Olá a todos, não sei se alguém ainda visita este blog, mas se há,
venho pedir desculpas pelo meu desaparecimento.
2016 não foi um ano muito fácil para mim a nível pessoal, todos os
meus planos deram errado, tive muitas decepções, e com isso acabei me afastando
de pessoas que eu sempre gostei e também acabei parando de fazer tudo àquilo
que sempre me fez feliz. Parei de escrever, parei de cantar, parei de ler,
parei de tocar, parei minha vida, no fim acabei inclusive desistindo da
faculdade de direito que custei para começar a cursar.
Agora, já no fim deste ano, após receber alguns empurrãozinhos
(principalmente de uma escritora que vocês já devem conhecer: Diana Pinto),
reanimei e voltei a escrever. Cheguei a retomar a escrita do meu livro, que eu
vinha escrevendo há um bom tempo, mas que eu também tinha deixado de lado e
voltei a ter algumas ideias para mais Fics. Ainda não voltei a cantar, mas
voltei a compor, o que já é um avanço e voltei pra faculdade, agora cursando
Medicina Veterinária. Creio que estou, na medida do possível, voltando a me
colocar nos eixos.
Voltarei ao blogger, mas não como antes, pretendo escrever uma
última fic Jemi, e depois começarei a investir em histórias totalmente autorais,
pode ser que, às vezes, eu escreva uma mini fic, só por diversão, pode ser que
o casal seja sempre Jemi, pode ser que sejam outros casais, pode ser casais
relacionados a Jemi, pode ser casais totalmente distantes de Jemi, tudo
dependerá da minha animação, criatividade e de como vocês irão receber cada
história.
Sei que ao investir em histórias autorais correrei um risco
gigante, posso perder ainda mais leitoras (se é que ainda me resta alguma), e
isso claramente me causa certo medo, mas também vejo como uma oportunidade.
Creio que vocês poderão conhecer um pouco mais sobre mim através das histórias.
Neste ano perdi muito, mas também me propus a recomeçar varias coisas, e creio
que com o Blogger será assim também.
Ainda tenho muito a fazer antes de voltar completamente, pretendo
aparecer aqui pelo menos duas vezes na semana, para, primeiro, voltar a
movimentar o blog, e também para lhes dar mais informações.
Novamente peço perdão e agradeço pela compreensão de todos.
Olá! Recebi a Tag: Personagens
Femininas Fortes.
A tag consiste em fazer um top das cinco personagens mais fortes (em força ou
de personalidade) criadas por você nas suas histórias e ainda explicar o porquê
da sua escolha.
Aqui vão as minhas personagens:
1ª- Demi (Entre o Céu e o Inferno)
- Ela aguentou um ex-namorado violento, uma mãe doente, e ainda cuidava da sua
filha pequena, trabalhava em dois lugares, inclusive em uma boate como
stripper, e ainda assim não se perdeu na vida, seguiu sendo uma mulher honesta
e lutadora.
2ª- Diana (Recomeçar)
- Mãe
de três filhas, incluindo Demi, que tinha problemas alimentares, que largou
tudo, para fugir de seu marido violento, e proteger suas filhas. Recomeçou
praticamente do zero e teve força para reerguer sua família.
3ª- Demetria (Amor em Guerra)
-
Jovem, sonhadora e de bom coração, enfrentou um gravidez praticamente sozinha,
após seu marido entrar em coma, em combate.
4ª- Demi (The Big Apple)
- Mesmo
após perder seu pai, Demi entrou em uma mini aventura, para descobrir a verdade
sobre sua morte, não deixou que nenhum empecilho a atrapalhasse.
5ª- Selena (The Big Apple)
-
Jovem e sonhadora, passou por cima da família para seguir seu sonho de ser
modelo.
“Hoje,
um grave acidente, entre um ónibus e um caminhão desgovernado, aconteceu no
Bulevar Áustria. Temos informações sobre uma morte, e dezoito feridos. Segundo
testemunhas, o motorista do caminhão estava em alta velocidade e não parou no
sinal fechado e bateu de frente, com um ônibus. O motorista do caminhão está
internado em estado grave. O motorista do ônibus, não resistiu e morreu antes
de chegar ao hospital, outros 17 passageiros, no total de 20, que estavam no
ônibus, se encontram hospitalizados, dois deles em estado gravíssimo.”
Joe’s Pov
As últimas duas semanas haviam sido
conturbadas. Dividi meus dias entre o trabalho e o hospital, nada parecia muito
real, o tempo parecia longo e pesado, mas se eu soubesse que seriam tão poucos,
eu não ligaria se tivessem durado mais...
Quando recebi o telefonema, eu não
fazia ideia do que poderia encontrar, mas eu sabia que não seria algo bom.
Porém, vê-la lá, tão pequena, tão machucada, cheia de maquinas, fazendo o
possível para salvá-la...
Lembro-me de como Demi ficara entusiasmada,
com minha ideia de ir morar com ela, quando seu livro fosse lançado. Ela falava
detalhes sobre o caminho, sobre as fazendas de vinho que passaríamos na viajem,
e também me falou sobre como o começo da cidade era feia e assustadora, mas que
na parte em que ela vivia era tudo lindo e fofo. Sorrio quando me lembro dela
falando isso, “Tudo lindo e fofo.”.
Agora estávamos passando pelas
fazendas de vinhedo. Sam dirige, Camila está ao seu lado, no banco do
passageiro, eu estou atrás. Não há som no rádio e ninguém fala nada com ninguém.
O único barulho é o do vento batendo no para-brisa.
Ellen, uma das personagens do livro
de Demi diz: “Temos a péssima mania de contar o tempo por horas, minutos e
segundos, juntando-os, criamos os dias, as semanas, os meses e os anos. Se me
perguntam por quantos anos sou casada com Edwin, sou obrigada a dizer, que sou
casada com ele por 42 anos, mas para mim não foram 42 anos. Teve momentos que
brigamos, estes momentos contam como um mais.
Teve momentos em que fossos felizes, e estes momentos contam como um menos. Se em um momento de briga, você
me perguntar por quanto tempo estou casada a Edwin, querendo saber minha real
resposta, lhe diria que por tempo demais, se você me perguntar, com a mesma
intensão, quando eu estiver feliz com ele, lhe direi que por pouco tempo.”.
Agora, enquanto viajo neste carro,
penso em como o tempo passa devagar, parece que estou na estrada há dias,
quando, na verdade, estamos há pouco mais de uma hora, mas quando eu penso, no
tempo em que passei com Demi, percebo como tudo foi tão rápido. Quanto tempo
foi afinal?
Teoricamente, dois meses. Para mim?
...
Passaram como duas semanas.
_ Entre a esquerda. Vai ter uma
estradinha daqui a pouco. – diz Camila, quebrando o silêncio, pela primeira
vez, desde que estramos no carro. Sam faz assim como ela diz, e não demora
muito para a estrada, que Camila falou, aparecer.
Demi talvez tenha exagerado com o “assustador”,
mas sem duvidas, a estrada da cidade não era muito bonita. Mato demais, casas
abandonadas e em escombros, é como se fosse uma cidade fantasma, mas tudo muda
de repente quando passamos por uma estrada de linha de ferro. O mato fica
baixo, e dá lugar a jardins de flores coloridas, pequenas casas apontam
aleatoriamente pelo horizonte.
O carro agora está em baixa
velocidade, e posso ver melhor os pequenos detalhes por aqui.
A cidade é realmente pequena, não
vejo prédios por nenhuma parte e o movimento nas ruas não se compara em nada
com Los Angeles.
_ Continue enfrente e vire a direita
daqui a dois quarteirões. – diz Camila.
Paro de olhar para fora da janela, e
olho para o papel que está em minhas mãos. Ainda não sei se conseguirei dizer o
que tenho que dizer, eu não tenho o costume de escrever e não há como descrever
todo o meu sentimento por Demi, com meu vocabulário pobre.
Sam vira à direita.
_ Vire a próxima esquerda. – comanda
Camila. Sam vira. _ A igreja é ali. – Aponta ela. Vejo a cruz lá no alto e fico
mais nervoso ainda, ainda não posso crer.
Sam estaciona perto da igreja, na
última vaga que tinha por perto, o estacionamento da igreja está cheio, o que
me diz que a igreja está cheia, fico mais nervoso ainda.
Camila e Sam seguem a minha frente.
Eles entram na igreja sem pestanejar, já eu, paro, olho em volta, respiro fundo
vezes o suficiente para começar a ficar tonto. Ajeito minha gravada e sorri fraco, Demi que
me ajudara a escolher este terno.
Tomo coragem, entro na igreja e no
mesmo instante sou levado à outra dimensão.
O tapete vermelho aveludado, as
flores brancas, o padre no altar, os pais de Demi, que agora eu já estava mais
que acostumado com a face, as pessoas sentadas nas longas cadeiras de
madeira...
Enquanto começo a minha entrada,
sobre olhares curiosos, de pessoas que eu nunca havia visto antes, penso em
como seria se logo depois, Demi entrasse toda de branco. Quero rir, mas
lágrimas começam a derramar.
Demi não vai entrar toda de branco,
não vai dizer “sim” para mim, nem mesmo poderei beija-la ao sinal do padre,
pois ela já está aqui, a poucos passos de mim, pálida, calma, deitada em seu
caixão.
Fico olhando-a por tempo demais, no
fundo sinto que olha-la desta maneira é ruim, pois quero lembra-la viva, rindo,
em meus braços, e não deitada ali, mas serão meus últimos minutos ao lado dela,
quando o caixão se fechar e levarem-na para o cemitério, não terei mais como
vê-la.
O padre começa a falar, ele fala
sobre a vida e sobre a fé e sobre o paraíso, não assimilo quase nada do que ele
fala, nada irá me convencer do que é o melhor, que não é o fim, de que ela esta
melhor agora.
NÃO!
Ela estaria melhor aqui, com seu
livro sendo lançado, revendo seus pais, casando-se comigo, não morta!
Chega o momento que o padre permite
que outros falem, primeiro são os pais de Demi. Eles claramente não prepararam
nada para dizer, e os entendo, se não foi fácil para mim, imagine como havia
sido para eles? Afinal, eles perderam a filha e ainda tiveram que organizar
tudo para seu enterro. Os dois não falam por muito tempo, caem no choro nas
primeiras sentenças, e acabam não conseguido falar muito.
Camila é convidada, mas se recusa,
assim como Sam. Chega minha vez.
Tenho a opção de recusar, e debato
comigo mesmo se devo. Escrevi uma pagina inteira, e escrevi pensando em Demi,
em como seria importante que ela escutasse tudo aqui, porém, ao vê-la assim,
desacordada, imóvel, não parece algo importante, pois ela não me escutaria,
então para quem eu leria afinal? Para seus pais, que nem mesmo notariam, pois
não param de chorar? Para toda essa gente sentada atrás de mim, os quais eu nem
mesmo conheço? Para Camila? Para Sam? Que por mais que sejam merecedores,
claramente não fazem questão, ambos estão tão destroçados quanto eu, e Camila
ainda estava em um estado de negação.
Abro o papel a minha frente, releio
comigo mesmo.
_ Não. – digo. Não lerei.
Eles fecham o caixão e começam a se
deslocarem para o cemitério. Não me levanto.
_ Você vai? – Pergunta Sam.
_ Não. – respondo.
_ Já quer voltar para Los Angeles. –
dou de ombros.
_ Não sei.
_ Camila quer ficar mais um pouco,
você se importaria? – pergunta.
_ Não. – respondo, sinto que estou
sendo um pouco bruto, o que não é minha intensão, mas simplesmente não tenho
animação para mais assunto.
Não sei por quanto tempo fiquei sentado
no mesmo lugar naquela igreja, mas quando decido que é momento de eu ir embora,
o céu já está com pouca luz.
Não percebo, até estar do lado de
fora, mas Camila também se manteve aqui. Ela observa o nada e Sam não está por
perto, não sei se devo me preocupar, mas paro ao lado dela.
_ Onde está Sam? – pergunto.
_ Foi comprar água. – diz sem animo.
Não prolongo o assunto. _ “A poesia mais linda”. – diz ela, olhando-me com seus
olhos vermelhos e inchados de choro.
_ Oi? – pergunto confuso.
_ É o que escolheram para colocar na
lápide, “A poesia mais linda”. – explica. Não sei se seu tom é de reprovação ou
se ela havia gostado.
Para mim parecia conveniente. Demi
amava as letras, amava os livros e amava a poesia, e no fim, seria lindo se
tornar uma.
Penso na ironia disso, aqui estou
eu, um professor de matemática, que odiava literatura quando mais novo, que ama
os números e equações. Por um momento em minha vida, tive o prazer de conviver
com Demi, a poesia mais linda, e com ela vivi momentos bonitos, inéditos e inesquecíveis.
Porem não era obvio desde o começo? No mundo de Joe, no meu mundo, os números importam,
as medidas importam, inclusive a do tempo, os segundos, os minutos, as horas,
os dias, os meses, tudo criado para ajudar a humanidade, as rimas, a arte da
poesia, o mundo imaginário dos livros não cabiam em minha vida, pois na minha
vida, não existem poesias.
Fim
Capítulo
postado, por favor, não tentem me matar, não foi por mal, este era o fim que eu
queria desde o começo. E se você tá sofrendo, veja o clipe novo da Demi, não
vai ter animar, mas pelo menos você vai chorar com uma música de fundo
maravilhosa.
Obrigada
por tudo.
Vejo
vocês em breve.
Nessa:
Postei, muito obrigada por comentar J
Caah:
kkkkk pense bem, acho que foi bom eu ter parado ali kkkkk, muito obrigada por
comentar J
ps.: A revisão deste capítulo não foi muito atenciosa, por isso pode ser encontrado erros de ortografia e talvez, alguma parte tenha ficado confusa. Caso vocês encontrem esses erros, favor notificar-me nos comentários.
Peço perdão pelo inconveniente.
Obrigada.
Penúltimo Capítulo
Demi
desperta, sentindo o cheiro de panquecas e bacon. Ela sorri, ainda com os olhos
fechados. Ela sabia que o seu relacionamento com Joe estava evoluindo rápido
demais, e que, assim como na primeira vez, isso poderia ter um fim não muito
agradável. Mas no fundo, Demi esperava que, a primeira experiência dos dois,
tenha servido como lição, e que desta vez tudo desse certo. Joe a fazia bem, ela
a fazia sorrir boba, fazia se sentir em casa e protegida, mesmo estando tão
longe. Ela poderia viver aqui com ele e nos finais de semana visitar seus pais
ou vice-versa... Mas, será que os pais aceitariam? Será que ela conseguiria
administrar isso?
Demi suspira, porque se preocupar
com isso agora?
Demi se levanta, e com cuidado vai
até onde Joe está...
_ Você não vai me assustar. –diz
Joe, se virando para Demi, quando ela
está perto o suficiente. Demi se aproxima mais de Joe, e o abraça.
_ Como você adivinhou que eu estava
vindo te assustar? – pergunta.
_ Eu estava te observando de canto
de olho. – sorri e tenta beija-la, porém Demi vira o rosto. _ O quê? – pergunta
Joe, surpreso.
_ Nem escovei meus dentes ainda. –
diz. Joe ri.
_ Eu não ligo. – diz.
_ Deveria.
_ Mas eu não ligo. – a aperta mais
contra seu corpo, Demi sorri tímida.
_ Você vai insistir, não é? –
desiste.
_ Vou. – diz e vai beijar Demi.
_ Acho que tem algo queimando. –
diz, quando Joe está quase tocando seus lábios. Joe suspira frustrado,
soltando-a. Demi gargalha e corre para o bainheiro, para fazer sua higiene
pessoal.
Quando Demi volta para sala, o café
da manhã já está pronto e posto em um prato, que Joe a entrega, assim q a vê.
_ Agora posso te beijar? – pergunta.
Demi sorri.
_ Claro. – responde e já o beija.
Os dois comem nos sofá da sala, e passam a
maior parte do tempo em silêncio. Para Joe isso não chega a ser um problema, mas
para Demi é. Joe não percebe no começo, mas assim que termina de comer, vê que
há algo errado.
_ É hoje sua reunião com o diretor
da editora? – pergunta.
_ É. – responde. Demi está
escondendo algo, e Joe quer saber o quê.
_ Está tudo bem? – pergunta. Demi
ainda não terminou de comer, mas quase. Demi hesita em responder, mas acaba se
abrindo.
_ Você sabe o que vai acontecer
depois que meu livro ser publicado, não é? – Joe suspira.
_ Muitas coisas vão acontecer. Você
poderia ser mais especifica. – Joe já sabia onde Demi queria chegar, mas ele
não queria ser o que puxaria o assunto.
_ Eu... Voltaria para minha cidade. –
diz. Ela não entende a expressão de Joe, ele não parece triste, nem preocupado,
mas tampouco está feliz.
_ Eu... Eu sei. – assumi.
_ E porque você não disse nada?
_ Por que... Não sei, acho que não
seria necessário.
_ Você não achou necessário? – agora
Demi fica um pouco brava.
_ Demi, calma. – diz rindo,
deixando-a ainda mais brava. _ Não é exatamente assim. Não é como se eu não me
importasse, é só que, eu já pensei nisso e eu já tenho uma solução.
_ Você... Você já tem uma solução? –
Joe ri da cara de Demi, que está claramente espantada.
_ Sim, bom, eu ainda tenho que
conversar com você sabe isso, eu não quero que você fique assustada, nem nada,
mas... Eu posso me mudar com você, tenho certeza que deve haver alguma escola
onde você mora e mais cedo ou mais tarde eles vão precisar de um professor, nem
que seja um substituto. – Demi ainda está espantada, mas agora, ela também
sorri maravilhada com o que Joe falou.
_ Você tem certeza? – pergunta.
_ Tenho. – assume. _ Eu não posso
negar que eu não sou o mesmo Joe de antes, hoje tenho alguns amigos, no trabalho, mas, não é como se
alguma coisa me prendesse aqui, eu não me importaria em ir com você. – Demi não sabe se ri ou se chora, mas acaba
apenas largando tudo, e pulando para cima dele, dando-o um beijo apaixonado.
Ambos passam boa parte da manhã,
entre beijos e abraços, porém, logo Joe tem que começar a se arrumar para o
trabalho.
_ Hoje você sairá que horas? –
pergunta Demi.
_ 17h30min. – responde. _ Você acha
que já está aqui?
_ Provavelmente não. – faz uma
careta. _ devo sair daqui às 16h40min.
_ Bom, posso te preparar um jantar. –
sorri.
_ Eu adoraria. – sorri e o dá um
selinho.
Quando Joe saí para o trabalho, Demi
tenta dar uma arrumada em seu apartamento, aparentemente, transar no chão da
sala, causa a maior bagunça.
Logo após a arrumação, Demi começou
a cuidar de si, tomou um longo banho e
lavou seu cabelo, saiu do banho, fez sua unha, secou seu cabelo, e foi arrumar
alguma roupa.
Antes que ela decidisse o que
vestir, ligou para Camila, para contar o que Joe havia dito, segundo Camila, o
que Joe fizera era, “Muito fofo, mais muito brega.”, isso claramente arrancou
algumas gargalhadas de Demi. Entre Camila e Sam, tudo estava indo bem, Sam ia
todos os dias a cafeteria, passando quase toda a sua parte livre, com ela, e
quase todas as noite Camila ia para casa de Sam, após seu expediente, não é necessário
muito esforça para adivinhar o conteúdo das visitas.
Devidamente vestida, porém ainda bem
adiantada, Demi liga para Joe.
_ Ei, acertei o horário do
intervalo? – pergunta.
_ Acertou sim. – Joe ri. _ Estou
aqui na sala do professores, ignorando a todos, lendo seu livro. – Demi sorri.
_ Já conseguiu sair dos primeiros
capítulos? – ri.
_ Ah, você está rindo de mim é? –
finge desapontamento. _ Pois saiba que estou quase na metade de seu livro.
_ Acho que você conseguiu me prender
com seu livro.
_ Então tenho meu primeiro fã?
_ Você tem seu fã número um. – Demi sorri,
alegre.
_ Eu te amo. – diz, com a voz boba,
com um sorriso bobo, como uma menina boba.
_ Eu te amo. – repete Joe, tão bobo
quanto.
Os dois conversam até que o
intervalo de Joe acaba. Demi ainda tem tempo de sobra, mas acaba saindo mesmo
assim.
Ela para em uma lanchonete para
comer, mesmo sabendo que poderia ter ido a um restaurante, e ter um almoço
digno. Ela enrola para terminar de comer e quando termina se dirige ao ponto de
ônibus, se tudo desse certo, ela chegaria a Editora, com tempo para se acalmar,
para não fazer feio.
O horário de Joe, finalmente,
termina e ele vai direto para seu apartamento. Quando chega, liga a TV e começa
a pensar no cardápio que faria para
Demi.
“Um
grave acidente, entre um ónibus e um caminhão desgovernado, acaba de acontecer no
Bulevar Áustria, ainda não temos informações sobre as vítimas, mas...” Joe
desliga da televisão, não dá para pensar em nada de bom, com um noticia ruim na
cabeça.
No final ele pensa em fazer vários
pratos, já estava cansado de sempre fazer massas para ela.
Arroz, carne cozida, um puré de
batata, com uma salada verde. Para completar, para sobremesa, Joe prepara uma mousse
de limão.
Como não sabia a hora de Demi chegaria,
Joe deixa tudo apenas pré-pronto, arroz na primeira água, as batatas apenas
amassadas, sem ainda por nenhum tempero, ou leite, a carne, como precisaria de
um tempo a mais para ficar macia, não chegou a ser um problema, nem a mouse,
que poderia ficar pronta na geladeira, o tempo que precisasse.
19 horas, Joe começa a ficar um
pouco frustrado, não sabia que a reunião poderia demorar tanto. Como se
imaginasse seu pensamento, Joe recebe uma ligação em seu celular, quando vê de
quem, sorri, é Demi.
_ Oi amor. – começa aliviado e
sorridente.
_ Perdão, é o Joe? – pergunta uma
voz masculina, Joe fica um pouco tímido, mas logo a preocupação o toma.
_ Sim, sou o Joe, com quem eu falo?
_ Eu sou o tenente Erik, você
conhece a dona deste telefone? – pergunta. Várias hipóteses passam pela cabeça
de Joe.
_ Sim, é da minha namorada... Por quê?
_ Joe, preciso que você compareça a
rua San Louis, 500, você poderia? – pergunta.
_ Sim. – Joe responde com a garganta
seca.
Não
pode ser!
Continua
Capítulo
postado ;)
Caah:
kkkk não precisa ficar preocupada, todo fim leva a um outro começo ;)
Demi e Joe dormiram juntos naquela noite, não fizeram nada
demais, apenas se deitaram juntos e conversaram até dormirem. Joe ainda parecia
estar feliz até dormir, e Demi deixou que assim fosse, depois, quando fosse
inevitável, ela falaria com ele.
Assim que Joe saiu para ir trabalhar, Demi começou as
ligações para espalhar a boa nova.
Primeiro ligou para seu pai, que atendeu tão rápido, que
Demi tinha a impressão de que ele já a esperava.
_ Demi, minha menina prodígio, minha filha preferida. – o
pai a cumprimenta com entusiasmo, entusiasmo nunca antes visto, por mais que
ele sempre a cumprimentara com carinho.
_ Pai, eu sou sua única filha. – diz risonha. _ E pelo jeito
já te contaram a notícia. – diz um pouco chateada.
_ Sua mãe estava tão feliz ontem que até mesmo fez jantar, e
como você não voltou a ligar, ela não aguentou... – explica. Demi agradece
mentalmente por seu pai não estar te vendo neste momento, pois logo ele veria
que ela estava envergonhada. Ela sabia que deveria ter ligado para o pai, mas
quando ela esta ao lado de Joe, coisas
como ligar para os outros, mesmo que seja para seu próprio pai, se tornam
obsoletas.
_ Ah, ainda sim, queria tanto ter visto sua reação.
_ Ah, pode saber que foi a melhor possível. Hoje a noite
alguns amigos do meu trabalho virão aqui comemorar.
_ Você vai comemorar sem mim? – Demi ri.
_ Bom, uma festa sem você, e outras várias com vocês aqui. –
Demi sorri, como ela sentia falta do pai, será mesmo que ela abriria mão da
vida dela ao lado deles só por Joe? Não que Joe fosse pouco, só per ela ter
dúvidas sobre voltar para a sua cidade natal ou não, já demonstra que ele
importa e muito, para ela.
_ Vê se não exagera, pai, ainda é só o começo.
_ Como assim só o começo? Você ainda vai demorar muito para
voltar? – pergunta. Seu coração aperta, seu pai poderia até mesmo apoia-la, mas
ele também compartilhava o desejo de que ela voltasse, assim como sua mãe.
_ Não é isso, pai, mas o livro ainda vai ser editado, até lançar,
existem algumas etapas que eu quero estar presente.
_ Ah, sim, claro, mas por mim está tudo bem, o que vale é
que o mais importante você conseguiu. – fala, novamente, animado.
_ Sim, o mais importante já foi. – confirma Demi. _ Eu te
amo pai.
_ Eu te amo muito minha filha. – diz com uma voz saudosa. _
Nós aqui te amamos. – Demi não queria chorar, mas chorou, então, não querendo
que pai soubesse que ela chorava, inventou uma desculpa para desligar o
telefone com urgência.
Após alguns minutos, mas calma, Demi liga para Sam, ela
queria ligar primeiramente para Camila, mas resolveu que mais tarde passaria na
cafeteria, para contas a novidade para ela.
Se seu aí atendeu rápido, Sam demorou e muito, quando Demi
já estava pensando em desligar e tentar mais tarde, Sam atende.
_ Ei, Demi. – ele parece um pouco ofegante.
_ Ei, Sam, estou te atrapalhando em algo? – pergunta.
_ Não, não, claro que não, pode falar. – diz, mas tranquilo.
_ Bom, acho que você ainda não ficou sabendo da novidade. –
arrisca dizer, ao perceber que ele não comentou nada.
_ Acho que não, o que é? – pergunta.
_ Ontem o Gabriel veio aqui...
_ Oh. – diz, como se previsse
algo ruim.
_ Não. – Demi ri. _ Ele veio me dizer que meu livro será
lançado. – diz e escuta Sam comemorando do outro lado da linha.
_ Demi isso é ótimo! – Demi fica feliz ao ver que ele ficara
realmente feliz por ela, isso significa que ele realmente importa. _Sim, o
livro dela vai lançar. – escuta a voz de Sam dizer, quase que em sussurro. Mas com quem ele estava falando? Demi
escuta gritinhos finos, que, com toda certeza, não era de Sam, mas sim de uma
mulher.
_ Demi. – Demi se assusta com o grito de mulher em sua
orelha. Mas não qualquer mulher, e sim, de... Camila?_ Você conseguiu...
_ Camila? – Demi tentava a interromper, mas não conseguia.
_ Eu ainda não acredito que você conseguiu.
_ Camila o que você
está fazendo aí? – grita, enfim, conseguindo a atenção da amiga.
_ Demi, foque no importante, seu livro vai ser lançado!
_ Você deveria estar trabalhando. – Demi a ignora.
_ Aff, Demi, estou gripada. – mente.
_ Você não parece gripada.
_ O meu patrão não precisa saber disso. – contrapõe. Demi
ri.
_ E porque na casa do Sam?
_ Você realmente está me perguntando isso? – pergunta
Camila, mas não espera Demi responder. _ Estou aqui para terminar o que você
atrapalhou, há alguns dias atrás. –
responde. Demi gargalha.
_ Vê se não o machuca, ainda vou precisar dele para ilustrar
meu livro. – Camila ri.
_ Uau, que compreensivo da sua parte. – Demi ri.
_ Você sabe que estou brincando. – diz depois. _ Ele é um
bom homem, só isso.
_ Disso você pode ficar despreocupada, Demi, ele é... –
hesita... _ Ele é pra ficar. – diz com uma voz boba, a voz de uma garota
apaixonada...
Agora que todos estavam devidamente avisados, Demi relaxa um
pouco, toma um banho, come o que encontra na geladeira e assiste TV até que dê
a hora de Joe chegar.
Assim que Joe chega, ele vai direto ao apartamento de Demi,
sem nem mesmo olhar o seu.
Quando Demi o recebe, ele já logo a entrega uma sacola, com
um sanduiche do Subway e uma latinha de Coca-Cola.
_ A cada sai você me faz ficar mais apaixonada por você. –
comenta Demi, já abrindo sua latinha, e tomando um gole.
_ É esta a intenção. – a abraça e a beija.
Aquele beijo tinha tudo para ser apenas mais um beijo, mas
não foi. A cada segundo ele ficava mais intenso e quente.
_ Acho que podemos comer depois. – diz Demi, sugestiva,
quando finalmente se separam.
_ Sem duvidas. – concorda Joe.
Nem Demi, nem Joe prestam atenção a onde jogam seus lanches,
Demi tem quase certeza que sua Coca-Cola, esta derramada no chão. Mas porque se
importar com isso agora?
Assim que Joe a guia para o sofá da sala, deitando-a por lá,
Demi já começa a retirar a blusa de Joe, que não a impede, apenas continua a
beija-la, enquanto pode. Assim que Demi termina de tirar sua blusa, Joe se
levanta, apenas um pouco, para tirar sua própria calça, Demi, enquanto isso,
também se levanta um pouco, morde de leve seu queixo, e vai descendo do
pescoço, a barriga, beijando e dando pequenas mordidinhas, que fazia Joe se
arrepiar por completo. Joe volta a se deitar, encima de Demi, e vai direto
beija-la, com ferocidade.
Quando o beijo para, Demi já está mais que animada, e tira o
resto de suas peças, com rapidez, Joe também faz o mesmo.
Os se unem mais uma vez, podia ser apenas a segunda vez dos
dois juntos, mas a sincronia era imensa, como se eles já tivessem experiência,
como se o corpo um do outro estivesse sempre um colocado no outro.
Desta vez Joe comanda tudo, era a vez dele proporcionar o
prazer a ela.
E, apesar da pouca experiência dele, Joe não decepciona, logo
encontra a posição e velocidade ideal, fazendo Demi gemer e arranha-lo.
Beijos, arranhões, gemidos, dentes cerrados, suor, amor...
Hoje não houve nenhuma preocupação, nem mesmo, se por acaso os vizinhos
estariam sendo incomodados, hoje só importava aquele momento de puro prazer e
amor. Momento que para Joe, tinha sinônimo de começo, mas pra Demi, era sinônimo
de despedida.
Continua
Como prometido, capítulo
postado, espero que tenham gostado.
Demi não o dá espaço para entrar, Joe poderia não estar ali,
mas ela ainda não confiava nele o suficiente para deixa-lo entrar. Gabriel
percebe sua tensão, mas não reclama.
_ Preparada? – pergunta. Demi pensa em todas as
possibilidades, ele disse que era uma boa noticia, e, Demi espera que ele
esteja falando sobre o livro, então possibilidade número um: o editor chefe
gostou do livro, possibilidade número dois: ele conseguiu convencer mais alguém
do grupo dele que meu livro deveria ser lançado, dando-a assim, uma segunda
chance...
_ Sim? – respondeu, não dando muita segurança.
_ Seu livro Demi... Seu livro será lançado.
Demi não sabia como reagir. Abraçar Gabriel, desta vez,
estava fora de cogitação, mas alegria que estava dentro dela, ah, esta deveria ser extravasada.
Gritar? Pular? Tudo junto?
Tudo junto!
Gabriel gostaria de comorar junto com ela, mas sabia que
tinha perdido este direto na noite anterior, então, teve que se contentar em
despedir-se, e deixar Demi, sozinha, eufórica.
Camila e Joe estavam trabalhando, pelo menos até onde Demi
estava ciente, então ela não poderia comemorar com ele, pelo menos não por
agora, sendo assim, Demi correu até seu telefone e ligou para a casa de seus
pais.
O telefonema demorou um pouco para ser atendido, numa hora
dessas o pai, geralmente, ainda estava trabalhando, mas ela tinha uma pontada
de esperança que sua mãe a atendesse, já que da última vez em que elas se
falaram, ela foi mais receptiva com a filha.
_ Olá, Demetria. – fala a mãe de Demi, claramente não muito
feliz em atender aquela chamada. _ O seu pai não está. – a relembra.
_ Eu sei mãe. – diz Demi, tentando não deixar se abalar pela
frieza da mãe. _ Eu gostaria de falar com você também. – a mãe não diz nada. _
Mãe? – a chama, querendo saber se ela ainda esta a escutando.
_ Sim.
_ Mãe, eu... O meu livro. Ele vai ser lançado! – Demi vai
reanimando ao dar a notícia para sua mãe.
_ Isso... Isso... Isso é realmente... Ótimo. – a mãe não
parece saber como reagir, e isso, para Demi, é um bom sinal, pois significa que
a mãe se importa.
_ Eu queria que você e papai fossem os primeiro a receber
essa notícia. – na realidade, foi por falta de opção, mas Demi não precisava
dizer algo assim, era até melhor os pais serem os primeiros a descobrirem,
afinal de contas, eles foram os primeiros a apoia-la, bom, pelo menos o pai de
Demi a apoiou desde o começo.
_ Fico muito feliz por isso Demi, muito mesmo. – diz, mas
não desenvolve o assunto. Demi se pergunta como será sua relação com sua mãe
daqui pra frente. As duas eram tão unidas, mas agora, mal conseguem se falar
por muito tempo. _ Isso significa que você vai voltar? – pergunta depois de
alguns minutos de silêncio.
_ Depois que o livro lançar, sim. – responde Demi.
_ E isso leva muito tempo?
_ Ainda não sei. – responde. _ Mas o importante é que vai
lançar e que eu vou voltar. Não é? – pergunta.
_ Sim. – o silêncio volta.
_ Mãe?
_ Sim.
_ Você ainda está magoada comigo? – pergunta já com medo da
resposta.
_ Não. – responde, mas não parece sincera. _ Eu me preocupo
com você Demi, só isso.
_ Não há porque se preocupar, mãe, eu estou bem. – a
consola.
_ Eu sei. Mas... Prefiro você perto. Só isso. – assume.
_ Eu sinto sua falta mãe. – diz Demi, quase chorando.
_ Você ainda tem comida? – pergunta ignorando o momento fofo
com a filha, mas Demi ri, afinal de contas, era só preocupação.
_ Alguns restos, mas eu me arranjo, não precisa se
preocupar.
_ Eu sei. – repete. _ Mas não significa que eu não vá me
preocupar. – a reprime. _ Você quer que eu diga para seu pai, ou vai querer
ligar para falar você mesma? – pergunta.
_ Eu quero ligar. – responde, o pai ficaria tão eufórico,
ela queria ver, quer dizer, escutar, esta reação em primeira mão.
_ Tudo bem então. – diz a mãe. _ Eu tenho algumas coisas
para fazer, Demi. – começa. _ Então é melhor desligarmos. – diz.
_ Tudo bem. – diz Demi, ela queria falar mais com a mãe, mas
este telefonema já havia sido um avanço e tanto, ela estava feliz assim. _
Tchau mãe. Eu te amo.
_ Tchau Demetria... É... Eu te amo filha. – desliga.
Demi estava feliz, mas isso não a impede de chorar feito um
bebê após o telefonema com a mãe.
Ela sentia tanta falta de casa... Ela sentia falta de como
as coisas eram antes, mas ao mesmo tempo, Demi estava tão feliz com o que tinha
conquistado. Seu livro iria ser lançado, ela estava namorando... Tudo estava se
encaminhando para um desfeche perfeito, mas...
Se ela voltar para casa, isso significa dar adeus a Joe.
Demi se sentia no paraíso, porém seu paraíso estava
ameaçando se ruir.
No local e hora marcada, Demi se encontra com Joe. Ambos se
beijam na porta da escola, assim que se encontram, sem nenhum pudor. Joe nunca
faria isso há um tempo, bom, há um tempo Joe nem mesmo beijado tinha...
_ Você está linda. – diz Joe.
_ Nem estou arrumada. – reclama Demi. _ Esse frio... – Demi
queria ter vindo mais elegante, mas como não tem muitas roupas para tempo frio,
teve que se virar com um jeans claro, uma bota que ela nem mesmo sabia o porquê
tinha trago, já que apertava seu pé, mas que, só por hoje, agradeceu por ele
estar ali, e uma blusa de lã com alça caída.
_ Você está linda.
– reafirma, agora com veemência. Demi sorri. _ Vamos? – pergunta.
_ Vamos. – responde sorridente.
O restaurante que Joe a leva e perto de onde ele trabalha,
porém não na rua principal, mas em sua interjeição, que é uma rua bem mais
tranquila.
O restaurante tem uma fachada simples, Demi só percebe que é
ali, quando Joe para na frente, pois senão ela passaria sem notar nada. Dentro
é um lugar espaçoso e iluminado, uma boa parte das mesas está ocupada, a
maioria por casais mais velhos, com uma ou duas famílias por ali. O lugar tem
cheiro de massa, e isso faz o estomago de Demi roncar.
O garçom os guia para uma mesa no canto do salão, os entrega
o cardápio e os deixa sozinhos.
_ Esta com fome? – pergunta Joe.
_ Seria muito mal educado dizer que sim em nosso primeiro
encontro? – pergunta.
_ Não é exatamente nosso primeiro encontro. – responde.
_ Bom, é o primeiro oficial. – contrapõe. Joe ri.
_ Bom, eu não ligo muito se você disser que sim, no fundo
até prefiro, pois apesar de ser a opção mais barata, não quero pedir salada só
para fazer pose. – Demi gargalha.
_ Então estou. – responde.
_ Então pizza? – sugere.
_ Pizza. – concorda.
Após fazer o pedido, Demi e Joe começam a conversar.
_ E como foi seu dia? – ela pergunta.
_ Foi bom, na verdade, foi bem normal. – sorri tímido. _
Provas e mais provas, mas foi bom, pois eu pude começar a ser seu livro.
_ E você já tem alguma opinião formada? – pergunta.
_ Quando eu digo começar, eu digo bem no começo mesmo. –
cora. Demi ri.
_ Tudo bem, sem pressa.
_ Mas e você? Como foi seu dia? – Demi hesita; antes ela
estava tão eufórica para contar, mas agora não parecia uma notícia tão boa
assim.
_ Foi bom. – começa.
_ Só?
_ Joe, eu tenho que te contar uma coisa. – diz seria. Joe se
assusta um pouco, mas tenta não demonstrar. _ Meu livro vai ser lançado. – Joe
parece paralisado no começo e Demi se pergunta se foi uma boa ideia falar isso
ali, enquanto ambos estavam tão bem.
_ Demi. – ele sorri. _ Isso é ótimo! – ele se empolga. _
Isso é muito bom. – Demi sorri ao vê-lo feliz por ela, mas será que ele não
percebeu o que isso implica? _ Demi, eu deveria ter levado você a um lugar
melhor, para comemorarmos, podemos cancelar o pedido, eu já ouvi falar de um
restaurante aqui perto que dizem que é o melhor da região... – Joe fala sem nem
mesmo dar espaço para respirar.
_ Joe. – Demi o interrompe. _ Não precisa, aqui está ótimo.
– sorri. _ É pizza, não há melhor maneira de comemorar. – diz e Joe relaxa.
_ Demi, isso é tão bom. – ele sorri todo bobo, assim como
Demi no inicio.
_ Você realmente está assim, feliz por mim? – pergunta, só
para garantir.
_ Claro, e porque não estaria? – pergunta Joe.
Ele não fazia ideia, Demi pode perceber, ele não percebe que
quando o livro for lançado, ela irá embora, que eles provavelmente teriam que
terminar. Demi poderia até ficar, por ele; aqui é um bom lugar, mas ficar
envolvia perder seus pais, e ir
envolvia perder Joe.
_ Nada. – ela sorri. Joe estava feliz, não tinha percebido
nada, então porque estragar isso agora? Demi seria feliz, viveria, pelo menos
por enquanto, em seu paraíso, mesmo que ele fosse uma doce ilusão.
Joe havia entendido bem que deveria esperar explicações de
Demi, que não era certo julga-la só por ser abraçada por um homem ou o
convidado para seu apartamento, mas beijá-lo? Na frente de todos?
Demi, ainda sem ver que Joe estava logo atrás de si, empurra
Gabriel, e o dá um tapa no rosto, fazendo um barulho alto, chamando a atenção
de todos.
Gabriel, com olhos arregalados e com a mão no lado do seu
rosto que havia sido atacado, vira a Demi sem entender nada.
Camila, que pegara o beijo forçado em seu final, observa que
Joe está paralisado, com uma expressão que mistura tristeza e ódio. Ela teria
que intervir.
_ Resolva com Gabriel, eu resolvo com Joe. – disse
rapidamente, ao passar por Demi e ir até Joe, e Demi, que só agora o vê ali, se
desespera. _ Venha comigo. – diz Camila, puxando Joseph pelo braço, a força,
arrastando-o para o quarto mais próximo.
Dentro do quarto, Joe vai diretamente até a cama e se senta
nela, como se estivesse derrotado.
_ Eu não acredito que você ache que a Demi está te traindo.
– Camila não fica feliz.
_ Não é isso. – responde Joe, sim, ele teve duvidas no
começo, isso antes de Demi bater em Gabriel.
_ Então?
_ Parece que sempre tem algo. – diz Joe. _ Sempre tem algo
no meio do caminho, para nos atrapalhar, às vezes sou eu, às vezes é outra
pessoa, às vezes a própria Demi. Vai ser sempre assim? – pergunta Joe,
realmente cansado.
_ Talvez. – admite Camila. Joe se espanta com a resposta,
ele esperava por um pouco de consolo, mas também, ele estava falando com
Camila, não é? Ele não podia esperar falso consolo. _ Mas isso não quer dizer
que não vale a pena insistir. – conclui. Joe espera um pouco para se
pronunciar.
_ Pensei que você não me quisesse junto a Demi. – observa.
_ Não é que eu não quero, só acho que vocês dois são dois
tipos de pessoas diferentes demais, porém, você a faz feliz, e sei lá, você
parece feliz com ela, no final é isso que importa, não é? – sorri fraco.
_ Obrigado. – diz Joe. _ Por me apoiar, mesmo... Com tudo.
_ Você é um cara legal. – diz Camila. _ Então vê se não
fode. – diz, fazendo Joe rir, e deixando-o lá.
Demi entra no quarto após um tempo, ela já havia se
esclarecido com Gabriel, que pediu desculpas.
_ Joe...
_Demi. – Joe a interrompe. _ Não precisa dizer nada. – Joe se
levanta, vai até a ela e a toca no
rosto, acalmando-a.
_ Mas...
_ Shhh. – Joe a interrompe e a beija. Era só isso que ambos
precisavam.
_ Você sabe que não precisa ficar aqui, me ajudando. – diz
Sam, amarrando o último saco de lixo.
_ É impressão minha, ou você já está me querendo longe? –
pergunta.
_ Claro que não. Mas você vai trabalhar e bom... Você
deveria descansar, não?
_ Eu trabalho em uma cafeteria, qualquer coisa é só me
entupir de cafeína.
_ Não acho algo muito saldável de se fazer. – diz, Se
aproximando de Camila, tirando a vassoura de sua mão e a abraçando. _ Mas já
que você diz...
_ Pode não ser saudável. – o dá um selinho. _ Mas também não
mata. – Da outro selinho, mas desta vez, puxa o lábio de Sam, com delicadeza no
final, deixando-o todo arrepiado.
_ Você realmente tem que ir trabalhar amanhã? - pergunta, fazendo careta e apertando Camila
ainda mais contra si.
_ Não sei... – diz sugestiva. _ Acho que vou acordar gripada
amanhã. – pisca.
_ Então seria bom eu cuidar de você... – a beija, já a
levando para o sofá. Desta vez Demetria não atrapalharia.
O dia amanheceu, e antes mesmo que Joe saísse para seu
trabalho, Demi tocou sua campainha.
Joe a atendeu, alegre, ele já estava pronto, havia acabado
de tomar seu café da manhã.
_ Não pensei que você iria acordar tão cedo. – observa,
ainda eram 6 da manhã.
_ Hoje tenho uma entrega especial. – diz, mostrando o
montante de folhas em sua mão. _ Meu livro. – Joe encara o bloco de folhas A4
na mão de Demi.
_ Pensei que fosse menor. – admite, pegando o livro.
_ 180 folhas A4. – diz satisfeita. _ Não seja tão cruel,
você mesmo me disse que em tempo de aplicação de provas, vocês professores
costumam ter um tempo livre. – Joe ri.
_ Tudo bem, eu vou ler, eu realmente preciso saber o que
acontece no final. – Joe acaricia a mão de Demi. _ Nos encontramos durante a
tarde? – pergunta.
_ Esta me convidando para sair?
_ Se você me prometer não pedir o prato mais caro do
restaurante. – diz Joe, fazendo-a rir.
_ É um lugar muito chique? – pergunta. _ Só para saber o que
vestir.
_ É um lugar bom. – fala um pouco tímido. _ Mas não acho que
eles ligariam tanto se você fosse de pijama. – Demi ri.
_ Que horas então?
_ Saio do serviço às 17 horas.
_ Te encontro na porta da escola então. Pode ser?
_ Nunca quis tanto que o tempo passasse mais rápido. – a da
um selinho.
O dia vai passando e Demi vai se afundando cada vez mais na
leitura de seu próprio livro, ela queria ver novamente sua obra, entender o
ponto de vista dos editores, amigos de Gabriel, e enxergar o que ele a dissera,
sobre o novo que seu livro poderia trazer.
Talvez ela realmente pudesse mudar algo, pois, por mais que quisesse,
Demi não tinha tanta expectativa sobre o editor chefe lendo seu livro, ela
queria acreditar que ele gostaria, mas publica-lo? Não que ela menosprezasse
sua historia, mas após tudo o que ela escutara, ela tinha ficado um pouco
insegura.
A campainha toca.
Demi estranha, pois não tinha combinado nada com ninguém,
ainda assim, por descuido talvez, ela abre a porta sem nem mesmo checar quem
era.
Seus olhos se arregalam a ver a figura do lado de fora. O
que ele estava fazendo ali?
_ Gabriel?
_ Ei Demi. Hoje trago boas notícias.
Continua
Ei gente, capítulo
postado, espero que gostem.
Outra coisa, queria
pedir um favor para vocês, tem como vocês se inscreverem no meu canal do
youtube? https://www.youtube.com/user/nandaisfuc
se quiserem visualizar meus vídeos, fiquem a vontade.
Caah: Não vai ter
porrada, mas no final deu tudo certo entre os dois :D Muito obrigada por comentar.
Bjssssss
Fabíola: kkkkkkkkkkkkkk
pula não, pense que eu preciso estar viva pra escrever, mas olha pelo lado bom,
deu certo no final :D. Muito obrigada por comentar. bjsssssssss