sábado, 22 de outubro de 2016

Prêmio: Estória/Fanfic mais criativa:

Antes de voltar com força total, gostaria de agradecer a todos que votaram por mim no FE Awards 2016, na categoria Estória/Fanfic mais criativa. Este prêmio me pegou de surpresa, pois realmente não o esperava, já que quando fui indicada, eu já estava sumida do blog. Enfim, agradeço de coração a todos que votaram, e me proporcionaram o primeiro lugar: 


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Minha Volta ao Blog, pedido de desculpa, planos...

Olá a todos, não sei se alguém ainda visita este blog, mas se há, venho pedir desculpas pelo meu desaparecimento.
2016 não foi um ano muito fácil para mim a nível pessoal, todos os meus planos deram errado, tive muitas decepções, e com isso acabei me afastando de pessoas que eu sempre gostei e também acabei parando de fazer tudo àquilo que sempre me fez feliz. Parei de escrever, parei de cantar, parei de ler, parei de tocar, parei minha vida, no fim acabei inclusive desistindo da faculdade de direito que custei para começar a cursar.
Agora, já no fim deste ano, após receber alguns empurrãozinhos (principalmente de uma escritora que vocês já devem conhecer: Diana Pinto), reanimei e voltei a escrever. Cheguei a retomar a escrita do meu livro, que eu vinha escrevendo há um bom tempo, mas que eu também tinha deixado de lado e voltei a ter algumas ideias para mais Fics. Ainda não voltei a cantar, mas voltei a compor, o que já é um avanço e voltei pra faculdade, agora cursando Medicina Veterinária. Creio que estou, na medida do possível, voltando a me colocar nos eixos.
Voltarei ao blogger, mas não como antes, pretendo escrever uma última fic Jemi, e depois começarei a investir em histórias totalmente autorais, pode ser que, às vezes, eu escreva uma mini fic, só por diversão, pode ser que o casal seja sempre Jemi, pode ser que sejam outros casais, pode ser casais relacionados a Jemi, pode ser casais totalmente distantes de Jemi, tudo dependerá da minha animação, criatividade e de como vocês irão receber cada história.
Sei que ao investir em histórias autorais correrei um risco gigante, posso perder ainda mais leitoras (se é que ainda me resta alguma), e isso claramente me causa certo medo, mas também vejo como uma oportunidade. Creio que vocês poderão conhecer um pouco mais sobre mim através das histórias. Neste ano perdi muito, mas também me propus a recomeçar varias coisas, e creio que com o Blogger será assim também.
Ainda tenho muito a fazer antes de voltar completamente, pretendo aparecer aqui pelo menos duas vezes na semana, para, primeiro, voltar a movimentar o blog, e também para lhes dar mais informações.
Novamente peço perdão e agradeço pela compreensão de todos.

Obrigada.

terça-feira, 8 de março de 2016

Tag: Personagens Femininas Fortes

Agradeço a Estela, pela tag


Olá! Recebi a Tag: Personagens Femininas Fortes.
A tag consiste em fazer um top das cinco personagens mais fortes (em força ou de personalidade) criadas por você nas suas histórias e ainda explicar o porquê da sua escolha.

Aqui vão as minhas personagens:

1ª- Demi (Entre o Céu e o Inferno)
- Ela aguentou um ex-namorado violento, uma mãe doente, e ainda cuidava da sua filha pequena, trabalhava em dois lugares, inclusive em uma boate como stripper, e ainda assim não se perdeu na vida, seguiu sendo uma mulher honesta e lutadora.

2ª- Diana (Recomeçar)
- Mãe de três filhas, incluindo Demi, que tinha problemas alimentares, que largou tudo, para fugir de seu marido violento, e proteger suas filhas. Recomeçou praticamente do zero e teve força para reerguer sua família.

3ª- Demetria (Amor em Guerra)
- Jovem, sonhadora e de bom coração, enfrentou um gravidez praticamente sozinha, após seu marido entrar em coma, em combate.

4ª- Demi (The Big Apple)
- Mesmo após perder seu pai, Demi entrou em uma mini aventura, para descobrir a verdade sobre sua morte, não deixou que nenhum empecilho a atrapalhasse.  

5ª- Selena (The Big Apple)
- Jovem e sonhadora, passou por cima da família para seguir seu sonho de ser modelo.

Passe para três blogs:
A Vingança

Jemi Lovely


Feliz dia da mulher!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

27. A poesia mais linda – Não Existem Poesias


Último Capítulo


Hoje, um grave acidente, entre um ónibus e um caminhão desgovernado, aconteceu no Bulevar Áustria. Temos informações sobre uma morte, e dezoito feridos. Segundo testemunhas, o motorista do caminhão estava em alta velocidade e não parou no sinal fechado e bateu de frente, com um ônibus. O motorista do caminhão está internado em estado grave. O motorista do ônibus, não resistiu e morreu antes de chegar ao hospital, outros 17 passageiros, no total de 20, que estavam no ônibus, se encontram hospitalizados, dois deles em estado gravíssimo.”

Joe’s Pov

As últimas duas semanas haviam sido conturbadas. Dividi meus dias entre o trabalho e o hospital, nada parecia muito real, o tempo parecia longo e pesado, mas se eu soubesse que seriam tão poucos, eu não ligaria se tivessem durado mais...
Quando recebi o telefonema, eu não fazia ideia do que poderia encontrar, mas eu sabia que não seria algo bom. Porém, vê-la lá, tão pequena, tão machucada, cheia de maquinas, fazendo o possível para salvá-la...

Lembro-me de como Demi ficara entusiasmada, com minha ideia de ir morar com ela, quando seu livro fosse lançado. Ela falava detalhes sobre o caminho, sobre as fazendas de vinho que passaríamos na viajem, e também me falou sobre como o começo da cidade era feia e assustadora, mas que na parte em que ela vivia era tudo lindo e fofo. Sorrio quando me lembro dela falando isso, “Tudo lindo e fofo.”.

Agora estávamos passando pelas fazendas de vinhedo. Sam dirige, Camila está ao seu lado, no banco do passageiro, eu estou atrás. Não há som no rádio e ninguém fala nada com ninguém. O único barulho é o do vento batendo no para-brisa.

Ellen, uma das personagens do livro de Demi diz: “Temos a péssima mania de contar o tempo por horas, minutos e segundos, juntando-os, criamos os dias, as semanas, os meses e os anos. Se me perguntam por quantos anos sou casada com Edwin, sou obrigada a dizer, que sou casada com ele por 42 anos, mas para mim não foram 42 anos. Teve momentos que brigamos, estes momentos contam como um mais. Teve momentos em que fossos felizes, e estes momentos contam como um menos. Se em um momento de briga, você me perguntar por quanto tempo estou casada a Edwin, querendo saber minha real resposta, lhe diria que por tempo demais, se você me perguntar, com a mesma intensão, quando eu estiver feliz com ele, lhe direi que por pouco tempo.”.
Agora, enquanto viajo neste carro, penso em como o tempo passa devagar, parece que estou na estrada há dias, quando, na verdade, estamos há pouco mais de uma hora, mas quando eu penso, no tempo em que passei com Demi, percebo como tudo foi tão rápido. Quanto tempo foi afinal?
Teoricamente, dois meses. Para mim? ...
Passaram como duas semanas.

_ Entre a esquerda. Vai ter uma estradinha daqui a pouco. – diz Camila, quebrando o silêncio, pela primeira vez, desde que estramos no carro. Sam faz assim como ela diz, e não demora muito para a estrada, que Camila falou, aparecer.  
Demi talvez tenha exagerado com o “assustador”, mas sem duvidas, a estrada da cidade não era muito bonita. Mato demais, casas abandonadas e em escombros, é como se fosse uma cidade fantasma, mas tudo muda de repente quando passamos por uma estrada de linha de ferro. O mato fica baixo, e dá lugar a jardins de flores coloridas, pequenas casas apontam aleatoriamente pelo horizonte.
O carro agora está em baixa velocidade, e posso ver melhor os pequenos detalhes por aqui.
A cidade é realmente pequena, não vejo prédios por nenhuma parte e o movimento nas ruas não se compara em nada com Los Angeles.
_ Continue enfrente e vire a direita daqui a dois quarteirões. – diz Camila.
Paro de olhar para fora da janela, e olho para o papel que está em minhas mãos. Ainda não sei se conseguirei dizer o que tenho que dizer, eu não tenho o costume de escrever e não há como descrever todo o meu sentimento por Demi, com meu vocabulário pobre.
Sam vira à direita.
_ Vire a próxima esquerda. – comanda Camila. Sam vira. _ A igreja é ali. – Aponta ela. Vejo a cruz lá no alto e fico mais nervoso ainda, ainda não posso crer.
Sam estaciona perto da igreja, na última vaga que tinha por perto, o estacionamento da igreja está cheio, o que me diz que a igreja está cheia, fico mais nervoso ainda.

Camila e Sam seguem a minha frente. Eles entram na igreja sem pestanejar, já eu, paro, olho em volta, respiro fundo vezes o suficiente para começar a ficar tonto.  Ajeito minha gravada e sorri fraco, Demi que me ajudara a escolher este terno.

Tomo coragem, entro na igreja e no mesmo instante sou levado à outra dimensão.
O tapete vermelho aveludado, as flores brancas, o padre no altar, os pais de Demi, que agora eu já estava mais que acostumado com a face, as pessoas sentadas nas longas cadeiras de madeira...
Enquanto começo a minha entrada, sobre olhares curiosos, de pessoas que eu nunca havia visto antes, penso em como seria se logo depois, Demi entrasse toda de branco. Quero rir, mas lágrimas começam a derramar.
Demi não vai entrar toda de branco, não vai dizer “sim” para mim, nem mesmo poderei beija-la ao sinal do padre, pois ela já está aqui, a poucos passos de mim, pálida, calma, deitada em seu caixão.

Fico olhando-a por tempo demais, no fundo sinto que olha-la desta maneira é ruim, pois quero lembra-la viva, rindo, em meus braços, e não deitada ali, mas serão meus últimos minutos ao lado dela, quando o caixão se fechar e levarem-na para o cemitério, não terei mais como vê-la.

O padre começa a falar, ele fala sobre a vida e sobre a fé e sobre o paraíso, não assimilo quase nada do que ele fala, nada irá me convencer do que é o melhor, que não é o fim, de que ela esta melhor agora.
NÃO!
Ela estaria melhor aqui, com seu livro sendo lançado, revendo seus pais, casando-se comigo, não morta!
Chega o momento que o padre permite que outros falem, primeiro são os pais de Demi. Eles claramente não prepararam nada para dizer, e os entendo, se não foi fácil para mim, imagine como havia sido para eles? Afinal, eles perderam a filha e ainda tiveram que organizar tudo para seu enterro. Os dois não falam por muito tempo, caem no choro nas primeiras sentenças, e acabam não conseguido falar muito.
Camila é convidada, mas se recusa, assim como Sam. Chega minha vez.
Tenho a opção de recusar, e debato comigo mesmo se devo. Escrevi uma pagina inteira, e escrevi pensando em Demi, em como seria importante que ela escutasse tudo aqui, porém, ao vê-la assim, desacordada, imóvel, não parece algo importante, pois ela não me escutaria, então para quem eu leria afinal? Para seus pais, que nem mesmo notariam, pois não param de chorar? Para toda essa gente sentada atrás de mim, os quais eu nem mesmo conheço? Para Camila? Para Sam? Que por mais que sejam merecedores, claramente não fazem questão, ambos estão tão destroçados quanto eu, e Camila ainda estava em um estado de negação.
Abro o papel a minha frente, releio comigo mesmo.
_ Não. – digo. Não lerei.
Eles fecham o caixão e começam a se deslocarem para o cemitério. Não me levanto.
_ Você vai? – Pergunta Sam.
_ Não. – respondo.
_ Já quer voltar para Los Angeles. – dou de ombros.
_ Não sei.
_ Camila quer ficar mais um pouco, você se importaria? – pergunta.
_ Não. – respondo, sinto que estou sendo um pouco bruto, o que não é minha intensão, mas simplesmente não tenho animação para mais assunto.

Não sei por quanto tempo fiquei sentado no mesmo lugar naquela igreja, mas quando decido que é momento de eu ir embora, o céu já está com pouca luz.
Não percebo, até estar do lado de fora, mas Camila também se manteve aqui. Ela observa o nada e Sam não está por perto, não sei se devo me preocupar, mas paro ao lado dela.
_ Onde está Sam? – pergunto.
_ Foi comprar água. – diz sem animo. Não prolongo o assunto. _ “A poesia mais linda”. – diz ela, olhando-me com seus olhos vermelhos e inchados de choro.
_ Oi? – pergunto confuso.
_ É o que escolheram para colocar na lápide, “A poesia mais linda”. – explica. Não sei se seu tom é de reprovação ou se ela havia gostado.
Para mim parecia conveniente. Demi amava as letras, amava os livros e amava a poesia, e no fim, seria lindo se tornar uma.
Penso na ironia disso, aqui estou eu, um professor de matemática, que odiava literatura quando mais novo, que ama os números e equações. Por um momento em minha vida, tive o prazer de conviver com Demi, a poesia mais linda, e com ela vivi momentos bonitos, inéditos e inesquecíveis. Porem não era obvio desde o começo? No mundo de Joe, no meu mundo, os números importam, as medidas importam, inclusive a do tempo, os segundos, os minutos, as horas, os dias, os meses, tudo criado para ajudar a humanidade, as rimas, a arte da poesia, o mundo imaginário dos livros não cabiam em minha vida, pois na minha vida, não existem poesias.

Fim

Capítulo postado, por favor, não tentem me matar, não foi por mal, este era o fim que eu queria desde o começo. E se você tá sofrendo, veja o clipe novo da Demi, não vai ter animar, mas pelo menos você vai chorar com uma música de fundo maravilhosa.



Obrigada por tudo.
Vejo vocês em breve.

Nessa: Postei, muito obrigada por comentar J

Caah: kkkkk pense bem, acho que foi bom eu ter parado ali kkkkk, muito obrigada por comentar J

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

26. "Não pode ser" – Não Existem Poesias

ps.: A revisão deste capítulo não foi muito atenciosa, por isso pode ser encontrado  erros de ortografia e talvez, alguma parte tenha ficado confusa. Caso vocês encontrem esses erros, favor notificar-me nos comentários.
Peço perdão pelo inconveniente.
Obrigada.

Penúltimo Capítulo

                Demi desperta, sentindo o cheiro de panquecas e bacon. Ela sorri, ainda com os olhos fechados. Ela sabia que o seu relacionamento com Joe estava evoluindo rápido demais, e que, assim como na primeira vez, isso poderia ter um fim não muito agradável. Mas no fundo, Demi esperava que, a primeira experiência dos dois, tenha servido como lição, e que desta vez tudo desse certo. Joe a fazia bem, ela a fazia sorrir boba, fazia se sentir em casa e protegida, mesmo estando tão longe. Ela poderia viver aqui com ele e nos finais de semana visitar seus pais ou vice-versa... Mas, será que os pais aceitariam? Será que ela conseguiria administrar isso?
Demi suspira, porque se preocupar com isso agora?
Demi se levanta, e com cuidado vai até onde Joe está...
_ Você não vai me assustar. –diz Joe, se  virando para Demi, quando ela está perto o suficiente. Demi se aproxima mais de Joe, e o abraça.
_ Como você adivinhou que eu estava vindo te assustar? – pergunta.
_ Eu estava te observando de canto de olho. – sorri e tenta beija-la, porém Demi vira o rosto. _ O quê? – pergunta Joe, surpreso.
_ Nem escovei meus dentes ainda. – diz. Joe ri.
_ Eu não ligo. – diz.
_ Deveria.
_ Mas eu não ligo. – a aperta mais contra seu corpo, Demi sorri tímida.
_ Você vai insistir, não é? – desiste.
_ Vou. – diz e vai beijar Demi.
_ Acho que tem algo queimando. – diz, quando Joe está quase tocando seus lábios. Joe suspira frustrado, soltando-a. Demi gargalha e corre para o bainheiro, para fazer sua higiene pessoal.

Quando Demi volta para sala, o café da manhã já está pronto e posto em um prato, que Joe a entrega, assim q a vê.
_ Agora posso te beijar? – pergunta. Demi sorri.
_ Claro. – responde e já o beija.
 Os dois comem nos sofá da sala, e passam a maior parte do tempo em silêncio. Para Joe isso não chega a ser um problema, mas para Demi é. Joe não percebe no começo, mas assim que termina de comer, vê que há algo errado.
_ É hoje sua reunião com o diretor da editora? – pergunta.
_ É. – responde. Demi está escondendo algo, e Joe quer saber o quê.
_ Está tudo bem? – pergunta. Demi ainda não terminou de comer, mas quase. Demi hesita em responder, mas acaba se abrindo.
_ Você sabe o que vai acontecer depois que meu livro ser publicado, não é? – Joe suspira.
_ Muitas coisas vão acontecer. Você poderia ser mais especifica. – Joe já sabia onde Demi queria chegar, mas ele não queria ser o que puxaria o assunto.
_ Eu... Voltaria para minha cidade. – diz. Ela não entende a expressão de Joe, ele não parece triste, nem preocupado, mas tampouco está feliz.
_ Eu... Eu sei. – assumi.
_ E porque você não disse nada?
_ Por que... Não sei, acho que não seria necessário.
_ Você não achou necessário? – agora Demi fica um pouco brava.
_ Demi, calma. – diz rindo, deixando-a ainda mais brava. _ Não é exatamente assim. Não é como se eu não me importasse, é só que, eu já pensei nisso e eu já tenho uma solução.
_ Você... Você já tem uma solução? – Joe ri da cara de Demi, que está claramente espantada.
_ Sim, bom, eu ainda tenho que conversar com você sabe isso, eu não quero que você fique assustada, nem nada, mas... Eu posso me mudar com você, tenho certeza que deve haver alguma escola onde você mora e mais cedo ou mais tarde eles vão precisar de um professor, nem que seja um substituto. – Demi ainda está espantada, mas agora, ela também sorri maravilhada com o que Joe falou.
_ Você tem certeza? – pergunta.
_ Tenho. – assume. _ Eu não posso negar que eu não sou o mesmo Joe de antes, hoje tenho alguns amigos, no trabalho, mas, não é como se alguma coisa me prendesse aqui, eu não me importaria em ir com você.  – Demi não sabe se ri ou se chora, mas acaba apenas largando tudo, e pulando para cima dele, dando-o um beijo apaixonado.

Ambos passam boa parte da manhã, entre beijos e abraços, porém, logo Joe tem que começar a se arrumar para o trabalho.
_ Hoje você sairá que horas? – pergunta Demi.
_ 17h30min. – responde. _ Você acha que já está aqui?
_ Provavelmente não. – faz uma careta. _ devo sair daqui às 16h40min.
_ Bom, posso te preparar um jantar. – sorri.
_ Eu adoraria. – sorri e o dá um selinho.

Quando Joe saí para o trabalho, Demi tenta dar uma arrumada em seu apartamento, aparentemente, transar no chão da sala, causa a maior bagunça.
Logo após a arrumação, Demi começou a cuidar de si, tomou um longo  banho e lavou seu cabelo, saiu do banho, fez sua unha, secou seu cabelo, e foi arrumar alguma roupa.
Antes que ela decidisse o que vestir, ligou para Camila, para contar o que Joe havia dito, segundo Camila, o que Joe fizera era, “Muito fofo, mais muito brega.”, isso claramente arrancou algumas gargalhadas de Demi. Entre Camila e Sam, tudo estava indo bem, Sam ia todos os dias a cafeteria, passando quase toda a sua parte livre, com ela, e quase todas as noite Camila ia para casa de Sam, após seu expediente, não é necessário muito esforça para adivinhar o conteúdo das visitas.

Devidamente vestida, porém ainda bem adiantada, Demi liga para Joe.
_ Ei, acertei o horário do intervalo? – pergunta.
_ Acertou sim. – Joe ri. _ Estou aqui na sala do professores, ignorando a todos, lendo seu livro. – Demi sorri.
_ Já conseguiu sair dos primeiros capítulos? – ri.
_ Ah, você está rindo de mim é? – finge desapontamento. _ Pois saiba que estou quase na metade de seu livro.
_ Uau. – surpreende Demi. _ Que mudança rápida. – comenta.
_ Acho que você conseguiu me prender com seu livro.
_ Então tenho meu primeiro fã?
_ Você tem seu fã número um. – Demi sorri, alegre.
_ Eu te amo. – diz, com a voz boba, com um sorriso bobo, como uma menina boba.
_ Eu te amo. – repete Joe, tão bobo quanto.
Os dois conversam até que o intervalo de Joe acaba. Demi ainda tem tempo de sobra, mas acaba saindo mesmo assim.
Ela para em uma lanchonete para comer, mesmo sabendo que poderia ter ido a um restaurante, e ter um almoço digno. Ela enrola para terminar de comer e quando termina se dirige ao ponto de ônibus, se tudo desse certo, ela chegaria a Editora, com tempo para se acalmar, para não fazer feio.

O horário de Joe, finalmente, termina e ele vai direto para seu apartamento. Quando chega, liga a TV e começa a pensar  no cardápio que faria para Demi.
Um grave acidente, entre um ónibus e um caminhão desgovernado, acaba de acontecer no Bulevar Áustria, ainda não temos informações sobre as vítimas, mas...” Joe desliga da televisão, não dá para pensar em nada de bom, com um noticia ruim na cabeça.
No final ele pensa em fazer vários pratos, já estava cansado de sempre fazer massas para ela.
Arroz, carne cozida, um puré de batata, com uma salada verde. Para completar, para sobremesa, Joe prepara uma mousse de limão.
Como não sabia a hora de Demi chegaria, Joe deixa tudo apenas pré-pronto, arroz na primeira água, as batatas apenas amassadas, sem ainda por nenhum tempero, ou leite, a carne, como precisaria de um tempo a mais para ficar macia, não chegou a ser um problema, nem a mouse, que poderia ficar pronta na geladeira, o tempo que precisasse.
19 horas, Joe começa a ficar um pouco frustrado, não sabia que a reunião poderia demorar tanto. Como se imaginasse seu pensamento, Joe recebe uma ligação em seu celular, quando vê de quem, sorri, é Demi.
_ Oi amor. – começa aliviado e sorridente.
_ Perdão, é o Joe? – pergunta uma voz masculina, Joe fica um pouco tímido, mas logo a preocupação o toma.
_ Sim, sou o Joe, com quem eu falo?
_ Eu sou o tenente Erik, você conhece a dona deste telefone? – pergunta. Várias hipóteses passam pela cabeça de Joe.
_ Sim, é da minha namorada... Por quê?
_ Joe, preciso que você compareça a rua San Louis, 500, você poderia? – pergunta.
_ Sim. – Joe responde com a garganta seca.
Não pode ser!

Continua

Capítulo postado ;)



Caah: kkkk não precisa ficar preocupada, todo fim leva a um outro começo ;) 

domingo, 31 de janeiro de 2016

25. Começo e Despedida – Não Existem Poesias



Antepenúltimo capítulo


Demi e Joe dormiram juntos naquela noite, não fizeram nada demais, apenas se deitaram juntos e conversaram até dormirem. Joe ainda parecia estar feliz até dormir, e Demi deixou que assim fosse, depois, quando fosse inevitável, ela falaria com ele.
Assim que Joe saiu para ir trabalhar, Demi começou as ligações para espalhar a boa nova.
Primeiro ligou para seu pai, que atendeu tão rápido, que Demi tinha a impressão de que ele já a esperava.
_ Demi, minha menina prodígio, minha filha preferida. – o pai a cumprimenta com entusiasmo, entusiasmo nunca antes visto, por mais que ele sempre a cumprimentara com carinho.
_ Pai, eu sou sua única filha. – diz risonha. _ E pelo jeito já te contaram a notícia. – diz um pouco chateada.
_ Sua mãe estava tão feliz ontem que até mesmo fez jantar, e como você não voltou a ligar, ela não aguentou... – explica. Demi agradece mentalmente por seu pai não estar te vendo neste momento, pois logo ele veria que ela estava envergonhada. Ela sabia que deveria ter ligado para o pai, mas quando ela esta ao lado de Joe,  coisas como ligar para os outros, mesmo que seja para seu próprio pai, se tornam obsoletas.
_ Ah, ainda sim, queria tanto ter visto sua reação.
_ Ah, pode saber que foi a melhor possível. Hoje a noite alguns amigos do meu trabalho virão aqui comemorar.
_ Você vai comemorar sem mim? – Demi ri.
_ Bom, uma festa sem você, e outras várias com vocês aqui. – Demi sorri, como ela sentia falta do pai, será mesmo que ela abriria mão da vida dela ao lado deles só por Joe? Não que Joe fosse pouco, só per ela ter dúvidas sobre voltar para a sua cidade natal ou não, já demonstra que ele importa e muito, para ela.
_ Vê se não exagera, pai, ainda é só o começo.
_ Como assim só o começo? Você ainda vai demorar muito para voltar? – pergunta. Seu coração aperta, seu pai poderia até mesmo apoia-la, mas ele também compartilhava o desejo de que ela voltasse, assim como sua mãe.
_ Não é isso, pai, mas o livro ainda vai ser editado, até lançar, existem algumas etapas que eu quero estar presente.
_ Ah, sim, claro, mas por mim está tudo bem, o que vale é que o mais importante você conseguiu. – fala, novamente, animado.
_ Sim, o mais importante já foi. – confirma Demi. _ Eu te amo pai.
_ Eu te amo muito minha filha. – diz com uma voz saudosa. _ Nós aqui te amamos. – Demi não queria chorar, mas chorou, então, não querendo que pai soubesse que ela chorava, inventou uma desculpa para desligar o telefone com urgência.
Após alguns minutos, mas calma, Demi liga para Sam, ela queria ligar primeiramente para Camila, mas resolveu que mais tarde passaria na cafeteria, para contas a novidade para ela.
Se seu aí atendeu rápido, Sam demorou e muito, quando Demi já estava pensando em desligar e tentar mais tarde, Sam atende.
_ Ei, Demi. – ele parece um pouco ofegante.
_ Ei, Sam, estou te atrapalhando em algo? – pergunta.
_ Não, não, claro que não, pode falar. – diz, mas tranquilo.
_ Bom, acho que você ainda não ficou sabendo da novidade. – arrisca dizer, ao perceber que ele não comentou nada.
_ Acho que não, o que é? – pergunta.
_ Ontem o Gabriel veio aqui...
_ Oh. – diz, como se previsse algo ruim.
_ Não. – Demi ri. _ Ele veio me dizer que meu livro será lançado. – diz e escuta Sam comemorando do outro lado da linha.
_ Demi isso é ótimo! – Demi fica feliz ao ver que ele ficara realmente feliz por ela, isso significa que ele realmente importa. _Sim, o livro dela vai lançar. – escuta a voz de Sam dizer, quase que em sussurro. Mas com quem ele estava falando? Demi escuta gritinhos finos, que, com toda certeza, não era de Sam, mas sim de uma mulher.
_ Demi. – Demi se assusta com o grito de mulher em sua orelha. Mas não qualquer mulher, e sim, de... Camila?_ Você conseguiu...
_ Camila? – Demi tentava a interromper, mas não conseguia.
_ Eu ainda não acredito que você conseguiu.
_ Camila o que você está fazendo aí? – grita, enfim, conseguindo a atenção da amiga.
_ Demi, foque no importante, seu livro vai ser lançado!
_ Você deveria estar trabalhando. – Demi a ignora.
_ Aff, Demi, estou gripada. – mente.
_ Você não parece gripada.
_ O meu patrão não precisa saber disso. – contrapõe. Demi ri.
_ E porque na casa do Sam?
_ Você realmente está me perguntando isso? – pergunta Camila, mas não espera Demi responder. _ Estou aqui para terminar o que você atrapalhou, há alguns dias atrás.  – responde. Demi gargalha.
_ Vê se não o machuca, ainda vou precisar dele para ilustrar meu livro. – Camila ri.
_ Uau, que compreensivo da sua parte. – Demi ri.
_ Você sabe que estou brincando. – diz depois. _ Ele é um bom homem, só isso.
_ Disso você pode ficar despreocupada, Demi, ele é... – hesita... _ Ele é pra ficar. – diz com uma voz boba, a voz de uma garota apaixonada...

Agora que todos estavam devidamente avisados, Demi relaxa um pouco, toma um banho, come o que encontra na geladeira e assiste TV até que dê a hora de Joe chegar.

Assim que Joe chega, ele vai direto ao apartamento de Demi, sem nem mesmo olhar o seu.
Quando Demi o recebe, ele já logo a entrega uma sacola, com um sanduiche do Subway e uma latinha de Coca-Cola.
_ A cada sai você me faz ficar mais apaixonada por você. – comenta Demi, já abrindo sua latinha, e tomando um gole.
_ É esta a intenção. – a abraça e a beija.
Aquele beijo tinha tudo para ser apenas mais um beijo, mas não foi. A cada segundo ele ficava mais intenso e quente.
_ Acho que podemos comer depois. – diz Demi, sugestiva, quando finalmente se separam.
_ Sem duvidas. – concorda Joe.
Nem Demi, nem Joe prestam atenção a onde jogam seus lanches, Demi tem quase certeza que sua Coca-Cola, esta derramada no chão. Mas porque se importar com isso agora?
Assim que Joe a guia para o sofá da sala, deitando-a por lá, Demi já começa a retirar a blusa de Joe, que não a impede, apenas continua a beija-la, enquanto pode. Assim que Demi termina de tirar sua blusa, Joe se levanta, apenas um pouco, para tirar sua própria calça, Demi, enquanto isso, também se levanta um pouco, morde de leve seu queixo, e vai descendo do pescoço, a barriga, beijando e dando pequenas mordidinhas, que fazia Joe se arrepiar por completo. Joe volta a se deitar, encima de Demi, e vai direto beija-la, com ferocidade.
Quando o beijo para, Demi já está mais que animada, e tira o resto de suas peças, com rapidez, Joe também faz o mesmo.
Os se unem mais uma vez, podia ser apenas a segunda vez dos dois juntos, mas a sincronia era imensa, como se eles já tivessem experiência, como se o corpo um do outro estivesse sempre um colocado no outro.
Desta vez Joe comanda tudo, era a vez dele proporcionar o prazer a ela.
E, apesar da pouca experiência dele, Joe não decepciona, logo encontra a posição e velocidade ideal, fazendo Demi gemer e arranha-lo.
Beijos, arranhões, gemidos, dentes cerrados, suor, amor... Hoje não houve nenhuma preocupação, nem mesmo, se por acaso os vizinhos estariam sendo incomodados, hoje só importava aquele momento de puro prazer e amor. Momento que para Joe, tinha sinônimo de começo, mas pra Demi, era sinônimo de despedida.

Continua

Como prometido, capítulo postado, espero que tenham gostado.


Caah: Muito obrigada por comentar. Bjsss.  

sábado, 30 de janeiro de 2016

24. No paraíso – Não Existem Poesias



Demi não o dá espaço para entrar, Joe poderia não estar ali, mas ela ainda não confiava nele o suficiente para deixa-lo entrar. Gabriel percebe sua tensão, mas não reclama.
_ Preparada? – pergunta. Demi pensa em todas as possibilidades, ele disse que era uma boa noticia, e, Demi espera que ele esteja falando sobre o livro, então possibilidade número um: o editor chefe gostou do livro, possibilidade número dois: ele conseguiu convencer mais alguém do grupo dele que meu livro deveria ser lançado, dando-a assim, uma segunda chance...
_ Sim? – respondeu, não dando muita segurança.
_ Seu livro Demi... Seu livro será lançado.
Demi não sabia como reagir. Abraçar Gabriel, desta vez, estava fora de cogitação, mas alegria que estava dentro dela, ah, esta deveria ser extravasada. Gritar? Pular? Tudo junto?
Tudo junto!

Gabriel gostaria de comorar junto com ela, mas sabia que tinha perdido este direto na noite anterior, então, teve que se contentar em despedir-se, e deixar Demi, sozinha, eufórica.
Camila e Joe estavam trabalhando, pelo menos até onde Demi estava ciente, então ela não poderia comemorar com ele, pelo menos não por agora, sendo assim, Demi correu até seu telefone e ligou para a casa de seus pais.
O telefonema demorou um pouco para ser atendido, numa hora dessas o pai, geralmente, ainda estava trabalhando, mas ela tinha uma pontada de esperança que sua mãe a atendesse, já que da última vez em que elas se falaram, ela foi mais receptiva com a filha.
_ Olá, Demetria. – fala a mãe de Demi, claramente não muito feliz em atender aquela chamada. _ O seu pai não está. – a relembra.
_ Eu sei mãe. – diz Demi, tentando não deixar se abalar pela frieza da mãe. _ Eu gostaria de falar com você também. – a mãe não diz nada. _ Mãe? – a chama, querendo saber se ela ainda esta a escutando.
_ Sim.
_ Mãe, eu... O meu livro. Ele vai ser lançado! – Demi vai reanimando ao dar a notícia para sua mãe.
_ Isso... Isso... Isso é realmente... Ótimo. – a mãe não parece saber como reagir, e isso, para Demi, é um bom sinal, pois significa que a mãe se importa.
_ Eu queria que você e papai fossem os primeiro a receber essa notícia. – na realidade, foi por falta de opção, mas Demi não precisava dizer algo assim, era até melhor os pais serem os primeiros a descobrirem, afinal de contas, eles foram os primeiros a apoia-la, bom, pelo menos o pai de Demi a apoiou desde o começo.
_ Fico muito feliz por isso Demi, muito mesmo. – diz, mas não desenvolve o assunto. Demi se pergunta como será sua relação com sua mãe daqui pra frente. As duas eram tão unidas, mas agora, mal conseguem se falar por muito tempo. _ Isso significa que você vai voltar? – pergunta depois de alguns minutos de silêncio.
_ Depois que o livro lançar, sim. – responde Demi.
_ E isso leva muito tempo?
_ Ainda não sei. – responde. _ Mas o importante é que vai lançar e que eu vou voltar. Não é? – pergunta.
_ Sim. – o silêncio volta.
_ Mãe?
_ Sim.
_ Você ainda está magoada comigo? – pergunta já com medo da resposta.
_ Não. – responde, mas não parece sincera. _ Eu me preocupo com você Demi, só isso.
_ Não há porque se preocupar, mãe, eu estou bem. – a consola.
_ Eu sei. Mas... Prefiro você perto. Só isso. – assume.
_ Eu sinto sua falta mãe. – diz Demi, quase chorando.
_ Você ainda tem comida? – pergunta ignorando o momento fofo com a filha, mas Demi ri, afinal de contas, era só preocupação.
_ Alguns restos, mas eu me arranjo, não precisa se preocupar.
_ Eu sei. – repete. _ Mas não significa que eu não vá me preocupar. – a reprime. _ Você quer que eu diga para seu pai, ou vai querer ligar para falar você mesma? – pergunta.
_ Eu quero ligar. – responde, o pai ficaria tão eufórico, ela queria ver, quer dizer, escutar, esta reação em primeira mão.
_ Tudo bem então. – diz a mãe. _ Eu tenho algumas coisas para fazer, Demi. – começa. _ Então é melhor desligarmos. – diz.
_ Tudo bem. – diz Demi, ela queria falar mais com a mãe, mas este telefonema já havia sido um avanço e tanto, ela estava feliz assim. _ Tchau mãe. Eu te amo.
_ Tchau Demetria... É... Eu te amo filha. – desliga.
Demi estava feliz, mas isso não a impede de chorar feito um bebê após o telefonema com a mãe.
Ela sentia tanta falta de casa... Ela sentia falta de como as coisas eram antes, mas ao mesmo tempo, Demi estava tão feliz com o que tinha conquistado. Seu livro iria ser lançado, ela estava namorando... Tudo estava se encaminhando para um desfeche perfeito, mas...
Se ela voltar para casa, isso significa dar adeus a Joe.
Demi se sentia no paraíso, porém seu paraíso estava ameaçando se ruir.

No local e hora marcada, Demi se encontra com Joe. Ambos se beijam na porta da escola, assim que se encontram, sem nenhum pudor. Joe nunca faria isso há um tempo, bom, há um tempo Joe nem mesmo beijado tinha...
_ Você está linda. – diz Joe.
_ Nem estou arrumada. – reclama Demi. _ Esse frio... – Demi queria ter vindo mais elegante, mas como não tem muitas roupas para tempo frio, teve que se virar com um jeans claro, uma bota que ela nem mesmo sabia o porquê tinha trago, já que apertava seu pé, mas que, só por hoje, agradeceu por ele estar ali, e uma blusa de lã com alça caída.
_ Você está linda. – reafirma, agora com veemência. Demi sorri. _ Vamos? – pergunta.
_ Vamos. – responde sorridente.
O restaurante que Joe a leva e perto de onde ele trabalha, porém não na rua principal, mas em sua interjeição, que é uma rua bem mais tranquila.
O restaurante tem uma fachada simples, Demi só percebe que é ali, quando Joe para na frente, pois senão ela passaria sem notar nada. Dentro é um lugar espaçoso e iluminado, uma boa parte das mesas está ocupada, a maioria por casais mais velhos, com uma ou duas famílias por ali. O lugar tem cheiro de massa, e isso faz o estomago de Demi roncar.
O garçom os guia para uma mesa no canto do salão, os entrega o cardápio e os deixa sozinhos.
_ Esta com fome? – pergunta Joe.
_ Seria muito mal educado dizer que sim em nosso primeiro encontro? – pergunta.
_ Não é exatamente nosso primeiro encontro. – responde.
_ Bom, é o primeiro oficial. – contrapõe. Joe ri.
_ Bom, eu não ligo muito se você disser que sim, no fundo até prefiro, pois apesar de ser a opção mais barata, não quero pedir salada só para fazer pose. – Demi gargalha.
_ Então estou. – responde.
_ Então pizza? – sugere.
_ Pizza. – concorda.

Após fazer o pedido, Demi e Joe começam a conversar.
_ E como foi seu dia? – ela pergunta.
_ Foi bom, na verdade, foi bem normal. – sorri tímido. _ Provas e mais provas, mas foi bom, pois eu pude começar a ser seu livro.
_ E você já tem alguma opinião formada? – pergunta.
_ Quando eu digo começar, eu digo bem no começo mesmo. – cora. Demi ri.
_ Tudo bem, sem pressa.
_ Mas e você? Como foi seu dia? – Demi hesita; antes ela estava tão eufórica para contar, mas agora não parecia uma notícia tão boa assim.
_ Foi bom. – começa.
_ Só?
_ Joe, eu tenho que te contar uma coisa. – diz seria. Joe se assusta um pouco, mas tenta não demonstrar. _ Meu livro vai ser lançado. – Joe parece paralisado no começo e Demi se pergunta se foi uma boa ideia falar isso ali, enquanto ambos estavam tão bem.
_ Demi. – ele sorri. _ Isso é ótimo! – ele se empolga. _ Isso é muito bom. – Demi sorri ao vê-lo feliz por ela, mas será que ele não percebeu o que isso implica? _ Demi, eu deveria ter levado você a um lugar melhor, para comemorarmos, podemos cancelar o pedido, eu já ouvi falar de um restaurante aqui perto que dizem que é o melhor da região... – Joe fala sem nem mesmo dar espaço para respirar.
_ Joe. – Demi o interrompe. _ Não precisa, aqui está ótimo. – sorri. _ É pizza, não há melhor maneira de comemorar. – diz e Joe relaxa.
_ Demi, isso é tão bom. – ele sorri todo bobo, assim como Demi no inicio.
_ Você realmente está assim, feliz por mim? – pergunta, só para garantir.
_ Claro, e porque não estaria? – pergunta Joe.
Ele não fazia ideia, Demi pode perceber, ele não percebe que quando o livro for lançado, ela irá embora, que eles provavelmente teriam que terminar. Demi poderia até ficar, por ele; aqui é um bom lugar, mas ficar envolvia perder seus pais, e ir envolvia perder Joe.
_ Nada. – ela sorri. Joe estava feliz, não tinha percebido nada, então porque estragar isso agora? Demi seria feliz, viveria, pelo menos por enquanto, em seu paraíso, mesmo que ele fosse uma  doce ilusão.

Continua


Capítulo postado, espero que tenham gostado.