quinta-feira, 27 de junho de 2013

15º CAPITULO “Nós somos iguais de maneira diferente” – Aprendendo a Amar



_ A partir de hoje vocês serão amigos...

Olhei para Maria, sem reconhecê-la. Eu nunca a tinha visto falar daquele jeito.
_ Não dá. – falou Joe. _ Não tem como ser amigo dela, a não ser que você tenha um cartão ilimitado. – falou Joe. Exagerado, para mim basta ter um cartão com um limite alto, não precisa ser ilimitado, nem mesmo o meu é.
_ Pois então tente. – falou Maria, descurvando-se.
_ Se ele parar de me irritar. – falei.
_ Eu não te irrito. – defendeu-se. _ Você que é uma princesinha, que fica irritada com qualquer coisa. – acusou-me.
_ Eu me irrito por qualquer coisa? – perguntei ofendida. _ E você é o calminho aqui é? – eu mal tinha falado algo e ele já estava com o tom alterado.
_ Vocês dois podem calar um pouco, por favor? – pediu Maria. Ela respirou fundo, já devia estar cansada de tentar mediar uma conciliação. _ Eu não estou dando uma opção a vocês. Vocês já estão grandes o suficiente para saber que do jeito que tá não vai funcionar. Joe, você é um enfermeiro, inteligente, sua função é cuidar da Demi, não entrar no jogo dela e você Demi, olha para você, tendo que fazer fisioterapia, com a perna quebrada, com uma amiga no hospital, você não percebe que agora é o momento de ficar seria? Vocês dois precisam crescer um pouco. Chega de agirem como criancinhas! – disse. Joe e eu ficamos calados. Eu não sabia onde por minha cara, mesmo que me seja difícil admitir, Maria estava certa no que dizia. _ Levantem-se. – pediu. Eu e Joe nos levantamos. _ Deem as mãos. – pediu Maria.
_ Ah, você pede para que cresçamos, mas nos trata como criancinhas? – indaguei.
_ Deem as mãos. - Tornou a pedir, ignorando-me. A contra gosto, levantei a mão, disposta a colaborar. Joe fez o mesmo. _ Amigos? – perguntou Maria.
_ Amigos. – eu e Joe respondemos em uni coro.

(...)

Passamos a maior parte do tempo suportando-nos, principalmente na presença de Maria. A paz ainda não reinava, eu não confio em Joe e sei que ele não confia e mim. Um simples aperto de mão não será o suficiente para que declaremos paz. Eu não sei dizer por quanto tempo manteríamos o clima ‘bom’, mas posso dizer que não seria por muito tempo.
As trocas de olhares eram raivosas, Joe ainda estava nervoso por causa do pó de mico e sei que ele já planejava sua vingança. Maria agora manteria os olhos atentos, o primeiro que quebrar o ‘acordo de amizade’ terá que pagar, escutando uma boa bronca e sabe se lá mais o quê.
A minha vingança já tinha sido feita. Minha estratégia agora era apena esperar. Eu não farei nada...


Já se passava das cinco da tarde, o frio dera um sessada, mas ainda não era o suficiente para que me fizesse tirar a blusa de frio.

_ Perdeu alguma coisa? – perguntei a Joe, já devia ter uns dois minutos que ele me fitava.  
_ Suas pantufas. – disse ele. _ Não dá para te levar a serio. – riu. As pantufas de cachorrinho me foram dado de presente, por Madison no meu aniversario de 17 anos, lembro-me de ter ficado decepcionada, pois esperava por algo mais chique e caro, mas, com o tempo, me cedi ao conforto da pelúcia de orelhas e olhos grandes.
_ Eu não estou lhe pedindo para me levar a serio. – respondi grossa, esquecendo-me de tentar ser educada e cumprir o acordo. _ Desculpe. – pedi, tentando concertar-me.
_ Tudo bem. – deu de ombros. _ você fica fofa assim. – complementou. Eu ri tímida, eu costumo receber outros tipos de elogios.
_ Obrigada. – ele deu um sorriso, leve, em resposta. Será que realmente entraríamos em um consenso? Será que nos tornaríamos amigos?
_ Porque o assunto ‘vestidos’ te irrita? – perguntou Joe. É tão fácil para ele acabar com minha paz. Olhei-o, sem saber se o responderia ou não, estávamos nos dando bem, esse assunto, com certeza, traria outros assuntos, que trariam outros assuntos, até começarmos a brigar novamente.
_ Digamos que todas as vezes que eu uso um é porque estou indo para a tortura. – respondi. Deixá-lo no vaco me pareceu falta de educação e eu realmente estou tentando fazer minha parte.
_ Você não deveria se prender tanto ao passado. – falou ele. Joe tinha boas intensões, mas ele era o último que podia me dar esse tipo de lição de moral.
_ Eu não sei se você é a pessoa ideal para me falar isso. – eu disse, tentando ser o mais gentil possível, apesar de saber que minhas palavras foram um pouco duras.
_ Eu não me prendo ao passado como você. – defendeu-se.
_ Tudo bem, como quiser. – falei, tentando evitar a discussão que se aproximava. _ Isso não está tão no passado assim, continua no presente. – falei.
_ Porque você quer. – falou ele.
_ Eu não quero isso. – eu disse. _ Eu nunca quis.
_ Mas sempre seguiu calada. – falou ele. _ O que você fez na coletiva de imprensa é prova de que, se você quiser, pode se rebelar contra seu pai.
_ E de quê me adiantou? – perguntei. _ Olha em volta, você, o meu celular... – falei. Ele não pareceu ofendido.
_ Se você tivesse seguido nos estudos... – começou a dizer.
_ Joe, não comece. – pedi.
_ Demi, eu estou falando isso para o seu bem. – falou ele, calmo. _ Estou te falando isso nas melhores das intensões.
_ De boas intensões o inferno esta cheio. – falei.
_ Eu só acho que você deveria pensar um pouco mais. – falou ele. _ Você pode se livrar disso...
_ Se você começar a tentar me dar lições de moral ou voltar a invadir meu passado, ou farei o mesmo com você. – avisei-o.
_ Eu não tenho nada que me prenda ao passado, como você. – falou ele.
_ Ah não? – perguntei.
_ Não. – respondeu convicto.
_ Nem Tiffany? – perguntei. No mesmo momento vi todo aquele ar de convicção e o brilho de seus olhos, se desmancharem, caírem feito uma fruta podre de uma árvore. _ Talvez fosse melhor parar por aqui, certo? – pergunto.
_ Certo. – concorda. Já era um começo. Ambos têm no passado coisas que preferem esquecer, ambos têm coisas no passado que nos prendem em nossos próprios medos, coisas que nos impedem de seguir em frente. No fim de tudo, nos entendemos. No fim das contas, nós somos iguais de maneira diferente.

                CONTINUA...


Como prometido, postei,  capítulo pequeno, mas espero que tenham gostado, o próximo capítulo já esta quase pronto, devo postar até sábado.
E ai? O que vocês acham? Será que eles se tornarão amigos?
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjsss.





Respostas aos comentários das últimas 3 postagens:
Emmy: divulgado J
Anny Vasconcellos: Forças para família Lovato. A Demi realmente é uma warrior.
Anônimo: Não importa o tempo, o importante é o sentimento, e pelo seu comentário pude ver que você gosta muito da Demi. Família Lovatic esta com ela J
Sammara: Postado. Muito obrigada por comentar. Bjss.
Silvia: Oi Silvia, infelizmente é verdade, só acho isso muito injusto com os autores, já que quer copiar, pede para adaptar ou pelo menos dê os créditos... Isso é verdade, eu realmente espero que nada, além daquela postagem sobre a morte do Patrick, seja copiado. Bjss linda.

Taynara Miranda: Isso é realmente revoltante, fico feliz que pelo menos você tenha conseguido remove-la, ainda sim acho isso uma falta de respeito. Muito obrigada, se eu ficar sabendo de alguém que esteja copiando sua historia eu falarei. Bjss. 

3 comentários:

  1. Posta logo !
    Tô curiosa por causa desses dois, rs
    A fic ta perfeita, ;)))))



    Beijos,

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