domingo, 3 de fevereiro de 2013

10º CAPITULO “Vencemos!” – AMOR EM GUERRA


Mesmo não querendo Macus acabou seguindo Joe, porem antes mesmo de chegarem ao local a caminhada foi interrompida por um ruidoso tiro e um fatal grito.
Nada estava dando certo para Demi naquele dia, se já não bastasse o dia conturbado, com direito a xingamentos de um pai sem razão, a tristeza da melhor amiga, a descoberta do grande ataque na qual Joe estava, Demi continuava a passar mal, nada parava em seu estômago, Denise, ao ver o estado da nora, resolveu ficar em seu apartamento para tentar ajuda-la, mas ela pouco podia fazer, já havia ligado ao medico, mas o mesmo disse que era algo normal e que talvez fosse melhor Demi se acostumar com isso, não tinha como arranjar remédios, já que nenhum lugar vende remédio sem prescrição medica e as duas não poderiam arriscar em qualquer receita caseira que viram na internet. Denise tentava achar algo que pudesse cozinhar e que não a deixasse mais enjoada, mas de nada adiantava, qualquer cheiro, qualquer comida que entrasse em sua boca logo era despejada de volta, isso não era nada bom, não era apenas Demi, tinha também o bebê, manter-se bem alimentada é algo imprescindível para qualquer gravida. Porem para Demi o que a estava torturando não era o constante enjoo, mas sim saber que nesse exato momento seu marido estava no meio de uma batalha que lhe poderia custar a vida.

_ Está melhor? – perguntou Denise, se aproximando de Demi que estava deitada em sua cama, seus enjoos pareciam que já estavam prestes a cessar.
_ Um pouco. – disse Demi, com a voz rouca, seu corpo doía um pouco, sua cabeça estava cheia de preocupações.
_ Você acha que já dá conta de comer? – perguntou.
_ Acho melhor esperar um pouco mais para ter certeza. – respondeu Demi.
_ Tudo bem. Seu pai ligou. – anunciou, sentando-se ao lado de onde Demi estava deitada. _ Ele virá dormir aqui.
_ Não precisa de tudo isso. – falou Demi, fazendo cara feia. _ Vocês dois estão se sacrificando demais por mim.
_ E você acha mesmo que vamos deixar você passar por isso sozinha? – perguntou Denise. _ Nos te amamos demais para lhe abandonar agora.
_ Eu sei, mas eu não queria lhes incomodar tanto. – falou Demi, se levantando um pouco, para ficar sentada na cama. _ Você agora só fica aqui, eu gosto disso, mas o pobre Paul fica quase o dia todo sozinho, e meu pai deve ter trabalhado o dia inteiro e ao invés de ir para casa e dormir, descansar, vai vir até aqui, aposto que ele não irá dormir direito, o conheço bem, vai ficar a noite inteira vendo se eu estou bem.
_ Ele jamais reclamará por isso, somos pais, sacrificamos pelos nossos filhos sem pensar duas vezes. – falou Denise dando um sorriso para Demi. _ Você logo sentirá isso também. – Houve um curto silêncio.
_ Obrigada.
_ Se eu pudesse faria muito mais por você. No momento em que se casou com Joe você também se tornou minha filha.
_ E você minha mãe. – A duas se abraçaram.
                               (...)
 _ Ele está numa batalha pai. – confidenciou Demi, chorosa, ao pai. Ela não chegou a falar nada com Denise, mesmo sabendo que ela, como mãe, tinha total direito de saber sobre isso, mas Demi sabia muito bem que Denise ia ficar tão preocupada como ela, isso não seria nada agradável, o dia já estava conturbado o suficiente. Demi agora estava na cama, com a cabeça no colo do pai, e o mesmo a fazia cafune. _ Eu sei que não é a primeira vez, mas eu acho que eu nunca fiquei com tanto medo por ele.
_ Acalma-se filha. – pediu Eddie com uma doçura em sua voz. Eddie também não estava calmo com tudo aquilo, ele também temia pela vida do genro e pela saúde da filha e do neto, sabia muito bem que se algo acontecesse a Joe, Demi se sucumbiria diante de seus olhos e ele nada poderia fazer. Internamente ambos rezavam por proteção ao Joe, afinal era só isso que eles podiam fazer. Ninguém podia ir lá, pegar Joe e leva-lo para segurança, por mais que quisesse e fizessem, caso lhes fosse possível, mas não, a única alternativa era rezar e esperar que suas preces, silenciosas, mas mais verdadeiras e puras impossíveis, fossem escutadas.
_ Eu não quero que nada o aconteça. – choramingou Demi.
_ Vai ficar tudo bem Demi. – tornou tentar acalma-la. _ Tudo vai dar certo, ele vai ficar bem.
  _ E se não ficar? – perguntou baixo, porem alto o suficiente para que Eddie escutasse seu temor. _ Eu não sobreviveria pai.
_ Eu sei filha. – falou Eddie, segurando-se para não chorar junto à filha, ele imaginava como seria se algo de mal acontecesse e as imagens que vinham em sua mente, de nada o agradava. Eddie sabe o que é perder alguém e como seria difícil para Demi, ele teve que ser muito forte para conseguir cuidar dos filhos, mas foi algo torturador, que ele jamais desejaria a ninguém, principalmente a própria filha. _ Eu sei.

Naquela noite, pai e filha dormiram juntos, já em alta madrugada, após terem sido derrotados pelo cansaço do longo dia e pelos olhos inchados pelo choro.

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A fumaça ainda era bem forte e a visão debilitada, os ruídos de passos, gritos e dos motores dos helicópteros e tanques ainda soavam pelo ambiente, não se podia ter certeza de onde que havia vindo aquele grito, mas se podia ter certeza que era do mesmo lugar do tiro. Uma correria dentro do local em que Joe estava começou, era como se todos estivessem indo para o mesmo local, ninguém sabia exatamente o porquê, até que outro grito, porem este de euforia foi escutado e em poucos minutos se espalhou por todo o lugar.
_ Vencemos! – gritavam os soldados com os braços para cima, sinalizando a alegria. _ Matamos o líder! Vencemos!
                CONTINUA...
Um aviso para o povo
O bem e o mal
Isto é guerra
                                30 seconds to mars

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Desculpe-me pelo capítulo pequeno e fraco, prometo tentar melhorar.
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjss

NINA: Muito obrigada por comentar, bjsss linda J

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