sábado, 8 de fevereiro de 2014

11º Capitulo “Stronger” – Entre o Céu e o Inferno

                                                 Divulgação: http://costa-webnovel.blogspot.com

                       





Música Stronger de Jennette Mccurdy, sugestão da leitora Diana


O clima agora era frio, nem mesmo o paletó do terno parecia me ajudar, abracei-me para tentar disfarçar o frio, eu não tinha mais nada para vestir e eu não podia voltar para pegar algo.
O céu já estava escuro, se não fosse a lua, que estava cheia e o seu reflexo no pequeno lago a minha frente, eu provavelmente não iria enxergar um palmo a minha frente, não que minha visualização do ambiente estivesse ótima agora, apesar de que não séria algo necessário, eu conhecia esse lugar como a palma da minha mão, afinal de contas, qual lugar de Lewis eu não conhecia como a palma da minha mão? Eu poderia andar pelas suas ruas de olhos fechados e ainda chegaria são e salvo a meu destino. Olhei para meu relógio de pulso e já eram sete e meia da noite, nesse horário eu já deveria estar na igreja, recepcionando a todos, esperando pela entrada de Rachel, mas cá estava eu, longe de tudo, no meio do mato.
É, no meio do mato, no fim da cidade. Do lado contrario a capital de Utah, tem grandes áreas abandonadas, há tempos se havia planos de construírem casas e um ponto comercial por aqui, mas nunca dava certo, a população é pequena e vive confortavelmente na área já ocupada, não havia necessidade de mais construções, a não ser que fossem para ficarem largadas as moscas... No fim das contas, isso era um ponto para mim, aquela parte, totalmente desabitada, era onde eu podia encontrar minha paz, nos meus maus momentos, e hoje é um desses dias. Eu não podia casar com Rachel, não só por causa da traição, mas também por causa de que eu não tinha mais os mesmo sentimentos por ela, rever Demetria parecia ter me atingido gravemente, mais uma vez eu estava totalmente apaixonado por ela, e pior, eu sabia que ela também me ama. Casar-me com Rachel nunca me pareceu tão errado.
No completo silêncio, qualquer ruído se destacava, durante o dia eu não me importava muito, aqui é um pequeno pedaço do paraíso, com seu pequeno lago e com árvores grandes e chão de terra, o lugar não era tão frequentado pelos animais, vez ou outra se podia ver pássaros nas arvores, já vi um esquilo uma vez, borboletas, outra insetos pareciam comparecer em peso, mas não chegavam a me incomodar, porém eu nunca tinha passado por aqui a noite, não sabia se havia alguns animais noturnos, por isso a cada galho que estralava a cada folha que caia da copa meu coração disparava. Se tivesse algum animal peçonhento que resolvesse me atacar, seria péssimo, mas pelo menos eu não teria que encarar ninguém por ter faltado ao meu próprio casamento. Não que eu quisesse morrer, entre casar e morrer, casar não parecia tão má ideia, mas eu claramente não sei se conseguiria voltar para a cidade, todos conhecem a todos, todos me conhecem muito bem, todos estarão lá, no casamento e todos verão que eu não fui, eu claramente não conseguiria mais sair na rua sem receber um olhar de desaprovação, nem mesmo em casa eu me safaria, meus pais nunca me perdoariam eu não tinha para onde fugir.
Nesse momento comecei a pensar se o amor que sinto por Demetria faria tudo isso valer a pena, eu não sabia se ela me aceitaria de volta, apesar dela me amar, ela deixou bem claro que não queria mais nada comigo, que o nosso já havia acabado, e isso só me fazia pior, eu poderia ir para Las Vegas com ela, trabalharia em algo, a ajudaria com sua mãe e com sua filha, eu seria um pai para Gabriela, eu seria tudo o que ela quisesse que eu fosse, mas não, ela não queria nada disso, tudo o que ela me pediu foi para não fazer Rachel sofrer, nada mais. E é isso que eu estou fazendo, não deixando Rachel sofrer...
 Pode parecer bem estranho, eu deixarei Rachel plantada no altar, com todo mundo para testemunhar, destruiria todos os seus planos, destruiria a festa que com tanto carinho ela havia planejado, e ainda falo que isso é para seu bem?
Se eu casasse com ela, seria um péssimo marido, eu amo Rachel, mas não mais como antes, meu amor por ela é como o amor que sinto por uma amiga de infância, o que eu sinto por Demetria sim é amor, e agora eu podia diferenciar isso muito bem. Eu não seria o marido que ela merece, a faria sofrer sem ela ter culpa e no final ela acabaria descobrindo o motivo da minha mudança e todos saberiam que ela foi traída, pelo menos se eu a abandonasse todos me olhariam estranho, a ela os olharem seriam de pena e todos tentariam a confortar, a mim seriam pedras atrás de pedras, pedras das quais eu não me importo em carregar, já traição, ambos seriam culpados, mesmo que fosse apenas da minha parte. Uma mulher divorciada? Em Lewis? Acredite ou não, isso por aqui ainda é um ultraje aos bons costumes. “O que Deus uniu o homem não separa” simples assim, não sacrificarei a vida dela a mim. Ela sofrerá? Sim. Mas é melhor assim.


Olhei meu relógio novamente, oito e quinze, a esse momento todos já devem estar feito loucos me procurando, eu não me moveria dali, isso eu já havia decidido.

A ansiedade parecia querer a me dominar, quanto tempo mais eu ficaria ali? E se eles me achassem? Correria ou ficava? Não, não me achariam ali, todas as vezes que eu vim aqui nunca passou uma alma viva por perto, isso porque todas as vezes foram durante o dia, não seria hoje, durante a noite, que passariam, certo?


Folhas e galhos estralavam, o barulho era rápido e cada vez parecia estar mais perto, olhei em volta e nada via, comecei a pensar em ligar alguma luz, mas, que luz? De tão apressado não peguei nem meu celular nem uma lanterna, não havia nada que pudesse iluminar.
Como se fosse uma miragem eu vi sua imagens se aproximando de mim, ainda vestida mesma maneira a que eu a havia visto pela última vez, em sua mão tinha uma pequena lanterna, que não era muito forte, mas que era melhor que nada.
Sem dizer nada, com um pouco de dificuldades, sentou-se a meu lado, na grande pedra em que eu estava sentado, não era muito grande e nem confortável, mas daria para nós dois usarmos.
_ Acho que você deveria estar em um casamento. – falei.
_ Ah, o noivo não foi. – deu de ombros, ri, ela não parecia estar prestes a me dar uma bronca, o que para mim era ótimo.
_ A noiva deve estar desesperada. – supus.
_ desesperados estão seus parentes, que estão sendo obrigados a escutar seus gritos e, depois de horas de arrumação, e de terem colocado as roupas novas, serem obrigados a saírem a procura do noivo.
_ Devem estar odiando ele.
_ Não mais que ele próprio. – respondeu. É talvez ela tivesse razão. Eu me odiava por estar fazendo isso, mas era o melhor a se fazer.
_ E agora, o que você irá fazer? – perguntei.
_ Esperar. – falou, ela a todo o momento olhava para frente, assim como eu, apenas quando me respondeu virou-se para mim, em resposta também a olhei. Demetria ficava tão bonita a luz da lua, bom, ela ficava bonita que qualquer jeito. Eu já falei isso alguma vez?
_ Esperar o quê?
_ Que você decida o que fazer.
_ Eu já decidi. – respondi.
_ Você tem tempo para pensar, o pastor é da família, estará presente para celebrar o casamento a qualquer momento... Fora que duvido que Rachel deixe algum convidado sair da igreja, provavelmente terão que passar a noite dormindo no chão. – disse. Ri, ela podia ter ficado bastante tempo sem ver a prima, mas era obvio que ela ainda a conhecia muito bem.
_ Como você me achou? – perguntei. Tudo bem que ela já havia vindo em Lewis, mas não acredito que ela conhecia esse local, nem mesmo os que moram aqui há anos o conhece.
_ Seu irmão. – respondeu. _ Noah é um bom garoto.
_ Noah lhe contou? – perguntei boquiaberto. _ Como ele sabe desse lugar?
_ Não se culpe. – falou dando leves tapinhas em meu ombro. _ Você não é muito bom em guardar segredos. – riu.
_ Não é minha culpa se gostam de contar meus segredos a você. – já era segunda vez em dois dias, não estou muito interessado em saber o que vem depois.
_ Sou confiável. – deu de ombros.
_ Ele contou para mais alguém?
_ Ele não é idiota, sabe muito bem que se escondeu por alguma razão, ele não irá te dedurar. – falou como se fosse obvio. Como eu poderia saber, eu não conhecia meu irmão... Bom, nem Demetria o conhece como ela pode dizer isso com tanta certeza?
_ Seria o certo a se fazer.
_ O certo nem sempre é o melhor. – falou. _ Seu irmão contou a mim porque aparentemente sabe que há algo – hesitou. _ Houve algo – corrigiu-se. _ entre nós.
_ Como?
_ Não sei. – respondeu. _ Talvez ele tenha poderes psíquicos. – falou como se fosse à coisa mais normal do mundo.
_ Psíquico? – perguntei em baixo tom, mais para mim mesmo. É, talvez isso explicasse o porquê dele ser tão estranho. Ri sozinho com meu pensamento. _ Você pretende me esperar por muito tempo?
_ Eu já disse: esperar-te-ei até você decidir o que fazer.
_ E eu repito: eu já me decidi. Eu não irei voltar para lá.
_ Novamente você irá fugir.
_ Fugir? – do que ela está falando? Eu não estou fugindo.
_ Você fugiu de mim...
_ Eu não fugi de você. – interrompi-a. _ Eu tinha que voltar para cá. – defendi-me.
_ Você fugiu de me dizer a verdade a todo o momento, se não fosso por Nicholas você estaria se casando agora e eu estaria em casa junto a minha filha, pensando em você, em quanto você iria voltar e que quanto você voltasse seria para ficar junto comigo. – falou. Eu senti um pouco de irritação em sua voz, como se odiasse a si mesmo por pensar assim e me odiasse por fazê-la pensar assim, ainda sim, pude perceber seu esforço em mascarar esse sentimento de raiva, ao falar com volume de voz calmo.
_ Talvez eu não me casasse, mesmo que você não soubesse da traição, talvez eu desistisse da mesma maneira em que eu desisti agora. – falei.
_ Não, você não iria desistir se eu não tivesse vindo para cá. – garantiu-me. É talvez ela tivesse razão, como sempre, aparentemente. Eu tinha me conformado com meu destino, e estava disposto a recomeçar com o Rachel, ver Demi novamente tinha me feito sentir como em Las Vegas novamente, meus sentimentos por ela falaram mais alto, e por mais que eu tenha tentado abafa-los, tentando convencer a ela e a mim mesmo, que eu amava Rachel acima de qualquer coisa e que eu era o melhor para ela. Mas não era verdade, eu amo Rachel, mas não quero me casar com ela, já Demetria...
_ Então foi para isso que veio? Para estragar meu casamento?
_ Não. – respondeu. _ Bom... A princípio sim. – corrigiu-se. _ principalmente depois de conversar com você dentro daquele carro, você parecia aqueles homens cafajestes que tinham chegado ao fim da linha, totalmente desesperados, tentando qualquer jogada para tentarem se livrar mais uma vez das mancadas que deram. – falou. Senti-me péssimo, então era isso que ela achava de mim?
_ Nossa! Eu pensei que você estava me entendendo, você estava me escutando.
_ Praticamente todo o mundo pode escutar, mas muito poucos todos vão te entender, Joe. – falou. Seu comentário tocou-me, ela era jovem, mas às vezes soltava algumas frases de efeito bem profundas. Sorri ao perceber que novamente ela estava me chamando de Joe. _ Você deveria ter percebido algo na hora em que não deixei você me ajudar a entrar na casa de Rachel, naquele momento eu estava bastante estressada. – admitiu.
_ Eu não sou muito bom em perceber temperamento. Principalmente os femininos, vocês não costumam demonstrar o que verdadeiramente sentem. – reclamei.
_ Vocês que são óbvios demais e não conseguem enxergar pelas entrelinhas. – rebateu. Ótimo, agora estávamos entrando na clássica discussão da guerra de sexos.
_ Apenas somos simples, não há necessidade de tanta complicação.
_ Disse o homem que pretendia ter uma vida dupla, casado em Utah e namorado em Nevada. – touché
_ Bom, as vezes é legal correr seus riscos.
_ Ah! Sim, claro, principalmente ficar sentado horas em uma pedra dura e completamente desconfortável, no escuro com insetos te atacando, com risco de ter picado por uma cobra ou escorpião. – falou, claramente irritada, dando um tapa em seu próprio braço, provavelmente para matar algum inseto.
_ Não tenho culpa se seu perfume tem um cheiro doce, nenhum inseto ousou a me atacar ainda. – falei rindo. Concelho: Não faça isso com uma mulher. Isso não as deixa com um bom humor.
_ Sabe o que você deveria fazer? – perguntou. _ Parar de ser bunda mole e ir lá para igreja, encarar a Rachel e já que você não quer se casar, simplesmente dizer que ‘não’ na hora em que o pastor perguntar. – seu tom não era amigável.
_ Eu não tinha pensado nisso.
_ Claro que não! – gritou. _ Você prefere fugir, como eu já falei. Graças a você a cidade toda está trancada em uma igreja enquanto tem gente te procurando em cada buraco escuro da cidade atrás de você, fora que a Rachel acha que te aconteceu alguma coisa, que te roubaram, que você sofreu um acidente... Ela merece saber o porque vai ser deixada no altar.
_ Eu só queria não fazê-la passar pela humilhação...
_ E você acha que o noivo não aparecer no casamento não é a mesma coisa? – fiquei em silêncio. Será que Demi não se cansava de ter razão?  _ O que você vai fazer depois? Fugir para outro estado? Mudar o nome? Dar-se como morto e sair do país? Ela tem que saber o que está acontecendo, ela tem esse direito!
_ Eu, eu não tenho coragem. – desabafei, eu parecia novamente uma criancinha levando bronca da mãe, com medo de algo, querendo que ela entendesse, me desse seu concelho e me abraçasse, como forma de me dar confiança. Demetria suspirou.
_ Tem dias que eu acordo e tudo o que eu mais quero fazer é fugir, ir para algum lugar distante e nunca mais ser vista. Mas aí eu lembro, eu não posso deixar minha filha para trás, nem mesmo minha mãe, inda mais agora, que ela necessita tanto de mim. – fez uma breve pausa. _ Eu sinto como se todos a minha volta estivessem me julgando, por eu ser quem eu sou, talvez seja só implicância minha, não é sempre que me reconhecem da boate, só algumas vezes que eu tenho esse azar.
_ Isso é uma indireta?
_ Não foi intencional, mas se a carapuça serviu. – deu de ombros. _ Eu sou obrigada a ficar e passar por aquele dia e depois eu vou acordar e tudo vai recomeçar, não há um escape para mim. Não me formei em nada, o que não me dá nenhuma oportunidade de crescer na vida, a única coisa que eu estudei para ser é algo que eu não posso ser... Meu sonho era ir para o Royal Academy Of Dance, é a melhor escola de balé do mundo, mas para conseguir uma vaga você tem que passar por uma seleção, eu não tenho dinheiro para ir até lá, a minha sapatilha já não serve em meus pés, e há tempos eu não faço nem mesmo uma *passé, eles ririam de mim se me vissem dançar. Nunca fiz nenhum curso de especialização e não tenho mais tempo de fazer um, assim que voltar para Las Vegas terei que trabalhar três dias, direto sem descanso, pegando o horário da manhã e tarde na lanchonete e toda a noite na casa de stripper, só para pagar minhas faltas, isso se eu quiser receber algo no fim do mês, ou pelo menos não acordar com uma caixa na minha porta com a cabeça decepada do pai da minha filha... Joe, eu posso passar o resto da noite só falando quanta merda há em minha vida, e sabe de uma coisa, eu ainda estou aqui, viva, reclamo de vez em quando, quero desistir de vez em sempre... Mas você... Você foi um babaca e sabe de uma coisa? Tudo bem, você errou, mas não é o fim do mundo que você está achando que é, eu não vou morrer por sem enganada mais uma vez, e a Rachel te ama, sua família te ama, não é o fim para você. Você está receoso, arrependido, triste, mas vai lá, tira esse medo bobo da sua cara, você sabe que você tem que fazer algo, faça! Seja lá o que se passa em sua cabeça, é temporário, é como se diz, nada é eterno.
_ Eu não sou tão forte como você. – sussurrei.
_ Você só acha que já está destruído, Joe, mas você não está, se quiser pensar mais um pouco eu espero. – deu outra breve pausa, tocou em meu rosto, levantando-o para que eu a olhasse nos olhos, seu toque era delicado, sua mão estava fria, e seu toque contra minha pele me fez sentir arrepios.
_Eu não posso me casar com Rachel. – falei. _ Eu ainda te amo.
_Então não case. – disse.  _ Confie em mim, você não está sozinho nessa. Faça o que você tem que fazer e você será muito mais forte.

                               Passé - (pronuncia-se "passê"): O pé passa pela perna que está como apoio até chegar à altura do joelho. Forma a posição de um número "quatro” no ar. As duas pernas permanecem viradas para fora. (click aqui para ver imagem)

CONTINUA
Olá a todos, como prometido o capítulo foi postado, como já falei minhas postagens agora serão sempre nos finais de semana, a não ser que haja algum feriado durante a semana o que pode fazer com que eu poste mais rápido, mas o mais provável é só nos sábados ou domingos mesmo.
E aí galera, vocês irão nos encontros de Lovatics que vão tem em suas cidades? Eu acho que talvez eu consiga ir amanhã na que vai ter aqui em BH, bom, assim espero, vou tentar fazer tudo o que eu tenho para fazer hoje ainda, para amanhã não ter desculpas para faltar J
O que vocês acharam do capítulo? Comentem/avaliem
Bjssss

Kika: Bom, o capítulo de hoje não é tão triste, então espero que tenha compensado. Pois é, essas 3 músicas que escutei dele são bem legais e tem um ritmo bem contagiante, acho estranho ele não ter chegado por aqui... Tenho sim, comprei no final do ano passado, só para começar a ler no dia 1º :p confesso que nem sempre faço tudo o que esta escrito, mas tem alguns dias que as palavras dela e os objetivos me tocam profundamente. Bjsss
Amanda Cyrus: Olá, claro que me lembro de você, e aí? Suas apostas estavam certas? Espero que tenha gostado do capítulo, muito obrigada por comentar. Bjsss
Anônimo: Fico muito feliz que tenha gostado, a fic terá 25 capítulos ao todo, então ainda temos um bom caminho pela frente :D Muito obrigada por comentar. Bjsss
Káh Lovatic: Oi Káh, eu adoraria fazer isso, mas não posso, o tempo de postar sugestões de músicas já acabou e se eu começar a aceitar sugestões agora vai atrapalhar o cronograma, já que eu já tenho quais serão as ordens da músicas decidido, não me leve a mal, em breve eu pretendo fazer esse esquema novamente, bote essas músicas em sugestão, eu adoraria fazer um capítulo com elas ;) Muito obrigada por comentar. Bjssss
Shirley Barros: Digamos que a Demi ainda vai passar por maus bocados nesta fic, mas ela é um mulher bem forte e vai provar isso... hahah espero que nesse capítulo eu não tenha lhe feito sofrer tanto :p No próximo capítulo vamos ver o que vai acontecer, o Joe ainda pode mudar de ideia, então nada garante se vai ou não haver casamento... Bom, vamos ver o que me dá na cabeça ahahaha... Muito obrigada por comentar. Bjsss
Karol Rodrigues: A resposta só vai estar no próximo capítulo, ainda há espaço para as duas opções na história :p Muito obrigada por comentar. Bjsss
Eriimiilsa: Oi, que saudade! Pensei que tinha perdido você pra sempre :\ Bom, fico feliz em saber que você está de volta e que continua gostando das minhas fics. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Samara: E tem como não gostar? Eu confesso que até pensei em fazer a Demi escandalosa, mas acho que quero fazer uma Demi mais forte nessa fic, mostrar me mesmo com todas as coisas acontecendo com ela, ela ainda se supera... Bom, sobre o Joe, ele vai acabar conseguindo superar-se... Sem problemas, só espero que você não comece a me achar chata :p sempre que quiser falar comigo, tanto por cá tanto pelo face, seja bem vinda :D. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Natalia_Lovato: Fico muito feliz que tenha gostado. Eu também estou adorando sua nova fic, eu acho que hoje eu consigo comentar lá :D Muito obrigada por comentar. Bjsss
Erii: Divulgado, espero que dê tudo certo pra você, pode deixar que eu vou acompanhar sim. Muito obrigada por comentar. Bjsss 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

10º Capítulo “Wrecking Ball” – Entre o Céu e o Inferno






Música Wrecking Ball da Miley Cyrus, sugestão de um leitor anônimo.

Eu estava petrificado, e Demetria continuava com o olhar raivoso, parecia que, para ela, ainda não havia passado nem um minuto da nossa discussão.
_ Você pretende só ficar me olhando com essa cara de idiota? – perguntou.
_ ‘Usinho’ mamãe, ‘usinho’ – falou a pequena em seus braços, apontando para um urso gigante que estava em um carrinho de carregar malas. Demetria olhou para a filha, que ainda sorria apontando para o urso que a cada vez estava mais longe da pequena, o seu olhar era de amor e calma, como se por um estalo ela tivesse entrado em outra dimensão, um na qual ela é feliz e que não havia ninguém para machuca-la. Ao olhar para elas eu pensei, e se eu tivesse conhecido Demetria primeiro? E se eu nunca tivesse me comprometido com Rachel? Será que poderia ser um pai para aquela garotinha, será que também receberia o mesmo olhar de amor que ela recebe de Demetria? _ Eu quero mãe, eu quero ‘usinho’.
_ Não fale assim, a Lali vai ficar enciumada. – disse Demetria, paciente e delicada, a pequena instantaneamente apertou a boneca no braço, como se dissesse: Eu amo essa boneca, não me separarei dela. Demi riu da reação da filha, mas seu sorriso logo se desmanchou, ela olhou para o chão, como se tivesse acabado de lembrar quem estava a sua frente e assim que ela olhou para mim, seu olhar era mais calmo, mas não havia amor, não havia nada, havia apenas um grande vazio.
_ Demetria, olha... – eu tentei começar a explicar, talvez ela voltasse a Las Vegas, ela não precisava ver Rachel. Ela não podia ver a Rachel.
_ Me poupe Joseph. – interrompeu-me dura. _ Apenas vamos, eu ainda tenho que começar a me arrumar. – concluiu.
_ Eu só...
_ Ah que seja, eu pego um taxi. – suspirou, revirando os olhos e dando menção de sair sozinha.
_ Não. – apresei-me para tocar em seu ombro direito, vi-a hesitando ao meu toque, como se tivesse nojo ou medo, ou talvez até a mistura dos dois, o fato era: ela não queria que eu a tocasse. _ Eu vim para te buscar. Prometo não te irritar mais. – falei. Demetria apenas olhou para mim, sem nenhuma reação, nem um sorriso, nada, eu não conseguia decifrar seu olhar, de repente, ela tinha vida um grande mistério, provavelmente ela reconstruiu o muro em volta de si, àquele que em tão pouco tempo eu tinha conseguido destruir, mas agora era diferente, esse novo muro é bem mais alto e bem mais forte, especialmente feito para resistir a mim. Sua frieza era apenas um aviso: Eu não cairei em seu jogo novamente.
_ Me ajude a pegar minha mala? – perguntou.
_ Claro. – respondi aliviado. Talvez eu conseguisse falar com ela depois, talvez ela não estivesse aqui para destruir meu casamento, talvez ela só quisesse ver o casamento da prima, mesmo que ela odiasse o noivo com todas as suas forças, e pior, com toda a razão de odiar. Demetria já passou por muito e não é a primeira vez que alguém a havia machucado, ela parecia passar por cima desses acontecimentos com maestria.


O silêncio dentro do carro era desconfortável, até mesmo a filha de Demetria estava quieta, o que é bem estranho para uma criança, quando olhei pelo retrovisor, eu percebi que era porque ela dormia como um anjo no banquinho de segurança posto no banco de trás. Mais calmo eu podia perceber o quanto ela parecia com a mãe, o olhar, a boca... Apenas o cabelo diferia, enquanto Demetria tem cabelos longos e castanhos, a pequena tinha cabelos cacheados, que batiam um pouco a cima do ombro, e loiros. Como eu disse, um verdadeiro anjinho.
_ Qual é o nome dela? – perguntei.
_ Gabriela. – disse e olhou para trás para a filha.
_ Lindo nome. – comentei. Demetria não disse nada, apenas um curto sorriso e voltou a olhar para frente, admirando a paisagem. Agora estávamos quase saindo da capital, os prédios altos e pomposos já haviam sido deixados para trás, agora a predominância era de casas pequenas, com quintais grandes, lugares vagos com uma quando natureza em volta. _ Demi. – chamei-a cuidadosamente, ciente que ela queria evitar conversas. _ Eu amo a sua prima. – falei. Pude vê-la suspirar, mas nenhuma palavra foi dita. _ Não destrua meu casamento, por favor.
_ Não sou eu que vou destruir seu casamento, Joseph.
_ Não conte nada a ela. Por favor.
_ Por que não? – perguntou, olhando-me. Olhando de canto de olho, para não parar de olhar a estrada, pude ver que ela estava disposta a escutar minha parte da história, isso já era um bom começo. Não é?
_ Eu sei que o que eu fiz foi errado. – comecei. _ Eu lhe enganei... Eu juro que eu nunca tinha feito algo assim antes, eu não tive a intensão de lhe magoar, foi um acidente. – eu disse, meu coração novamente se apertou, pois novamente eu estava errando na maneira de como falar com ela. Sim, foi um acidente, mas o melhor acidente que poderia ter acontecido em minha vida, eu ainda amava Demetria, mas eu já tinha aceitado que não poderia existir nós dois.
_ Você realmente quer continuar com isso? – perguntou.
_ Com isso?
_ Mentindo. – eu não falei nada, passei bem enfrente ao buffet, agora estávamos oficialmente fora da capital e dentro de Lewis, pude ver um arco de luzes sendo instalado do lado de fora, da mesma maneira que Rachel havia me descrito, as flores já estavam sendo postas do lado de fora e um grande tapete vermelho, que passaria por baixo do arco de luzes, já estava sendo armado. Sem duvidas seria uma grande festa, Rachel havia pensado em todos os detalhes com atenção, fazendo de tudo para que fosse uma festa inesquecível. Isso se Demetria deixar que haja uma.
_ Eu realmente a amo.
_ Ama mais não pode ser verdadeiro.
_ Ela jamais me perdoaria por tê-la traído. – justifiquei-me.
_ E deveria? – perguntou.
_ Me desculpa, ok? Eu não tinha a intensão de falar daquela maneira com você.
_ Mas falou! – gritou, pela primeira vez mostrando o quão nervosa ela realmente estava desde que chegou.
_ Eu sei, e você não faz ideia de como me arrependo por isso. Eu não sou assim. – eu queria olha-la, mas não podia tirar os olhos da direção, mas eu queria que ela pudesse me ver e perceber o quão sincero eu estava sendo com ela.
_ Que seja. – deu de ombros.
_ Não conte a ela.
_ Me convença.
_ O que eu devo fazer para convencê-la? – perguntei.
_ Você já sabe como funciona, você conseguiu me convencer antes, faça novamente, mostre que ainda há esperanças para você. – falou. _ Prova-me que você realmente a ama e que não irá machuca-la.
_ Eu a amo.
_ Foi dessa mesma boca que eu escutei que eu jamais seria deixada e que eu era amada. E olha no que deu?
_ Demi...
_ Não me dê palavras. As suas não me valem mais nada. – falou. Eu não consegui dizer nada. O que eu poderia fazer? Ela realmente tinha razão, porque ela deveria acreditar em mim, agora mesmo eu já estava mentindo, não que eu não amasse Rachel, mas eu não havia esquecido meus sentimentos a Demetria...

Chegamos à rua onde moramos, parei o caro bem a frente da casa de Rachel. Já havia vários carros parados a sua porta, provavelmente de parentes e das amigas que vieram se aprontar em sua casa.
Demi tirou o sinto e abriu a porta.
_ Eu te ajudo. – falei, enquanto ela abria a porta para pegar Gabriela.
_ Eu posso fazer sozinha. – falou sem humor. Obediente, apenas recostei-me no capô do carro, observando-a acordar a garotinha.

Quando ela estava prestes a entrar na casa de Rachel ela olhou para trás, a minha direção.
_ Você ainda tem mais seis horas para me convencer.

(...)

O bom de ser homem é que não se necessita muito para ficar pronto, enquanto as mulheres ficavam feito loucas arrumando cabelo, fazendo unha, maquiagens... Eu apenas tinha feito meu cabelo e barba e só faltava eu por meu terno, pronto, depois disso só faltaria subir ao altar...
Sozinho no meu quarto, eu tinha a vista para a rua, eu podia ver a movimentação de carros, movimentação que só ocorre quando tem alguma comemoração, provavelmente Rachel tinha convidado todo mundo que viu na rua, desde que eu pus o anel em seu dedo eu pude ver que o nosso casamento, não seria um casamento, ela não estava muito preocupado com nossa união em si, afinal de contas, de certa maneira, já tinhas nos unido há anos atrás, mas sim porque seria o seu momento de princesa, tudo bem que o mundo não estaria olhando por nós, nosso casamento não passaria na TV ao vivo, não haveria nenhum jornal falando sobre ele, mas para Rachel, justo ela que mal saia de Lewis, talvez só tenha realmente saído quando foi comprar o vestido do casamento, - já que de acordo com ela, os vestidos de Lewis não estavam a sua altura. – mas fora isso, Lewis não é apenas sua cidade, mas seu mundo, saber que todos iriam aparecer e apreciariam seu momento era o mesmo que lotar um estádio de futebol para um show...

_ Você poderia me dizer o porquê da pressa? – perguntou Nicholas entrando em meu quarto, ele já estava praticamente pronto, bem mais adiantado que eu, para ser sincero, só faltava abotoar a gravata borboleta, cabelo e barba feita, terno passado e engomado, se eu fosse do tipo de pessoa que acha homem bonito, eu até diria que Nicholas estava ‘pegavel’.
_ Preciso da sua ajuda. – falei, assim que cheguei em casa e pensei um pouco na merda que estava prestes a acontecer, liguei para Nicholas e o aprecei para me encontrar, coisa que sei que não estava no seus planos, chegar cinco horas antes da hora. Se fosse por ele, ele se atrasaria mais que a noiva. Não que Rachel lhe tivesse dado essa opção.
_ Que? Não sabe por sua gravata? A aliança sumiu? Seu terno sujou? – perguntava, como se estivesse indignado com meu apelo, talvez a impressão de tive, – de que o tinha acordado, ao ligar para ele. – estivesse certa.
_ Demetria. – falei e ele se endireitou instantaneamente, vendo que meu pedido de ajuda não era frescura. _ Ela está aqui.
_ Que?
_ Ela é prima da Rachel. – falei, Nicholas olhou-me com o queixo caído, sem dizer nenhuma palavra, nem mesmo reagia, como se minhas palavras o tivesse petrificado. Não o culpo, tive uma reação bem similar ao ver Demetria mais cedo. _ fala alguma coisa. – pedi, aflito, ao perceber que ele realmente não reagia.
_ Cara, não brinca comigo.
_ Eu queria estar brincando. – suspirei derrotado. _ mas não. Não é brincadeira.
_ Mas que merda é essa? – perguntou, começando a andar de um lado para o outro, com a mão na testa e a outra na cintura. _ Isso... Isso. Você é burro? Como que você não percebe uma coisa dessas?
_ Eu não a conhecia. – não depois de crescida, pelo menos, ela havia mudado bastante, se ela for a menina na qual e lembro.
_ Você se casa com uma mulher e nem mesmo conhece a família dela? – perguntou, parando de andar de um lado para o outro – para o meu alivio. – mas assim que terminou o mini sermão, continuou a dar voltas.
_ A Demetria e a mãe dela são meio brigadas com o resto da família, nem mesmo era para elas virem, não Demetria, parece que ela decidiu isso de repente. – falei. _ Se é que você entende.
_ Então ela veio atrás de vingança. – concluiu.
_ Ela me disse que eu tenho até a hora do casamento para provar a ela que eu realmente amo a Rachel. – falei. Nicholas novamente parou de andar e veio em minha direção, cheguei a ficar assustado com seu olhar. Parecia até mesmo psicótico. Será que ele tinha bebido?
_ Já sei, chega lá, faz uma declaração de amor, leva rosas. – disse.
_ Demetria falou que não adianta palavras, ela não crê mais nas minhas. – lamentei-me
_ Dê só as flores, mulheres adoram flores. Dê a flor preferida de Rachel. – olhei para Nicholas. Ele estava de brincadeira, né?
_ Isso não vai adiantar.
_ Não se forem flores quaisquer, mas se forem as preferidas dela...
_ Eu não sei quais são as flores preferidas dela. – falei.
_ Chocolate, toda mulher ama chocolate.
_ Ela está fazendo dieta, se eu chego com chocolate ela que me dará o fora.
_ O que não seria uma má ideia, tudo sai bem no final. – falou.
_ Nicholas!
_ Tudo bem. Já sei, dá um CD Gospel.
_ CD gospel? – aquela sem duvidas foi a ideia mais ridícula de todas e ele pode perceber isso pela minha expressão.
_ Ué, ela não é da igreja?
_ Nicholas, para.
_ A imagem do santo que ela é devota.
_ Nós somos protestantes, Nicholas. – falei já começando a ficar irritado com as sugestões ilógicas de Nicholas.
_ Uma tatuagem com o nome dela e escrito ‘para sempre’ com um coração, alguma coisa bem brega e romântica, mulher adoras essas coisa.
_ Nicholas...
_ Faz de rena. – falou como se tivesse acabado de ter a ideia do ano. – é rápido, sem dor e sai, sem arrependimentos, no máximo ela fica um pouco decepcionada com você no final, mas aí não tem mais salvação, os votos já terão sido trocados.
_ Eu já saí de Vegas, não é mais hora de fazer loucuras.
_ É, mas aparentemente o que se faz em Vegas, não fica em Vegas, quando se trata de você. – falou. Nessa parte ele estava certo.
_ Olha, vá à casa de Rachel e pede para a Demetria vir aqui, fala que minha mãe quer conhecer ela, inventa um desculpa, só a traga.
_ Joe!
_ Por favor, Nicholas, essa é a única maneira.
_ Você vai prender ela aqui? – perguntou. Até que não era uma má ideia.
_ Eu vou conversar com ela... Mas se for necessário... – deixei em aberto. Situações extremas pedem medidas estremas, Os fins justificam os meios, resumo, desculpas para isso eu tinha.


Não parei para contar o tempo que demorou, da saída de Nicholas à chegada de Demetria, mas posso garantir que não foi nada rápido. Provavelmente Nicholas teve problemas em inventar com uma desculpa ou talvez tenha sido difícil conseguir fazer com que Demetria viesse a meu encontro. Eu não sou a pessoa que ela mais quer ver no mundo e isso já ficou bem claro para mim, por mais que isso ainda me doa.



_ Eu não vejo razão para que você tenha me trago aqui. – disse com os braços cruzados. _ Você não vai me convencer.
_ Demetria, eu só quero conversar, me dê um tempo, uma oportunidade. – eu esbravejava, eu estava desesperado por uma oportunidade, uma chance de talvez amolecer o coração de Demetria, mesmo sabendo o quão difícil isso seria desta vez.
Demetria revirou os olhos e ainda com os braços cruzado, calou-se, mostrando a sua intenção de me escutar.
Só nesse momento relaxei um pouco e pude olhar as coisas com mais atenção. Bom, enquanto eu estava totalmente despreparado, Demetria já estava deslumbrante. Com um vestido vermelho e longo, um decote em V, não muito grande, mas que já era o suficiente para virar a cabeça de qualquer homem (incluindo a minha), estava levemente maquiada, ela realmente não precisava de muito para ficar fantástica, sua unha estava feita, com uma delicada francesinha, ela ainda calçava chinelo, mas eu sabia que logo colocaria um salto. Seu penteado era um meio preso, meio solto, apenas a parte da frente estava presa e a parte de trás estava solta e cacheado, simples, mas bonito... Alias o que não é bonito nela?
_ Eu sei o que eu fiz com você foi errado. – fiz um silêncio, Demetria não disse nada. _ Eu nunca tinha feito nada assim antes... O que eu senti por você foi totalmente real – ainda é (eu quis dizer, mas claramente não podia). _ Eu me arrependo muito do que fiz, eu nunca tive a intensão de machucar ninguém, principalmente você. – Demetria me olhava, sem nenhuma reação, eu não sabia o que ela estava sentindo em relação as minhas palavras. _ Eu só te peço que você me deixe fazer sua prima feliz. – falei. _ Não diga nada a ela, por favor. – quase implorei.
_ Quando eu cheguei aqui à primeira coisa que a Rachel me perguntou foi se eu gostei de você, não foi se eu estava bem ou como tinha sido minha viagem, mas sim o que eu achava de você. – Demetria parecia se segurar para não chorar. _ Eu vi um brilho no olhar dela, um brilho que só quem ama tem. – hesitou em continuar. _ Você tinha isso no olhar quando me olhava também...
_ Eu não menti para você quando disse que te amo...
_ E onde está esse amor agora? – eu não respondi. _ Eu te coloquei no topo, eu sabia que você não era perfeito, ninguém é, mas eu te colocava no topo, você era o mais perto do perfeito que eu conheci. – engoli o seco. _ Eu caí no seu feitiço. Eu me joguei em um amor que eu não deveria ter me jogado. Eu pensei que eu já tinha amado alguém, muito, mas não, não é do mesmo jeito que eu amo minha filha ou meus pais, mas é tão forte é algo que eu nunca senti... Quando eu descobri a verdade, tudo aquilo que eu achava, começou a cair, o perfeito já não era mais perfeito, você me destruiu. – Ela parou por alguns instantes. _ Eu ainda te amo. – falou. Senti meu coração dar um tranco ao escutar aquelas palavras, ela ainda me ama, assim como eu ainda a amo. _ Eu não queria que estas coisas estivessem acontecendo, eu não quero criar uma guerra, não quero brigar mais, eu não quero destruir as ilusões da minha prima, eu a amo, e você não a merece. – falou, ela tinha razão, Rachel podia ser tudo, mas ela sempre foi sincera comigo e nunca havia me enganado, ela não merecia um cara como eu, eu não a merecia mais, eu não era mais o cara perfeito para estar a seu lado, não mais. _ Eu quebrei minhas paredes por você, eu fui uma bola de demolição.
CONTINUA

Capítulo pronto e postado, e aí galera, haverá casamento ou não?
Nessa semana minhas aulas começam, isso quer dizer, se eu já estava demorando para postar, agora sim vai ficar pior L ... Mas não irei abandonar vocês, tentarei postar pelo menos uma vez por semana, provavelmente no sábado ou no domingo.
Queria muito agradecer aos seguidores do blog, 65? 6 deles só nesse começo de ano! É um crescimento bem grande para mim.
Ah, sim, não podia esquecer-me disso, quem está ansiosa? A bebê Jonas pode nascer a qualquer momento!!!!
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjsss

Kika: Pois é, desta vez eu surpreendi a todos :P escutei sim e adorei... O próximo capítulo que vai ter inspirado nele vai ser a música Sem ti. Bjssss
Silva: Não precisa pedir desculpas, eu te entendo completamente, também estou atrasada nas fics que leio. Não vou dizer que sou fã número um, mas confesso que gosto da Vanessa, sou da época de HSM, então acha que admira-la é meio inevitável :p até tenho algumas músicas dela no meu pc, mas confesso que gosto mais da atuação dela... Sobre o cabelo da Demi, eu também não sou fã de rosa, mas eu adorei a cor no cabelo dela *--* Muito obrigada por comentar. Bjsss
Carine Santana: Bom, você pode estar certa... Ou não hahaha, vamos ver, no próximo capítulo você verá :p. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Samara: Wow, casa comigo? Hahahaha brincadeira... Sério, muito obrigada pelo comentário, você não sabe como é bom ler algo assim, é tipo, mágico, sério, muito obrigada mesmo. Bjssss
Shirley Barros: hahaha Surpreendi a você desta vem, em? :p Pois é, a Demi pode demolir ou ser demolida, vamos ver o que vai acontecer... Qual é a sua aposta? Obrigada por comentar. Bjsss
Karol Rodrigues: hahaha, sem problemas, quais são suas apostas para o próximo capítulo? Muito obrigada por comentar. Bjsss 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

9º Capítulo “Whatever Will Be” – Entre o Céu e o Inferno




                                  


  
Música Whatever Will Be de Vanessa Hudgens, sugestão da leitora Silvia.

Fazer o caminho de volta não fez com que as coisas melhorassem para mim, era como se a culpa, as palavras e os pensamentos tivessem grudado em mim como carrapato, e de mim não sairia, era algo que teria que viver com...

Assim que avião pousou no aeroporto, Kevin e Edgar logo foram para suas respectivas casas.

_ Quer carona até algum ponto? – perguntou Nicholas. Já estávamos do lado de fora do aeroporto, no estacionamento, para ser mais preciso.
_ Não, eu irie pegar um taxi. – respondi.
_ Cara, sério, me desculpe. – pediu Nicholas pela 12ª vez.
_ Já falei que está tudo bem...
_ Eu deveria ter deixado você resolver suas merdas por si mesmo. – lamentou-se novamente.
_ Você apenas fez o melhor, você me conhece bem pra saber que eu não iria resolver merda nenhuma. – falei, meu coração ainda doía, não só pelas palavras de Demetria a mim, mas também as minhas a ela.
 _ Isso não me faz menos intruso.
_ Você é meu padrinho de casamento, padrinhos estão aí para ajudar a manter um casamento de pé, pelo menos é assim que deveriam ser... Você só cumpriu sua tarefa. – falei, eu tentava consola-lo, mas quem realmente precisava de consolo era eu, eu não conseguia nem mesmo andar de cabeça erguida. O que eu tinha feito? O que eu fiz comigo? Com Demetria? Com Rachel?
_ Você amava-a, não amava? – perguntou Nicholas, após um incomodo silêncio. Eu hesitei a responder.
_ Eu ainda a amo. – respondi, por fim.
_ O suficiente para desistir do seu casamento? – eu não consegui responder. _ Eu posso pagar uma passagem para você voltar para lá, talvez ela te perdoe...
_ Não. – falei. _ O que aconteceu já foi. Agora é seguir em frente e ver o que acontece. O tempo é sábio, ele saberá o que fazer...

(...)

Chegar em casa pareceu fazer com que tudo ficasse pior, meus pais, já acordados, receberam-me alegres, querendo saber como a convenção do trabalho tinha sido, era como se fosse um mundo totalmente diferente. Para eles, eu ainda sou aquele moleque inocente, mais um filho para ficaram orgulhosos de. Mas eu nunca fui assim, eu já tinha me deteriorado, segundo suas crenças, antes mesmo de ir para Las Vegas, mas antes eu parecia não me importar com minha pulada das regras, mas também, século 21, a probabilidade de alguém casar ainda virgem está bem pequena em consideração do que era na época deles ou as dos meus avós, tudo bem que se eu levar em consideração que hoje em dia alguém ser traído já é até mesmo considerado parte da vida, o meu erro ainda continuava totalmente comum e perdoável. Mas o problema não era esse, não era a traição em si que me fazia sentir tão mal – com a consciência tão pesada, que mais parece um pesado pássaro negro trancafiado e triste. – mas sim o que fiz com Demetria, ver sua feição triste ao escutar minhas palavras de nojo, seu choro, as pessoas presenciando, mas uma vez, ela ser completamente humilhada, como esquecer que isso aconteceu? Como esquecer o que fiz?


Com a desculpa de estar cansado consegui me livrar do questionamento por um momento.
Subi até meu quarto, joguei minha mala no chão, sem nenhum cuidado, aproximei-me da janela e vi: lá estava eu novamente, na mesma Lewis de sempre, respirar aquele ar de cidade pacata é bom, mas minha alma invejava aqueles que vivem em Salt Lake City ou em Las Vegas, ver aquela gente totalmente livre, diferentes, sentia inveja até mesmo dos riscos, do perigo, pode ser bobo, mas nada é novo por aqui, nada muda, e não seria eu que poderia mudar o curso das coisas. Las Vegas não é minha casa e Demetria jamais poderia ser minha, era assim que tinha ser, eu tinha que novamente aprender que, seja bem ou mal, eu tenho que aceitar o que vier, respirar fundo, segurar a dor, ir em frente, se assim o destino mandar, não avançar, não tentar mudar o imutável.
Eu me comprometi a casar-me com Rachel, com Demetria ou sem Demetria, é isso que será.

(...)

Acordei com o barulho de alguém batendo na porta, olhei para o relógio em meu pulso e era meio dia em ponto, o que eu tinha dormido? Quinze minutos talvez... Mas provavelmente, para me sentir realmente relaxado, eu deveria ficar em coma por, sei lá, um ano talvez já melhorasse as coisas um pouco.
_ Pode entrar. – gritei, espreguiçando-me e só aí percebi que eu não tinha me trocado para dormir, isso incluí o sapato, que ainda estavam firmes em meus pés. Sentei-me, cotovelos apoiadas em minhas cochas e cabeça entre as mãos, talvez eu nunca consiga erguer-me da culpa e vergonha novamente, não importa o quanto eu durma.
Ao ver o pequeno ruído da porta se fechando olhei em direção a ela e surpreendi-me ao ver Noah parado por lá. Como já dito, ele é o mistério da família e nunca tivemos uma verdadeira relação de irmãos, é mais como “Vivemos na mesma casa, fique no seu canto enquanto eu finjo que não te acho super estranho que eu fico no meu e você finge que gosta de mim.” Provavelmente em toda a sua vida ele só tenha entrado em meu quarto umas  cinco vezes no máximo, isso quando ele era pequeno e parecia normal, estava aprendendo a andar, então ainda corria para todo lado, batendo a cabeça em todo lugar que fosse fisicamente possível, talvez por isso tenha ficado assim agora que cresceu.
_ Aconteceu algo? – perguntei ao perceber que ele não parecia ter a intensão de fazer algo mais do que ficar me olhando fixamente por tempo indeterminado.
_ Seu patrão ligou. – disse por fim. Ele já estava ficando um homenzinho, sua voz já estava mais grossa e parecia desproporcional para seu corpo de um pré-adolescente que não era muito ligado aos esportes.
_ Me ligou agora? – perguntei estranhado.
_ Não, ontem e antes de ontem. – disse. _ Estava procurando por você. – Meu coração gelou, tentei sorrir para disfarçar o nervosismo, mas pareceu só piorar as coisas, eu só torcia para que Noah fosse ingênuo o suficiente para ser enganado facilmente.
_ Estranho, nós estávamos no mesmo lugar. – ri.
_ Não estavam não. A não ser que você estivesse na casa dele. – falou tranquilo.
_ Ok. – suspirei, era incrível minha capacidade de me ferrar, talvez eu até merecesse... _ O que você quer para manter isso em segredo?
_ Eu por acaso te pedi algo? – perguntou, aparentemente ofendido. _ Só peço que você cuide da sua vida, você tem sorte de estar perto daquele telefone das duas vezes e não nossos pais. – falou, era a primeira vez o que via falar daquela maneira, na verdade era a primeira vez que o via completar duas frases seguidas, com mais de três palavras, perto de mim. _ Eu já tenho meus próprios problemas, não tenho tempo para cobrir os seus. – mas que problemas aquele moleque poderia ter? _ Ah sim. – disse, abrindo a porta novamente. _ Rachel está com a mamãe lá embaixo. – concluiu, antes de sair.



Quando cheguei à sala, Rachel se jogou em mim.
_ Joe, senti tanto sua falta. – disse enquanto me abraçava forte. _ Nossa eu tenho tanta coisa para falar, o casamento já é amanhã e teve algumas pequenas mudanças e eu tenho que ver se você aprova tudo. – ela falava sem nem mesmo dar espaço para respirar. _ Minha tia chegou, você precisa ver ela, você conhece ela? – perguntou, como se tivesse a intensão de me deixar responder, mas era claro que ela não iria deixar... _ Aposto que não se lembra dela, você tem uma cabeça tão avoada... Mas ela está me ajudando tanto, até mesmo a filha dela, minha prima, ela não iria vir por que ela teve uma discussão com a família, mas hoje mais cedo ela ligou e falou que vai vir, amanhã ela chega, ah! Em falar nisso, você poderia pegar ela no aeroporto? Ela não vem cá desde que pirralha, não deve lembrar mais como chegar aqui. E ela tem uma filhinha, você sabia disso? Ah não, claro que não, eu nunca falei muito sobre ela. – disse a última frase como se fosse uma resposta a si mesma. _ Mas ela sempre foi uma grande amiga, mesmo depois da briga, nós nos separamos um pouco depois disso, ela nem te conhece. Que horror, eu a amo tanto e não lhe apresentei a ela, mas o importante é que amanhã vocês irão se conhecer, ela super gente boa, fica tranquilo, você sabe, foi criada fora daqui, é outra mente... – eu apenas assentia enquanto ela não dava sinal de cansaço, eu comecei a fazer uma aposta comigo mesmo, por quantos minutos a mais ela conseguiria ficar falando, sem nem me dar uma oportunidade de falar um simples ‘oi’? Minha aposta era cinco minutos, talvez mais... _ Meu vestido chegou ontem! – disse sorrindo e batendo palminhas. _ Eu estou doida para você ver, claro que não agora, se não dá azar, mas eu sei que você vai chorar quando me ver entrar na igreja. Você vai chorar, não vai? Não precisa se fazer de machão, no dia do casamento todo homem pode chorar, nem que seja de tristeza, o que eu sei que não será seu caso, claro. Ai Joe, você não sabe o quanto eu estou ansiosa, como que você está conseguindo ficar assim? Parado? Calado? Não te dá vontade de gritar? – claro que dá, principalmente se for pra você calar a boca (pensei, mas claro que não falei.) _ Eu vou no salão de festa hoje, eles já começaram a arrumar as coisas, deixar tudo pronto para amanhã, você quer ir comigo? Você quase não participou das escolhas para enfeite, você precisa ver, talvez ainda dê para mudar alguma coisa. Você pode me pegar às duas da tarde? – não respondi nada, não achei que ela fosse parar para escutar a resposta, mas por incrível que pareça, ela se calou e olhou-me esperançosa. Bom, perdi minha aposta, foram ‘míseros’ 4 minutos falando como uma matraca.
_ Claro. – respondi.
_ Ah Joe. – pulou em meu colo e quase que nós dois caímos no chão. _ Eu sabia que você não iria me decepcionar, sabia que você é o homem perfeito? Eu não podia ter escolhido melhor... – mal ela sabia o quão ‘bom’ eu era. _ Você percebeu? Eu achei uma dieta de um chá que emagrece, eu já emagreci dois quilos desde a última vez que você me viu. Nossa Joe! Eu preciso marcar um cabelereiro para você, seu cabelo cresceu rápido, não dá para você entrar com o cabelo assim... – e continua...



Lotus Party é a único salão de festa em Lewis, fica bem na fronteira entre Lewis e a capital, é o tipo de lugar que só tem festas grandes quando todos os salões da capital estão todos ocupados, ainda sim é um luxo para quem nasce em Lewis, toda festa de casamento, tirando os festejados nos quintais das casas, são festejados lá, o lugar não é tão grande, mas acomodam umas 100 pessoas, miseravelmente bem.
Quando cheguei lá me assustei. Se aquilo era só o começo da arrumação eu mal podia imaginar como seria o final. As mesas já estavam postas e grandes vasos de vidro esperavam apenas pela colocação dos arranjos de flores – que serão postas amanhã. – as luzes já estavam postas, holofotes no teto e pelo chão contornavam a o lugar reservado para a pista de dança, no chão um tinha um adesivo grande, com as iniciais do meu nome é do dela, escritos em fonte francesa clássica. Tudo estava lindo e Rachel me mostrava tudo contando o porquê tinha escolhido, perguntando se eu gostava... Sua animação era linda, mas não me cativava.


Eu claramente estava com o medo do agora, eu sempre tive tudo planejado, mas de um instante a outros tudo havia mudado, eu havia mudado, meus sentimentos haviam mudado, no meio do caminho algo aconteceu, algo não previsto, um novo capitulo em uma história que há gerações não sofria alterações. Algo inédito; havia um traidor, um lobo na pele de carneiro.

(...)

Um novo dia tinha chegado e era ingenuidade pensar que havia alguma possibilidade de que seria um dia normal, não era. Agora eu tinha acabado de sair do salão para cortar o cabelo, já que Rachel se recusava casar comigo no visual em que eu estava, cheguei em casa e toda a família estava reunida, as mulheres faziam cabelo, pintavam as unhas, faziam escovas e penteados... O casamento ainda era daqui a sete horas, mas a ansiedade já tinha atingido a todos... Bom, a quase todos...
_ Joe, Rachel ligou perguntando se você pode pegar a prima dela no aeroporto agora. – disse meu pai, que estava com cabelo penteado e barba feita, ele ainda estava com o sapato na mão, o qual estava lustrando.
_ Claro, Rachel falou em qual setor ela estará me esperando? – perguntei.
_ Acho que terminal A2. – respondeu.


Aproveitei o tempo que estava no carro indo ao aeroporto da capital para pensar, relaxar. Bom, eu iria me casar, isso deveria ser bom, não é? Da mesma maneira que de uma hora para outra eu comecei a gostar da Demetria, eu poderia voltar a amar Rachel, certo? O destino estava me dando à oportunidade de viver uma vida feliz, com a mulher certa, de construir uma família equilibrada e unida, de continuar a história da maneira em que ela deveria ser. Eu errei, aceitar que errei é o melhor a se fazer, se eu pudesse pedir perdão a Demetria, eu o faria, mas agora é tarde e ela não ouvirá, portanto perdoar a mim mesmo é a única maneira de conseguir seguir. O homem erra, todos erram, eu errei, mas eu tenho a chance de consertar tudo, e dizendo ‘sim’ a Rachel hoje, será a maneira certa de me relatar.


O aeroporto parecia bem mais movimentado hoje do que ontem quando eu cheguei, fui até ao terminal A2 e os passageiros já tinham desembarcado, eu nem me lembrava da prima de Rachel, só a vi quando muito pequeno, assim como sua mãe, a qual ainda não cheguei a rever, olhei em volta e desejei ter feito uma plaquinha escrito “Prima de Rachel”, eu não a iria reconhecer e nada me garante que ela me reconhecerá...
_ Pensei que iria me deixar plantada aqui te esperando, vamos, eu tenho que ver o casamento de minha prima. – disse alguém em minhas costas, a voz fez-me lembrar de algo que eu não desejava, não ela! Impossível. Virei-me para o encontro da dona da voz familiar, e lá estava ela, sua filha estava em seu colo e brincava com uma pequena boneca de pano, alheia a grande tensão que havia entre mim e sua mãe. Eu desejava ainda estar dormindo ou imaginando coisa, mas era claro que não, era por isso que o seu nome era familiar, era por isso que ela sabia sobre Lewis, ela era a prima de Rachel, a que teve uma briga com a família, tudo se juntava, tudo fazia sentindo.
A mim só restava uma opção. Respirar fundo e aceitar, pois o que tiver que ser será.
CONTINUA
Postado! E aí galera, o que vocês acham que vão acontecer? Façam suas apostas...
E aí, o que acharam da nova cor do cabelo da Demi? Eu confesso que adorei, mal posso esperar para vê-la ao vivo *--*
Não sei quando postarei o próximo, só espero ser mais rápida que deste.
Não se esqueçam de comentar/avaliar
Bjsss

Kika: Pois é, o capítulo não foi um capítulo feliz, mas que bom que você gostou... Eu confesso que não conhecia ele, acho que sua música não chegou aqui no Brasil :\ ainda terá mais um capítulo inspirado em uma música dele... Obrigada pela sugestão, vou escutar sim, pode deixar :D bjssss
Nessa: Bom, demorei um pouco, mas postei hoje, obrigada por comentar, espero que goste, bjsss
Samara: kkk me assustou, mas eu amei. Pois é, toda história tem seu momento triste... Eu nem sei como te agradecer pelo carinho, serio, fico MUITO feliz quando leio coisas assim, dá um up na motivação para continuar escrevendo, muito obrigada mesmo. Tenho sim: https://www.facebook.com/fernanda.carolina.3133?ref=tn_tnmn muito obrigada por comentar. Bjssss
Shirley Barros: Não precisa me pedir desculpas, linda, tudo bem... Realmente não foi um capítulo feliz, mas fico feliz por saber que mesmo assim você gostou. Realmente foi horrível para Demi, mas vamos ver o que vai acontecer... Bjsss
Êh Samara: Divulgado, pode deixar que eu vou dar uma olhada ;) bjsss
Fabiola Barboza: Postado linda, bjsss

domingo, 12 de janeiro de 2014

8º Capítulo “Curtição” – Entre o Céu e o Inferno





Música Curtição de Anselmo Ralph, sugestão da leitora Fátima

Demetria havia me apresentado a um paraíso do qual eu nunca tinha encontrado. Eu tinha tido a noite perfeita, a despedida perfeita.
Ah sim, eu quase havia me esquecido, isso era uma despedida.

_ Geralmente é o homem que faz isso. – falei. Eu ainda estava envolto pelas cobertas, agora totalmente amaçadas. Demetria já estava totalmente vestida, apenas calçava seus sapatos. Ela parou e olhou-me sorrindo.
_ Acredito que você não vai querer largar seu próprio quarto de hotel só para se livrar de uma garota, então acho que a função de fugir hoje será minha. – respondeu divertida.
_ Eu não ligo se você quiser passar a noite inteira aqui.
_ Eu já passei a noite inteira aqui, já são quase duas da manhã, eu não sei se você se lembra, mas eu tenho uma filha me esperando em casa. – disse.
_ Isso significa de que há poucas horas eu estarei voltando para meu estado. – falei sem muita animação. _ Sua filha vai sempre estar aqui com você, eu não, eu deveria ter preferencia. – sorri. Demetria jogou uma almofada em mim. Rimos.
_ ótima linha de pensamento. – ironizou. _ Ainda sim, tchau. – disse. Levantei-me e agarrei-a.
_ Pensa que vai ser fácil assim se livrar de mim? – perguntei, nos beijamos. O beijo ficava mais quente e mais quente, eu já estava nu e não seria nada trabalhoso despir Demetria novamente.
_ Tome um banho de água fria. – disse, separando nossos lábios.
_ Eu duvido que você realmente queira isso. – pisquei.
_ Eu querendo, ou não, é isso que vamos ter. – deu-me um selinho. _ Quando você irá sair do hotel? – perguntou.
_ Ás 8 da manhã. – respondi.
_ Talvez eu venha me despedir. – disse.
_ Eu ainda acho que você pode ficar. – falei.
_ Eu prefiro voltar. – outro selinho e soltou-se de mim. _ Até mais tarde Joe. – falou, pela primeira vez chamando-me pelo meu apelido.
_ Até mais tarde Demi. – despedi-me, chamando-a pela primeira vez pelo seu apelido.


(...)

Assim que Demetria foi embora, tomei um banho relaxante, por um momento eu tinha me esquecido novamente sobre a confusão que eu tinha arrumado.
Eu não tinha mais como fugir, eu me casaria com Rachel, mas como eu faria para arranjar desculpas para poder voltar a Las Vegas? Não seria justo nem a Rachel nem a Demi viver uma vida dupla. Mas eu não tenho coragem de dizer adeus a nenhuma das duas.



_ Como foi sua noite? – perguntou Nick, assim que chegamos ao café da manhã. Minhas malas já estavam prontas e assim que tomássemos nosso desjejum partiríamos para o aeroporto. 
_ Boa. – “até demais” pensei, mas claramente não me atrevi a dizer. Hoje eu não estava com muita fome, por mais relaxado que tenha sido o banho e por mais que eu tenha dado um cochilo antes de descer, tranquilo era a última coisa em que eu estava, e alguma coisa me dizia que se eu tentasse engolir algo mais que a xicara de café que estava na minha mão agora, eu provavelmente iria vomitar.
Exagero? Bom... Talvez seja exagero... Pra você, claro. Eu não fui criado para lidar com situações como essa. Até um tempo atrás eu poderia narrar toda a minha vida, mesmo a parte futura dela, simplesmente olhando para meu pai, que fez o mesmo seguindo os passos do meu avô, que provavelmente seguiu os mesmos passos de meu tataravô e assim por diante.
_ E como foi com a garota? – perguntou. Nicholas parecia despreocupado, botava praticamente tudo o que via na frente em seu prato. Fui para a mesa, ignorando sua pergunta, e só Edgar já estava lá, comente ovo mexido e bacon, com um suco de laranja. Nicholas sentou-se do meu lado e insistiu na pergunta.
_ Bem. – respondi, olhei para a xicara e naquele momento nem ela parecia muito segura a meu estomago mais. Kevin chegou do nada e assim como Nicholas tinha pegado uma variedade grande de alimentos, só que em quantidade bem maior. Todos olhamos para seu prato, que mais parecia uma montanha de alimentos.
_ Que foi? Nosso último dia aqui, eu tenho que aproveitar a refeição. – deu de ombros ‘enfiando a cara’ na comida com vontade.
_ Sabe galera, o Joe estava me contando aqui como a garota reagiu bem à notícia que era a outra. – falou Nicholas, algo em seu tom de voz tinha mudado, como se ele estivesse começado a ficar um pouco irritado. _ Eu não estendo essas mulheres de hoje, não se dão a respeito mais. – completou. Eu queria dar um soco na cara de Nicholas por falar assim, ele não conhecia a Demi, não sabia o seu valor, não sabia nada sobre ela, ela não é uma vagabunda.
_ Mas temos que pensar que quem enganou ela foi o Joe, não foi ela que correu atrás. – disse Edgar, só para piorar meu estado de espirito.
_ Eu sei, mas eu acho estranha essa tranquilidade dela, nem um tapa básico deu ou choro, um escândalo, você sabe, coisas que mulher traída faz.
_ Talvez ela estivesse doida pra se livrar de Joe, ele deve beijar mal pra caramba, ela ficou foi aliviada de saber que nunca mais teria que encontrar esse baforudo. – disse Kevin, como sempre muito brincalhão.
_ Antes de tudo, eu não tenho bafo e depois ela ficou um pouco triste. – tentei defender-me.
_ Ah! É mesmo? – perguntou Nicholas com um tom agudíssimo de ironia na voz.
_ Até chorou. – tentei me mostrar mais convincente.
_ Claro. Quem não choraria? – Ele ainda usava um tom de ironia na voz.
_ Aconteceu alguma coisa? – perguntei dirigindo-me diretamente a ele. _ Porque você está agindo desta maneira?
_ Eu estou agindo normalmente Joe, só estou aliviado de saber que agora tudo foi esclarecido. – agora ele parecia normal. _ Você vai voltar para sua cidade, para a sua mulher e amanhã nós estaremos em seu casamento, comemorando sua realização matrimonial.
_ Que seja.  – falei sem saber o que realmente estava acontecendo. Mas seja lá o que fosse, eu não estava gostando.

(...)

Café terminado, eu voltei para meu quarto e apenas peguei minhas coisas e desci para o saguão. Fui o primeiro a chegar, ainda nervoso deixei minha mala perto do balcão de recepção e fui em direção da saída do hotel, no meio do caminho encontrei Nicholas indo em direção ao quarto.
_ Pensei que você estivesse se aprontando para ir. – comentei.
_ Sai rápido para comprar alguma lembrancinha para os parentes. – deu de ombros. _ Toma aqui. – disse dando-me uma caixinha pequena. _ Fique tranquilo, não tem nada que evidencie que é de Vegas, dê a Rachel. E isso aqui. – disse pegando uma sacola. _ Espero que sua mãe goste. – falou.
_ Obrigada cara.
_ É o mínimo que eu podia fazer.
_ Você já fez bastante, só por me trazer aqui. – falei, sem entendê-lo.
_ Espero que você continue com esse pensamento depois. – disse, deixando-me sozinho, sem oportunidade de dar uma resposta, se é que saberia o que dizer.


Continuei indo para fora e logo pude ver Demi, ela estava escorada em uma das pilastras na entrada do hotel. Sua expressão não era feliz, talvez ela estivesse sentindo o mesmo que eu... Ou não.
_ Demi, como você prometeu, aqui está você. – falei aproximando-me dela. Ela continuou da mesma maneira, não reagiu. _ Aconteceu alguma coisa? – perguntei, ao vê-la daquela maneira, ela estava de cara fechada, séria, parecia querer me ignorar. _ Demi?
_ Porque você veio a Las Vegas? – perguntou, seu tom era sério.
_ Você já sabe. – falei. Demi continuou em silêncio. _ Para a despedida de solteiro. – continuei. _ Do meu amigo. – completei de sobre salto.
_ Seu amigo? – pela primeira vez olhou-me e me arrependi disso, ela estava amarga, eu podia sentir um fogo, mas não de paixão ou excitação, mas de puro ódio. _ Ou seria a sua despedida de solteiro? – cruzou os braços no peito.
_ Demi, olha...
_ Não me chame de Demi. – interrompeu-me. _ Por quê? – perguntou. _ Isso é um tipo de jogo? Meta?
_ Não, Demi, digo, Demetria.
_ Eu me abri com você. – ela estava quase gritando. _ Eu confiei em você, eu contei sobre o tinha me acontecido, porque você quis continuar ainda? Porque você não foi pra outra com um histórico menos...
_ Me deixe explicar...
_ Você um merda. – gritou, apesar de cedo, já havia um fraco movimento pela rua e todos pararam instantaneamente para ver quem gritara.
_ Vamos conversar.
_ E assim que você vai começar um casamento? – ela não parecia me escutar, ela estava decidida a gritar para o mundo o quão idiota ela achava que eu era, e talvez eu realmente fosse. _ Mentindo? E o que você iria fazer depois em? Até onde você pretendia levar essa história? – continuava a gritar.
_ Se acalme. – pedi, alterando-me um pouco, todos paravam para olhar.
_ Você engana a todos assim é? Quantas outras você conheceu por aqui? Qual número eu sou? – perguntou.
_ Demetria, por favor...
_ Como será quando sua noiva descobrir? Utah certo? Ia ser bem legal se eu chegasse lá, não? – perguntou. Ela estava me... Ameaçando?
_ Você não se atreveria. – falei.
_ Ah não? O que me impede agora? – enfrentou-me. Ela olhava-me com pura raiva, nunca tinha visto uma mulher daquela maneira. Sabe o olhar de Marissa, que havia me irritado tanto ontem? Pois eu sentia falta dele agora.
Continuei a fita-la e só então percebi que ela não estava falando mentiras, ela realmente queria ir para Utah com o intuito de atrapalhar meu casamento.
_ Você nem sabe onde eu vivo.
_ E se eu tiver descoberto?
_ Você não...
_ Lewis. – disse. Senti meu coração dar um tranco _ Amanhã, às sete da noite. Igreja Batista de Lewis. – falou, ela agora parecia ter ficado triste, mas eu ainda podia ver a raiva em sua voz.
_ Você queria o que em? – perguntei. Eu tinha consciência que já tinha estragado tudo e que agora, mais que nunca, eu só tinha uma alternativa, fazer com que Demi nunca mais quisesse chegar perto de mim, nem mesmo com o intuito de me destruir, causar-lhe-á nojo, mais do que já esta sentindo, de mim. Por mais que me doesse, eu tinha que acabar com aquilo agora, se eu quisesse salvar meu casamento, aquele era o momento. _ Você acha que eu iria querer largar tudo por uma stripper endividada, com uma mãe doente e com uma criança a tira colo? – perguntei tentando parecer enojado com a situação, as minhas palavras pareceram logo fazer efeito em Demi.
_ Você...
_ Você acha que em algum dia alguém vai querer algo serio com você? – continuei com a minha estratégia de magoa-la, mesmo que isso doesse também em mim. Cada palavra que saia da minha boca era um soco que eu levava bem na boca do estomago. Demetria calou-se, sem respostas, sem reação. _ Acorda garota. Volta para o seu drogado, é só ele que um dia vai querer algo com você, outro nunca terá nada com você, nada serio pelo menos.
_ Pois seja lá o que aconteceu, acabou é passado. – disse, tentando se reerguer. _ Ela não merece isso.
_ Não venha se fazer de vitima. Nem tente falar que eu te magoei. Você nem mesmo sentia algo por mim de verdade, não é você que sempre foi arredia? Que não acreditava em ninguém, agora você vem e age como se cresse em mim? Me poupe. Ninguém obrigou a ninguém.
_ Você não é mais criança para saber que o que você fez é errado, você não está enganando só a mim, também está enganando a sua mulher, não venha colocar a culpa em mim. – gritou de volta. Aproximei-me mais de Demetria e entre dentes falei:
_ Vai para o seu homem, que eu iriei para a minha mulher, fica com o seu homem, que eu iriei ficar com a minha mulher, ame ele, porque eu vou amar a minha mulher, da maneira que ela merece. – acrescentei. _ Trate-o bem, ou não, se quiser, que eu iriei tratar a minha mulher como a rainha que ela é. Porque ela não se esfrega pra ninguém, nem se exibe.
_ Você criado em um lugar tão religioso. – começou a dizer, por um momento estranhei ela saber sobre a cultura religiosa de Lewis, mas eu estava tão estressado com as minhas palavras a Demi e tão magoado por saber que ao contrário de mim, Demetria queria dizer tudo o que ela estava dizendo que acabei ignorando naquele momento. _ E faz coisas como essa. Que Deus lhe perdoe.
_ Ele irá me perdoar, por eu nunca mais vou pensar em olhar para alguém como você. – falei. Novamente Demetria se calou, nenhuma reação dela, agora era o meu momento. Minha cartada final. _ Foi apenas uma Curtição.
CONTINUA

Final nada feliz esse em? Bom, ainda sim espero que vocês tenham gostado.
Não esqueçam de comentar/avaliar.
Bjssss

Kika: kkkkk Ainda bem que você me perdoou né? \O/ Não se se você vai gostar tanto desse, mas espero que goste pelo menos um pouco. Obrigada por comentar. Bjssss
Natalia_lovato: Aparente meu computador resolveu me deixar na mão bem nas minhas férias, injusto, mas pelo menos agora está tudo bem ;) eu nem estou comentando no seu blog ( alias nem no seu nem no de ninguém L) mas assim que eu estiver com os capítulos todos em dia eu voltou ok? Obrigada por comentar. Bjsss
Samara: Meu Deus, eu juro, você me deu um susto e tanto, por um momento eu realmente pensei que você não tinha gostado o_o Provavelmente eu continuarei a demorar, mas não vou ficar mais tanto tempo igual antes. Obrigada por comentar. Bjsss
Karol Rodrigues: Fico feliz que tenha gostado, bom tudo pode acontecer agora, isso só vamos ver nos próximo capítulos ;) . Obrigada por comentar. Bjsss

Silvia: Tudo bem, eu também não estava comentando mais na sua fic, peço desculpas, foi a correria do fim de ano e o problema no meu computador, eu vou voltar a ficar realmente ativa no blog, de nada você sempre estará na minha lista de quem repassar os selos J Obrigada por comentar. Bjsss