Venho aqui para agradecer a Diana Pinto, pelo post que ele fez em minha homenagem para meu aniversário.
Muito obrigada Diana, você é uma autora que eu admiro muito, e que quero acompanhar por muito mais tempo.
Dupla Fatal: Feliz Aniversário Nanda Carol: Olá! Hoje (16/04) é o aniversário de uma pessoa especial para mim. Ela foi a primeira brasileira a comprar o meu livro "A Escola do ...
terça-feira, 18 de abril de 2017
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Sinopse: Secrets
domingo, 9 de abril de 2017
Apresentação de Nova História
Essa nova história foi indiretamente escolhido por vocês.
Caso vocês não se lembrem, eu abri uma pesquisa para que vocês falassem qual gênero
deveria ter a próxima história, eu tinha já a ideia para todos os gêneros, e
queria saber quais vocês preferiam, e como podem ver, quem ganhou foi Drama.
Eu iria gostar de qualquer um que fosse o resultado, mais
fiquei bem empolgada pelo fato dessa opção ter sido a ganhadora. Nessa semana
postarei a sinopse e estarei fazendo as modificações no blogger, mas já posso
dizer que o nome da história será “Secrets”.
Espero que vocês gostem.
sexta-feira, 7 de abril de 2017
Esclarecimento
Devido a problemas pessoais, não estou cumprindo com as datas aqui no Blogger.
Assim que tudo estiver solucionado, retornarei com a nova história.
Agradeço a compreensão.
domingo, 2 de abril de 2017
10. Lara (Parte Final) - Último Capítulo
Acordo.
Sei que não é a primeira que acordo desde a noite que fui
arrancada de minha casa, mas tampouco lembro o que ocorreu das últimas vezes
que eu acordei.
Sinto que estou voando, meus pés não tocam o chão e meu
corpo parece leve, como se eu pesasse menos que uma pluma, meu cabelo voa, o
que me faz pensar que estou caindo, mas sei que não estou, pois flutuo, como se
eu estivesse em um taque cheio de água, para ser bem sincera, eu estou em um
tanque, vejo uma parede de vidro, que me engloba 360 graus, como um tubo, porém
eu respiro normalmente e minha visão está tão translucida quanto antes, então
por que flutuo? E onde estou?
Um homem aparece em minha frente, ele observa atentamente,
com um caderno na sua mão, ele não me toca. Se mantem todo o tempo apenas me
olhando e anotando sabe-se lá o quê. O homem tem os cabelos dourados, que mais
parecem serem fios de ouro, seus olhos são claros, verdes. Ele é bonito. Mas
seu olhar me apavora.
Outro homem aparece atrás dele. Este é um pouco mais baixo,
tem cabelo preto, e é bem magro.
_ Ela parece acordada. – diz o homem de cabelo preto.
_ Sim, ela está. Ela também já está pronta. – diz o homem
que tem cabelos de ouro. Sua voz me soa familiar.
_ Isso é bom, a minha última pupila está pronta. – diz o
homem, maravilhado. Eu sei que tudo que escuto parece um absurdo, até mesmo
penso ser um sonho, afinal de contas, nada aqui parece ser vida real, talvez
seja por isso que eu não consigo reagir.
_ É melhor chamar Eraqen, ainda não sabemos o que eles podem
fazer. – eles? Isso está ficando mais
louco do que o previsto, e quem é Eraqen? Que tipo de pai escolhe um nome
desses? Ou melhor, como minha mente foi capaz de criar um nome desses? Afinal
de contas, sonhos são feitos pelo seu subconsciente, ainda que você não saiba.
_ Está preparado para controla-los? – pergunta o mais baixo.
O cabelo de ouro suspira, vejo o vapor que isso faz no tubo em que estou.
_ Sim, senhor.
_ Então, liberte-a. – diz o de cabelo preto. Fico feliz em
saber que serei libertada, mesmo sabendo que só se trata de um sonho, ouvir
esta palavra faz meu coração palpitar de alegria, mesmo sem eu saber o motivo.
Acordo novamente.
Agora estou deitada em uma cama, o que me deixa aliviada,
pois tudo não se passava de um sonho. Porém, todo o sentimento de alivio se
esvai de mim assim que percebo que não sei onde estou. A cama na qual me deito
não é a minha cama, o quarto em que estou não é o meu quarto. Seria este mais
um sonho, ou no fim tudo é real?
Levanto-me, tentando assimilar tudo o mais rápido possível,
preciso saber onde eu estou e, principalmente, como sair daqui.
O quarto é pequeno e minimalista. Uma cama, um espelho do
lado direito, preso na parede; uma mesa pequena e quadrada, com apenas duas
cadeiras, do lado esquerdo, e claro, uma porta e uma janela. Vou até a janela e
percebo que ela é fosca, o que me não me permite ver com detalhes o que há do
lado de fora, porém vejo muito verde, o que me indica que estamos em um lugar
rodeado por natureza, seria lindo, se eu não morasse no meio de uma cidade
grande, em que o verde é raro.
Estar na natureza significa estar longe de casa, e estar
longe de casa significa que terei dificuldades de voltar para ela.
Tento empurrar a janela com as mãos, mas ela não se move. O
que, nesta altura, já deveria ser bem óbvio para mim.
Afasto-me um pouco da janela e dou uma breve olhada no espelho.
Estou vestida com uma calça preta, que parece ser de moletom, e uma blusa de
manga cumprida, branca, meias brancas calçam meus pés. Estas não são minhas
roupas, eu nunca escolheria essas peças, mas pelo menos são confortáveis, não
me atrapalharia caso eu precisasse correr. Estou com o cabelo amarrado, o que
geralmente eu não gosto, então o desamarro, deixando-o cair em meus ombros.
Escuto um ruído atrás de mim, me viro e logo a frente da
porta está o homem de cabelo de ouro, solto um grito, assustada, e me afasto,
andando de costas, até bater com tudo na parede.
_ Não irei te machucar. – diz ele, e agora posso reconhecer
sua voz, ele é o mesmo homem que invadiu minha casa. Sinto meu coração se
acelerar como nunca. _ Poderia se sentar, por favor. – diz, gesticulando em
direção à mesa.
_ Não. – tento responder. Minha voz sai fraca. Ele não diz nada. Apenas ajeita sua postura,
ficando mais ereto.
Eu não quero ir. Mas vou. Não porque tenho medo dele, nem
porque quero obedece-lo, mas sim porque meu corpo me obriga a ir, é como se eu
tivesse perdido o controle dos meus movimentos.
Sento-me, sinto meu corpo pesado, o me faz sentar de maneira
encolhida, corcunda. Entretanto minha respiração fica mais calma e meu coração
para de disparar, não entendo o motivo de o meu corpo estar fazendo isso, eu
ainda estou sentindo medo, não há motivos para eu me acalmar. Será que eu
estava desmaiando?
Espero que a escuridão chegue, mas ela não chega. Eu não irei desmaiar.
A porta se abre e o outro homem, o de cabelo preto, entra.
Ele anda diretamente até onde estou, e se senta na cadeira a
minha frente.
_ Liberte-a. – diz, olhando para o homem de cabelo de ouro.
Não entendo o porquê de ele insistir em falar isso.
Não sei o que acontece neste momento, mas não sinto mais o peso
me puxando para baixo, agora eu consigo me erguer e sentar-me menos
deselegante. Meu coração volta a se acelerar, não tanto quando estava antes de
eu me sentar, mas ainda assim, bate mais rápido do que o normal.
_ Olá Lara. – o homem de cabelo preto diz. Não respondo. _
Meu nome é Bartolomeu, e este. – diz olhando para o de cabelo de ouro. _ É o
Dalton – ele parece esperar que eu diga algo, mas eu sigo muda. _ Eu sinto
muito pela forma em que tudo vem acontecendo, mas foi necessário– ele diz
sério. _ Você quer falar algo? – pergunta. Continuo sem dizer nada. O homem de
cabelo preto, Bartolomeu, que até a pouco parecia bem animado, agora olha para
o homem de cabelo de ouro, Dalton, como se eles estivessem se comunicando. Olho
para Dalton e as palavras começam a jorrar da minha boca.
_Meu nome é Lara Sullivan, tenho 19 anos, e... – não entendo
o porquê estas palavras vêm e minha mente, nem mesmo sei seu significado, mas
eu sinto que devo dizê-las. _ sou uma Statera Ilegal.
Fim (?)
Antes de tudo, eu sei, nada parece fazer sentido, mas calma aí, você logo entenderá.
Vamos pensar, a história se chama "Antes de Ilegais", e se existe um antes, isso significa que existe um depois, não é?
Basicamente é isso, toda esta história era apenas uma introdução para uma história maior ainda e em breve passarei mais informações a vocês sobre a continuação desta história.
No mais, quero agradecer a todos que acompanharam, espero que tenham gostado.
Muito obrigada por tudo
domingo, 26 de março de 2017
10. Lara (Parte 2)
Escuto um grito.
É minha mãe.
Mas que merda! Porque
ela não ficou quieta em seu quarto?
Agora o barulho se intensifica, não são apenas alguns
objetos caindo, mas sim coisas pesadas, gritos, não somente de minha mãe, mas
também de meu pai, os cachorros da vizinhança começam a latir, claramente alarmados
pela bagunça que esta acontecendo em minha casa. Torno a tentar abrir a porta,
agora não mais me importo com a minha segurança, meus pais estão lá embaixo,
lutando? Apanhando? Não sei, mas não posso abandona-los. Se eles vão lutar ou apanhar, eu vou lutar ou
apanhar junto.
Minha porta faz um barulho estanho e alto enquanto a forço
para frente e para trás, bato na porta, grito, mas nada acontece, a porta não
se abre, e o barulho do lado de fora só se intensifica.
Corro até a janela do meu quarto, do lado oposto a porta,
ela também estava fechada, e trancada.
Mas o que?
Posso até tê-la fechado, pois estava uma noite fria, porém
eu não havia a trancado.
Tento pegar algum livro em minha estante, que fica bem ao
lado da janela, e tacar no vidro da janela, que nada mais faz do que soltar um
barulho oco.
Tento novamente, mas nada muda. Corro, tentado encontrar
algo mais pesado e firme, algo que realmente me ajude a quebrar a janela.
O barulho para. Porém eu ainda posso escutar o meu coração
acelerado. Talvez tudo já tenha acabado e eu não precise pedir ajuda.
_ Mãe? – grito. _ Pai? – ainda não escuto nada. _ Mãe? – vou
até a porta, e dou alguns murros. _ Pai? – continuo gritando, porque eles não me respondem?
Um soco vem do outro lado da porta. Tomo um susto e dou
alguns passos para trás.
_ Mãe? – grito, porém sai um grito tremulo.
Não obtenho resposta.
Meu corpo inteiro treme.
_ Pai? – tento gritar, mas sai praticamente um sussurro.
Outro estrondo vem do outro lado da minha porta, e desta vez
a porta sai voando em grandes e pequenos pedaços. Berro sem nem mesmo perceber
e tento correr, sem nem mesmo ter para onde fugir.
Na porta vejo uma
figura alta, toda de preto, com mascara e luvas. A figura não se movimenta; se
mantem parada, frente à porta, que agora não mais existe. Eu olho apavorada e
fico paralisada, quero tentar correr novamente, talvez tenha uma possibilidade
de fuga, não sei qual, mas mesmo se tivesse, sei que não vou descobrir, meus
pés parecem pregados com prego no chão.
_ Olá Lara. – diz a figura, que agora sei que se trata de um
homem. _ Chegou a hora. – diz, vindo em minha direção. Tento me afastar, mas
não ando, ainda estou presa. Ele me agarra e eu apago.
Acordo.
domingo, 19 de março de 2017
10. Por Lara (Parte 1)
Olho para o relógio no canto direito da tela de meu
notebook, já se passa da meia noite, meia noite e dez, para ser mais exata.
Tento não me distrair com algum site na internet, mas quando me dou conta já é
meia noite e dezesseis, me distrai novamente, e nem mesmo sei com o quê. Olho
para o Word, e para as quatro linhas ali escritas. Eu tinha apenas algumas
horas para terminar aquele texto de apresentação, minha ultima chance de entrar
em alguma faculdade, já que todas as outras datas já haviam expirado.
“Meu nome é Lara Sullivan, tenho 19 anos, me formarei no fim
desde mês e me candidato para uma vaga no curso de Biologia. Creio ser uma boa
candidata para a vaga em sua faculdade, porque sou uma pessoa...”.
Uma pessoa...
Ótimo, sou uma pessoa.
Sou uma pessoa que não faz a mínima ideia do que escrever.
Aquele e-mail seria lido pelo reitor da faculdade, e eu deveria estar tentando
impressiona-lo, mostrar a ele minha paixão pela biologia, mostrar que sou uma
boa garota, que entrar na sua faculdade seria um sonho realizado, e que ele me
aceitar seria a decisão mais sábia a se tomar, porém, como falar isso?
Ou melhor, como escrever isso sem parecer clichê ou
prepotente?
Sou péssima com explicações, posso até mesmo saber
exatamente o que quero passar, mas não sei como dizer, sempre foi assim, talvez
tenha puxado isso de meu pai, que sempre se complicou, e muito, quando
precisava me ensinar qualquer coisa, se não fosse por minha mãe, talvez até
hoje eu não soubesse amarrar meu tênis.
Meia noite e vinte e sete.
Suspiro.
Incrível como os minutos pareciam voar, me pressionando a
escrever mais rápido. Eu só queria ter mais um dia, apenas mais 24 horas para
tentar escrever algo descente, mas cá estou eu, com o prazo de nove horas, nada
mais, nada menos.
Sei que meus pais esperam que eu consiga entrar em alguma
faculdade este ano, eles não se importam em qual, só querem que eu entre. Tenho
que agradecê-los por não serem tão exigentes, mas sinto que talvez consiga
decepciona-los, mesmo eles tendo me pedido tão pouco.
“uma pessoa esforçada...” tento escrever algo mais, mas é
isso, sou esforçada...
Deixo meu corpo afundar na cadeira, frustrada.
Olho para a foto, no porta-retratos que está ao lado do meu
notebook. Aquela foto havia sido tirada há apenas dois anos atrás, no 27º
aniversario de casamento dos meus pais, lá estávamos os três juntos, sorrindo
para a foto. Meus pais já são um pouco velhos, não posso negar, meu pai é calvo
e, apesar de negar, muitos dos seus dentes foram reimplantados. Minha mãe
possui algumas rugas, porém se mantem sempre bem cuidada, nunca deixa passar o
dia de pintar seu cabelo, que naturalmente é castanho, mas que ela pinta de
vermelho.
Eu tenho a altura do meu pai, que é alguns centímetros mais
alto do que minha mãe. Não me pareço muito com nenhum dos dois, sou uma mistura
perfeita.
Sou muito branca, assim como meu pai, tenho cabelo bem
preto, que não condiz com nenhum dos dois, mas creio ter puxado a meu avô
materno, e sou muito magra, o me remete da minha mãe. Desde que aquela foto
havia sido tirada, eu tinha ganhado alguns quilinhos, o que, para surpresa de
alguns, é algo bom, já fui motivo de chacota por eu ser muito magra, meus
peitos custaram para crescer e, bom, se eu comparar com minha amigas, eu não
tenho tantas curvas ainda.
Naquela foto nós estávamos felizes, principalmente eu. Ali
eu ainda não tinha nenhuma preocupação com o que seria. O mundo adulto, mesmo
estando tão eminente, me parecia tão distante, e agora, que tudo o que eu
julgava ser o futuro, batia em minha porta, eu estava desesperada.
“Meu nome é Lara Sullivan, tenho 19 anos, me formarei no fim
desde mês e me candidato para uma vaga no curso de Biologia. Creio ser uma boa
candidata para a vaga em sua faculdade, porque sou uma pessoa
esforçada...”. Seria esforçada a melhor palavra?
Entro no site de pesquisa e procuro por um sinônimo mais
elegante... Usar palavras difíceis talvez fosse à solução para esconder minha
clara dificuldade em escrever um texto aproveitável.
“sou dedicada?”
“sou empenhada?”
“sou corajosa?”
“tenho diligência?”
A quem eu estou tentando enganar? Eu nem mesmo sabia que
existia esta palavra, diligência.
Uma da manhã.
“Meu nome é Lara Sullivan, tenho 19 anos, me formarei no fim
desde mês e me candidato para uma vaga no curso de Biologia. Creio ser uma boa
candidata para a vaga em sua faculdade, porque sou uma pessoa esforçada, que se
dedica aos estudos...”. – começo a evoluir.
Pelo menos agora eu não minto, sempre me dediquei aos
estudos, passar de ano sempre foi minha prioridade, não sei exatamente o
porquê, talvez porque era a única coisa do qual eu poderia me gabar, ou porque
isso significava algum presente especial no fim do ano, dado pelos meus pais, o
que, muitas vezes, significava uma viagem durante as férias de verão.
“Meu nome é Lara Sullivan, tenho 19 anos, me formarei no fim
desde mês e me candidato para uma vaga no curso de Biologia. Creio ser uma boa
candidata para a vaga em sua faculdade, porque sou uma pessoa esforçada, que se
dedica aos estudos, obtendo sempre notas acima da media, como se mostra em meu
histórico escolar...”.
Estranho. – penso.
Meus pais, numa hora dessas, já deveriam estar dormindo. Mas relevo, talvez
seja o gato do vizinho que conseguiu invadir nossa casa mais uma vez.
Escuto mais um barulho, desta vez algo de vidro se quebra.
Aff! Este gato vai
quebrar a casa inteira.
Levanto-me da minha escrivaninha e vou até a porta, não iria
sair nada mais da minha cabeça naquele momento, então não faria mal tentar,
pelo menos, salvar a casa.
Tento abrir a porta, mas ela esta trancada.
Mas como?
Eu nunca tranco minha porta, era uma regra aqui em casa, eu
nem mesmo tinha a chave da porta, nem mesmo sei se meus pais sabiam onde ela
estava, então, porque ela não abria? Está emperrada?
Tento forçar mais a maçaneta, mas não adianta.
Mais um barulho. Desta vez parece ser algo pesado, como um
móvel caindo. Assusto-me. Será mesmo que
era só um gato?
Sinto um arrepio em minha nuca só com a possibilidade. Paro
de tentar abrir a porta, talvez, se for um ladrão, ele roubasse apenas o que
está no primeiro andar, ficar quieta, poderia ser imprescindível neste momento.
Escuto um grito.
É minha mãe.
Continua
Estamos chegando no final (ou será o grande começo?) dessa história. Este capítulo já foi escrito há um bom tempo e por ser muito grande, será dividido em várias partes.
Espero que gostem.
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