sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

6º CAPITULO “Eles eram um só” – AMOR EM GUERRA


Nunca esqueçam homens, nós somos os heróis da pátria.
Voltar à rotina entediante não era nada animador para Demi, mas o que ela poderia fazer? Joe não estava mais com ela, não tinha motivos para ficar o dia inteiro em casa.
_ Como você conseguiu entrar aqui? – perguntou Demi, sobressaltada. Como era de se esperar Denise madrugou no apartamento de Demi, porem ela não bateu na campainha nem nada e isso assustou Demi, pois pensou que tinha dormido com a porta aberta, o que era um risco.
_ Fiz uma copia da chave para não precisar lhe incomodar. – respondeu. _ Fiz muito mal? – perguntou preocupada. Se fosse há alguns dias a trás, mas precisamente três, Demi, sem duvidas, responderia que ‘sim’, porem hoje Demi precisava de alguém ao seu lado, alguém que a entendesse, e que sem que ela precisasse falar muito, percebesse o que ela estava sentindo, e quem melhor que Denise para fazer isso? Denise assim como Demi sofria com a decisão de Joe, as duas se entendiam muito bem nesse assunto.
_ Não, você não fez mal. – respondeu Demi, se sentando no sofá e pegando Oliver no colo.
_ Fiz panquecas. – anunciou Denise.
_ Jura? Já faz tanto tempo que não como uma. – falou Demi, animada.
_ Que bom que gosta, vou trazer para você.
_ Denise não precisa, eu posso muito bem andar até a cozinha. – falou Demi, se levantando do sofá.
_ Não enquanto eu estiver aqui. – Demi respirou fundo, cedendo, o dia seria longo, teria que dar várias aulas e com o seu astral não muito alto, teria que se esforçar o dobro para dar aula como se nada estivesse acontecendo. Denise voltou com as panquecas e um copo com achocolatado.
_ Eu estou me sentindo uma criança agora. – as duas riram. Denise sentou ao lado de Demi. Como Denise havia madrugado tampouco tinha tomado café da manhã em sua casa e aproveitou para fazer o desjejum junto a Demi.
_ Não é muito bom passar a noite acordada chorando. – comentou Denise, se via que os olhos de Demi estavam inchados e levemente avermelhados.
_ Está tão na cara assim? – perguntou.
_ Dá para pensar que só foi uma noite mal dormida, mas eu sei o que foi o caso, então... 
_ Eu odeio quando ele tem que ir embora. – confessou.
_ Nem mesmo ele gosta. – falou Denise, olhando para o chão. _ Eu vejo o quão bem ele fica quando está perto de você. – disse, agora olhando para Demi, que já quase terminava o café da manhã. _ Ele te ama muito Demi.
_ Mas isso não é o suficiente. – falou fraco.
                               (...)
A primeira aula que Demi foi para a turma da segunda serie e passou longe de ser sua melhor aula, ela estava um pouco distraída, lembrando-se dos poucos dias que passou com o marido e se torturando por terem gastado esse pouco tempo que possuam com brigas. Porem depois de um tempo, como profissional competente, ela colocou seu emocional para segundo plano e tornou a atenção apenas para o seu trabalho.
Mesmo já estando acostumada com aquelas crianças, Demi hoje as olhou de maneira diferente, mesmo concentrada em dar uma boa aula, ela não pode deixar de pensar na criança em que ela carregava no ventre. Ainda era uma gravidez nova, apenas dois meses, mas ela já não via a hora de ter a criança em seus braços, de vê-la correndo pela casa... Mesmo com toda sua incerteza quando se tratava da presença de Joe, ela ainda sim se mantinha eufórica com o fato de que breve se tornaria mãe.

Demi já havia almoçado, e nesse momento esperava pela a amiga, Miley, que sempre que o movimento se acalmava vinha conversar com ela.
DEMI
Miley nunca foi de ser triste, ela era sempre animada, ou pelo menos sempre se mostra assim, mas, hoje, quando a vi se aproximando da mesa em que eu estava, para vir conversar comigo, eu pude perceber um brilho mais forte em seus olhos e uma força maior em seu sorriso. Ela se se sentou à mesa ao meu lado e o sorriso ainda estava em sua face.
_ Então que dia que ele chega? – perguntei direta.
_ Ai seu sem graça! – disse ela, dando um tapa de leve no meu braço. _ Eu queria fazer um suspense. – disse, fingindo seriedade, mas logo o sorriso voltou reinar em seu rosto.
_ E você realmente acha que com esse sorriso de canto a outro no seu rosto não entregou tudo. – falei.
_ Você podia disfarçar que me conhece tão bem. – rimos.
_ Mas então, você ainda não me respondeu. – lembrei-a.
_ Ah sim! Ele volta amanhã. – anunciou.
_ Já? Você por acaso já estava sabendo mais não me contou né loira. – os soldados costumavam a receber a noticia de quando seriam dispensados com no mínimo duas semanas e sempre que recebiam tal noticia escreviam uma carta  ou encontravam uma outra maneira para anunciar a chegada.
_ Claro que não, a carta foi enviada há duas semanas, mas só chegou hoje. – típico do exercito, se as cartas não chegam com a ordem errada, chegam atrasadas.
_ Awn amiga, eu estou tão feliz por você. – disse, dando-a um abraço de lado e ela retribuiu. _ E quanto tempo ele vai ficar aqui? – perguntei.
_ Bom morena, eu não queria me gabar, mas meu lindo vai ficar aqui por uma semana inteirinha. – disse feliz.
_ Como assim? – perguntei injuriada, mas ao mesmo tempo feliz por ela. _ O Joe nunca conseguiu uma licença assim, isso é muito raro acontecer com qualquer soldado. – falei.
_ Pois o meu deu esta sorte e eu estou explodindo por dentro, ele vai chegar só anoite mais eu não vejo a hora de vê-lo. – falou ela toda boba.
_ Sei como é amiga. – eu disse, sei como é a sensação de ter a pessoa que você ama, e que está por muito tempo distante, junto a você. _ Acho que eu ficarei um tempo sem ver minha amiga na hora do almoço. – falei fazendo cara de triste.
_ Pode ficar tranquila, porque ao contrario de algumas, eu abrirei mão de alguns minutos com o meu marido para poder ficar com minha amiga e meu futuro afilhado. – falou ela.
_ Eu em nenhum momento lhe disse que você será a madrinha. – falei brincando.
_ E você realmente acha que eu irei permitir que esse bebê seja batizado por outra pessoa que não seja eu? – perguntou Obvia. Eu ri. _ Mas então, você nem me disse como foi a consulta no medico...
_ Ah sim, ele disse que está tudo bem, que o bebê está crescendo da maneira certa, que minha saúde está boa.
_ Isso é ótimo amiga, aposto que vai nascer um bebê forte.
_ É o que eu mais quero. – falei. _ Amanhã eu vou novamente ao médio, eu já tinha marcado essa consulta antes e mesmo já sabendo os resultados eu vou.
_ Melhor prevenir do que remediar. – disse.
                               (...)
JOE

Nenhuma base do exercito em combate é um lugar agradável, ou é no meio de um deserto totalmente isolado ou no meio da mata, a comida não é a das melhores e se for no meio do deserto o banho será escasso, esqueça da tecnologia ou um tipo realmente eficaz de contato com o resto do mundo. Pode parecer estranho o fato de que, mesmo passando por todos esses perrengues, ainda há pessoas tão comprometidas a ariscar tudo ao se decidir por ficar. Talvez espirito aventureiro, talvez amor à pátria ou talvez teimosia (?), o fato é que olho em volta e vejo guerreiros em busca de se jogar numa luta e ganhar, ninguém aqui está preparado para perder, mesmo sabendo que um dia isso acontecerá. 
Nós estávamos agora em uma base temporária, em que é próximo o local em que em breve iriamos atacar, no meio de dunas de areia em que mesmo estando com temperaturas altas, constantemente venta e a areia fina entra em tudo que você tem. Mesmo me mantendo vestido todo o tempo, minha calça já estava cheia delas, se não usássemos o óculos de proteção, abrir os olhos nesse momento seria algo impossível. Ninguém nunca disse que seria fácil ou se quer divertido, nos treinamentos deixavam claro o que passaríamos, para que os mais fracos, ou talvez os mais espertos, como dizia minha mãe, saísse enquanto ainda havia tempo, eu, por ser forte, ou idiota, assim como muitos, fiquei. Porem, por mais que eles façam o possível para preparar-nos para qualquer evento, eles não me alertaram para o que estou passando nesse momento, tenho muito a perder e agora travo uma luta interna entre a razão e a emoção.
_ Joe, eu vim aqui me despedir. – disse Liam, entrando na barraca em que eu estava.
_ Vai abandonar o grupo justo agora. – falei.
_ Eu não irei abandonar vocês, volto antes mesmo do ataque. – justificou-se. _ Eles custaram para dar-me uma licença, eu não poderia deixar de ir. – dito isso, eu que estava sentado no colchão, levantei-me e dei-lhe um abraço.
_ Aproveite bem amigo, quanto você estiver de volta não será nada fácil. – avisei-o.
_ Farei o possível. – falou ele.
_ Vai muita gente junto ou só liberaram você? – perguntei.
_ Que eu saiba me liberou e alguns outros incluindo o Gabriel. – falou.
_ Me deixaram sem meus melhores amigos aqui na base. – indaguei injuriado.
_ Provavelmente o grupo de Drew se juntará a nós, então não vais ficar tão sozinho assim. – confortou-me. Gabriel é um grande amigo, nos conhecemos quando ainda estávamos em treinamento, ele de todos era o mais novo, tem 20 anos apenas, se alistou porque todos os homens de sua família foram soldados, para ele é uma obrigação, que ele cumpre com orgulho, manter uma pessoa do exercito na família. Jovem e sonhador tem uma namorada e sem duvidas se amam muito, ele é bem inteligente, mesmo sem ter feito faculdade ele sabe tudo sobre engenharia mecânica, isso nos ajuda muito, pois como agora, quando estamos no deserto é mais fácil capturar a luz para tentar ter energia nas barracas e ele com poucos itens ele conseguiu fazer um painel de energia solar.
_ Menos mal. – falei. _ Vocês já estão partindo agora não é?
_ Sim.
_ Então vou lá para despedir-me dos outros.
                                               (...)
Já era noite, os que não foram convocados para vigiar a base à noite, já se preparavam para dormir. Depois que Liam, Gabriel e os outros soldados foram para casa, eu tirei um tempo para dormir um pouco, pois soube que seria um dos encarregados de cuidar da base na parte da noite. A noite ia ser longa, mesmo não estando perto de um relógio nesse exato momento sei que ainda demorará a o nascer do sol, olhando para o céu eu pude ver a lua, é lua cheia e logo me lembrei de Demi.
DEMI

Assim que cheguei do trabalho não vi Denise, apenas um bilhete “Já fui para casa, deixei sopa na panela, só precisa dar uma esquentadinha. Se precisar de alguma coisa não tenha medo de ligar”.
Coloquei uma roupa um pouco mais leve do que eu estava antes e como sempre fui caminhar com Oliver, assim que voltei coloquei a sopa para esquentar, enquanto isso liguei a TV, preocupada, queria saber se tinha alguma noticia sobre a guerra, porem o jornal acabou e não dera nenhuma noticia. Comi toda a sopa, que estava muito boa, e antes de dormir fui para a varanda. Quando cheguei logo olhei para o céu, a lua cheia me chamou atenção, pois ela me lembrava de um importante momento que passei com Joe.

                _ Acho que já temos que voltar – disse Demi, sem esconder a decepção. _ Daqui a pouco    meu pai vai começar a me ligar. – Joe fez cara feia.
Demi e Joe ainda tinham 17 anos, mesmo um já gostando do outro a um bom tempo, o que tinha entre eles ainda não era muito certo. Para os amigos eles eram namorados, mesmo que ambos
falassem que não, para os parentes, eles eram apenas bons amigos, apesar de Denise, como uma boa observadora, já desconfiava de como essa forte amizade iria acabar.
Joe sentia algo forte por Demi, e queria levar isso para um lado mais serio. Os dois estavam nas férias de verão, que acabaria em duas semanas. Joe em um súbito momento de coragem ligou para Demi
 e a chamou para sair. Eddie não gostou nada, porem não pode negar ao ver o quanto Demi queria ir.

Demi e Joe haviam passado toda a tarde juntos, haviam ido ao cinema, a sorveteria e ainda viram o pôr do sol na praia. Agora já era oito da noite e eles já teriam que voltar para casa, já que uma das regras estabelecidas por Eddie, foi de que eles deveriam voltar antes da nove. Era noite de lua cheia, e os dois até agora estavam sentados na areia.
_ Demi, eu preciso falar uma coisa antes.
_ Pode falar. – incentivou-o vendo que ele parou de falar.
_ Eu... Eu tenho andado pensando em muitas coisas ultimamente. – começou dizendo. _ E... Eu... Pensei bastante em você e... Eu... Percebi o quanto você é importante para mim. – Demi escutava tudo com atenção, seu coração já estava acelerado, ela também andava pensando muito em Joe, mas não sabia se ele sentia o mesmo, por isso jamais o disse nada. _ Eu gosto muito de você. – Joe falava cuidadoso, não queria assusta-la e tinha medo que ela quisesse fugir. _ Mas do que apenas como uma amiga. – Joe até aquele momento falava olhando para Demi, mas assim que terminou esta última frase abaixou a cabeça, tímido.
_ Eu estou apaixonada por você. – falou Demi, tomando a frente da conversa, fazendo com que Joe tornasse a fita-la.
_ Isso quer dizer que você aceitaria se eu te pedisse para ser minha namorada? – perguntou animado.
_ Sim. – respondeu sem hesitar. Joe se pôs de joelhos aos pés de Demi e começou a dizer.
_ Demi você aceitaria namorar comigo? – perguntou pegando em sua mão.
_ Sim Joe, eu aceito ser sua namorada. – disse ela, com um grande sorriso no rosto. Com isso eles deram o primeiro beijo, o primeiro beijo como namorados.
Depois do primeiro beijo Joe pegou uma pulseira que estava em seu bolso.
_Não lhe darei um anel, por que isso é só para os noivos. – disse rindo de canto. _ Essa pulseira é bem importante para mim, pois ela me foi dada pela minha avó é uma das poucas coisas que ela me deixou antes de sua morte. – falou Joe. _ Eu queria lhe dar ela. – falou pondo a pulseira delicadamente no pulso de Demi. _ Aqui tem este pingente de uma lua cheia feita de cristal. – indicou Joe, mostrando-a a pulseira. _ Minha avó costumava dizer que não há nada mais belo que a lua cheia e me pediu para que eu só passasse esta pulseira para a pessoa mais bela que eu encontrar. – falou. Demi não disfarçou o sorriso, que iluminava seu rosto. _ Acho que você é a pessoa ideal para ter esta pulseira. – concluiu.

Demi ainda tem a pulseira e após lembrar-se deste momento, começou a passar sua mão nela, e ao se lembrar do momento e do significado dela sentiu seu coração encher de felicidade, por ter encontrado um homem tão perfeito em sua vida, e saudades, por não estar junto a Joe nesse momento.
Os dois olhavam a lua nesse mesmo momento, eles estavam conectados mesmo distantes, mesmo estando quilômetros separados, nesse momento, eles eram um só.
                CONTINUA...
Porque
Não quero viver com medo de te perder
Eu quero morrer se não posso te ver
Na minha vida não há mais saída
Não posso dormir se não posso ter você
Não posso seguir morrendo lentamente
                                                    Teen Angels – Miedo a Perderte

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Oi gente, desculpa por não ter postado antes, o capítulo já estava pronto no prazo certo, mas eu estava sem internet.
Bom, espero que tenham gostado. Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjssss

Juh Lovato: É, realmente é um situação complicada, mas em breve ele vai resolve-la J Bjsss

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Ameiiiiiiiiiiiii ... que fofo o joe deu a pulseira pra demi =)))))))))) amei esse cap. assim como os outros ^^

    ´possssssta logoooooo , sua fã aguarda com ansiosidade =)

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