segunda-feira, 1 de maio de 2017

2. O Segredo de Sara (Parte 2)


                Os dois passam a tarde a conversar e quando o sol já se põe decidem sair e irem a uma balada. Lá os dois dançam até não mais sentirem os pés e bebem até nem mais conseguirem pronunciar seus nomes propriamente.
                Sara se diverte como nunca, ela sentia falta disso. Desde 15 que ela sempre aproveitava os fins de semana nas melhores e mais caras, boates da cidade. Bebia muito e tudo utilizando sua carteira de identidade falsa. Ela não usava drogas, mas já havia experimentado. Isso tudo sem seus pais nem mesmo desconfiarem.
                Já é madrugada quando eles decidem pegar um Taxi para irem para casa, mas Heitor, num último surto de consciência, decide levar Sara para casa onde vive com seus avós e seu irmão, pois sabe que se a moça chegar a sua casa nesse estado, seus pais podem não gostar.
                Um praticamente carrega um ao outro para tentar entrar na casa. Como já é madrugada, não há muitos funcionários na casa, e ao mesmo tempo em que isso é bom, pois assim ninguém presenciará esse momento dos dois bêbados, é ruim, pois não há ninguém que possa ajuda-los a chegar a algum lugar, ou impedi-los de fazer mais alguma bobagem...
                Bêbados demais para irem muito longe, ambos se jogam no chão da sala de estar.
                Sara ri do seu estado e Heitor a acompanha.
                – Eu sentia falta disso. – ela assume.
                – Você é bem melhor assim. – Heitor fala. – Quando você tentar ser boazinha, você fica chata, mas assim, se divertindo... – os dois se entreolham intensamente.
                Heitor já sabia desse lado de Sara, ele já havia visto ela em bares e boates antes de ela começar a namorar seu irmão, mas esta é a primeira vez que Sara vê a Heitor desta maneira.
                E ela não pode negar. Ela amou este lado dele.
                Se você perguntar a Sara, ela dirá que não sabe como chegou a aquele ponto, talvez seja a falta de comida no estômago, combinado com o excesso de álcool nas veias, se quiser, pode levar em conta a saudade que ela sentia dessa liberdade, mas talvez, o fator determinante fosse o quanto ela desejava que alguém tocasse seu corpo.
                É algo errado, pecado, mas ela não irá parar.
                Seus lábios tocam ao de Heitor de maneira feroz, seus corpos se conectam numa dança perigosa, a pele quente e suadas dos dois, mostra o quanto eles se jogaram nesse ato de traição.
                Quando termina, ambos se jogam ao chão, nus, ofegantes e ainda em êxtase. Não há mais volta.
                Após o ato consumido, após a respiração normal restaurada, e agora que o frio volta a tocar suas peles. A consciência pesa.
                Meu Deus, o que fizemos?
                Sara se levanta e coloca sua roupa rapidamente, ela não se importa se está tudo amaçado ou se seu cabelo está desgrenhado, ela simplesmente se veste e sai correndo para fora da casa. Só quando ela chega ao portão de entrada que ela percebe que não há ninguém ali para leva-la a sua casa. Ela até pensa, pela primeira vez, engolir seu orgulho e ir a pé, mas numa hora dessas da madrugada?
                A luz do farol do carro faz com que Sara se afaste e semicerre seus olhos. Há um carro na porta de entrada, apesar da porta ser de grade e que dê para olhar para o que está lá fora, ela não reconhece o carro.
                Quem seria?
                Sara pensa que pode engano, que talvez seja algum vizinho parou na porta errada, mas assim que o portão eletrônico abre, ela percebe que é de alguém que vive na casa.
                Seu coração dispara.
                O carro entra vagarosamente, o portão é fechado e o motorista freia bem ao lado de Sara.
                Os segundos que demoram para que a janela do carro abaixe o suficiente para mostrar quem está dirigindo, parecem horas para Sara.
                – Ricardo? – Sara não consegue crer. – O que você está fazendo aqui? – ela não consegue esconder isso em sua voz.
                Mas Ricardo também não esperava ver a namorada ali.
                – Sara o que você está fazendo aqui? – ele pergunta. – Eu moro aqui. – ele responde e logo depois ri.
                – Eu... – Sara percebe que o namorado está prestes a descobrir o que aconteceu ali. – Eu vim te ver... Mas... E o tufão? – ela pergunta, pois não consegue formar um desculpa.
                – Decidi vir de carro, eu não queria ficar lá por mais um dia. – ele se explica.
                – Mas e o tufão? – ela insiste.
                – Eu peguei a rota por outro estado, não passei nem perto dele. – ele responde calmo, pois crê que isso a acalmará. – Amor, você está bem? – ele pergunta, desligando o carro e fazendo menção de sair do carro, mas Sara segura a porta, para que ele não a abra e o mantem lá dentro.
                – Eu estou bem. – ela diz, e se afasta, pois teme que ele sinta o seu hálito alcoólico. – Eu vim esperar por você, mas eu estava um pouco cansada, acabei dormindo, só acordei agora e me assustei por já ser noite.
                – Já é madrugada, Sara. – Ricardo diz, ele também estranha o fato da namorada ter se sentindo tão cansada, não é como se ela fosse uma pessoa atarefada, mas ele tenta relevar, pode ser que tenha algo mais que ele não saiba... Talvez ela tivesse doente, isso explicaria a aparência pálida dela.
                – Madrugada? – Sara se faz de desentendida.
                – Você deve ter dormido muito bem. – Ricardo ri e Sara acaba dando um sorriso de alivio. Ele acreditou na história.
                – Você pode me levar para casa? – Sara pede, pois sabe que se Ricardo entrar em sua casa agora, pode encontrar o irmão deitado nu na sala e toda sua história iria por água a baixo.
                Ricardo faz uma careta, ele estava cansado, havia passado mais de sete horas dirigindo, tudo que ele mais queria era dormir.
                – Meus pais não podem saber que dormir fora de casa, pior, que dormi na sua casa. – ela o alerta. E isso faz com que Ricardo esqueça seu sono.
                – Entre. – ele diz e já liga o carro.
                No caminho Sara pergunta sobre a viagem do namorado e finge prestar atenção no que ele fala, sorri quando ele diz sobre os prazeres do trabalho voluntario. Ela se esforça ao máximo para que ele não suspeite de nada.
                Assim que Ricardo a deixa em sua casa, Sara liga para Heitor, para alerta-lo sobre a chegada do irmão, mas o rapaz não a atende.
                O medo volta a tomar conta de Sara, e tudo que ela pode fazer agora é rezar por um milagre, apesar de saber que não se encontra numa posição favorável para ter suas preces atendidas.

                Os dias passam e aos poucos Sara vai se esquecendo do que aconteceu. Nem ela nem Heitor se falam mais, mas fica bem obvio, pelo carinho de Ricardo, que o irmão dele não o revelou nada. Ela até pensa em falar com Rebecca, quando a amiga finalmente resolve reaparecer, mas não tem coragem, principalmente porque vê que a amiga não está bem.
                Sara decide que este será seu segredo.
                Mas o destino não parece querer seguir seus planos. Apenas um dia antes da volta as aulas, ela recebe a notícia que não queria receber.
                Sara está em seu quarto, ainda em choque, sua face está toda molhada e ela sente muita dor de cabeça.
                É o fim, ela pensa.
                E quando ela acha que não pode mais piorar, Eleonora, a empregada, entra a seu quarto, fecha a porta e a olha com o olhar assustado, de dentro de uma sacola ela retira o que Sara menos queria ver.
                Aquilo foi encontrado no banheiro de Sara, enquanto Eleonora o limpava, a empregada sabia que era da menina e sabia que isso colocaria a garota em maus lenções no momento em que seus patrões descobrissem, e pior, os pais de Sara sempre confiaram que Eleonora tomasse conta da garota, no fim, a empregada também levaria a culpa.  
                – O faço com isso? – Eleonora pergunta apavorada.
                Sara volta a chorar compulsivamente, no desespero, cheia de culpa e raiva Sara dá um soco em sua própria barriga.
                – O que eu faço com isso? – ela se pergunta. – Eu não posso ter um filho. – Eleonora vai até a menina.
                – Eu posso te ajudar com isso. – ela diz e Sara a entende.
                – Este vai ser o nosso segredo. – Sara exige ainda aos prantos.
                – Este será o nosso segredo. – Eleonora confirma.

Continua



Gente, capítulo postado atrasado, mas postado.
                Espero que gostem.

Comentem o que acharam.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

1. O Segredo de Sara (Parte 1)



Durante as férias

                              Falta pouco mais de uma semana para que as férias de verão acabar, e mesmo faltando tão pouco tempo, Sara não quer pensar na escola, mas sim em seu namorado, que passou a maior parte do tempo em outro estado, ajudando a construir casas para os pobres.
                               Só de pensar nisso, Sara já revira os olhos.
                               Mas hoje é o dia em que ele vai voltar, em poucas horas os dois estarão nos braços um do outro.
                               – Senhorita Sara, o seu banho já está pronto. – diz Eleonora, sua empregada. – a senhorita precisa de mais alguma coisa? – Sara pensa um pouco e diz.
                               – Você colocou pétalas de rosas na banheira? – pergunta.
                               – Sim senhorita. – responde e ri boba.
                               – Porque você está rindo? – Sara pergunta séria. – Você está querendo insinuar alguma coisa? – Eleonora arregala os olhos.
                               – Claro que não senhorita.
                               – Então você acha que eu sou boba? Objeto de piada talvez?
                               – Claro que não, claro que não. – dá para sentir o desespero na voz de Eleonora, mas isso não afeta a Sara, que segue deitada em sua cama King Size, com uma expressão séria. – Eu te respeito muito senhorita.
                               – Não é o que eu estou vendo. – contrapõe a garota.
                               – Eu só acho bonito isso, tomar banho de rosas, é romântico. – ela tenta se explicar.
                               – Cale a boca. – Sara grita. – Quer saber? Você, e sua boca sorridente, não vão me atrapalhar. – suspira. – Não preciso de mais nada, pode se retirar. – diz mais calma.
                Eleonora sai sem pestanejar.
                               Sara pula para fora da cama e vai se despindo até chegar a seu banheiro privativo. Lá a banheira já está cheia, as bolhas de espumas estão na medida certa, assim como as pétalas de rosas. Eleonora podia ser inconveniente, ao olhar de Sara, mas nem mesmo ela pode negar que a empregada faz um bom trabalho.
                               O banho de banheira dura quase meia hora.
                               Ao sair da banheira, Sara penteia seu cabelo bem superficialmente, e depois o amarra em um coque alto, do jeito que seu namorado, Ricardo, mais gosta.
                               Sara se embrulha na toalha e volta para o quarto, hora de procurar a roupa ideal.
                               O closet, mesmo grande, está cheio, são roupas novas e de grife. Sara procura por algo comportado, pois sainhas e shortinhos não são bem vindos à casa do namorado.
                               Ela escolhe um vestido branco e florido, ele vai ate os joelhos. Como é de alcinha, Sara coloca um casaquinho de renda branco por cima, para esconder um pouco mais os braços. O sapato já é algo mais difícil de escolher, são tantas opções...
                               Após muito procurar, ela se decide por um sapato de salto Rosa Nude.
                               Sara desce para o primeiro andar de sua casa e encontra seus pais na sala. Isso é algo raro.
                Sua mãe está concentrada em seu IPAD, provavelmente analisando ou estudando melhor uma futura cirurgia, já seu pai, está lendo o jornal, ambos estão na sala de estar, um ao lado do outro.
                               – Você vai sair? – seu pai pergunta, assim que a vê.
                               – Vou. – Sara responde, mas assim que olha para o pai, percebe que ele já não presta atenção nela. – Vou a uma boate onde posso comprar drogas. – ela diz sem medo e comprova que eles não estão escutando-a, pois eles nem mesmo dizem nada.
                               Sara revira os olhos e percebe que não há o que fazer ali. Após decidir que não irá comer seu café da manhã, mesmo ainda faltando horas para a chegada do namorado, ela resolve ir até sua casa, e assim poderá fazê-lo uma surpresa.
                               A casa do namorado não fica longe, apenas dois quarteirões o separam, mas ainda assim, Sara não recusa usar sua limusine para chegar até lá.
                No caminho, ela decide ligar para sua amiga, Rebecca. As duas haviam conversado ontem anoite, e Rebecca não parecia se sentir muito bem, mas tampouco revelou o que era. Isso incomoda a Sara em altos níveis, pois ambas sempre compartilhavam tudo, de segredo sujo até as roupas caríssimas.
                O telefone chama, chama e chama, mas Rebecca não atende.
                Sara pensa em talvez ir a casa da amiga, afinal, Ricardo, seu noivo, não chegaria em menos de uma hora...
                – Chegamos senhorita. – diz Rick, o chofer. Sara não responde, ainda está indecisa se ela irá ver a amiga ou se fica e faz uma supressa ao namorado. – Senhorita? – Rick o chama, sem saber se a patroa escutou.
                – Eu já escutei. – Sara responde grossa, e por ficar irritada, decide descer ali mesmo. Ela ainda teria a chance de conversar com a amiga.
                Os funcionários da casa dos avós de Ricardo já conhecem bem a Sara, então ela não tem muita dificuldade para passar pela portaria e chegar até a grande sala da casa.
                Quando chega, Sara se senta confortavelmente no sofá, mas logo se sente incomodada com a aparição de Heitor, o irmão mais velho de Ricardo.
                – Sinto lhe dizer, mas perdeu sua viagem. – Heitor diz, sem cumprimenta-la, ele nem mesmo a olha direito.
                – O que você quer dizer com isso? – Sara pergunta.
                – O voo do meu irmão foi cancelado, parece que haverá um tufão na região em que ele está. – Heitor responde sem dar muita importância, mas Sara entra em desespero.
                – Como assim um tufão? – pergunta de olhos arregalados, se levantando do sofá num pulo.
                – Fique tranquila, o hotel em que ele está tem pareces mais fortes do que um cofre de banco. – Heitor dá de ombros.
                Isso tranquiliza a Sara, mas a incomoda, será mais um dia longe de seu amor.
                – E seus avós? – ela pergunta.
                – Viajaram também. – ele responde. – Caribe, conhece? – ele pergunta sorridente e sarcástico.
                – Não finja amizade, você não gosta de mim. – Sara diz.
                – Eu não tenho nada contra você. – Heitor acha graça. – Só não entendo vocês.
                – Vocês? – Sara não entende o que o rapaz quer dizer.
                – Você e meu irmão. – Heitor se explica enquanto vai ao armário de bebidas do avô e pega a garrafa de uísque. – Vocês não fazem sentido.
                – Você não faz sentido. – Sara contrapõe.
                – Não se faça de besta, você gosta de mostrar que é “a doce menina boba”. – ele a zoa, e a entrega um copo com uísque. – quer? – ela hesita.
                – Não. – ela responde e Heitor ri.
                – Sim, você quer. – ele garante. – mas é como eu disse: você tem que manter a face de “doce menina boba”, pois é esse tipo de menina que meu irmão gosta.
                – Você não sabe de nada. – Sara tenta dizer, mas é interrompida.
                – Eu conheço você, Sara. Você não é o tipo de garota que espera pelo casamento para se relacionar sexualmente, nem mesmo que nega bebida ou que larga a balada para participar de grupos de orações, nem mesmo que fica se cobrindo com panos e panos de roupas... – Sara quer contrapor, mas Heitor tinha razão.
                – Eu mudei, seu irmão me mudou. – ela mente.
                – Não mudou não. – Heitor diz. – E é isso que eu não entendo. Se ele não gosta de você pelo que você é, porque você insiste em continuar com ele? Não é pelo dinheiro, pois você também é rica, não é por sexo, porque isso ele não te dá...
                – Ele é carinhoso. – Sara responde. Heitor parece pensar.
                – Você é realmente tão carente que larga tudo por apenas um pouco de carinho? – Heitor pergunta. Sara fica surpresa consigo mesma, pois ao invés de responder, ela se pega pensando na pergunta.
                – Acho que vou embora. – Sara diz.
                 – Ei, espere. – Heitor pede. – Me desculpe, não queria te ofender, só queria entender melhor. – Sara para e volta a encarar Heitor.
                – Você nunca vai entender. – ela responde, pois nem mesmo ela entende.
                – Você não sente falta? – Heitor pergunta. – Do que era antes?
                – Sim. – Sara responde fraco.
                – Então aproveite o hoje. – Heitor sugere. – Meu irmão deve chegar amanhã. Aproveite o dia de hoje para matar a saudade da antiga Sara. – ele insiste.
                Sara pensa.
                – O que você sugere? – pergunta claramente interessada na sugestão.
                – Que tal começar com um uísque? – ele pergunta sorrindo, levantando ao ar o copo de uísque que acabara de oferecer a Sara e que fora recusado.
                Desta vez ela aceita.

Continua


Olá gente, primeiro capítulo postado, sei que ele está um pouco grande, mas foi necessário, prometo que os próximos serão menores.
Comentem o que acharam.

Muito obrigada.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Prólogo





Mas um ano escolar se inicia, e esse tem um quê de importância, é o último ano do Ensino Médio, é o último ano no Colégio, o último ano estudando juntos, é o último ano para decidirem qual rumo darão a suas vidas...
– É com grande prazer que o Colégio Émilie du Châtelet abre as portas novamente, para mais um ano de intenso aprendizado... – A diretora Ivone começa seu discurso.
Enquanto a diretora fala, poucos a escutam.
– Olhando assim nem parecem dois virgens. – Lucas zoa, e seus amigos riem. Ele se refere a Sara e a seu namorado, Ricardo, ambos se agarram no canto da quadra.
– Vai cuidar da sua vida. – Ricardo responde, pois agora que todos os olham, o clima quente com sua namorada foi destruído.
– Virjões! – Lucas fala alto, chamando atenção de mais gente. Alguns em resposta a brincadeira de Lucas, riem, outros viram os olhos, o ano nem mesmo começou e já estavam cansados do comportamento do garoto.
Lucas é brincalhão, mas não do tipo que todo mundo gosta, do tipo que irrita, perturba, mexe na ferida. Participa do time de futebol da escola e graças a isso conquistou um corpo escultural, cabelo preto, pele branca, recentemente, num ato de rebeldia, colocou um alargador em sua orelha esquerda. O Colégio Émilie du Châtelet é um colégio para jovens ricos, que cuidam da aparência mais do que das suas notas, Lucas chegar usando um alargador o deixou no centro das atenções, onde ele sempre gostou de estar.
Ricardo fica vermelho de raiva, mas ele é pacifico e não ataca, apenas olha para a namorada, que esta claramente chateada.
– Não fique assim, você sabe que ele é desse jeito. – Ricardo conforta a namorada. – O importante é que estamos fazendo o certo. – Ricardo garante.
Ricardo é um cara bonito, alto, cabelo castanho escuro, seu olhar é penetrante, e seus olhos são verdes. Ele e seu irmão mais velho foram criados pelos seus avós, após a morte trágica de seus pais. Seus avós são ricos e conservadores. Eles os criaram com preceitos cristãos, e isso influencia muito a Ricardo, é por causa dele que ele e Sara nunca tiveram relações sexuais, mesmo já namorando há quatro anos. Sexo apenas após o casamento. Apesar disso, ele não nega uns amassos vez e outra.
– Não estou chateada por isso. – Sara responde.
– Então porque ficou assim? – Ricardo pergunta preocupado.
Sara é uma garota que muitos chamariam de modelo de beleza: 1,67 de altura, traços leves, pele branca, cabelo longo e loiro escuro. Também de família rica, ela sempre se acostumou a ter tudo o que quer. Apesar de mima-la os pais pouco se fazem presentes em sua vida, mas na questão da faculdade, ambos são bem incisivos, ela seguirá o mesmo caminho que as últimas quatro gerações tomaram, fará Medicina e se tornará Medica Cirurgiã.
Sara olha para o namorado, ela pensa em falar o que a aflige, confessar, mas o olhar dele é tão forte, tão penetrante...
– Não é nada. – ela suspira. – Quero dizer... Tem a Rebecca... Ela está estranha. – Sara desenrola. – Estou preocupada com ela.
– Você a viu nessas férias, não a viu? – Ricardo pergunta.
– Sim. – Sara responde. – Mas... É como eu disse... Ela ficou estranha do nada. – Sara não mente. Ela conhece Rebecca desde pequena, as duas são melhores amigas desde sempre, as duas sempre foram confidentes uma da outra, mas isso mudou nessas férias de verão.
– Tente conversar com ela hoje. – Ricardo incentiva.
– Falar é fácil. Eu aposto que você não conversará com o Rafael se eu pedir.
– Rafael é diferente, eu sou amigo dele... Quero dizer, eu era amigo dele, mas não muito amigo; você é Rebecca são amigas desde quando vocês ainda engatinhavam.
– Ainda acho que você deveria falar com ele.
– Foi ele que se afastou. – Ricardo dá de ombros.
– Vocês dois fazem parte do time, vocês tem que ser amigos. – Sara insiste.
– Lucas também faz parte do time, você quer que eu vire amigo dele também? – Ricardo pergunta, acabando com o argumento da namorada.
– Eu só acho que valeria a pena insistir... Talvez por mim? – ela faz graça e Ricardo faz uma careta.
– Sara... Eu já tenho outras preocupações...
– Como? – ela pede um exemplo.
– Meu irmão. – Ricardo responde.
– Como assim seu irmão? – Sara pergunta assustada e Ricardo estranha, mas não comenta.
– Ele desapareceu, estamos todos preocupados. – Ricardo responde.
– Seu irmão é um louco... – ela ri. – Ele logo deve voltar. – da de ombros.
Ricardo franze a testa à namorada.
– O que foi? – ela pergunta.
– Ele é meu irmão, Sara. – ele fala um pouco decepcionado. – Minha família. – Sara olha para o chão, arrependida.
– Você se importa com ele, não é?
– Claro que sim. – Ricardo não pestaneja em responder. – Ele é meu irmão e eu o amo. – Sara fica sem saber o que dizer. – Eu também amo você. – Ricardo toca o queixo da namorada, fazendo com que ela o olhe. Para ele isso é um gesto de carinho, mas nesse exato momento, para Sara, esse é um gesto de tortura. – Eu a amo e também amo a ele. Ele sempre será meu irmão, e você é minha noiva, minha futura mulher. – Sara sorri fraco.
– Me desculpe. – ela pede e Ricardo, em resposta, a abraça forte.
Aplausos começam a ecoar na quadra. A diretora acabou seu discurso.
Agora é oficial.
Um novo ano começou.

Continua

Olá gente, estamos de volta, agora com uma nova história, na qual espero que vocês gostem.

Comentem o que acharam ;)

terça-feira, 18 de abril de 2017

Dupla Fatal: Feliz Aniversário Nanda Carol

Venho aqui para agradecer a Diana Pinto, pelo post que ele fez em minha homenagem para meu aniversário.
Muito obrigada Diana, você é uma autora que eu admiro muito, e que quero acompanhar por muito mais tempo.

Dupla Fatal: Feliz Aniversário Nanda Carol: Olá! Hoje (16/04) é o aniversário de uma pessoa especial para mim. Ela foi a primeira brasileira a comprar o meu livro "A Escola do ...

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Sinopse: Secrets



Quatro jovens enfrentam seu drama pessoal enquanto fingem a vida perfeita em seu meio social. Mas os segredos que eles tanto lutam para esconder podem vir à tona a qualquer momento.  

Lucas

Rafael

Sara

Rebecca

domingo, 9 de abril de 2017

Apresentação de Nova História



Olá a todos, agradeço pela compreensão de vocês, e hoje estou voltando com o blogger.
Essa nova história foi indiretamente escolhido por vocês. Caso vocês não se lembrem, eu abri uma pesquisa para que vocês falassem qual gênero deveria ter a próxima história, eu tinha já a ideia para todos os gêneros, e queria saber quais vocês preferiam, e como podem ver, quem ganhou foi Drama.
Eu iria gostar de qualquer um que fosse o resultado, mais fiquei bem empolgada pelo fato dessa opção ter sido a ganhadora. Nessa semana postarei a sinopse e estarei fazendo as modificações no blogger, mas já posso dizer que o nome da história será “Secrets”.

Espero que vocês gostem.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Esclarecimento

Devido a problemas pessoais, não estou cumprindo com as datas aqui no Blogger. 
Assim que tudo estiver solucionado, retornarei com a nova história.
Agradeço a compreensão.