sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

18. Segunda-feira de segunda - Não Existem Poesias

O domingo de Demi, poderia ter facilmente ficado no primeiro lugar de piores dias da sua vida. Mesmo Camila tendo passado parte da tarde com ela em sua casa, tentando diverti-la, mesmo as risadas sinceras, pareciam falsas. Mas nada, nada, poderia superar sua segunda-feira.

Demi acordou cedo, ela estava ansiosa, ela mais que nunca queria lançar seu livro, assim, ela poderia finalmente voltar para sua casa, na sua cidade, junto a seus parentes, longe de qualquer chateação.
Ela se arrumou vagarosamente, tomando um longo banho, penteou seu cabelo sem pressa, escolheu sua roupa com calma, tentando parecer matura, mas sem ficar com jeito de velha, ou parecer brega. Acabou optando por vestir um vestido cinturado, que ia até um dedo acima do joelho e um terminho preto por cima, salto baixo, e um colar simples de uma pedrinha de bijouteria em formato de coração, de maquiagem apenas  um batom claro e uma base de leve.
Saindo mais cedo, evitando chegar atrasada, graças imprevistos, como da última vez. Antes de entrar no elevador, Demi dá uma rápida parada frente a porta de Joe, ela não bate, nem fica por muito tempo, apenas a olha, pensando nele, tentando se convencer de que fez o melhor para ela. Ela não poderia continuar em um relacionamento em que não exista confiança, não era saudável, não era divertido, não era certo, e por mais que ela gostasse de Joe e o quisesse de volta, ela tinha que se manter firme, ela não viera para cá para namorar e sim para lançar seu livro, e era isso que faria.

O prédio da editora ficava no centro da cidade, o acesso era fácil, foi preciso apenas um ônibus para que ela chegasse a seu destino. Ao entrar percebeu que não precisava ter se preocupado tanto com a aparência. Ela sabia que esta era uma editora conhecida por focar-se aos jovens, e eles levam isso bem a sério. Todos ali vestem roupas despojadas, nada de terno e gravata ou saia de secretaria, os tênis eram Converse, Vans e algumas mulheres usavam rasteirinhas, nada de salto, as roupas eram coloridas, emblemas de bandas e filmes eram encontrados em várias camisas de funcionários de lá, calças jeans estilosas, rasgadas e de cores fortes andavam de lá para cá, deixando Demi ainda mais nervosa. Era obvio que ela estava descolada ali. Apesar de ainda estar sentido um pouco de frio, Demi tira seu casaco, ficando apenas com o vestido, o que a deixa com o visual um pouco menos sério.
_ Posso ajuda-la?  - pergunta uma garota simpática. Ela parecia ter a idade de Demi, e usava óculos.
_ Sim. Eu tenho uma entrevista com o editor George. - responde.
A garota pega seu ipad e parece mexer sem muita pressa.
_ Demetria Lovato, correto? - pergunta.
_ Sim. - confirma.
_ No segundo andar, primeira direita, George estará te esperando. - sorri.
_ Obrigada. - agradece Demi e logo após se dirige ao elevador.
Ao chegar ao segundo andar, percebe que é um lugar brm espaçoso e vazio. Penas um sofá e uma mesa secretaria de secretaria, depois uma grande porta e tem o nome de George escrito.
_ Lovato,  correto?  - pergunta outra secretaria, esta com idade mais avançada.
_ Sim. - confirma Demi.
_ Por favor,  me acompanhe. - diz se dirigindo a porta de George. _ Boa sorte. - diz, ao abrir a porta, dando espaço para Demi entrar. Demi sorri agradecendo.

_ Lovato. - a comprimenta alegremente o que ela acredita ser George. Na sala ainda havia outras três pessoas, dois homens e uma mulher.
George é um homem de meia idade, porém muito charmoso.
_ Este. - diz apontando para um dos homens que estava sentado em um pufe,  mas se levantou para cumprimenta-la. _ É Antony. - diz George.
_ Olá.
_ Olá. - Antony é um homem negro  alto e forte, totalmente careca, parece ser sério, mas assim que abre um sorriso para Demi, ela relaxa um pouco.
_ Esta é Debora. - diz e Debora, que não é muito mais alta que Demi, a abraça forte e sorridente.
_ Este é Louis. - diz, apontando para um homem, que parece mais velho, tem uma grande entrada de careca e a maior parte de seu cabelo é branco.
_ Perdão por não me levantar, estou com a coluna doendo. - se desculpa.
_ Sem problemas. - diz Demi.
_ E finalmente, este é Gabriel. - apresenta. Gabriel é um cara jovem. Provavelmente o mais jovem de todos naquela sala, talvez até mais jovem que Demi.
_ Olá. - a cumprimenta com um aperto de mão.

Acabado os cumprimentos, Demi se junta a eles nos pufes espalhados pela sala s  George.
_ Demi, todos aqui leram, ou pelo menos passaram o olho. - riem. _ pelo arquivo com seu livro, que nos foi enviado pelo ilustríssimo ilustrador Sam. Aqui, diferente de algumas editoras, gostamos de ter várias mentes diferentes avaliando os livros que chegam em nossas mãos. Todos aqui já temos nossas críticas, porém não sabemos uns as dos outros, descobriremos aqui, junto a você, mas antes, gostaríamos de ouvir a história de você. Porque você a escreveu, porque cada personagem ser do jeito que é, porque tal história, venda este livro para nós, nos convença que este livro pode ser o livro do ano. - diz George. O coração de Demi dispara. Ela sabe o que dizer, mas seria seu discurso bom o suficiente para convencê-los, caso não tenham gostado do livro?
Demi começa pela razão que começou a escrever o livro, explicando de onde se inspirou com os personagens principais. Depois começou a explicar o porquê ela acreditava que se tratava de um bom livro. Todos a escutaram sem objeções, apenas ela falou por minutos a fio. E quando finalmente acabou, foi cercada por um silêncio que a deixou desesperada.
_ Demi. - começa Antony. _ Sem dúvidas é uma história inspiradora, me surpreende que uma pessoa tão jovem tenha escrito algo que nos faz pensar tanto sobre o presente e o futuro. Mas eu não sei se sou o único a pensar assim, mas apesar de linda, não é uma história que atraía muitas pessoas, somente a um grupo muito seleto, não sei se valeria a pena o investimento. - naquele momento o mundo de Demi foi ao chão.
_ Concordo. - começou Debora. _ pelo menos em parte. Acho que não é uma história muito procurada pelos jovens de hoje, mas com a propaganda apropriada poderia atrair alguns leitores e com certeza seriam surpreendidos pela qualidade da escrita e poderíamos fazer esse nicho crescer, precisamos de algo novo, os livros de sucesso ultimamente tem tido uma base muito parecida, precisamos urgentemente de algo novo.
_ Infelizmente a juventude de hoje não esta a procura de reflexão em uma história, mas sim super poderes e bombas, poderíamos tentar vender aos mais velhos, mas não sei... Velhos não são um grupo de leitores muito lucrativo, são muito, mas se limitam muito ao livro, não são de ir em entrevistas ou coletivas, nem comprar produtos extras... - diz George e tudo o que Demi quer é pular da janela.
_ Discordo. - diz Gabriel. _ Acho que é um livro promissor. Pode ser um daqueles livros que subestimamos, mas que no fim se mostra campeão de vendas.
_ E você vê este livro como campeão de vendas? - questiona Antony.
_ Sim, e também o vejo como um livro adaptável para filme. Sério daria um ótimo filme.
_ Sem duvidas Gabriel tem razão, é um livro que daria um ótimo filme, mas a propaganda envolvida para conseguir fazer com que esse livro seja vendido em quantidade suficiente para que algum diretor queira adapta-lo. - diz Louis. Demi se sente encolhendo naquele pufe, cada vez ficando menor e menor. Eles falavam como se ela nem estivesse aqui, toda aquela magia do começo tinha se quebrado.
_ Por acaso temos uma decisão? - pergunta George.
_ Por mim é um sim. - diz Gabriel.
_ Por mim não. - diz Antony.
_Por mim é um sim, com ressalvas. - diz Louis.
_ Debora?
_ sim. - diz. Demi sorri, talvez ainda tenha uma esperança.
George a fita sem expressão.
_ Bom. Peço perdão, mas para mim é um não.
_ São três sim e dois não. - diz Louis.
_ Mas o seu sim foi com ressalva. - contrapõe Antony. Todos olham para George.
_ Temo que tenhamos que dizer não, pelo menos por enquanto, podemos enviar o livro a outro departamento, talvez juntando os votos saía um resultado melhor.
_ Não acho que outros departamentos aceitariam esta história. - diz Debora._ Você sabe como eles são rigidos. É melhor resolvermos isso agora.
Todos olham para Demi.

_ Alguém disposto a investir nesta história?
_ Sozinho, um tiro no escuro?
_ Se não chegamos a um acordo em conjunto, creio que separarmos seria o melhor a se fazer.
Todos se calam.
_ Ninguém? - insiste. _ Gabriel?
_ Não sozinho. - diz. _ Se alguém aceitar se juntar a mim...
_ Alguém? - pergunta George, porém ninguém se manifesta. É isso, o livro de Demi não será lançado, e a razão é simples, ninguém realmente pagaria para lê-lo.

                            Continua

Ei galera, postando do celular, porque to sem notebook de novo?  (Alguém quer me dar um de presente? ). Bom feliz natal para todos. Mais capitulo mais tarde.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

17. Rápido Romance – Não Existem Poesias



ps.: A revisão deste capítulo não foi muito atenciosa, por isso pode ser encontrado  erros de ortografias e talvez, algumas partes tenha ficado confusas. Caso vocês encontrem esses erros, favor notificar-me nos comentários.
Peço perdão pelo inconveniente.
Obrigada.

Demi para frente a Joe, sem entender o porquê de ele estar agindo desta maneira.
_ Joe?
_ Depois Demi, depois. – diz, parando de fingir dificuldades com a chave e abrindo sua porta.
Demi fica parada, sem entender nada, mas consciente de que, seja lá o que fosse, não era bom.
_ Me desculpe, eu fiz algo? – pergunta Sam, também confuso.
_ Não. – diz Demi sem olhar para ele. _ Não é nada.  – Vira e sorri. _ Vamos entrar? – força uma animação.
_ Claro. – sorri de volta e a acompanha para dentro do apartamento.

Sam mostras todas as ilustrações para Demi, eles ainda eram traços finos, tudo em preto e branco, apenas lápis no papel, mas Sam tem um talento admirável, com tão pouco recurso, consegue fazer desenhos cheio de detalhes e níveis.
_ Os desenhos estão em preto e branco, mas caso você prefira, posso fazê-los em cor. – diz Sam.
_ Eu, particularmente acho que em preto e branco fica melhor, combina mais com o livro, apesar, de que, sei lá... Talvez colorido chamaria mais atenção. – Sam ri com a indecisão de Demi.
_ Para mim o livro atrairia os jovens, aproximando da fase adulta, adultos em si e talvez idosos, então, creio que nesta fase eles não liguem muito para coisas coloridas. Cores são para crianças. Preto, branco e cinza demonstra maturidade e seriedade. E acho que é o que você precisa mostrar para todos, que você, mesmo sendo jovem, pode fazer algo sério e maturo. – fala, clareando a mente de Demi.
_ Eu não sei o que seria desse livro sem você. – admite Demi, rindo, vendo o quão sem rumo ela estava sobre seu próprio livro.
_ Bom, ele não existira sem você, eu só estou dando os empurrões necessários para que ele levante voo. – diz.
_ Em falar nisso... A editora... – Demi estava animada, mas também um pouco apreensiva, Sam havia conseguido a entrevista para ela na tarde de segunda-feira, o que a dava dois dias de preparo, porém, sua primeira experiência tinha sido tão ruim, ela temia que fosse se decepcionar novamente.
_ Eu gostaria muito de ir com você. – diz Sam, que tinha recebido esta proposta de Demi. _ Mas realmente já tenho compromisso. – lamenta. _ Mesmo assim, Demi, eu posso ter lido seu livro várias vezes, e posso ter feito as ilustrações, mas foi você que o escreveu, você conhece cada personagem melhor que ninguém, minha presença lá seria apenas de apoio moral, porque, no fim das contas, é só você que pode vendê-lo.  
_ Eu só queria que fosse mais fácil sabe? Menos pressão, só chegar, entregar o rascunho e no outro dia ver ele lançado nas livrarias.
_ Se não me engano, a personagem do seu livro, Maya, tem muito de você.
_ Eu sou tão indecisa assim? – pergunta Demi.
_ Não digo pela indecisão, talvez pelo medo. Ela está sempre se preocupando demais, temendo demais o que pode dar errado, para o que há de errado.
_ Palavras de Ellen. – cita.
_ Palavras de Ellen. – confirma Sam. _ Lembre-se, você escreveu Maya, mas você também escreveu Ellen, e na segunda-feira, você precisará ser a Ellen, mesmo que de mentira. – Demi suspira; ainda apavorada com a situação. Escrever sobre pessoas, dar personalidade aos personagens é algo fácil, basta observar os que estão a sua volta, ver como agem, ver como são, e depois, baseando-se no que você tem conhecimento, supor como as pessoas reagiriam em casa situação, não precisava ter inspirações em você, não precisa ter nada de você no personagem, agora, encará-lo? Ser um personagem que, querendo ou não, não passa de apenas um personagem? Demi não é atriz, ela é escritora, e isso era tudo o que ela sabia ser.
_ Não posso dizer que serei Ellen, mas tentarei não ser tão Maya. – Sam ri.
_ Só, aproveite. É uma ótima editora, você tem um ótimo livro. Não precisa ficar tão preocupada. – pisca para ela. _ Bom, vamos mudar um pouco de assunto, estou vendo que eu ficar te acalmando não está mudando exatamente nada. – Demi ri. _ Sobre a capa. Eu fiz esses três desenhos, o primeiro que eu fiz foi este, ele pareceu apropriado no começo do livro, pois tem o romance e tudo, mas quando vai se aproximando do meio, parece um pouco desconecto com o livro, parece clichê e... Bom, parece uma versão em desenho de uma capa de livro do Nicholas Spaks. – Demi gargalha.
_ Ficou bonito. – diz ela olhando para o casal se fitando na capa. _ Mas realmente, não o vejo como capa do meu livro. Talvez para o próximo do Spaks. – eles riem juntos.
_ Já esse, eu tirei da conversa entre Ellen e Maya, sobre a parte que ela fala sobre as mudanças, e como a percepção da vida muda com o tempo, o que eu realmente acho que diz muito sobre o livro, porque no fim, são duas gerações de homens e mulheres, aprendendo um com o outro. – explica. _ Já este. – diz apontando para o último desenho. _Acho que enfoca mais sobre o acordo entre as duas gerações, porque, pelo menos parar mim, a convivência forçada entre eles acabou se tornando quase que um pacto de amizade, porque, bom, deu certo. – Sam parecia tão empolgado, o que deixava Demi tão confiante.
_ São capaz lindas, e você fez duas interpretações muito boas, mas... – ela devaneia, ainda pensando em qual seria melhor para o livro. _ Apesar do pacto de amizade, o que é de extrema importância no livro, o que eu quero destacar de inicio é essa troca de experiência que ocorre entre todos. – se decide. _ A segunda ilustração será a capa. – conclui. Sam sorri satisfeito.
_ Sem duvidas uma ótima escolha. – fala. _ Acho que e então... Estamos de acordo e fechados. Só falta a editora, e seu livro estará pronto. – sorri. Demi cruza os dedos.
_ Vai dar tudo certo. – diz sorrindo grande. Sam cruza os dedos, sorrindo.
_ “Vai dar tudo certo, Dona Ellen”. – cita.


Assim que Sam sai da casa de Demi, ela espera um tempinho para assimilar tudo, sobre ser mais Ellen, sobre a entrevista, sobre os desenhos, sobre confiar de que tudo vai dar certo. Mas ainda assim, o vazio da casa, a falta de algo novo para distraí-la, a faz lembra-se do que acontecera mais cedo com Joe. Ela ainda precisava de respostas, mas temia que elas não fossem boas. 
Seja mais Ellen. – se força a pensar.


Demi bate na porta de Joe, e ele demora um pouco para atender. Quando atende Joe está do mesmo jeito que estava mais cedo, mesmas roupas, mesma face sem sorriso.
Demi entra no apartamento de Joe e observa as sacolas de compras na mesa, ela sabia que ele não era de deixar as comprar fora do armário ou geladeira, era sempre a primeira coisa que ele fazia ao chegar em casa, então seja lá o porque dele tê-la tratado como tratou mais cedo, era por um motivo cério.
_ Você pode me explicar o que aconteceu? – perguntou Demi, direta ao ponto.
_ Não sou eu que tenho que explicar nada aqui, Demetria. – quase cuspiu o nome dela.
_ Como assim? Em um dia você está me tratando bem, me amando e no outro você me ignora? Me despensa? E ainda vem me dizer que eu que tenho que dizer algo? Joe, você é louco? – se altera.
_ Louco? – ri. _ Claro que eu não sou louco, mas eu preferiria ser louco a um traidor.
_ Traidor? – pergunta Demi. _ E quem está te traindo?
_ Ah, você ainda se finge de boba? – Joe também se exalta. Demi para por alguns segundos. Agora tudo fazer sentido.
_ Você não pode estar falando sério, isso tudo é por causa do Sam? – pergunta incrédula.
_Ah, então o nome dele é Sam? Então sim! É tudo por causa do Sam.
_ Então agora, abraçar seu ilustrador é uma traição?
_ Ilustrador? – Joe para confuso.
_ É. Ilustrador! Ele vai ilustrar meu livro. – se explica.
_ Mas... – ele não continua.
_ Mas o que Joe? Qual é o seu problema em?
_ Eu já tinha visto vocês antes, juntos, e... – Demi repensa, mas não podia ser sério, da última vez, no dia em que ele fechou a porta em sua cara, era por causa de Sam?
_ Joe, qual é o seu problema em perguntar o que está acontecendo? – pergunta irritada.
_ Nenhum, mas... Vocês não parecem muito profissionais.
_ Joe, eu não acredito que você está falando isso.
_ olha, desculpe, tudo bem? Eu juguei vocês erroneamente, mas agora já sei quem ele é...
_ E se eu abraçar o editor do livro? – pergunta Demi, exaltada.  _ Você vai brigar comigo também.
_ Não se eu souber que é o editor.
_ Ah, mas você vai me deixar falar que ele é o meu editor? – pergunta. _ Não!  Sabe por quê? – porque você prefere tirar suas próprias conclusões e sabe de uma coisa? Eu não estou com paciência para isso. Se você não confia em mim, então porque você resolveu ficar comigo?  
_ Porque eu te amo. – diz claro.
_ Mas não confia em mim.
_ E por acaso você confia?
_ Confio!
_ Me prove.
_ Eu não vou te provar nada Joe, porque eu não quero e não preciso, sabe de uma coisa, isso não vai funcionar.
_ Você está terminando comigo? – pergunta. _ Mal começamos!
_ E se esse já é o nosso começo, eu sinceramente não quero saber o que vai acontecer se eu te der mais tempo.
_ Nada. Foi um erro. Você não erra por acaso?
_ Erro. –assume. _ E o meu ultimo erro foi aceitar namorar a um cara que mal conheço e que só teve coragem de se declarar para mim quando está caindo de bêbado.
_ Você não pareceu achar isso um problema até ontem.
_ Você parecia perfeito até ontem.
_ Ninguém é perfeito. – diz Joe.
_ Agora eu sei. – diz Demi, se segurando para não chorar. _ Talvez só... Não sei... Não somos um para o outro...



Continua



Olá gente, prometi três capítulos para hoje, mas as tarefas deste fim de ano me atigiram em cheio, por isso tive que reorganizar tudo, não vou conseguir postar mais do que este capítulo por hoje, peço perdão. Mas para compensar, logo amanhã já postarei capítulo novo. A nova organização será a seguinte:

Capítulo 18 – 24/12
Capítulo 19 – 25/12
Capítulo 20 – 26/12
Capítulo 21 – 28/12
Capítulo 22 – 28/12
Capítulo 23 – 28/12
Capítulo 24 – 29/12
Capítulo 25 – 29/12
Capitulo 26 – 29/12
Capítulo 27 – 30/12





se vocês puderem votar em mim, comentando nestes blogs: Criticas de Fanfics ou Reviver Stories, eu agradeceria muito.
 As categorias são as seguintes:
Melhor Estória/Fanfic de 2015:
- Não Existem Poesias de Nanda Carol

Melhor Estória/Fanfic Escrita:
- Não Existem Poesias de Nanda Carol

Estória/Fanfic/Mini Fic de 2014 Nunca Esquecida:
- The Big Apple de Nanda Carol


Fabíola: kkkk infelizmente já é tarde demais, Demi não gostou muito, agora é torcer para ela desculpar ele depois. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Caah: Meu coração ainda não entrou no espirito natalino kkkkkk. Muito obrigada por comentar. bjsss

16. Coração Despedaçado – Não Existem Poesias



Demi ri, mas sabe que não deve. Camila está nervosa. Muito nervosa.
“Culpa sua, você não poderia ter me avisado?” – responde Demi.
Não demora muito para que Camila comece a escrever:
“Ah, desculpa, dá próxima vez eu mando uma mensagem ‘Demi, vou dar pro Sam, vê se não aparece’ > : ( “ – ironiza Camila.
“Ajudaria ter só mandado um ‘estou bem’. Você viu quantas vezes eu te liguei?!, sua amiga ingrata”
“INGRATA? Você tem sorte de eu não ter te agredido”
“kkkkkk, pare de show Camila, depois sou eu que estou na seca, olha seu desespero por não ter transado com o Sam?” – observa Demi.
“Não estou na seca!!!! Mas DEMI, a pegada daquele homem chega a ser injustiça. Fora que eu já estava querendo ele há um bom tempo, logo quando eu consigo você vem e se enfia no meio.”
“Não exagere, vão existir outras oportunidades.” – diz, tentando se limitar a isso,
Sem dar nenhuma pista de que Sam, na verdade, estava caidinho por ela.
“E se não tiver? Ele nem mesmo conversou comigo no carro L
“Porque eu estava lá” – justificou.
“Mas ele também não me ligou depois L
“Camila, você esta pior que adolescente” – reclamou Demi.
“Quando você reclamar do Joe, falarei a mesma coisa, tá sua empata foda?”
“Pois não acho que vou reclamar dele nunca <3 consigo="" demi="" mesma.="" o:p="" sorri="">
“Sinto que estou desatualizada...”
“Bom, eu te procurei para te atualizar, mas...”.
“Pare de enrolar, fala logo!”
“Bom, Joe não é mais virgem kkkkkk”
“ :0 ”
“kkkkkkk”
“Não creio!!! Como?  Você me avisa só agora?”
“Ah, desculpa, da próxima vez eu mando uma mensagem falando, ‘Ei Camila, vou tirar a virgindade do Joe e já voltou, beijos’ kkkkk” – retruca.
“ > : (“
“kkkkkkk”
“Me ligue, pois você precisa escutar os meus gritos!”

A conversa por telefone durou toda a madrugada, Camila nem mais se lembrava que estava brava com a amiga, e Demi até mesmo se esquecera do que tinha feito mais cedo, bom, só a parte ruim mesmo, porque a tarde que teve com Joe, essa seria inesquecível.


Sábado, Joe não tinha nada para fazer, mas ainda assim acordara cedo, então, porque não surpreender Demi com um café da manhã? Não era segredo que ela não domina a cozinha e que as comidas congeladas que a mãe mandara já estavam acabando, seria bom ele fazer algo para ela.
Joe foi à padaria e comprou alguns patés para por nas torradas que ele iria fazer, logo ao lado tem um sacolão, em que ele compra algumas laranjas, apara fazer um suco.
Joe não sabia, mas Demi também acordara cedo, quer dizer, fora acordada cedo.
“Tenho ótimas notícias.” – dizia a mensagem de Sam.
Sam tinha terminado as ilustrações do livro de Demi e ainda tinha conseguido uma entrevista para ela com outra editora. Logo ele estaria em seu apartamento para mostrar os desenhos e passar informações sobre a entrevista.
Demi agora estava correndo contra o tempo para deixar seu apartamento apresentável para quando ele chegasse, ela nem mesmo tinha cuidado de si, apenas pulou da cama e já agarrou a vassoura, se tudo desse certo, ela teria tempo para trocar de roupa e escovar os dentes...
Sam chegou rápido, e enquanto esperava pelo elevador no térreo, Joe chegou das compras para o café da manhã surpresa.
De primeira Joe não percebeu nada, mas em uma olhada rápida para o lado ele reconheceu Sam, quer dizer, eles não se conheciam, mas ele lembrava de vê-lo com Demi, justamente no dia em que ele faria um jantar surpresa para ela.
Mas não é possível. Só pode ser uma maldição. – pensou Joe.

Joe queria entender o que estava acontecendo, ele estava tão feliz com Demi, e Demi parecia tão feliz com ele, então porque esse cara estava aqui? Será que ambos estavam sendo enganados? Não é possível! Será que Demi é esse tipo de pessoa? Que engana, que quebra os corações?
A porta do elevador se abre, e eles entram, antes que Joe perceba, Sam aperta o botão do elevador, eles iriam para o mesmo andar, agora era obvio, ele irá ver Demi.
_ Você é novo aqui? – toma coragem para perguntar.
_ Não, vim fazer uma visita. – responde Sam, simpaticamente.
Uma visita. – pensa Joe. Seu coração se despedaça.
Assim que a porta do elevador se abre, Sam se dirige a porta de Demi e bate na campainha.
Joe, fingindo ter problemas com a chave, enrola para entrar em seu apartamento.
Demi abre a porta e cumprimenta Sam com um abraço forte. Joe fica paralisado, olhando para tudo com o coração partido.
Assim que Sam e Demi separam o abraço, Demi vê Joe.
_ Joe. – ela sorri e vai até a ele para abraça-lo. Porém ele não sorri de volta e se afasta dela...

Continua

Último capítulo de hoje, espero que tenham gostado.
E se tiverem um minutinho sobrando, por favor,
Comente no blog : Criticas de Fanfics ou Reviver Stories, votando em mim, pode ser?
As categorias são as seguintes:
Melhor Estória/Fanfic de 2015:
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Estória/Fanfic/Mini Fic de 2014 Nunca Esquecida:

- The Big Apple de Nanda Carol

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

15. Medo de amar – Não Existem Poesias



Primeira opção: sorria, finja que esta tudo bem.
Segunda opção: saia correndo, direto para a rodoviária, mude de nome, fuja.
Terceira opção: grite com Camila, finja que a culpa disso estar acontecendo é somente dela.
Quarta opção: espere pela reação deles primeiro e reze para que não seja assassinato. – Demi não sabia mais em que pensar, tudo que ela queria é que estava situação constrangedora  passasse.
Os três se entreolhavam sem nenhuma reação, Sam, pois estava completamente tímido, Demi, além de assustada, se sentia envergonhada, já Camila, ela estava com raiva mesmo, em outro momento ela até acharia bonitinho a preocupação da amiga, mas, hoje, em particular, Camila só estava brava mesmo.
Alguém deveria fazer algo, disso todo mundo sabia, mas quem iria agir primeiro? O que deveria ser feito primeiro?
_ Você quer entrar?  - pergunta Sam sem jeito, percebendo que ficar ali na porta, no estado em que estava, em uma noite de sexta movimentada, não iria ajudar em nada.  Camila o fita com uma face descontente, mas ele não a vê.
Demi pensa em recusar, mas acaba aceitando.
A casa de Sam é moderna por fora e por dentro, tudo é novo e mantem um tom neutro, salvo alguns quadros abstratos nas paredes, que eram bem coloridos.
Tudo está incrivelmente arrumado, bem mais do que o apartamento de Demi, o que acaba deixando-a mais constrangida ainda.
Os três se sentam no sofá da sala, cada um num canto. Em uma ponta Sam, no meio Demi e na outra ponta Camila.
Por um instante Demi deseja que Camila fale algo, que brigue, que a xingue, qualquer coisa que os tire deste clima constrangedor.

_ A sessão de fotos foi legal? – pergunta Demi a Camila, tentando disfarçar, ou quem sabe, acalmar a amiga.
_ Muito. – respondeu seca.
_ Foi um ensaio muito bonito. – disse Sam, complementando, claramente entrando na onda de Demi, de não falar sobre o assunto em si. _ Eu estava lá, para um projeto de ilustração para um livro de um amigo meu, e foi quando vi Camila. – explicou.
_ Isso é muito bom. – diz Demi. _ Então vocês já se conheciam? – pergunta. Camila e Sam se entreolham.
_ Digamos que... Já tínhamos conversado um pouco. Mas... – Sam se interrompe. _ É... Nos demos muito bem.
_ Sim, posso ver. – responde Demi, se arrependendo um pouco depois.
O silêncio volta, e junto com ela a tensão.
Como Demi se arrepende de ter feito o que fez, ela não precisava ir até lá, ela podia ter ligado para ele, talvez ele não atendesse, assim como Camila não a atendeu, mas pelo menos ela não teria cometido a garfe de chegar até aqui.
Apesar, que, Camila poderia muito bem ter avisado não é? Afinal de contas, eles se conheceram graças a ela, e bom, ele é o ilustrador dela, ela precisa saber dessas coisas.
_ Bom, já que esta tudo bem com você Cams, eu acho que posso voltar para meu apartamento. – diz Demi, eles já tinham conversado o suficiente para que sua saída não fosse considerada falta de educação.
_ Acho também vou. – diz Camila, cabisbaixa, se levantando do sofá. Não havia mais clima para nada, ir embora seria o melhor a se fazer. _ Só vou pegar minhas coisas no seu... – se interrompe. _ Ahn, posso?
_ Claro. Eu levo vocês. – diz Sam.
_ Não precisa, eu pego um ônibus. – diz Demi, tentando não atrapalhar mais do que já tinha.
_ Numa hora dessas creio que não passe mais nenhum ônibus. – diz Sam. _ E fora que eu me sentiria melhor deixando vocês em casa, em segurança.
Demi olha para o lado em busca de amparo, mas a amiga já não esta mais ali, então ela sorri, aceitando a carona.

Dentro do carro, só se ouvia o som do rádio, Demi, particularmente, não gostava da musica que estava tocando agora, mas era melhor do que nada.
O apartamento de Camila ficava mais perto da casa de Sam, do que o apartamento de Demi, portanto, Sam deixa Camila em seu apartamento primeiro.
Sozinha com Sam no carro, o clima ameniza, mas ainda fica um pouco estranho.

_ Sobre hoje. – começa Sam. _ Eu tenho muito respeito pela Camila, e espero que isso não afete nossa parceria.
_ Não se preocupe com isso, eu até apoiaria você juntos. – Demi tenta dar uma força, não chega a ser uma mentira, mas no fundo ela só quer se redimir com a amiga.
Sam sorri.
_ Eu gosto dela. – confessa, olhando para Demi de canto, para ver sua reação. _ Eu nunca tinha falado com ela, mas eu já tinha a visto trabalhando na cafeteria... Ela é tão linda... Descobrir que ela é sua amiga me deu uma coragem de falar com ela. – Demi se surpreende com a honestidade dele. Camila morreria quando ela contasse.
_ Camila é uma boa mulher, vale a pena tentar. –diz. _ Vocês formariam um bom casal. – completa.
_ Não sei se é isso que ela quer. – diz um pouco triste.
_ E porque não?
_ Talvez ela não queira o lado sério de um relacionamento, pelo menos não por agora. – explica.
_ Foi isso que ela te disse? – pergunta alarmada.
_ Não, mas deixou a entender. – responde, parando o carro bem de frente ao prédio de Demi.
_ Talvez você esteja se enganando. – diz Demi. _ Ela pode ser brincalhona, mas ela gosta de relacionamentos sérios, só tem um pouco de medo no começo. – defende.
_ Talvez. – repete Sam. _ Mas, Demi, posso pedir algo? – pergunta.
_ Pode.
_ Não fale nada do que eu te disse para ela. Pelo menos não por agora.
_ Mas porque não?
_ Apesar do que você viu, ainda não sabemos o que somos, e, se ela realmente está só com medo, não quero assusta-la mais ainda.
_ Sinceramente? Acho que falar a ajudaria. Ajudaria a vocês dois.
_ Ainda que ajude. Eu realmente te peço para não falar nada. – insiste. _ Faça isso pela nossa parceria, por favor. – Demi suspira.
_ Apesar de não concordar, eu prometo não dizer nada sem sua autorização. – diz a contra gosto. _ e... Desculpe-me por hoje. Eu não queria atrapalhar vocês.
_ Foi bom, talvez ir mais devagar seja melhor.
_ Ainda assim, eu atrapalhei. – insiste. _ Mas muito obrigada pela carona. – sorri.
Após a despedida, Demi rapidamente sobe a seu apartamento. Assim que chega e seu celular se conecta ao wifi ela recebe a notificação de uma mensagem de Camila:
“Demetria Lovato, prepare-se para morrer”

Continua

Olá a todos, este é o primeiro capítulo da maratona de hoje. Espero que gostem, o próximo sai daqui a uma hora.


Caah: kkkkkk desta vez a Demi atrapalhou mesmo, coitada da Camila, mas quem sabe ela concerta esse erro no próximo capítulo? Muito obrigada mesmo por comentar. bjsss

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Maratonas + Próximas postagens.



Como todos já devem ter visto na barra lateral, neste mês farei algumas maratonas, começando pelo dia de amanhã (22/12). Infelizmente não entrarei de férias do trabalho, então não terei tanto tempo quanto pensei que teria, mas cumprirei com minha promessa, e farei maratona. O cronograma deste mês será a seguinte:

Capitulo 15 – 22/12
Capítulo 16 – 22/12
Capítulo 17 – 23/12
Capítulo 18 – 23/12
Capítulo 19 – 23/12
Capítulo 20 – 26/12
Capítulo 21 – 28/12
Capítulo 22 – 28/12
Capítulo 23 – 28/12
Capítulo 24 – 29/12
Capítulo 25 – 29/12
Capitulo 26 – 29/12
Capítulo 27 – 30/12


·         Os capítulos em negritos são os que farão parte da maratona.  

14. Uma noite quase especial – Não Existem Poesias



Camila não sabia, mas para Demi, o dia dela havia sido muito especial.
Demi não sabia, mas para Camila, o dia, de certa maneira, havia sido especial e, estava para ser mais especial ainda.
Camila e Demi estavam completamente apaixonadas, nenhuma das duas tinha duvidas sobre esta afirmação, e ambas, uma mais que outra, estava sendo correspondida.
Demi, não só tinha recebido uma declaração de Joe, como também tinha tido uma tarde de amor com ele. Já pra Camila tudo ficou um pouco subentendido no começo.
Durante a sessão de fotos, Sam, a fitava com ferocidade, observando cada detalhe, como se a analisasse, ele a via profundamente. Sim, talvez ele tenha feito isso com todas as outras modelos do dia, afinal, antes de tudo, ele estava ali a trabalho, assim como ela.
Porem, quando a sessão acabou e todos se preparavam para ir embora, Sam se aproximou de Camila, puxando assunto. Os dois acabaram conversando sobre o único assunto que ambos tinham em comum, Demi. Camila não se sentiu mal por isso, ela é boa no "assunto" Demi, e se este fosse o único assunto que teria com Sam, pelo menos por agora, falar sobre a amiga não teria problema.
Por incentivo de Camila, os dois trocaram telefones e Sam, muito educadamente, ofereceu carona para Camila, que não foi boba, e aceitou na hora.
Estar dentro do carro de Sam, com ele dirigindo, foi um pouco estranho, nada como ela pensava que seria, ambos estavam calados, e por incrível que pareça, Camila não sabia o que falar... Bom, na verdade ela sabia muito bem o que falar, mas chegar com "queria ter noites sujas com você", não seria a melhor maneira de conquista-lo, então, só por agora, seria melhor este clima meio tenso, do que estragar toda e qualquer outra chance entre os dois, já era o bastante ela ter comentado sobre o tamanho do pé dele.

_ Eu estava pensando... – começou Sam, quando já estavam a meio caminho de chegar a casa de Camila. _ Minha modelo precisa de um rosto... – deixou aberto, para livre interpretação de Camila, que demorou um pouco para entender.
_ Eu acho que poderia te ajudar neste quesito.
_ Sinceramente, acho que você realmente seria a pessoa ideal para me ajudar neste quesito. – falou.
_ Sério? – Camila sentiu seu coração disparar. _ E por quê? – tentou se fazer de desentendida.
_ Você é uma boa modelo, é uma pessoa legal, acho que... Bom, você é bem bonita. – corou um pouco.
_ Você acha mesmo?
_ Acho. – confirmou, ainda meio tímido. Camila apenas sorri, mas por dentro ela está a ponto de explodir.
_ Sabe, eu te acho bem bonito. – disse ela em resposta, deixando Sam sem palavras por um curto instante.
_ Muito obrigado. – Sam não é exatamente tímido, mas por algum motivo Camila o fazia sentir-se assim.
_ Mas...  E como você estava pensando em... – deixou em aberto.
_ Você já posou parar um ilustrador? – pergunta. Camila se surpreende.
_ Nunca.
_ E o que você acharia de posar pela primeira vez?
_ Acho que seria uma experiência incrível. – Sam sorri.
_ E você está livre hoje? – perguntou sem perder tempo. Já era noite, e no fundo Camila já se sentia cansada, mas tampouco era tão tarde assim, mesmo se chegasse em sua casa agora, ela ainda não dormiria, no máximo se jogaria na cama, e passaria o resto da noite pensando no dia de hoje.
_ Estou. – respondeu.
_ E você se importaria em posar para mim hoje? – perguntou Sam, cuidadosamente.
_ Não. – disse Camila.
Ambos sorriram.

Demi já estava desesperada, ela tinha tanto para falar com Camila, e passara o fim da tarde e a noite inteira tentando falar com a amiga. Ela tinha tanto para contar... Ela estava tão feliz... Ela precisava compartilhar este momento com a sua melhor amiga.
A medida que as horas foram passando, e a preocupação de Demi foi aumentando, Joe, que ainda estava eufórico com tudo o que havia passado naquele dia, começou a se preocupar também. 
Ambos então saíram em uma caçada a Camila.
Foram em sua casa e, nada.
Foram ao seu trabalho e, nada. Porém lá, descobriram uma dica importante, ela teria uma sessão de fotos hoje.
Demi e Joe foram até a agencia de Camila que estava fechada.
Agora já era muito tarde, e Demi estava a ponto de ter um colapso nervoso, Joe queria acalma-la, mas nem mesmo sabia como.
Os dois, já exaustos, se dirigiram novamente a seus apartamentos, Joe, queria ficar com Demi, conforta-la, mas Demi acabou convencendo-o que era melhor ela ficar sozinha. Um beijo longo e calmo foi trocado na despedida.

Mais meia hora havia se passado, já se passava de meia noite e nenhuma ligação que Demi fez, fora retornada.
Ainda desesperada, Demi, tornou sair pela cidade a procura de Camila, porém, desta vez sem Joe.
Ela não sabia muito bem onde começar a procurar, mas sabia de alguém que talvez pudesse ajuda-la.
Demi sabia que Sam tinha contatos, ele conhece editores de livros, revistas, pessoas importantes da T.V.. E se por acaso ele conseguisse descobrir para qual revista Camila tinha sido convocada para sessão de fotos?
Pegando a última linha de ônibus do dia, Demi, vai até a rua em que Sam mora, ela nunca esteve ali, havia perdido esta oportunidade, mas ela guardara o endereço e com a ajuda da internet, visualizava no mapa, para não se perder.
A rua era movimentada, o que de certa maneira era reconfortante, estava de noite, e andar por uma rua que você não conhece, sozinha, não é legal.
Ao encontrar o número certo, Demetria se surpreendeu com a casa, parecia pequena, porem grande ao mesmo tempo, era de uma arquitetura moderna, se destacava em meio as casas de madeira, lojas e pubs ao lado, que pareciam terem sido construídos a séculos atrás.
Demi bateu a campainha, sem nem mesmo saber o que iria falar.
E bateu novamente.
Será que ele não está em casa? – pensou após um tempo de espera.
Mais uma tentativa. Aquela seria a última, afinal de contas, Camila sabia como se virar, não é? Ela já vivia aqui sozinha a tanto tempo, porque se preocupar tanto? E pior, porque envolver Sam nisso?
_ Oi. – Sam abriu a porta surpreso, ofegante, com o cabelo desgrenhado e camisa quase toda desabotoada, estava um pé com meia e o outro sem. Ele sorriu sem jeito ao ver que era Demi.
_ Ai, perdão. – pediu Demi. _ Não queria te acordar.
_ Não, não se preocupe, não estava dormindo. – a acalma. Demi, mais aliviada, se aproxima, fazendo menção de querer adentrar a casa de Sam, porém ele não a abre caminho, demonstrando que, pelo menos ainda, não a quer lá dentro.
_ Eu preciso que você me ajude. – pede, ignorando todo o resto. _ Minha amiga desapareceu e acho que só você pode me ajudar.
_ Sua amiga? – pergunta Sam confuso.
_ Sim, eu tenho uma amiga aqui, ela é modelo e ela foi trabalhar, mas não voltou, nem atende os telefonemas, ela não é assim, e eu acho que você é o único que pode me ajudar. – Demi falava sem nem mesmo se permitir respirar entre uma palavra e outra. _... Na verdade você já a conhece, ela derrubou café, quero dizer cappuccino, em você quando nos conhecemos...
_ Espere aí. – Sam a interrompe. _ Você está falando da Camila? – Demi se assusta.
_ Sim. – responde, mas como ele sabia de quem se tratava? Será que ela havia a apresentado e não se lembrava?
_ Ela está bem. – diz Sam por fim.
Mas o que? – pensa Demi.
_ E como você sabe? – pergunta Demi, sem entender mais nada.
_ Porque eu estou aqui, tampinha. – diz Camila, surgindo na porta, ao lado de Sam, com uma cara fechada, pronta para pular no pescoço da amiga.
É. Ela está bem.



Continua

Olá, espero que tenham gostado, hoje mais tarde postarei sobre a maratona.
Aé, se vocês puderem votar em mim, comentando nestes blogs: Criticas de Fanfics ou Reviver Stories, eu agradeceria muito.
 As categorias são as seguintes:
Melhor Estória/Fanfic de 2015:
- Não Existem Poesias de Nanda Carol

Melhor Estória/Fanfic Escrita:
- Não Existem Poesias de Nanda Carol

Estória/Fanfic/Mini Fic de 2014 Nunca Esquecida:

- The Big Apple de Nanda Carol

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

13. A primeira vez – Não Existem Poesias



Foi um beijo, um beijo longo e quente, um beijo cheio de toques e apertos, um beijo que reacendeu o fogo neles, o mesmo fogo que tinha sido apagado na noite anterior, porém desta vez, Joe faria questão de ficar acordado.
Joe já estava quase nu, mas Demi ainda tinha muitas peças de roupas a serem tiradas, e a cada beijo, a cada toque, mais vontade ela tinha de tira-las de uma vez.
Ainda é muito cedo – pensa Demi.
Será a primeira vez dele, não devo apressá-lo. – dizia a si mesmo, enquanto apertava-o mais e mais contra seu corpo.
Serão apenas alguns beijos e amassos, nada demais. – tentava se convencer, mas parar, agora, seria quase impossível. Se Joe não a impedisse, ela não pararia. Porem Joe não estava dando sinais de que iria impedi-la, isto porque Joe não tinha intenção de parar. Ele já tinha dormido na noite anterior, ele não iria recuar hoje.

Num minuto de coragem Joe começou a levantar a blusa de alcinha de Demi, e ela, no começo, não fez nenhuma interjeição, estava tão concentrada nas caricias que estavam trocando, que nem mesmo percebeu as intensões de Joe, porém, assim que ele chegou a um ponto em que só com Demi levantando os braços para que a blusa fosse eliminada, ela se despertou.
_ Você... – começou ofegante. _ Você tem certeza? – perguntou.
_ Sim. – respondeu sem pestanejar.
Medo? Joe tinha de sobra, ele sabe que existe certa cobrança na atuação do homem, mas ele esperava que Demi lhe desse um desconto.
_ Você não precisa. – insistiu.
_ Você não quer? – perguntou Joe, sem disfarçar o desapontamento.
_ Quero. – falou sem nem mesmo pensar. _ Mas...
_ Chega de “mas” – interrompe-a e parte para outro beijo.
Ah, que se dane. – pensou Demi.
Vai ser agora.

O momento de apreensão de ambos passou. Joe agora tirara a blusa de Demi e ela mesma providenciou a retirada de seu sutiã, e Joe, sem nenhum acesso de timidez, se fartava, entre beijos e toques por todo o tronco de Demi.
As preliminares foram intensas e longas, mas quando caricias e beijos já não mais bastavam para eles, ambos tiraram as últimas peças de roupas com certa fúria e urgência, e foi apenas neste momento, em que já não tinha nenhum pedaço de pano separando-os, que Joe teve uma pequena hesitação, mas Demi, confortando-o, acariciou-o e colocou-o por baixo, ficando no comando de tudo.
Demi começou com movimentos leves e vagarosos. Não queria assusta-lo, e também gostaria de ver até onde ele poderia ir. Joe aos poucos tornava a se relaxar, permitindo-se sentir cada movimento de Demi sobre si.
Aos poucos Demi acelerou seus movimentos, acompanhada por Joe, que já estava ganhando rigidez. Ambos já soltavam alguns gemidos, ainda abafados.
 Agora Joe já estava com seu membro totalmente rígido e ambos estavam com o ritmo bem acelerado, gemidos altos eram emitidos, beijos fortes eram trocados, arranhões eram produzidos um na pele do outro.
Assim que percebeu que o auge de ambos estava chegando, Demi diminuiu os movimentos, querendo retardar o orgasmo dela e de Joe, o qual reclamou com um gemido longo, mas Demi queria que aquele momento durasse mais, talvez fosse pedir demais de Joe, pois era sua primeira vez, mas estava tão bom...
A velocidade poderia estar menor, mas os dois ainda gemiam, naquele ponto Demi e Joe estavam tão conectados e em tanto êxtase que até mesmo o toque de um na pele do outro já trazia ondas de prazer, era obvio que não se podia evitar o auge, e ele veio, primeiro Joe e em questões de segundos Demi também gozou.
Cansados, Demi saiu de cima de Joe e deitou-se ao seu lado, ofegante e ainda sentindo todo o seu corpo formigando. Joe, no mesmo estado, porém em completo êxtase, sorria enquanto controla sua respiração. Demi, vendo a felicidade dele cai na gargalhada, e Joe, a acompanha.
Nenhum dos dois sabiam do que realmente gargalhavam, se era um do outro, ou se era pelo momento em que acabaram de compartilhar.
Para Joe, sua primeira vez não poderia ter sido melhor, para Demi não era a primeira vez, mas sem dúvidas foi a melhor.


Continua


Capítulo hoje vai ser curtinho, mas espero que ainda assim tenham gostado.
Bom, final de ano está chegando, o natal já está quase aí, e meu presente veio adiantado, foi nomeada em algumas categorias de As melhores de 2015, que é uma premiação criada numa parceria entre os blogs Críticas de Fanfics e Reviver Stories, ano passado também tive o prazer de ser nomeada e graças a vocês consegui o 2º lugar em "Melhor história/Fanfic escrita" em 2014, então, novamente quero pedir seus votos, que serão muito importante para mim. As categorias são as seguintes:

Melhor Estória/Fanfic de 2015:
- A Vingança de Sílvia (A Vingança)
- Almost Loved de Amanda (Almost Loved)
- Memórias Aterradoras de Diana (História de uma Adolescente - Parte II)
- O Corvo de Ilka (PiAlCo)
- Effect Wolf de Maicla Moura (Effect Wolf)
- Don't Say Goodbye de Estela (Don't Say Goodbye)
- Bro Code de Erii (Sons da Alma)
- Secrets - Os Encantos do Escorpião de Jessiane Monteiro (Secrets - Os Encantos do Escorpião)
- Não Existem Poesias de Nanda Carol


Melhor Estória/Fanfic Escrita:
- Memórias Aterradoras de Diana
- O Corvo de Ilka
- Bro Code de Erii
- Não Existem Poesias de Nanda Carol


Estória/Fanfic/Mini Fic de 2014 Nunca Esquecida:
- Blind Date de Erii
- The Big Apple de Nanda Carol
- Uma Vida Eterna de Diana
- Laços de Sangue de Amanda
- The Way I Love You de Letícia Alvares (The Way I Love You)
- Inspiration II de Tatii (Inspiration)