quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

22. Gabriel, mas nada de Anjo – Não Existem Poesias



Demi foi a ultima a chegar a uma “festa” feita para ela, uma garfe? Sem duvidas, mas algo a dizia, ao entrar na casa de Sam, que ninguém ali se importava muito.
 Ela não conhece ninguém, e tinha bem mais gente que o planejado, pelo menos por ela.
_ Pelo jeito vai ser uma festa bem animada. – diz Joe, um pouco incomodado, da ultima vez que ele se “aventurara” em uma festa, ele acabara bêbado, dormindo encima de Demi.
_ Acredite. – começa Demi. _ Estou tão surpresa quanto você.
Demi vai adentrando mais na casa de Sam, olhando para todos os lados, tentando encontrar um rosto familiar.
_ Demi. – chama Sam, eufórico, do outro lado da sala. _ Oi Demi. – a abraça forte, claramente um pouco alterado.
_ Sam. – Demi o cumprimenta alegre. _ Esta não era uma festa pequena? – pergunta, fazendo de tudo para não parecer grossa.
_ Bom... Era... – começa meio sem jeito. _ Mas você sabe né... Artistas... Conhecem muita gente... São animados... Geralmente sem horários... – ele ri.
_ Pelo menos vai ser uma festa bem animada. – Demi sorri tímida, porém não sincera.
_ Exatamente, precisamos fazer algo bem animado, não é?
_ Claro. – mas Demi não estava realmente animada. Demi não tem problemas com grandes festas, nem multidões, na verdade, ela até gosta. Mas hoje, por algum motivo, ela queria um pouco de paz, algo tranquilo, só um encontro entre pessoas legais, algo calmo, nada demais.
Agora ela se pegava pensando, será que Sam sentiria falta dela, caso ela não tivesse vindo?
_ Vou te apresentar para todos aqui. – diz Sam, mas alguém o chama. _ Só... Daqui a pouco eu te apresento a todos. – ri e Demi ri junto, ele não iria a apresentar a todos, isso ficara obvio já.

Demi suspira, quando Sam sai, ela não conhece muito da casa, mas “arrasta” Joe consigo, até encontrar um lugar com menos gente, que é no fundo da casa, no primeiro andar, perto de onde Sam guarda seu lixo.
_ Você não parece muito feliz. – percebe Joe.
_ Queria algo mais calmo. – confessa.
_ Sério? – pergunta Joe, descrente.
_ Bom, é bem obvio que ninguém aqui está por mim, então não faz muito sentindo eu estar aqui. Eu poderia estar em casa... Com você... – se aproxima de Joe, levantando seus braços, para abraçar a nuca de Joe.
_ Só comigo? – pergunta Joe, sugestivo.
_ Só com você. – confirma Demi, também sugestiva.
Os dois se beijam por um longo minuto.
_ Demi. – começa Joe, assim que separam o beijo. _ Do que se trata seu livro? – pergunta. Demi ri.
_ Porque você está perguntando isso agora? – estranha.
_ É tão raro as pessoas perguntarem? – pergunta Joe.
_ Não. – responde. _ Mas você nunca pareceu muito interessado. – confessa. Joe não diz nada, mas no fundo ele se sente mal, ele era um péssimo namorado.
_ Mas agora eu estou. – disfarça.
_ Bom... – Demi se separa um pouco, mas ainda segue próxima de Joe.  _ Fala sobre uma garota, que se mete em problemas por causa do seu namorado. – começa. _ Mas como ela é de uma família importante, sua única punição é cuidar de idosos em um asilo. Lá ela encontra um casal de idosos, e se torna muito amiga da senhora, e bom... O resto é história.
_ Como assim “o resto é história”? – pergunta Joe.
_ Você vai querer que eu te conte tudo? E a surpresa? – indaga.  
_ Bom...
_ Você vai ter que ler para saber o que acontece.
_ Ela muda? – pergunta.
_ Sim... – responde.
_ Então este é o fim? – pergunta.
_ Mais o menos. – responde.
_ Como assim, mais o menos?
_ Joe, eu não vou te contar.
_ Mas porque não?
_ Se você quiser saber o que acontece, leia.
_ Você faz isso com todo mundo? – pergunta.
_ Sim.
_ E todo mundo cai? – pergunta Joe.
_ Bom... Todos leram. – dá de ombros.  Demi suspira presunçosa.
_ Então... Como que eu posso ler?
_ Faço uma copia para você. – sorri e o dá um selinho.

_ Aí está você. – Demi se assusta, se separando de Joe.
_ Camila?! – As duas se abraçam.
_ Pensei que você nem vinha mais, tampinha. – se separam.
_ Tive... Um pequeno... – Camila já viu Joe, e desfaz o sorriso.
_ Não precisa explicar. – a interrompe. _ Pelo menos não agora. – encara Joe, que, tímido, desvia o olhar. _ Hoje é noite de festa.
_ E você não tem que trabalhar amanhã? – pergunta Demi, encaixando outro assunto, para ignorar o clima que ficara por ali. Demi não sabia sobre a conversa que Camila e Joe tiveram, mas Camila acompanhou a briga, e tinha deixado bem claro que achava que deixar Joe de lado fosse o melhor a se fazer.
_ Bom, ter eu tenho. –admite. _ Mas quem liga quando... – Demi acha que a amiga esta fazendo suspense, mas na realidade Camila avalia se vale a pena falar na frente de Joe ou não. _ Você é pedida em namoro pelo cara mais gato do universo.
_ Não!
_ Sim!
_ Não!
_ Sim! – as duas gritam histéricas, assustando a Joe.
_ Quando? Como? – Demi pergunta.
_ Longa história, mas, resumindo, eu cheguei mais cedo, conversamos um pouco, e descobrimos que gostamos um do outro. – resume. Demi dá pulinhos de alegria.
_ Isso é ótimo!
_ Não é? Mais um motivo para comemorar! 
_ Logico. – agora Demi esta realmente mais empolgada.
_ Vocês dois. – diz Camila, ignorando o fato de não estar tão satisfeita com a escolha da amiga, e incluindo Joe. _ Já pra dentro aproveitar a noite.

Demi e Joe aproveitaram da melhor maneira possível. Joe arriscou-se a beber um pouco, mas desta vez se controlou, não queria ficar bêbado novamente, no máximo um pouco zonzo. Sam acabou a apresentando para alguns convidados, quando ele podia, pois toda hora alguém o chamava, ou ele estava se agarrando a Camila em algum canto.
_ Vou ao banheiro. – sussurra Joe, no ouvido de Demi, e ela apenas acena como confirmação. Joe vai até o banheiro, que não está muito longe de onde eles estavam, no segundo andar.
_ Oi Demi. – Demi procura de onde a voz vem, e vem de Gabriel, que está logo atrás dela.
_ Oi Gabriel. – os dois se abraçam.
_ Oi Demi. – repete. _ Fico feliz por não termos colocado você muito pra baixo. – diz sorrindo tímido.
Na verdade colocaram. –pensa Demi.
_ Bom, o Sam me ajudou bastante. – admite, rindo de canto.
_ Peço perdão pelos meus colegas. – diz ele.
_ Sem problemas, vida que segue. – tenta manter-se positiva.
_ Bom, mandei a copia do seu livro para o nosso editor chefe. – diz Gabriel.
_ Como? – Demi não entende.
_ Mandei a copia do seu livro para o nosso editor chefe. – repete.
_ Mas por quê? – pergunta Demi.
_ Ele vai ler seu livro e talvez ele aceite publicar. – responde calmo.
_ Mas se vocês... Desculpa, não redimindo seu trabalho... Mas se você e seus amigos não publicaram porque justo seu editor chefe iria? – pergunta Demi.
_ Talvez porque ele seja um dos fundadores da editora e saiba, como ninguém, o que é melhor para ela?
_ Mas, se não passou por vocês... – insiste.
_ Demi, eu amo minha profissão, amo meus amigos, mas com o tempo nós ficamos um pouco... Previsíveis? – não encontra a palavra ideal. _ Nós acabamos nos guiando pelo que já está aí. Se o livro do momento é sobre bruxos, vamos procurar lançar livros que envolva magia; se o livro mais vendido do ano é sobre vampiros, vamos lançar um monte de livro sobre vampiros, se o livro que todos estão falando é sobre um sadomasoquista, vamos procurar lançar livros que contenha sadomasoquistas... É assim, acabamos seguindo a corrente, mas nos esquecemos de que para estes livros se destacarem, alguém teve que acreditar nele e publica-lo, mesmo quando seu enredo não estava no auge. – Explica. Demi sente como se todo o seu mundo tivesse ganhado uma explicação. Aquilo fazia sentido.
Talvez o livro de Demi não fosse ruim, talvez ele não fosse publicável porque é ruim, mas sim porque o assunto do livro, não é o que prende a todos no momento, o que não significa que nunca prenderá.
_ Mas... Então você acha que ainda tem alguma chance? – pergunta eufórica.
_ Claro que tem. – responde sem pestanejar.
_ Gabriel, você é meu anjo! – Demi, alegre, abraça Gabriel, e ele corresponde.
Demi não sabia, mas isso foi um erro.
Assim que Demi separa o abraço, Gabriel a pega pelo rosto e a beija.
Joe que já voltava do banheiro vê.


Continua



Nesta altura do campeonato, já é bem obvio que não consegui cumprir com as datas da maratona. Mas, acreditem, sempre tem um lado bom.
Quando fiz as datas da maratona, fiz uma organização que coubesse todos os capítulos restantes da fic, sim, a fic iria acabar dia 31, no seu 27º capítulo, bom, ainda vai acabar no 27º capítulo, mas não mais no dia 31.
Então, sim, vocês ficaram sem atualização, mas de certa forma, garantiu um pouco mais de “Não existem poesias” para vocês ...

Caah: Postado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Anonimo: Peço perdão por te fazer sentir assim, não é intencional, só que confesso que não consigo organizar meu tempo de modo que eu consiga realizar todas as tarefas que prometo, estou tentando, mas está bem difícil. Ainda assim muito obrigada por comentar. Bjsss
Nessa: JURA!!!?? Parabéns moça, felicidades!!!! Desculpa não ter postado pra lhe dar esse presente, mas ainda assim, lhe desejo tudo de bom. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Fabiola:  Sentiu certo viu moça kkkkk, agora é ver como isso vai se desenrolar. Muito obrigada por comentar. Bjsss 

21. Dois casais? Sim, dois casais! – Não Existem Poesias


Camila tinha dito que chegaria mais tarde, mas assim que saiu do trabalho, resolveu que era melhor ir direto, Sam mesmo havia insistido que não era algo chique, ela poderia muito bem ir com sua calça jeans, e sua blusa branca simples, não precisava se arrumar como se fosse ir para uma balada de verdade.
Assim que chegou a porta de Sam, Camila olha a hora na tela do seu celular e percebe que chegara quinze minutos mais cedo.
Ótimo. – pensa frustrada. Agora era esperar alguém mais chegar, assim não precisaria pagar muito mico.
E assim foi, Camila encostou-se ao poste de luz, frente a casa de Sam e por lá ficou.
Mas não por muito tempo.

_ Eu duvidei um pouco que fosse você. – começou Sam, parando ao lado de Camila. _ pois você disse que iria atrasar, mas quando olhei pela janela, eu não pude deixar de ficar curioso. – Camila ri.
_ Você disse que não teria problemas eu vir simples. – disse apontando para si.
_ Bom, se simples assim você já fica tão bonita... – sorri.
_ Porque você é assim? – pergunta Camila. Sam estranha.
_ Como assim?
_ Tão simpático comigo?
_ Você nunca não foi simpática comigo. – respondeu obvio.
_ Você sabe que eu tenho interesses por você? – pergunta Camila. _ Desde o primeiro dia?
_ Bom, não sabia que era desde o primeiro dia, mas... Da última vez que nos vimos ficou bem claro que você tem interesses por mim. – sorri tímido.
_ Mas, você me trata com respeito mesmo após isso... – Camila parece confusa.
_ Eu não estou entendendo aonde você quer chegar. – admite.
_ Eu nunca fui de relacionamentos sérios, e, apesar de gostar de você, naquele dia iria ser só um caso rápido, talvez eu nem mais olhasse para você, não tão cedo... Mas você ainda é simpático comigo.
_ Eu nunca disse que sou santo. – responde. Camila ri. _ Você gosta de mim? – pergunta, após alguns segundos de silêncio.
_ Gosto. – admite, após pensar um pouco. _  E você? –pergunta Camila. _ Gosta de mim? – ela agora o fita esperançosa.
_ Gosto. – responde Sam. _E muito.


Não Demi!
Não é para isso que você veio para cá!
É pelo seu livro! Santo Deus! Pense no seu livro!
Pare Demi! Pare!
Faça-o parar!
Você não pode!
Não novamente!

_ Joe. – tentava interrompê-lo para poder se recompor. Mas Joe não deixava, mais um beijo.  _ Joe. – tentou novamente, desta vez, de verdade. _ Eu preciso ir. – se esforça, para não se deixar levar novamente. _ Joe, não. – agora Joe se afasta.
_ Não haja como se não tivesse gostando.
_ Eu não falei que não estava. – diz sem pensar, e se arrepende, custava tanto mentir desta vez? _ Quer dizer...
_ Volta comigo. Eu juro melhorar. – pede.
_ Joe...
_ Demi, eu não sou perfeito para você, mas eu juro que vou tentar fazer meu melhor, me dê só mais uma chance.
_ Joe...
_ Só me diga que sim. – insiste. Demi suspira.
Ah Joe, porque você faz isso comigo?
_ É isso que você quer? Você realmente quer isso? – questiona.
_ Sim. É o que eu quero. – responde. _ E eu não estou bêbado desta vez. – Demi ri. _ Podemos recomeçar? – pergunta.
_ Isto não está certo Joe. – diz Demi.
_ Eu fui correto minha vida inteira Demi, mas só fui feliz quando te encontrei. – confessa, Demi não resiste.
_ Só não diga que eu não avisei.

Continua


Mais daqui a pouco...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

20. Seja 'O' Joe - Não Existem Poesias


Joe descobrira muitas coisas desde que conhecera Demi, mas a pior descoberta, sem dúvidas, foi a última, Joseph é orgulhoso.
Ele queria tentar falar com Demi, pedir desculpas por não ter sido um bom namorado, agora ele podia ver, Demi e ele tinham pulado várias etapa de um relacionamento normal, e isso não era apenas culpa dele, mas bom, alguém tinha que iniciar uma reconciliação, não é? E Joe queria que esta reconciliação acontecesse, não é? Mas ele iria? Bom, não.
Demi, sem nem mesmo saber, tinha entrado no mesmo barco, ela gostaria de pedir desculpar, afinal de contas, ela teria que ficar aqui, querendo ou não, se seus pais não a aceitasse em casa, ela não teria por onde ir, ela tinha conhecidos lá, alguns amigos, mas ainda assim, se fosse para voltar a sua cidade, tinha que ser para sua casa, não para de um amigo. Porém  no caso de Demi, não era o orgulho que a atrapalhava, mas sim o medo, ela já tinha tomado uma decisão, ela não quer mais se envolver com ele, sua vida aqui agora, seria apenas pelo seu livro e mais nada, e ela temia, que ao pedir desculpas, ao chegar tão perto dele, ela falharia e voltaria a quere-lo.
O telefone de Demi toca e ela vê que é Sam.
Ela se prepara para o assunto que se formaria neste telefonema.
_ Oi. - atende sem animação.
_ Olá Demi. - diz ele do outro lado da linha, porém não triste, normal. _ primeiro, peço perdão pelo que te fiz passar. - inicia.
_ Não precisa se desculpar, você queria me ajudar...
_ Ainda sim Demi, nunca imaginei que eles seriam tão brutos e insensíveis.
_ Você... você sabe o que eles falaram? - perguntou Demi intrigada, ela mesma não tinha dito a ninguém.
_ Creio que você conheceu o Gabriel. - diz ele. _ Ele é um bom amigo meu.
_ Agora entendo o porquê dele ter sido o mais gentil.
_ Se você acha que é por minha causa, sinto lhe dizer, mas ele não fazia ideia que você é minha amiga, nem eu sabia que seria o grupo dele a "julgar" seu livro.
_ Fingir que creio. - tenta brincar.
_ Bom, não é exatamente por isso que eu te liguei.
_ Não?
_ Não. Eu quero de convidar para uma comemoração.
_ Comemoração? - Demi não entendi onde Sam queria chegar.
_ Sim, vamos comenorar sua visita a editora.
_ Você esta ciente que foi uma tragédia, não esta? - pergunta Demi
_ Eu não diria tragédia, mas sim, sei que seu livro não foi aceito, e eu proponho uma comemoração por isso, pois quando seu livro estiver lançado e vendendo muitos e muitos exemplares, eles estarão lá, se mordendo por terem perdido esta oportunidade.
_ Sam. - Demi começou sem animo. _ Você não precisa fazer isso comigo. Eles disseram as razões deles e eu entendi, não fique me iludindo assim.
_ Demi. - agora ele parecia um pouco ofendido. _ Talvez eu não tenha deixado bem claro quando nos conhecemos, mas eu não sou do tipo que ilude autores, ilustrar é meu trabalho, eu vivo disso, não posso perder tempo ilustrando um livro do qual eu não acredito, muito menos buscando editoras para tal, não sei porque você acha que estou te iludindo, só te digo que eu não faço isso, não mesmo. - Demi pensa um pouco.
_ Onde? - pergunta e escuta uma risada de Sam do outro lado.
_ Na minha casa, hoje, as cinco.
_ Você sabe que hoje ainda é terça-feira, não sabe?
_ Sei. - garantiu Sam. _ Não se preocupe, não vai ser uma festa de arromba. Vai ter muita comida, você vai conhecer algumas pessoas legais, talvez eu abra um vinho, mas isso é o mais imprudente que vamos fazer hoje. - Demi ri. _ Já chamei Camila. - diz ele.
_ E ela vai? - pergunta um pouco surpresa, por ela aceitar ir a uma festa em plena terça-feira, mas depois ela lembra que se trata de Camila, e, o mais importante, quem a convidou foi Sam.
_ Sim. - responde. _ Disse que vai atrasar um pouco, mas que vem. - ele parecia feliz.
_ E vocês vão tentar novamente? - pergunta.
_ Vamos conversar, ver... Quem sabe? - responde como se não quisesse nada, mas sua voz o entrega, ele, mas que ninguém, quer tentar novamente.
_ Bom, pode me confirmar na lista, e desta vez me avise se não for para bater na porta. - Sam ri tímido.
_ Então te espero. - diz empolgado.

Demi toma um banho básico, e desta vez não se preocupa muito com o que vestir, vestidinho preto de alça, e uma rasteirinha preta com detalhes dourado, ela ainda lembrava-se do dia em que ganhou esta rasteirinha, foi o último presente que seu avô deu em seu aniversário, não tinha muito tempo, e por isso ainda doía lembrar da sua morte, ela nunca usara aquela rasteirinha, seria hoje a primeira vez.
Faltando apenas vinte minutos para o horário combinado, Demi começa a trancar seu apartamento, era óbvio que ela chegaria atrasada, mas ela contava com que isso não fosse considerado falta de etiqueta, por parte dela.
Assim que fecha sua porta, Demi encontra com Joe, que ela não sabia, mas que estava indo vê -la.
_ Oi. - diz ele.
_ Oi. - repete ela.
_ Você está saindo? - pergunta.
_ Sim. - responde.  Com essas respostas curtas, Joe entende o recado, ela ainda mão quer nada com ele. Demi percebe sua frustração, e por mais que ela queira continuar, pois isso significa que eles vão seguie separados, deixá-lo assim parece injusto. _ Vou a uma festa, para comemorar que meu livro não vai ser publicado. - explica, dando uma leve risada no final. Joe demorabum pouco para entender.
_ Você vai comemorar que não vai ter o livro lançado? - pergunta só para confirmação.
_ Isso mesmo. - confirma Demi.
_ Bom... Me parece... Legal? - ele não sabe o que dizer. Demi ri.
_ Ideia do Sam. - diz. _ Para tentar me animar. - confessa.
_ Ele... Isso é bom... - Joe realmente se sente perdido, sem saber o que falar, havia sido uma péssima ideia aparecer aqui agora. _ Então... Boa festa. - diz, indo se retirar.
_ Era isso? - pergunta Demi. _ Só isso? - Joe não diz nada a princípio.
_ Na verdade... Na verdade não. – confessa Joe. _ Na verdade eu... Eu queria lhe pedir desculpas. – Demi não diz nada por alguns segundos.
_ Não precisa. – começa Demi. _ Você não precisa se desculpar, eu exagerei. – admite.
_ Eu fui um péssimo namorado. –diz Joe, ignorando o que Demi acabara de falar.
_ Joe. –Demi se aproxima dele. _ Foram... Dois dias? – sorri. _ Não existe isso de ótimo ou péssimo namorado. Duramos o que tínhamos que durar, e, pelo menos para mim, foi bom.
_ Isto quer dizer que... – Joe se anima.
_ Não. – Demi o interrompe, sabendo muito bem onde ele pretende chegar. _ Joe, eu gosto de você, mas, não é para isto que estou aqui. – o explica. _ estou aqui pelo meu livro, e eu provavelmente terei que revê-lo, não posso me desconcentrar, e um namoro...
_ Um “não” já bastava. – diz Joe.
_ Será mesmo?
_ É o que você quer?
_ É o que eu devo fazer. – responde ela.
_ Demi. – Joe segura seu braço, tentando não machuca-la, porém de forma que ela não possa escapar com facilidade. _ É isso que você quer? – insiste.
_ Joe... – Demi vai inventar uma desculpa, Joe sabe disso, por isso é melhor não perder tempo.
Seja o Joe que você sempre deveria ter sido.
Joe a beija, e por mais que sua mente diga que seria o certo a se fazer, Demi não se afasta.


Continua



Hoje ainda vão ser postados vários capítulos, não sei quantos, mas sei que vão ser mais de três, mas antes de tudo gostaria muito de agradecer a vocês pelos votos, os resultados saíram e confesso que fiquei surpresa com o resultado, pois torcia para conseguir pelo menos uma colocação, em pelo menos uma categoria, e consegui mais que isso. Muito obrigada mesmo.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

19. Largada pelos pais - Não Existem Poesias


ps.: A revisão deste capítulo não foi muito atenciosa, por isso pode ser encontrado  erros de ortografias e talvez, algumas partes tenha ficado confusas. Caso vocês encontrem esses erros, favor notificar-me nos comentários.

Peço perdão pelo inconveniente.

Obrigada.

Camila não sabia quais eram os horários de Joe, o que a deixava sem muitas opções, ela teria que ficar ali, na porta da escola em que ela sabia que ele trabalha, até conseguir encontra-lo.
O último sinal do turno da manhã bate. Logo Camila precisa ir para a cafeteria, pegar o turno da tarde e noite. Camila torcia para que Joe saisse pelo menos no pátio da escola, único local que ela era permitida a entrar, já que não era aluna ou mãe de algum aluno, a segurança ali era levada muito a sério.
Por sorte de Camila, sua torcida deu certo, após alguns minutos terem se passado, ele apontou na porta do prédio sa escola, se dirigindo ao pátio. Camila correu até a ele, não o deixando escapar. O pátio não era grande, por isso não foi preciso muito para os dois se encontrarem.
Assim que Joe viu Camila ele se espantou.
 será que ela está perdida? - pensou consigo mesmo.
_ Nós precisarmos conversar. - disse séria.
_ Bom...
_ Nada de bom ou de ruim, a conversa é longa e eu não tenho muito tempo, onde você prefere conversar? Aqui ou na praça ali da frente? - perguntou interrompendo Joe.
_ Pode ser aqui. - respondeu Joe, para tristeza de Camila, ela realmente estava tentada a se sentar nos bancos da praça.
_ Ok. Como você preferir.
_ Se você veio falar sobre Demi, tudo bem que fui muito ciumento, mas eu sinceramente acho que ela exagerou. - já deixou bem claro.
_ Tudo bem, mas uma pergunta, você sabe como esta o relacionamento dela com a mãe? - pergunta.
_ Bom. - Joe enrola. _ Ela... Acho que não estavam muito bem... - termina Joe, ele não sabia muito bem da história. _ Mas o que isso importa em?
_ Me fale sobre o livro.
_ Livro?
_ Ah, sei lá, o seu?
_ Oi? - Joe já não entendi nada.
_ O de Demi, seu idiota!
_ Sei lá, ela vai lança-lo.
_ Sobre a história.
_ É um romance.
_ Enredo.  - insistia.
_ Não sei, ela nunca me falou.
_ Você já perguntou?
_ Não! - não parecia necessário.
_ Ótimo. - conclui Camila. _ Sem dúvidas um ótimo namorado.
_ O que você quer de mim em?
_ Nada Joe, ou melhor, Joseph. Só, melhore, não exija muito, se você dá tão pouco.
_ Então você acha que a culpa é só minha? - perguntoh nervoso.
_ Não, a culpa nunca é de um só, mas você tampouco fez muito para evitar. - disse, e antes que ele pudesse falar algo, ela o deixa sozinho, correndo contra o tempo, para chegar a seu trabalho.
Joe ainda discordava de Demi e de Camila, mas... Bom, ela tinha um ponto a se considerar.

Demi só chegou em seu apartamento quando o sol já tinha se posto, ela nem mesmo queria ter voltado, para ser bem sincera. Os últimos dias tinham se mostrado um verdadeiro teste para Demi, só que ela nunca foi resistente, por mais que ela quisesse, ela nunca conseguia.
Quando decidiu vir tentar publicar seu livro Demi se preparara para receber "não", como resposta, mas não o tipo de "não" que ela recebera hoje. O livro dela não era algo que pessoas procurariam para ler, simples assim, ela escrevia bem, mas a história não era boa o suficiente para atrair leitores. Ela não precisaria escutar isso novamente. Não foi uma boa idéia sair de sua cidade. Demi é jovem, não tem muita experiência, ela achava que era boa, mas, olha aí, ela não é. Talvez se ela se preparasse un pouco mais...
Demi disca o número de sua casa, normalmente quem atendia o telefone era sua mãe, mas desde que Demi viera para a cidade grande, sua mãe só a atendera uma vez, provavelmente por um erro, erro que ela não cometeu novamente.
_ Demi, minha menina. - cumprimentou alegre, o pai de Demi, do outro lado da linha. _ Como vai minha escritora favorita? - sorri. Ele parecia feliz, será que algo tinha acontecido e ela não sabia? Seria uma pena estragar sua felicidade.
_ Estou bem papai. - mente. Talvez ela não precisasse dizer todaa verdade.
_ E o que me conta de novo, minha menina?
_ Tenho boas notícias. - diz ela. Suspirando.
_ Ah me diga! - estava ansioso.
_ Voltarei para casa papai. - diz ela, mostrando um falso entusiasmo.
_ Não creio! - se anima. _ Você conseguiu publicar o livro!  - comemora o pai, sem pensar, nem por um segundo, que não era isso, sem nem mesmo pensar que, na verdade, Demi esta desistindo.  _ Para qual editora minha querida? Já posso fazer reserva do meu exemplar?  - ele parece tão eufórico.
_ Não sei pai. - responde, não mais fingindo felicidade, ela não queria desapontar o pai, não queria dizer a verdade, mas deixá-lo assim, todo empolgado, feliz, por uma mentira, parecia tão injusto como.
_ Filha, aconteceu algo? Porque você não esta feliz? Não era isso que você queria? - seu pai agora estava preocupado.
_ Só estou cansada pai, foi um dia longo. - continua mentindo. Quando ela voltasse para sua cidade natal, ela contaria a verdade.
_ Tem certeza que é só isso filha? - pergunta cauteloso.
_ Tenho pai. - cada mentira é um peso em sua costas.
_ Mentirosa - ela escuta uma voz dizer, não é a voz de seu pai, mas sim de uma mulher, e não qualquer mulher, sua mãe.
_ Mamãe? - ela diz fraco, mas sua mãe a responde.
_ Você está mentindo. - agora a voz aparece mais perto.
_ Você esta me escutando?  - pergunta confusa.
_ Claro que sim, sempre te escutei. - revela a mãe de Demi.
_ Mas...  Como?
_ Todo telefonema seu, minha menina, é escuta pelo viva voz.  - responde seu pai. Demi não sabe o que dizer.
_ Mas...
_ Você realmente acha que te odeio tanto Demetria? - pergunta a mãe de Demi.
_ Você... Bom... Você estava com raiva.
_ Raiva todo mundo tem, mas eu sou sua mãe, Demetria, não te odeio, eu não conseguiria viver todo este tempo sem ouvir sua voz. - assume. Demi respira fundo, tentando não chorar. _ Agora me diga Demetria, porque você esta mentido?
_ Não estou mentindo mãe. - mente.
_ Demetria, eu te pus no mundo, te ensinei a andar, te ensinei a  falar e fui eu que te ensinei a mentir. - Demi esboça um breve sorriso, a mãe não estava brincando, fora ela que a ensinara a mentir, segundo a mãe, as vezes mentir era necessário.
_ Depois eu falo mamãe. - responde.
_ Pelo menos nisso não mente. - diz a mãe.
_ Filha. - chama o pai.  _ Seu livro... - o coração de Demi se aperta. _ Ele vai ser lançado, não vai? - pergunta.
_ Sim papai, ele vai.  - diz. Poderia não ser lançado agora, ou poderia não ser esse, mas Demi ainda poderia escrever um novo livro e quem sabe, desta vez acertar.
_ Mas, quando filha?
_ Não sei papai.
_ Filha. - ele falava calmamente, como se temesse as possíveis repostas que a filha pudesse dar. _ porque você vai voltar? - Demetria engole o seco.
_ Sinto falta de vocês.
_ Esta não me parece uma boa razão. - diz a mãe.
_ Vocês não sentem minha falta? - tenta mudar o jogo.
_ Sim, mas não te quero aqui, não enquanto você não tiver conquistado o que foi fazer. - diz o pai.
_ Mas pai...
_ O que foi Demi?  - a interrompe. _ Te disseram não? E daí se te disseram não? - advinha.
_ Não é só um não papai. Minha história não é boa.
_ E quem eles pensam que são para falar isso? - a mãe parece se sentir ofendida.
_ Eles são pessoas importantes na editora.
_ Pois eu sou sua mãe  e digo que eles são um bando de babacas. - diz ela, fazendo Demi rir.
_ Mãe, talvez eles estejam certos. - diz.
_ E talvez o homem nunca tenha pisado na lua. - diz a mãe. _ Mas sabe o que eu digo para as pessoas que falam isso? - não espera por uma resposta. _ Que elas deveriam ir para o inferno.
_ Mãe.
_ Não Demi, não comece garota, você vai continuar onde esta e se... Ah Demetria, aí de você se você se atrever a voltar agora, aí de você se atrever a desistir. Eu não estou esse tempo todo sofrendo com sua falta para você vir e jogar todo meu esforço no lixo.
_ Mas...
_ Nem o meu sofrimento, minha menina, sua mãe ficou dias sem cozinhar para mim, e até hoje ela não faz mais amor comigo.
_ Pai! Me poupe dos detalhes.
_ Bom, você precisar ver que estou sofrendo, mas que não ligo, desde que não seja um sacrifício em vão.
_ Do jeito que vocês falam, só me fazem me sentir pior.
_ Então se sinta pior aí, pois não te quero aqui. - diz sua mãe.
_ Vocês não podem tomar essa decisão para mim.
_ Pois então divirta-se indo a rodoviária pagar a passagem de volta para casa, pois não vou te buscar aí. - diz o pai.
_ Eu posso muito bem pagar uma passagem com o dinheiro que o senhor me manda.
_ E vai deixar tudo aí é?
_ Você vai acabar tendo que buscar com o tempo.
_ Pois não vou. - bate o pé.
_ Porquê vocês estão fazendo isso? Não me querem mais por perto? - Demi já esta quase desistindo de desistir.
_ Sim, mas antes de tudo queremos o seu sucesso. E você não vai ter isso voltando para casa.
_ Mas...
_ Mas nada Demetria, durma um pouco e repense a burrada que você esta prestes a cometer. - diz a mãe. _ tchau.
_ Eu aind...
_ Tchau Demetria. - insiste a mãe.
_ Tchau mãe.
_ Tchau minha menina.
_ Tchau pai.
_ Vê se não faz nenhuma besteira, mocinha.

                   Continua

Ei galera, com as tarefas do fim do ano, acabei me perdendo nas datas e bom, esqueci que era para postar kkkkk
Não me matem, mas bom. Vai acabar saindo um monte de capítulo, até eu voltar as datas corretas, então estejam atentos ;)
Outra coisa, estou postando pelo celular, por isso não responderei aos comentários, mas os li e agradeço muito a todos.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

18. Segunda-feira de segunda - Não Existem Poesias

O domingo de Demi, poderia ter facilmente ficado no primeiro lugar de piores dias da sua vida. Mesmo Camila tendo passado parte da tarde com ela em sua casa, tentando diverti-la, mesmo as risadas sinceras, pareciam falsas. Mas nada, nada, poderia superar sua segunda-feira.

Demi acordou cedo, ela estava ansiosa, ela mais que nunca queria lançar seu livro, assim, ela poderia finalmente voltar para sua casa, na sua cidade, junto a seus parentes, longe de qualquer chateação.
Ela se arrumou vagarosamente, tomando um longo banho, penteou seu cabelo sem pressa, escolheu sua roupa com calma, tentando parecer matura, mas sem ficar com jeito de velha, ou parecer brega. Acabou optando por vestir um vestido cinturado, que ia até um dedo acima do joelho e um terminho preto por cima, salto baixo, e um colar simples de uma pedrinha de bijouteria em formato de coração, de maquiagem apenas  um batom claro e uma base de leve.
Saindo mais cedo, evitando chegar atrasada, graças imprevistos, como da última vez. Antes de entrar no elevador, Demi dá uma rápida parada frente a porta de Joe, ela não bate, nem fica por muito tempo, apenas a olha, pensando nele, tentando se convencer de que fez o melhor para ela. Ela não poderia continuar em um relacionamento em que não exista confiança, não era saudável, não era divertido, não era certo, e por mais que ela gostasse de Joe e o quisesse de volta, ela tinha que se manter firme, ela não viera para cá para namorar e sim para lançar seu livro, e era isso que faria.

O prédio da editora ficava no centro da cidade, o acesso era fácil, foi preciso apenas um ônibus para que ela chegasse a seu destino. Ao entrar percebeu que não precisava ter se preocupado tanto com a aparência. Ela sabia que esta era uma editora conhecida por focar-se aos jovens, e eles levam isso bem a sério. Todos ali vestem roupas despojadas, nada de terno e gravata ou saia de secretaria, os tênis eram Converse, Vans e algumas mulheres usavam rasteirinhas, nada de salto, as roupas eram coloridas, emblemas de bandas e filmes eram encontrados em várias camisas de funcionários de lá, calças jeans estilosas, rasgadas e de cores fortes andavam de lá para cá, deixando Demi ainda mais nervosa. Era obvio que ela estava descolada ali. Apesar de ainda estar sentido um pouco de frio, Demi tira seu casaco, ficando apenas com o vestido, o que a deixa com o visual um pouco menos sério.
_ Posso ajuda-la?  - pergunta uma garota simpática. Ela parecia ter a idade de Demi, e usava óculos.
_ Sim. Eu tenho uma entrevista com o editor George. - responde.
A garota pega seu ipad e parece mexer sem muita pressa.
_ Demetria Lovato, correto? - pergunta.
_ Sim. - confirma.
_ No segundo andar, primeira direita, George estará te esperando. - sorri.
_ Obrigada. - agradece Demi e logo após se dirige ao elevador.
Ao chegar ao segundo andar, percebe que é um lugar brm espaçoso e vazio. Penas um sofá e uma mesa secretaria de secretaria, depois uma grande porta e tem o nome de George escrito.
_ Lovato,  correto?  - pergunta outra secretaria, esta com idade mais avançada.
_ Sim. - confirma Demi.
_ Por favor,  me acompanhe. - diz se dirigindo a porta de George. _ Boa sorte. - diz, ao abrir a porta, dando espaço para Demi entrar. Demi sorri agradecendo.

_ Lovato. - a comprimenta alegremente o que ela acredita ser George. Na sala ainda havia outras três pessoas, dois homens e uma mulher.
George é um homem de meia idade, porém muito charmoso.
_ Este. - diz apontando para um dos homens que estava sentado em um pufe,  mas se levantou para cumprimenta-la. _ É Antony. - diz George.
_ Olá.
_ Olá. - Antony é um homem negro  alto e forte, totalmente careca, parece ser sério, mas assim que abre um sorriso para Demi, ela relaxa um pouco.
_ Esta é Debora. - diz e Debora, que não é muito mais alta que Demi, a abraça forte e sorridente.
_ Este é Louis. - diz, apontando para um homem, que parece mais velho, tem uma grande entrada de careca e a maior parte de seu cabelo é branco.
_ Perdão por não me levantar, estou com a coluna doendo. - se desculpa.
_ Sem problemas. - diz Demi.
_ E finalmente, este é Gabriel. - apresenta. Gabriel é um cara jovem. Provavelmente o mais jovem de todos naquela sala, talvez até mais jovem que Demi.
_ Olá. - a cumprimenta com um aperto de mão.

Acabado os cumprimentos, Demi se junta a eles nos pufes espalhados pela sala s  George.
_ Demi, todos aqui leram, ou pelo menos passaram o olho. - riem. _ pelo arquivo com seu livro, que nos foi enviado pelo ilustríssimo ilustrador Sam. Aqui, diferente de algumas editoras, gostamos de ter várias mentes diferentes avaliando os livros que chegam em nossas mãos. Todos aqui já temos nossas críticas, porém não sabemos uns as dos outros, descobriremos aqui, junto a você, mas antes, gostaríamos de ouvir a história de você. Porque você a escreveu, porque cada personagem ser do jeito que é, porque tal história, venda este livro para nós, nos convença que este livro pode ser o livro do ano. - diz George. O coração de Demi dispara. Ela sabe o que dizer, mas seria seu discurso bom o suficiente para convencê-los, caso não tenham gostado do livro?
Demi começa pela razão que começou a escrever o livro, explicando de onde se inspirou com os personagens principais. Depois começou a explicar o porquê ela acreditava que se tratava de um bom livro. Todos a escutaram sem objeções, apenas ela falou por minutos a fio. E quando finalmente acabou, foi cercada por um silêncio que a deixou desesperada.
_ Demi. - começa Antony. _ Sem dúvidas é uma história inspiradora, me surpreende que uma pessoa tão jovem tenha escrito algo que nos faz pensar tanto sobre o presente e o futuro. Mas eu não sei se sou o único a pensar assim, mas apesar de linda, não é uma história que atraía muitas pessoas, somente a um grupo muito seleto, não sei se valeria a pena o investimento. - naquele momento o mundo de Demi foi ao chão.
_ Concordo. - começou Debora. _ pelo menos em parte. Acho que não é uma história muito procurada pelos jovens de hoje, mas com a propaganda apropriada poderia atrair alguns leitores e com certeza seriam surpreendidos pela qualidade da escrita e poderíamos fazer esse nicho crescer, precisamos de algo novo, os livros de sucesso ultimamente tem tido uma base muito parecida, precisamos urgentemente de algo novo.
_ Infelizmente a juventude de hoje não esta a procura de reflexão em uma história, mas sim super poderes e bombas, poderíamos tentar vender aos mais velhos, mas não sei... Velhos não são um grupo de leitores muito lucrativo, são muito, mas se limitam muito ao livro, não são de ir em entrevistas ou coletivas, nem comprar produtos extras... - diz George e tudo o que Demi quer é pular da janela.
_ Discordo. - diz Gabriel. _ Acho que é um livro promissor. Pode ser um daqueles livros que subestimamos, mas que no fim se mostra campeão de vendas.
_ E você vê este livro como campeão de vendas? - questiona Antony.
_ Sim, e também o vejo como um livro adaptável para filme. Sério daria um ótimo filme.
_ Sem duvidas Gabriel tem razão, é um livro que daria um ótimo filme, mas a propaganda envolvida para conseguir fazer com que esse livro seja vendido em quantidade suficiente para que algum diretor queira adapta-lo. - diz Louis. Demi se sente encolhendo naquele pufe, cada vez ficando menor e menor. Eles falavam como se ela nem estivesse aqui, toda aquela magia do começo tinha se quebrado.
_ Por acaso temos uma decisão? - pergunta George.
_ Por mim é um sim. - diz Gabriel.
_ Por mim não. - diz Antony.
_Por mim é um sim, com ressalvas. - diz Louis.
_ Debora?
_ sim. - diz. Demi sorri, talvez ainda tenha uma esperança.
George a fita sem expressão.
_ Bom. Peço perdão, mas para mim é um não.
_ São três sim e dois não. - diz Louis.
_ Mas o seu sim foi com ressalva. - contrapõe Antony. Todos olham para George.
_ Temo que tenhamos que dizer não, pelo menos por enquanto, podemos enviar o livro a outro departamento, talvez juntando os votos saía um resultado melhor.
_ Não acho que outros departamentos aceitariam esta história. - diz Debora._ Você sabe como eles são rigidos. É melhor resolvermos isso agora.
Todos olham para Demi.

_ Alguém disposto a investir nesta história?
_ Sozinho, um tiro no escuro?
_ Se não chegamos a um acordo em conjunto, creio que separarmos seria o melhor a se fazer.
Todos se calam.
_ Ninguém? - insiste. _ Gabriel?
_ Não sozinho. - diz. _ Se alguém aceitar se juntar a mim...
_ Alguém? - pergunta George, porém ninguém se manifesta. É isso, o livro de Demi não será lançado, e a razão é simples, ninguém realmente pagaria para lê-lo.

                            Continua

Ei galera, postando do celular, porque to sem notebook de novo?  (Alguém quer me dar um de presente? ). Bom feliz natal para todos. Mais capitulo mais tarde.