sexta-feira, 19 de abril de 2013

30ª CAPITULO “Me toque” – AMOR EM GUERRA


Toquei-a, toquei-a na tentativa de salva-la. Eu iria tentar, pois eu tinha que cumprir uma promessa que a fiz. Era hora de eu ser o seu anjo da guarda.
Eu tentei.
Mas não foi o suficiente...

DEMI
Eu estava feito uma louca, andando pela cidade, que eu nem mesmo conheço bem, ali não era Fort Bragg, na verdade é bem diferente de lá, bem maior.
Eu não sabia onde eu estava, minha visão embaçada não era amiga, a única coisa que eu sabia é que não estava mais na parte movimentada da cidade, provavelmente eu tinha entrado em um beco. Os barulhos dos carros pareciam cada vez mais distantes.
Eu ainda me sentia observada.

Eu estava prestes a atravessar a rua, eu queria sair daquele lugar, algo em mim me dizia que eu devia sair de lá, eu estava com medo.
Eu tentei me acalmar um pouco, respirei fundo algumas vezes, tentei enxugar as lágrimas. Melhorou. Minha visão ainda não estava perfeita, chorei tanto que meus olhos estavam inchados, mas foi o suficiente para que eu pudesse ver tudo o que iria me acontecer em breve.
Tudo foi rápido, confuso e surpreendente.
Primeiro sinto o toque de Joe, sinto como se estivesse me abraçando, se quisesse me proteger. Eu me alegro. Ele está comigo outra vez! Eu não o posso ver, mas ele está aqui comigo!
Depois sinto como se tivessem me empurrado, mas com uma força monumental.
Mas logo percebo que não foi um empurrão. Foi algo bem pior.

--

Rick sai do carro em que dirigia. Nenhum remorso em seu olhar. Ele não iria pedir ajuda. Aquilo não foi um acidente, ele simplesmente jogou o carro contra o passeio ao perceber que Demi não iria atravessar, não tinha ninguém para culpa-lo, assim como também não tinha ninguém para ajuda-la.
Ótimo – pensou Rick.
Ele não soube se aquilo a havia matado, não se preocupou em checar, Demi estava estirada no chão, desacordada, para ele isso já era o bastante.
Após medir sua ação de cima a baixo, e comemorar, internamente, por seu feito, Rick, como se nada tivesse acontecido, retornou a seu automóvel e partiu sem rumo, a batida não tinha deixado muitas marcas no carro, apenas um amaçado que não representaria muito problema depois, o mesmo não se podia dizer de Demi.
Ao cair bateu a cabeça, seu sangue corria pelo asfalto, arranhões por várias partes de seu corpo, talvez alguns ossos quebrados. Caída em um beco, pouco movimentado, provavelmente perigoso.
O único que estava lá era Joe, mas o que ele poderia fazer agora? Como pedir ajuda?
Ele gritava desesperadamente, berrava, mas quem poderia escuta-lo? Ninguém. Mas ele não poderia deixa-la assim, sua mulher e sua filha corriam risco de vida, e salva-las era sua missão.

Em seu pouco momento de lógica ou pensamento um pouco mais calmo, Joe se transportou para o hospital, ele sabia que Denise e Logan haviam corrido atrás de Demi, mas torceu para que eles estivessem lá e que pudesse se comunicar com eles de alguma maneira.

Por sorte Denise havia ficado no hospital para o caso de Demi voltar, Logan havia saído para procura-la. Denise não estava calma, mas pelo menos não chorava mais, ela andava pelo corredor de um lado para o outro, faltava furar um buraco no chão.
Encontra-la talvez tenha sido o menor dos problemas. Joe conseguia toca-la, mas ela não conseguia escuta-lo. Como pedir ajuda a uma pessoa apenas com o toque?
Joe não teria tempo para fazer um plano mirabolante, sua única saída era toca-la fazendo menção de puxa-la, restaria a Denise deixar-se ser guiada pelo filho até o local em que Demi estava acidentada.

DEMI

Havia uma luz.
Ela estava cada vez mais próxima. Ela vinha até a mim, vagarosamente ela vinha até a mim. Eu levantei a mão em sua direção, sua luz me atraia, eu queria ir até a ela, algo em mim gritava para que eu a pegasse, eu podia sentir sua paz, como se fosse um abraço de paz se aproximando de mim. Porem ela vinha tão lentamente, ela parecia ainda tão distante. Eu não consegui chegar perto, eu não conseguia ir até ela. Pois toda vez que eu começava a correr mais em sua direção, mais ela se afastava de mim, era como se de nada adiantasse, continuava tão distante como antes.
Resolvi esperar.
Aí eu senti um aperto no meu coração. Como se fosse um choque, uma adrenalina, uma após a outra, cada vez mais forte e dolorido, cada vez mais real.
Depois, sem nem mesmo um explicação, a luz começou a se afastar de mim. A medida que a dor no peito aumentava e se tornava mais real a luz ia se afastando e ficando mais fraca diante de mim, mais e mais, até que eu não pudesse ver mais nada.

(...)

Eu acordei em um quarto de hospital, de tanto ter que vir para cá já tinha até me acostumado com o lugar e de reconhecê-lo sem muitos esforços.
Meus olhos se abriram com dificuldade, a luz estava forte. Pude escutar o barulho das maquinas, que provavelmente me vigiavam, não foi necessário olhar para que eu pudesse sentir as agulhas espetando meu braço, sangue.
Eu não vi ninguém ao meu lado a primeiro momento. Tentei me levantar um pouco, mas meu corpo todo doeu a medida que tentei movimentar-me, parecia que tinha sido esmagada por um caminhão.
Tentei perceber melhor o que estava acontecendo ao meu redor, e percebi que estavam monitorando dois batimentos cardíacos, isso me deu um alivio enorme, minha bebê ainda estava bem. Uma guerreira.

 Não foi necessário esperar por muito tempo, logo um médico veio falar comigo. Fez algumas perguntas, depois veio a policia, queriam saber o que tinha acontecido, mas eu nem mesmo entendi muito bem os fatos, eu sabia que eu tinha sido atropelada e eu sabia que foi o Rick, mas eu nem tinha como provar, nem sei como eu sabia disso. Tudo bem, tinha a ameaça, eu sabia que ele mais cedo ou mais tarde tentaria fazer algo contra mim. Eu juro que o vi, ao lado do meu corpo, mas foi por outro ângulo, como se eu fosse uma espectadora e não a vitima.
Quanto mais eu tento entender tudo o que aconteceu, quanto mais eu tento me lembrar do que me aconteceu neste meio tempo, mais confusa eu fico. Ainda sim tentei explicar da melhor maneira possível.

·         Com muito esforço consegui arrancar algumas respostas, no meio das inúmeras perguntas que me foram feitas:
·         Eu estava desacordada há dois dias.
·         Minha bebê estava bem.
·         Apesar de todo este tempo desacordada, não houve nenhum problema comigo, dormi assim mais por culpa das medicações que me foram dadas do que pelo próprio acidente.
·         Quem me encontrara fora Denise. Que não soube explicar a policia como conseguira me achar.
·         A policia não tinha suspeitos.
·         E nada mudara desde então, Joe continuava em coma. 

Só depois de um vai e vem constante de médicos e de policias eu pude receber visitas. Para minha surpresa o primeiro a vir me ver fora meu pai.

--

_ Filha me perdoe. – pedia Eddie, desesperado, ele estava se sentindo péssimo pelo que tinha feito. Sentia-se culpado. _ Eu não devia ter reagido daquela maneira...
_ Pai está tudo bem agora. – falou Demi, interrompendo o pai. Não que realmente tudo estivesse bem, ela ainda estava chateada com ele por lhe ter escondido o real assunto entre Denise e Paul, mas não queria entrar em discussão com o pai naquele momento, o dia tinha sido muito tumultuado. Demi queria sair daquele hospital, ver se conseguia respirar livremente, ver se esquecia um pouco dos problemas, de toda essa confusão que sua vida estava se tornando. Mas os médicos a deixariam de observação por pelo menos dois dias a mais. Nada de grave havia acontecido, mas por ela estar gravida os médicos estavam tendo o dobro do cuidado.
_ Ainda sim, se eu não tivesse reagido daquela maneira nada disso teria acontecido, eu quase lhe fiz perder...
_ Não continue. – pediu Demi, só de pensar que poderia ter perdido sua filha lhe dava arrepios. Isso seria o fim.
_ Fale-me, há algo que você queira, qualquer coisa? Eu preciso compensar o que eu te fiz, me dê este direito. – pediu Eddie.
Talvez fosse um erro, ou um pedido muito difícil, mas Demi precisava pedir, não havia nada mais que ela pudesse querer.
_ Eu quero que você convença a Paul deixar Denise decidir sobre o desligamento das maquina ou não. – pediu confiante, apesar de ter medo a possível resposta do pai.
_ Filha... – começou a dizer Eddie.
_ Você disse qualquer coisa. – lembrou-o Demi.
_ Eu só quero que você me entenda. Não adianta, só vai aumentar o nosso sofrimento.
_ Pai...
_ Por quê? Para quê isso tudo? Olha o que está te acontecendo? – falou Eddie, exasperado, levantando-se da cadeira dos visitantes em que estava sentado até aquele momento. _ Você está gravida, deveria estar aproveitando este momento, não é certo você estar internada em um hospital, não é certo você esta passando por todo esse estresse, isso é injusto, você não merece isso. – concluiu.
_ Mas ele me salvou – falou de sobressalto em sua defesa. _ Ele tentou me salvar, ele me tocou antes do carro me atingir, poderia... – só aí Demi percebeu o que estava dizendo, ela estava tão desesperada por defesa que acabou dizendo mais do que realmente deveria.
_ Ele te tocou? – perguntou Eddie incrédulo.
_ Eu... Não é isso... É... – agora Demi estava sem saber o que dizer. Eddie chegou bem próximo da filha e com o coração partido disse:
_ Se você quer que eu convença Paul de alguma coisa, se afaste de Joe, se afaste deste hospital, volte a trabalhar, vá ser uma mãe. Assim como Paul conseguiu a autorização do juiz para tirar o direito de Denise de decidir algo, eu posso fazer o mesmo se eu achar que há necessidade. – avisou. Demi calou-se analisando as opções, o que seria pior? Ela conseguiria ficar longe de Joe? Ela conseguiria retornar a sua vida normal? O pai realmente seria capaz de cumprir sua ameaça?

Nem Eddie nem Demi sabiam, mas Paul escutara a conversa.

(...)

Paul já havia visitado o filho naquele dia, porem agora, já no fim do horário permitido as visitas, ele decidiu ir novamente ao quarto de seu filho.
 Passou pelo corredor sobre os olhares de ódio de Denise e Miley, que também veio após encerrar o horário de trabalho no restaurante. Logan não estava no hospital hoje.
Paul sabia que seria difícil reconquistar a mulher. E tentava aceitar que também a perdera.
As visitas de Paul a Joe, que no começo mostravam emoção, há muito tempo havia se transformado em visitas frias e vazias.  Ele apenas ia de vez em quando, entrava, olhava o filho, não dizia nada, não tocava nada, apenas lembrava-se de todos os momentos que viveu junto ao filho, de seu nascimento a sua despedida naquele aeroporto, na última vez em que o vira acordado. O seu coração doía ao lembrar-se de tudo o que já compartilharam, mas nenhuma lágrima era derramada, haviam se secado.
_ Eu me sinto um idiota agora. – disse Paul, depois de uns minutos dentro do quarto. _ Ou talvez como um louco falando sozinho... Na esperança de receber alguma resposta. – falou, olhando pelo quarto, como se isso o pudesse ajudar a ver o filho. Paul estava tentando e isso surpreendeu Joe, que sem conseguir ver o estado de Demi, nem de sua mãe, que depois de ter sido, graças a ele, encaminhada para onde Demi estava acidentada, ficou bem exaltada. Porem, ao mesmo tempo em que não conseguia ficar perto, não conseguia se afastar, por isso decidiu ficar em seu quarto, apenas esperando um momento melhor para voltar para fora. _ Eu não entendo, por que sua mãe e Demi juram que podem lhe sentir e eu não? Elas que são loucas ou eu não tenho o direito de sentir meu filho também? – perguntava Paul, ele já tinha feito besteira, mas ainda havia tempo de voltar atrás, bastava um sinal. _ Eu não sei se vou ter sua mãe de volta um dia, eu não sei se a Demi voltará a ser a mesma, não só comigo, mas com a vida. A nossa vida mudou muito, nós mudamos muito, eu nem sei no que crer mais. – falou Paul, baixando a guarda e mostrando um pouco dos seus sentimentos. _ Mesmo que nada volte ao normal, eu só queria uma coisa. Eu estou com o coração aberto, faça-me senti-lo e eu juro que não autorizo o desligamento das maquinas. Eu deixo você ficar em coma o tempo que for preciso, eu juro que não desistirei de você. – pediu Paul. _ Me toque.

                CONTINUA...

Demorei mais do que o que achei que demoraria a postar este capítulo, peço desculpas. Espero que tenham gostado.
Gostaria, novamente, de agradecer a leitora Diana, por ter feito um capítulo especial de aniversario para mim, fiquei muito feliz por tal carinho, então, mas uma vez, muito obrigada. ( visitem o blog dela: http://dianaisabelpinto.blogspot.com.br/ )
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjss.



Errimiilsa: Fico muito feliz que você tenha gostado deste capítulo tanto assim, desculpa não ter postado mais rápido :\ . Muito obrigada por comentar. Bjsss.
Anônimo: Fique tranquila (o) em breve a Demi voltará a ser feliz J

domingo, 14 de abril de 2013

29º CAPITULO “Seu anjo da guarda” – Parte 2 (última) – AMOR EM GUERRA


E agora, era questão de horas para que o pior pudesse acontecer...

Mais um dia, nada de incomum, a cansativa rotina seria seguida com perfeição. Mas todo o dia é um novo recomeço que nos dá oportunidade de mudanças de surpresas, algumas boas, outras nem tanto...
Demi acordara cedo, assustada, havia tido um pesadelo, ou quem sabe uma premonição...

DEMI

Lá estava ele novamente em meus sonhos, tornando-os pesadelo. Em seus olhos eu podia ver o ódio, a raiva, um rancor. Sim, isso é o que ele sente por mim. Eu o provoquei da forma mais suja e profunda possível, e agora eu tenho que pagar, da forma mais dolorosa imaginável.
Eu não estava enxergando muito bem, minha visão estava embaçada, e eu nem mesmo sei o porque, mesmo assim eu ando descontroladamente para fora do prédio, escuto chamarem meu nome, mas ignoro as chamadas, finjo-me de surda. Assim que passo pela porta, eu paro por um instante, semicerro meus olhos na busca de melhor focalização, mas é inútil, o que quer que esteja tapando parcialmente minha visão não tem a intenção de sair rápido.
Volto a andar, sem rumo, sinto-me observada, mas não sei por quem, nem adianta eu tentar olhar, pois minha visão segue embaçada. Mesmo com pouca visão consigo ver as pessoas pelas qual eu passo pela rua, me olhando com curiosidade, nenhuma se atreve a se aproximar, ninguém pergunta se eu estou bem.
Andei tanto que nem mais sei onde estou, não sei voltar de onde vim, nem sei como chegar ao lugar que eu queria ir, se é que existia um.

Eu não sei muito bem o que aconteceu. Foi tudo muito rápido. De um instante a outro minha visão estava clara, nem sinal de que a um momento já esteve embaçada.
Eu o vi, bem em minha frente, não tinha seu riso frio que sempre teve, mas tinha o olhar serio e raivoso, que me deixara bem assustada.
Ele não se moveu, mas eu sei que ele fizera algo comigo, pois sinto um forte baque do lado esquerdo do meu corpo, e começo a cair no chão. Ele ri vitorioso, eu sinto o sangue quente escorrendo, sinto a dor, como a de ossos quebrados, eu sinto medo.

Eu tentava lembrar-me de que tudo não passava de um sonho, nada daquilo fazia sentindo, sonhos nunca fazem. Uma vez eu li que os sonhos não são nada a mais do que pensamentos constantes ou reprimidos, medos ou sonhos que guardamos para nós, não existe isso de premonição, nem coisas do gênero. O será que existe?
Logan, Miley e Denise ainda dormiam quando acordei, afinal de contas, ficamos até tarde falando sobre a bebê, o momento não era propicio, mas Logan nos obrigou a fazer uma mini festinha em comemoração ao descobrimento do sexo do bebê. Denise, Logan, Miley e eu pedimos pizza, jogamos uns jogos de tabuleiro, assistimos a uns filmes, a maioria de terro – talvez esse último tenha contribuído para o meu pesadelo. – quando nos demos conta, já se passava das três da manhã, Miley acabou dormindo aqui, no meu apartamento.
Mesmo tendo comido uns quatro pedaços de pizza ontem à noite, o meu recorde - já que nunca consegui terminar o segundo. – eu acordei com muita fome, que parecia que eu não sabia o que era comida há semanas.
Nem mesmo fiz minha higiene pessoal da maneira correta e já sai correndo para a cozinha, abri a geladeira e ela não estava muito abastecida, como eu vivia do hospital para o apartamento eu não estava fazendo as compras do mês, acabei comendo dois pães de forma com queijo, não que seja ruim, é muito bom para dizer a verdade, mas não era o que eu queria, eu queria algo que me dessa mais sustância, mas não faça ideia do que seja. Comi uma maça, mesmo sabendo que não era o que eu queria, depois comi o resto de um biscoito salgadinho que estava pela metade da embalagem, valia tudo para que minha fome fosse saciada.

Depois de meia hora que Denise acordou. Eu já tinha me acalmado e já não estava procurando comer mais, quando parei com toda aquela gula comecei a me sentir mal, mais um gole de água e eu vomitaria a minha alma.
_ Acordou cedo Demi. – comentou Denise. _ Pensei que acordaria mais tarde, você parecia um pouco cansada ontem anoite.
_ É. Acabei acordando e não consegui dormir novamente. – menti. Não queria preocupá-la com bobagens. _ Você também acordou cedo, não é nem sete horas direito.
_ Não venho dormido muito bem ultimamente. – falou ela. _ Acho que você me entende. – eu a entendo completamente. _ Você vai querer comer alguma coisa? – perguntou.
_ Não, eu já comi. – respondi. Ela se sentou ao meu lado, no sofá. _ Você não vai tomar café da manhã? – perguntei.
_ Não, eu ainda estou cheia da pizza de ontem. – falou. Um breve silencio predominou na sala, Oliver dormia no meu colo, a TV estava desligada, e tanto Denise quanto eu não falamos nada uma com a outra, não que nos faltasse assunto, mas talvez porque o assunto em que tínhamos para falar era justo o que mais queríamos evitar, pois nos faz mal.
 Comecei a acarinhar minha barriga, eu mal podia esperar para sentir o chute desta criança que carrego, eu tenho vontade de começar a comprar as roupinhas, de montar o quarto, mas ao mesmo tempo me sinto tão desanimada, eu não queria fazer isso sozinha. Tudo bem, tem a Denise, meu irmão e a Miley, e talvez, quem sabe, meu pai, mas acho que não é novidade que eu queria ter Joe ao meu lado.
_ Eu estava querendo falar com meu pai e com Paul hoje. – comentei.
_ Seu pai vai ficar feliz em saber. – falou dando de ombros. Falar o nome de Paul era como uma ofensa grave quando Denise estava por perto, do meu pai ela não reclamava muito, mas só por que ela me respeita, pois eu sei que ela também está muito decepcionada com ele. Assim como eu, Denise também ficou muito surpresa quando meu pai se posicionou a favor de Paul. Foi um tiro em nossas costas.

Miley não demorou muito para acordar, já Logan, aquele folgado, acordou quando já se passava de meio dia.
 Antes de irmos para o hospital, passamos no restaurante de Miley, e lá almoçamos.
Logo depois Logan, Denise e eu partimos para o hospital, Miley prometera que iria mais tarde.

Ir para aquele hospital desde o começo não foi agradável, mas ultimamente se tornou insuportável. Havia se criado uma espécie de duas ilhas nos corredores daquele hospital, de um lado ficavam os que eram a favor do desligamento das maquinas que mantinham Joe vivo, e do outro lado ficavam os que eram contra, e Logan ficava sendo jogado de um lado a outro.
Ninguém falava nada, ninguém fazia nada, o clima era tenso, triste e nervoso. Um movimento, um comentário em falso, era capaz de explodir uma mistura de sentimentos, com direito a gritos e lagrimas.
Talvez por essa divisão, quase que sagrada, que se formou, foi tão surpreendente quando Paul se aproximou de Denise querendo conversar em particular com ela, logo após o fim do horário de visitas.
Não foi só eu que pensei desta maneira, pelo olhar que Denise me lançou a se levantar da cadeira, eu pude ver que ela também acreditava que Paul queria se reconciliar, que iriamos enfim entrar em um acordo.

Isso me deu uma coragem a mais, assim que Denise e Paul desaproximaram de nós, para conversarem, me aproximei de meu pai, falarei com ele e tentarei entrar em um acordo.

_ Pai. – chamei-o, a minha voz, tremula e baixa, entregou meu nervosismo. Em resposta, meu pai, que estava de cabeça baixa, olhando para o chão, levantou seu rosto e olhou para mim com um olhar surpreso. _ Eu queria falar com o senhor. – disse.
_ Sente-se. – disse ele, indicando a cadeira a seu lado. Sentei-me. _ Demi... Eu não quero brigar mais, viu? Se for para discutir é melhor nem começar. – atacou-me logo de primeira.
_ Não. Eu não estou aqui para brigar. – falei. _ Na verdade eu queria lhe dar uma noticia. – falei. Ele me olhou confuso.
_ Uma noticia?
_ Ontem eu fui ao meu médico. – comecei a dizer.
_ Esta tudo bem com o bebê? – perguntou ele, deixando transparecer sua preocupação. Nós podíamos estar brigados, mas ambos ainda nos preocupamos um com o outro.
_ Claro, o bebê esta bem. – falei dando um sorriso, para acalma-lo.
_ Então...
_ Pois, eu pedi para o médico tentar descobrir qual era o sexo do bebê e ele conseguiu. – falei com mais entusiasmo na voz. Ele também ficou feliz, seu rosto se encheu de alegria, pareceu-me como a luz do sol nascendo por trás das montanhas. O que era uma cara fechada e triste se transformou em um rosto feliz e curioso.
_ E então? Qual é o sexo do bebê? – perguntou.
_ Eu estou esperando uma menininha. – falei, na verdade, quase gritei.
A reação não foi muito diferente das outras, sorrisos, abraços... Mas ainda sim, para mim, a reação dele, naquele momento, foi a mais importante, pois só eu sei o quanto senti falta dele; talvez, assim que Denise e Paul se conciliassem, eu e meu pai voltaríamos a nos relacionar como antes. Como pai e filha.

--
Talvez esse fosse o inicio de um final feliz, quem sabe, com os pais reconciliados e com Demi e Eddie voltando a serem pai e filha, Joe conseguisse se recuperar. Quem sabe essa historia já está acabando e a famosa frase “e viveram felizes para sempre” logo será dita? O que poderia atrapalhar agora? Enfim as coisas estão começando a se normalizar, não é mesmo?
Não.
Denise volta para o corredor, em que estavam Logan, Demi e Eddie, aos prantos, ninguém vê Paul. Teria alguma coisa de mal acontecido entre eles? Parecia tudo tão bem.
Todos perguntavam para Denise o que estava acontecendo, mas ela, não conseguia falar, seu choro era compulsivo, as suas únicas pausas eram nas horas dos soluços, resultante de tanto desespero.
Foi como uma luz, ou talvez um pressentimento, quem sabe pura observação. Logan não viu, mas Demi percebeu. O único tranquilo naquela historia era Eddie, seja lá o que estivesse acontecendo, ele sabia, e pelo visto não era boa coisa. Prova foi que, assim que Demi virou-se para o olhar o pai, Eddie, que até então estava feliz, - pois descobrira que seria avô de uma menina -, olhou para outro lado, como se tentasse esconder seu olhar, como se tivesse vergonha ou medo de olhar para a própria filha. Sim, ele sabia o que estava acontecendo, e Demi não pensou duas vezes antes de questionado.
_ Pai o que esta acontecendo? – perguntou. _ Pai! – gritou, nem mesmo se importou por estar em um hospital.
_ Não sei. – respondeu, ainda sem olhar para a filha, é claro que Demi não acreditou.
_ Eu sei que você sabe pai, por que Denise esta assim? O que Paul a disse? – perguntava, Demi se aproximou ainda mais do pai, e tentava o encarar, mas ele se esquivava de seu olhar ferozmente. _ Por favor, pai, me diga. – pediu.
_ Eu. Não. Sei. – mentiu.
_ Pai! – gritou. Demi já estava nervosa, queria ajudar Denise, mas não sabia o que fazer, sua sogra não estava em condições de se comunicar, e seu pai, o único que poderia ajuda-la, se recusava.
_ Eu não vou dizer! – respondeu aos gritos. Eddie também ficou nervoso e ao perder a cabeça fez o que ninguém nunca imaginaria que ele poderia fazer.
Talvez não tenha sido culpa dele.
Demi estava perto demais, assim que ele se levantou, de maneira estupidamente violenta, acabou empurrando-a, Demi caiu no chão. Eddie podia muito bem ter parado para ajudar a filha, mas nervoso e assustado saiu sem rumo.
Logan, acabou tendo que socorrê-la, nada a aconteceu. Denise também se assustou com a situação e com isso conseguiu parar um pouco o choro.
_ Demi você esta bem? – perguntou Logan, assim que a levantou.
_ Denise o que aconteceu? – perguntou Demi, ignorando o irmão. Ela ainda estava transtornada.
_ Paul alegou para o juiz que eu não tenho condições de decisão, por eu ter dito que senti Joe, o juiz aceitou a alegação dele, os únicos que podem decidir algo agora é você e ele. – respondeu Denise. Ela tinha falado tudo engasgado, pois ainda chorava, as palavras faziam voltas na cabeça de Logan, mas para Demi ficou claro que o que ela quis dizer. Não havia conciliação, no houve meio senso, Paul jogou sujo, ele queria acabar com tudo de uma vez por todos, e não estava se importando em pisar em cima daqueles que mais o amava.

DEMI

Eu não estava enxergando muito bem, minha visão estava embaçada, mas eu não conseguia parar de chorar, mesmo assim eu continuei andando descontroladamente para fora do prédio do hospital, escutei Logan e Denise chamarem meu nome, logo atrás de mim, mas ignorei-os, finjo-me de surda. Assim que passei pela porta, eu parei por um instante, semicerrei meus olhos na busca de melhor focalização, mas é inútil, enquanto eu não parar de chorar eu não conseguirei enxergar nada.
Voltei a andar, sem rumo, senti-me observada, mas não sei por quem, e nem adianta eu tentar olhar, minha visão segue embaçada.
 Mesmo com pouca visão consigo ver as pessoas pelas qual eu passo pela rua, me olhando com curiosidade, nenhuma se atreve a se aproximar, ninguém pergunta se eu estou bem.
Andei tanto que nem mais sei onde estou e eu não sei voltar de onde vim, nem sei como chegar ao lugar que eu queria ir, se é que existia um. No começo pensei em ir atrás de Paul, brigar e pedir explicações, talvez até mesmo amaldiçoa-lo, se assim eu pudesse. Como ele fez isso com a própria mulher? Que tipo de marido e pai ele é? Também pensei em ir atrás de meu pai, eu nunca o tinha visto daquele jeito, nem em seus momentos de mais desespero, porque ele tinha mudado tanto de uma hora para outra? Quem era aquele homem que me empurro hoje? Eu me recuso a acreditar que era ele.

Eu não sei muito bem o que aconteceu. Foi tudo muito rápido.

JOE

Eu me controlei por todo esse tempo, eu estava fazendo o melhor que podia, minha presença piorava tudo, mas agora me vi obrigado a agir ou algo pior poderia acontecer.
Toquei-a, toquei-a na tentativa de salva-la. Eu iria tentar, pois eu tinha que cumprir uma promessa que a fiz. Era hora de eu ser o seu anjo da guarda.

                CONTINUA...

Parte dois postada, espero que tenham gostado, já venho avisar que esta fic já esta chegando a sua reta final, provavelmente não chegará a ter 40 capítulos, mas pode ser que eu me empolgue um pouco.
E então o que vocês acham que vai acontecer? Quero opiniões!
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjsss



Juh Lovato: hahaha pois é, o Rick não vai deixar a Demi em paz, que bom que você gostou linda. Bom, vamos esperar para ver, nos próximos capítulos muitas coisas acontecerão. Muito Obrigada por comentar. Bjss.
Eriimiilsa: hahaha OMG. Realmente o Rick vai aprontar agora, suas suposições não estão certas, mas também não estão totalmente erradas. Muito obrigada por comentar linda. Bjss.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

28º CAPITULO “Seu anjo da guarda” parte 1 – AMOR EM GUERRA


_ Pois bem mamãe, você dará a luz a...
_ Fala logo!
_ Nossa! Bom dia para você também Miley. – falei. Eu acabava de voltar, junto a Denise, do consultório do médico, Miley e Logan me esperavam no meu apartamento, ansiosos por notícias.
_ Para de enrolar maninha, fala logo! – insistiu Logan. Só para provocar fiz um suspense.
_ Só falo depois que eu tomar um banho, colocar uma roupa mais confortável... – comecei a falar. De canto de olho percebi que Denise riu com a minha resposta.
_ Pois fique você sabendo morena, que você não vai entrar neste banheiro antes de me falar se eu serei madrinha de um menino ou menina.
_ E eu não falo enquanto não entrar. – desafiei.
_ Ou fala ou sofrerá com as consequências. – falou meu irmão. Miley e Logan estavam tampando minha entrada no banheiro. Cruzei os braços no peito, como resposta. _ Cosquinhas. – avisou-me Logan. Digamos que meu irmão me conhece. Eu odeio cosquinhas, não porque me dá vontade de rir, na verdade não me dá, apesar de mesmo assim eu acabar rindo, eu só não gosto muito, acho que é porque na minha casa isso sempre foi usado como forma de tirar informações um do outro.
_ Sabia que você é muito chato? – perguntei a ele. Ele riu. _ Ok, eu conto. – disse por fim. Ambos fizeram o mesmo olhar de ansiedade que eu e Denise fizemos para o doutor. _ É uma menina. – falei rindo.
Eu tenho que admitir, eu saí bem mais humorada daquela sala, eu ainda sinto uma vontade de chorar e ainda há um vazio enorme dentro de mim, mas também há uma bebê linda, que é a única que me faz ter alguma vontade de rir e de viver, se eu ainda estou de pé aqui, é unicamente por causa desta bebezinha.
_ AH! – gritou Miley animada, me dando um abraço tão apertado que me deixou com dificuldades para respirar. _ Eu não acredito, serei madrinha de uma princesinha! – exclamou.
_ Loira, eu gostaria de respirar um pouco. – falei com dificuldade. Depois de uma gargalhada ela me soltou.
_ Desculpa amiga. – pediu. _ Eu estou tão feliz, eu realmente queria uma menina. – falou como se a mãe fosse ela.
_ Ah, eu queria que fosse um menino – resmungou Logan. _ Ia ensinar para ele a arte da sedução. – disse. Eu tive que rir.
_ Seria mais fácil ele te ensinar isso. – brinquei. Ele deu língua. Dei de volta. É fácil perceber que eu e Logan, um perto do outro, comportamos como crianças. _ Ok, agora eu posso tomar meu banho? – perguntei.
_ Fique a vontade mamãe. – falou Miley, me dando licença.
Entrei no banheiro e, sozinha, respirei fundo e percebi que ainda faltava dar a notícia a outros.
Meu pai. Eu ainda me sinto mal por ter discutido com ele, eu não intendo exatamente o porque dele ter ido para o lado de Paul, meu pai sempre me apoiou nas maioria das minhas decisões. Tudo bem, nas que tem a ver com o Joe ele sempre se opôs, como meu namoro e casamento, mas no final ele sempre acabava cedendo e me ajudando, mas agora, agora ele queria me tirar o amor da minha vida, ele queria tirar Joe de mim, porque ele decidiu por isso? Ele não gosta de Joe? Ele esta cansado de ficar no hospital e prefere acabar com tudo isso? Não! Meu pai nunca foi egoísta assim, ele sempre pensou em todo mundo, porque agora ele resolveu não pensar em mim? Eu preciso conversar com ele, ele é meu pai, e é uma pessoa muito importante na minha vida, eu não o entendo, mas ainda sim o amo e sei que ele merece saber sobre a netinha.
Apesar de que a discussão com Paul fora bem mais pesada do que a que tive com meu pai, eu ainda o considero muito e sei que ele também merece saber das boas novas.
Mas, se há alguém que eu gostaria de dar a noticia é Joe, eu queria tanto ver sua reação, não há nada que me faria mais feliz que isso.

JOE

Observar todo aquele desastre que a vida dos que eu amo se tornou não é fácil, principalmente por não saber como consertar, mas nada é pior do que saber que tudo é minha culpa.
Ao mesmo tempo em que eu quero fugir de tudo, eu não consigo abandonar, eu não consigo me desprender da minha família. Nesses últimos dias as coisas vêm se complicando muito, meus pais estão brigados, eu nunca imaginei vê-los brigados assim, ambos estão sofrendo muito, e sei que precisam um do outro, mas eles se negam a se darem uma outra oportunidade; a relação de Demi e Eddie está abalada e sei que assim como meus pais, eles precisam um do outro e estão sofrendo o dobro com esta briga.

Nem tudo foi só tristeza, principalmente hoje, eu descobri que serei pai de uma menina.
Eu juro que nunca fiquei tão feliz em toda minha vida. Eu queria tocar Demi, queria tocar e beijar sua barriga, eu queria carregar Demi em meu colo e protege-la para que nossa bebê nasça saudável. E foi por pouco que eu não fiz, por pouco eu não a toquei, foi por muito pouco, por pouco não cedi. Seria um completo erro se eu tivesse me deixado levar pela emoção, finalmente Demi e minha mãe parecem estar se acostumando com a ideia de que eu não as toco mais. É melhor assim.

Quando penso na criança que vai nascer meu corpo se enche de orgulho, de felicidade e de um desejo enorme de poder conhecê-la, mas não só vê-la de longe, sem que o carinho que quero dedicar a ela seja retribuído, eu quero que ela possa me ver do mesmo jeito que eu a verei, eu quero que ela possa me tocar do mesmo jeito que eu a tocarei, eu quero escutar ela me chamando de papai, eu quero cuidar dela junto a Demi. Eu só quero ter a minha família de volta, eu quero poder reconstruir tudo o que eu estou destruindo agora, mas de maneira 10 vezes melhor.
Nem tudo é do jeito em que queremos, não é assim que dizem? Um exemplo claro é esse, eu quero e muito, mas não sei o que fazer, nem mesmo os médicos sabem direito, eu no fundo ainda carrego uma esperança, porem a razão me obriga a perceber que as chances são poucas.
Porem vale lembrar que, levando em conta a razão, eu não existo, eu apenas estou em coma, de acordo com a razão não é possível eu estar aqui agora, vendo tudo como se ainda estivesse acordado. Lembrando-me disso percebo que talvez não seja tão ruim assim ter esperanças; sonhar; se iludir um pouco, afinal de contas, milagres acontecem, e nunca se sabe quando pode ser com você.

Voltando para o mundo dos vivos e acordados, sou obrigado a me deparar com uma situação que me tira todo o controle que eu estava tendo sobre mim durante todo este tempo.

--

Ninguém mais que Demi, Thomas, Rick e Joe sabiam do que o destino poderia estar lhes aguardando. Na verdade Demi, Thomas e Joe não estavam tão cientes assim, pelo menos não como Rick.
Toda ação, tem uma reação, lei de Newton, mas que pode ser muito bem aplicada fora da área da física, aplica-la na vida cotidiana nem é tão difícil assim. Se uma pessoa fez algo para você e você não gostou, há apenas duas opções, você pode dar a redenção, fingir que nada aconteceu e, deixar que o destino, Deus ou, seja lá o que for que você acredite, julgue e puna a pessoa, ou você pode julgar e vingar-se com as próprias mãos.
Como já foi avisado que poderia acontecer, Rick, escolheu a segunda opção.
E agora, era questão de horas para que o pior pudesse acontecer...

                CONTINUA...

Demorei, mas postei, este capitulo terá parte dois, por dois motivos, primeiro que ele ficaria muito grande e segundo que eu demoraria mais ainda para postar, já que parte dois ainda não esta finalizada.
Espero que tenham gostado.
Não se esqueçam de comentar/Avaliar.
Bjss.


Eriimiilsa: Tudo bem linda, o que vale é a intensão. Muahahaha, uma torturadinha de vem em quando faz bem xD. LOOOOOL a ideia do hermafrodita foi boa, quem sabe eu uso isso em uma próxima oportunidade? Hahaha. Obrigada por comentar. Bjsss. 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

27º CAPITULO “Você dará a luz a...” – AMOR EM GUERRA.


Tudo estava desmoronando para aquela família, nada dava certo. Toda união que eles tinham se partiu ao meio, e não se sabia por quanto tempo os lados conseguiriam sobreviver sozinhos. Só uma coisa se podia saber, o final dessa história não é promissor.
Posso enumerar vários motivos para que se valha a pena viver. Amor, sorrisos, amigos, família, sonhos, paz... Talvez até mesmo o simples medo da morte nos faz ter motivos para viver, temer o que há do outro lado, se é que há outro lado.
Neste exato momento, em mim, eu não encontro muitas razões para continuar resistindo.
Amor? Eu tenho, eu tenho amor a meu pai, a meu irmão, a meus sogros, mas o meu principal amor é destinado a Joe, eu vou perdê-lo, e assim que isso acontecer, considerem-me morta. Sorriso? Nem sei mais o que é isso, pelo menos não os reais. Amigos, bom, isso pelo menos eu tenho, mas apesar de ama-los, eu não acho que vale a pena manter-me viva, vivendo o que eu estou vivendo, apenas por eles, eu não posso me sustentar apenas por eles, eles tem a vida deles, não poderão para-la por mim. Família, sim, eu tenho uma família, linda para dizer a verdade, mas que está destruída, totalmente desunida. Denise brigada com Paul e meu pai virou-se para o lado de Paul, o que me deixou muito brava com ele, não o odeio, ele é meu pai, mas ainda sinto um ressentimento muito forte com ele. Logan não se meteu no assunto, mas mesmo que ele fizesse, sei que não adiantaria muito. A briga se estendeu mais do que se pensou que iria e os laços familiares fora rompidos... Sonhos? Eu não tenho mais nenhum. Paz? É o que eu menos tenho tido nesses dias.
A única razão de eu estar viva agora é essa criança que carrego em meu ventre, se não fosse isso, eu seria muito bem capaz de me jogar de qualquer lugar. Eu só quero que isso acabe logo, eu não aguento mais ficar sofrendo como eu estou, eu perdi totalmente o controle sobre mim, mal consigo fingir que estou bem mais, eu tento, mas esta mais que obvio que todo mundo sabe que eu estou triste.

Os dias se tornaram tristes e turbulentos, as noites são frias e torturadoras, me sinto vazia, sinto que já posso ver o meu fim.
Eu nunca pensei que um dia eu chegaria a este ponto, não posso dizer que antes eu esbanjava só alegria para todos os cantos, mas eu sempre fui uma pessoa feliz, com meus altos e baixos, mas sempre feliz, de bem com a vida, com paz, esperançosa, eu nunca fui assim, eu nunca deixei que a tristeza tomasse conta de mim como ela tomou agora. Isso me assusta, e muito, pois a cada dia parece piorar, eu não sei como parar, eu não sei o que fazer...

As coisas estavam indo muito bem, eu estava tão animada com a chegada do meu bebê, eu estava tão ansiosa por este dia, mas agora tudo está tão nublado em minha mente, não tenho animação para nada. Nem mesmo agora, sentada, a espera de ser chamada para mais um ultrassom, junto a Denise, eu consigo me animar. Hoje eu posso descobrir qual é o sexo do meu bebê, hoje eu poderei ver meu bebê novamente e a única coisa que eu quero fazer é chorar! Não é um choro de emoção ou choro de gravida sensível, é choro de dor, dor pura, coração destruído, de fraqueza. Há um grito de desespero entalado em minha garganta, há um ódio de mim mesmo, por não ter conseguido impedir tudo isso, há um ódio por Joe, por não ter me escutado, há um ódio por meu pai, por ter me dado às costas, há um medo, como que eu conseguirei ser mãe desta criança? Eu não estou em condições de cuidar de mim, como eu vou cuidar de outro ser? Que tipo de mãe eu serei?
_ Senhorita Demetria Lovato? – chamou a enfermeira assistente do doutor que me atende. _ O doutor está pronto para lhe atender. – disse ela com aquele constante sorriso simpático em seu rosto, retribui o melhor que pude, provavelmente deve ter saído um desastre.
Denise se levantou comigo e fomos em silêncio até a sala em que eu faria o ultrassom. Denise não esta tão diferente que eu, não sei se ela anda tendo os mesmos pensamentos que eu - espero que não, pois não o desejo a ninguém -, mas sei que ela não esta feliz com tudo o que esta acontecendo. Ela e Paul já estão casados a mais de 20 anos, sempre tiveram um casamento solido e equilibrado, confesso que nunca os havia visto brigarem antes, provavelmente eles já brigaram alguma vez, acho difícil que nunca tenha acontecido uma briga, mas sempre resolveram tudo da melhor maneira possível. Vê-los brigado assim parecia ser algo impossível, as vezes ainda me pergunto se isso é real, para muitos seria mais fácil crer que Joe me toca do que crer que Denise e Paul estavam brigados, a ponto de não dirigirem a palavra um ao outro, não dormirem na mesma casa, de não falar no nome um do outro. Sim, eles estavam neste ponto, e no fundo acho que se as coisas não melhorarem logo, toda esta briga poderá levar a separação dos dois.
Nos últimos dias eu venho pensando muito na minha posição sobre manter Joe nas maquinas, quando eu o sentia havia uma razão obvia, eu sabia que ele, de alguma maneira, continuava vivo, mas e agora? Como que ele está? Eu não o sinto mais, ele poderia já estar tecnicamente morto? Como decidir acabar ou não com tudo? Eu sofreria menos se dissesse apenas um “sim”? E se eu dissesse “sim”? Eu não quero dizer sim, eu, por algum motivo que eu ainda não consegui descobrir qual, ainda acredito que possa acontecer um milagre e ele acordará.
Mas e se novamente eu esteja me iludindo demais? Eu já tive este tipo de pensamento antes, eu já acreditei em sua recuperação antes, e no final eu me arrependi completamente, eu me senti traída pelos meus próprios pensamentos, eu me senti mal por ter me iludido de mais, eu jurei que não faria isso novamente, mas, e agora? O que muda o meu pensamento de antes para o de agora? Antes até mesmo os médicos tinham uma esperança de que houvesse uma chance de recuperação para Joe, porem agora nem mesmo eles têm, só o estão mantendo vivo por que ainda não houve um consenso entre Denise, Paul e eu.

_ Deixa-me olhar melhor... – comentou o doutor, olhando bem para tela do ultrassom. A meu pedido ele prometeu que iria tentar identificar o sexo do bebê.
Eu estaria mentindo se dissesse que não fiquei melhor após o começo do ultrassom, eu não estou feliz ou saltitando como das últimas vezes, mas, uma coisa eu posso afirmar com todas as letras, esse bebê tem o poder sobre mim, não importa o quão mal eu esteja, ele é capaz de melhorar meu estado emocional. Foi assim na loja de roupas e agora está sendo aqui.

Assim como meu pai fez da última vez, Denise também deixou lágrimas escaparem durante a seção. Não me perguntem o porquê de eu saber, mas eu sei que não são lágrimas de tristeza ou de dor, eu sei que não lágrimas de emoção. É a primeira vez que Denise vê o netinho, eu sei que, assim como eu, ela também se agarra a sua existência para se manter viva.
_ Aqui está. – disse o doutor, apontando para um ponto da tela. _ A prova. – disse ele. Eu e Denise olhamos apreensoras para ele, na espera de sua resposta. Denise já passara por esta mesma situação antes, e assim como eu, conseguia ver o bebê, porem tanto eu quanto ela, não temos experiência o suficiente para ver o que o médico vê. _ Preparada para saber qual o sexo do bebê? – perguntou ele, como se não fosse obvio.
_ Claro. – respondeu Denise, eu só fiz em concordar, fazendo um sinal de “sim” com a cabeça.
_ Preferencias? – perguntou olhando diretamente para mim. Ah meu Deus! Para quê tanto suspense?
_ Nascendo saudável para mim já está bom. – respondi.
Confesso nunca ter pensado em ter preferencias entre menino ou menina, apesar de que quando eu era menor e ainda brincava de bonecas com minhas amigas, eu jurava que teria uma menina, lembro-me de dizer que casaria com um príncipe e teria uma bela princesa. No final, não me casei com um príncipe real, mas acredito ter chegado perto. Lembro-me também, de um pouco mais tarde, pensar em ter um casal de gêmeos, assim teria os dois de uma vez só, sem me preocupar com preferencias ou de ter que engravidar mais de uma vez, este pensamento não durou muito, pois logo foi substituído pelo pensamento de que o que o destino escolher para mim será o melhor. Joe nunca pareceu ter preferencias, sempre que falávamos sobre o assunto ‘filhos’, ele uma hora dizia que preferia um menino, para assim poder ver e jogar basquete e futebol com ele, mas depois dizia que queria uma menina, para poder enchê-la de mimos e, de acordo com as palavras dele, botar medo em todos os rapazes que um dia iriam querer namora-la. Por esses motivos sei que ninguém sairá decepcionado desta historia.
_ Pois bem mamãe, você dará a luz a..
.
                CONTINUA...

Capítulo postado, espero que tenham gostado. Eu já escrevi o começo do próximo capítulo e espero conseguir postar mais um capítulo amanhã mesmo, por quê? Bom, no fim de semana eu não poderei postar, pois estarei viajando para São Paulo, e na próxima semana eu terei semana de prova, então vai ficar bem difícil para eu escrever, estão, se eu demorar muito para entregar o próximo capítulo não fiquem chateadas (os).
Não se esqueçam de comentar/Avaliar
Bjss.


Diana (DSP): Muito obrigada por comentar. Quem bom que gostou. Bjss.
Juh Lovato: Realmente é bem difícil. Não sei como eu realmente ficaria numa situação dessa, mas provavelmente eu estaria bem pior.
Eu olhei lá e você me aceitou J Obrigada por comentar. Bjss. 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

26º CAPITULO “O final dessa história não é promissor” – AMOR EM GUERRA


Era uma coisa mais fofa que a outra, os bercinhos, as roupinhas, os sapatinhos, os brinquedinhos, era de se encher os olhos. Ver tudo aquilo mexeu com Demi, ela já sentia amor pelo bebê desde o primeiro dia, se sentiu realizada desde o primeiro ultrassom, mas agora, naquela loja, enquanto mexia em um par de minúsculos sapatinhos para bebê se sentiu mãe. Agora tudo parecia bem mais real bem mais intenso e certo. Agora Demi agia como uma mulher gravida, ela estava se preparando e ansiando pelo dia do nascimento da criança. Isso era bom. Demi se sentiu leve e feliz. Ela estava feliz.

Demi queria comprar toda a loja, queria poder comprar tudo hoje, como se o bebê já fosse nascer no dia seguinte, era tudo pura ansiedade misturada com a alegria que ela não sentia tanto tempo. Mas acabou comprando apenas um macacãozinho e um berço, ambos brancos, pois como não se sabia qual era o sexo do bebê, Demi não podia sair comprando vestidinhos ou roupinhas de marinheiro.

Quando Demi, Miley e Denise voltaram para o hospital, todos podiam ver a diferença, estavam animadas e falavam o tempo todo sobre o que tinham visto e o que comprariam caso fosse menino ou caso fosse menina, já começavam a sonhar com os moveis do quartinho, em como pintariam as paredes, arriscaram até começar a pensar em nomes, porem este último assunto não foi muito longe. Por um momento não existia Joe em coma, não havia doença, não tinha ameaça de morte, a única coisa que tinha era uma mãe, uma avó e uma futura madrinha, planejando coisas do bebê.
Eddie, que havia ficado no hospital, se limitou a acompanhar o assunto, como não havia visto nada e não sabia de nada, escutava com atenção os detalhes da visita à loja, mas ele pouco se importava em estar um pouco perdido no assunto. Eddie estava vendo sua filha rir enquanto acarinhava sua barriga, que já começara a dar sinais claros da gravidez. Para Eddie isso era o que importava ver a filha feliz, agindo como deveria ter agido desde sempre, como uma mãe.
A conversa rendeu por bastante tempo, nova visitas a mesma e a outras lojas foram combinadas, Demi prometeu que até na próxima semana iria consultar o médico, na esperança de já poder descobrir o sexo do bebê, mesmo sem ter garantias de que conseguiria descobrir algo agora. Mas quem ligava? Todas estavam animadas com esta possibilidade, Eddie até disse que tentaria ir a uma das lojas junto a ela.
Se a intenção de Miley era fazer com que Demi se animasse um pouco, funcionou até demais, pois conseguiu, com uma simples ida a uma loja de bebês, animar a todos.
Ela mal sabia, mas tinha animado até mesmo Joe. Sobreviver para ver seu bebê vestindo aquele macacãozinho e dormindo naquele berço comprado, era o que Joe mais desejava. Ele não sabia se poderia, sabia que estava fraco, sabia que há grandes chances dele nunca poder ver seu filho. Mas ele queria. Ver seu filho era o que ele mais queria.

Todos queriam que aquela alegria fosse eterna, era tão bom se descontrair um pouco, se divertir um pouco, ver o futuro em uma melhor perspectiva, sem o medo da morte, mas sim da alegria de um nascimento.
Porem, a vida não é um conto de fadas. Era inevitável que algo conseguisse destruir toda aquela animação.

Não aconteceu de uma hora pra outra, as coisas começaram a se complicar apenas dois dias após a visita àquela loja. A alegria toda não tinha durado tanto, pelo menos não na mesma intensidade, mas deixou claros vestígios nos outros dias, Demi e Denise estavam bem mais animadas, a todo o momento falavam sobre o bebê, e quando visitavam Joe, ao invés de choros e clamores para que ele voltasse, ambas falavam sobre o que esperavam para aquela criança. Joe também compartilhava dos mesmos sentimentos.
Então porque toda a alegria voltou a escapar? Demi e Denise estavam bem; a pressão de Demi estava ótima, Rick não deu as caras, Joe não teve nenhuma parada cardíaca, nenhum agravante de sua situação, bom, também não houve melhora, mas se não teve piora já era um bom começo, em vista de como estava há uns dias atrás em que a todo o momento os médicos os desesperançavam um pouco mais...
Tudo começou quando os médicos fizeram mais uma operação em Joe, desta vez seria uma operação simples, não durara mais de três horas, após a operação fora feito mais testes e mais exames. Até aí tudo bem, os resultados não eram muito animadores, mas doutor Ian não era de se abalar por isso. O problema talvez tenha sido exatamente esse, neste dia não era Ian que estava no comando, mas sim seu superior, Doutor Lucas, Ian só voltaria na semana seguinte. Doutor Lucas, velho de casa, um médico reconhecido em todo o estado, seu reconhecimento era fruto de anos dedicado a salvar vidas, ele é bom no que faz, mas os anos de experiência, ao mesmo tempo em que o faz um salvador de vidas, o fez saber em quando, talvez, seja melhor parar.
Para Lucas, era a hora de Joe.

Um dia após a operação, Lucas chamou Demi, Denise e Paul em sua sala. Lucas é uma pessoa extremamente simpática, e mesmo prestes a dar uma notícia devastadora, tratou todos com uma delicadeza e fez com que primeiro todos estivessem relaxados antes de soltar a bomba.
_ Todos sabem que fizemos novos exames e teste após a última operação. – começou Lucas. _ Acredito também que lhes fora passado, desde o começo, que o estado de Joe não é o melhor. – falou cuidadosamente. Todos na sala concordaram apenas com um leve abalançar da cabeça. _ A primeira cirurgia, apesar de não tê-lo despertado do coma, fora de extrema ajuda. – comentou. _ Mas infelizmente não foi o suficiente, tivemos outra operação na tarde de ontem, e ela foi o que se esperava que fosse ser desde o inicio, sabia-se que não faria muita diferença, mas corremos o risco de tentar. Queríamos muito recuperar aquele homem. – Paul não tinha percebido, mas Demi e Denise perceberam o “queríamos”. Algo ruim seria dito. _ Joe era um soldado, pôs sua vida em risco pela nossa nação, salva-lo era algo de extrema importância, não só por vocês mas pelo nosso país. – os termos nos passado continuavam a ser ditos e Demi e Denise percebiam todos eles, isso as deixava mais ansiosas e com muito medo do que seria dito, mas elas não falavam nada, deixavam o doutor seguir seu ritmo. _ Eu conheço muito bem Ian e seu estilo de trabalho, mas o meu estilo não é o mesmo, os meus anos de trabalho me fizeram ver que nem sempre há finais felizes dentro de um hospital. – disse e deu uma pequena pausa. _ O Joe não responde a nenhum incentivo, nenhum exame demonstra sua melhora, talvez devêssemos parar. – falou, houve um tempo de silencio absoluto. Todos tentavam assimilar as últimas palavras ditas. _ Sei que já lhes foram passada esta opção antes, mas como ainda se tinha a chance de uma melhora com a operação fora decidido mantê-lo, mas agora não há mais nada a se fazer...
_ Ele piorou? – perguntou Denise, interrompendo Lucas, sua fala rápida denunciava seu nervosismo.
_ Não, mas...
_ Então por que vocês querem mata-lo? – perguntou Denise.
_ Não. Não é esta nossa intenção... – Lucas tentava se explicar, ele já tinha passado por isso antes, tinha consciência que não seria fácil assim. 
_ Mas se ele está vivo... – interrompeu Denise, novamente.
_ Não iremos mata-lo, não desligaremos totalmente as maquinas, apenas abaixaremos a potencia deles, será uma morte natural. – falou. Outro silêncio.
_ Quando? – perguntou Paul.
_ No momento em que vocês preferirem. – respondeu. _ Como sabemos que Joe não deixou nada por escrito dizendo qual era o seu desejo, nós temos que ter a autorização de vocês três para fazer algo assim. – disse Lucas, ao ver que ninguém reagia.
_ Eu deixo – disse Paul.
_ Não você não deixa! – disse Denise.
_ Eu deixo! – gritou Paul.
_ Mas eu não deixarei nunca! – gritou Denise de volta.
_ Denise, ele não irá acordar! – gritou.
_ Você não sabe. – retrucou.
_ E você sabe se ele vai acordar por acaso? Ele te disse? Foi isso? Ele te falou isso enquanto de tocava? – perguntava Paul, deixando claro seu tom de ironia.
_ Não, eu não preciso disso para saber que ele deve ser mantido nas maquinas. – gritou Denise. Se ela não tivesse tão nervosa com Paul, provavelmente começaria a chorar no mesmo momento, pois isso a lembrou de que Joe não a tocava já havia muito tempo. Isso daria mais força aos desejos de Lucas e Paul.
_ Eu digo que sim e pronto. – gritou Paul.
_ Pois eu digo não!
_ Não vês o que esta fazendo? Só esta prolongando o meu sofrimento, o seu sofrimento o sofrimento de Demi. – disse exasperado.
_ Eu não deixo! – bateu o pé.
_ Nem eu. – disse Demi, enfim. Mas pouco adiantou, Paul tornou a gritar sua opinião. Uma discussão ferrenha começou a ser travada aos berros na sala do Doutor Lucas, que pedia calma, sem muito resultado. Os ânimos estavam exaltados demais, ninguém escapou dessa, Demi, mesmo sabendo que não podia se irritar muito, entrou na briga. Eles estavam em um hospital, mas falavam alto e gritavam como se estivessem em uma feira ou em um jogo de futebol, quem passasse nos corredores poderiam escutar aquela briga.
_ Calma! Vamos conversar! – pedia Lucas, mas seu tom de voz não era alto o suficiente para que fosse escutada. _ Por favor, aqui é um hospital, se acalmem! – pedia. Era ignorado. _ Não precisam me responder agora, isso é quando vocês decidirem que deve ser feito. – disse.

Foi custoso, mas depois de muito insistir Lucas conseguiu com que todos se acalmassem. Bom, na verdade conseguiu com que parassem de brigar por um momento, pois os ânimos ainda estavam alterados.

Foi aí que tudo começou, foi aí que toda a alegria pela chegada de bebê fora substituída por medo da perda e brigas por falta de concordância.
O problema poderia muito bem ter acabado ali, mas desta vez se estendeu em dimensões alarmantes. Denise e Paul brigavam a todo o momento, tanto de Denise agora dormia na casa de Demi.
Tudo estava desmoronando para aquela família, nada dava certo. Toda união que eles tinham se partiu ao meio, e não se sabia por quanto tempo os lados conseguiriam sobreviver sozinhos. Só uma coisa se podia saber, o final dessa história não é promissor.

                CONTINUA...

Desculpa por não ter postado ontem, não contei com o fato de eu não ter ficado muito tempo em casa.
Mas postei hoje, espero que tenham gostado.
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjss.

RESPOSTA CAPÍTULO 24:
Eriimiilsa: Realmente o Paul esta sofrendo muito com tudo isso, assim como a Demi também... Muito obrigada por comentar. Bjss.
RESPOSTAS CAPÍTULO 25:
Anônimo: Muito obrigada por comentar. Sim, é sempre bom ver ela mais feliz, apesar deste capítulo, nos próximos ela estará melhor em alguns momentos, espero que goste. Bjss.
Natalia_Lovato: Muito obrigada por comentar. Postado, espero que goste. Bjss.
Eriimiilsa: É verdade, acho que toda mãe fica feliz em um lugar desse, isso foi muito bom para Demi. Muito obrigada por comentar. Bjss.