sexta-feira, 13 de novembro de 2015

10. Linda Catástrofe – Não Existem Poesias


A quinta-feira de Demi tinha sido estranha. Assim que acordou percebeu que hoje seria o primeiro dia, desde que chegara a Califórnia, que ela não tinha exatamente nada para fazer.
Camila hoje trabalharia até tarde, após seu turno na cafeteria, ela iria para uma seção de fotos para uma revista juvenil, isso significava que nada de amiga por hoje. Ela não tinha nada marcado com Sam, nem mesmo com nenhuma editora, e como Demi queria “dar um tempo” em seu convívio com Joe, ela não poderia procura-lo. Solução? Ficar o dia inteiro em seu pijama, comendo o que ainda restava das comidas congeladas que a mãe mandara, tentando achar algum filme legal para ver na TV, assim que eu ganhar algum dinheiro, vou assinar Netflix, pensou consigo mesmo.
Mas tarde ela recebeu um telefonema de seu pai, ele a dissera que sua mãe mandou-lhe um abraço, Demi não acreditava, mas fingiu que sim, ela sabia que a mãe ainda estava chateada, e isso machucava o coração de Demi, e foi exatamente neste momento em que ela parou para se perguntar se tudo aquilo valia a pena, ficar longe de sua família, brigada com sua mãe...
Nem tudo pode ser perfeito, afinal.
O dia dela pode até ter começado estranho, mas nada se compararia com sua noite.
Já era tarde, no relógio marcava quase meia noite e meia, porque alguém bateria em sua porta numa hora desta?
Seu coração disparou assim que percebeu que se tratava de Joe, o que ele estava fazendo ali? Quer dizer, o que ela deveria fazer? Deixa-lo lá poderia deixa-lo preocupado, assim como ela ficou, quando ele demorou a atendê-la na noite anterior, mas ela tinha que evita-lo, não é? O que fazer? Pense rápido Demetria!
Assim que abriu a porta, Demi logo percebeu que ele estava estranho, o seu olhar meio perdido, o seu cheiro estava forte, com roupa toda desgrenhada, ele estava... Bêbado? Não, isso não é possível.
Mas era...
_ Eu sempre gostei de ser sozinho... – começou Joseph, assim que percebeu que a porta estava aberta.
_ Joe. – Demi tentou interrompe-lo.
_ Shhhhhhhi, não. Estou falando. – disse enrolando um pouco a língua. _ Eu me acostumei com a solidão, triste não é? - perguntou olhando diretamente para Demi. Demi não disse nada, já tinha sido interrompida uma vez,  ela não arriscar de novo, ele estava bêbado, bastava dá-lo atenção, até que desmaiasse de bêbado. _ Em? Não é triste? - insistiu.
_ Joe, você quer entrar? - ele estava falando um pouco alto, logo os vizinhos sairiam para ver o que estava acontecendo, e Demi não tinha duvidas que Joe odiaria saber que a vizinhança inteira o viu bêbado.
_ Não foi isso que eu te perguntei... Não é triste? – perguntou novamente.
_ É Joe. - respondeu, por fim. _ Solidão é triste.
_ Não era para mim. - falou, esta frase saiu quase limpa, como se ele estivesse sóbrio. _ a solidão me bastava. Eu era feliz Demi!
_ Joe. Entre. Por favor. - Demi não podia negar, ela estava um pouco brava, melhor, decepcionada. O pai de Demi sempre foi um bom pai e marido, porém, seu lugar preferido sempre foi o bar. Demi ainda lembra-se da primeira vez que o viu chegar bêbado em casa, sua mãe, que estava preocupada, com o desaparecimento do marido, assim que o viu naquele estado, brigou com ele, a discussão foi quente, o pai bêbado gritava feito um louco, e a mãe não deixava por menos. Demi nunca os tinha visto brigar antes, aquela ainda seria a primeira briga de muitas presenciadas por ela, porém, sem duvidas, tinha sido a mais marcante.
Ver Joe assim foi como tiro para Demi. Quando ela o conheceu, ela viu que ele era um homem diferente, e isso fez com que aproximação dos dois fosse tão fácil, eles até podiam não fazer o casal ideal, mas ela sabia que se eles ficassem juntos, ele a faria feliz. Mas vê-lo assim, bêbado, fazendo escândalo na sua porta, fez com que ela começasse a acreditar no que dizem: todos os homens são iguais.
_ Você Demetria. Você é uma catástrofe. - disse, Demi se segurou para não fechar a porta na cara dele, agora Joe já estava saindo do controle, ela não era obrigada a escutar ofensas. _ Você é aquela catástrofe que te machuca, mas é uma catástrofe linda, uma catástrofe que eu não ligo de me atingir, é uma catástrofe que eu gosto... - Demi estava boquiaberta, mas o que ele estava falando? Não era possível que ele estava falando sério, nada daquilo fazia sentindo mais. Ela estava sonhando, é isso, ela estava sonhando... _ Eu gosto de você Demi...
_ Joe...
_ Isto não é loucura? Eu mal te conheço e eu já gosto de você. O que você fez comigo Demi? Que feitiço você jogou em mim. - agora Joe não mais gritava. Isso teria deixado Demetria mais tranquila, se ela não estivesse tão surpresa com o que escutara.
Por que ele estava fazendo isto com ela? Ele estava alucinado? Ele estava falando a verdade? Por que Joe?
_ Talvez seja o mesmo que você jogou em mim. - confessou. Provavelmente ele estava tão bêbado que não se lembraria dela falando isso. Que mal faria?
Bom, Joe está totalmente bêbado, ele já havia feito algo em que, sóbrio, jamais faria, confessar-se apaixonado por Demi, e agora que ele, pelo menos em sua mente de bêbado, entendeu em sua resposta que ela também gostava dele, porque não se arriscar mais um pouquinho?
Demi não esperava por isso, mas não recusou. Joe não tinha muita noção o que estava fazendo e se estava fazendo certo, mas o fez, o fez com vontade.
Os lábios de Demi e Joe se movimentavam em sincronia, ambos faziam isso quase que automaticamente, como se já tivessem se beijado várias e várias vezes, eles se curtiam entre o beijo, tocavam-se, e se apaixonavam ainda mais um pelo outro.
Demi, em um momento de consciência com uma pitada de rebeldia, agarrou Joe e o trouxe para dentro de seu apartamento, Joe, instintivamente chutou a porta por trás, a porta se fechou e ele e Demi continuaram a caminhar pelo apartamento, sem rumo e sem se desgrudar um do outro.
Sem olharem para onde iriam, Demi tropeçou na leve elevação de piso, que tem entre a sala e o pequeno corredor que leva para o quarto e o banheiro.
Demi caiu e levou Joe junto. Ambos se separaram um pouco neste momento de queda, e Joe começou a rir, Demi não sabia o porquê ele estava rindo, eles poderiam ter se machucado, mas acabou rindo junto.
Assim que pararam de rir, eles voltaram a se beijar, e Demi, aproveitando-se da posição em que se encontravam (Demi por baixo e Joe por cima), colocou sua mão por baixo da camisa de Joe, acariciando-o. Joe não se afastou, nem a impediu de nenhuma maneira, ele ainda a beijava sem medo.
Assim que, finalmente, pararam de se beijar, Joe olhou nos olhos de Demi, viu que ela sorria, ela estava feliz, e ele também.
Joe acarinhou a bochecha de Demi, e desceu seu carinho até seu ombro, lá afastou a alça da camisa do pijama de Demi, e beijou seu ombro. Era um gestou pequeno e até bobo, mas que deixou Demi toda arrepiada.
_ Você tem certeza? – perguntou Demi, assim que Joe voltou a fita-la.
_ Não. – respondeu. _ Mas eu quero. Eu quero muito.

Continua

E aí galera, apostas para o que vai acontecer no próximo capítulo?



Caah: kkkkkkk será mesmo? Espero que tenha gostado do capítulo. Bjssss
Fabiola: bom, acabou que não durou muito kkkkkkk. Espero que tenha gostado do capítulo. bjssss

sábado, 7 de novembro de 2015

9. Coragem alcoólica – Não Existem Poesias


Agora havia uma pulga atrás da orelha de Demi, será que ela realmente estava usando Joe? Seria ela tão egoísta? Ela não queria usa-lo, Joe é uma boa pessoa, não merecia ser usado por ela. Talvez o melhor fosse realmente se afastar dele, assim ela poderia distinguir melhor se ele é apenas um substituto ou não.
Isso partia o coração de Demi, ela não queria se afastar mais dele, mas sim se aproximar.
Não seria fácil para ela, mas era necessário, ela precisava fazer o teste.

 Porém, se agora Demi queria se afastar, Joe já quer se reaproximar, após uma longa noite de insônia, ele percebeu o quão ridículo havia sido, e daí se ela gostava de outro? Ela não tinha como saber que Joe gostava dela, ele não poderia ficar decepcionado assim com Demi.
O único problema agora era que ele não sabia como se redimir, não parecia justo aparecer na porta dela, sorrindo, como se nada tivesse acontecido. Bom, seja lá o que ele fosse fazer, teria que ficar para depois, agora o dever o chamava, hora de ir trabalhar.

O maior movimento na cafeteria ainda não tinha começado, os clientes do shopping chegavam timidamente e poucos se interessavam em ir até a praça de alimentação. Camila e os outros funcionários se amontoavam atrás da bancada, conversando ou, aproveitando a ausência do gerente, para mexer no celular. Os poucos clientes que estavam ali, já haviam sido atendidos.
_ olá. - Camilla se assusta com a voz de um homem, mas assim que olhou para o dono da voz, relaxou.
_ Olá. - disse simpática. _ Em que posso lhe ajudar? - sorri. 
Sam ri ao reconhecê-la
_ Um Cappuccino, no copo, de preferencia. – diz e Camilla cora instantaneamente, não é fácil deixar Camilla tímida, Demi já havia tentado várias vezes, e foram poucas as vezes que saiu vitoriosa, porém havia algo em Sam, Camilla realmente queria conhecê-lo, ela podia brincar com muitas coisas, mas desta vez ela não estava brincando.
_ Farei o possível para deixar tudo no copo. – brincou. _ Já voltou com o seu pedido. – disse e saiu, controlando-se para não saltitar de alegria, aquilo poderia não ser nada, ela tinha consciência de que ele não estava lá por ela, talvez ele estivesse ali para algum encontro com Demi; Camilla teria que agradecê-la depois por isso. Porém ele tinha se lembrado dela, mesmo que por uma razão quase que trágica, ele havia se lembrado, e isso era tudo que importava para ela.
Camilla não demorou a voltar com o pedido do ilustrador, e desta vez, tomou todo o cuidado para que nada caísse, esta era a chance dela concertar a primeira impressão que ele teve sobre ela.
_ Aqui está. – disse sorridente ao colocar o copo na mesa, sem nenhum incidente.
_ Muito obrigado. - falou educadamente.
_ Você veio conversar com a Demi novamente? – arriscou-se a se intrometer. Sam a olhou com um olhar desconfiado. _ Ela é minha amiga. – esclareceu. Sam riu, Camilla não entendeu o porquê, ela iria perguntar, mas Sam falou primeiro.
_ Não, desta vez vim sem compromissos. – Camilla continuou com sua expressão tranquila e simpática, obrigatória para qualquer atendente da cafeteria, mas por dentro ela estava explodindo, aquela era uma boa noticia isso significa que ela não tinha estragado tudo, ela poderia não ter dado uma boa primeira impressão, mas tampouco foi tão ruim.
_ Fico feliz que você tenha voltado mesmo após minha... Trapalhada.
_ É necessário mais que uma blusa manchada para me perder como cliente.
_ Manchou muito?
_ Bom, um pouco. – riu.
_ Eu posso tentar limpar para você.
_ Por acaso você faz mágica?
_ Se for para te compensar, posso aprender. – falou, deixando um pouco do tom sugestivo, aparecer.
_ Direta. Gosto disso. – falou. Camilla sorriu.
_ Então você vai gostar muito de mim. – diz.
_ Não tenho duvidas disso. – concorda Sam.
Simples e fácil, nem mesmo parecia real, ela havia não só se redimido, mas avançado um passo a mais para conhecê-lo e, quem sabe, conquista-lo.

_ Grande Joseph. – gritou Natan assim que Joe entrou na sala dos professores. Joseph agora se acostumara com os exageros do colega de trabalho, isso não significa que ele gostasse; Natan até que era divertido, mas um pouco de discrição não o faria mal.
_ Olá Natan. – cumprimentou Joe.
_ Tenho uma proposta imperdível para você. – abraçou-o de lado, forçando-o a andar com ele. _ Hoje, após as aulas, você, eu e os outros professores, todos naquele Pub que tem na esquina, para comemorar meu aniversario.
_ Hoje? – perguntou assustado.
_ É, eu sei, meio encima da hora, mas ninguém tem muito o que fazer quinta-feira a noite, porque não comemorar meu aniversário?
_ Eu... Eu não sei se isso é uma boa ideia. – Joe recuou, livrando-se do abraço do colega.
_ Ah, qual é Joseph? Você por acaso tem algo para fazer?
_ Algumas provas para fazer. – mentiu.
_ Isso é coisa rápida de se fazer, fora que as provas só começam semana que vem.
_ Eu gosto de deixar tudo adiantado.
_ Ah vamos lá cara, nunca te vi curtindo com a galera. – nisso Natan estava correto, Joe nunca fora chamado para nenhum evento, por mais bobo que fosse, pelos outros professores, e no fundo Joe não fazia muita questão. _ Você vai divertir, te prometo, e se por acaso você não gostar, pode sair quando bem entender. – Joe não sabia dizer se foi vencido pelo cansaço ou pela curiosidade, Natan estava insistindo muito e Joe não é exatamente o tipo de pessoa decidida, ele se deixa levar pelos outros com muita facilidade, mas, desde que teve seu visual repaginado, estava tentando agir como uma pessoa normal, ele não vem tento muito sucesso, mas estava tentando, e as pessoas normalmente vão comemorar aniversário dos amigos, então, porque não tentar? Ele tinha aval para sair quando bem entendesse, não poderia ser pior do que ele imaginava.

Se para alguns, como Demi, o dia passara vagarosamente, para Joe, as horas voaram, quando ele deu por si, o sinal do ultimo horário batera.
Joe até considerou escapar, saindo o mais rápido que pode de sua sala e despistando os outros colegas, o que ele não esperava é que todos estariam na porta da escola, juntando-se, esperando todos os funcionários convidados chegar, para irem juntos ao Pub.
Não tinha escapatória.

No começo até que tudo estava bem, Joe até se permitiu rir de algumas piadas, até mesmo as mais sem graças, trocou assunto com os colegas, percebeu que assim como ele, muitos professores já tinham uma “lista” dos alunos que teriam o prazer de reprovar, caso fosse lhes dado à oportunidade.
_ No fundo quero que ela passe. – disse Mary, a professora de Artes do sexto ano. _ Assim não corro o risco de vê-la na minha turma, mas merecer ela não merece.
_ Pois saiba que na minha matéria ela já está de recuperação final, nem mesmo um total nesta prova final a salvaria. – disse Alex, professor de geografia, do mesmo ano.
_ Pois eu proponho um brinde aos alunos que vamos ferrar neste ano. – falou Natan entusiasmado, levantando seu copo transbordando de cerveja, assim que todos levantaram seu copo Joe percebeu que era o único tomando refrigerante, todos ali tomavam cerveja ou algum brinque a base de álcool. Joe não deveria se sentir mal por isso, não ingerir bebida alcoólica era algo bom, saudável, mas ele não poderia deixar de se sentir envergonhado. Mateo, que estava sentado ao lado direito de Joe, parece ter percebido seu desconforto, e pegou um copo vazio na mesa e dividiu sua cerveja com ele, a principio Joe usou aquele copo apenas para participar do brinde.
_ Não cuspi, pode beber. – disse Mateo, ao ver que Joe não tomara nenhum gole da cerveja.
_ Não sou muito de bebida. – confessou.
_ Para aguentar essa festa até o fim, uma bebida não faria nada mal. – falou, virando um copo de tequila.
_ Não está tão ruim assim. – disse Joe, e realmente não estava, todos estavam conversando e rindo, nada demais.
_Isso até toda essa bebida fazer efeito. Nenhum sóbrio tem paciência para aguentar um monte de mulheres frustradas bêbadas e um bando de homem velho se achando os maiorais só porque beberam.
_ É sempre assim? – perguntou Joe, preocupado com o que viria.
_ Sempre. – confirmou Mateo. _ Se junte a turma Joe, fique idiota também.


Joe não sabia muito bem como havia parado ali, ele nem mesmo tinha dormido e já estava de ressaca, ele não é forte para bebida, mas isso não pareceu impedi-lo de entornar tudo o que viu pela frente, parecia que cada copo o levava a outro, seria ele um futuro alcoólatra? Bom, isso séria problema para depois.
Joseph sai do elevador, guiando-se pelas paredes para chegar a algum lugar, sua visão estava extremamente embasada, mas agora ele tinha algo que estava bem apurado, sua coragem, coisa que ele nem mesmo sabia que tinha.
Aos custos Joe chegou a sua porta, ele, claramente, não seria capaz de abrir a porta, pelo menos não sozinho, ele nem mesmo conseguia encontrar a chave no bolso de sua calça. Joe ria consigo mesmo, a que ponto ele se permitiu chegar?
Aceitando seu destino de dormir do lado de fora da casa, Joe voltou-se para o lado, lá estava à porta de Demetria. Ah Demetria, como eu gosto de você – pensou ele. – porque você não pode gostar de mim também? – perguntava-se.

Agora ele já estava diante da porta dela, ele ainda não tinha batido, mas sabia que faria isso em breve, encostado na porta, Joseph não estava realmente pensando, mas queria pensar, Joe poderia fazer uma grande besteira ali, mas tampouco parecia se importar.
Tentando se equilibrar, Joe desencostou da porta e bateu duas vezes.
Agora não tinha mais jeito.
Era só esperar Demi abrir.

Continua
Oi gente, desculpe por não ter postado na data certa, mas sai mais tarde que o previsto do trabalho e acabei me enrolando toda aqui, mas, como prometido, postei. Espero que gostem.
p.s.: Próximo capítulo finalmente acontecerá algo que muitos aqui esperam e quem sabe até um pouco mais?

Estela: Não lhe julgo, também tive que ler tudo para saber onde parei e relembrar qual era o rumo da história. Bom, obrigada por comentar. bjssss
Anônimo:  Muito obrigada pelo carinho, voltei e agora pra valer, espero que você tenha gostado do capítulo, obrigada por comentar. Bjsss

Caah: Awn, muito obrigada mesmo, fico muito feliz em saber que ainda posso agradar a vocês, bom, não precisa ficar com saudades, porque eles voltarem e com muitas surpresas a caminho. Obrigada por comentar. bjssss

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

8. Substituição (?) – Não Existem poesias


           Aquela havia sido uma noite de quinta, mesmo que ainda fosse quarta-feira. Joe havia sido idiota, disso não havia duvidas, nem mesmo Joseph poderia discordar desta vez, apesar dos seus motivos para achar isso, fossem completamente distintos do que deveria ser.
Joe voltou para seu apartamento, cheio de compras e arrependimento. Ele planejara tudo de maneira bem diferente, era frustrante perceber o quão errado ele estava a respeito de tudo, Demi não o amava, Demi já tinha alguém, ela não o via da maneira que ele a via. Simples e claro.
Enquanto Joe se “crucificava” pelo seu equivoco. Demi retornava a seu apartamento, feliz e radiante. Ela tinha conseguido conquistar um grande aliado na sua empreitada para publicar seu livro. Ela queria comemorar. E porque não comemorar com seu vizinho?
Com uma torta de maçã, que ela comprara no caminho de casa, na mão, ela parou frente à porta de Joe e bateu. Joe demorou. Demorou e muito. Demi sabia que ele já estava em casa, ela poderia conhecê-lo por pouco tempo, mas era tempo o suficiente para saber sua rotina, que era seguida religiosamente, portanto, para ela, sua demora a atender a porta era preocupante, será que ele tinha passado mal? Será que ele desmaiara? Ou pior, será que aconteceu algo com ele e ele não conseguiu voltar para casa?
Após certificar-se que não mais dava para perceber que ele estava mal, Joe foi atender a porta. Assim que abriu colocou seu melhor sorriso no rosto. Demi primeiramente ficou desconfiada, afinal ele estava ali e aparentemente bem, então qual foi o motivo da demora a atendê-la?  
_ Oi, está tudo bem? – perguntou a ela.
_ Claro. – reforçou o sorriso. Joe não é bom em mentir, o que faz com que seja fácil o descobrir, mas Demi tampouco espera que ele minta; o que não a faz desconfiar da mentira dele, talvez fosse apenas um surto de esquisitice, todo mundo tem, pensou ela.
_ Tem certeza? – insistiu Demi.
_Estou bem. -disse Joe. _ Quer dizer... Na verdade não. 
_ Joe, o que aconteceu? Você pode falar comigo. - disse Demi, claramente preocupada e dando claros sinais de que queria adentrar no apartamento de Joseph, porém ele não dava sinais de que a queria por lá. 
_ Foi apenas um dia ruim... Na escola. - falou. _ E eu gostaria de ficar um pouco só.
_ Conversar com alguém sempre ajuda. - insinuou-se. 
_ Talvez depois. Por agora eu realmente prefiro ficar sozinho. - falou mostrando maior confiança ao falar. 
Agora Demi já não mostrava nenhum sorriso e nem mesmo algum tipo de animação, ela estava realmente preocupada com Joe. 
_ Bom... Você que sabe não é? - sorriu fraco e Joe retornou com um sorriso tão fraco quanto o dela. _ Se você precisar de algo, você sabe que pode contar comigo, é só bater na minha porta. - deu um sorriso um pouco maior desta vez, porém Joe não retribui. 
_ Qualquer coisa eu te procuro. - disse Joe, sem se esforçar muito para parecer real. 
_ Tudo bem. - disse Demi por fim. _ Amanhã a gente se fala? - tentou animar-se novamente. 
_ Talvez. - respondeu Joe. 
_ Tudo bem. – disse novamente. Ambos ficaram em silêncio, sem trocar olhares, Joe queria que Demi fosse embora, porém ela ainda tinha uma esperança dele mudar de ideia. Joe suspirou.
_ Eu vou entrar. –disse.
_ Tudo bem. – repetiu Demi, mas nada estava bem, porém poderia ficar pior, e ficou. Joe não queria fechar a porta com Demi ainda lá, mas ela não parecia querer sair e alguém teria que por um fim nesse momento tenso.
Agora lá estavam eles, cada um do seu lado da porta, ambos tinham expectativas para a noite de hoje, mas no fim, nada sairia como o eles haviam pensado.
Demi voltou a seu apartamento, largou a torta de maçã, que comprara, de lado e após alguns minutos de reflexão, que não a levou a lugar nenhum, decidiu que não iria passar uma noite de fossa sozinha. Demetria correu até seu telefone e discou um dos poucos números que ela chegou a decorar na vida.
Não demorou muito para que ela fosse atendida.
_ Fala Tampinha. –atendeu Camila calorosa.
_ Eu tenho uma torta de maçã, que não parece exatamente nova, porém era a mais bonita da padaria, algumas lágrimas querendo rolar, uma noticia bem empolgante, um acontecimento triste e uma necessidade imensa de um ombro amigo neste instante. – foi direto ao ponto.
_ Vai ser uma noite astral ou depressiva? – perguntou.
_ Um pouco das duas coisas.
_ Posso levar um pote de sorvete pra acompanhar?
_ Aproveita e trás a insulina. – brincou Demi.
_ Vou considerar isso como um “sim”. – disse Camila. _ em vinte minutos eu estarei aí.
Não foram exatamente vinte minutos, mas o transito da cidade grande pode ser bem imprevisível.
Assim que chegou Camila foi recebida por um apertado abraço da amiga, e ela não hesitou em retribuir da mesma maneira. Demi não chorava, não por falta de vontade, mas sim por tudo ainda parecer estranho para ela, havia um conflito dentro dela, ela não havia mudado de cidade em busca de um amor, mas sim para publicar seu livro e, bom, teoricamente ela estava quase lá de conquistar seu objetivo, porque então ficar triste? Porque chorar?

Agora as duas estavam jogadas na cama de Demi, a TV estava ligada em algum programa que nenhuma das duas estava interessada a assistir, mas havia uma necessidade de algum barulho ser emitido, já que Demi não abrira a boca, a não ser para comer mais um pedaço da torta (que para sua surpresa estava boa), junto a uma bola de sorvete de creme que Camila trouxera. Caso a mãe de Demi a visse assim, comendo encima da cama, ela com certeza ficaria louca, esse era o lado bom de ter sua própria casa, você que faz as regras.
_ Ok. – Camila resolveu incentivar a amiga, já que aparentemente respeitar o espaço dela não as levaria a lugar nenhum. _ comece pela boa noticia.
_ Geralmente as pessoas escolhem a ruim primeiro. – disse Demi sem muita empolgação.
_ Gosto de ir contra a corrente.
_ Eu sei. – suspirou.
_ Então...?
_ Encontrei o Sam hoje. – disse, se obrigando a sorrir.
_ E ele disse que me ama? – brincou Camila, que fez com que Demi sorrisse de maneira mais verdadeira.
_ Não, mas disse que amou meu livro. – falou contente, desta vez realmente contente.
_ É claro que ele iria gostar. Ninguém pode se atrever a dizer que você não escreve bem. 
_ Eu agradeço, mas sua opinião não conta muito. - riu. 
_ Eu posso não ser amante dos livros, mas já li coisas que você escreveu e eram ótimas. 
_ Não é por isso. - se explicou. _ Você é amiga. Vai tentar me deixar feliz. 
_ Demi. - Camila tocou no ombro da amiga. _ Você por acaso esta me estranhando? Eu mentindo para te agradar? - riu e Demi acabou rindo junto. 
_ Ah, você também não é tão cruel. 
_ Porque nunca precisei ser cruel com você, mas eu acho que nossos anos de amizade já mostraram que não sou do tipo que mente pra agradar, na verdade desagradar é quase um prazer. -Demi riu. 
_ Bom, ainda assim, sua opinião não é 100% valida nesse quesito. 
_ Eu não gastei meu dinheiro comprando sorvete para você, para chegar aqui e escutar que minha opinião não importa. – brincou.
_ Nem vem, Você esta comendo a maior parte do pote. 
_ Eu que comprei, eu tenho direitos. 
_ Eu estou mais na fossa que você, eu também deveria ter direitos. 
_ E eu sou sua amiga e vou te prevenir do diabetes. 
_ Para de ser boba. - riu Demi. 
_ Você que disse. - deu de ombros. _ mas e então, isso significa que ele vai te ajudar, não é? 
_ Sim. - sorriu batendo palmas. _ eu sinto que posso realizar meu sonho mais rápido do que eu imaginava. Ele tem influência nesse meio, ele pode me abrir portas que não se abririam tão cedo para mim. 
_ Demi, isso é realmente ótimo, sério, eu fico tão feliz por você. - disse abraçando-a. _ Eu realmente não entendo como você não esta explodindo por dentro. 
_ Eu até estava a... Sei lá... Uma hora atrás. - seu sorriso desabou. 
_ Hora de começar a parte ruim? 
_ É. - respondeu sem nenhuma empolgação. 
_ Então...? 
_ Assim que eu cheguei eu fui contar a notícia para o Joe. - começou. 
_ E? 
_ Ele não estava com uma cara boa, ele parecia triste, mas sabe quando você sente que o problema é você?... Eu não consigo entender o que pode ter acontecido, eu juro que eu não fiz nada. 
_ Demi, talvez não tenha sido por sua culpa, você não pode negar, Joe é estranho, não é tão fácil assim entender o que acontece na cabeça dele. 
_ Não Camila, eu posso ainda não conhece-lo tão bem, mas eu sei o suficiente para perceber que ali tinha algo. 
_ O que ele te fez? 
_ Não quis me escutar, disse que queria ficar sozinho e fechou a porta. 
_ Na sua cara? 
_ Foi, mas sei que não foi por maldade, eu que não saia de lá mesmo. - sorriu fraco. _ Eu ainda esperava que fosse algum tipo de brincadeira, sei lá. 
_ O fato de você achar que ele ia fazer uma brincadeira mostra muito bem que você não o conhece tanto assim. 
_ No fundo eu sei que não era, mas eu gostaria tanto que fosse que acabei me iludindo. 
_ Entendo. Mas agora me diga, o que realmente está te deixando triste? O fato dele não ter te escutado ou fato de você gostar dele? 
            Gostar. Gostar parecia uma palavra arriscada, mas Demi tampouco sabia de outra palavra que se encaixasse melhor. 
_ Eu só não queria decepciona-lo. - sua voz ficou engasgada. 
_ Você mal o conhece, Demi. 
_ Eu sei, mas, ele já é importante para mim. - confessou. _ Nós dois juntos é uma coisa quase que improvável, mas que está, ou estava, dando certo. 
_ Talvez ele tenha percebido isso. - concluiu Camila. 
_ Como assim? 
_ Demi, ele não parece ser o tipo de cara que tenha tido muita experiência no amor, talvez ele tenha percebido que você não esta mais feliz só com a amizade dele e isso o assustou. 
_ Mas... - Demi parou para assimilar melhor a ideia. _ O olhar dele era de tristeza, não era como se ele tivesse se assustado comigo, mas sim que ele estivesse decepcionado.
_ Tem certeza? 
_ Tenho. 
_ Demi, desculpe, mas eu não sei se isso vai dar certo. 
_ Isso? 
_ Vocês dois. - disse cuidadosa. _ Vocês são de mundos diferentes, Demi, você mal o conhece. Talvez, esse seu "amor", na verdade só seja carência por estar longe de casa. - Demi não gostou do que havia escutado, mas poderia até ter sentido. 
_ Eu gosto de estar junto a ele. Ele me faz bem. 
_ Demi. -Camila olhava diretamente para seus olhos, que estavam começando a ficarem húmidos. _ com ele você se sente protegida, como um pai lhe faria sentir, com ele você pode aprender, como uma mãe ensinaria, ele te faz companhia, como um irmão faria. -falou. _ Nele você encontrou o que você não tem aqui. Família. 

Continua
Bom, como prometido, regressei hoje, ainda estou desenferrujando, então peço perdão caso tenha algum erro que acabei deixando passar ou que tenha alguma incoerência que eu não tenha percebido.
Espero que gostem.


Anônimo: Muito obrigada pelo carinho, mesmo após meu sumiço. Prometo fazer de tudo para não decepcionar. Obrigada por comentar. Espero que goste do capítulo. Bjsss 

domingo, 1 de novembro de 2015

Antes de mais nada, venho pedir perdão a todos os leitores que me acompanham, sei que não há desculpas para o meu desaparecimento, mas tentarei, pelo menos, explicar meus motivos.
Bom, todo mundo sabe que o país não anda nada bem, e isso não é diferente para mim, neste ano, fui obrigada a tirar a bunda do sofá e ir trabalhar, não reclamo do meu trabalho, pois gosto de lá, tive sorte de consegui-lo e pretendo preserva-lo por muito tempo, porém, quando se junta trabalho, estudo para o ENEM (que sim, eu fiz novamente) e fim de semana fazendo eventos (me apresentando ou dando uma de garçonete), toda vez que surge aquele tempo de descanso, tudo o que mais quero é cama e somente isso. Eu até tentei escrever algo, mesmo estando atarefada, porém não saia nada de bom, e sinceramente? Se for para postar merda (perdão pelo palavreado), prefiro não postar.
Sei que isso não justifica a minha falta de explicação, eu poderia muito bem ter tirando um tempinho que fosse do meu dia, para vir aqui e falar "Ei, não vou conseguir postar", mas eu confesso que todo fim de semana eu acreditava que iria conseguir escrever um capitulo prestável e postar aqui, mas isso não foi acontecendo e quando vi, já tinha passado mais de um mês sem postagens.
Após todo esse tempo parada, acabei me convencendo de que era melhor eu parar de escrever, que eu não faria falta por aqui, porém, vocês, comprovaram que eu estava muito, mas muito errada mesmo. Não sei como, mas até mensagem no e-mail eu recebi, pedindo para eu voltar. Não nego que foi uma surpresa para mim, sempre adorei ler os comentários, vocês sempre foram muito gentis comigo, mas nunca pensei que o fato de eu ter parado iria causar tanta falta.
O Enem passou e agora meu tempo livre deu uma aumentada, minha criatividade ainda não está a 1000 por hora, mas aos poucos estou conseguindo voltar a escrever, não espero que vocês voltem de braços abertos e comentem em todos capítulos, tenho consciência de que muitos que me seguiam nem mesmo entram mais aqui para ver se tem alguma atualização, mas ainda assim voltarei, nem que seja só para dar um fim a esta fic, confesso que não sei se haverá outra, fiz burrada e agora terei que ressurgir das cinzas, o que não é fácil.
Espero ainda ter o apoio de alguns de vocês.
E boas noticias: Amanhã postarei capítulo novo.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

7. Mal entendido – Não Existem Poesias



6 de Maio de 2015

Era incrível como tudo parecia estar mais confuso ainda, bom, sim, os dois tinham se beijado e ambos sentiam algo diferente, como se uma amizade não fosse suficiente, mas aquilo já era amor? Não é muito precipitado dizer que é amor? Eles se conheciam por tão pouco tempo...
Hoje era quarta-feira, novamente Joe saíra cedo para trabalhar, não dera uma aula ruim, mas tampouco fora boa, na maioria das turmas ele iria acabar de dar a última matéria do ano, o que facilitou para ele, primeiro porque era a matéria que ele considerava a mais fácil do ano, tudo bem que nem todos os alunos concordavam com isso, mas para Joseph era a matéria mais simples, deixada por último exatamente por este motivo, pois ela cairia na prova mais decisiva do ano e quanto mais fácil fosse, melhores nota os alunos teriam e melhores notas significam menos recuperações, menos recuperações significam menos trabalho e por mais que Joe ame seu trabalho, até mesmo para ele, recuperação era um saco, pois os que ficam é justamente aqueles alunos que ele mais quer se livrar.
Na hora do intervalo, quase que obrigado, Joseph acabou entrando em uma roda de conversa entre os professores, ele não falava muito, mais ria, quando todos riam, e concordava, quando todos concordavam, a maioria dos assuntos não eram do conhecimento de Joe, às vezes era sobre algum esporte, futebol americano e baseball eram os mais comentados, e até mesmo as professoras pareciam entender do assunto, Joe nunca foi ligado a nenhum destes assuntos, ele até tinha certa quedinha por basquete e às vezes gostava de ver uma partida de tênis, ele não sabia jogar nenhum destes jogos, bom, nunca tentara jogar uma real partida de basquete, só já fizera arremessos na cesta, quando mais novo, porém era um claro desastre, não importava o quanto ele tentava, quase nunca ele acertava o alvo, até que tênis ele se dera um pouco melhor, no fundo ele acha que o pai, que sempre foi seu único adversário, tentava ajuda-lo, pois Joseph quase nunca se movimentava pela quadra, enquanto o pai corria para pegar bolas quase que impossíveis.
Porém, drasticamente, o assunto mudou, Joseph nem mesmo sabe dizer onde que o assunto “relacionamento” começou, mais lá estava ele, e claro que em algum momento passariam a boa para Joseph, sua mudança de estilo ainda era comentada, e muitos achavam tal cambio um mistério, mas sempre foi claro que a maioria acha ter sido por alguma pessoa... Bom... Até que não estavam tão errados assim...
_ Mas, você não mudou por iniciativa própria, foi? – perguntou uma das professoras.
_ Não exatamente. – respondeu.
_ Sabia, sempre tem mulher no meio. – comentou um dos professores, que recebeu algumas caretas das colegas de trabalho.
_ E quem foi? Uma pretendente? – perguntou a mesma professora da pergunta anterior. Era exatamente aí que pegava, bom, tudo bem que a proposta tinha sido feita mesmo por Camilla, que não era uma pretendente, era até mesmo difícil dizer se ela era uma amiga mesmo, parecia cedo demais para considera-la mais do que uma colega ou conhecida, mas também é bem cedo para chamar Demi de namorada, não é? Mas, bom... Os dois se beijaram. Isso não os torna namorados? Talvez para os jovens isso não os torne. Talvez isto seja a famosa ficada, não parecia muito certo para Joe, mesmo ele não sendo um velho careta, ele também não é um jovenzinho liberal. Mais talvez, só talvez, Demi seja realmente uma pretendente, não é namorada, mais é alguém com que ele se relacionaria, afinal de contas, ele até que gosta dela e bom, ele também gostou muito do beijo. Só de pensar ele já fica todo bobo e corado.
_ Talvez. – arriscou-se.
_ Talvez? – insistiu. _ Por quê? Ela não gostou do novo estilo?
_ Não, ela gostou, ela até me ajudou a escolhê-lo. – respondeu e percebeu alguns sorrisinhos sugestivos.
_ Então porque continua só como um talvez? – perguntou outra colega.
_ Por que... Ah... É meio novo. – falou indeciso. _ É um pouco precipitado.
_ Você faz isso parecer muito complicado cara. – disse um professor. _ Mais é bem simples. Você gosta da garota? – perguntou direto.
_ Não sei, acho que sim.
_ Ou é sim ou é não. Você gosta de estar com ela? – perguntou. Este professor fazia Joe lembrar-se de Camilla, sempre direto ao ponto, nada de timidez ou enrolações.
_ Sim. – apesar das duas últimas vezes terem terminados de maneira estranha, Joe ainda gostava de ficar perto dela, ele se diverte com ela, e ela é a única pessoa que o fazia se senti a vontade e ele gosta disso.
_ E você pensa nela? Tipo, quando você está dentro da sala de aula, você pensa nela? – continuou a pressionar.
_ Sim. – admitiu Joseph, ele estava dando aulas cada vez menos concentrado no que estava fazendo, pois sempre acabava se lembrando dele e de Demi.
_ Você se vê com ela para sempre? – Joe se assustou um pouco com o para sempre, mas sem duvidas era algo a se pensar, para sempre? Bom, parecia uma coisa confortável a se fazer, ter ela sempre por perto, sempre lá para diverti-lo ou para eles terem despedidas constrangedoras que o fizesse ficar pensando sobre o resto do dia.
_ Acho que sim. – respondeu por fim.
_ Pois então cara, ela é uma bela de uma pretendente. – sorriu satisfeito.
Enigma resolvido Joe, você gosta dela.

Bom, para Demi tudo estava até bem definido, sim, ela sente algo por ele, ela ainda não define seu sentimento como paixão, mas sem duvidas é algo bem próximo disto. Mas a sua certeza tampouco a fazia ter menos duvidas, pois ela sabia o que sentia, mas não fazia a menor ideia do que Joe sentia. Fora que os dois juntos? Não parece ser um casal possível, mesmo que se dessem bem como amigos, as diferenças, mais que obvias, poderiam impedir uma relação mais intima.
Ela tinha gostado do beijo que dera em Joe, poderia ter sido a primeira vez do rapaz, mas ele não a decepcionara em nada, Camilla, que claramente já havia sido informada com direto a todos os detalhes, não hesitou em mostrar apoio para uma nova tentativa, Demi estranhou, mas Camilla gosta do risco, gosta das aventuras e ama um romance louco, claro que ela iria adorar assistir de camarote Demi e Joe tentando se acertarem.
Porem hoje tinha muito mais que apenas Joe para se preocupar. Logo cedo ela recebeu uma mensagem de Sam, ele havia terminado de ler seu livro e queria encontra-la. Demi devia isso a ele, afinal de contas, faltara a festa que ele dera em sua casa, só o fato de ele não ter se ofendido e ainda assim ter se predisposto a continuar a ler seu livro já era um grande alivio. Sem duvidas Demi estava bem nervosa, pois ele não disse exatamente qual era o assunto do encontro, assim como poderia ser algo bom, poderia ser algo ruim.
E se ele tivesse odiado o livro e decidido não mais ajuda-la? Demi sabia muito bem que tinha esse risco.
Antes de sair, Demi novamente tentou contato sua mãe, fracasso, pelo menos seu pai se mostrou bem atencioso, desejando-lhe sorte no final da ligação.

Desta vez eles marcaram em uma praça no centro da cidade, quando Camilla souber, vai querer matar Demi.

Ambos chegaram quase que cronometricamente juntos.
_ Olá Demetria. – cumprimentou Sam sorridente. Sorridente. Isto quer dizer uma coisa boa não é?  
_ Oi Sam. – cumprimentou. Ambos sentaram-se em um dos banquinhos que rodeavam uma grande fonte que ficava bem no centro da praça.
_ Bom, como eu te disse, eu terminei de ler o livro. – falou e seu pequeno espaço para continuar a falar entre esta e a outra frase quase matou Demi. _ E eu realmente acho que ele tem um grande potencial para se tornar um sucesso de vendas. – disse. Demi nem mesmo sabia como conseguira se mantar sentada, quer dizer, Demi nem sabia como conseguira se manter viva após escutar isso. Sam sabia do que falava, ele já estava acostumado a trabalhar com escritores, no mundo em que Demi quer entrar, Sam já é de casa.  
_ É muito bom escutar isso. – disse Demi, aos gaguejos, de felicidade.
_ Não fique surpresa, vou te apresentar a pessoas que te dirão o mesmo. – garantiu. _ Isso se você comparecer. – alfinetou.
_ Ah claro. – sorriu tímida. _ teve um pequeno imprevisto. – tentou justificar-se. Tudo bem que não foi um imprevisto, no fim foi ela e Camilla no shopping comprando roupas para Joe.
_ Sem problemas, acontece, mas agora eu vou te pedir um pouco mais de compromisso, eu quero realmente te ajudar a lançar esse livro, e não em qualquer editora, mais em uma editora realmente boa. Vou precisar do seu empenho também. Você tem o talento e eu tenho os meios, juntos esse livro estoura.


Poderia ser azar, ou sorte. Era melhor saber exatamente o que estava acontecendo do que ser enganado.
 Como as duas últimas turmas de Joe estariam participando de uma palestra, ele saiu mais cedo, decido a surpreender Demi e confessar-lhe seu amor.
Foi a centro para comprar produtos para um jantar especial e quem sabe, achar um presente, simples mesmo, para dar a ela.
O cardápio principal já tinha sido definido, risoto, ele ainda pensava no que fazer para a sobremesa, mas por agora, ao caminho de ir para outra loja, ele pensava no presente para ela.
Foi apenas um olhar, mas um rosto familiar chamou sua atenção. Ao lado deste rosto, havia um homem bonito, com um sorriso confiante, que terminava seu abraço forte, com uma alegria contagiante. Ela também estava feliz, mais feliz do que Joe já a vira, mais feliz do que ele já fora capaz de fazê-la ser, e provavelmente mais feliz do que ele jamais será capaz de fazê-la.
Claramente que tudo aquilo não passava de mal entendido. Mas Joe não sabia. E é assim que um romance que nem mesmo começou, termina.

Continua

Ei galera, sei que atrasei o capítulo, mas olha o lado bom, poderei comentar sobre Cool for the summer com vocês J
E então, você gostaram desta nova Demi?
Bom, eu na primeira vez não gostei muito não, muito diferente, confesso que estranhei, mas agora, depois de dar outras oportunidades a música, eu até que estou gostando...
 E para quem ainda não viu ou não faz ideia do que eu estou falando, tá aqui o vídeo: 


Espero que tenham gostado do capítulo.
Bjsss

Caah: kkkk postei, espero que goste. Bjsss
Katiele: Bom, eles podem até ficar juntos, mais não vai ser logo não kk não me mate. Bom ainda assim espero que goste. Bjsss
Nessa: Postado, espero que goste. Bjsss 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

6. Algo estranho – Não Existem Poesias


4 e 5 de Maio de 2015


O clima agora estava estranho, não necessariamente ruim, mas estranho. Joe não sabia exatamente o porquê e Demi temia saber até demais.
 Seria isto possível? – pensava ela.
Mas logo com ele? – pensou enquanto o Homem de Ferro explodia alguma coisa no filme, do qual ela não conseguira prestar atenção um segundo sequer.
Não, não, claro que não. – concluiu.
Nada aconteceu e nada vai acontecer. – disse a si mesma.
Mas e se? – olhou-o de canto de olho, ele parecia um pouco tenso, será que ele também estava sentindo o clima estanho?

(...)

Hoje, Joe, pela primeira vez na vida, acordara atrasado e, se acordar atrasado já é algo diferente da sua natureza, o motivo é mais inédito ainda.
Ali, daquela mesma cama, que agora ele corria para se levantar, ele passara a noite pensando no havia acontecido durante a tarde do dia anterior.
Ele e Demi fazendo guerra de travesseiros e ela cai, levando-o junto, ambos se entreolham. Entreolham-se de maneira que nunca fizeram antes. Algo mudou ali, disso não havia duvida.
Mas o que mudou? – perguntava-se Joe.
E sua maior pergunta, a que mais o atormentava: Porque mudou?

(...)

Podia ser terça-feira, mas o shopping estava cheio como se fosse final de semana, fato que incomodou um pouco a Demi, mas o assunto que teria com Camilla não poderia esperar.

_ Espero que você tenha um bom motivo para você me tirar do meu trabalho. – disse Camilla, assim que avistou a amiga, frente a uma livraria do shopping.
_ Nem tente, eu sei que você esta me agradecendo por dentro. – contrapôs, mas não em um tom amigável, como era o esperado. Isto fez com que Camilla não dissesse mais nada, apenas esperou que a amiga falasse o que tanto a afligia. Demi hesitou. _ Eu e Joe. – começou e olhou de soslaio para Camilla, esperando uma primeira reação, como não obteve nada, continuou. _ Eu estava no apartamento dele e nos estávamos brincando...
_ Brincando? – perguntou Camilla. _ Quantos anos vocês têm?
_ Era guerra de travesseiro. – esclareceu Demi. _ Nós duas ainda fazemos isso às vezes. – relembrou-a.
_ Homens não fazem isso, Demi. – disse como se fosse a coisa mais obvia do mundo.
_ Ele pareceu gostar. – falou convencida. _ E até uma boa parte foi bem legal.
_ E então o quê deu errado? – perguntou.
_ Eu caí...
_ Normal. – brincou Camilla. Demi relevou.
_ Mas eu o levei ao chão junto comigo. – disse, já começando a corar. _ E ele caiu encima de mim.
_ Uau. – surpreendeu-se com o rumo da conversa. _ E depois? – perguntou.
_ Nada. – respondeu.
_ Incrível, é a segunda oportunidade que ele perde.
_ Camilla!
_ Tá, tá, e qual é a urgência nisso Demetria? Você caiu, ele caiu, um encima do outro, porém... – suspirou. _ nada...
_ Algo estranho aconteceu Camilla, ficou um belo de um climão entre nós e... Sei lá... Por um momento eu pensei... Pensei que... Bom... Que nós íamos...
_ Putz Demi! Fala logo mulher!
_ Eu pensei que nós íamos nos beijar.
_ E você gostaria que isso tivesse acontecido? – perguntou Camilla, agora falando bem sério.
_ Claro que não! – não hesitou em responder. _ Quer dizer... – repensou. _ Não sei. – concluiu.
_ E qual é a sua dúvida?
_ Não sei. – isto era completamente frustrante para Demi, ela sentia algo estranho e sabia que não era um bom sinal, pois apesar de negar, ela entendia muito bem o que estava se passando.
_ Demi, você não é boba, se você está assim é porque você se importa e você se importa é porque sente, e o que você está sentindo é real, não tem mais volta.
_ Talvez eu esteja só impressionada.
_ Impressionada com o quê? – Camilla gentilmente tentava colocar a amiga de volta aos trilhos, se enganar não era a solução, e enquanto ela não aceitasse isso ela viveria em um constante tormento.
_ Não sei. – suspirou cansada. _ Quem sabe eu esteja só um pouco carente? Você sabe, toda esta mudança, ficar longe da minha família, minha mãe que não fala comigo... – Camilla sabia de toda a história, mais só agora, vendo Demi falar desta maneira, que ela percebera o quão triste ela realmente estava.
_ Ele pode ser uma boa distração, Demi.
_ Isso não seria justo com ele. – disse Demi duramente, como Camilla tinha coragem de cogitar uma coisa dessas? _ Ele é uma pessoa legal, não o usarei para satisfazer minha carência. – bateu o pé.
_ Não me leve a mal, não estou falando para você usá-lo e descarta-lo logo após. Ele nunca teve ninguém e... Bom... Ele me parece bem a vontade com você, se ele se sentir da mesma maneira que você, porque não?
_ Eu não sei se ele se sente da mesma maneira que eu.
_ E o que você está esperando para ver?
_ Talvez eu não queira saber.
_ Você não precisa ter medo disso.
_ Não quero arriscar, sério, foi só um... Clima estranho... Não preciso ficar paranoica.
_ Eu acho que você talvez não tenha percebido, mas você já está paranoica. – Demi hesitou. E se a amiga estiver certa? E se agora não tiver mais jeito? E se ela estiver realmente se... Se... Aí meu Deus e se eu realmente estiver me apaixonando?!


O dia de Joe hoje teria sido bem melhor, isto se ele não estivesse com a mente tão longe.
Apesar de muitos ainda o encarar com uma frequência incomoda, hoje as pessoas se mostraram bem menos invasivas e por muitas vezes ele conseguira andar pelos corredores como antigamente, “invisível”. Ainda assim, ele pode dizer com toda certeza que hoje, definitivamente, ele dera a pior aula de toda sua carreira profissional, as duvidas dos alunos estavam sendo respondidas de maneira tão vazia que Joseph tinha consciência de que o famoso “Sim” à pergunta “Todos entenderam?” Nunca soou tão falsa. Joseph torcia para que nenhum aluno fosse reclamar com a direção da escola, já basta um problema em sua vida.


_ Sabe? Você ficou bem gatinho. – disse uma das aulas do segundo ano, interceptando ele no corredor da escola, agora já era hora da saída, e a escola estava praticamente vazia, ainda havia alguns alunos por ali, talvez apenas enrolando para ir embora, ou a espera de alguém que os fossem buscar. Ao lado da garota, tenha duas outras garotas, que Joe sabia que era da mesma turma que ela. Ele sabia que o nome dela é Amanda, e sabia que uma das amigas era Stefanni, mas não fazia ideia do nome da terceira, por ser sempre muito quieta ele raramente tinha que chamar sua atenção o que fazia com que ele não tivesse necessidade de decorar seu nome. Joseph hesitou. O que falar numa situação destas? No final ele apenas sorriu e tentou desviar-se da aluna. _ Sabe, eu adoro homens mais velhos. –Joe arregalou o olho?
_ Oi? – perguntou claramente chocado.
_ Você é o tipo ideal, mais velho, bonito e tímido. – Joseph ficou estático, era algum tipo de piada? Talvez fosse, Stefanni e a outra menina estavam dando risinhos e tentando esconder isso com as mãos. Porém... Bom, Amanda parecia bem séria. _ Meus pais iriam adorar saber que eu estou saindo com alguém responsável. Seria a primeira vez. – riu. _ Não vai falar nada? – perguntou um pouco irritada com a falta de reação de Joe.
_ Você está bem? – perguntou por fim.
_ Claro que estou, muito melhor agora que você respondeu. – sorriu sugestiva.
_ Olha, sinceramente, eu espero que você esteja brincando. – falou tentando não parecer grosso, mas acabou não obtendo muito sucesso. As três amigas olharam para ele atônitas.
_ Você está me recusando? – perguntou como se fosse o maior absurdo da terra.
_ Sim? – respondeu ele indeciso. As amigas se entreolharam.
_ Você é um tapado. – disse por fim e se retirou, junto com as amigas. Joe demorou um pouco para se mover. Mas que merda era essa que acabara que acontecer? Seja lá o que fosse, que isso nunca mais tornasse a se passar.


Demi sabia que Joe já estava quase chegando do trabalho, ela já havia pensado em varias maneiras de ir tentar falar com ele, mas não sabia como fazer sem assustá-lo, se ela, que já passara por isso antes, já estava assustada, imagina ele, que seria a primeira vez?
Respire fundo Demetria.
Camilla tentara ajudar a amiga, e graças a ela, Demi tomara a coragem de conversar com Joseph, poderia ser um passo perigoso, ao mesmo tempo em que ele poderia se sentir bem, até quem sabe, um pouco lisonjeado, ele também poderia sentir medo, e se afastar dela. Demi não sabia se era um risco que valia a pena correr, mas no fundo ela precisava disto, ela havia passado o dia inteiro pensado no que quase aconteceu e que em como, no fundo, ela gostaria muito que o quase aconteceu fosse um aconteceu.
Como sempre, Joseph foi pontual, Demi, sabiamente, já o estava esperando do lado de fora, e assim que as portas do elevador se abriram, revelando a figura dele, o coração dela disparou. Demetria não sabe, mas assim que Joseph a viu, esperando por ele, o coração dele também disparou.
_ Ei. – sorriu tímida. _ Como foi o trabalho hoje? – perguntou assim que ele saiu do elevador e se aproximou dela, porque era tão difícil? Por um momento Demi desejou ser Camilla, sem duvidas a amiga já teria dito tudo na cara.
_ Foi... Estranho. – confessou e sorriu para amenizar. _ E o seu... Dia?
_ Um pouco... Complicado. – respondeu. Ambos se fitaram em silêncio, um esperava que o outro tomasse a iniciativa. _ Sobre ontem. – começou Demi, por fim. _ Eu acho que deveríamos conversar.
_ Eu também estava pensando sobre isso. – confessou ele.
_ Sério? – perguntou com uma pontada de alivio e felicidade na voz.
_ É. – respondeu tímido. _ Acho que... Algo de...
_ Estranho? – sugeriu ao ver a dificuldade dele.
_ Sim, algo de estranho aconteceu. – falou.
_ Eu talvez saiba a resposta. – disse Demi, se aproximando dele. Algo de estranho definitivamente estava acontecendo, Joe instintivamente se aproximou de Demi, era como se de uma hora para outra o corpo dela tivesse se transformado em um imã e o ele fosse o metal a ser puxado. Isto não parecia certo e nem de longe normal, mas ainda assim parecia bom.
_ E qual seria? – perguntou ele, agora os dois estavam se fitando tão de perto, tão perto de Joseph podia sentir a respiração de Demi em sua face.
Demi não pensou duas vezes. Precipitado? Muito, claramente muito precipitado, mas pareceu tão certo naquele momento. Enfim o quase aconteceu se tornaria aconteceu.
Demi o tascou um beijo e Joe, mesmo sem experiência, deixou-se levar, pareceu tão natural para ele, foi como se ele tivesse nascido para este momento, como se tudo o que ele precisava na vida fosse aquele beijo.

Continua
Ei meu povo. Estão gostando? Espero que sim.
Comentem ;)



Caah: Não roulou na hora, mas depois rolou kkkk Espero que tenha gostado. Bjsss

Katiele: Desejo atendido kkkk Espero que tenha gostado do capítulo. Bjsss