segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

14. Uma noite quase especial – Não Existem Poesias



Camila não sabia, mas para Demi, o dia dela havia sido muito especial.
Demi não sabia, mas para Camila, o dia, de certa maneira, havia sido especial e, estava para ser mais especial ainda.
Camila e Demi estavam completamente apaixonadas, nenhuma das duas tinha duvidas sobre esta afirmação, e ambas, uma mais que outra, estava sendo correspondida.
Demi, não só tinha recebido uma declaração de Joe, como também tinha tido uma tarde de amor com ele. Já pra Camila tudo ficou um pouco subentendido no começo.
Durante a sessão de fotos, Sam, a fitava com ferocidade, observando cada detalhe, como se a analisasse, ele a via profundamente. Sim, talvez ele tenha feito isso com todas as outras modelos do dia, afinal, antes de tudo, ele estava ali a trabalho, assim como ela.
Porem, quando a sessão acabou e todos se preparavam para ir embora, Sam se aproximou de Camila, puxando assunto. Os dois acabaram conversando sobre o único assunto que ambos tinham em comum, Demi. Camila não se sentiu mal por isso, ela é boa no "assunto" Demi, e se este fosse o único assunto que teria com Sam, pelo menos por agora, falar sobre a amiga não teria problema.
Por incentivo de Camila, os dois trocaram telefones e Sam, muito educadamente, ofereceu carona para Camila, que não foi boba, e aceitou na hora.
Estar dentro do carro de Sam, com ele dirigindo, foi um pouco estranho, nada como ela pensava que seria, ambos estavam calados, e por incrível que pareça, Camila não sabia o que falar... Bom, na verdade ela sabia muito bem o que falar, mas chegar com "queria ter noites sujas com você", não seria a melhor maneira de conquista-lo, então, só por agora, seria melhor este clima meio tenso, do que estragar toda e qualquer outra chance entre os dois, já era o bastante ela ter comentado sobre o tamanho do pé dele.

_ Eu estava pensando... – começou Sam, quando já estavam a meio caminho de chegar a casa de Camila. _ Minha modelo precisa de um rosto... – deixou aberto, para livre interpretação de Camila, que demorou um pouco para entender.
_ Eu acho que poderia te ajudar neste quesito.
_ Sinceramente, acho que você realmente seria a pessoa ideal para me ajudar neste quesito. – falou.
_ Sério? – Camila sentiu seu coração disparar. _ E por quê? – tentou se fazer de desentendida.
_ Você é uma boa modelo, é uma pessoa legal, acho que... Bom, você é bem bonita. – corou um pouco.
_ Você acha mesmo?
_ Acho. – confirmou, ainda meio tímido. Camila apenas sorri, mas por dentro ela está a ponto de explodir.
_ Sabe, eu te acho bem bonito. – disse ela em resposta, deixando Sam sem palavras por um curto instante.
_ Muito obrigado. – Sam não é exatamente tímido, mas por algum motivo Camila o fazia sentir-se assim.
_ Mas...  E como você estava pensando em... – deixou em aberto.
_ Você já posou parar um ilustrador? – pergunta. Camila se surpreende.
_ Nunca.
_ E o que você acharia de posar pela primeira vez?
_ Acho que seria uma experiência incrível. – Sam sorri.
_ E você está livre hoje? – perguntou sem perder tempo. Já era noite, e no fundo Camila já se sentia cansada, mas tampouco era tão tarde assim, mesmo se chegasse em sua casa agora, ela ainda não dormiria, no máximo se jogaria na cama, e passaria o resto da noite pensando no dia de hoje.
_ Estou. – respondeu.
_ E você se importaria em posar para mim hoje? – perguntou Sam, cuidadosamente.
_ Não. – disse Camila.
Ambos sorriram.

Demi já estava desesperada, ela tinha tanto para falar com Camila, e passara o fim da tarde e a noite inteira tentando falar com a amiga. Ela tinha tanto para contar... Ela estava tão feliz... Ela precisava compartilhar este momento com a sua melhor amiga.
A medida que as horas foram passando, e a preocupação de Demi foi aumentando, Joe, que ainda estava eufórico com tudo o que havia passado naquele dia, começou a se preocupar também. 
Ambos então saíram em uma caçada a Camila.
Foram em sua casa e, nada.
Foram ao seu trabalho e, nada. Porém lá, descobriram uma dica importante, ela teria uma sessão de fotos hoje.
Demi e Joe foram até a agencia de Camila que estava fechada.
Agora já era muito tarde, e Demi estava a ponto de ter um colapso nervoso, Joe queria acalma-la, mas nem mesmo sabia como.
Os dois, já exaustos, se dirigiram novamente a seus apartamentos, Joe, queria ficar com Demi, conforta-la, mas Demi acabou convencendo-o que era melhor ela ficar sozinha. Um beijo longo e calmo foi trocado na despedida.

Mais meia hora havia se passado, já se passava de meia noite e nenhuma ligação que Demi fez, fora retornada.
Ainda desesperada, Demi, tornou sair pela cidade a procura de Camila, porém, desta vez sem Joe.
Ela não sabia muito bem onde começar a procurar, mas sabia de alguém que talvez pudesse ajuda-la.
Demi sabia que Sam tinha contatos, ele conhece editores de livros, revistas, pessoas importantes da T.V.. E se por acaso ele conseguisse descobrir para qual revista Camila tinha sido convocada para sessão de fotos?
Pegando a última linha de ônibus do dia, Demi, vai até a rua em que Sam mora, ela nunca esteve ali, havia perdido esta oportunidade, mas ela guardara o endereço e com a ajuda da internet, visualizava no mapa, para não se perder.
A rua era movimentada, o que de certa maneira era reconfortante, estava de noite, e andar por uma rua que você não conhece, sozinha, não é legal.
Ao encontrar o número certo, Demetria se surpreendeu com a casa, parecia pequena, porem grande ao mesmo tempo, era de uma arquitetura moderna, se destacava em meio as casas de madeira, lojas e pubs ao lado, que pareciam terem sido construídos a séculos atrás.
Demi bateu a campainha, sem nem mesmo saber o que iria falar.
E bateu novamente.
Será que ele não está em casa? – pensou após um tempo de espera.
Mais uma tentativa. Aquela seria a última, afinal de contas, Camila sabia como se virar, não é? Ela já vivia aqui sozinha a tanto tempo, porque se preocupar tanto? E pior, porque envolver Sam nisso?
_ Oi. – Sam abriu a porta surpreso, ofegante, com o cabelo desgrenhado e camisa quase toda desabotoada, estava um pé com meia e o outro sem. Ele sorriu sem jeito ao ver que era Demi.
_ Ai, perdão. – pediu Demi. _ Não queria te acordar.
_ Não, não se preocupe, não estava dormindo. – a acalma. Demi, mais aliviada, se aproxima, fazendo menção de querer adentrar a casa de Sam, porém ele não a abre caminho, demonstrando que, pelo menos ainda, não a quer lá dentro.
_ Eu preciso que você me ajude. – pede, ignorando todo o resto. _ Minha amiga desapareceu e acho que só você pode me ajudar.
_ Sua amiga? – pergunta Sam confuso.
_ Sim, eu tenho uma amiga aqui, ela é modelo e ela foi trabalhar, mas não voltou, nem atende os telefonemas, ela não é assim, e eu acho que você é o único que pode me ajudar. – Demi falava sem nem mesmo se permitir respirar entre uma palavra e outra. _... Na verdade você já a conhece, ela derrubou café, quero dizer cappuccino, em você quando nos conhecemos...
_ Espere aí. – Sam a interrompe. _ Você está falando da Camila? – Demi se assusta.
_ Sim. – responde, mas como ele sabia de quem se tratava? Será que ela havia a apresentado e não se lembrava?
_ Ela está bem. – diz Sam por fim.
Mas o que? – pensa Demi.
_ E como você sabe? – pergunta Demi, sem entender mais nada.
_ Porque eu estou aqui, tampinha. – diz Camila, surgindo na porta, ao lado de Sam, com uma cara fechada, pronta para pular no pescoço da amiga.
É. Ela está bem.



Continua

Olá, espero que tenham gostado, hoje mais tarde postarei sobre a maratona.
Aé, se vocês puderem votar em mim, comentando nestes blogs: Criticas de Fanfics ou Reviver Stories, eu agradeceria muito.
 As categorias são as seguintes:
Melhor Estória/Fanfic de 2015:
- Não Existem Poesias de Nanda Carol

Melhor Estória/Fanfic Escrita:
- Não Existem Poesias de Nanda Carol

Estória/Fanfic/Mini Fic de 2014 Nunca Esquecida:

- The Big Apple de Nanda Carol

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

13. A primeira vez – Não Existem Poesias



Foi um beijo, um beijo longo e quente, um beijo cheio de toques e apertos, um beijo que reacendeu o fogo neles, o mesmo fogo que tinha sido apagado na noite anterior, porém desta vez, Joe faria questão de ficar acordado.
Joe já estava quase nu, mas Demi ainda tinha muitas peças de roupas a serem tiradas, e a cada beijo, a cada toque, mais vontade ela tinha de tira-las de uma vez.
Ainda é muito cedo – pensa Demi.
Será a primeira vez dele, não devo apressá-lo. – dizia a si mesmo, enquanto apertava-o mais e mais contra seu corpo.
Serão apenas alguns beijos e amassos, nada demais. – tentava se convencer, mas parar, agora, seria quase impossível. Se Joe não a impedisse, ela não pararia. Porem Joe não estava dando sinais de que iria impedi-la, isto porque Joe não tinha intenção de parar. Ele já tinha dormido na noite anterior, ele não iria recuar hoje.

Num minuto de coragem Joe começou a levantar a blusa de alcinha de Demi, e ela, no começo, não fez nenhuma interjeição, estava tão concentrada nas caricias que estavam trocando, que nem mesmo percebeu as intensões de Joe, porém, assim que ele chegou a um ponto em que só com Demi levantando os braços para que a blusa fosse eliminada, ela se despertou.
_ Você... – começou ofegante. _ Você tem certeza? – perguntou.
_ Sim. – respondeu sem pestanejar.
Medo? Joe tinha de sobra, ele sabe que existe certa cobrança na atuação do homem, mas ele esperava que Demi lhe desse um desconto.
_ Você não precisa. – insistiu.
_ Você não quer? – perguntou Joe, sem disfarçar o desapontamento.
_ Quero. – falou sem nem mesmo pensar. _ Mas...
_ Chega de “mas” – interrompe-a e parte para outro beijo.
Ah, que se dane. – pensou Demi.
Vai ser agora.

O momento de apreensão de ambos passou. Joe agora tirara a blusa de Demi e ela mesma providenciou a retirada de seu sutiã, e Joe, sem nenhum acesso de timidez, se fartava, entre beijos e toques por todo o tronco de Demi.
As preliminares foram intensas e longas, mas quando caricias e beijos já não mais bastavam para eles, ambos tiraram as últimas peças de roupas com certa fúria e urgência, e foi apenas neste momento, em que já não tinha nenhum pedaço de pano separando-os, que Joe teve uma pequena hesitação, mas Demi, confortando-o, acariciou-o e colocou-o por baixo, ficando no comando de tudo.
Demi começou com movimentos leves e vagarosos. Não queria assusta-lo, e também gostaria de ver até onde ele poderia ir. Joe aos poucos tornava a se relaxar, permitindo-se sentir cada movimento de Demi sobre si.
Aos poucos Demi acelerou seus movimentos, acompanhada por Joe, que já estava ganhando rigidez. Ambos já soltavam alguns gemidos, ainda abafados.
 Agora Joe já estava com seu membro totalmente rígido e ambos estavam com o ritmo bem acelerado, gemidos altos eram emitidos, beijos fortes eram trocados, arranhões eram produzidos um na pele do outro.
Assim que percebeu que o auge de ambos estava chegando, Demi diminuiu os movimentos, querendo retardar o orgasmo dela e de Joe, o qual reclamou com um gemido longo, mas Demi queria que aquele momento durasse mais, talvez fosse pedir demais de Joe, pois era sua primeira vez, mas estava tão bom...
A velocidade poderia estar menor, mas os dois ainda gemiam, naquele ponto Demi e Joe estavam tão conectados e em tanto êxtase que até mesmo o toque de um na pele do outro já trazia ondas de prazer, era obvio que não se podia evitar o auge, e ele veio, primeiro Joe e em questões de segundos Demi também gozou.
Cansados, Demi saiu de cima de Joe e deitou-se ao seu lado, ofegante e ainda sentindo todo o seu corpo formigando. Joe, no mesmo estado, porém em completo êxtase, sorria enquanto controla sua respiração. Demi, vendo a felicidade dele cai na gargalhada, e Joe, a acompanha.
Nenhum dos dois sabiam do que realmente gargalhavam, se era um do outro, ou se era pelo momento em que acabaram de compartilhar.
Para Joe, sua primeira vez não poderia ter sido melhor, para Demi não era a primeira vez, mas sem dúvidas foi a melhor.


Continua


Capítulo hoje vai ser curtinho, mas espero que ainda assim tenham gostado.
Bom, final de ano está chegando, o natal já está quase aí, e meu presente veio adiantado, foi nomeada em algumas categorias de As melhores de 2015, que é uma premiação criada numa parceria entre os blogs Críticas de Fanfics e Reviver Stories, ano passado também tive o prazer de ser nomeada e graças a vocês consegui o 2º lugar em "Melhor história/Fanfic escrita" em 2014, então, novamente quero pedir seus votos, que serão muito importante para mim. As categorias são as seguintes:

Melhor Estória/Fanfic de 2015:
- A Vingança de Sílvia (A Vingança)
- Almost Loved de Amanda (Almost Loved)
- Memórias Aterradoras de Diana (História de uma Adolescente - Parte II)
- O Corvo de Ilka (PiAlCo)
- Effect Wolf de Maicla Moura (Effect Wolf)
- Don't Say Goodbye de Estela (Don't Say Goodbye)
- Bro Code de Erii (Sons da Alma)
- Secrets - Os Encantos do Escorpião de Jessiane Monteiro (Secrets - Os Encantos do Escorpião)
- Não Existem Poesias de Nanda Carol


Melhor Estória/Fanfic Escrita:
- Memórias Aterradoras de Diana
- O Corvo de Ilka
- Bro Code de Erii
- Não Existem Poesias de Nanda Carol


Estória/Fanfic/Mini Fic de 2014 Nunca Esquecida:
- Blind Date de Erii
- The Big Apple de Nanda Carol
- Uma Vida Eterna de Diana
- Laços de Sangue de Amanda
- The Way I Love You de Letícia Alvares (The Way I Love You)
- Inspiration II de Tatii (Inspiration)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

12. Dois casais?  – Não Existem Poesias


O dia de Camila hoje seria bem tumultuado, ela  acordara com um telefonema da agencia falando que ela posaria para uma sessão de fotos especial, para um fotografo famoso. Camila até cogitou recusar, ela tinha dado duro no dia anterior, gostaria muito de sair da cafeteria para casa e hibernar na sua cama, mas o cache era muito bom, poderia significar contas pagas no dia certo, e quem sabe uma saída no fim de semana?

Suas ultimas horas de trabalho na cafeteria foram intensos, o clima estava um pouco frio, contrastando com a parte da manhã, que estava bem quente, com isso muitas pessoas se animaram para tomar um café, isso não era ruim, quanto mais clientes, mais gorjetas, porém isto tampouco era bom, quanto mais cliente, mas tempo ela teria que ficar ali, mesmo que ela tivesse um horário, sempre que está muito cheio o horário de saída é ultrapassado.
_ Me dê 50, que eu te cubro. - diz a colega de trabalho de Camilla.
_ Passo. - responde. Se ela saísse um pouco mais tarde era só apertar o passo, para tentar não se atrasar tanto.
_ Você pode sair agora e eu te cubro. - insistiu. Camila deu uma rápida olhada no relógio, se ela saísse agora seriam no mínimo vinte minutos de bônus, o que poderiam lhe ser valiosos.
_ Ainda por 50? - perguntou interessada, apesar de achar caro, pois ela não só  ganharia 50 dólares por 20 minutos de trabalho, como ainda ficaria com as gorjetas de Camila.
_ Sim, e eu ainda bato seu ponto no final do expediente.
_ só não te digo obrigado, porque estou pagando caro por isso.
_ Sem problemas. Eu digo de nada mesmo assim. - Camila sorri olhando para a colega.  _ Sorte lá viu? Vê se arrasa.

Camila apressou-se para o lado de fora, e uma rajada de vento frio a recebeu com tudo. Camila cruzou os braços, tentando se proteger do frio e seguiu caminhando até o ponto de ônibus.
Seus vinte minutos de bônus quase desapareceram, o ônibus não só custou para passar, como também  parou praticamente em todos os pontos e sinais de transito do caminho. Era como se o destino estivesse brincando com ela, no mesmo momento que a ajudava, a atrapalhava. 


Assim que chegou ao lugar das fotos, Camila suspirou aliviada, chegara a tempo.
A sessão de fotos seria feita em um prédio antigo da cidade, mesmo sendo antigo, o lugar era conservado e bonito. Quando entrou, já foi recebida por uma moça que se dizia da equipe da sessão de fotos de hoje, ela foi educada e levou Camila até o segundo andar. O segundo andar era um lugar amplo, porém estava cheio arraras abarrotadas com roupas, havia muitas pessoas, andando de um lado para o outro, parecia mais um desfile do que uma sessão de foto.
_ Uau.- ela escutou alguém dizer atrás de si. Ou virar-se vê que se trata de Sam.
_ Sam? – diz surpresa. _ Você... O que você faz aqui? É fotografo agora?
_ Não, longe disto, continuo achando que um lápis na mão faz belezas maiores do que uma maquina com flash. – responde. _ Mas estou em um grande projeto que envolve modelos, então meu amigo fotografo me deixou invadir a sessão dele.
_ E qual seria o projeto?
_ Um estilista quer apresentar a obra dele em ilustrações ao invés de fotos, porém, ele quer modelos reais, e é para isso que estou aqui, quero ver como essas sessões funcionam, o que eu posso levar para as folhas, como eu devo abordar as modelos...
_Parece bem legal. – disse realmente empolgada. _ E o que você achou?
_ Confuso. – admitiu. _ Barulhento... Legal. – Camila riu. _ mas acho que vai ficar bem melhor agora... – disse sugestivo. Camila sorri, se animando para se aproximar mais dele.
_ Sabe, desde o primeiro dia que te vi no café eu te achei interessante. - parou antes que falasse mais do que deveria.
_ Interessante?  - ficou curioso.
_ É.
_ E porque?
_Bom, você é bonito e...
_ E...?
_ Seu pé é grande. - agora já tinha ido, Camila já tinha falado demais, agora era esperar que ele não se assustasse.
A princípio ambos ficaram se olhando sem reação. Camila pois sabia que tinha falado muito e que poderia ter desperdiçado um ótimo pretende. Já Sam estava tentando entender o que tinha acabado de escutar, era uma brincadeira? Era sério?
Por via das dúvidas Sam começou a rir descontroladamente, podia até ser sério, mas ainda assim era engraçado, ele não sabia que mulheres reparavam no tamanho do pé dos homens e muito menos que teriam coragem de assusmir algo assim, Camila, aliviada, entrou na risada também, mais não estava sendo muito sincera, afinal, ele estava rindo do que ela tinha falado ou dela?
_ Bom saber. - falou ele,  após parar sua crise de riso.
_ Bom saber o que?
_ Que você me achou interessante. - disse, deixando Camila com uma pulga atrás da orelha.   _ Acho que seria bom você ir se aprontar,  sua sessão já vai comecar. - disse sorrindo e saindo, deixando Camila sem entender nada.




_ Sabe... – começou Demi, sem saber se deveria. _ Eu gostei. – admitiu. _ Fiquei um pouco brava, mas eu gostei.
_ Jura? – Joe abriu um sorriso. Ele não se lembrava do que havia acontecido, mas pelo menos não tinha a decepcionado, mas... _ Espere.  Brava? – perguntou confuso, se ela havia gostado da noite que eles tiveram  juntos, porque então ela havia ficado brava?
_ É. – disse tímida. _ Eu sei que é  um pouco idiota, mas, sei lá, eu estava bem empolgada e você apagou do nada...
_ Eu... Apaguei?... – Joe estava bem confuso e isso se via pela sua expressão.
_ Apago... – interrompeu-se no meio da palavra. Suspirou. Ah Demetria, como você é burra!_ Você não se lembra de nada, não é?
_ Eu me lembro... Bom, me lembro de partes... Na verdade tem belo de um “buraco” na minha memoria, só que eu pensei que era por causa da bebida e não porque eu... Apaguei.
_ Joe, você estava achando que... Que nós dois...
_ Sim... – admitiu.
_ Então toda esta conversa?... – Joe sorriu, tinha como uma noticia dessas ser tão boa? Não tinha acontecido nada, bom, tinha acontecido algo, mas não era nada do que ele imaginava, até mesmo a enxaqueca de Joe diminuiu.
_ Acho que seria bom se recomeçássemos. – Demi riu.
_ Então. – começou sorrindo, sentando-se na cama, ao lado de Joe. _ sobre ontem, você se arrependeu?
_ Um pouco. – respondeu e Demi levou um susto.
_ Que?! – Joe riu.
_ Eu não deveria ter apagado. – explicou-se com um sorriso no rosto. Demi respirou aliviada.
_ Você tem que se lembrar de que ainda não estou acostumada com o Joe piadista.
_ Bom, não te julgo. – riu.
_ Mas agora, sério, você se lembra do que falou para mim?
_ Acredito que sim.
_ E?
_ Disso eu não me arrependo. – Demi sorriu.
_ E disso? – perguntou e já avançou para lhe dar um beijo. Joe, claramente, não se esquivou, correspondeu o beijo com afinco. E assim que separaram o beijo, já um pouco ofegantes, Joe sorriu.
_ Sabe sobre a proposta de me ajudar com meu chefe?
_ Sim.
_ Eu acho que vou precisar tirar o dia inteiro de folga, será que é possível? – perguntou sugestivo.
_ Não precisa perguntar duas vezes.

                         Continua

Ei gente, este capítulo estava para ser publicado automaticamente pelo Blogger, porém pelo jeito não foi e eu só fui perceber isso hoje, que entrei para atualizar o blog que vi. Pesso perdão e prometo fazer uma maratona em breve para compensar. Espero que gostem do capítulo e já aviso, probabilidade de Hot no próximo capitulo kk

Ps. Meu cmputador se foi, por isso estou sendo obrigada a postar pelo celular. Por isso responderei aos comentários depois, quando ressuscitarem meu note.

domingo, 29 de novembro de 2015

11. Uma noite, duas versões – Não Existem Poesias


Joe novamente desceu ao pescoço de Demi, e lá depositou alguns beijos e deu pequenas mordidas, Demi não sabia se Joe tinha consciência do que estava fazendo, como aquele moço todo tímido poderia fazê-la se arrepiar assim? Talvez fosse a bebida. Quem sabe o álcool liberta um Joe que nem mesmo Joseph sabe que há dentro de si?
Aos poucos Joe para com as caricias e Demi já se prepara para o que pode vir, mas tudo o que ela sente é o corpo de Joe ficando cada vez mais pesado encima de si.
Demi demorou um tempo para aceitar o que tinha acabado de acontecer. Joe, após deixa-la excitada, havia dormido, encima dela.
Demi custou para conseguir tira-lo de cima e levantar-se, mesmo não tendo sido muito delicada ao movê-lo, Joe não havia dado nenhum sinal de que iria acordar, Demi até desconfiava que ele estava começando a roncar.
Ótimo.
Bom, nesta noite não teria mais Joe, disso Demi já tinha certeza, frustrante, extremamente frustrante, tudo bem que não era algo que ela esperava, principalmente sendo uma iniciativa de Joe, mas ela queria, ela queria e muito, ela nem mesmo sabia disso, mas queria, ela precisou que a chama fosse acendida para perceber que ela o desejava e muito. Poderia até ser carência, como Camila havia dito, mas se fosse o caso, Demi então seria egoísta e continuaria a usa-lo, não seria para sempre, não é? Ela, se tudo sair como planejado, logo voltaria para sua cidade e assim, ela não mais o usaria, ela o deixaria livre para viver, longe de seu egoísmo.

Pela primeira vez, desde que chegara a Califórnia, Demi agradecia por seu apartamento ser pequeno, Joe poderia ser magro, mas era pesado, e ainda que não fosse, Demi não é uma pessoa muito forte fisicamente, qualquer coisa que ultrapasse oito quilos, para ela já não é carregável.
Ainda assim, com muito esforço, Demi, arrastou, literalmente, Joe até seu quarto. Ela poderia tê-lo deixado na sala, arrasta-lo para o sofá e deixá-lo por lá, porém além do sofá ser minúsculo para Joe, não parecia justo deixá-lo lá. A cama de Demi era grande o suficiente para os dois.
Para deixa-lo mais confortável, Demi tirou seu sapato e meias, com muita dificuldade tirou sua blusa, também visando o conforto dele, quando chegou à calça, Demi entrou num dilema consigo mesmo, graças a “reforma” no armário dele, feito por ela e Camila, as calças que Joe vinha usando estavam mais justas, mas será que ela deveria tira-la?


Durante a noite Demi não sabia como agir.
Bom, Joe havia se declarado a ela e ela também havia se declarado a ele. Então, pelos menos teoricamente, eles estavam namorando, não é? Concluindo, qual seria o problema de chegar mais perto dele, dormir em seus braços?
Porém, quando Joe se declarou ele estava bêbado, e provavelmente, quando acordar, ele não terá a mínima ideia do que aconteceu. Se ele acordasse com Demi dormindo de maneira tão intima com ele, ele poderia achar estranho, se assustar, tornar a se afastar...
Bom, talvez fosse melhor apenas ficar no seu canto. Pelo menos até saber o que ele realmente queria.

Joe acordou com uma baita dor de cabeça, ele não sabia quanto tempo tinha dormido, mas ainda se sentia cansado. Assim que abriu os olhos se assustou.
Ele conhecia aquele quarto, mas não era o dele, e assim que olhou para o lado, Joe se assustou mais ainda, ele conhecia aquela pessoa. É Demi, dormindo profundamente.
Não foi necessário muito esforço para que os flashes de memória começassem a aparecer. Eram pequenas lembranças, que não diziam muito para ele, mas duas em questão chamou sua atenção: eles haviam se beijado. Se beijado de verdade, com vontade e bom, um beijo tão beijo não poderia ter acabado em outra coisa...
Não é possível - pensou Joe.
Ele queria ter este momento com Demi, e ele estava parte feliz, porque eles tiveram, mas ele queria lembrar-se do que aconteceu, ele não queria que sua primeira vez tivesse sido completamente apagada de sua mente.
Ah Joe, porque você bebeu tanto?

_Bom dia. - Joe escutou uma voz sussurrar. Era Demi.
_ Bom dia. - respondeu ele, sem muita coragem de olha-la nos olhos.
_ Ei.  - ela tocou o queixo dele e fez uma leve pressão para que ele se virasse para ela. Demi sorria, ela não é estava mais brava nem mesmo chateada, talvez tenha sido melhor assim, primeiro os dois deveriam esclarecer tudo, e se possível, com ambas as partes sóbrias. _ Esta tudo bem? - perguntou, Demi falava bem baixo, já tinha passado por ressacas e sabe que a cabeça de Joe poderia estar a ponto de "explodir".
_ Sim. - Respondeu, mesmo não sendo total verdade.
_ Alguma dor? - perguntou, se especificando.
Dor no coração por ser incapaz de lembrar a noite linda que tivemos.
_ Minha cabeça. - fez careta. Demi riu.
_ Vou te dar um remédio que vai te ajudar. Se você quiser tomar banho... É bom para dar uma acordada. - sorriu e se levantou.
_ Demi. - Joe se levantou, mas apenas para se sentar na cama. _ que horas são? - perguntou. Demi pega seu celular na cadeira bamba de madeira, que fazia o papel de seu criado mudo.
_ Onze e quarenta.
_ O que? - Joe se levanta em um pulo, no final não precisaria de um banho para acordar, mas logo foi obrigado a sentar-se novamente, fazendo uma careta, no final, o remédio ainda seria bem vindo.
_ Você... Tinha que ir trabalhar, não é?  - perguntou sem jeito, só se lembrando agora de que ainda era sexta-feira.
_ Sim. - Joe nem sabia como assimilar seu erro. Logo ele que já tinha quase dispensado o despertador, pois sempre acordava antes dele tocar, e hoje, pela primeira vez em sua carreira profissional, ele não só havia acordado tarde, ele simplesmente tinha perdido todo o turno da manhã de aulas e pior, não tinha avisado ao diretor.
Joe estava ferrado.
_ Vai ser muito ruim para você?
_ Eu tinha varias aulas hoje. Perdi todas do turno da manhã.
_ Será que você não pode falar com o diretor? – sugeriu, mesmo sabendo que no mundo real isso não funciona.
_ Agora? Acho que não vai adiantar muito... Afinal, o que eu vou dizer? Que fiquei bêbado? Que tipo de desculpa é essa?
_ Você não precisa dizer a verdade. - Joe suspirou frustrado.
_ Ainda não entendo como fui perder a hora assim. - disse com a mão na testa.
_ Bom, foi uma longa noite. - disse Demi.
Claro, pensou Joe, uma longa noite da qual ele não se lembrava de nada.
_ Pois é, foi uma noite... Longa. - não sabia o que dizer. Será que já tinha passado muito tempo para ele perguntar a ela se ela havia gostado? Será que ele já havia perguntado isso para ela? Será que ele fez algo errado? Afinal de contas ele nunca tinha transado antes, a probabilidade de algo ter dado errado, era bem grande.
_ Eu posso te ajudar a arrumar uma desculpa para seu chefe. – sugeriu Demi.
_ Não sei... Talvez eu deva encarar seja lá o que vira para mim hoje à tarde. – respondeu.
_ Você sabe o que faz. – concluiu Demi.
O clima estava estranho, ambos não sabiam como entrar no assunto, e isso parecia um absurdo, afinal, na noite anterior eles não foram nem um pouco tímidos.
_ Joe. – começou Demi. _ Sobre ontem...
_ Demi. – interrompeu. _ Eu... – travou. Como falar que ele não se lembrava do que havia acontecido?
_ Você se arrependeu? – perguntou Demi, já com medo da resposta.
_ Não é que eu me arrependi... – Joe tentou se explicar. De certa maneira ele havia se arrependido, ele não queria que acontecesse assim, com ele bêbado... Mas... Bom, não tinha um mais, Joe estava arrependido.
     _ Isso quer dizer que... – Demi estava triste, porque ele tinha falado tudo aquilo se ele não queria? Porque ele tinha se entregado tanto a ela, se não tinha intenções de ficar? _ Que vai ficar por isso mesmo? – Joe mirou a ela, sem saber o que falar. Que tipo de homem ele seria se falasse que “sim, isto é tudo”?
_ Acho que... – suspirou. _ Não sei...


Continua


Ei, não me matem, daqui a pouco posto o próximo capítulo.
Sei que muitos aí não vão gostar do capítulo como ficou, mas garanto que tenho minhas razões.

No próximo capítulo eu respondo aos comentários ;) 

sábado, 28 de novembro de 2015

Nota de Esclarecimento

Por motivos pessoais, não consegui postar o capítulo prometido para ontem (27/11), tendo em vista que o último capítulo deste mês seria postado no dia 30, resolvi então postar ambos os capítulos amanhã, dia 29 de novembro, sendo o capítulo 11 postado até as 14 hrs (horário de Brasilia), e o capítulo 12 será postado até 20 hrs (também horário de Brasilia).
Agradeço a compreensão.
Até amanhã ;)

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

10. Linda Catástrofe – Não Existem Poesias


A quinta-feira de Demi tinha sido estranha. Assim que acordou percebeu que hoje seria o primeiro dia, desde que chegara a Califórnia, que ela não tinha exatamente nada para fazer.
Camila hoje trabalharia até tarde, após seu turno na cafeteria, ela iria para uma seção de fotos para uma revista juvenil, isso significava que nada de amiga por hoje. Ela não tinha nada marcado com Sam, nem mesmo com nenhuma editora, e como Demi queria “dar um tempo” em seu convívio com Joe, ela não poderia procura-lo. Solução? Ficar o dia inteiro em seu pijama, comendo o que ainda restava das comidas congeladas que a mãe mandara, tentando achar algum filme legal para ver na TV, assim que eu ganhar algum dinheiro, vou assinar Netflix, pensou consigo mesmo.
Mas tarde ela recebeu um telefonema de seu pai, ele a dissera que sua mãe mandou-lhe um abraço, Demi não acreditava, mas fingiu que sim, ela sabia que a mãe ainda estava chateada, e isso machucava o coração de Demi, e foi exatamente neste momento em que ela parou para se perguntar se tudo aquilo valia a pena, ficar longe de sua família, brigada com sua mãe...
Nem tudo pode ser perfeito, afinal.
O dia dela pode até ter começado estranho, mas nada se compararia com sua noite.
Já era tarde, no relógio marcava quase meia noite e meia, porque alguém bateria em sua porta numa hora desta?
Seu coração disparou assim que percebeu que se tratava de Joe, o que ele estava fazendo ali? Quer dizer, o que ela deveria fazer? Deixa-lo lá poderia deixa-lo preocupado, assim como ela ficou, quando ele demorou a atendê-la na noite anterior, mas ela tinha que evita-lo, não é? O que fazer? Pense rápido Demetria!
Assim que abriu a porta, Demi logo percebeu que ele estava estranho, o seu olhar meio perdido, o seu cheiro estava forte, com roupa toda desgrenhada, ele estava... Bêbado? Não, isso não é possível.
Mas era...
_ Eu sempre gostei de ser sozinho... – começou Joseph, assim que percebeu que a porta estava aberta.
_ Joe. – Demi tentou interrompe-lo.
_ Shhhhhhhi, não. Estou falando. – disse enrolando um pouco a língua. _ Eu me acostumei com a solidão, triste não é? - perguntou olhando diretamente para Demi. Demi não disse nada, já tinha sido interrompida uma vez,  ela não arriscar de novo, ele estava bêbado, bastava dá-lo atenção, até que desmaiasse de bêbado. _ Em? Não é triste? - insistiu.
_ Joe, você quer entrar? - ele estava falando um pouco alto, logo os vizinhos sairiam para ver o que estava acontecendo, e Demi não tinha duvidas que Joe odiaria saber que a vizinhança inteira o viu bêbado.
_ Não foi isso que eu te perguntei... Não é triste? – perguntou novamente.
_ É Joe. - respondeu, por fim. _ Solidão é triste.
_ Não era para mim. - falou, esta frase saiu quase limpa, como se ele estivesse sóbrio. _ a solidão me bastava. Eu era feliz Demi!
_ Joe. Entre. Por favor. - Demi não podia negar, ela estava um pouco brava, melhor, decepcionada. O pai de Demi sempre foi um bom pai e marido, porém, seu lugar preferido sempre foi o bar. Demi ainda lembra-se da primeira vez que o viu chegar bêbado em casa, sua mãe, que estava preocupada, com o desaparecimento do marido, assim que o viu naquele estado, brigou com ele, a discussão foi quente, o pai bêbado gritava feito um louco, e a mãe não deixava por menos. Demi nunca os tinha visto brigar antes, aquela ainda seria a primeira briga de muitas presenciadas por ela, porém, sem duvidas, tinha sido a mais marcante.
Ver Joe assim foi como tiro para Demi. Quando ela o conheceu, ela viu que ele era um homem diferente, e isso fez com que aproximação dos dois fosse tão fácil, eles até podiam não fazer o casal ideal, mas ela sabia que se eles ficassem juntos, ele a faria feliz. Mas vê-lo assim, bêbado, fazendo escândalo na sua porta, fez com que ela começasse a acreditar no que dizem: todos os homens são iguais.
_ Você Demetria. Você é uma catástrofe. - disse, Demi se segurou para não fechar a porta na cara dele, agora Joe já estava saindo do controle, ela não era obrigada a escutar ofensas. _ Você é aquela catástrofe que te machuca, mas é uma catástrofe linda, uma catástrofe que eu não ligo de me atingir, é uma catástrofe que eu gosto... - Demi estava boquiaberta, mas o que ele estava falando? Não era possível que ele estava falando sério, nada daquilo fazia sentindo mais. Ela estava sonhando, é isso, ela estava sonhando... _ Eu gosto de você Demi...
_ Joe...
_ Isto não é loucura? Eu mal te conheço e eu já gosto de você. O que você fez comigo Demi? Que feitiço você jogou em mim. - agora Joe não mais gritava. Isso teria deixado Demetria mais tranquila, se ela não estivesse tão surpresa com o que escutara.
Por que ele estava fazendo isto com ela? Ele estava alucinado? Ele estava falando a verdade? Por que Joe?
_ Talvez seja o mesmo que você jogou em mim. - confessou. Provavelmente ele estava tão bêbado que não se lembraria dela falando isso. Que mal faria?
Bom, Joe está totalmente bêbado, ele já havia feito algo em que, sóbrio, jamais faria, confessar-se apaixonado por Demi, e agora que ele, pelo menos em sua mente de bêbado, entendeu em sua resposta que ela também gostava dele, porque não se arriscar mais um pouquinho?
Demi não esperava por isso, mas não recusou. Joe não tinha muita noção o que estava fazendo e se estava fazendo certo, mas o fez, o fez com vontade.
Os lábios de Demi e Joe se movimentavam em sincronia, ambos faziam isso quase que automaticamente, como se já tivessem se beijado várias e várias vezes, eles se curtiam entre o beijo, tocavam-se, e se apaixonavam ainda mais um pelo outro.
Demi, em um momento de consciência com uma pitada de rebeldia, agarrou Joe e o trouxe para dentro de seu apartamento, Joe, instintivamente chutou a porta por trás, a porta se fechou e ele e Demi continuaram a caminhar pelo apartamento, sem rumo e sem se desgrudar um do outro.
Sem olharem para onde iriam, Demi tropeçou na leve elevação de piso, que tem entre a sala e o pequeno corredor que leva para o quarto e o banheiro.
Demi caiu e levou Joe junto. Ambos se separaram um pouco neste momento de queda, e Joe começou a rir, Demi não sabia o porquê ele estava rindo, eles poderiam ter se machucado, mas acabou rindo junto.
Assim que pararam de rir, eles voltaram a se beijar, e Demi, aproveitando-se da posição em que se encontravam (Demi por baixo e Joe por cima), colocou sua mão por baixo da camisa de Joe, acariciando-o. Joe não se afastou, nem a impediu de nenhuma maneira, ele ainda a beijava sem medo.
Assim que, finalmente, pararam de se beijar, Joe olhou nos olhos de Demi, viu que ela sorria, ela estava feliz, e ele também.
Joe acarinhou a bochecha de Demi, e desceu seu carinho até seu ombro, lá afastou a alça da camisa do pijama de Demi, e beijou seu ombro. Era um gestou pequeno e até bobo, mas que deixou Demi toda arrepiada.
_ Você tem certeza? – perguntou Demi, assim que Joe voltou a fita-la.
_ Não. – respondeu. _ Mas eu quero. Eu quero muito.

Continua

E aí galera, apostas para o que vai acontecer no próximo capítulo?



Caah: kkkkkkk será mesmo? Espero que tenha gostado do capítulo. Bjssss
Fabiola: bom, acabou que não durou muito kkkkkkk. Espero que tenha gostado do capítulo. bjssss

sábado, 7 de novembro de 2015

9. Coragem alcoólica – Não Existem Poesias


Agora havia uma pulga atrás da orelha de Demi, será que ela realmente estava usando Joe? Seria ela tão egoísta? Ela não queria usa-lo, Joe é uma boa pessoa, não merecia ser usado por ela. Talvez o melhor fosse realmente se afastar dele, assim ela poderia distinguir melhor se ele é apenas um substituto ou não.
Isso partia o coração de Demi, ela não queria se afastar mais dele, mas sim se aproximar.
Não seria fácil para ela, mas era necessário, ela precisava fazer o teste.

 Porém, se agora Demi queria se afastar, Joe já quer se reaproximar, após uma longa noite de insônia, ele percebeu o quão ridículo havia sido, e daí se ela gostava de outro? Ela não tinha como saber que Joe gostava dela, ele não poderia ficar decepcionado assim com Demi.
O único problema agora era que ele não sabia como se redimir, não parecia justo aparecer na porta dela, sorrindo, como se nada tivesse acontecido. Bom, seja lá o que ele fosse fazer, teria que ficar para depois, agora o dever o chamava, hora de ir trabalhar.

O maior movimento na cafeteria ainda não tinha começado, os clientes do shopping chegavam timidamente e poucos se interessavam em ir até a praça de alimentação. Camila e os outros funcionários se amontoavam atrás da bancada, conversando ou, aproveitando a ausência do gerente, para mexer no celular. Os poucos clientes que estavam ali, já haviam sido atendidos.
_ olá. - Camilla se assusta com a voz de um homem, mas assim que olhou para o dono da voz, relaxou.
_ Olá. - disse simpática. _ Em que posso lhe ajudar? - sorri. 
Sam ri ao reconhecê-la
_ Um Cappuccino, no copo, de preferencia. – diz e Camilla cora instantaneamente, não é fácil deixar Camilla tímida, Demi já havia tentado várias vezes, e foram poucas as vezes que saiu vitoriosa, porém havia algo em Sam, Camilla realmente queria conhecê-lo, ela podia brincar com muitas coisas, mas desta vez ela não estava brincando.
_ Farei o possível para deixar tudo no copo. – brincou. _ Já voltou com o seu pedido. – disse e saiu, controlando-se para não saltitar de alegria, aquilo poderia não ser nada, ela tinha consciência de que ele não estava lá por ela, talvez ele estivesse ali para algum encontro com Demi; Camilla teria que agradecê-la depois por isso. Porém ele tinha se lembrado dela, mesmo que por uma razão quase que trágica, ele havia se lembrado, e isso era tudo que importava para ela.
Camilla não demorou a voltar com o pedido do ilustrador, e desta vez, tomou todo o cuidado para que nada caísse, esta era a chance dela concertar a primeira impressão que ele teve sobre ela.
_ Aqui está. – disse sorridente ao colocar o copo na mesa, sem nenhum incidente.
_ Muito obrigado. - falou educadamente.
_ Você veio conversar com a Demi novamente? – arriscou-se a se intrometer. Sam a olhou com um olhar desconfiado. _ Ela é minha amiga. – esclareceu. Sam riu, Camilla não entendeu o porquê, ela iria perguntar, mas Sam falou primeiro.
_ Não, desta vez vim sem compromissos. – Camilla continuou com sua expressão tranquila e simpática, obrigatória para qualquer atendente da cafeteria, mas por dentro ela estava explodindo, aquela era uma boa noticia isso significa que ela não tinha estragado tudo, ela poderia não ter dado uma boa primeira impressão, mas tampouco foi tão ruim.
_ Fico feliz que você tenha voltado mesmo após minha... Trapalhada.
_ É necessário mais que uma blusa manchada para me perder como cliente.
_ Manchou muito?
_ Bom, um pouco. – riu.
_ Eu posso tentar limpar para você.
_ Por acaso você faz mágica?
_ Se for para te compensar, posso aprender. – falou, deixando um pouco do tom sugestivo, aparecer.
_ Direta. Gosto disso. – falou. Camilla sorriu.
_ Então você vai gostar muito de mim. – diz.
_ Não tenho duvidas disso. – concorda Sam.
Simples e fácil, nem mesmo parecia real, ela havia não só se redimido, mas avançado um passo a mais para conhecê-lo e, quem sabe, conquista-lo.

_ Grande Joseph. – gritou Natan assim que Joe entrou na sala dos professores. Joseph agora se acostumara com os exageros do colega de trabalho, isso não significa que ele gostasse; Natan até que era divertido, mas um pouco de discrição não o faria mal.
_ Olá Natan. – cumprimentou Joe.
_ Tenho uma proposta imperdível para você. – abraçou-o de lado, forçando-o a andar com ele. _ Hoje, após as aulas, você, eu e os outros professores, todos naquele Pub que tem na esquina, para comemorar meu aniversario.
_ Hoje? – perguntou assustado.
_ É, eu sei, meio encima da hora, mas ninguém tem muito o que fazer quinta-feira a noite, porque não comemorar meu aniversário?
_ Eu... Eu não sei se isso é uma boa ideia. – Joe recuou, livrando-se do abraço do colega.
_ Ah, qual é Joseph? Você por acaso tem algo para fazer?
_ Algumas provas para fazer. – mentiu.
_ Isso é coisa rápida de se fazer, fora que as provas só começam semana que vem.
_ Eu gosto de deixar tudo adiantado.
_ Ah vamos lá cara, nunca te vi curtindo com a galera. – nisso Natan estava correto, Joe nunca fora chamado para nenhum evento, por mais bobo que fosse, pelos outros professores, e no fundo Joe não fazia muita questão. _ Você vai divertir, te prometo, e se por acaso você não gostar, pode sair quando bem entender. – Joe não sabia dizer se foi vencido pelo cansaço ou pela curiosidade, Natan estava insistindo muito e Joe não é exatamente o tipo de pessoa decidida, ele se deixa levar pelos outros com muita facilidade, mas, desde que teve seu visual repaginado, estava tentando agir como uma pessoa normal, ele não vem tento muito sucesso, mas estava tentando, e as pessoas normalmente vão comemorar aniversário dos amigos, então, porque não tentar? Ele tinha aval para sair quando bem entendesse, não poderia ser pior do que ele imaginava.

Se para alguns, como Demi, o dia passara vagarosamente, para Joe, as horas voaram, quando ele deu por si, o sinal do ultimo horário batera.
Joe até considerou escapar, saindo o mais rápido que pode de sua sala e despistando os outros colegas, o que ele não esperava é que todos estariam na porta da escola, juntando-se, esperando todos os funcionários convidados chegar, para irem juntos ao Pub.
Não tinha escapatória.

No começo até que tudo estava bem, Joe até se permitiu rir de algumas piadas, até mesmo as mais sem graças, trocou assunto com os colegas, percebeu que assim como ele, muitos professores já tinham uma “lista” dos alunos que teriam o prazer de reprovar, caso fosse lhes dado à oportunidade.
_ No fundo quero que ela passe. – disse Mary, a professora de Artes do sexto ano. _ Assim não corro o risco de vê-la na minha turma, mas merecer ela não merece.
_ Pois saiba que na minha matéria ela já está de recuperação final, nem mesmo um total nesta prova final a salvaria. – disse Alex, professor de geografia, do mesmo ano.
_ Pois eu proponho um brinde aos alunos que vamos ferrar neste ano. – falou Natan entusiasmado, levantando seu copo transbordando de cerveja, assim que todos levantaram seu copo Joe percebeu que era o único tomando refrigerante, todos ali tomavam cerveja ou algum brinque a base de álcool. Joe não deveria se sentir mal por isso, não ingerir bebida alcoólica era algo bom, saudável, mas ele não poderia deixar de se sentir envergonhado. Mateo, que estava sentado ao lado direito de Joe, parece ter percebido seu desconforto, e pegou um copo vazio na mesa e dividiu sua cerveja com ele, a principio Joe usou aquele copo apenas para participar do brinde.
_ Não cuspi, pode beber. – disse Mateo, ao ver que Joe não tomara nenhum gole da cerveja.
_ Não sou muito de bebida. – confessou.
_ Para aguentar essa festa até o fim, uma bebida não faria nada mal. – falou, virando um copo de tequila.
_ Não está tão ruim assim. – disse Joe, e realmente não estava, todos estavam conversando e rindo, nada demais.
_Isso até toda essa bebida fazer efeito. Nenhum sóbrio tem paciência para aguentar um monte de mulheres frustradas bêbadas e um bando de homem velho se achando os maiorais só porque beberam.
_ É sempre assim? – perguntou Joe, preocupado com o que viria.
_ Sempre. – confirmou Mateo. _ Se junte a turma Joe, fique idiota também.


Joe não sabia muito bem como havia parado ali, ele nem mesmo tinha dormido e já estava de ressaca, ele não é forte para bebida, mas isso não pareceu impedi-lo de entornar tudo o que viu pela frente, parecia que cada copo o levava a outro, seria ele um futuro alcoólatra? Bom, isso séria problema para depois.
Joseph sai do elevador, guiando-se pelas paredes para chegar a algum lugar, sua visão estava extremamente embasada, mas agora ele tinha algo que estava bem apurado, sua coragem, coisa que ele nem mesmo sabia que tinha.
Aos custos Joe chegou a sua porta, ele, claramente, não seria capaz de abrir a porta, pelo menos não sozinho, ele nem mesmo conseguia encontrar a chave no bolso de sua calça. Joe ria consigo mesmo, a que ponto ele se permitiu chegar?
Aceitando seu destino de dormir do lado de fora da casa, Joe voltou-se para o lado, lá estava à porta de Demetria. Ah Demetria, como eu gosto de você – pensou ele. – porque você não pode gostar de mim também? – perguntava-se.

Agora ele já estava diante da porta dela, ele ainda não tinha batido, mas sabia que faria isso em breve, encostado na porta, Joseph não estava realmente pensando, mas queria pensar, Joe poderia fazer uma grande besteira ali, mas tampouco parecia se importar.
Tentando se equilibrar, Joe desencostou da porta e bateu duas vezes.
Agora não tinha mais jeito.
Era só esperar Demi abrir.

Continua
Oi gente, desculpe por não ter postado na data certa, mas sai mais tarde que o previsto do trabalho e acabei me enrolando toda aqui, mas, como prometido, postei. Espero que gostem.
p.s.: Próximo capítulo finalmente acontecerá algo que muitos aqui esperam e quem sabe até um pouco mais?

Estela: Não lhe julgo, também tive que ler tudo para saber onde parei e relembrar qual era o rumo da história. Bom, obrigada por comentar. bjssss
Anônimo:  Muito obrigada pelo carinho, voltei e agora pra valer, espero que você tenha gostado do capítulo, obrigada por comentar. Bjsss

Caah: Awn, muito obrigada mesmo, fico muito feliz em saber que ainda posso agradar a vocês, bom, não precisa ficar com saudades, porque eles voltarem e com muitas surpresas a caminho. Obrigada por comentar. bjssss