Olá minhas queridas leitoras, hoje as meia noite postarei o primeiro capítulo da minha nova fic, mas antes eu gostaria de dar alguns avisos e responder a algumas perguntas.
Primeiro, o casal secundário será Camilla e Sam, desta vez trabalharei com eles bem melhor que da última.
Segundo, os capítulos agora serão maiores que o comum, acho que isso pode tanto ajudar quanto prejudicar na fic, já que pode ficar chato ao passar do tempo, mas é um risco que quero correr, pois estou testando meu potencial para projetos maiores.
Terceiro, tentarei sempre atualizar os dias de postagem na caixa lateral, lá você poderão ver as postagens do mês.
Quarto, percebi uma diminuição nos comentários aqui no blog, não obrigarei nenhum de vocês a comentarem, mas se você leu um capítulo e puderem comentar eu agradeceria muito, não precisa se identificar, comentários são bons para ajudar a autora melhorar na escrita, preciso saber se vocês estão gostando ou não, o que eu devo mudar... E só com seus comentários poderei melhorar.
Bom, acho que os avisos mais importantes já foram postos aqui.
Obrigada a todos.
Até logo.
Bjssss
terça-feira, 12 de maio de 2015
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Sinopse de “Não Existem Poesias”
Joseph é um professor de
matemática, de uma pequena escola fundamental, na cidade de São Francisco, Califórnia.
Tímido e sozinho pode-se dizer que ele não tem amigos, apenas conhecidos.
Conformou-se com sua vida solitária, e se entregou de corpo e alma a seu
trabalho.
Tudo ia bem até que, de maneira bem inusitada, uma escritora/poetisa
entrou em sua vida e a bagunçou por completo.
Cabe a ele decidir se entregar a
um amor, ou de comprovar que em sua vida não existem poesias.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Próxima Fic
Olá a todos, estou aqui para dar
mais informações sobre a próxima fic. O nome será “Não existem Poesias”. Não posso
dizer se vai ser uma fanfic mesmo ou uma mini-fic. Estou querendo fazer algo
bem menor, já que a história será bem simples.
Começarei a postar só depois dos dias das
mães, já que, como estava indecisa sobre fazer ou não mais uma fic, não tenho
nada pronto, desde sinopse à designe do blog, tudo será feito durante as
próximas semanas.
Mesmo não estando nada pronto, já
posso adiantar algumas coisas: Como na última fic, prometi a leitora Estela,
que iria trabalhar com Camilla Belle e Sam Claflin como casal, mas acabei não
conseguindo desenvolver algo prestável, nesta próxima fic eles será o casal
secundário. Como já sabido, o casal principal será Joe e Demi.
Estou aceitando sugestões, mas não
garanto que usarei, pode ser que eu use em outra fic ou talvez, se caber, uso
nesta mesmp, mas é como eu disse, não garanto que usarei, porém estou sempre
aberta às criticas e as sugestões.
Creio que a sinopse eu ainda consiga
postar nesta semana, mas não é uma
promessa, só garanto postagens aqui no próximo mês.
Muito obrigada.
Até breve.
sábado, 25 de abril de 2015
45. Amor – The Big Apple (último Capítulo)
Duas semanas, duas semanas suportando
vê-la por apenas 15 minutos por dia, sendo que na maior parte dos dias, por
estar sentindo muitas dores ou por estar muito fraca, ela nem mesmo estava
acordada. 15 minutos era pouco, pouco demais, eu queria mais, queria poder
abraça-la sem ter medo de machuca-la, queria poder responder a suas perguntas
sem medo de que isso piorasse seu caso, eu queria poder dizer que a amo sem eu
ter medo de que ela me rejeitasse. É horrível ter medo, mas medo era tudo o que
eu tinha por agora.
_ Joe! Joe! – entrou Selena correndo dentro do meu quarto, claramente
muito empolgada. _ Ela recebeu alta. Ela saiu do hospital. – levantei-me da
cama em um pulo, sem saber se comemorava ou se ia direto vê-la. No fim das
contas, acabei abraçado Selena, o mais forte que pude. Nem sei o porquê
exatamente. Mas eu estava feliz. Há melhor maneira de mostrar essa felicidade?
Sei que Demi mereceria mais, porém na ansiedade acabei nem mesmo me
ajeitando direito, do jeito que eu estava eu sai até seu apartamento. Sorte
minha que o transito resolveu colaborar, nenhum engarrafamento, tudo bem que
não era hora do rush, mas Nova Iorque é Nova Iorque, uma cidade que sempre está
na hora do rush.
Assim que entrei no elevador percebi que eu não sabia exatamente o que fazer.
Bom, eu já tinha vindo a este lugar por várias vezes, mas desta vez era bem
diferente, a minha desculpa de ser o detetive não mais era válida, meu trabalho
ali tinha acabado. Eu não sabia se eu seria bem recebido, bom, sei que não
seria muito mal recebido, mas e se ela não quisesse me ver? Ela sem duvidas
estava cansada, havia acabado de sair do hospital, não era o melhor momento
para visitas.
As portas se abriram.
Tarde demais.
Não poderia ser tão ruim assim não é?
O jeito era me preparar para um sim e para um não.
_ Joe. – cumprimentou-me Nick, todo animado. Mas percebi que ele olhava
para trás, ansioso, como se esperasse por mais alguém.
_ Olá Nick. – cumprimentei-o, chamando sua atenção novamente para mim. _
Ela não pode vir, ela tem um ensaio fotográfico hoje. – falei, já sabendo quem
ele esperava.
_ Ah sim. – riu sem graça. _ Veio ver a Demi, não é? – perguntou.
_ É. – admiti.
_ Ela está no quarto dela. Pode ir. – deu de ombros.
_ Sério? – perguntei. Tão fácil assim?
_ Sério. – sorriu.
_ Ela não está cansada, nem nada?
_ Ela teve duas semanas de descanso, Joe, na verdade ela está
insuportável. – riu. _ O que? Tá com medo? – perguntou ao ver-me hesitar.
_ Não... É... Da última vez que nos vimos... – Nick começou a rir. _
Que? – perguntei confuso.
_ Você acha que ela liga para aquela briga depois disso tudo? Na verdade
ela também quer te ver, agradecer por não ter parado quando ela pediu. –
explicou. Sem perceber acabei sorrindo bobo. Nicholas viu e sorriu para mim.
Sua porta estava aberta, vi-a de pé, ao lado da janela, ela não me viu
entrar.
_ Demi. – falei tão baixo, que quase saiu como um sussurro, o que não
impediu que ela se assustasse. _ desculpa. – pedi.
_Não. – sorriu e veio até a mim. _ Não precisa pedir desculpas. Oi Joe.
– abraçou-me. _ É muito bom te ver. – disse ainda no abraço, hesitei em
corresponder, tinha medo de machuca-la, ainda podia ver os vários arranhões, o
antebraço direito todo sobre o gesso, e logo a cima da sua sobrancelha um longo
ponto feito pelos médios, que provavelmente deixaria uma bela marca para qual
ela levaria por toda a vida. Não que isso fosse tirar sua beleza. Ela seguia
tão linda. _ Não precisa ficar com medo. – apertou-me mais forte. _ Os médicos
disseram que eu sou forte como um touro. – riu.
_ Isso é ótimo. Você deu um susto e tanto. – falei e nos separamos do
abraço. Ela riu fraco.
_ Digamos que também levei bastantes sustos.
_ Não tenho duvidas disso.
_ Mas o que mais me incomoda é que ninguém aqui quer me dizer nada. Será
você o que vai finalmente tirar minha angustia?
_ Eles talvez tenham um motivo para não dizer nada.
_ No começo tinham recomendações médicas, mas agora eu estou liberada e
bem.
_ Se está tão bem, porque eles ainda não te dizem nada?
_ Sei lá, superproteção?... Vamos lá Joe, eu preciso saber, eu não te
contratei para que eu fosse a última a saber de tudo. – suspirei. Não era justo
deixa-la sem respostas.
_ Até onde você sabe? – perguntei.
_ Traição da Lara com o Lawrence, Lucas talvez não ser filho do meu pai,
Lawrence culpado. Lara sabia de tudo... Isso.
_ Já é a maior parte. – sorri, mas ela não me acompanhou com a mesma
empolgação. _ Não quer sentar?
_ Passei duas semanas numa cama, o que eu menos quero agora é sentar ou
deitar. Ficar de pé parece até um presente... E dos mais valiosos. – disse. _
Mas se você quiser sentar. Sinta-se a vontade. – completou.
_ Vou te acompanhar de pé. – falei. _ Preparada? – perguntei. Ela apenas
assentiu ansiosa. _ Lawrence foi preso, o julgamento vai ser daqui umas três
semanas e ele vai ser mantido em custodia até lá... Os advogados e os polícias
estão escondendo um pouco o caso da mídia, tudo o que se sabe é que Lawrence e
seu pai tiveram um desentendido e Lawrence o matou e armou tudo para que
parecesse um suicídio. Não se sabe sobre o Lucas, nem mesmo o Lucas sabe, todos
concordaram que seria melhor para o garoto não saber que era o motivo da briga.
_ Isso é ótimo. – sorriu. _ Não precisavam ficar fazendo tanto drama.
São boas noticias.
_ Não é só isso, Demi. – falei.
_ Há mais algo para acontecer? Para mim parece até bem resolvido. Só
precisamos nos concentrar no que dizer a ele sobre a Lara, já que ela deve
pegar algum tempo na cadeia também. –
Parecia tão injusto com ela. Seu mundo havia mudado muito em tão pouco tempo, e
ela nem mesmo tinha ideia de como tudo era diferente agora.
_ Eu acho que isso não vai ser preciso. – falei.
_ Por quê? – hesitei e ela se aproximou mais, bem intrigada com minha
hesitação. _ O que vocês inventaram?
_ A Lara. – suspirei, já esperando pelo seu desapontamento. _ Ela não
será presa.
_ Como assim não? Ela sabia de tudo! – esbravejou se afastando e
retornando para mais perto da janela. _ Ela pode ter até mesmo o ajudado!
_ Lawrence confessou que Lara sabia de tudo, mas negou que ela o ajudou.
E Lara confirmou isso.
_ Mas se ela sabia! Ela era cúmplice.
_ Lara alegou que não o denunciou por causa da ameaça que Lawrence fez.
Isso a tornou uma vitima.
_Não! Essa ameaça não foi real, eles combinaram isso! – ela parecia tão
nervosa, que até mesmo temi continuar a falar e ela acabar descontando sua
raiva em mim.
_ Não há provas disso, Demi. A ligação foi gravada e nela ele realmente
a ameaça. Lawrence confirmou e Lara também confirmou. Não há o que se fazer.
Lawrence ainda ama sua madrasta, e vai protegê-la, mesmo que isso o leve para
uma prisão perpetua. – ela olhou para fora da janela frustrada, sabendo que nem
toda a justiça que ela tanto procurara iria ser cumprida.
_ E onde que ela está? – perguntou sem olhar para mim.
_ Acho que na casa da praia. Ou em outro apartamento. Eles acharam
melhor afasta-la daqui por agora. Lauren também não está muito receptiva com
ela, e Lucas parece estar querendo afastar-se também, mesmo sem saber o porquê
devesse. Talvez esteja só copiando a Lauren. – falei. Ela não disse nada por
longos minutos.
_ O Logan. – falou como se a ideia tivesse acendido em sua cabeça. Ela
pareceu tão empolgada. Seria triste desaponta-la novamente. _ Ele sabe de tudo.
Lawrence o confessou que Lara sabia de tudo. Ela pode testemunhar contra ela.
Eu sei que ele faria isso para... Sei lá... Diminuir a pena dele. Afinal de
contas ele me raptou e... Você sabe que é ele que estava roubando a conta do
meu pai? A pena dele vai ser imensa, se ele falar algo, quem sabe a diminuem um
pouco. – falou tão rápido, que teve que respirar bem fundo ao final, para
recuperar o folego.
_ Isso não vai acontecer, Demi.
_ Ah não. – ela sabia que dali viria outra decepção. _ O que aconteceu
desta vez? Ele fugiu? Conseguiu não ser preso? – perguntou deixando demonstrar
seu desespero.
_ Ele... – como dizer? Eu não queria parecer grosso, tudo bem que não me
sentia mal, mas não precisava agir como alguém sem sentimentos. _ No acidente.
– tentei recomeçar. _ vocês dois foram resgatados bem rapidamente, mas no
caminho do hospital o Logan sofreu uma parada cárdica e não... Não resistiu. –
ela não disse nada, apenas tapou sua boca com uma das mãos e fechou seus olhos.
Sua expressão era de dor. Eu não queria que ela se sentisse assim, para ser bem
sincero, não acho que Logan merecesse seu sofrimento. Tentei apagar este último
pensamento. Eu não precisava sentir ciúmes de um morto.
_ Eu acho que... – começou já deixando algumas lágrimas tímidas saírem
de seus olhos. _ talvez fosse uma boa ideia me sentar. – vagarosamente ela
andou até sua cama e se sentou lá. Seu luto era silencioso e incomodo. Não mais
por ciúmes da minha parte, mas por ser tão sem reação. Se ela gritasse ou
avançasse até a mim, seria tão mais fácil acalma-la. Como acalma-la, fazê-la se
sentir melhor, se ela já estava calma?
Aproximei-me de sua cama e não tive nenhuma resistência. Sentei-me a seu
lado, acompanhei-a em seu silêncio, respeitando-a. E assim passamos alguns
minutos. Durante esses minutos, comecei a questionar o que eu estava fazendo
ali, o meu plano era diferente. Eu queria me declarar, eu tinha minhas duvidas
e medos, mas ao vê-la no hospital, tão frágil, pensar que por pouco eu poderia
tê-la perdido para sempre, me fez perceber algo, algo que eu não conseguia ver
quando ela estava bem ao meu lado, forte, bem e disposta a abrir mão de toda
uma relação por mim. Eu a amo. Eu não queria perdê-la, eu não queria deixá-la,
eu não queria que nossas visitas fosse exclusivamente por causa do namoro de
Selena com o Nick, eu queria que nossos encontros fossem para nós, queria poder
vê-la todos os dias, queria poder toca-la todos os dias, eu a queria para mim e
também queria que eu fosse dela. Mas agora, como fazer isso? Eu acabara de
dizer a ela que seu noivo tinha morrido. Eu não sabia muito bem dos sentimentos
da Demi para com Logan, eu torcia para que após tudo o que aconteceu seu
sentimento fosse de ódio. Mas ela estava chorando por ele, não estava? Isso
significava que ela não o odiava, e, pior, isso poderia significar que ela
ainda o ama.
É, e agora Joseph?
_ Eu não deveria estar chorando por ele, não é? – perguntou, dando um
sorriso fraco. Isso me fez questionar se ela poderia ler minha mente, ou pelo
menos adivinhar o que eu estava pensando.
_ Ele foi seu namor... Noivo. – corrigi-me. Fui bonzinho demais? Fingido
demais? Merda, quem eu queria enganar? Eu não queria que ela chorasse por ele!
_ Isso não apaga o fato dele ter sido um idiota. – disse e pós sua mão
sobre a minha, que estava pousado no pequeno espaço que havia entre nós, no
colchão. _ Mesmo antes de tudo isso, ele era um idiota. Roubou minha família.
Enganou-me. Machucou-me...
_ Se você sabe disso tudo, porque choras?
_ Talvez eu ainda acreditasse nele. – parecia decepcionada consigo
mesma, por pensar assim. _ A morte é algo tão definitivo, não há chances, isso
não te assusta? – perguntou.
_ Não sei, nunca pensei nisso.
_ Eu também não, mas eu quase morri. E tudo o que pude pensar foi em
tudo o que eu poderia ter feito e não fiz, em tudo o que eu poderia ter vivido
e não vivi. Eu não iria feliz. Se eu morresse ali, eu não morreria feliz com
tudo o que aconteceu comigo, nem com tudo o que eu deixei. – disse.
_ Está é uma conclusão bem triste de se ter. – falei.
_ Sem duvidas... E você? Se este fosse seu último dia na terra, você
iria feliz? – perguntou.
_ Não completamente.
_ Por quê?
_ Eu não vivi tudo o que eu poderia ter vivido, não experimentei tudo o
que eu queria. Eu não vivi o amor.
_ E o que falta para você viver o amor? – perguntou, olhando diretamente
a mim.
_ Você dizer que me ama também. – falei sem nem mesmo pensar nas palavras.
Percebi que ela se assustou um pouco com minha resposta, mas disfarçou, ou pelo
menos tentou. Arrependi-me imediatamente. Mas assim que ela sorriu para mim e
levou sua mão a meu rosto, acariciando-me, esqueci-me de qualquer
arrependimento, aquilo valia a pena.
_ Só não invente de morrer, tá? – e antes que eu pudesse respondê-la,
ela tascou-me um beijo, sem hesitações, e eu correspondi, passei meus braços a
sua cintura, trazendo-a até a mim. Aquele beijo era a resposta para todas as
minhas perguntas, e o ponto final para todos os meus medos, e também um novo
paragrafo em minha vida.
Terminamos o beijo, com pequenos selinhos.
Ao olha-la vi que ela sorria em meus braços. Seus olhos ainda estavam
vermelhos pelo choro, mas seu sorriso era real, o que me fez sorrir também.
_ Você iria achar ruim se nós mal começássemos este relacionamento e eu
já te pedisse algo?
_ Relacionamento? – ri esperançoso. E ela riu também.
_ Não venha me dizer que você teve este trabalho todo para só um beijo?
– perguntou rindo.
_ Não, claro que não. – respondi defensivo. _ Mas pode pedir, seu desejo
é uma ordem. – ela sorriu e acariciou-me mais uma vez.
_ Me tira daqui? Só um pouco. Me leve para algum outro lugar? Ar livre.
– pediu.
_ Eu não acho que você possa sair daqui. – respondi.
_ Sem querer fazer comparações ridículas, mas Logan conseguiu me tirar
daqui com dois três seguranças na minha cola, o que você consegue fazer com um
primo e dois irmãos me vigiando? – perguntou, desafiando-me.
_ Para onde? – perguntei, aceitando a desafio.
_ Você dirige, você que escolhe. – sorriu.
Já que é assim...
Sair não foi complicado, digamos que, como protetores, Nick, Lauren e
Lucas eram uns verdadeiros fracassos, conseguimos sair sem encontrar ninguém
pelo caminho.
Pelo menos desta vez o porteiro mostrou um pouco de eficiência,
questionando-a se ela estava bem e se realmente queria sair comigo, não me
senti ofendido nem nada, no fundo sabia que era o melhor.
Programei para que aquele dia fosse divertido, mas não cansativo, sabia
que ela havia passado por muito em muito pouco tempo, exigir demais dela, tanto
fisicamente quanto emocionalmente não era meu plano. Algo simples era melhor.
Primeiro paramos em supermercado, falei para que ela comprasse o que
quisesse, e digamos que ela exagerou na quantidade. Balas, chicletes, chips, e umas
quatro latinhas de Coca Cola Cherry.
_ Onde você pretende enfiar tudo isso? – perguntei, enquanto eu pagava
tudo. _ Não acha um pouco demais, para só nós dois?
_ Eu passei duas semanas inteiras comendo apenas uma sopa insossa e sem
sal, meu corpo implora por gordura, diabetes e colesterol. – eu ri com a
maneira que ela falou, e olhando de canto de olho, pude ver que a moça do caixa
também riu.
_ High Line Park. – disse ela, admirada, olhando para todos os detalhes,
das artes nas paredes dos prédios, as flores plantadas nos jardins
improvisados. _ Sabia que eu nunca tinha vindo aqui? – perguntou sorridente.
_ E você ainda se considera uma nova-iorquina? – brinquei.
_ Nunca ninguém me levara para lugares como estes. – disse.
_ Eu acho que intendi a indireta. Você queria algo mais sofisticado, mas
do seu nível. – falei, tentando pensar em algum lugar melhor.
_ Eu não estou falando isso. Não comece com isso de nível, Joe, eu não
ligo para nada disso, e gostaria muito que você também não ligasse. –
repreendeu-me. _ Eu sempre quis vir para essas áreas da cidade, ser mais da
cidade. Sabe? É tão bonito aqui e ao mesmo tempo em que é tranquilo é tão
movimentado.
_ Estamos em um parque, encima de uma avenida. – sorri.
_ Deve ser lindo o por do sol por aqui. – ainda faltavam umas três horas
para o sol começar a se pôr, o que me indicava que ela tinha gostado do local e
queria passar todo aquele dia comigo. Era bom saber que ela queria o mesmo que
eu.
_ Durante a noite o efeito de luzes aqui deixa tudo bem bonito também. –
falei.
_ Então não posso perder. – sorriu o sorriso mais lindo que alguém
poderia dar.
_ Você sabe que eu te amo? – ela sorriu tímida e olhou ao chão.
_ Eu também te amo, e muito. – falou, após alguns segundos.
_ Você ainda duvida que eu te ame de verdade, não é? – perguntei e ela
pareceu indecisa ao responder.
_ É só estranho, Joe, nós dois, no começo, parecíamos tão nada a ver, eu
era noiva e você... Você queria curtir, e não escondia isso. – sorriu fraco,
esperando uma reação minha, que não veio. _ e agora, eu estou apaixonada, você
está apaixonado, foi tão rápido, as vezes penso que estou sonhado.
_ Então eu te pergunto se isso aconteceria em seus sonhos. – falei e
corri até as grades de limite da ponte.
_ Joe! Você vai cair Joe! – veio Demi atrás de mim, desesperada tentando
me puxar de volta pela camisa. _ Eu te pedi para não morrer!- eu gargalhei.
_ Nova Iorque, grande maça. – Comecei a gritar para quem quisesse
ouvir. _ Eu estou apaixonado. Apaixonado
pela mais linda nova-iorquina que já pisou nesta terra. Estou apaixonado por
Demetria Lovato. A garota que ainda sorri o sorriso mais lindo do mundo, mesmo
após passar por tanta coisa ruim. A garota que conseguiu transformar um cara
que não queria se envolver com ninguém, em alguém dependente dos seus abraços e
beijos. É a essa garota que eu entrego o meu coração. – Olhei para ela e
ela ria grande, tinha o rosto vermelho pela timidez. Algumas pessoas que também
estavam no parque olhava tudo encantados e curiosos, um carinha até mesmo
filmava. Pulei de volta para a ponte e me aproximei de Demi, até que eu pudesse
agarra-la em meus braços. _ Promete cuidar do meu coração? – perguntei.
_ Se você prometer cuidar do meu. – respondeu e eu sorri, dando-lhe um
beijo logo em seguida. Ignoramos os aplausos e suspiros de quem estava em volta
vendo tudo aquilo. Se eu contasse achariam até mesmo que eu estava mentindo,
afinal de contas isso só acontece em filmes, não é? Mas aqui é Nova Iorque, a
cidade em que tudo pode acontecer, principalmente o amor.
Fim
Aqui acaba a história, fazendo um
apanhado de tudo, posso dizer que fiz o melhor pude, mas que poderia ter sido
bem melhor. Tentei fazer algo novo, na qual não tinha experiência: Mistério. No
final acabou não funcionando muito bem e ficou como um romance mesmo. Tentei
fazer uma história com muitos detalhes e acabou que alguns personagem não foram
bem trabalhados e sumiram, tivemos também capítulos com pouco acontecimentos,
fracos. Porém, ainda assim consegui bastantes seguidores e muitos comentários
positivos, o que me faz acreditar que não tenha ficado tão ruim assim. Mas
talvez o melhor tenha sido o fato de ninguém acertou quem era o assassino, tudo
bem que o culpado foi bem fora de tudo, mas eu realmente tinha pensado nele
desde o começo, claro que pretendi trabalha-lo melhor na história, porém, ao
perceber que a fic estava ficando longa demais e nada estava andando, acabei
cortando várias etapas.
Bom, agora já foi...
Espero que tenham gostado deste final...
Agradeço a todos pelo carinho e paciência
que tiveram comigo durante essa fic, confesso que desde o ano passado venho
tendo dificuldades para escrever, graças aos estudos, curso e minha busca por um emprego, isso afetou diretamente na atividade aqui
no blog, até mesmo venho pensando em parar de escrever, dar um tempo para por minha vida
no lugar novamente e voltar quando tudo estiver mais tranquilo. Porém, escrever
vem sendo para mim um momento de relaxamento, algo que eu faço por hobbies e
que não me vejo parando por agora, por isso, venho confirmar a existência de
uma próxima fic, ela será bem mais simples e acredito que será assim por agora,
fics menores e mais simples para que eu consiga postar com mais frequência.
Farei um próximo texto explicando tudo
melhor.
Muito obrigada.
Bjsss
Caah: Bom, acabou mais não é o fim kk. Muito
obrigada por ter me acompanhado durante está fic. Bjss.
Kah: Pois é, no final acabou que ela
realmente estava envolvida. Muito obrigada por ter me acompanhado durante está
fic. Bjss
segunda-feira, 13 de abril de 2015
44. Tudo o que vi – The Big Apple (Penúltimo Capítulo)
A ansiedade tomava conta de mim, já se
passara mais um dia sem respostas, e eu seguia aqui, presa nesse deposito sujo, mas
agora tudo poderia mudar, o poder que ele estava me dando era bem maior do que
eu pensei que poderia receber. Seria fácil eu sair do plano, mais fácil do
deveria ser. Eu sabia que ele estava desesperado, se não ele jamais me pediria
que fizesse isso, porém nesse exato momento, eu era seu crime e também a sua
salvação.
_ Sim, com quem eu falo? – perguntou a voz do outro lado do telefone.
_ Aqui é a Demetria Lovato. – informei. Minha voz saiu um pouco tremula,
mas torci para que isso não me entregasse.
_ Pois não, o que precisa?
_ Preciso falar com o Carlos Berry. – falei. Carlos Berry era o terceiro mais importante
naquele banco, não cheguei a falar com ele pessoalmente, mas, segundo Logan,
ele seria o único capaz de tirar o nome de Logan da linha de fogo, o problema
era, Berry e Logan tinham uma história de inimizade, caso fosse o pedir algo,
ele não o daria, mas eu como dona majoritária do banco, poderia conseguir algo.
_ Espere alguns segundos. Verei se ele pode lhe atender. – O olhar de
Logan era apreensivo. Tentei evita-lo, para não ficar mais nervosa do que eu já
estava. O barulho do Banco ficava destorcido no viva-voz. _ É ela. É ela. –
escutei alguém sussurrar. Tencionei-me, Logan também ficou tenso, mas não fez
nada. _Senhorita, ainda está no telefone? – perguntou após alguns segundos de
espera.
_ Sim. – respondi.
_ Pode repetir seu nome, por favor? – pediu a atendente. Olhei a Logan e
ele acenou que “não”
_ Há algum problema? – perguntei, tentando evitar responder.
_ Só quero uma confirmação. – disse a atendente. Logan, sem esperar pela
minha reação, tirou o celular da minha mão, desligou-o, e o jogo-o no chão.
_ Vão me descobrir. – gritou. _ Já descobriram a ele, e agora serei eu! Eles
nos rastrearam, aquele idiotas nos rastrearam! – encolhi-me no meu canto. Agora
já não estava amarrada na cadeira, mas sentada em um colchão de ar que não
estava completamente cheio. Aos poucos Logan estava tentando deixar-me
confortável. Não sei se por bondade ou por agradecimento, afinal de contas, eu
iria tirar a investigação do nome dele, bem,
iria, não vou mais.
_ Talvez não. – tentei dizer, mas minha voz saiu como um sussurro.
_ Eu fui idiota. – riu nervosamente_ Completamente idiota. Arrisquei o que
eu não podia ter arriscado. – ele esbravejava excessivamente, o que me deixou
apreensiva. _ Você. – disse apontando para mim e dei um salto de susto no mesmo
lugar. _ Você vai ligar para Lauren, ou para a Lara, para o Nick se você
quiser. – ele estava bem nervoso. _ Você vai dizer que está bem, que estava
nervosa, que fugiu, mas que está bem. – e se jogou ao chão, procurando pelos
pedaços de seu celular. No final não tinha quebrado muito, mas agora tinha uma
bela de uma rachadura na tela. _ Ligue! – gritou ao ver-me sem reação.
_Logan, se eles já estão no banco, é obvio que eles estão e minha casa
também. – falei.
_ Mas você vai falar que está bem.
_ Usando seu número de telefone? – perguntei e ele tornou a
desesperar-se.
_ Meu Deus, mas que merda! – Eu sei que eu deveria ter ligado,
entregando-o logo, mas ele tinha uma coisa que eu queria e só após ele me
entregar à informação que eu queira eu iria poder me deixar ser livre. _ Nós
temos que sair daqui. – disse. Assustei-me com seu olhar, ele parecia
desesperado demais, e isso não era um bom sinal. Seja lá o que ele estava
pensando em fazer, não iria ser bom. _ Vamos! – gritou do nada e veio até a
mim, segurou-me firme pelo meu pulso e puxou-me. Senti meu braço destroncando e
uma dor muito forte passou pelo meu ombro, isso não pareceu impedir Logan em
nenhum momento. Ele não quis pegar nada que estava por ali, a não sua chave do
carro e... Bom, eu.
No fim das contas, eu não estava tão presa assim, sempre que Logan
entrava ele deixava a chave da porta do deposito na própria fechadura. Assim que ele abriu a porta já estamos do
lado de fora, o sol foi bem em meus olhos deixando-me cega, meu olho ardeu como
nunca, fechei os olhos e como naquele momento Logan corria, deixei que ele me
guiasse, correndo o risco de tropeçar e me machucar.
Não demorou muito para que entrássemos no carro, abri uma pequena fresta
dos meus olhos e percebi que aquele não era o carro de Logan, era outro bem
menos confortável. Parecia uma caminhonete, ou algo do tipo.
Nem mesmo tive tempo de colocar o sinto e Logan já havia pulado para
dentro do carro e ligando-o, saindo a toda velocidade.
Assim que senti meus olhos se acostumando com o dia claro, abri-os e
percebi que estávamos na rodovia, o que é logico, já que nunca estivemos fora
dela.
_ Onde estamos indo? – perguntei.
_ Norte, quanto mais norte melhor. – respondeu. Estávamos a toda
velocidade. O barulho do motor era bem alto, o que me incomodava muito.
_ E quando vamos parar? – perguntei.
_ No Canada.
_ Canada? – perguntei assustada.
_ Lá nós vamos nos hospedar em algum hotel, só para descansar e depois
iremos para qualquer país que seja antiamericano suficiente para não aceitarem
um pedido de deporte.
_ Logan, você pode estar exagerando, podem não terem conseguido rastrear
o telefonema.
_ Não Demi, foi tempo o suficiente! Ontem eu fui a sua casa durante a
noite, os policiais estavam lá, eles grampearam o telefone, e quando o telefone
tocou a eles mandaram que Nick atendesse
e que não deixasse a pessoa desligar em menos de 20 segundos. Eu não sabia que
eles tinham ido ao banco também, pensei que eles tinham ficado só na sua casa.
_ E o que você pretende? Ficar fugindo? Sério?
_ Me dê outra opção então. – gritou.
_ Voltar Logan, eu posso mentir se você quiser, e não dizer nada sobre o
sequestro. – falei, sem saber se eu seria capaz de mentir sobre isso.
_ Ah sim, claro, todos vão crer, principalmente agora que você deu um
telefonema pelo meu telefone. – disse claramente irritado com minha ideia._
Você quer voltar porque não vai ser você a presa.
_ Então me deixe voltar e vá para o Canada sozinho.
_ E porque eu faria isso? Você é meu curinga.
_ Um curinga, isso é tudo?
_ Isso é tudo que você se deixa ser. – disse. _ Você poderia ser o amor
da minha vida se você quisesse.
_ E é assim que você pretende me conquistar?
_ E o que você quer que eu faça então? – perguntou claramente frustrado.
_ Diga-me quem matou meu pai e me deixe ir. – Logan riu.
_ Não é assim que funciona Demi.
_ Eu fiz a minha parte. Eu mereço receber respostas.
_ Fez sua parte? Meu pescoço ainda esta na reta!
_ Eu não tenho culpa de você não ter olhado se os policiais estavam no
banco. – irritei-me. Logan pareceu pensar em minha resposta.
_ 2007. O que estava acontecendo neste ano? – perguntou.
_ Logan, só me responda. – será que ele não poderia apenas me dar uma
simples resposta?
_ Eu estou tentando. – alterou-se. Considerando nossa velocidade naquele
momento, percebi que não seria mal manter-me quieta. _ Eu quero que você
entenda a história, e ela começa, quer dizer, o conflito começa em 2007. Agora
me responda. O que estava acontecendo em 2007?
_ Não sei. – respondi sem entusiasmo.
_ Pense. – respondeu seco e obriguei-me a lembrar-me de algo marcante. _
Na sua família, não tente lembrar-se de coisas da economia ou alguma coisa no
noticiário. Concentre-se na sua família. – pensei por mais alguns segundos, mas
logo me lembrei.
_ Nascimento do Lucas. – afirmei.
_ Isso. Nascimento do Lucas. – disse e parou.
_ E? – incentivei-o a continuar.
_ Uns dois anos antes do nascimento do seu irmão, o casamento do seu pai
e sua madrasta entrou em uma crise, seu pai não sabia explicar exatamente porque,
mas no final de 2006 ele descobriu. Lara estava traindo ele. No começo ele
pensou em separar-se dela, mas logo depois Lara descobriu que estava gravida.
Ela alegou não saber quem era o pai e com isso Eddie decidiu esperar. Quando
Lucas nasceu, Eddie já estava tão envolvido com a gravidez de Lara que decidiu
não separar dela, registrou Lucas e não faz nenhum exame de DNA.
_ Com quem Lara traiu meu pai? – perguntei, tentando manter-me calma.
_ Lawrence. – respondeu. Senti meu sangue ferver em minhas veias.
_ Lawrence? – gritei, o que assustou a Logan. _ Eu não acredito. Como
que aqueles dois tiveram coragem! – eu sentia um nojo tão grande de pensar em
todos os momentos em que estivemos no mesmo teto, em todo o momento que pensei
que Lara amava meu pai ou que Lawrence era de confiança.
_ Posso continuar? – perguntou, receoso.
_ Vai. – respondi, já me preparando para o pior.
_ Lawrence por um tempo deixou quieto, mas já faz uns três anos que ele
retornou exigindo um exame de DNA, querendo reconhecer Lucas como filho.
_ Uma pergunta. – interrompi-o. _ Quando Lucas nasceu o caso de Lara
tinha com Lawrence, acabou?
_ Segundo todas as fontes, sim. – respondeu.
_ Quais fontes?
_ Seu próprio pai, Lawrence... – respondeu e esperou um pouco pela minha
reação, não houve nenhuma. _Algo mais?
_ Não.
_ Eddie sempre teve medo de Lucas não ser seu filho, ele ama aquele
moleque, era obvio que ele não queria correr o risco de perder a guarda do
garoto, então recusou. Isso causou fúria em Lawrence, e eles vinham brigando
desde então. – fez uma breve pausa quando ultrapassou um carro. _ Não faz muito
tempo que Eddie decidiu denunciar Lawrence por estar o ameaçando, Lawrence
estava conseguindo, com seus advogados, evitar um confronto na justiça, mas em
novembro do ano passado foi marcada uma audiência. Lawrence ficou extremamente irritado com a
iniciativa do seu pai que começou a atormenta-lo mais ainda. Na última semana
de vida de seu pai, eles tiveram uma briga muito forte, até mesmo violenta,
Lawrence saiu na pior, e depois de toda esta raiva acumulada ele resolveu
cumprir as ameaças. Planejou tudo para que parecesse um suicídio e fim da
história.
_ Como você descobriu tudo isso?
_ Uma parte seu pai mesmo compartilhou, outra parte descobri com o
próprio Lawrence.
_ Como você conseguiu estas informações de Lawrence?
_ Todo homem tem seu preço.
_ Como ele conseguiu que parecesse um suicídio? – perguntei.
_ Eles realmente tiveram um encontro naquela noite, Lawrence fingiu
querer uma reconciliação. Quando chegou lá, continuou fingindo uma amizade, até
que Eddie ofereceu-o Whisky, o que é bem normal, você sabe. Aparentemente seu
pai se distraiu de seu copo por algum tempo, tempo suficiente para que Lawrence
colocasse um sonífero na bebida do seu pai, seu pai nem desconfiou, tomou,
desmaiou, e com isso Lawrence, pegou uma arma que havia comprado ilegalmente,
usando uma luva, para não deixar vestígios, matou seu pai, e colocou a arma na
mão do seu pai, para que parecesse suicídio. Não foi muito difícil no final.
_ Quanto você deu a ele para que ele confessasse? – perguntei.
_ Eu prometi dar a ele informações sobre sua investigação com aquele lá.
– disse.
_ Só? – perguntei surpresa.
_ Ele já tem dinheiro, não há dinheiro que eu pegue que o compre.
_ Pegue? Não seria roube?
_ Eu prefiro o termo pegue, soa mais simpático. – sorriu, mas não
respondi, não estava no clima para sorrisos.
_ Na investigação Joe comprovou que a investigação da policia pode ter
sido comprada. Você sabe algo sobre isso?
_ A última autopsia foi feita pelo primo de Lawrence, então não foi
muito difícil.
_ Mas e as câmeras? As entrevistas que desapareceram? – eram tantas
perguntas, e Logan parecia saber tanto...
_ Câmeras: O chefe de segurança foi comprado. Entrevistas: O delegado
foi comprado. Eu já disse Demi, todo mundo tem seu preço, e quando se tem
dinheiro, não é tão difícil de encontra-lo.
_ E Lara, ela sabia sobre o assassinato?
_ Segundo Lawrence, ela não sabia que ia acontecer, mas após o ocorrido,
ela soube.
_ E nem falou nada. – falei, mas para mim mesmo que para ele.
_ Se ela falasse algo, tudo ia vir à tona Demi, imagine como o Lucas se
sentiria?
_ Ele não pode saber sobre isso. Lawrence tem que conseguir escapar. –
falei, sentindo um aperto no meu coração por ter que abrir mão do meu objetivo
de justiça a morte do meu pai. Logan não disse nada, e quando o olhei vi que
ele estava bem tenso, talvez fosse pela fuga, mas ele não estava assim antes. _
Por favor. – comecei já segurando o choro e a fúria. _ Não me diga...
_ Pelo jeito você contratou um bom detetive. – foi tudo o que ele disse.
Eu não sei o que mais me doía, saber que agora Lucas saberia da verdade
e isso o machucaria muito, ou saber que eu poderia estar livre agora, no fim
das contas eu não teria necessitado de Logan para saber da verdade. E agora tão
pouco sei o que posso fazer.
_ Você poderia ter me dito! – berrei.
_ Eu não vou deixar você voltar Demi.
_ Ela o ajudou em algo? –perguntei. _ Lara, ela sabia de Lawrence, ela o
ajudou?
_ O telefone de ameaça, é falso, os dois só armaram aquilo para que você
parasse de investigar sobre a morte de Eddie. Os seguranças na verdade eram
pagos por Lawrence. – suspirei fundo sentindo a dor de ter sido tão enganada.
_ Ah mais algo que eu precise saber? – perguntei.
_ Acredito que não.
_ Ele está preso?
_ Sim, e Lara sobre custodia. Estão querendo incrimina-la como cúmplice,
mas por enquanto ela está presa preventivamente e só. Nick está com seus
irmãos. – disse, já se antecipando a minha próxima pergunta.
_ Deixe-me voltar, Logan, eles precisam de mim. – choraminguei.
_ Não, Demi, não! – não consegui dizer mais nada, o choro por fim tomou
conta de mim, deixei-me ser levada, eu sabia que eu tinha que fazer algo,
impedir que ele me levasse longe demais, mas naquele momento o choro era a
minha única opção.
Um barulho estranho começou a soar, primeiramente pensei que o motor da velha
caminhonete que estávamos estava com algum problema, mas foi só olhar em volta
para ver que era algo bem maior.
Um helicóptero vinha em sentido contrario a nós, o helicóptero da
policia. Logan começou a frear, mas ao olhar para o retrovisor, voltou a
acelerar. Atrás de nós vinham uns três carros de policia, a toda velocidade,
com as sirenes ligadas.
_ Logan, se entregue, é o melhor. – comecei a dizer. Havia uma esperança
para mim, os polícias estavam ali por mim. Se eu não estivesse tão chocada com
tudo, até mesmo me arriscaria a sorrir.
_ Não! – gritou em completo desespero. Ele acelerava, mas o carro não
mais respondia, estava em seu limite. Eu olhava para todo canto tentando uma
rota de fuga. Percebi que o carro não estava com as portas trancadas. Eu
poderia muito bem acabar caindo e me machucando, talvez até algo pior do que
machucar-me, mas ficar ali no carro também era um risco. O helicóptero estava
bem baixo, e se aproximando muito rápdo. Era obvio que eles estavam tentando
forçar Logan a parar o carro, mas eu estava ali dentro, eu o via, e eu sabia
que ele não iria parar. Tudo se encaixava para um desastre.
Talvez, se eu só abrisse a porta, o distraísse o suficiente para que ele
desacelerasse, não?
Bom. É minha única opção naquele momento.
Respirei fundo, e abri a porta, instantaneamente Logan largou o volante
e agarrou-me.
Claro que esta era a combinação para o desastre.
Ao vir agarrar-me, ele acabou fazendo com que o volante virasse para a
direita. Era velocidade demais.
O carro começou a girar. Os barulhos se confundiram em minha cabeça:
sirenes, helicóptero, motor, lataria, grito. O aperto de Logan ficou mais leve.
Agora estávamos de cabeça para baixo e logo depois de lado, rodando, e assim
por umas... Não sei... Três vezes? Talvez mais, porém, não posso dizer com
exatidão, a escuridão foi tudo o que vi.
Continua
Oi gente, desculpa por não ter postado
no sábado, o tio da minha mãe morreu e com toda esta confusão fiquei sem cabeça
para postar algo.
Bom, o último capítulo esta pronto,
faltando apenas a revisão, ainda assim postarei só amanhã.
Bjss
Thais: Capitulo postado, e sim, ela ajudou,
espero ter tirado as outras duvidas e a história ter se encaixado. Muito obrigada
por comentar. Bjss
Kah: kkkk poderia estar bem melhor, mas fico
feliz que goste tanto. Capitulo postado. Muito obrigada por comentar. bjjsss
Caah: kk suas duvidas sobre ela no final
estavam corretas, bom, achar acharam, só não foi da melhor maneira. Muito
obrigada por comentar. bjss
terça-feira, 7 de abril de 2015
43. Arrependida – The Big Apple (Antepenúltimo Capítulo)
O telefonema havia sido bem claro, o que não
ficara claro para mim era o que fazer a partir dali.
Eu poderia
muito bem deixar o trabalho ser totalmente da polícia, eu sei que eles fariam o
que era preciso naquele momento, mas eu não mais sabia em que parte daquela
história eu me encaixava agora.
Após a briga
que tive com Demetria, eu tinha algo bem claro em minha mente: ela não me
queria mais por perto, e talvez, fosse bem melhor assim. Seja lá o que éramos
(ex-amantes, amigos, cliente e detetive...) não existia mais.
Mas, mesmo
entendendo isso muito bem, eu não podia deixar de ter dúvidas, eu deveria ir
até ela, tentar falar? Ou deixaria com que os policiais fizessem isso?
Cheguei à cozinha
e lá encontrei Selena e minha mãe, Selena estava recostada na bancada da pia,
em sua mão tinha uma maça, na qual só tinha uma mordida. Minha mãe estava
começando a fazer o almoço. Percebi que elas estavam conversando antes que eu
chegasse, mas assim que entrei elas pararam.
_ Não adianta
ficar olhando assim para mim. – falei me direcionando a Selena que me criticava
com o olhar, mas minhas palavras também valia para minha mãe, que se estivesse
virada para mim, olhar-me-ia da mesma maneira.
_ Você precisa
de algo Joe? – perguntou minha mãe sem esconder sua insatisfação.
_ Dá para
vocês pararem? – pedi.
_ Por quê? Vai
brigar? – perguntou Selena com a sobrancelha direita levantada. Suspirei
entediado. Como pude ter uma irmã tão
chata?
_ Não. –
respondi rispidamente.
_ Ah claro,
você só briga com quem não merece...
_ Ainda bem
que você sabe que você merece.
_ Bom, não
estou te provocando o dia inteiro atoa, né garoto? – deu uma mordida na maça.
_ Você está me
provocando? Porque você quer brigar? Não consegue viver sua vida quieta não? –
apelei.
_ Eu estou
nervosa, nervosa não, furiosa! Eu estou tentando ajeitar minha vida e você faz
merda com a sua e me prejudica. – gritou, com a boca ainda meio cheia.
_ Selena!
Engula primeiro. – reclamou Denise.
_ Pois é, mal
educada. – ri.
_ Pobre de
nossa mãe, tem uma má educada com filha e um tapado como filho. – disse.
_ Pois esse
tapado aqui vai à casa do namorado da filha mal educada. Mas sem duvidas é
tapado demais para levar a irmã junto.
_ Você vai lá?
Porque você vai lá e está me impedindo de ir. – veio até a mim com cara de
pidona.
_ Talvez, se
você merecer, eu te levo.
_ Merecer? –
perguntou desconfiada. Confirmei.
_ Ah, Joe,
cale a boca! – reclamou. _ E quer saber mais? Você não é quem manda aqui. Eu
vou ver o Nick. – bateu o pé. _ E vai ser hoje. – olhou-me com cara de desafio,
como se esperasse minha resposta. Olhei para minha mãe, que ria baixo com a
cena. Ótimo.
_ Saio em meia
hora. –falei._ Vê se não me atrasa.
(...)
A alegria de
Selena por ir ver Nick era tão grande que chegava ser contagiante, isso, caso
eu não estivesse nervoso demais com toda essa situação. Meu problema não era
com Nick, muito menos com o namoro deles, não posso dizer que morro de amores
pelo primo da Demi, mas se o namoro deles significar nunca mais ter Jacob na
vida da Selena, eu beijaria os pés do Nicholas só para que ele ficasse com ela
para o resto da vida.
Meu nervosismo
hoje era causado por outra pessoa e por outro motivo: Demetria.
Eu sei que a
devia desculpas, assim como também acho que ela me deva, porém eu não quero
pedir e algo me diz que ela também não queira.
Eu dirigia sem
pressa, apesar de Selena não parar de falar na minha cabeça, por algum motivo
creio que escuta-la falando, seja lá
o que fosse, era melhor do que me esperava por lá, no apartamento de Demi.
_ Joe? Joe? –
olhei para Selena no banco do carona e percebi que ela estava impaciente.
_ Quê? –
perguntei.
_ Você não
estava me escutando, não é? – perguntou ela claramente decepcionada.
_ Mais o
menos, você sabe, preciso concentrar-me na estrada.
_ Estrada? –
perguntou nada convencida. _ Você é capaz de dar uma festa de arromba dentro do
carro e ainda dirigir sem problemas, eu já andei com você antes ok? Não venha
com desculpas esfarrapadas.
_ Tá, fale
então, juro estar escutando. – ela seguiu emburrada, mas concordou.
_ Porque você
resolveu ir a casa deles, se já tinha prometido não voltar?
_ Eu...
Descobri algo.
_ O que? –
perguntou curiosa. _ Ah – suspirou assustada. _ Não me diga? – ela entendeu
tudo ou ver minha hesitação em falar. _ Você descobriu quem foi? Você descobriu
o assassino! – ela quase dava pulinhos de excitação.
_ Não fui eu
exatamente, no final das contas quem fez o trabalho foi os policias, eu só... Eu
só indiquei que era o certo a se fazer.
Mas ainda assim, mereço minha remuneração, e é isso que irei buscar.
_ Mas que
merda, Joe. Do que você está falando? Como assim? Você acabou de encontrar um
assassino e você vem me falar de remuneração?
_ E o que mais
você quer que eu fale? – perguntoi um pouco alterado pelo seu tom de acusação.
_ Que está
feliz? Que você conseguiu o que queria. Que você está indo comemorar, dar as
boas novas?
_ Eu acabei de
dizer, o trabalho não foi exatamente meu, eu não tenho o porquê ficar tão feliz
assim, mas já que você insiste, eu estou
feliz! Vou receber uma bolada grande e podemos comemorar em família se você
quiser.
_ Foi pra isso
então? Foi pra isso que você topou o trabalho? – falou, paramos em um sinal
vermelho.
_ E para quê
mais você acha que foi Selena?
_ Por que você
gosta do seu trabalho?
_ Ah, pare.
Você também cobra pelas fotos que você tira, não venha dar uma de boa moça.
_ Eu faria de
graça se fosse necessário. – defendeu-se.
_ Bom, me
desculpe, senhorita bem feitora, alguns gostam de ter seu próprio dinheiro,
gostam de gastar e depois pagar sem precisar pedir para os pais.
_ Ah tá,
claro, eu sou a filha exploradora, que extorque seus pais.
_ Eu não quis
dizer isso.
_ Ah não? Pois
foi exatamente o que você disse.
_ Eu não tenho
culpa se você não entende o que eu falo.
_ Claro, eu
não entendo o que você fala; a Demi não entendeu o que você falou. Você sabe
né? Mulheres... – disse irônica.
_ O que você
quer então? Que eu desista? Eu posso dar meia volta. – falei. O sinal tornou a
ficar verde, hesitei em seguir e os carros atrás de mim começaram a buzinar. Selena
cruzou os braços, emburrada. Acelerei cantando o pneu e chamando atenção dos
pedestres.
_ Sabe o que
eu quero? Que você pare de fingir para mim. Você ama a Demi, eu não morro de
amores por ela e sei muito bem que ela não morre de amores por mim, mas...
Vocês se amam. São dois tolos que preferem bater de frente e sofrerem a admitir
que se amam.
_ E o que você
é agora? Especialista em amores? – perguntei, sem provocação, apenas tentando
fazer com que ela pestanejasse, não achasse que havia ganhado, mesmo sendo
claro que ela tinha vencido, afinal, ela estava certa.
_ Pode parecer
bobo, mas eu sei o que é amar, já amei o cara errado, mas acho que aprendi, eu
acredito estar amando o cara certo agora... Bom. – riu nervosa. _ No final eu
só queria dizer que sei o que é amar e sei quando alguém está amando e Joe,
você lamberia o chão por ela... Estou certa, não estou? – perguntou, ao ver-me
hesitando.
_ Tenho minhas
duvidas sobre lamber o chão. – ela
riu.
_ Mas sobre o
resto? – insistiu.
_ É
complicado... Acho... – assumi. Estávamos a apenas uma quadra do prédio de
Demetria, desacelerei o carro a busca de uma vaga para estacionar.
_ Não tenho
duvidas que seja mais fácil que essa investigação que vocês fizeram.
_ A
investigação foi concluída, eu e Demi não. – contrapus, finalmente achando a
vaga e estacionando.
_ Vocês dois
se merecem. – concluiu. _ Um mais cabeça dura que o outro. – eu ri fraco.
(...)
Eu não
esperava uma recepção alegre, mas tampouco esperava encontrar o que encontrei.
Após certo
problema em conseguir entrar, graças aos seguranças, eu e Selena entramos e
encontramos todos ocupados em seus telefones, Lara, acabara de desligar um
telefonema e andava de um lado para o outro, Lauren não ligava a ninguém, mas
também tinha seu celular na mão, Lucas também segurava seu celular, porém
parecia perdido, sem saber o que deveria fazer exatamente, fazia cara de choro,
como se estivesse se segurando para não desmoronar, Nick discava para alguém
quando chegamos, mas assim que viu Selena, largou o que estava fazendo e veio
até a ela. Após a melação, típico de casais jovens, da qual se não estivesse
tão intrigado com o que estava acontecendo além do casal apaixonado, teria tido
ânsia de vomito, perguntei:
_ O que está
acontecendo?
_ Estamos
ligando para amigos e conhecidos da Demi. – respondeu Nick, que finalmente
parou de beijar (ou melhor, engolir) minha irmã. _ Ela desapareceu tem dois
dias e não ligou nem falou nada com ninguém. Estamos desesperados. – senti meu
coração parar por alguns segundos, e depois acelerar fazendo com que eu não
sentisse só dor emocional, mas também física.
_ Como assim
desapareceu? Vocês não têm esses seguranças aí não? – revoltei-me. Nick olhou
com um olhar cansado até os seguranças, que fingiram não escurarem minha
revolta, mesmo estando perto o suficiente para escutarem.
_ Ela os dispensou
por um segundo e no outro... – não terminou a frase.
_ Tá, mas onde
ela estava indo? Com quem?
_ Logan. –
respondeu Nick. _ Já ligamos para ele, ele disse que não sabia dela, fomos até
a casa dele e nada, ela realmente não estava lá.
_ E o prédio,
ninguém viu? Esse prédio é cheio de câmeras.
_ Nós pedimos
ao porteiro, ele disse que só com a autorização e presença do chefe de
segurança do prédio, e ele está viajando, conseguimos falar com ele, mas ele
falou que só chega em dois dias, enquanto isso, vamos ter que torcer pelo
melhor.
_ Celular? Não
tem rastreador.
_ Tem, deu no
quarto dela. – respondeu. _ Ela saiu sem nada, só com a roupa do corpo.
_ Vocês já
contataram a polícia.
_ Sim, eles já
começaram uma investigação, mas até agora nada, nenhuma notícia.
_ Deve ter
sido o cara do telefonema anônimo. – disse Lauren choramingando. Lara veio até
a ela, e a abraçou. Lara parecia devastada, como se já esperasse o pior.
_ Pois então
acho que esse problema estará resolvido. – falei. Todos pararam para me olhar
confusos. _ A policia descobriu a origem de telefonema, descobrimos quem é. Em
poucas horas ele estará na delegacia.
_ Ele? –
perguntou Nick baixo.
_ Sim, ele.
_ Ele quem? –
perguntou Lara cuidadosamente.
_ Creio que a
senhorita conheça muito bem. – respondi, todos olharam para ela, entendendo
menos ainda. Lara não reagiu, não disse nada, se não fosse Lauren se
desaproximando dela, ela nem mesmo teria se mexido.
_ O que o
senhor esta insinuando? – perguntou já alterada, ao perceber que todos a
olhavam com um olhar de julgamento.
_ Lawrence,
conhece esse nome senhorita Lara? – perguntei. Naquele estante, suspiros de
pavor rondaram pela sala.
(...)
Ninguém quis
esperar, todos saíram do jeito em que estavam para a delegacia, o dia estava quente o suficiente para que casacos não
fossem exigidos, apenas uma fina camada de blusas de mangas seria o suficiente
para nos manter aquecidos. Lara e Lucas, foram junto aos seguranças em um
carro, já Lauren, Selena, Nick e eu fomos em meu carro, a contra meu gosto, o
terceiro segurança foi com nós. Lauren sentou-se no banco de passageiros ao meu
lado, parecia ainda muito abalada com minha revelação, mas o que mais me
intrigava era sua reação, Lara também sentiu isso, todos nós sentimos. Lauren a
culpava, Lauren acredita que a mãe também esteja envolvida e não escondia isso.
Naquele momento me perguntei se só ela se sentia assim. A única coisa que
consegui concluir era que eu também compartilhava do mesmo pensamento.
O transito não
ajudou muito, ainda estávamos no começo do caminho quando demos em um
engarrafamento, causado por um acidente entre dois carros e uma moto. Por incrível
que pareça, o motociclista foi o que se meu menos mal nisso tudo. Após a
chegada de guardas de transito ao local, finalmente conseguimos ultrapassar
aquela barreira e seguimos até a delegacia.
(...)
A delegacia
hoje estava bem cheia, bem mais do que da última vez que estive aqui, uma
grande movimentação se concentrava na sala do delegado.
_ Você é o
Joseph Jonas, não é? – perguntou um policial, assim que chegamos. Assenti, e
ele cumprimentou-me com um aperto de mão. _ Ele está aí. – disse.
_ Lawrence?
Lawrence está aí? – perguntou Lauren afobada.
_ Sim. –
respondeu o policial.
_ São os
parentes do senhor Lovato. – falei ao policial, que parecia bastante surpreso
com tanto de pessoas.
_ Ah sim, compreendo. – disse.
_ E ele já
disse alguma coisa? – perguntei.
_ Não, ele
está na sala do delegado, mas só vai falar após conversar com o advogado dele.
_ Mas, ele não
vai ser solto, vai? – perguntou Nick.
_ Não, fiquem
tranquilos quanto a isso. O delegado já declarou a prisão preventiva dele,
mesmo que ele não seja o assassino, já é comprovado que ele fez a ameaça.
_ E a Demi? –
perguntou Lucas.
_ Bom... Tem
uma equipe aqui da policia fazendo uma busca. – falou o policial em um tom mais
amigável, para que soasse menos assustador para o garoto. _ Iremos fazer uma
busca mais aprofundada no apartamento do ex-namorado dela, no carro dele
também, usaremos cães farejadores e luzes infravermelhas desta vez.
_ Pra quê Luzes infravermelhas? – perguntou
Lucas, inocentemente. O Policial olhou para Lara, que o segurava bem a seu
lado, como se pedisse autorização para dar mais detalhes.
_ Lucas, o
importante é que estão procurando por ela. Não fique enchendo o policial de
perguntas. – disse Lara.
_ Mas mãe. –
reclamou.
_ Lucas, se
“mas”, por favor. – ordenou.
_ Vocês não
acham que pode ter sido o proprio Lawrence? Ele é quem ameaçou, não é? –
perguntou Nick.
_ Lawrence é o
suspeito mais forte, porém a última vez que ela foi vista foi junto ao ex,
então é melhor descartar as duvidas. – respondeu. _ Olha, se vocês quiserem
esperar na sala de reuniões, não acho que isso vá terminar tão cedo. Se
preferirem também podem voltar a casa de vocês, entraremos em contato, sempre
que houver novidades. – falou.
_ Eu não saio
daqui sem respostas. – disse Lauren firme.
_ Nós vamos
ficar. – confirmou Nick.
A sala de
reunião ficara a maior parte do tempo bem silenciosa, salvo apenas pequenos
momentos de cochichos, trocados principalmente por Selena e Nick. Este silêncio
de muito contrastou com o caos fora da sala, bandidos sendo presos; várias
chamadas policiais, pessoas querendo fazer bagunça, pessoas chorando, o
movimento era intenso, mas ainda assim pude parar para pensar. No fim tudo
faria sentido, partindo da conclusão de que Lawrence era mesmo o assassino,
Juan tinha realmente acertado. Eu sabia que Lawrence era amigo de Eddie, e
também sabia que os dois não tinham mais laços muito fortes há um bom tempo,
então eles poderiam ter brigado, vai lá saber o porque e com isso se afastaram,
porém o afastamento não tinha sido o suficiente para Lawrence que resolveu
mata-lo. O circulo se tocava, mas não fechava, havia uma pequena brecha: O que
Lawrence fazia na festa de Ano Novo no apartamento dos Lovato?
Tínhamos aí
duas opções, Lawrence aproveitou-se da fragilidade da família e tentou uma
reaproximação, talvez para afastar suspeitas, ou talvez, o que seria ainda
pior, para causar mais prejuízos? E se o ódio que ele sentia por Eddie fosse
grande o suficiente para que ele tentasse algo contra o resto da família de
Eddie? Isso explicaria o desaparecimento de Demi, não explicaria?
Mas e se,
apenas, e se, Lara também estivesse envolvida? E se, naquele momento eles
estivessem comemorando? E se aquele encontro no Ano Novo fosse o fechamento de
um contrato entre eles? E se a aparência devastada de Lara, quando cheguei a
seu apartamento, fosse, na verdade, a percepção do rumo que sua aliança a
Lawrence estava tomando? E se ela souber exatamente o que está acontecendo? Seu
abalo pode significar o fim das esperanças para Demi?
Tentei me
acalmar, não deixar-me levar por conclusões precipitadas, aquele não era o
momento de dar um de detetive. Eu teria que saber esperar, o delegado logo
tiraria tais informações, tudo seria explicado.
A movimentação
aumentou na sala do delegado e o mesmo policial que havia me cumprimentado mais
cedo aproximou-se da sala e disse:
_ O advogado
chegou. Agora saberemos a verdade.
O tempo
passava bem lentamente, já estávamos a mais de uma hora e meia sem nenhuma
novidade, todos estávamos claramente estressados com a situação. Porque ninguém aparecia para nos dar
notícias? Ainda assim, sair não parecia uma opção para nenhum de nós.
_ Senhora Lara
Lovato. – chamou o delegado, aparecendo na sala em que estávamos, após mais uma
longa espera. _ A senhora poderia nos acompanhar? – aquela não parecia muito
uma pergunta, seu tom demonstrava certa obrigação. Dois policiais apareceram
atrás dele o que assustou a todos nós. Lara ficou tensa e hesitou a primeiro
momento. Todos nós a olhávamos, esperando por sua reação ou resposta.
Lentamente ela se levantou a cadeira de ferro, desconfortável, que todos nós
estávamos sentados. Lucas a puxou de volta pela alça de sua blusa, ela tirou,
gentilmente, a mão de seu filho, fazendo com que ele a soltasse.
_ Mãe, o que
está acontecendo? – perguntou ele, começando a chorar.
_ Nada, meu
amor. – disse Lara, abaixando-se até a ele, tocando seu rosto, carinhosamente.
_ Mamãe te ama, tá? – ele assentiu com a cabeça, porém começou a chorar mais
ainda. _ Mamãe te ama demais, e está muito arrependida.
Continua
Olá a todos, peço desculpas pela minha pausa
nas postagens, tem muita coisa acontecendo e não ajuda muito eu estar com um
bloqueio de criatividade, mas agora estou de volta, a fic já está quase
finalizada em meu computador e com isso posso garantir que cumprirei com as
datas que pus no último capítulo, como podem ver, a fic está terminando e o assassino
foi descoberto, ou não?
Tirem suas conclusões.
Comentem.
Bjsss
Caah: kkkk prometo não mais fazer isso. Obrigada por comentar. Bjsss
Kah: Já posso lhe dizer que esse ‘tudo’ vai bem longe viu? Obrigada por
comentar. Bjsss
sábado, 4 de abril de 2015
42. Tudo? – The Big Apple
Meus olhos tiveram dificuldade de se acostumar
com a luz, mesmo sendo uma luz fraca, provavelmente de uma lanterna, porém eu
estava tão acostumada com a escuridão que até mesmo a luz de um fósforo iria
parecer demais para meus olhos naquele momento. Ainda assim, nem mesmo era
necessário enxergar bem para saber quem estava chegando, no fundo, eu até mesmo
preferiria nem mesmo enxergar.
_ Estão
procurando por você, sabia? – perguntou com tom irônico. Não falei nada, eu tinha gritado e esperneado
e o incomodado no primeiro dia, mas hoje estava cansada demais para isso, era
obvio que seja lá onde eu estava não havia ninguém a minha volta, e talvez, só talvez, ele achasse o meu silencio
mais incomodo que meu escândalo. Nem mesmo me acostumei com a luz da lanterna,
e ele logo achou o interruptor e ligou a única luz existente no local, que não
era tão mais forte, mas pelo menos dava uma amplitude de visão um pouco maior. _
Foi até mesmo polícia lá em casa, procuraram vestígios até mesmo no meu carro.
Nick também foi. Hoje mais cedo. – riu em deboche e colocou a lanterna encima
da mesa que estava bem ao lado da cadeira de ferro da qual se sentara. Até
mesmo o ato de sentar-se, todo à vontade, em uma cadeira tão desconfortável,
pareceu uma afronta mim, enquanto ele sentava-se todo largado, eu estava com as
mãos amarradas para trás, e com os pés amarrados nos pés da cadeira, e com a
cintura amarrada ao encosto da cadeira. Meu corpo nem mais doía, agora o que eu
sentia era uma mistura de ardência com dormência com formigamento. Meus pés
formigavam sem parar, minha bunda doía como estivesse martelando minhas
nádegas, eu não sentia minhas mãos, e meus braços iam pelo mesmo caminho, minha
coluna ardia, reclamava por uma troca de posição_ Triste que eles me achem
ignorante ao ponto de te colocar no meu carro e ainda te levar para o meu
apartamento. Pensei que causava a impressão de ser mais inteligente. – disse,
não sei se para mim ou para si próprio. _ Cansou de usar sua voz ontem? –
perguntou. Continuei sem dizer nada. Ele reacomodou-se na cadeira, sentando-se
inclinado para frente e apoiando seus cotovelos em suas coxas. _ Que tal uma
troca? Uma informação, por algumas palavras? – perguntou. Pelo jeito minha
troca de postura estava funcionando. Continuei sem dizer nada. _ Vou considerar
seu silêncio como um “sim” – disse e tornou a recostar-se na cadeira. _ Ontem
você perguntou onde estávamos... Estamos em uma espécie de galpão, fora da
cidade, mais precisamente em um terreno quase que abandonado numa rodovia
interestadual. Pessoas alugam esses galpões para deixarem os entulhos que não
querem mais, no meu caso não só entulhos. – riu de canto. _ De três em três
meses acontecem alguns leilões das coisas aqui, quando um locatário não paga o
aluguel do galpão. –disse. _ O último leilão aconteceu há dois dias, o que me
dá bastante tempo para pensar sobre o quê fazer com você. – ele esperou por
alguma reação minha, mas continuei quieta. _ Sua vez. – começou. _ Seu braço
está doendo? – perguntou, olhei-o de canto de olho, ele ainda pergunta? Eu nem mesmo mais sinto meu braço! _ Você está
com fome? Ou sede? – perguntou após ver que eu não respondia. _ Eu fiz minha parte,
seria melhor para você, você fazer a sua também. – sorriu cinicamente.
Continuei calada. Ele suspirou irritado. _ Eu não trocarei seu braço de posição,
não lhe darei água, muito menos comida, se você não disser que quer. – disse.
Morrer de inanição não pareceu uma má opção, algo me dizia que Logan não tinha
a intensão de me soltar tão cedo, provavelmente manter-me-ia aqui por longos
três meses, já que dizem que sobrevivemos apenas três dias sem água, eu estava
decidida esperar pelas minhas últimas 48 horas de vida. _ Tudo bem. – disse. _
Já que você não vai querer o que eu te trouxe. – levantou-se e pegou uma
mochila que eu não havia reparado que estava lá, e trouxe até a mesa. De lá ele
tirou um caixa grande de pizza, o cheiro inundou o galpão, se eu ainda tivesse
água em meu corpo, sem duvidas estaria salivando. Assim que ele abriu a caixa,
mostrando uma bela de uma Pizza Portuguesa, meu estômago roncou tão alto que até Logan se assustou. Rindo de canto, querendo
me provocar mais ainda, ele pegou um grande pedaço e a mordeu com prazer. _ Ah, você não faz ideia de como esta
pizza está especialmente boa hoje. – falou ainda com a boca meio cheia. Meu
estômago tornou a fazer barulho, desta vez, mais longo, a fome parecia roer
tudo dentro de mim, exigindo um pedaço, pelo menos um pedaço daquela pizza.
Ótimo
Demetria, nem mesmo morrer com dignidade você consegue mais.
_ Eu quero. –
minha boca seca e a dor de garganta, causada pelo excesso de esforço do dia
anterior, fizeram com que, mesmo eu tendo falado com todas minhas forças, minha
voz tenha saído como um sussurro. Logan riu satisfeito.
_ O que você
quer Demetria? – perguntou, mordendo mais um pedaço da pizza.
_ Comida...
Água... Meu braço dói. – as palavras saiam com dificuldade, não só pela sede,
ou pela fome, mas a humilhação, estar naquele estado de submissão era
humilhante.
_ Sério? Você
parece tão bem. – disse sínico, era obvio que ele não me daria tudo o que eu
queria só com um simples pedido, eu havia desafiado ele, meu silêncio o
incomodara, e agora ele queria mostrar que no fim das contas, quem estava
ganhando o jogo aqui era ele, e apenas
ele.
_ Por favor? –
pedi, eu queria chorar mais não conseguia, eu já havia chorado tanto, minha
cabeça doía a ponto de explodir, talvez, se eu tivesse ficado quieta, mantido
meu voto de silêncio, minhas 48 horas seriam bem menos.
_ Assim está
bem melhor, sabia? Acho que você merece esse pedaço. – disse tirando mais um
pedaço da pizza. _ Você quer? – perguntou. Assenti. Ele jogou o pedaço até a
mim, e ele caiu no chão, bem perto do meu pé.
_ Ah, que pena. – disse falsamente. _ Você
quer que eu te solte? Você pode pega-lo do chão. – sugeriu. Não respondi. _
Tudo bem, eu pego outro pedaço para você, durante a noite passam muitas baratas
e ratos por aqui, aposto que eles adorarão esse pedaço aí. – riu. _ Você
provavelmente conheceu alguns desses animais fofos ontem a noite. – Continuei
calada. Ao ver que eu não iria dizer mais nada, ele tornou a pegar outro pedaço
de pizza, desta vez pôs em um prato de papelão que pegou dentro da mochila. Ele
veio até a mim e colocou o prato com a pizza, no meu colo. _ Vou soltar suas
mãos, não tente dar uma de espertinha, seus pés ainda estão presos, e a porta
está trancada a cadeado. Assenti. Ele deu a volta e soltou meu braço. No
primeiro momento movimenta-los doeu, mas foi uma dor de alivio, assim que vi
minhas mãos, percebi o porquê eu não as sentia mais, elas estavam rochas, mas
conseguia movê-las, e meu braço inteiro formigava. _ Você consegue movimenta-las?
Consegue comer sozinha? – perguntou, com um tom preocupado. Era claro que era
ilusão. Eu e minha estupida mania de acreditar em quem eu não deveria.
_ Consigo. –
menti. Minhas mãos, além de arroxeadas, também estavam inchadas, e os movimentos
dos meus dedos estavam bem limitados. Percebendo minha dificuldade, ele pegou o
pedaço da pizza e a segurou frente a minha boca. _ Toma. – olhei-o sem reação.
_ Prefere continuar com fome? -
perguntou. Acabei aceitando sua ajuda e comendo. Mal senti o gosto da pizza. Engolia
quase que pedaços inteiros, minha fome estava pior do que eu pensava. _ Ei,
respire um pouco. – disse rindo e afastando o último pedaço que sobrara. Logo
depois ele colocou o pequeno pedaço restante em minha boca, tentei mastigar com
mais calma. Após eu engolir ele abriu uma garrafa de água, e também a segurou
para que eu tomasse. Quase me engasguei. Se não fosse pelos pequenos intervalos
que ele fazia para que eu engolisse, eu teria me afogado em meu próprio
desespero por aquele liquido divino. Não demorou muito para que a garrafa
estivesse completamente vazia. Senti meu estomago pesar. Provavelmente isso não
era um bom sinal, mas naquele momento eu não queria me importar com isso, o
importante era que eu tinha comido.
_ Qual é o seu
plano? – perguntei, assim que ele retornou para seu lugar de antes. _ Porque
não me mata logo? – ele riu. _ Eu estou falando sério.
_ Eu não quero
te matar. – disse como se fosse a coisa mais obvia do mundo. _ Claramente que
esta seria a melhor opção. – suspirou. _ Mas creio que não é a única. Por isso
que estou te mantendo aqui... Enquanto penso nas opções...
_ E se não
houver nenhuma?
_ Não trabalho
com essa alternativa. Não sou um louco. Parte do que disse é verdade. Mas minha
raiva não me faz um assassino. Fora que eu te amo.
_ Me ama? Que
linda maneira de mostrar que me ama.
_ Não seja tão
má, Demi, você também me machucou.
_ Eu não te
sequestrei, nem te fiz passar fome.
_ A minha dor
foi emocional, a sua será a dor física... – disse dando de ombros.
_ Se sua raiva
não te faz um assassino, então porque matou meu pai? – ele parou e olhou-me com
estranheza.
_ Seu pai?
Você realmente acha que eu matei seu pai? – aproximou-se, até estar poucos
centímetros a minha frente.
_ Você disse
que eu estava chegando perto, e eu estou quase descobrindo quem o matou...
_ E então você
acha que fui eu, e que é por isso que você está aqui. – interrompeu-me.
_ E não é? –
perguntei. Agora era eu quem estava confusa.
_ Não. –
respondeu. _ Claro que não. Quando eu me desesperei achando que o tinha matado,
eu não estava mentindo.
_ Então por
quê? Porque eu estou aqui? – ele olhou-me sem responder por longos minutos.
_ Você não faz
ideia não é? – perguntou, se afastando novamente. Neguei com a cabeça. _ Nada
lhe passa pela cabeça? – perguntou agora com um leve sorriso no rosto. _
Incrível. – disse apenas.
_ Vou ficar
sem resposta? – perguntei.
_ Acho que te
preferia com fome.
_ Eu ainda
estou com fome. – falei e ele gargalhou. Não era mentira, eu ainda sentia fome,
eu provavelmente comeria aquela pizza inteira, e se não estivesse com tanto
nojo, não perdoaria nem mesmo o pedaço caído no chão. Meu estômago não parecia
compartilhar muito desta ideia, mas o resto do meu corpo inteiro achava a ideia
tentadora.
_ Até onde eu
vi, vocês estavam investigando um tal de Antony Herbert...
_ Oh! – seu
sorriso se abriu. _ Você? – ele riu como se estivesse orgulhoso e também
achasse minha surpresa a coisa mais hilária do mundo. _Mas por quê?
_ Existem
muitas coisas que você não sabe. Coisas que você não deveria saber...
_ Me diga. –
exigi. _ Por favor. – completei, percebendo que minha posição de refém não me
incluía o direito de exigir nada.
_ Status, respeito, direitos, uso próprio, compra de silêncio... Há
varias razões. Depende da situação.
_ Você não precisava fazer isso.
_ Se eu não precisasse, eu não teria feito. – respondeu. _ Não é questão
de ganancia, Demi, é de sobrevivência.
_ Meu pai não precisou fazer nada disso.
_ E você é ingênua demais.
_ Não ouse a sujar o nome do meu pai. – exaltei-me.
_ Não estou sujando o nome dele. Mas tampouco o colocarei num altar,
como se ele fosse santo. Seu pai até merece tal devoção. E no fundo acho
completamente justo você ter se jogado nesta investigação. Só lhe faltou algo,
Demi, um detalhe bem pequeno.
_ O que? – perguntei.
_ Saber dos segredos de seu pai.
_ Como assim?
_ Não é fácil descobrir quem foi. É uma pessoa improvável.
_ Você sabe quem é? – perguntei.
_ Eu tinha informações. E com elas consegui comprovações. Simples.
_ Quem? – perguntei atônita.
_ Porque eu iria lhe dizer quem?
_ Eu estou aqui, muito provavelmente não vou sair tão cedo, não há o que
temer. – ele pareceu ponderar minha resposta. Sentou-se novamente em sua
cadeira de ferro.
_ O que você faria por mim? O que você fará por mim para ter esta
resposta?
_ Tudo. – respondi sem pestanejar.
_ Então me diga Demi. – levantou-se e reaproximou-se de mim, ficando
perto demais para meu gosto. _ Até onde vai seu tudo?
Continua
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43 – 07/04
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45 – 12/04
Nessa: Postado, espero que tenha gostado.
Obrigada por comentar. bjss
Caah: Não foi ele, mas ele deu uma dica, será
que você advinha? Obrigada por comentar. bjss
Milena: Espero que tenha gostado deste também.
Obriga por comentar. bjss
Thais: Pois é, no final ele está mesmo
envolvido, mas ainda não é o assassino. Obrigada por comentar. bjss
Cassia: Conseguir ele conseguiu, já se o Joe
salva ela é coisa para próximo capítulo. Obrigada por comentar. bjss
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