quarta-feira, 18 de junho de 2014

3. O prazer é meu – The Big Apple




Narrar os próximos acontecimentos, sem duvida, será a coisa mais difícil que farei em toda minha vida.

Assim que Lara desligou o celular criou-se um silêncio na mesa, todos podiam sentir que havia algo errado, o olhar de Lara não deixava duvidas, seja lá o que Pablo tenha dito, havia sido ruim, muito ruim.
Lara respirou fundo e forçou sorriso.
_ Demi, Logan, vocês podem vir comigo ali por um instante? Sofia, Camilla, Sam, vocês se importam em ficar com os meninos? – perguntou educadamente.
_ Não tem nenhum problema.  – respondeu Camilla prontamente.
_Mas mãe, por que você não quer falar comigo presente?
_ Lauren, minha querida. – disse levantando-se e indo até a filha. _ Fique com seu irmão um pouco. – falou e saiu em disparada.
Sofia (sim, ela resolveu nos seguir), eu e Logan, saímos atrás, tentando acompanhar o ritmo dela, mas o salão de festa estava cheio e esbarrávamos em outros convidados, recebíamos olhares impacientes em troca.


Assim que chegamos ao saguão, pouco antes de chegarmos a porta de entrada/saída, ela parou e se dirigiu a Logan.
_ Peça para que tragam seu carro. – falou com urgência.
_ Lara, o que esta acontecendo? – perguntou Sofia, Lara a olhou assustada, nem percebeu que ela também havia vindo atrás dela. Ela hesitou, olhou para mim e eu senti um nó na minha garganta.
_ Eddie. – suspirou. _ parece ele levou um tiro.



...


Assim que chegamos ao prédio, saltei do carro mesmo sem ele estar devidamente estacionado, quase cai com o desespero, combinados com o salto; vi dois carros de policia e uma ambulância, entrei na portaria e lá havia um policial que me impediu de continuar subindo, Lara me alcançou logo depois, e nos duas, completamente desesperadas, começamos a gritar que éramos da família, imploramos por alguma informação, mas o policial não dizia nada além de “Vocês não podem subir” e “Não posso passar nenhuma informação”. Senti a mão de Logan me puxando para um abraço, senti meu olho ardendo, lágrimas caiam descontroladamente.

Eu não queria perder meu pai.

Eu não posso perder meu pai.


...


_ Sentem-se, por favor. – falou o Delegado Alfred. Depois de fazermos um escândalo querendo entrar no apartamento, a policia, que já estava no local, nos retirou de lá, também não foi uma tarefa fácil, se não fosse por Logan eu provavelmente teria sido algemada.
Logan e Sofia haviam voltado para a festa, ficariam lá e tentariam acalmar Lauren e Lucas, que não paravam de ligar e mandar mensagens atrás de respostas, ele não faziam ideia do que havia acontecido, deveriam estar agoniados por qualquer informação.
Eu e Lara sentamo-nos nas cadeiras que estavam à frente da mesa do delegado. A sala dele é pequena, cheia de papeis, armários cobriam grande parte da parede, e a janela fechada dava direto para um muro.
_ O que aconteceu com meu pai? – perguntei sem esperar muito. Ele suspirou.
_ Senhorita Demetria, certo? – perguntou, assenti fervorosamente. _ Recebemos uma ligação...
_ Eu sei que receberam uma ligação, eu quero saber o que aconteceu com meu pai. – falei, quase gritei, interrompendo-o.
_ Delegado, por favor, só fale que meu marido está bem. – a voz de Lara era chorosa, ele torcia por uma boa noticia, mas claramente já esperava uma ruim.
_ Ele levou um tiro... Na cabeça... Ele não resistiu.


...


Minha criação foi basicamente feita por meu pai, cresci vendo nele o herói que toda a criança vê, a diferença, talvez, seja que ele nunca deixou de ser meu herói, mesmo tendo crescido, continuei a ver meu pai como um grande homem, um homem de honra, um homem no qual se inspira...
Quando se assiste filmes ou desenhos ou se lê sobre heróis, pode se ter certeza de uma coisa, o heróis pode se machucar, pode sofrer, quase perder, ou até mesmo perder (nem que seja por apenas um momento), mas o herói, ele é imbatível.

Heróis não morem.


...


Rostos conhecidos e desconhecidos passavam perante o caixão, alguns paravam por mais tempos, as mulheres com roupas elegantes, choravam, homens de terno, alguns usavam óculos, talvez para esconder os olhos vermelhos de choro ou para esconder a falta de sentimento. Era claro que nem todos ali realmente estavam tristes. A maioria, arrisco-me a dizer, estavam apenas para fazer pose.
Muitos dizem que atrás de um grande homem, sem há uma grande mulher, mas, o que se esquecem de dizer, é que ao seu lado, sempre há um falso ou um traidor.


...

_ Conheci Eddie há muito tempo, me arisco a dizer que daqui sou o que o conheço há mais tempo. – disse Louis no altar, o padre havia dado espaço a ele, para que ele lesse sua carta fúnebre a meu pai. _ Quando o conheci Eddie ainda tenha 18 anos, dividia seu tempo entre o estudo, trabalhar como entregador de jornal e como atendente do Mcdonalds, eram tempos difíceis para ele, mas ele nunca desistiu. Com 20 ele terminou os estudos e conseguiu ser contratado como atendente em uma das sedes do Banco WNNLive, ninguém dava muito credito a ele, nem mesmo eu, ele era novo demais, tinha pouco que havia se formado, mas Eddie não deu a mínima para as previsões negativas, ele continuou e em dois anos ele se tornou gerente daquele mesmo banco em que começou, daí ninguém mais foi capaz de para-lo, cinco anos depois ele já tinha acesso direto a diretoria do banco na sua sede matriz, nesse meio tempo ele tinha casado e a sua mulher estava gravida, eram anos de ouro... Em nove anos ele havia conseguido chegar a um ponto em que muitos passam a vida para conseguir. Altos e baixos ocorreram depois disso, e mesmo os tempos mais triste de sua vida não o enfraqueceu. O que me lembro é que depois, após apenas mais cinco anos ele estava comprando, com um dinheiro e empréstimo feito em um banco adversário. – algumas pessoas deram risos abafados, muitos achavam a sua ação uma jogada de mestre, nunca deixaram que essa sua ‘travessura’ fosse esquecida. – 52% do Banco em que começou com um mero atendente desacreditado. Hoje ele é dono de 98%. – Louis parou um pouco, olhou para baixo e fechou os olhos, Louis realmente foi um grande amigo do meu pai, um que estava aqui com sentimentos verdadeiros. _ Eddie não merecia morrer. – disse e deu uma nova pausa. Lucas estava em meu colo, se agarrava a mim e não parava de chorar, Lauren, que estava do meu lado, segurava sua mão, ela claramente fazia um esforço enorme para não fazer um escândalo, mas eu podia ver seus olhos vermelho e inchados, cheios de lágrimas. Lara era outras que se segurava para não cair no choro, não estava conseguindo êxito, mas entre todos nós, era a que mais conseguia se controlar. _ Eddie foi um exemplo de superação, o que ele deixou para todos nós nunca será apagado. Prefiro acreditar que Eddie não morreu, apenas resolveu descansar. – a voz de Louis falhou, era claro que tentar se enganar não adiantava. _ Adeus meu grande amigo, até breve. – falou ele, olhando para meu pai no caixão. Algumas pessoas o aplaudiram enquanto ele saia do altar e o padre retomava seu lugar.
_ Agora, gostaria de dar a palavra para a família de Eddie, sua esposa e seus filhos. – falou. Levantamos vagarosamente, não deveríamos estar fazendo isso, não é algo com que sonhe no seu dia a dia, ninguém quer isso. Lara foi à frente, ela tinha o papel na qual ela escreveu sozinha tudo o que queria, nem eu nem meus irmãos tivemos cabeça para escrever algo. Lucas ainda se agarrava ao meu colo, segurei-o mesmo ele estando pesado, ele já não era tão criança assim, mas nesse momento ele nunca pareceu tão pequeno e indefeso.

_ Muitos de vocês conhecem o Eddie apenas como o homem pobre que ficou milionário, mas nós conhecemos o outro lado dele, um lado pouco visto, o lado pai e o lado marido. Nesses dois assuntos Eddie nunca falhou. Ele nunca ia dormir ou foi trabalhar sem dizer que me amava, sempre se preocupou comigo, sempre fez questão de estar ao meu lado, acompanhou a gestação dos meus dois filhos e fez o que podia para me ajudar no parto, ele nunca deixou que nada faltasse... Com pai, ele foi o mais perfeito que podia ser. Ele os educou sempre se lembrando de ensina-los o que é simplicidade, deu todas as oportunidade necessárias para que eles tenham um futuro brilhante, nunca faltou a um aniversario, a um almoço em família, a uma apresentação na escola... Eddie foi um homem sem igual, insubstituível, e nada do que eu diga aqui conseguirá medir sua generosidade, sua força e a falta que ele fará para todos nós. Eddie foi o eixo da nossa família. E agora Eddie será a luz que nos guiará, pois eu sei que ele nunca vai nos deixar...


...


_ Eu comprei pizza. – disse Nicholas, meu primo que veio para ficar conosco no apartamento por alguns dias. Nicholas sempre tenta animar a todos, e nesse momento ele estava se esforçando ao máximo, mas é claro que não adiantava muito. E ele sabia muito bem disso, ele também perdera o pai há dois anos, o meu tio, foi um tempo bem difícil para ele, assim como agora esta sendo para nós.
_ Posso comer no quarto? – perguntou Lucas desanimado.
_ Vamos comer na mesa, como sempre Lucas. – respondeu Lara firme.
_ Mas... – ele hesitou. _ Eu não gosto mais de comer na mesa... Papai não está mais lá.
_ Ele sempre fez questão de que todos sempre se sentassem a mesa na hora da refeição e vamos continuar fazendo isso Lucas. – disse Lara. _ Não vamos perder o que ele nos ensinou. – disse pondo fim a discussão.


Talvez eu tenha que concordar com Lucas, comer no quarto teria sido bem melhor, normalmente, em pleno almoço de domingo estaríamos comendo e sorrindo e conversando, saboreando a comida de papai, mas agora estávamos comendo uma pizza comprada em outro lugar, que não era ruim, mas não substituía o que nosso pai fazia, em silêncio, cada um comia olhando para o prato, olhar um para o outro era motivo de choro, pois a tristeza estava estampada na expressão de todos. O único barulho era dos talheres tocando o prato.

...

_ Eu não acredito que meu pai tenha se matado. – falei com Nicholas, agora já era tarde, quase sete da noite, todos estavam isolados em seus quartos, Nicholas estava conversando comigo, eu não conseguia dormir desde o acontecimento, meus olhos ardiam, meu corpo estava cansado, mas eu não conseguia relaxar, minha mente não parava de lembrar-me do que aconteceu, meu pai morreu, eu nunca mais o veria.
_ Nem eu creio que ele tenha o feito, mas... – hesitou. _ Foi o que o laudo acusou Demi. – disse delicadamente.
_ Eu não acredito nesse laudo. – falei.
_ Demi...
_ Eu sei que meu pai não se mataria Nick. – insisti.
_ Não há nada que possamos fazer Demi.
_ Eu preciso provar que meu pai não se matou. – encolhi-me ainda mais na cama, agarrando meus joelhos, Nick acariciava minha cabeça.
_ E como você pretende fazer isso Demi? – perguntou.
_ Não sei. – respondi frustrada.
_ Deixe quieto Demi, agora é seguir em frente. – disse.
_ Não Nicholas, eu não vou seguir em frente enquanto não saber a verdade. – falei, levantando-me.
_ E se a verdade for que ele cometeu suicídio?
_ Não é. – afirmei. _ Eu preciso honrar o nome do meu pai, provar que ele não se matou, não posso deixar que este seja o último feito dele.
_ Então é isso que você teme? Que todos se lembrem do seu pai como aquele que suicidou? – perguntou.
_ Não. – respondi. _ Eu só não quero que creiam em uma mentira, meu pai não se mataria.
_ Dizem que o banco estava em crise...
_ Meu pai não se mataria por isso! – exasperei. Vi a expressão assustada de Nicholas e tentei me controlar. _ Meu pai já passou por muito e sabia se virar bem, se o banco fechasse amanhã ele ainda teria condições de se virar, abrir um supermercado, não sei, vendesse esse apartamento, tirasse todo mundo dos cursos...
_ Talvez ele não quisesse isso.
_ E por acaso é melhor então se matar e deixar os filhos sofrendo assim? Nós não morreríamos se morássemos em um lugar menor, ou se ficássemos sem nossos cursos, se não tivéssemos empregados para nos servir, isso não nos faria falta, mas ele faz. – falei. Nicholas se levantou e me abraçou.
_ Você realmente quer buscar uma resposta não é? – perguntou.
_ Sim. – respondi enquanto voltava a chorar, minhas lágrimas molhavam sua camisa.
_ Você sabe o que fazer?
_ Não. – minha voz saia cortada pelo soluço.
_ Aceita uma dica? – perguntou me guiando até a cama novamente, sentei-me e tornei a encolher-me. Assenti sem dizer nada. _ Procure um detetive, algo assim, se seu pai foi realmente assassinado e nenhum legista conseguiu achar nada que comprovasse, é porque foi um crime muito bem planejado, você ou eu sozinhos não conseguiremos nada. – sugeriu.
_ Você vai me ajudar?
_ Eu estou nessa com você Demi, eu estou torcendo para que você esteja certa no final. – falou.
_ Obrigada primo.
_ Sem problemas prima, mas eu só te peço uma coisa. – falou.
_ O que?
_ Se o detetive confirmar o que os legistas já disseram, você vai aceitar e deixar isso para trás. – hesitei. _ Demi, eu também perdi um pai, eu já senti a sua dor, e eu só consegui me recuperar quando aceitei que não tinha mais volta, eu aceitei o que aconteceu. Você precisa fazer o mesmo.
_ Assim que eu tiver uma resposta eu aceitarei. – garanti.


...


Nicholas já havia ido para seu quarto e eu ainda não conseguia dormir, pensei no que Nick tinha sugerido. Um detetive, mas onde arranjar um detetive? Pensei e pensei até me lembrar de Sofia. Ela havia mencionado sobre um detetive na festa.
Peguei meu celular no criado mudo, ignorei as várias mensagens deixadas, que não me faziam nada melhor, achei o numero de Sofia e liguei. Demorou para que atendesse, mas logo pude escutar sua voz meio sonolenta.
_ Hola?
_ Sofia? Oi? Sou eu Demetria. – falei.
_ Demetria? Oh minha menina, aconteceu algo? Dígame que te pasa
_ Não, é... Não aconteceu nada mais. Eu só queria te pedir algo.
_ Claro, querida.
_ Você pode me passar o telefone do tal detetive que você falou?
_ Detetive? Logan está te traindo? – perguntou alarmada.
_ Não, não é isso Sofia... só me passe o número, por favor.
_ Tudo bem, espere só um pouco, eu vou pegar no número, mas que aquele hombre estiver te traído eu vou dar uma lição nele, tudo bem minha querida?
_ Tudo bem Sofia. – respondi e arisquei um breve sorriso no final.
A linha ficou muda por um tempo, mas logo ela voltou.
_ Pode falar? – perguntou.
_ Uhum. – confirmei. Anotei os números enquanto ela falava.
_ Era só isso, minha querida? – perguntou.
_ Só isso mesmo, muito obrigada Sofia.
_ De nada minha querida.


...

Acordei cedo e ignorei o café-da-manhã, saí direto para o lugar que havia combinado com o detetive, por mensagens, na noite anterior, eu não sabia se ele realmente iria comparecer, mas torci para que sim.
Dispensei Pablo e dirigi até Stumptown Coffee Roasters, onde marque o encontro, o lugar não é nem longe nem perto, fica na 18W com 29th.
Assim que cheguei sentei-me, um garçom veio me atender e eu pedi apenas um café puro, eu estava encapotada com várias camadas de roupas, não apenas pelo frio, mas também para que não fosse reconhecida tão fácil.
Eu olhava para o relógio a cada segundo, eu não conseguia me acalmar, meu café chegou, mas nada do detetive, eu comecei a estressar-me com seu atraso.


_ Psiu. – escutei alguém do meu lado, mas ignorei, não deveria ser para mim. _ psiu. – insistiu e olhei para minha direita. Havia um garoto, não deveria ter mais de 24 anos, ele sorriu para mim e eu fiquei sem entender nada. _ Olá. – disse. Ignorei-o e virei-me para frente, pelo canto do olho o vi levantando, assustei-me quando ele se sentou na minha frente na mesma mesa. Ele até que estava elegante vestido formalmente com um casaco longo por causa do frio, talvez fosse um estagiário em alguma empresa. _ olá. – repetiu. _ meu nome é Joseph, sou o detetive. – não falei nada. _ O prazer é meu.

Continua

 Capitulo postado, enfim Joseph apareceu, espero que tenham gostado.
Não se esqueçam de comentar e avaliar
Bjsssss


Carine: Nossa aí sim é ruim, eu pelo menos entrei de férias e pra mim esta está sendo a única vantagem mesmo... Bom, já que não podemos fazer nada, espero que pelo menos tenha gostado deste capítulo. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Kika: hahaha espertinha, então somos duas de férias, curta bem elas ok? Espero que também tenha gostado deste capítulo. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Giovanna: Nossa que chato, só dia 7? :o Bom, espero que esteja indo bem nas provas, e também espero que tenha gostado deste capítulo. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Fabíola: kkkk o Logan é gente boa, só meio chato, você ainda vai ter muitas razões para ama-lo e odiá-lo ao mesmo tempo dentro desta fic. Espero que tenha gostado do capítulo. Muito obrigada por comentar. Bjssss

quinta-feira, 12 de junho de 2014

2. Algo não está certo – The Big Apple






Quando cheguei ao estacionamento, logo vi o carro de Logan, o carro da família também estava estacionado logo atrás.
_ Onde está seu pai? – perguntou Lara.
_ No escritório. – respondi. _ Parece que vai ter que ir depois. – Lara suspirou frustrada, ela odiava isso, no fundo ela tinha razão, apesar já namorar meu pai há 15 anos, ela nunca conseguiu que os boatos de que ela só está com ele por causa do dinheiro fosse extinto. Isso tudo era resultado de dois acontecimentos: 1º Ela é doze anos mais jovem que ele (o que para mim é totalmente irrelevante, qual é o problema afinal?) 2º Lauren ter nascido exatamente 9 meses após o casamento deles (isso também não é muito relevante para mim, a vida intima do meu pai não me convém, mas se ele engravidou Lara tão rápido, o problema é deles) mas muitos dizem que Lauren não é filha do meu pai e sim de algum amante, e acho que não ajuda muito ela parecer tanto com a mãe, porém que acho que ela puxou a altura do meu pai, quinze anos e já é alguns centímetros maior que eu. Muitos não a respeitavam quando ela aparecia em público sozinha, com meu pai as pessoas costumam fingir respeita-la um pouco mais.
_ Ele disse o quanto vai demorar? Eu posso espera-lo.
_ Eu não acho que ele queira que esperemos, mas você pode tentar.
_ Será que ele deixa nos ficarmos? – perguntou Lucas, saindo de dentro do carro, ele e Lauren já estavam sentados, apenas Pablo e Lara que estavam de pé do lado de fora.
_ Lucas, não insista mais. – pediu Lara, claramente frustrada.
_ Vamos, eu fico com você. – ela sorriu fraco. _ Se ele demorar muito nós voltamos.
_ Tudo bem. – respondeu. _ Lauren, entre, já estamos indo. – falou.
Eu entrei no carro de Logan e fui recebi com uma cara de tédio.
_ Pensei que isso não ia acabar nunca.
_ Deixe de ser chato Logan.
_ Acredite, não sou eu o chato aqui.
_ Eu também te amo Logan.
_ Eu não estava me referindo a você – falou, entendendo minha ironia na última frase.
_ É melhor irmos, Logan.
_ Não é para você ficar chateada comigo. – falou.
_ Eu não estou. – e isso é verdade, eu realmente não estava chateada, eu já tinha me acostumado com o jeito de Logan.
Ele deu partida no carro sem dizer nada.
Não o julgue mal, Logan não é uma má pessoa, ele é meio chato ás vezes, mas todo mundo tem seu lado ruim. O problema de Logan é sua anti-socialidade, problema só superando quando se trata da sua própria família, eu ou meu pai.  Confesso que no começo isso me irritava bastante e tentei fazê-lo mudar, mas percebi que ele era feliz assim, força-lo a se enturmar só o fazia mal. No mais ele é o cara mais perfeito que você pode arranjar hoje em dia, carinhoso, lembra-se das datas comemorativas, tipo começo de namoro, primeiro beijo – bem melhor que eu, que só lembro do aniversario dele – tem a aprovação da família, é trabalhador, tem um boa condição de vida – o que indica que ele não está comigo só pelo dinheiro – bonito – quando eu digo bonito, eu não estou falando apenas bonito, mas sim bonito mais alto que eu (o que não é lá muito difícil) olhos esverdeados, cabelo castanho claro (com o topete tipo Elvis) sempre andava elegante, nunca gritava e sempre tentava não brigar, se ele percebi que uma briga estava prestes a ocorrer ele simplesmente fazia como agora, se calava.


...


A festa não seria muito longe, moro na 3rd Ave com E 85th St, chegar até a 5ª Avenida, onde fica o Plaza Hotel (onde será a festa) não é muito complicado, se não fosse considerado garfe, eu nem iria de carro.
Assim que chegamos ao hotel pudemos ter uma pequena demonstração da festa, os manobristas trabalhavam feito loucos, estacionavam um carro mais luxuoso que o outro, mas afinal, toda a nata americana estaria aqui hoje, políticos, banqueiros, grande investidores, grandes empresários, o nível era elevado, tão elevado que artistas pop ou atrizes e atores do momento não dariam jus ao lugar, apenas reais milionários entrariam por aquelas portas nesta noite, a não se que você fosse o garçom.

Logan ajudou-me a sair do carro e entregou a chave para o manobrista, pude ver o carro da família chegando logo atrás, Pablo ajudou Lara a sair e no mesmo instante, vários fotógrafos montaram nela. Eu podia até ser filha mais velha do grande banqueiro, mas os olhares da mídia sempre se recaiam a mulher dele, eles não falam abertamente, mas todo mundo sabe que eles estão sempre a espera de um escorregão dela, sempre a espera de um grande barraco, uma notícia bombástica, não duvido nada que amanhã vai ter manchetes para todo lado do tipo “Lara Lovato chega desacompanhada do marido em festa” e com um subtítulo “Será o fim do casamento” “Qual o motivo da briga?”. Eu sempre achei isso ridículo, Lara começou a namorar meu pai quando eu tinha quatro anos, e sempre foi muito carinhosa comigo, me criou como se eu fosse sua filha de sangue e nunca fez diferença entre mim, Lucas ou Lauren, sempre ajudava as pessoas, nunca pedia dinheiro a meu pai, casou-se com separação total de bens e não quis parar de trabalhar como enfermeira. Mesmo assim, as pessoas sempre falavam que seus atos de bondade não passavam de fingimento.

_ Você poderia pelo menos fingir que está animada? – perguntou Logan, dando o braço para que eu me agarrasse a ele.
_ Nem estão olhando para mim direito, não preciso dar-me ao trabalho. – respondi.
_ Não é só aos paparazzi que você tem que fingir. – falou.
_ Lá dentro eu me viro. – dei de ombros. Começamos a subir as escadas da entrada do hotel.
Plaza Hotel não tem apenas nome, o lugar é realmente fantástico, já viajei por muitos lugares em minha vida, já me hospedei em hotéis super luxuosos, mas confesso que  este hotel sempre me tirava o folego.
Quando entramos no salão de festas pude ver que quem decorou o lugar fez tudo pensando em deixar o salão ainda mais bonito, combinando os detalhes clássicos e elegantes da estrutura do salão com o moderno das festas de hoje, pontos de luzes lilás, fazia uma mescla com o mármore e os detalhes em ouro do hotel, grandes arranjos com rosas brancas, distribuídos em mesas redondas pelo salão... Era tanto para pessoas que nem mesmo se importavam.
Como se podia era de esperar, a maioria dos presentes eram homens, brancos e mais velhos, não me considero feminista, apesar de grande parte das minhas ideias coincidirem com a ideologia do feminismo, mas sempre achei tão injusto e revoltante o fato de grande parte dos grandes empresários serem homem, há mulheres com grandes e ideias e capacidade em todo o mundo, mas nunca são escutadas ou dadas ao valor que merecem, e é melhor eu nem começar a falar sobre racismo, hello nosso presidente é negro, porque o único negro que vejo nessa festa é o garçom? Minhas observações podem parecer chatas e revoltadas, mas é assim que me sinto toda vez que venho a festas dos amigos do meu pai, é como se eles instigassem o mais irritante que há em mim.

_ Vinho? – perguntou o garçom com uma bandeja com algumas taças e com uma garrafa de vinho, (não sei qual é o nome do vinho, nunca fui muito ligada nesse assunto de bebida).
_ Claro. – respondeu Logan, o garçom o serviu e olhou para mim, apenas neguei com a cabeça e ele se retirou. _ Esse vinho é ótimo, deveria ter pegado. – comentou.
_ Você só está falando isso porque sabe que eu não tomaria e você acabaria pegando minha taça também.
_ Com um bom cavaleiro e uma pessoa consciente de que o desperdício é algo totalmente pecaminoso, eu acho que minha ação seria do seu agrado.
_ Agradeço o seu cavalheirismo e seu bom coração e prefiro reserva-los para uma ocasião mais propicia.
_ Tudo bem. – respondeu, quase como se não tivesse prestado atenção em nem uma palavra do que tinha acabado de dizer. _ Acho que achei nossa mesa, vamos nos sentar? – perguntou.
_ Vamos. – respondi.

Assim que chegamos a mesa vi que Lucas e Lauren já estavam sentados por lá, em sua frente havia um prato que parecia conter um pequeno pedaço de frango, uma coisa verde (que eu acho que é aspargo) e um molho fazendo preto (Shoyu, molho de churrasco, sei lá o que era aquilo) que fazia uma curva no prato. Sentei-me ao lado de Lucas e Logan sentou-se em meu lado.
_ Já que essas pessoas são ricas, porque eles põem tão pouca comida no prato? – perguntou Lucas, ele falou de uma maneira tão inocente que nem parecia que é o mesmo menino que me extorque dinheiro por chegar mais tarde em casa, ou por ter feito uma tatuagem escondida.
_ Talvez eles sejam ricos porque economizam na comida. – falou Logan, ele até que tinha um senso de humor razoável de vez em quando.
_ Nem vale a pena por mais, está ruim de qualquer jeito. – desse Lauren, afastando o prato, sendo que tinha pegado apenas um pequeno pedaço de um franjo pequeno, uma parte do molho, deixando o aspargo intocado.
_ Se eu pedir uma pizza, vão achar ruim? – perguntou Lucas.
_ Quando sairmos daqui comeremos algo em outro lugar Lucas. – falei.
_ Mas eu com fome agora.
_ Enche a barriga de bebida, isso ajuda em momentos como esse. – falou Lauren.
_ Onde está a mãe de vocês? – perguntou Logan, confesso que nem tinha percebi a ausência de Lara, senti-me um pouco envergonhada por isso.
_ Ela foi cumprimentar umas pessoas em outras mesas. – respondeu Lauren.
_ Será que se eu ligar para papai e pedir a ele para trazer algo para comer escondido ele trás? – perguntou Lucas.
_ Talvez. – respondi, meu pai é um homem legal o suficiente para fazer isso._ Mas deixe para fazer isso mais tarde, você pode estar atrapalhando ele numa reunião importante. – completei. Lucas suspirou tediado.
Se você nunca foi à uma festa de grã-finos, comemore, não perde nada, a música é lenta demais para dançar, a comida é pouca demais para se sentir satisfeita, a maioria das pessoas são velhas demais para serem legais e as roupas são caras demais para serem confortáveis (pelo menos deste último tópico eu tinha escapado, reutilizando uma roupa que eu já tinha e não me apertava ou pinicava.)

_ Olhem quem eu achei. – disse Lara, toda empolgada, chegando a mesa. Atrás dela, de mãos dadas, vinha o mais belo casal que você pode imaginar, só tem um problema, eles não parecem perceber isso. Camilla Belle e Sam Claflin, os dois eram amigos de longa data, mas nunca ficaram juntos como namorados, o que sempre foi visto, por aqueles que os rodeiam, como uma grande perda de oportunidade.
Minha amizade com ambos tem uma história bem complicada, tudo indicava que não daria certo, mas no final deu:
Quando meu pai se tornou proprietário majoritário do Banco WNNLive (World, New, Now, Live. Não me pergunte o sentido e o porque dessas palavras, só o real criador do banco – que por sinal já está morto há uns 50 anos – poderia saber responder), o principal investidor em ações para o banco, Jack Routh, quis conhecer meu pai,  e eles se deram muito bem logo no inicio, com isso Jack e sua família começou a frequentar minha casa e vice-versa, vi Camilla por várias vezes, mas nós nunca nos falávamos, naquela época eu tinha 5 anos e ao contrario dela não era nem um pouco tímida, (mas pudera, Camilla é 4 anos mais velha que eu, mas até então só tinha estudado em uma única escola, que era de freiras e só podia estudar garotas) ela era inocente demais, mesmo para mim. Acredito que a assustei, ela estava acostumada com suas amigas educadas, e eu chegando e sabendo falar três palavrões diferentes (Meu pai sempre tentou me educar bem, mas eu tinha mania de não dormir cedo e como tinha uma TV no meu quarto eu ficava vendo séries, e tenho que admitir, naquele horário não passava nenhuma serie que fosse adequada para minha idade).
Acho que demorou quase um ano até que realmente nos aproximássemos, mas também, depois de ela me deu uma chance e tentei me quietar um pouco, nunca mais nos separamos, mesmo nunca tendo estudados juntas e tendo essa diferença de idade, Camilla é minha melhor amiga, ela é como um anjinho em minha cabeça, já eu sou a capetinha na dela, é uma equilíbrio perfeito, uma mais quietinha e outra mais atirada, nunca passávamos do limite quando saíamos juntas; uma cuidando da outra.
Já Sam a história foi um pouco mais fácil. Na verdade ele é vizinho da Camilla, e quando ele fez 11 anos a mãe resolveu chamar toda a criançada da vizinhança para a festa (no fundo era porque não tinha quem chamar mesmo, Sam, hoje, tem um charme de invejar, mas até uns 3 anos atrás ele era o verdadeiro nerd, mas não aqueles nerd bonitinho, ele era aquele tipo de nerd cheio de marcas de espinhas na cara, usava um óculos  gigante e totalmente desproporcional para seu rosto e vestia roupas completamente sem combinação. Não sei o que o fez mudar tanto – talvez até tenha sido Camilla – mas hoje ele nem parece o mesmo) a festa foi bem grande, mas ele claramente não estava aproveitando nada, como a maioria das crianças não o conhecia bem, todas ficaram mais empolgadas em brincar com os vários brinquedos, que a mãe dele alugou, do que a dar atenção a ele. Comovidas, eu e Camilla resolvemos puxar assunto, se você acha que ele ficou tímido se engana, ele pareceu super empolgado quando chegamos nele, daí surgiu o TrioCDS (é idiota, mas foi um momento bem feliz da minha vida).
Nunca nos separamos e aos poucos o trio foi crescendo e era claro a química entre Sam e Camilla, mas como se ignorassem isso, os dois sempre mantiveram apenas uma amizade.
Vendo-os agora, minha vontade de que eles ficassem juntos apenas se fortalecia, Camilla, como sempre, uma verdadeira modelo, vestia um vestido branco que marcava nos lugares certos valorizando seu corpo, seu cabelo castanho escuro, com raiz lisa, mas naturalmente ondulada nas pontas, estava um pouco abaixo do ombro, e Sam, usava um terno sem a gravata, com alguns botões abertos, chique e moderno ao mesmo tempo...
_ Ei Demi. – falou Camilla, levantei-me para cumprimenta-la, cumprimentei Sam logo após e assim que os comprimentos acabaram todos se sentaram.
Começamos a conversar sobre assuntos variados, dos mais sérios (tipo escola, trabalho) aos mais bobos (“Você viu o último episodio de Revenge? Não foi eletrizante?”) por um momento me esqueci do quão desanimada eu estava para vir a essa festa, no fim das contas ela não seria tão ruim assim...

_ Essa é a melhor mesa da festa e me deixam de fora? – perguntou Sofia, chegando totalmente de surpresa. Sofia é uma comedia, colombiana, se casou com um grande empresário americano, super extravagante (ela está usando um vestido vermelho meio transparente, cheio de brilho, com brincos enormes de uma rosa vermelha prendendo o cabelo de lado. Vou tentar não falar muito sobre o salto arranha-céu que ela está usando), assim como Lara sempre foi criticada pelo seu casamento, mas ao contrario da Lara, que fazia de tudo para não aparecer muito e não criar confusão, Sofia sempre respondia a altura “Enquanto eles ficam suando no escritório em pleno verão, eu estou curtindo um sol no melhor hotel de Cancun” fala “Eles morreriam para estar no meu lugar, mas só quem tem poder aqui sou eu” e com o sotaque carregado dela tudo parecia bem mais engraçado.
_ Sente-se Sofia, a festa vai ficar bem melhor se você estiver aqui. – falou Lara. Sofia não pensou duas vezes antes de puxar uma cadeira e sentar-se ao lado de Lara.
_ Lara, minha querida, eu contratei um detetive particular para ver se meu marido está na linha, você sabe como é esses homens não é? E ele é ótimo, é jovem, bonito, discreto e eficiente. Descobri que tem uma piranha correndo atrás dele e ele está gostando. – disse indignada. _ Brian é um desavergonzado, mas ele que não tome cuidado. Eu vou te passar o nome desse detetive, qualquer suspeita de Eddie, ele vai investigar. – falou. Lara começou a rir.
_ Eu tenho um marido de ouro, não irei precisar de um detetive particular. – garantiu.
_ E porque ele não está aqui então?
_ Ele está em uma reunião.
_ Numa hora dessas?
_ Ele é um homem bastante ocupado. – justificou Lara sem jeito.
_ Mande o motorista buscar ele agora. – disse Sofia, entregando seu próprio celular para Lara.
_ Eu acho que ele já foi dispensado por hoje. – disse Lara, Sofia insistiu com o celular na mão. Lara pegou o celular, discou o numero de Pablo e pediu para que ele pegasse meu pai no apartamento. Devolveu o celular a Sofia. _ Feliz? – perguntou.
_ Se tiver uma piranha no meio, nos vamos afasta-la, claro que o Pablo não vai dizer se tiver uma por lá, como sempre homem defende um ao outro...
_ Meu pai não é assim. – disse Lucas um pouco nervoso.
_ Viu? – perguntou Sofia, apontando-o com um exemplo, todos acabaram rindo, menos Lucas que ficou vermelho de raiva.

Passaram-se alguns minutos e o celular de Lara tocou. Ela atendeu:
_ Sim Pablo. – esperou por resposta, aos poucos vi o sorriso em seus lábios desaparecerem, ela pareceu empalidecer, mas logo tornou a ficar normal. _ Você sabe o que fazer Pablo, chame ajuda. – falou rígida. Ela me fitou apreensiva enquanto escutava o que ele dizia em resposta, e eu pude perceber que algo não está certo.

Continua

Como estão? Espero que bem? Já estão de férias? EU ESTOU :D vou enfim poder escrever mais, ler mais, voltarei a ler as fics, voltarei a ver minhas series *--------------*
Espero que tenham gostado do capítulo.
A é, estão animadas para a copa? Confesso que não gosto de futebol e odiei o fato dela esta sendo feita aqui, mas pelo menos isso me deu férias de um mês :p
Bjsss


Giovanna: Muito obrigada, só vai ter o primeiro encontro Jemi no fim do terceiro e durante o quarto capítulo, mas espero que você tenha gostado desse capítulo ainda assim. Muito obrigada por comentar. BJSSS
Carine: Muito obrigada, esse capítulo “mata” um pouco da curiosidade (assim espero) mas no fundo ainda tem um pequeno mistério... Espero que tenha gostado. Muito obrigada por comentar. BJSSS
Fabiola: kkkkk fico muito feliz que você tenha gostado, ele vai demorar um pouquinho para chegar, mas quando chegar ele vai chegar chegando kkkkkkk. Muito obrigada por comentar. BJSSS
Erii: Bom, quem morre não será uma grande surpresa, mas ainda assim haverá um mistério por trás, consegue adivinhar o que é? Espero que tenha gostado. Muito obrigada por comentar. BJSSS
Kika: Que bom que você gostou, espero que tenham gostado deste também. Muito obrigada por comentar. BJSSS
Lulli: Que bom que gostou, espero que tenha gostado deste capítulo também, não sei se esse também vai te deixar curiosa, mas nessa fic, coisas para deixar todos curiosos é o que não vai faltar. Muito obrigada por comentar. BJSSS 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

1. Eu nunca vou te abandonar – The Big Apple



Meio dia de uma sexta-feira de dezembro, a neve – tão adorada pelos turistas. – só fazia mais complicada nossa vida, botas zanzam de um lado para o outro, a sujeira da própria cidade faz com que a neve se torne amarronzada/acinzentada, escavadeiras abriam caminho para os carros após uma nevasca inesperada durando a manhã. Olhei para o meu relógio de pulso e me recostei mais no banco do carro, graças ao engarrafamento chegaria tarde em casa. É, esse é mais um dia comum em Nova Iorque.

_ Nós não vamos chegar para o almoço. – disse Pablo, o meu motorista.
_ Eu amo Nova Iorque, mas odeio seus engarrafamentos. – falei.
_ Se você quiser ler ou escutar música, talvez o tempo passe mais rápido. – disse com um sotaque latino forte. Suspirei, gosto de ler e amo música, mas naquele momento nada disso parecia legal o suficiente.
_ Acho que vou tentar dar um cochilo. – falei. _ Talvez até consiga dormir mesmo. – Pablo deu uma risada.
_ Quando chegarmos, eu te acordo. – falou.
_ Obrigada. – falei, afundando ainda mais no banco do carro, apoiando minha cabeça na janela fechada. Fechei meus olhos e comecei a tentar dormir.
De inicio nada aconteceu, fiquei escutando o barulho de buzinas, de passos, de conversa, dizem que Nova Iorque é uma cidade que não dorme, mas ela não dorme porque o barulho nunca cessa.
Demorei um pouco, tive até a oportunidade de sentir o carro andando por, sei lá, quase meio metro, o que já foi um avanço incrível. Mas enfim comecei a dormir, foi uma dormida sem sono e embalada pelo barulho da grande metrópole na qual vivo.



Só acordei com Pablo me chamando.
_ Senhorita Demetria? – disse. _ Senhorita Demetria, nós já chegamos. – vagorosamente eu acordei, olhei para o lado, tentando me localizar e reconheci o estacionamento do prédio em que vivo. _ Desculpe lhe acordar, mas acho que seria melhor você dormir em seu quarto. – disse educadamente.
_ Não tem problema nenhum. – falei, me recompondo. _ Eu devo estar uma destruição.
_ Você parece mais aquelas atrizes que sempre acordam radiantes nos filmes. – falou.
_ Obrigada, mas você só fala assim porque nunca me viu acordando de um sono realmente pesado. – falei, ele riu. _ Então vamos?
_ Sim senhora.
Saímos do carro, Pablo insistiu para me ajudar com minha bolsa e outros materiais de estudo, mas não permiti, sei que ele tinha ordem de fazer tudo o que lhe fosse mandado, mas sempre achei o excesso de educação e mordomia um pouco de exagero, afinal de contas, eu não morreria por carregar minhas próprias coisas, nem mesmo por receber uma tirada, e isso é totalmente normal, eu sempre faço isso com todo mundo – bom, na verdade eu faço isso apenas com meus amigos mesmo – mas também sempre recebi no mesmo nível. Entramos no elevador, ele apertou o último numero do painel, 75, a cobertura do prédio de luxo, que fica à apenas uma quadra do Central Park, da grande janela da sala até que dá para apreciar uma parte do seu verde – que agora está branco, por causa da neve – e ver um pouco da sua movimentação, mas digamos que mesmo sendo um prédio alto, os outros prédios vizinhos não deixavam a desejar, tampando uma boa parte da visão.
Apesar do grande número de andares a serem transpassados, rapidamente chegamos ao último andar, assim que as portas do elevador se abrem, damos de cara com um pequeno corredor, todo branco, de mármore no chão e de paredes simples, o que se destaca é apenas a grande porta de madeira, com alguns detalhes de vidro.
Pablo abriu a porta para que eu entrasse, está é outra mordomia que me irritava, mas que neste momento era bem-vinda, dado ao grande número de coisas que eu estava carregando.
Quando entrei, não vi ninguém na sala, então fui direto para meu quarto. Apesar de estar estudando moda e ter condições de ter o quarto dos sonhos, meu quarto é bem comum e bagunçado, a única decoração que tem é um adesivo bem grande atrás da porta banca, de uma arvore toda preta, no geral o branco prevalece, sendo quebrado apenas pelos moveis que eram de madeira e pela minha colcha da cama que, hoje, é vermelha. Mesmo sendo simples, eu gosto desta bagunça organizada, as coisas podiam até estarem espalhadas, mas eu sabia sempre sabia onde encontra-las...

_ Ei Demi. – cumprimentou-me Lucas, meu irmão mais novo, filho da minha madrasta, Lara, com meu pai. Ele estava parado na porta do meu quarto, vestia roupas pesadas de inverno, mesmo estando dentro de casa com o aquecedor ligado.
_ Ei Lucas, entra aí. – falei. Ele entrou e me deu um abraço. Minha relação com meus dois irmãos mais novos, Lucas e Lauren, é bem complicada – apesar de eu achar que toda relação de irmão é complicada – os mesmo tempo em que nos odiamos, nos amamos, mas se eu fosse comparar, eu era mais próxima de Lucas de que de Lauren, não acho que tenha um motivo para isso, mas é como se ela não me quisesse muito por perto, ao contrario de Lucas que nunca recusava atenção. _Vai sair? – perguntei, levando em consideração seus trajes.
_ Vou à loja com a mamãe. – respondeu. _ Papai resolveu que eu também terei que ir a festa de fim de ano de hoje. – completou.
Ah, a festa de fim de ano...
É hoje!
É Hoje?
Ai meu Deus! É hoje!
Eu tinha me esquecido completamente da festa.
_ Você tinha se esquecido, não é? – perguntou.
_ Sim. – confirmei.
_ Você também não queria ir, não é?
_ Eu ainda não quero. – respondi, a festa era apenas para empresários, investidores, banqueiros  e políticos ricos e metidos que só sabem me olhar com segundas intensões.
_ E se falássemos com o papai? – perguntou esperançoso.
_ Isso alguma vez adiantou? – perguntei. Ele parou um pouco.
_ Você vai querer ir comprar roupa também? – perguntou claramente decepcionado.
_ Agora não, vou ver se tenho algo aqui... Fora que estou morrendo de fome, vou ter que pedir para requentarem a comida.
_ Tudo bem. Até mais tarde. – disse saindo.
_ Até mais tarde, - falei sem saber se ele me escutou.



Saí até a cozinha, em busca do que comer.
A cozinha é uma parte de luxo no apartamento, é um grande espaço com tudo o que há de mais moderno para a cozinha. Isso acontece porque, apesar de termos duas cozinheiras, meu pai ama cozinhar, final de semana ele tira a gravata de banqueiro e põe o avental de chefe e sempre há algo novo e extremamente delicioso para nós.
_ Veio almoçar, senhorita Demetria? – perguntou Karla, ele é a cozinheira mais velha da casa, morena, baixinha, um pouco acima do peso, sempre vestia saia ou vestido por baixo do avental, era de falar pouco, mas sempre é muito carinhosa e cozinha muito bem.
_ É. – respondi. _ Não cheguei a tempo do almoço. – falei.
_ Guardei um prato para você. – disse, abrindo a geladeira. _ Vou esquentar aqui. – disse pondo micro-ondas.
_ Obrigada. – ele não respondeu, mal pareceu me escutar.  _Onde está papai? – perguntei, após um tempo de silêncio.
_ Ele também não veio almoçar hoje, saiu cedo para o escritório. – respondeu.
_ Que estranho, ele sempre volta para almoçar.
_ Talvez ele tivesse alguma reunião... – o bip do micro-ondas soou e ela voltou para o aparelho e tirou meu prato, fumaça saia da comida e o cheiro era ótimo, senti minha barriga roncar, sabia que eu estava com fome, mas nem sabia que era tanta. _ Ele já deve estar chegando. – falou e pôs o prato na bancada a minha frente. Tinha batata puré, frango assado, uma salada de tomate e alface. Tudo bem saudável, no estilo Lara de ser. Desde que ela casara com meu pai, decretou uma lei: nada de comida gordurosa. Essa regra só era quebrada por meu pai, que todo final de semana prepara pratos com muito sabor e calorias.
_ Depois ligo pra ele. – falei. _ Caso ele não chegar.

Fui para o salão de refeições, sentar-me por lá sozinha era péssimo, todos os dias sempre nós juntávamos a família e todos os empregados, todo mundo falava, ria, contava sobre o começo do dia, era algo animado, sem regras de etiqueta, sem diferença entre ninguém, tipo, você é da família, você não é, você é empregado, eu sou patrão. Essa era apenas uma demonstração do quão simples meu pai é, não importa o quão rico ele seja hoje, ele nunca perdeu a simplicidade do tempo em que ele ainda era pobre, do tempo em que lutou para crescer, e esse é um ensinamento que ele sempre fez questão de passar para todos os filhos.
Comi rapidamente, nem mesmo senti direito o gosto da comida. Assim que acabei, deixei meu prato na cozinha, não vi Karla por lá, então peguei um copo, enchi de suco de laranja (totalmente natural – essa foi outra exigência de Lara). Quando cheguei à sala, ia direto pegar o telefone, para ligar para papai, mas nesse exato momento ele chegou.

_ Isso é hora de chegar em casa senhor Eddie? – perguntei, cruzando os braços e batendo o pé. Ele riu.
_ E se eu disser que foi uma boa razão, sou perdoado? – disse se aproximando sorrindo.
_ Depende... Eu vou saber a razão? – perguntei. Ele suspirou.
_ Não agora. – respondeu.
_ Então não. – fiz bico. (Sim, eu sou um pouco mimada quando quero).
_ Pois eu sei exatamente como lhe animar. – falou. Olhei-o com um olhar desafiador. Ele chegou e me abraçou bem forte.
_ Você está me esmagando, pai. – reclamei. Ele sempre fazia isso, e eu gostava, mas respirar era bem difícil.
Eu, em aspectos de estrutura física, puxei mais minha mãe, baixinha, pouco peito (meu grande complexo), cintura um pouco acentuada, uma bunda grande (é, vamos deixar isso em off) pernas grossa (apesar de no mundo da moda isso ser horrível, eu sempre gostei das minhas pernas) cabelo liso... Já meu pai é tipo um urso, um urso dócil, mas ainda assim, um urso. Ele é todo grande, alto, gordo, com dentes grandes, como eu disse um urso. É o tipo de pessoa que te dá medo à primeira vista, coisa que sempre foi bom para os negócios, mas péssimo para relações pessoais. Mas como também já foi dito, ele é dócil, simples e bem amigável, não havia nada a temer.
_ Você já me perdoou? – perguntou.
_ Perdoei, perdoei sim. – falei e ele continuou no abraço.
_ Sério mesmo? – perguntou me apertando mais. Ele sabia que por mais que pedisse para sair do abraço eu adorava aquilo, sentir o carinho do meu pai era ótimo, sentir-me querida.
_ Eu juro que perdoei. – falei. Ele afrouxou o abraço.
_ Certeza?
_Pai... – reclamei rindo. Ele me soltou, também sorrindo.  
_ Agora sim acredito. – falou.
_ Hum, eu ainda assim quero saber o que é...
_ Eu sei que você quer, afinal de contas você sempre foi minha pequena curiosa.
_ Eu não sou curiosa, só gosto de estar bem informada.
_ A é?
_ Sim.
_ Então, já que você é tão bem informada, sabe se Logan vai te buscar para a festa hoje? – perguntou. Logan é meu namorado, ele trabalha com meu pai, seu cargo ainda é bem pequeno, condiz com sua idade e experiência, mas meu pai é cheio de orgulho dele, sempre fala que foi uma ótima escolha para genro, quando temos essas brigas, comuns de casais, meu pai fica mais triste que eu, às vezes acho que meu pai tem uma queda pelo topete do Logan, mas isso é apenas uma brincadeira interna.
_ Acho que sim. – respondi. _ Não falei com ele hoje.
_ Vocês estão bem?
_ Vai chorar se eu disser que não?
_ Vou. – riu.
_ Estamos bem sim, é só que nossos horários não estão batendo mais como antes, no horário de folga dele eu na faculdade, no meu horário de folga ele está trabalhando. – suspirei.
_ Olharei isso para você. – falou.
_ Também não é para tanto pai.
_ Não quero ser o vilão da história, não irei atrapalhar o casal principal.
_ Você nunca vai ser o vilão da história, pai, assim como eu e Logan não somos o casal principal.
_ Na minha história vocês são.
_ Na minha história você é o herói. – ele sorriu, foi um sorriso tão doce que nem parecia sair de um homem de quarenta anos com quase dois metros de altura.
 _ Espero que você continue sempre achando isso, minha querida. – disse, tornando a me abraçar, mas desta vez sem apertar, era apenas um carinho, o mais puro que um pai pode dar.
_ Você sempre será meu herói pai.
_ Eu te amo querida.
_ Eu te amo mais pai.


A partir daí o dia passou bem rápido, estudei bem rapidamente (digo estudei porque não foi bem um estudo, foi mais um: abra o caderno e finja que está lendo), revirei meu armário em busca de algo que eu pudesse vestir, no convite da festa dizia que é traja esporte fino, tema de fim de ano, o que significa: branco, cores claras, ou se você estiver realmente querendo chamar atenção, um vermelho bem forte; salto e vestido, resumindo, eu teria um trabalho grande para não ficar parecendo uma perua grã-fina, e ainda parecer chique.
No final acabei pegando um vestido, cor creme, longo, de botões no decote, com manga (nesse frio ninguém aguentaria algo diferente), coloquei um cinto preto grosso, para marcar minha cintura, uma bota preta cano longo completou o visual. Passei uma maquiagem bem clean, não para combinar com a roupa ou porque é de costume, mas porque eu sabia quer iria chegar exausta da festa e, quanto mais simples, mais fácil é de tirar depois. Tentei fazer uns cachos em meu cabelo, para não ficar tão simples, no final não ficou a coisa mais linda do mundo, mas deu umas ondas que pareciam até naturais.

_ Logan chegou para te buscar. – falou Lauren. Lauren tem apenas 15 anos, mas tem uma beleza que inveja a qualquer um, inclusive a mim (só para deixar bem claro, eu não a invejo mal, é uma inveja branca), seus cabelos são longos e ondulado, pretos feito carvão, olhos verdes, pele pálida, uma copia da mãe escarrada.
_ Vocês já estão indo? – perguntei.
_ Iremos no carro de trás. – respondeu.
_ Tudo bem, eu já estou indo. – falei, e ela saiu do quarto sem dizer nada. Como eu já havia dito, nossa relação é bem fria, no fundo eu até queria me aproximar dela, mas assim como ela nunca fez esforço para isso, eu também nunca fiz.

Quando saí do quarto, passei pelo pequeno escritório de meu pai, a porta estava aberta, entrei e vi que ele lia uns papeis concentradamente.
_ Pai, você não vai? – perguntei, ele ainda estava com a mesma roupa de hoje mais cedo e não parecia preocupado em descer. Ele pareceu se assustar com minha pergunta, estava tão concentrado no que estava lendo que nem me viu entrar.
_ Já está na hora não é? Eu terei de ir depois, eu vou ter uma reunião via internet agora, coisa rápida, se perguntarem fale que já estou indo. – disse.
_ Nós podemos esperar.
_ Não precisa, Logan já está aí, vocês já estão todos prontos...
_ Mas...
_ Pode dizer a Karla que ela está dispensada? Amanhã é meu dia de cozinhar. – sorriu.
_ Tudo bem. – sorri de volta. _ Não demore muito. Eu te amo pai. – falei me despedindo.
_ Eu te amo filha. – respondeu. Fiz menção de sair, mas ele me chama de volta. _ Você está linda. – falou.
_ Muito obrigada pai, você se lembra desse vestido?
_ Claro, fui eu que te dei. – sorriu. _ Você está tão parecida com sua mãe.
_ Mamãe não está mais aqui pai.
_ Ela sempre vai estar aqui filha, não importa quanto tempo passar. – falou. Desviei o olhar, eu odiava aquele assunto, era uma história que eu não senti que vivi, mas ainda sim é a parte em que eu me torno a vilã.
_ O importante é que você sempre vai estar aqui. – Ele concordou.
_ Eu nunca vou te abandonar, minha princesa.

Continua

Esse foi o primeiro capítulo, tá meio estranho e pode até parecer confuso, já que eu estou tentando mudar um pouco meu jeito de escrita e não sei se vai dar muito certo ainda :\ mas prometo que a partir do próximo capítulo vai ficar mais legal e mais esclarecedor.
Comente o que achou do capítulo ;)
Bjsss


Kika: Espero que tenha gostado do primeiro capítulo, muito obrigada, bjsss
Giovanna: Espero que tenha gostado do capítulo, muito obrigada, bjsss
Carine: Bom, como Nelena vai ser um casal secundário, não vai aparecer tanto, então espero que não fique chato para você. Espero que tenha gostado do capítulo, muito obrigada, bjsss
Milena: Espero que você continue achando o mesmo depois de ler esse capítulo. Muito obrigada, bjsss

Fabíola: Espero que tenha gostado do capítulo também, muito obrigada, bjsss 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Sinopse de The Big Apple



Demetria é uma garota que tem a vida bem próxima do que se pode chamar De perfeita: 19 anos, primeiro ano na faculdade de moda, vive em uma cobertura na cidade que nunca dorme, Nova Iorque, filha de um milionário banqueiro, tem uma família amável, um namorado também rico, inteligente e conveniente. Sua vida se assemelha a um conto de fadas super moderno.

Mas como dizem, nada é perfeito. Uma morte acontece, seu esclarecimento não convence a ninguém, e a vida de Demetria muda completamente quando embarca em uma, quase, aventura, junto a um detetive particular – metido a galanteador – em busca de uma resposta para a verdadeira causa da morte.

Festas, amores, brigas, desilusões e uma pitada de mistério, tudo pode acontecer em The Big Apple.

Resposta aos comentários e informações sobre a nova fic.



ERII: Ainda bem que mesmo o Joe não ter ficado com o Joe no final, você ainda gostou, muito obrigada mesmo, agora mesmo postarei sobre nova fic, espero que você goste também. bjssss
Mrs. Mikaelson: Oi, fico feliz que tenha gostado, eu só vou voltar a ler fics quando minhas férias começar, mas pode deixar que eu vou ler sim viu? E vou divulgar aqui ok? Espero que você goste da próxima fic também, bjssss
Carine: Que bom que gostou da fic, também espero que goste da próxima, voto computado. Bjsss
Kika: Fico muito feliz que tenha gostado desse jeito, em breve começarei a próxima e espero poder contar com você lendo ela também, muito obrigada, bjsssss
Lulli: Estou feliz que tenha gostado, eu escrevi a fic na visão do Joe exatamente por isso, por quase nunca ter visto uma fic pela visão dele, foi uma experiência muito legal. Espero que goste da próxima fic também. Bjsss
Estela: Ola, sem problemas, também estou devendo comentários nas fics que leio (e isso inclui a sua :\) pode deixar que tentarei incluir a Camilla Belle e o Sam Claflin na fic sim, não precisa se desculpar, muito obrigada por comentar. Bjssss


(....)


O nome da fic mudou, de Aconteceu em Nova Iorque para The Big Apple. Não sei se todos aqui sabem, mas Big Apple é o ‘apelido’ da cidade de nova Iorque, então resolvi mudar. Começarei a postar fic só lá pra quarta-feira.
O resultado da pesquisa que eu fiz ficou o seguinte:
1.       Jemi com 14 votos
2.       Nelena com 7 votos
3.       Jelena, Niley e Liley empados com 3 votos
Então o casal principal será Jemi, o secundário será Nelena e eu posso arranjar algum espacinho para os outros casais em algum momento.

Não sei quantos capítulos terão essa nova fic, tudo dependerá de como vocês receberão essa fic. Espero que gostem, agorinha mesmo postarei a sinopse. Bjssss

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Informações para a nova fic



Olá a todos, muito obrigada pelos comentários no último capítulo, em um próximo post eu responderei a todos.
Postarei a sinopse da próxima fic na quinta-feira (29/05) já digo que terá um pequeno mistério no meio dela :p no nome será “Aconteceu em Nova Iorque”. Não sei o dia exato de que começarei a postar ela, mas sei que será só na próxima semana.
Percebi que o problema na enquete não está só aqui, parece que está com problema para todo mundo, então comentem aqui o casal principal que vocês querem que tenha na fic e pode colocar outros como casais secundários também. Apesar do enredo da história já está encaminhado, não tenho problemas de mudar caso vocês escolham outros.
Amanhã passo mais informações e respondo aos comentários.

Bjsssss 

domingo, 25 de maio de 2014

25º Capítulo “Made in the USA” (último) – Entre o Céu e o Inferno









Música Made in the USA de Demi Lovato, sugestão de uma leitora anônima.

Demi agora estava sentada no lado do carona na Chevy Pickup que Joe havia acabado de alugar. Cinto travado, janelas abertas, cabelos ao vento.
_ O que é isso? – perguntou Joe.
_ Uma carta. – respondeu Demi.
_ Uma carta? Para nós? Aqui?
_ Também achei estranho. – disse virando a carta para ver o remetente.
_ É de Rachel. – sorriu e logo abriu o envelope, tirando o papel de dentro.
_ Lê alto. – pediu Joe, após perceber que Demi começara a ler.
_ Tudo bem. – disse e recomeçou:


                Querida Demi,                                                                                                                                                                             
                               Sei o quão ultrapassado pode parecer isso, mandar uma carta sendo que estamos rodeados de tecnologias que fazem nossa vida tão mais fácil e rápida? É ultrapassado sim, mas eu estou em um momento tão bom da minha vida que me deu uma vontade louca de voltar um pouco nesse tempo, onde você vai poder ver minha letra e por ela perceber o quão feliz eu estou aqui. Faz uma semana que me casei com Nicholas, dá para acreditar que tem isso tudo? Uma semana atrás estávamos feito loucas, você tentando me acalmar, mesmo você estando tão nervosa quanto eu. Afinal de contas, eu não era a única noiva ali, você também era. Eu ainda me lembro nos meses de economia e Nicholas e Joe trabalhando o dobro para poder dar o casamento dos nossos sonhos, enquanto isso nós duas tentávamos fazer tudo mais simples do que o plano original só para não sobrecarrega-los com os gastos... Pensando bem, nós duas fizemos um ótimo trabalho, os vestidos, os penteados, a comida, a festa, a cerimonia, tudo saiu tão perfeito, tudo saiu como um conto de fadas. Quem diria que isso ia acontecer conosco? Nossas histórias eram confusas o bastante para ter fracassado logo no inicio, mas por algum motivo (eu acredito ser por Deus, mas Nicholas insiste em dizer que é por sorte – digamos que tê-lo feito se casar na igreja não mudou muito o pensamento dele sobre Deus, mas nem tudo poder ser perfeito não é?) no final, ambas, saímos felizes, com os homens da nossa vida.
                               Ainda não me canso de lembrar a sua felicidade ao saber que a família do Joe, depois de muita insistência, acabou vindo para o casamento. Você sabia o quanto isso era importante para Joe, e naquele momento percebeu que tudo iria dar certo.
                               Mas e então? Como é a Florida? É tão bonita quando nós víamos nas revistas de viagem? Bom, posso dizer que Nova Iorque não me decepcionou em nada, esse lugar pode até ser bonito no inverno, mas esse verão nova-iorquino é tão perfeito quanto. Estou vivendo a melhor lua de mel que um casal pode ter. Nicholas realmente foi feito para mim e eu fui feita para ele, ele me entende e ás vezes até parece que ele lê minha mente como se fosse uma carta.
                               Hoje à noite jantaremos naquele arranha-céu que ouvimos falar, Nicholas até comprou um vestido de marca novo para mim, só para que eu use nessa ocasião especial.
                               Não sei quanto tempo demora a chegar uma carta, mas espero que ainda esteja hospedada em seu hotel quando ela chegar, pois, se não, estragaria toda a graça.
                               Beijos da sua amiga, vizinha, prima e o que mais for preciso,
                                                                              Rachel.

P.S.: O truque da cinta-liga que você me ensinou foi um sucesso.


_ Oops.
_ Truque da cinta-liga? – perguntou Joe enquanto dirigia em alta velocidade pela rodovia lisa e sem elevações da Florida. _ Ela está falando daquele truque da cinta-liga? – perguntou.
_ É sempre bom trocar conhecimento.
_ Não esse tipo de conhecimento. Rachel não era santa, mas...
_ Mas?
_ Por acaso foi ela que te falou sobre...
_ Sim, foi ela. – interrompeu Demi. _ Ela disse que você gostava. E sabe de uma coisa? Ela não mentiu.
_ Vocês duas não prestam. – Demi gargalhou.




                Queria Rachel,

                               Recebi sua carta a tempo, na verdade recebi sua carta no momento em que estava fazendo o check-out na recepção do hotel. Agora eu estou dentro de uma Chevy Pickup vermelha, é, nem eu mesmo sei como, mas Joe me convenceu de atrasarmos por algumas horas a nossa volta a Utah para que fossemos ver o pôr do sol em uma praia deserta mais para o sul da Florida – isso justifica a minha letra quase que ilegível. – essa carta será mandada para o seu apartamento em Utah mesmo, já que só se fosse mandado de jatinho que chegaria a tempo em Nova Iorque, mas gostei tanto dessa nossa “brincadeirinha” de voltar a fazer algo que praticamente passado e arcaico, que não pude deixar de querer lhe devolver uma carta.
                               Se eu estou gostando da Florida? Aqui é tudo de bom. As praias, a comidas, as pessoas, a música... Seu pudesse ficaria aqui para sempre...
                               Eu sabia que você iria amar Nova Iorque, nunca fui, mas assim que vi você pensando na cidade dos seus sonhos para viajar, logo vi que você acabaria indo à Nova Iorque.
                               Bom, Joe não me deu vestido novo de marca, nem um jantar em um arranha-céu, mas ele me deu muito carinho (ele ainda é do tipo de homem que abre a porta do carro e me diz todo dia que eu sou tudo para ele) existe algo mais fofo ou apaixonante que isso? O que também não faltou foi gargalhadas. Você sabia que Joe tem medo de palhaço ou desses bonecos gigantes (na verdade humanos com fantasia de bonecos) pois é, ele tem. E eu só fui descobrir isso quando resolvemos que iriamos passar um dia inteiro no Disney World. Eu não sei como eu ainda tenho mão – já que se ele não corria, começava a me apertar apavorado. – e como ele ainda tem voz – apesar de viajar de avião para todo lugar, ele grita feito uma garota quando está nos brinquedos radicais. – foi extremamente hilário a nossa passagem pela Disney (fiz alguns vídeos para deixar de recordação, poderemos rir bastante quando chegarmos a Utah).
                               Nesse exato momento, à duas semanas e dois dias atrás, nos duas estamos no mesmo salão fazendo nossas unhas, e enquanto você estava já quase terminando a sua, fazendo detalhes fofos, eu estava totalmente indecisa e recebendo olhares raivosos da manicure por estar roendo minhas unhas, sendo que ela tivera o trabalho de deixa-las lindas, mesmo sem ter passado o esmalte ainda (mas no final eu deixei o dobro de gorjeta para ela, do que você deu para sua. Espero que ela tenha considerado isso um pedido de desculpas.)
                               No final nós duas saímos feliz nessa história. Os pais de Joe me aceitaram como parte da família, assim como minha mãe agora também o aceita, e seus pais receberam Nicholas na família muito bem, mesmo ele sendo... Diferente e não muito correto para padrões Lewis.
                               Espero que suas últimas horas em Nova Iorque tenham sido tão boas quanto as primeiras.
                               Beijo da sua prima, amiga, vizinha e conselheira sexual.
                                               Demi.

P.S.: Farei um estoque de halls preta em casa.



_ Eu acho que você deveria cortar essa última parte.
_ Eu acho que você deveria prestar atenção estrada e não na minha carta.
_ Se você não estivesse lendo-a em voz alta eu não teria escutado. – rebateu Joe.
_ Eu não estava lendo em voz alta, eu estava sussurrando, só para ver se tinha algum erro.
_ Você precisa rever o seu conceito de ‘sussurro’. – riu Joe.
_ Eu devo te amar muito mesmo para não ficar brava.
_ Você não percebe que nada é capaz de nos separar Demi?
_ Eu nunca vou deixar você perder isso.
_ Isso o que? – perguntou dando uma breve olhada para Demi.
_ Isso tudo que você é.
_ Pode deixar, eu nunca vou perder isso, eu estarei sempre aqui por você. Sabe porque? – perguntou Joe.
_ Porque?
_ Porque nosso amor é imbatível, capaz de sobreviver a todos os tiros que nos derem. – Joe não viu, mas Demi deu um grande sorriso no final da frase.
_ Nosso amor é indestrutível por que foi feito nos Estados Unidos.


FIM

Último capítulo postado, eu espero que tenham gostado.
Quero dizer que foi um prazer fazer esta fic, agradeço a todos pela colaboração, por terem me mandado as músicas, por terem dado sugestões, por terem tido paciência com minha demora a postar.
Amanhã postarei todas as informações iniciais para a próxima fic.
E outra coisa, estava dando erro na enquete em que eu fiz, então eu tive que reinicia-la então se vocês quiserem votar novamente ;)
Lhes espero na próxima fic.
Bjssssssssssss



Fabiola: E aqui está o último capítulo, espero que tenha gostado. No final deu tudo certo para todos não é? Muito obrigada por me acompanhar nessa fic e por comentar. Bjssss

Kika: Pois é, ainda não chegou o momento de matar o principal hahahaha, espero que tenha gostado. Muito obrigada por me acompanhar nessa fic e por comentar. Bjssss