te contar uma coisa. – diz seria. Joe se assusta um pouco, mas tenta não demonstrar. _ Meu livro vai ser lançado. – Joe parece paralisado no começo e Demi se pergunta se foi uma boa ideia falar isso ali, enquanto ambos estavam tão bem.
_ Demi. – ele sorri. _ Isso é ótimo! – ele se empolga. _ Isso é muito bom. – Demi sorri ao vê-lo feliz por ela, mas será que ele não percebeu o que isso implica? _ Demi, eu deveria ter levado você a um lugar melhor, para comemorarmos, podemos cancelar o pedido, eu já ouvi falar de um restaurante aqui perto que dizem que é o melhor da região... – Joe fala sem nem mesmo dar espaço para respirar.
_ Joe. – Demi o interrompe. _ Não precisa, aqui está ótimo. – sorri. _ É pizza, não há melhor maneira de comemorar. – diz e Joe relaxa.
_ Demi, isso é tão bom. – ele sorri todo bobo, assim como Demi no inicio.
_ Você realmente está assim, feliz por mim? – pergunta, só para garantir.
_ Claro, e porque não estaria? – pergunta Joe.
Ele não fazia ideia, Demi pode perceber, ele não percebe que quando o livro for lançado, ela irá embora, que eles provavelmente teriam que terminar. Demi poderia até ficar, por ele; aqui é um bom lugar, mas ficar envolvia perder seus pais, e ir envolvia perder Joe.
_ Nada. – ela sorri. Joe estava feliz, não tinha percebido nada, então porque estragar isso agora? Demi seria feliz, viveria, pelo menos por enquanto, em seu paraíso, mesmo que ele fosse uma  doce ilusão.

Continua


Capítulo postado, espero que tenham gostado.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

23. Boas Notícias – Não Existem Poesias



Joe havia entendido bem que deveria esperar explicações de Demi, que não era certo julga-la só por ser abraçada por um homem ou o convidado para seu apartamento, mas beijá-lo? Na frente de todos?
Demi, ainda sem ver que Joe estava logo atrás de si, empurra Gabriel, e o dá um tapa no rosto, fazendo um barulho alto, chamando a atenção de todos.
Gabriel, com olhos arregalados e com a mão no lado do seu rosto que havia sido atacado, vira a Demi sem entender nada.
Camila, que pegara o beijo forçado em seu final, observa que Joe está paralisado, com uma expressão que mistura tristeza e ódio. Ela teria que intervir.
_ Resolva com Gabriel, eu resolvo com Joe. – disse rapidamente, ao passar por Demi e ir até Joe, e Demi, que só agora o vê ali, se desespera. _ Venha comigo. – diz Camila, puxando Joseph pelo braço, a força, arrastando-o para o quarto mais próximo.
Dentro do quarto, Joe vai diretamente até a cama e se senta nela, como se estivesse derrotado.
_ Eu não acredito que você ache que a Demi está te traindo. – Camila não fica feliz.
_ Não é isso. – responde Joe, sim, ele teve duvidas no começo, isso antes de Demi bater em Gabriel.
_ Então?
_ Parece que sempre tem algo. – diz Joe. _ Sempre tem algo no meio do caminho, para nos atrapalhar, às vezes sou eu, às vezes é outra pessoa, às vezes a própria Demi. Vai ser sempre assim? – pergunta Joe, realmente cansado.
_ Talvez. – admite Camila. Joe se espanta com a resposta, ele esperava por um pouco de consolo, mas também, ele estava falando com Camila, não é? Ele não podia esperar falso consolo. _ Mas isso não quer dizer que não vale a pena insistir. – conclui. Joe espera um pouco para se pronunciar.
_ Pensei que você não me quisesse junto a Demi. – observa.
_ Não é que eu não quero, só acho que vocês dois são dois tipos de pessoas diferentes demais, porém, você a faz feliz, e sei lá, você parece feliz com ela, no final é isso que importa, não é? – sorri fraco.
_ Obrigado. – diz Joe. _ Por me apoiar, mesmo... Com tudo.
_ Você é um cara legal. – diz Camila. _ Então vê se não fode. – diz, fazendo Joe rir, e deixando-o lá.
Demi entra no quarto após um tempo, ela já havia se esclarecido com Gabriel, que pediu desculpas.
_ Joe...
_Demi. – Joe a interrompe. _ Não precisa dizer nada. – Joe se levanta,  vai até a ela e a toca no rosto, acalmando-a.
_ Mas...
_ Shhh. – Joe a interrompe e a beija. Era só isso que ambos precisavam.


_ Você sabe que não precisa ficar aqui, me ajudando. – diz Sam, amarrando o último saco de lixo.
_ É impressão minha, ou você já está me querendo longe? – pergunta.
_ Claro que não. Mas você vai trabalhar e bom... Você deveria descansar, não?
_ Eu trabalho em uma cafeteria, qualquer coisa é só me entupir de cafeína.
_ Não acho algo muito saldável de se fazer. – diz, Se aproximando de Camila, tirando a vassoura de sua mão e a abraçando. _ Mas já que você diz...
_ Pode não ser saudável. – o dá um selinho. _ Mas também não mata. – Da outro selinho, mas desta vez, puxa o lábio de Sam, com delicadeza no final, deixando-o todo arrepiado.
_ Você realmente tem que ir trabalhar amanhã?  - pergunta, fazendo careta e apertando Camila ainda mais contra si.
_ Não sei... – diz sugestiva. _ Acho que vou acordar gripada amanhã. – pisca.
_ Então seria bom eu cuidar de você... – a beija, já a levando para o sofá. Desta vez Demetria não atrapalharia.


O dia amanheceu, e antes mesmo que Joe saísse para seu trabalho, Demi tocou sua campainha.
Joe a atendeu, alegre, ele já estava pronto, havia acabado de tomar seu café da manhã.
_ Não pensei que você iria acordar tão cedo. – observa, ainda eram 6 da manhã.
_ Hoje tenho uma entrega especial. – diz, mostrando o montante de folhas em sua mão. _ Meu livro. – Joe encara o bloco de folhas A4 na mão de Demi.
_ Pensei que fosse menor. – admite, pegando o livro.
_ 180 folhas A4. – diz satisfeita. _ Não seja tão cruel, você mesmo me disse que em tempo de aplicação de provas, vocês professores costumam ter um tempo livre. – Joe ri.
_ Tudo bem, eu vou ler, eu realmente preciso saber o que acontece no final. – Joe acaricia a mão de Demi. _ Nos encontramos durante a tarde? – pergunta.
_ Esta me convidando para sair?
_ Se você me prometer não pedir o prato mais caro do restaurante. – diz Joe, fazendo-a rir.
_ É um lugar muito chique? – pergunta. _ Só para saber o que vestir.
_ É um lugar bom. – fala um pouco tímido. _ Mas não acho que eles ligariam tanto se você fosse de pijama. – Demi ri.
_ Que horas então?
_ Saio do serviço às 17 horas.
_ Te encontro na porta da escola então. Pode ser?
_ Nunca quis tanto que o tempo passasse mais rápido. – a da um selinho.


O dia vai passando e Demi vai se afundando cada vez mais na leitura de seu próprio livro, ela queria ver novamente sua obra, entender o ponto de vista dos editores, amigos de Gabriel, e enxergar o que ele a dissera, sobre o novo que seu livro poderia trazer.  Talvez ela realmente pudesse mudar algo, pois, por mais que quisesse, Demi não tinha tanta expectativa sobre o editor chefe lendo seu livro, ela queria acreditar que ele gostaria, mas publica-lo? Não que ela menosprezasse sua historia, mas após tudo o que ela escutara, ela tinha ficado um pouco insegura.

A campainha toca.

Demi estranha, pois não tinha combinado nada com ninguém, ainda assim, por descuido talvez, ela abre a porta sem nem mesmo checar quem era.

Seus olhos se arregalam a ver a figura do lado de fora. O que ele estava fazendo ali?
_ Gabriel?
_ Ei Demi. Hoje trago boas notícias.


Continua


Ei gente, capítulo postado, espero que gostem.
Outra coisa, queria pedir um favor para vocês, tem como vocês se inscreverem no meu canal do youtube? https://www.youtube.com/user/nandaisfuc se quiserem visualizar meus vídeos, fiquem a vontade.



Caah: Não vai ter porrada, mas no final deu tudo certo entre os dois :D Muito obrigada por comentar. Bjssssss
Fabíola: kkkkkkkkkkkkkk pula não, pense que eu preciso estar viva pra escrever, mas olha pelo lado bom, deu certo no final :D. Muito obrigada por comentar. bjsssssssss

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

22. Gabriel, mas nada de Anjo – Não Existem Poesias



Demi foi a ultima a chegar a uma “festa” feita para ela, uma garfe? Sem duvidas, mas algo a dizia, ao entrar na casa de Sam, que ninguém ali se importava muito.
 Ela não conhece ninguém, e tinha bem mais gente que o planejado, pelo menos por ela.
_ Pelo jeito vai ser uma festa bem animada. – diz Joe, um pouco incomodado, da ultima vez que ele se “aventurara” em uma festa, ele acabara bêbado, dormindo encima de Demi.
_ Acredite. – começa Demi. _ Estou tão surpresa quanto você.
Demi vai adentrando mais na casa de Sam, olhando para todos os lados, tentando encontrar um rosto familiar.
_ Demi. – chama Sam, eufórico, do outro lado da sala. _ Oi Demi. – a abraça forte, claramente um pouco alterado.
_ Sam. – Demi o cumprimenta alegre. _ Esta não era uma festa pequena? – pergunta, fazendo de tudo para não parecer grossa.
_ Bom... Era... – começa meio sem jeito. _ Mas você sabe né... Artistas... Conhecem muita gente... São animados... Geralmente sem horários... – ele ri.
_ Pelo menos vai ser uma festa bem animada. – Demi sorri tímida, porém não sincera.
_ Exatamente, precisamos fazer algo bem animado, não é?
_ Claro. – mas Demi não estava realmente animada. Demi não tem problemas com grandes festas, nem multidões, na verdade, ela até gosta. Mas hoje, por algum motivo, ela queria um pouco de paz, algo tranquilo, só um encontro entre pessoas legais, algo calmo, nada demais.
Agora ela se pegava pensando, será que Sam sentiria falta dela, caso ela não tivesse vindo?
_ Vou te apresentar para todos aqui. – diz Sam, mas alguém o chama. _ Só... Daqui a pouco eu te apresento a todos. – ri e Demi ri junto, ele não iria a apresentar a todos, isso ficara obvio já.

Demi suspira, quando Sam sai, ela não conhece muito da casa, mas “arrasta” Joe consigo, até encontrar um lugar com menos gente, que é no fundo da casa, no primeiro andar, perto de onde Sam guarda seu lixo.
_ Você não parece muito feliz. – percebe Joe.
_ Queria algo mais calmo. – confessa.
_ Sério? – pergunta Joe, descrente.
_ Bom, é bem obvio que ninguém aqui está por mim, então não faz muito sentindo eu estar aqui. Eu poderia estar em casa... Com você... – se aproxima de Joe, levantando seus braços, para abraçar a nuca de Joe.
_ Só comigo? – pergunta Joe, sugestivo.
_ Só com você. – confirma Demi, também sugestiva.
Os dois se beijam por um longo minuto.
_ Demi. – começa Joe, assim que separam o beijo. _ Do que se trata seu livro? – pergunta. Demi ri.
_ Porque você está perguntando isso agora? – estranha.
_ É tão raro as pessoas perguntarem? – pergunta Joe.
_ Não. – responde. _ Mas você nunca pareceu muito interessado. – confessa. Joe não diz nada, mas no fundo ele se sente mal, ele era um péssimo namorado.
_ Mas agora eu estou. – disfarça.
_ Bom... – Demi se separa um pouco, mas ainda segue próxima de Joe.  _ Fala sobre uma garota, que se mete em problemas por causa do seu namorado. – começa. _ Mas como ela é de uma família importante, sua única punição é cuidar de idosos em um asilo. Lá ela encontra um casal de idosos, e se torna muito amiga da senhora, e bom... O resto é história.
_ Como assim “o resto é história”? – pergunta Joe.
_ Você vai querer que eu te conte tudo? E a surpresa? – indaga.  
_ Bom...
_ Você vai ter que ler para saber o que acontece.
_ Ela muda? – pergunta.
_ Sim... – responde.
_ Então este é o fim? – pergunta.
_ Mais o menos. – responde.
_ Como assim, mais o menos?
_ Joe, eu não vou te contar.
_ Mas porque não?
_ Se você quiser saber o que acontece, leia.
_ Você faz isso com todo mundo? – pergunta.
_ Sim.
_ E todo mundo cai? – pergunta Joe.
_ Bom... Todos leram. – dá de ombros.  Demi suspira presunçosa.
_ Então... Como que eu posso ler?
_ Faço uma copia para você. – sorri e o dá um selinho.

_ Aí está você. – Demi se assusta, se separando de Joe.
_ Camila?! – As duas se abraçam.
_ Pensei que você nem vinha mais, tampinha. – se separam.
_ Tive... Um pequeno... – Camila já viu Joe, e desfaz o sorriso.
_ Não precisa explicar. – a interrompe. _ Pelo menos não agora. – encara Joe, que, tímido, desvia o olhar. _ Hoje é noite de festa.
_ E você não tem que trabalhar amanhã? – pergunta Demi, encaixando outro assunto, para ignorar o clima que ficara por ali. Demi não sabia sobre a conversa que Camila e Joe tiveram, mas Camila acompanhou a briga, e tinha deixado bem claro que achava que deixar Joe de lado fosse o melhor a se fazer.
_ Bom, ter eu tenho. –admite. _ Mas quem liga quando... – Demi acha que a amiga esta fazendo suspense, mas na realidade Camila avalia se vale a pena falar na frente de Joe ou não. _ Você é pedida em namoro pelo cara mais gato do universo.
_ Não!
_ Sim!
_ Não!
_ Sim! – as duas gritam histéricas, assustando a Joe.
_ Quando? Como? – Demi pergunta.
_ Longa história, mas, resumindo, eu cheguei mais cedo, conversamos um pouco, e descobrimos que gostamos um do outro. – resume. Demi dá pulinhos de alegria.
_ Isso é ótimo!
_ Não é? Mais um motivo para comemorar! 
_ Logico. – agora Demi esta realmente mais empolgada.
_ Vocês dois. – diz Camila, ignorando o fato de não estar tão satisfeita com a escolha da amiga, e incluindo Joe. _ Já pra dentro aproveitar a noite.

Demi e Joe aproveitaram da melhor maneira possível. Joe arriscou-se a beber um pouco, mas desta vez se controlou, não queria ficar bêbado novamente, no máximo um pouco zonzo. Sam acabou a apresentando para alguns convidados, quando ele podia, pois toda hora alguém o chamava, ou ele estava se agarrando a Camila em algum canto.
_ Vou ao banheiro. – sussurra Joe, no ouvido de Demi, e ela apenas acena como confirmação. Joe vai até o banheiro, que não está muito longe de onde eles estavam, no segundo andar.
_ Oi Demi. – Demi procura de onde a voz vem, e vem de Gabriel, que está logo atrás dela.
_ Oi Gabriel. – os dois se abraçam.
_ Oi Demi. – repete. _ Fico feliz por não termos colocado você muito pra baixo. – diz sorrindo tímido.
Na verdade colocaram. –pensa Demi.
_ Bom, o Sam me ajudou bastante. – admite, rindo de canto.
_ Peço perdão pelos meus colegas. – diz ele.
_ Sem problemas, vida que segue. – tenta manter-se positiva.
_ Bom, mandei a copia do seu livro para o nosso editor chefe. – diz Gabriel.
_ Como? – Demi não entende.
_ Mandei a copia do seu livro para o nosso editor chefe. – repete.
_ Mas por quê? – pergunta Demi.
_ Ele vai ler seu livro e talvez ele aceite publicar. – responde calmo.
_ Mas se vocês... Desculpa, não redimindo seu trabalho... Mas se você e seus amigos não publicaram porque justo seu editor chefe iria? – pergunta Demi.
_ Talvez porque ele seja um dos fundadores da editora e saiba, como ninguém, o que é melhor para ela?
_ Mas, se não passou por vocês... – insiste.
_ Demi, eu amo minha profissão, amo meus amigos, mas com o tempo nós ficamos um pouco... Previsíveis? – não encontra a palavra ideal. _ Nós acabamos nos guiando pelo que já está aí. Se o livro do momento é sobre bruxos, vamos procurar lançar livros que envolva magia; se o livro mais vendido do ano é sobre vampiros, vamos lançar um monte de livro sobre vampiros, se o livro que todos estão falando é sobre um sadomasoquista, vamos procurar lançar livros que contenha sadomasoquistas... É assim, acabamos seguindo a corrente, mas nos esquecemos de que para estes livros se destacarem, alguém teve que acreditar nele e publica-lo, mesmo quando seu enredo não estava no auge. – Explica. Demi sente como se todo o seu mundo tivesse ganhado uma explicação. Aquilo fazia sentido.
Talvez o livro de Demi não fosse ruim, talvez ele não fosse publicável porque é ruim, mas sim porque o assunto do livro, não é o que prende a todos no momento, o que não significa que nunca prenderá.
_ Mas... Então você acha que ainda tem alguma chance? – pergunta eufórica.
_ Claro que tem. – responde sem pestanejar.
_ Gabriel, você é meu anjo! – Demi, alegre, abraça Gabriel, e ele corresponde.
Demi não sabia, mas isso foi um erro.
Assim que Demi separa o abraço, Gabriel a pega pelo rosto e a beija.
Joe que já voltava do banheiro vê.


Continua



Nesta altura do campeonato, já é bem obvio que não consegui cumprir com as datas da maratona. Mas, acreditem, sempre tem um lado bom.
Quando fiz as datas da maratona, fiz uma organização que coubesse todos os capítulos restantes da fic, sim, a fic iria acabar dia 31, no seu 27º capítulo, bom, ainda vai acabar no 27º capítulo, mas não mais no dia 31.
Então, sim, vocês ficaram sem atualização, mas de certa forma, garantiu um pouco mais de “Não existem poesias” para vocês ...

Caah: Postado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Anonimo: Peço perdão por te fazer sentir assim, não é intencional, só que confesso que não consigo organizar meu tempo de modo que eu consiga realizar todas as tarefas que prometo, estou tentando, mas está bem difícil. Ainda assim muito obrigada por comentar. Bjsss
Nessa: JURA!!!?? Parabéns moça, felicidades!!!! Desculpa não ter postado pra lhe dar esse presente, mas ainda assim, lhe desejo tudo de bom. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Fabiola:  Sentiu certo viu moça kkkkk, agora é ver como isso vai se desenrolar. Muito obrigada por comentar. Bjsss 

21. Dois casais? Sim, dois casais! – Não Existem Poesias


Camila tinha dito que chegaria mais tarde, mas assim que saiu do trabalho, resolveu que era melhor ir direto, Sam mesmo havia insistido que não era algo chique, ela poderia muito bem ir com sua calça jeans, e sua blusa branca simples, não precisava se arrumar como se fosse ir para uma balada de verdade.
Assim que chegou a porta de Sam, Camila olha a hora na tela do seu celular e percebe que chegara quinze minutos mais cedo.
Ótimo. – pensa frustrada. Agora era esperar alguém mais chegar, assim não precisaria pagar muito mico.
E assim foi, Camila encostou-se ao poste de luz, frente a casa de Sam e por lá ficou.
Mas não por muito tempo.

_ Eu duvidei um pouco que fosse você. – começou Sam, parando ao lado de Camila. _ pois você disse que iria atrasar, mas quando olhei pela janela, eu não pude deixar de ficar curioso. – Camila ri.
_ Você disse que não teria problemas eu vir simples. – disse apontando para si.
_ Bom, se simples assim você já fica tão bonita... – sorri.
_ Porque você é assim? – pergunta Camila. Sam estranha.
_ Como assim?
_ Tão simpático comigo?
_ Você nunca não foi simpática comigo. – respondeu obvio.
_ Você sabe que eu tenho interesses por você? – pergunta Camila. _ Desde o primeiro dia?
_ Bom, não sabia que era desde o primeiro dia, mas... Da última vez que nos vimos ficou bem claro que você tem interesses por mim. – sorri tímido.
_ Mas, você me trata com respeito mesmo após isso... – Camila parece confusa.
_ Eu não estou entendendo aonde você quer chegar. – admite.
_ Eu nunca fui de relacionamentos sérios, e, apesar de gostar de você, naquele dia iria ser só um caso rápido, talvez eu nem mais olhasse para você, não tão cedo... Mas você ainda é simpático comigo.
_ Eu nunca disse que sou santo. – responde. Camila ri. _ Você gosta de mim? – pergunta, após alguns segundos de silêncio.
_ Gosto. – admite, após pensar um pouco. _  E você? –pergunta Camila. _ Gosta de mim? – ela agora o fita esperançosa.
_ Gosto. – responde Sam. _E muito.


Não Demi!
Não é para isso que você veio para cá!
É pelo seu livro! Santo Deus! Pense no seu livro!
Pare Demi! Pare!
Faça-o parar!
Você não pode!
Não novamente!

_ Joe. – tentava interrompê-lo para poder se recompor. Mas Joe não deixava, mais um beijo.  _ Joe. – tentou novamente, desta vez, de verdade. _ Eu preciso ir. – se esforça, para não se deixar levar novamente. _ Joe, não. – agora Joe se afasta.
_ Não haja como se não tivesse gostando.
_ Eu não falei que não estava. – diz sem pensar, e se arrepende, custava tanto mentir desta vez? _ Quer dizer...
_ Volta comigo. Eu juro melhorar. – pede.
_ Joe...
_ Demi, eu não sou perfeito para você, mas eu juro que vou tentar fazer meu melhor, me dê só mais uma chance.
_ Joe...
_ Só me diga que sim. – insiste. Demi suspira.
Ah Joe, porque você faz isso comigo?
_ É isso que você quer? Você realmente quer isso? – questiona.
_ Sim. É o que eu quero. – responde. _ E eu não estou bêbado desta vez. – Demi ri. _ Podemos recomeçar? – pergunta.
_ Isto não está certo Joe. – diz Demi.
_ Eu fui correto minha vida inteira Demi, mas só fui feliz quando te encontrei. – confessa, Demi não resiste.
_ Só não diga que eu não avisei.

Continua


Mais daqui a pouco...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

20. Seja 'O' Joe - Não Existem Poesias


Joe descobrira muitas coisas desde que conhecera Demi, mas a pior descoberta, sem dúvidas, foi a última, Joseph é orgulhoso.
Ele queria tentar falar com Demi, pedir desculpas por não ter sido um bom namorado, agora ele podia ver, Demi e ele tinham pulado várias etapa de um relacionamento normal, e isso não era apenas culpa dele, mas bom, alguém tinha que iniciar uma reconciliação, não é? E Joe queria que esta reconciliação acontecesse, não é? Mas ele iria? Bom, não.
Demi, sem nem mesmo saber, tinha entrado no mesmo barco, ela gostaria de pedir desculpar, afinal de contas, ela teria que ficar aqui, querendo ou não, se seus pais não a aceitasse em casa, ela não teria por onde ir, ela tinha conhecidos lá, alguns amigos, mas ainda assim, se fosse para voltar a sua cidade, tinha que ser para sua casa, não para de um amigo. Porém  no caso de Demi, não era o orgulho que a atrapalhava, mas sim o medo, ela já tinha tomado uma decisão, ela não quer mais se envolver com ele, sua vida aqui agora, seria apenas pelo seu livro e mais nada, e ela temia, que ao pedir desculpas, ao chegar tão perto dele, ela falharia e voltaria a quere-lo.
O telefone de Demi toca e ela vê que é Sam.
Ela se prepara para o assunto que se formaria neste telefonema.
_ Oi. - atende sem animação.
_ Olá Demi. - diz ele do outro lado da linha, porém não triste, normal. _ primeiro, peço perdão pelo que te fiz passar. - inicia.
_ Não precisa se desculpar, você queria me ajudar...
_ Ainda sim Demi, nunca imaginei que eles seriam tão brutos e insensíveis.
_ Você... você sabe o que eles falaram? - perguntou Demi intrigada, ela mesma não tinha dito a ninguém.
_ Creio que você conheceu o Gabriel. - diz ele. _ Ele é um bom amigo meu.
_ Agora entendo o porquê dele ter sido o mais gentil.
_ Se você acha que é por minha causa, sinto lhe dizer, mas ele não fazia ideia que você é minha amiga, nem eu sabia que seria o grupo dele a "julgar" seu livro.
_ Fingir que creio. - tenta brincar.
_ Bom, não é exatamente por isso que eu te liguei.
_ Não?
_ Não. Eu quero de convidar para uma comemoração.
_ Comemoração? - Demi não entendi onde Sam queria chegar.
_ Sim, vamos comenorar sua visita a editora.
_ Você esta ciente que foi uma tragédia, não esta? - pergunta Demi
_ Eu não diria tragédia, mas sim, sei que seu livro não foi aceito, e eu proponho uma comemoração por isso, pois quando seu livro estiver lançado e vendendo muitos e muitos exemplares, eles estarão lá, se mordendo por terem perdido esta oportunidade.
_ Sam. - Demi começou sem animo. _ Você não precisa fazer isso comigo. Eles disseram as razões deles e eu entendi, não fique me iludindo assim.
_ Demi. - agora ele parecia um pouco ofendido. _ Talvez eu não tenha deixado bem claro quando nos conhecemos, mas eu não sou do tipo que ilude autores, ilustrar é meu trabalho, eu vivo disso, não posso perder tempo ilustrando um livro do qual eu não acredito, muito menos buscando editoras para tal, não sei porque você acha que estou te iludindo, só te digo que eu não faço isso, não mesmo. - Demi pensa um pouco.
_ Onde? - pergunta e escuta uma risada de Sam do outro lado.
_ Na minha casa, hoje, as cinco.
_ Você sabe que hoje ainda é terça-feira, não sabe?
_ Sei. - garantiu Sam. _ Não se preocupe, não vai ser uma festa de arromba. Vai ter muita comida, você vai conhecer algumas pessoas legais, talvez eu abra um vinho, mas isso é o mais imprudente que vamos fazer hoje. - Demi ri. _ Já chamei Camila. - diz ele.
_ E ela vai? - pergunta um pouco surpresa, por ela aceitar ir a uma festa em plena terça-feira, mas depois ela lembra que se trata de Camila, e, o mais importante, quem a convidou foi Sam.
_ Sim. - responde. _ Disse que vai atrasar um pouco, mas que vem. - ele parecia feliz.
_ E vocês vão tentar novamente? - pergunta.
_ Vamos conversar, ver... Quem sabe? - responde como se não quisesse nada, mas sua voz o entrega, ele, mas que ninguém, quer tentar novamente.
_ Bom, pode me confirmar na lista, e desta vez me avise se não for para bater na porta. - Sam ri tímido.
_ Então te espero. - diz empolgado.

Demi toma um banho básico, e desta vez não se preocupa muito com o que vestir, vestidinho preto de alça, e uma rasteirinha preta com detalhes dourado, ela ainda lembrava-se do dia em que ganhou esta rasteirinha, foi o último presente que seu avô deu em seu aniversário, não tinha muito tempo, e por isso ainda doía lembrar da sua morte, ela nunca usara aquela rasteirinha, seria hoje a primeira vez.
Faltando apenas vinte minutos para o horário combinado, Demi começa a trancar seu apartamento, era óbvio que ela chegaria atrasada, mas ela contava com que isso não fosse considerado falta de etiqueta, por parte dela.
Assim que fecha sua porta, Demi encontra com Joe, que ela não sabia, mas que estava indo vê -la.
_ Oi. - diz ele.
_ Oi. - repete ela.
_ Você está saindo? - pergunta.
_ Sim. - responde.  Com essas respostas curtas, Joe entende o recado, ela ainda mão quer nada com ele. Demi percebe sua frustração, e por mais que ela queira continuar, pois isso significa que eles vão seguie separados, deixá-lo assim parece injusto. _ Vou a uma festa, para comemorar que meu livro não vai ser publicado. - explica, dando uma leve risada no final. Joe demorabum pouco para entender.
_ Você vai comemorar que não vai ter o livro lançado? - pergunta só para confirmação.
_ Isso mesmo. - confirma Demi.
_ Bom... Me parece... Legal? - ele não sabe o que dizer. Demi ri.
_ Ideia do Sam. - diz. _ Para tentar me animar. - confessa.
_ Ele... Isso é bom... - Joe realmente se sente perdido, sem saber o que falar, havia sido uma péssima ideia aparecer aqui agora. _ Então... Boa festa. - diz, indo se retirar.
_ Era isso? - pergunta Demi. _ Só isso? - Joe não diz nada a princípio.
_ Na verdade... Na verdade não. – confessa Joe. _ Na verdade eu... Eu queria lhe pedir desculpas. – Demi não diz nada por alguns segundos.
_ Não precisa. – começa Demi. _ Você não precisa se desculpar, eu exagerei. – admite.
_ Eu fui um péssimo namorado. –diz Joe, ignorando o que Demi acabara de falar.
_ Joe. –Demi se aproxima dele. _ Foram... Dois dias? – sorri. _ Não existe isso de ótimo ou péssimo namorado. Duramos o que tínhamos que durar, e, pelo menos para mim, foi bom.
_ Isto quer dizer que... – Joe se anima.
_ Não. – Demi o interrompe, sabendo muito bem onde ele pretende chegar. _ Joe, eu gosto de você, mas, não é para isto que estou aqui. – o explica. _ estou aqui pelo meu livro, e eu provavelmente terei que revê-lo, não posso me desconcentrar, e um namoro...
_ Um “não” já bastava. – diz Joe.
_ Será mesmo?
_ É o que você quer?
_ É o que eu devo fazer. – responde ela.
_ Demi. – Joe segura seu braço, tentando não machuca-la, porém de forma que ela não possa escapar com facilidade. _ É isso que você quer? – insiste.
_ Joe... – Demi vai inventar uma desculpa, Joe sabe disso, por isso é melhor não perder tempo.
Seja o Joe que você sempre deveria ter sido.
Joe a beija, e por mais que sua mente diga que seria o certo a se fazer, Demi não se afasta.


Continua



Hoje ainda vão ser postados vários capítulos, não sei quantos, mas sei que vão ser mais de três, mas antes de tudo gostaria muito de agradecer a vocês pelos votos, os resultados saíram e confesso que fiquei surpresa com o resultado, pois torcia para conseguir pelo menos uma colocação, em pelo menos uma categoria, e consegui mais que isso. Muito obrigada mesmo.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

19. Largada pelos pais - Não Existem Poesias


ps.: A revisão deste capítulo não foi muito atenciosa, por isso pode ser encontrado  erros de ortografias e talvez, algumas partes tenha ficado confusas. Caso vocês encontrem esses erros, favor notificar-me nos comentários.

Peço perdão pelo inconveniente.

Obrigada.

Camila não sabia quais eram os horários de Joe, o que a deixava sem muitas opções, ela teria que ficar ali, na porta da escola em que ela sabia que ele trabalha, até conseguir encontra-lo.
O último sinal do turno da manhã bate. Logo Camila precisa ir para a cafeteria, pegar o turno da tarde e noite. Camila torcia para que Joe saisse pelo menos no pátio da escola, único local que ela era permitida a entrar, já que não era aluna ou mãe de algum aluno, a segurança ali era levada muito a sério.
Por sorte de Camila, sua torcida deu certo, após alguns minutos terem se passado, ele apontou na porta do prédio sa escola, se dirigindo ao pátio. Camila correu até a ele, não o deixando escapar. O pátio não era grande, por isso não foi preciso muito para os dois se encontrarem.
Assim que Joe viu Camila ele se espantou.
 será que ela está perdida? - pensou consigo mesmo.
_ Nós precisarmos conversar. - disse séria.
_ Bom...
_ Nada de bom ou de ruim, a conversa é longa e eu não tenho muito tempo, onde você prefere conversar? Aqui ou na praça ali da frente? - perguntou interrompendo Joe.
_ Pode ser aqui. - respondeu Joe, para tristeza de Camila, ela realmente estava tentada a se sentar nos bancos da praça.
_ Ok. Como você preferir.
_ Se você veio falar sobre Demi, tudo bem que fui muito ciumento, mas eu sinceramente acho que ela exagerou. - já deixou bem claro.
_ Tudo bem, mas uma pergunta, você sabe como esta o relacionamento dela com a mãe? - pergunta.
_ Bom. - Joe enrola. _ Ela... Acho que não estavam muito bem... - termina Joe, ele não sabia muito bem da história. _ Mas o que isso importa em?
_ Me fale sobre o livro.
_ Livro?
_ Ah, sei lá, o seu?
_ Oi? - Joe já não entendi nada.
_ O de Demi, seu idiota!
_ Sei lá, ela vai lança-lo.
_ Sobre a história.
_ É um romance.
_ Enredo.  - insistia.
_ Não sei, ela nunca me falou.
_ Você já perguntou?
_ Não! - não parecia necessário.
_ Ótimo. - conclui Camila. _ Sem dúvidas um ótimo namorado.
_ O que você quer de mim em?
_ Nada Joe, ou melhor, Joseph. Só, melhore, não exija muito, se você dá tão pouco.
_ Então você acha que a culpa é só minha? - perguntoh nervoso.
_ Não, a culpa nunca é de um só, mas você tampouco fez muito para evitar. - disse, e antes que ele pudesse falar algo, ela o deixa sozinho, correndo contra o tempo, para chegar a seu trabalho.
Joe ainda discordava de Demi e de Camila, mas... Bom, ela tinha um ponto a se considerar.

Demi só chegou em seu apartamento quando o sol já tinha se posto, ela nem mesmo queria ter voltado, para ser bem sincera. Os últimos dias tinham se mostrado um verdadeiro teste para Demi, só que ela nunca foi resistente, por mais que ela quisesse, ela nunca conseguia.
Quando decidiu vir tentar publicar seu livro Demi se preparara para receber "não", como resposta, mas não o tipo de "não" que ela recebera hoje. O livro dela não era algo que pessoas procurariam para ler, simples assim, ela escrevia bem, mas a história não era boa o suficiente para atrair leitores. Ela não precisaria escutar isso novamente. Não foi uma boa idéia sair de sua cidade. Demi é jovem, não tem muita experiência, ela achava que era boa, mas, olha aí, ela não é. Talvez se ela se preparasse un pouco mais...
Demi disca o número de sua casa, normalmente quem atendia o telefone era sua mãe, mas desde que Demi viera para a cidade grande, sua mãe só a atendera uma vez, provavelmente por um erro, erro que ela não cometeu novamente.
_ Demi, minha menina. - cumprimentou alegre, o pai de Demi, do outro lado da linha. _ Como vai minha escritora favorita? - sorri. Ele parecia feliz, será que algo tinha acontecido e ela não sabia? Seria uma pena estragar sua felicidade.
_ Estou bem papai. - mente. Talvez ela não precisasse dizer todaa verdade.
_ E o que me conta de novo, minha menina?
_ Tenho boas notícias. - diz ela. Suspirando.
_ Ah me diga! - estava ansioso.
_ Voltarei para casa papai. - diz ela, mostrando um falso entusiasmo.
_ Não creio! - se anima. _ Você conseguiu publicar o livro!  - comemora o pai, sem pensar, nem por um segundo, que não era isso, sem nem mesmo pensar que, na verdade, Demi esta desistindo.  _ Para qual editora minha querida? Já posso fazer reserva do meu exemplar?  - ele parece tão eufórico.
_ Não sei pai. - responde, não mais fingindo felicidade, ela não queria desapontar o pai, não queria dizer a verdade, mas deixá-lo assim, todo empolgado, feliz, por uma mentira, parecia tão injusto como.
_ Filha, aconteceu algo? Porque você não esta feliz? Não era isso que você queria? - seu pai agora estava preocupado.
_ Só estou cansada pai, foi um dia longo. - continua mentindo. Quando ela voltasse para sua cidade natal, ela contaria a verdade.
_ Tem certeza que é só isso filha? - pergunta cauteloso.
_ Tenho pai. - cada mentira é um peso em sua costas.
_ Mentirosa - ela escuta uma voz dizer, não é a voz de seu pai, mas sim de uma mulher, e não qualquer mulher, sua mãe.
_ Mamãe? - ela diz fraco, mas sua mãe a responde.
_ Você está mentindo. - agora a voz aparece mais perto.
_ Você esta me escutando?  - pergunta confusa.
_ Claro que sim, sempre te escutei. - revela a mãe de Demi.
_ Mas...  Como?
_ Todo telefonema seu, minha menina, é escuta pelo viva voz.  - responde seu pai. Demi não sabe o que dizer.
_ Mas...
_ Você realmente acha que te odeio tanto Demetria? - pergunta a mãe de Demi.
_ Você... Bom... Você estava com raiva.
_ Raiva todo mundo tem, mas eu sou sua mãe, Demetria, não te odeio, eu não conseguiria viver todo este tempo sem ouvir sua voz. - assume. Demi respira fundo, tentando não chorar. _ Agora me diga Demetria, porque você esta mentido?
_ Não estou mentindo mãe. - mente.
_ Demetria, eu te pus no mundo, te ensinei a andar, te ensinei a  falar e fui eu que te ensinei a mentir. - Demi esboça um breve sorriso, a mãe não estava brincando, fora ela que a ensinara a mentir, segundo a mãe, as vezes mentir era necessário.
_ Depois eu falo mamãe. - responde.
_ Pelo menos nisso não mente. - diz a mãe.
_ Filha. - chama o pai.  _ Seu livro... - o coração de Demi se aperta. _ Ele vai ser lançado, não vai? - pergunta.
_ Sim papai, ele vai.  - diz. Poderia não ser lançado agora, ou poderia não ser esse, mas Demi ainda poderia escrever um novo livro e quem sabe, desta vez acertar.
_ Mas, quando filha?
_ Não sei papai.
_ Filha. - ele falava calmamente, como se temesse as possíveis repostas que a filha pudesse dar. _ porque você vai voltar? - Demetria engole o seco.
_ Sinto falta de vocês.
_ Esta não me parece uma boa razão. - diz a mãe.
_ Vocês não sentem minha falta? - tenta mudar o jogo.
_ Sim, mas não te quero aqui, não enquanto você não tiver conquistado o que foi fazer. - diz o pai.
_ Mas pai...
_ O que foi Demi?  - a interrompe. _ Te disseram não? E daí se te disseram não? - advinha.
_ Não é só um não papai. Minha história não é boa.
_ E quem eles pensam que são para falar isso? - a mãe parece se sentir ofendida.
_ Eles são pessoas importantes na editora.
_ Pois eu sou sua mãe  e digo que eles são um bando de babacas. - diz ela, fazendo Demi rir.
_ Mãe, talvez eles estejam certos. - diz.
_ E talvez o homem nunca tenha pisado na lua. - diz a mãe. _ Mas sabe o que eu digo para as pessoas que falam isso? - não espera por uma resposta. _ Que elas deveriam ir para o inferno.
_ Mãe.
_ Não Demi, não comece garota, você vai continuar onde esta e se... Ah Demetria, aí de você se você se atrever a voltar agora, aí de você se atrever a desistir. Eu não estou esse tempo todo sofrendo com sua falta para você vir e jogar todo meu esforço no lixo.
_ Mas...
_ Nem o meu sofrimento, minha menina, sua mãe ficou dias sem cozinhar para mim, e até hoje ela não faz mais amor comigo.
_ Pai! Me poupe dos detalhes.
_ Bom, você precisar ver que estou sofrendo, mas que não ligo, desde que não seja um sacrifício em vão.
_ Do jeito que vocês falam, só me fazem me sentir pior.
_ Então se sinta pior aí, pois não te quero aqui. - diz sua mãe.
_ Vocês não podem tomar essa decisão para mim.
_ Pois então divirta-se indo a rodoviária pagar a passagem de volta para casa, pois não vou te buscar aí. - diz o pai.
_ Eu posso muito bem pagar uma passagem com o dinheiro que o senhor me manda.
_ E vai deixar tudo aí é?
_ Você vai acabar tendo que buscar com o tempo.
_ Pois não vou. - bate o pé.
_ Porquê vocês estão fazendo isso? Não me querem mais por perto? - Demi já esta quase desistindo de desistir.
_ Sim, mas antes de tudo queremos o seu sucesso. E você não vai ter isso voltando para casa.
_ Mas...
_ Mas nada Demetria, durma um pouco e repense a burrada que você esta prestes a cometer. - diz a mãe. _ tchau.
_ Eu aind...
_ Tchau Demetria. - insiste a mãe.
_ Tchau mãe.
_ Tchau minha menina.
_ Tchau pai.
_ Vê se não faz nenhuma besteira, mocinha.

                   Continua

Ei galera, com as tarefas do fim do ano, acabei me perdendo nas datas e bom, esqueci que era para postar kkkkk
Não me matem, mas bom. Vai acabar saindo um monte de capítulo, até eu voltar as datas corretas, então estejam atentos ;)
Outra coisa, estou postando pelo celular, por isso não responderei aos comentários, mas os li e agradeço muito a todos.