quarta-feira, 4 de junho de 2014

1. Eu nunca vou te abandonar – The Big Apple



Meio dia de uma sexta-feira de dezembro, a neve – tão adorada pelos turistas. – só fazia mais complicada nossa vida, botas zanzam de um lado para o outro, a sujeira da própria cidade faz com que a neve se torne amarronzada/acinzentada, escavadeiras abriam caminho para os carros após uma nevasca inesperada durando a manhã. Olhei para o meu relógio de pulso e me recostei mais no banco do carro, graças ao engarrafamento chegaria tarde em casa. É, esse é mais um dia comum em Nova Iorque.

_ Nós não vamos chegar para o almoço. – disse Pablo, o meu motorista.
_ Eu amo Nova Iorque, mas odeio seus engarrafamentos. – falei.
_ Se você quiser ler ou escutar música, talvez o tempo passe mais rápido. – disse com um sotaque latino forte. Suspirei, gosto de ler e amo música, mas naquele momento nada disso parecia legal o suficiente.
_ Acho que vou tentar dar um cochilo. – falei. _ Talvez até consiga dormir mesmo. – Pablo deu uma risada.
_ Quando chegarmos, eu te acordo. – falou.
_ Obrigada. – falei, afundando ainda mais no banco do carro, apoiando minha cabeça na janela fechada. Fechei meus olhos e comecei a tentar dormir.
De inicio nada aconteceu, fiquei escutando o barulho de buzinas, de passos, de conversa, dizem que Nova Iorque é uma cidade que não dorme, mas ela não dorme porque o barulho nunca cessa.
Demorei um pouco, tive até a oportunidade de sentir o carro andando por, sei lá, quase meio metro, o que já foi um avanço incrível. Mas enfim comecei a dormir, foi uma dormida sem sono e embalada pelo barulho da grande metrópole na qual vivo.



Só acordei com Pablo me chamando.
_ Senhorita Demetria? – disse. _ Senhorita Demetria, nós já chegamos. – vagorosamente eu acordei, olhei para o lado, tentando me localizar e reconheci o estacionamento do prédio em que vivo. _ Desculpe lhe acordar, mas acho que seria melhor você dormir em seu quarto. – disse educadamente.
_ Não tem problema nenhum. – falei, me recompondo. _ Eu devo estar uma destruição.
_ Você parece mais aquelas atrizes que sempre acordam radiantes nos filmes. – falou.
_ Obrigada, mas você só fala assim porque nunca me viu acordando de um sono realmente pesado. – falei, ele riu. _ Então vamos?
_ Sim senhora.
Saímos do carro, Pablo insistiu para me ajudar com minha bolsa e outros materiais de estudo, mas não permiti, sei que ele tinha ordem de fazer tudo o que lhe fosse mandado, mas sempre achei o excesso de educação e mordomia um pouco de exagero, afinal de contas, eu não morreria por carregar minhas próprias coisas, nem mesmo por receber uma tirada, e isso é totalmente normal, eu sempre faço isso com todo mundo – bom, na verdade eu faço isso apenas com meus amigos mesmo – mas também sempre recebi no mesmo nível. Entramos no elevador, ele apertou o último numero do painel, 75, a cobertura do prédio de luxo, que fica à apenas uma quadra do Central Park, da grande janela da sala até que dá para apreciar uma parte do seu verde – que agora está branco, por causa da neve – e ver um pouco da sua movimentação, mas digamos que mesmo sendo um prédio alto, os outros prédios vizinhos não deixavam a desejar, tampando uma boa parte da visão.
Apesar do grande número de andares a serem transpassados, rapidamente chegamos ao último andar, assim que as portas do elevador se abrem, damos de cara com um pequeno corredor, todo branco, de mármore no chão e de paredes simples, o que se destaca é apenas a grande porta de madeira, com alguns detalhes de vidro.
Pablo abriu a porta para que eu entrasse, está é outra mordomia que me irritava, mas que neste momento era bem-vinda, dado ao grande número de coisas que eu estava carregando.
Quando entrei, não vi ninguém na sala, então fui direto para meu quarto. Apesar de estar estudando moda e ter condições de ter o quarto dos sonhos, meu quarto é bem comum e bagunçado, a única decoração que tem é um adesivo bem grande atrás da porta banca, de uma arvore toda preta, no geral o branco prevalece, sendo quebrado apenas pelos moveis que eram de madeira e pela minha colcha da cama que, hoje, é vermelha. Mesmo sendo simples, eu gosto desta bagunça organizada, as coisas podiam até estarem espalhadas, mas eu sabia sempre sabia onde encontra-las...

_ Ei Demi. – cumprimentou-me Lucas, meu irmão mais novo, filho da minha madrasta, Lara, com meu pai. Ele estava parado na porta do meu quarto, vestia roupas pesadas de inverno, mesmo estando dentro de casa com o aquecedor ligado.
_ Ei Lucas, entra aí. – falei. Ele entrou e me deu um abraço. Minha relação com meus dois irmãos mais novos, Lucas e Lauren, é bem complicada – apesar de eu achar que toda relação de irmão é complicada – os mesmo tempo em que nos odiamos, nos amamos, mas se eu fosse comparar, eu era mais próxima de Lucas de que de Lauren, não acho que tenha um motivo para isso, mas é como se ela não me quisesse muito por perto, ao contrario de Lucas que nunca recusava atenção. _Vai sair? – perguntei, levando em consideração seus trajes.
_ Vou à loja com a mamãe. – respondeu. _ Papai resolveu que eu também terei que ir a festa de fim de ano de hoje. – completou.
Ah, a festa de fim de ano...
É hoje!
É Hoje?
Ai meu Deus! É hoje!
Eu tinha me esquecido completamente da festa.
_ Você tinha se esquecido, não é? – perguntou.
_ Sim. – confirmei.
_ Você também não queria ir, não é?
_ Eu ainda não quero. – respondi, a festa era apenas para empresários, investidores, banqueiros  e políticos ricos e metidos que só sabem me olhar com segundas intensões.
_ E se falássemos com o papai? – perguntou esperançoso.
_ Isso alguma vez adiantou? – perguntei. Ele parou um pouco.
_ Você vai querer ir comprar roupa também? – perguntou claramente decepcionado.
_ Agora não, vou ver se tenho algo aqui... Fora que estou morrendo de fome, vou ter que pedir para requentarem a comida.
_ Tudo bem. Até mais tarde. – disse saindo.
_ Até mais tarde, - falei sem saber se ele me escutou.



Saí até a cozinha, em busca do que comer.
A cozinha é uma parte de luxo no apartamento, é um grande espaço com tudo o que há de mais moderno para a cozinha. Isso acontece porque, apesar de termos duas cozinheiras, meu pai ama cozinhar, final de semana ele tira a gravata de banqueiro e põe o avental de chefe e sempre há algo novo e extremamente delicioso para nós.
_ Veio almoçar, senhorita Demetria? – perguntou Karla, ele é a cozinheira mais velha da casa, morena, baixinha, um pouco acima do peso, sempre vestia saia ou vestido por baixo do avental, era de falar pouco, mas sempre é muito carinhosa e cozinha muito bem.
_ É. – respondi. _ Não cheguei a tempo do almoço. – falei.
_ Guardei um prato para você. – disse, abrindo a geladeira. _ Vou esquentar aqui. – disse pondo micro-ondas.
_ Obrigada. – ele não respondeu, mal pareceu me escutar.  _Onde está papai? – perguntei, após um tempo de silêncio.
_ Ele também não veio almoçar hoje, saiu cedo para o escritório. – respondeu.
_ Que estranho, ele sempre volta para almoçar.
_ Talvez ele tivesse alguma reunião... – o bip do micro-ondas soou e ela voltou para o aparelho e tirou meu prato, fumaça saia da comida e o cheiro era ótimo, senti minha barriga roncar, sabia que eu estava com fome, mas nem sabia que era tanta. _ Ele já deve estar chegando. – falou e pôs o prato na bancada a minha frente. Tinha batata puré, frango assado, uma salada de tomate e alface. Tudo bem saudável, no estilo Lara de ser. Desde que ela casara com meu pai, decretou uma lei: nada de comida gordurosa. Essa regra só era quebrada por meu pai, que todo final de semana prepara pratos com muito sabor e calorias.
_ Depois ligo pra ele. – falei. _ Caso ele não chegar.

Fui para o salão de refeições, sentar-me por lá sozinha era péssimo, todos os dias sempre nós juntávamos a família e todos os empregados, todo mundo falava, ria, contava sobre o começo do dia, era algo animado, sem regras de etiqueta, sem diferença entre ninguém, tipo, você é da família, você não é, você é empregado, eu sou patrão. Essa era apenas uma demonstração do quão simples meu pai é, não importa o quão rico ele seja hoje, ele nunca perdeu a simplicidade do tempo em que ele ainda era pobre, do tempo em que lutou para crescer, e esse é um ensinamento que ele sempre fez questão de passar para todos os filhos.
Comi rapidamente, nem mesmo senti direito o gosto da comida. Assim que acabei, deixei meu prato na cozinha, não vi Karla por lá, então peguei um copo, enchi de suco de laranja (totalmente natural – essa foi outra exigência de Lara). Quando cheguei à sala, ia direto pegar o telefone, para ligar para papai, mas nesse exato momento ele chegou.

_ Isso é hora de chegar em casa senhor Eddie? – perguntei, cruzando os braços e batendo o pé. Ele riu.
_ E se eu disser que foi uma boa razão, sou perdoado? – disse se aproximando sorrindo.
_ Depende... Eu vou saber a razão? – perguntei. Ele suspirou.
_ Não agora. – respondeu.
_ Então não. – fiz bico. (Sim, eu sou um pouco mimada quando quero).
_ Pois eu sei exatamente como lhe animar. – falou. Olhei-o com um olhar desafiador. Ele chegou e me abraçou bem forte.
_ Você está me esmagando, pai. – reclamei. Ele sempre fazia isso, e eu gostava, mas respirar era bem difícil.
Eu, em aspectos de estrutura física, puxei mais minha mãe, baixinha, pouco peito (meu grande complexo), cintura um pouco acentuada, uma bunda grande (é, vamos deixar isso em off) pernas grossa (apesar de no mundo da moda isso ser horrível, eu sempre gostei das minhas pernas) cabelo liso... Já meu pai é tipo um urso, um urso dócil, mas ainda assim, um urso. Ele é todo grande, alto, gordo, com dentes grandes, como eu disse um urso. É o tipo de pessoa que te dá medo à primeira vista, coisa que sempre foi bom para os negócios, mas péssimo para relações pessoais. Mas como também já foi dito, ele é dócil, simples e bem amigável, não havia nada a temer.
_ Você já me perdoou? – perguntou.
_ Perdoei, perdoei sim. – falei e ele continuou no abraço.
_ Sério mesmo? – perguntou me apertando mais. Ele sabia que por mais que pedisse para sair do abraço eu adorava aquilo, sentir o carinho do meu pai era ótimo, sentir-me querida.
_ Eu juro que perdoei. – falei. Ele afrouxou o abraço.
_ Certeza?
_Pai... – reclamei rindo. Ele me soltou, também sorrindo.  
_ Agora sim acredito. – falou.
_ Hum, eu ainda assim quero saber o que é...
_ Eu sei que você quer, afinal de contas você sempre foi minha pequena curiosa.
_ Eu não sou curiosa, só gosto de estar bem informada.
_ A é?
_ Sim.
_ Então, já que você é tão bem informada, sabe se Logan vai te buscar para a festa hoje? – perguntou. Logan é meu namorado, ele trabalha com meu pai, seu cargo ainda é bem pequeno, condiz com sua idade e experiência, mas meu pai é cheio de orgulho dele, sempre fala que foi uma ótima escolha para genro, quando temos essas brigas, comuns de casais, meu pai fica mais triste que eu, às vezes acho que meu pai tem uma queda pelo topete do Logan, mas isso é apenas uma brincadeira interna.
_ Acho que sim. – respondi. _ Não falei com ele hoje.
_ Vocês estão bem?
_ Vai chorar se eu disser que não?
_ Vou. – riu.
_ Estamos bem sim, é só que nossos horários não estão batendo mais como antes, no horário de folga dele eu na faculdade, no meu horário de folga ele está trabalhando. – suspirei.
_ Olharei isso para você. – falou.
_ Também não é para tanto pai.
_ Não quero ser o vilão da história, não irei atrapalhar o casal principal.
_ Você nunca vai ser o vilão da história, pai, assim como eu e Logan não somos o casal principal.
_ Na minha história vocês são.
_ Na minha história você é o herói. – ele sorriu, foi um sorriso tão doce que nem parecia sair de um homem de quarenta anos com quase dois metros de altura.
 _ Espero que você continue sempre achando isso, minha querida. – disse, tornando a me abraçar, mas desta vez sem apertar, era apenas um carinho, o mais puro que um pai pode dar.
_ Você sempre será meu herói pai.
_ Eu te amo querida.
_ Eu te amo mais pai.


A partir daí o dia passou bem rápido, estudei bem rapidamente (digo estudei porque não foi bem um estudo, foi mais um: abra o caderno e finja que está lendo), revirei meu armário em busca de algo que eu pudesse vestir, no convite da festa dizia que é traja esporte fino, tema de fim de ano, o que significa: branco, cores claras, ou se você estiver realmente querendo chamar atenção, um vermelho bem forte; salto e vestido, resumindo, eu teria um trabalho grande para não ficar parecendo uma perua grã-fina, e ainda parecer chique.
No final acabei pegando um vestido, cor creme, longo, de botões no decote, com manga (nesse frio ninguém aguentaria algo diferente), coloquei um cinto preto grosso, para marcar minha cintura, uma bota preta cano longo completou o visual. Passei uma maquiagem bem clean, não para combinar com a roupa ou porque é de costume, mas porque eu sabia quer iria chegar exausta da festa e, quanto mais simples, mais fácil é de tirar depois. Tentei fazer uns cachos em meu cabelo, para não ficar tão simples, no final não ficou a coisa mais linda do mundo, mas deu umas ondas que pareciam até naturais.

_ Logan chegou para te buscar. – falou Lauren. Lauren tem apenas 15 anos, mas tem uma beleza que inveja a qualquer um, inclusive a mim (só para deixar bem claro, eu não a invejo mal, é uma inveja branca), seus cabelos são longos e ondulado, pretos feito carvão, olhos verdes, pele pálida, uma copia da mãe escarrada.
_ Vocês já estão indo? – perguntei.
_ Iremos no carro de trás. – respondeu.
_ Tudo bem, eu já estou indo. – falei, e ela saiu do quarto sem dizer nada. Como eu já havia dito, nossa relação é bem fria, no fundo eu até queria me aproximar dela, mas assim como ela nunca fez esforço para isso, eu também nunca fiz.

Quando saí do quarto, passei pelo pequeno escritório de meu pai, a porta estava aberta, entrei e vi que ele lia uns papeis concentradamente.
_ Pai, você não vai? – perguntei, ele ainda estava com a mesma roupa de hoje mais cedo e não parecia preocupado em descer. Ele pareceu se assustar com minha pergunta, estava tão concentrado no que estava lendo que nem me viu entrar.
_ Já está na hora não é? Eu terei de ir depois, eu vou ter uma reunião via internet agora, coisa rápida, se perguntarem fale que já estou indo. – disse.
_ Nós podemos esperar.
_ Não precisa, Logan já está aí, vocês já estão todos prontos...
_ Mas...
_ Pode dizer a Karla que ela está dispensada? Amanhã é meu dia de cozinhar. – sorriu.
_ Tudo bem. – sorri de volta. _ Não demore muito. Eu te amo pai. – falei me despedindo.
_ Eu te amo filha. – respondeu. Fiz menção de sair, mas ele me chama de volta. _ Você está linda. – falou.
_ Muito obrigada pai, você se lembra desse vestido?
_ Claro, fui eu que te dei. – sorriu. _ Você está tão parecida com sua mãe.
_ Mamãe não está mais aqui pai.
_ Ela sempre vai estar aqui filha, não importa quanto tempo passar. – falou. Desviei o olhar, eu odiava aquele assunto, era uma história que eu não senti que vivi, mas ainda sim é a parte em que eu me torno a vilã.
_ O importante é que você sempre vai estar aqui. – Ele concordou.
_ Eu nunca vou te abandonar, minha princesa.

Continua

Esse foi o primeiro capítulo, tá meio estranho e pode até parecer confuso, já que eu estou tentando mudar um pouco meu jeito de escrita e não sei se vai dar muito certo ainda :\ mas prometo que a partir do próximo capítulo vai ficar mais legal e mais esclarecedor.
Comente o que achou do capítulo ;)
Bjsss


Kika: Espero que tenha gostado do primeiro capítulo, muito obrigada, bjsss
Giovanna: Espero que tenha gostado do capítulo, muito obrigada, bjsss
Carine: Bom, como Nelena vai ser um casal secundário, não vai aparecer tanto, então espero que não fique chato para você. Espero que tenha gostado do capítulo, muito obrigada, bjsss
Milena: Espero que você continue achando o mesmo depois de ler esse capítulo. Muito obrigada, bjsss

Fabíola: Espero que tenha gostado do capítulo também, muito obrigada, bjsss 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Sinopse de The Big Apple



Demetria é uma garota que tem a vida bem próxima do que se pode chamar De perfeita: 19 anos, primeiro ano na faculdade de moda, vive em uma cobertura na cidade que nunca dorme, Nova Iorque, filha de um milionário banqueiro, tem uma família amável, um namorado também rico, inteligente e conveniente. Sua vida se assemelha a um conto de fadas super moderno.

Mas como dizem, nada é perfeito. Uma morte acontece, seu esclarecimento não convence a ninguém, e a vida de Demetria muda completamente quando embarca em uma, quase, aventura, junto a um detetive particular – metido a galanteador – em busca de uma resposta para a verdadeira causa da morte.

Festas, amores, brigas, desilusões e uma pitada de mistério, tudo pode acontecer em The Big Apple.

Resposta aos comentários e informações sobre a nova fic.



ERII: Ainda bem que mesmo o Joe não ter ficado com o Joe no final, você ainda gostou, muito obrigada mesmo, agora mesmo postarei sobre nova fic, espero que você goste também. bjssss
Mrs. Mikaelson: Oi, fico feliz que tenha gostado, eu só vou voltar a ler fics quando minhas férias começar, mas pode deixar que eu vou ler sim viu? E vou divulgar aqui ok? Espero que você goste da próxima fic também, bjssss
Carine: Que bom que gostou da fic, também espero que goste da próxima, voto computado. Bjsss
Kika: Fico muito feliz que tenha gostado desse jeito, em breve começarei a próxima e espero poder contar com você lendo ela também, muito obrigada, bjsssss
Lulli: Estou feliz que tenha gostado, eu escrevi a fic na visão do Joe exatamente por isso, por quase nunca ter visto uma fic pela visão dele, foi uma experiência muito legal. Espero que goste da próxima fic também. Bjsss
Estela: Ola, sem problemas, também estou devendo comentários nas fics que leio (e isso inclui a sua :\) pode deixar que tentarei incluir a Camilla Belle e o Sam Claflin na fic sim, não precisa se desculpar, muito obrigada por comentar. Bjssss


(....)


O nome da fic mudou, de Aconteceu em Nova Iorque para The Big Apple. Não sei se todos aqui sabem, mas Big Apple é o ‘apelido’ da cidade de nova Iorque, então resolvi mudar. Começarei a postar fic só lá pra quarta-feira.
O resultado da pesquisa que eu fiz ficou o seguinte:
1.       Jemi com 14 votos
2.       Nelena com 7 votos
3.       Jelena, Niley e Liley empados com 3 votos
Então o casal principal será Jemi, o secundário será Nelena e eu posso arranjar algum espacinho para os outros casais em algum momento.

Não sei quantos capítulos terão essa nova fic, tudo dependerá de como vocês receberão essa fic. Espero que gostem, agorinha mesmo postarei a sinopse. Bjssss

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Informações para a nova fic



Olá a todos, muito obrigada pelos comentários no último capítulo, em um próximo post eu responderei a todos.
Postarei a sinopse da próxima fic na quinta-feira (29/05) já digo que terá um pequeno mistério no meio dela :p no nome será “Aconteceu em Nova Iorque”. Não sei o dia exato de que começarei a postar ela, mas sei que será só na próxima semana.
Percebi que o problema na enquete não está só aqui, parece que está com problema para todo mundo, então comentem aqui o casal principal que vocês querem que tenha na fic e pode colocar outros como casais secundários também. Apesar do enredo da história já está encaminhado, não tenho problemas de mudar caso vocês escolham outros.
Amanhã passo mais informações e respondo aos comentários.

Bjsssss 

domingo, 25 de maio de 2014

25º Capítulo “Made in the USA” (último) – Entre o Céu e o Inferno









Música Made in the USA de Demi Lovato, sugestão de uma leitora anônima.

Demi agora estava sentada no lado do carona na Chevy Pickup que Joe havia acabado de alugar. Cinto travado, janelas abertas, cabelos ao vento.
_ O que é isso? – perguntou Joe.
_ Uma carta. – respondeu Demi.
_ Uma carta? Para nós? Aqui?
_ Também achei estranho. – disse virando a carta para ver o remetente.
_ É de Rachel. – sorriu e logo abriu o envelope, tirando o papel de dentro.
_ Lê alto. – pediu Joe, após perceber que Demi começara a ler.
_ Tudo bem. – disse e recomeçou:


                Querida Demi,                                                                                                                                                                             
                               Sei o quão ultrapassado pode parecer isso, mandar uma carta sendo que estamos rodeados de tecnologias que fazem nossa vida tão mais fácil e rápida? É ultrapassado sim, mas eu estou em um momento tão bom da minha vida que me deu uma vontade louca de voltar um pouco nesse tempo, onde você vai poder ver minha letra e por ela perceber o quão feliz eu estou aqui. Faz uma semana que me casei com Nicholas, dá para acreditar que tem isso tudo? Uma semana atrás estávamos feito loucas, você tentando me acalmar, mesmo você estando tão nervosa quanto eu. Afinal de contas, eu não era a única noiva ali, você também era. Eu ainda me lembro nos meses de economia e Nicholas e Joe trabalhando o dobro para poder dar o casamento dos nossos sonhos, enquanto isso nós duas tentávamos fazer tudo mais simples do que o plano original só para não sobrecarrega-los com os gastos... Pensando bem, nós duas fizemos um ótimo trabalho, os vestidos, os penteados, a comida, a festa, a cerimonia, tudo saiu tão perfeito, tudo saiu como um conto de fadas. Quem diria que isso ia acontecer conosco? Nossas histórias eram confusas o bastante para ter fracassado logo no inicio, mas por algum motivo (eu acredito ser por Deus, mas Nicholas insiste em dizer que é por sorte – digamos que tê-lo feito se casar na igreja não mudou muito o pensamento dele sobre Deus, mas nem tudo poder ser perfeito não é?) no final, ambas, saímos felizes, com os homens da nossa vida.
                               Ainda não me canso de lembrar a sua felicidade ao saber que a família do Joe, depois de muita insistência, acabou vindo para o casamento. Você sabia o quanto isso era importante para Joe, e naquele momento percebeu que tudo iria dar certo.
                               Mas e então? Como é a Florida? É tão bonita quando nós víamos nas revistas de viagem? Bom, posso dizer que Nova Iorque não me decepcionou em nada, esse lugar pode até ser bonito no inverno, mas esse verão nova-iorquino é tão perfeito quanto. Estou vivendo a melhor lua de mel que um casal pode ter. Nicholas realmente foi feito para mim e eu fui feita para ele, ele me entende e ás vezes até parece que ele lê minha mente como se fosse uma carta.
                               Hoje à noite jantaremos naquele arranha-céu que ouvimos falar, Nicholas até comprou um vestido de marca novo para mim, só para que eu use nessa ocasião especial.
                               Não sei quanto tempo demora a chegar uma carta, mas espero que ainda esteja hospedada em seu hotel quando ela chegar, pois, se não, estragaria toda a graça.
                               Beijos da sua amiga, vizinha, prima e o que mais for preciso,
                                                                              Rachel.

P.S.: O truque da cinta-liga que você me ensinou foi um sucesso.


_ Oops.
_ Truque da cinta-liga? – perguntou Joe enquanto dirigia em alta velocidade pela rodovia lisa e sem elevações da Florida. _ Ela está falando daquele truque da cinta-liga? – perguntou.
_ É sempre bom trocar conhecimento.
_ Não esse tipo de conhecimento. Rachel não era santa, mas...
_ Mas?
_ Por acaso foi ela que te falou sobre...
_ Sim, foi ela. – interrompeu Demi. _ Ela disse que você gostava. E sabe de uma coisa? Ela não mentiu.
_ Vocês duas não prestam. – Demi gargalhou.




                Queria Rachel,

                               Recebi sua carta a tempo, na verdade recebi sua carta no momento em que estava fazendo o check-out na recepção do hotel. Agora eu estou dentro de uma Chevy Pickup vermelha, é, nem eu mesmo sei como, mas Joe me convenceu de atrasarmos por algumas horas a nossa volta a Utah para que fossemos ver o pôr do sol em uma praia deserta mais para o sul da Florida – isso justifica a minha letra quase que ilegível. – essa carta será mandada para o seu apartamento em Utah mesmo, já que só se fosse mandado de jatinho que chegaria a tempo em Nova Iorque, mas gostei tanto dessa nossa “brincadeirinha” de voltar a fazer algo que praticamente passado e arcaico, que não pude deixar de querer lhe devolver uma carta.
                               Se eu estou gostando da Florida? Aqui é tudo de bom. As praias, a comidas, as pessoas, a música... Seu pudesse ficaria aqui para sempre...
                               Eu sabia que você iria amar Nova Iorque, nunca fui, mas assim que vi você pensando na cidade dos seus sonhos para viajar, logo vi que você acabaria indo à Nova Iorque.
                               Bom, Joe não me deu vestido novo de marca, nem um jantar em um arranha-céu, mas ele me deu muito carinho (ele ainda é do tipo de homem que abre a porta do carro e me diz todo dia que eu sou tudo para ele) existe algo mais fofo ou apaixonante que isso? O que também não faltou foi gargalhadas. Você sabia que Joe tem medo de palhaço ou desses bonecos gigantes (na verdade humanos com fantasia de bonecos) pois é, ele tem. E eu só fui descobrir isso quando resolvemos que iriamos passar um dia inteiro no Disney World. Eu não sei como eu ainda tenho mão – já que se ele não corria, começava a me apertar apavorado. – e como ele ainda tem voz – apesar de viajar de avião para todo lugar, ele grita feito uma garota quando está nos brinquedos radicais. – foi extremamente hilário a nossa passagem pela Disney (fiz alguns vídeos para deixar de recordação, poderemos rir bastante quando chegarmos a Utah).
                               Nesse exato momento, à duas semanas e dois dias atrás, nos duas estamos no mesmo salão fazendo nossas unhas, e enquanto você estava já quase terminando a sua, fazendo detalhes fofos, eu estava totalmente indecisa e recebendo olhares raivosos da manicure por estar roendo minhas unhas, sendo que ela tivera o trabalho de deixa-las lindas, mesmo sem ter passado o esmalte ainda (mas no final eu deixei o dobro de gorjeta para ela, do que você deu para sua. Espero que ela tenha considerado isso um pedido de desculpas.)
                               No final nós duas saímos feliz nessa história. Os pais de Joe me aceitaram como parte da família, assim como minha mãe agora também o aceita, e seus pais receberam Nicholas na família muito bem, mesmo ele sendo... Diferente e não muito correto para padrões Lewis.
                               Espero que suas últimas horas em Nova Iorque tenham sido tão boas quanto as primeiras.
                               Beijo da sua prima, amiga, vizinha e conselheira sexual.
                                               Demi.

P.S.: Farei um estoque de halls preta em casa.



_ Eu acho que você deveria cortar essa última parte.
_ Eu acho que você deveria prestar atenção estrada e não na minha carta.
_ Se você não estivesse lendo-a em voz alta eu não teria escutado. – rebateu Joe.
_ Eu não estava lendo em voz alta, eu estava sussurrando, só para ver se tinha algum erro.
_ Você precisa rever o seu conceito de ‘sussurro’. – riu Joe.
_ Eu devo te amar muito mesmo para não ficar brava.
_ Você não percebe que nada é capaz de nos separar Demi?
_ Eu nunca vou deixar você perder isso.
_ Isso o que? – perguntou dando uma breve olhada para Demi.
_ Isso tudo que você é.
_ Pode deixar, eu nunca vou perder isso, eu estarei sempre aqui por você. Sabe porque? – perguntou Joe.
_ Porque?
_ Porque nosso amor é imbatível, capaz de sobreviver a todos os tiros que nos derem. – Joe não viu, mas Demi deu um grande sorriso no final da frase.
_ Nosso amor é indestrutível por que foi feito nos Estados Unidos.


FIM

Último capítulo postado, eu espero que tenham gostado.
Quero dizer que foi um prazer fazer esta fic, agradeço a todos pela colaboração, por terem me mandado as músicas, por terem dado sugestões, por terem tido paciência com minha demora a postar.
Amanhã postarei todas as informações iniciais para a próxima fic.
E outra coisa, estava dando erro na enquete em que eu fiz, então eu tive que reinicia-la então se vocês quiserem votar novamente ;)
Lhes espero na próxima fic.
Bjssssssssssss



Fabiola: E aqui está o último capítulo, espero que tenha gostado. No final deu tudo certo para todos não é? Muito obrigada por me acompanhar nessa fic e por comentar. Bjssss

Kika: Pois é, ainda não chegou o momento de matar o principal hahahaha, espero que tenha gostado. Muito obrigada por me acompanhar nessa fic e por comentar. Bjssss

sexta-feira, 23 de maio de 2014

24º Capitulo “Kiss Me” (penúltimo) – Entre o Céu o Inferno


Música Kiss Me do Ed Sheeran, sugestão da leitora Nathália


Quando acordei, estava em uma cama de hospital, não era o mesmo da última vez, esse parecia menor e mais simples, não havia nenhuma máquina segurando a mim, o que significava que, seja lá o que tinha acontecido comigo, não havia sido grave... Eu poderia até estar mesmo vivo, mas a visão do anjo ao meu lado, me dizia que eu estava no céu.
Demi estava encolhida junto a mim na cama, dormia calmamente, abraçava-se a mim com um dos braços, enquanto o outro servia de apoio e travesseiro, eu podia sentir sua respiração calma em meu pescoço, eu não sabia que ainda tinha como, mas eu estava me apaixonando ainda mais agora.
Com cuidado comecei a acariciar seu braço que circundava minha cintura, sua pele era tão macia e delicada, uma leve armadura para uma guerreira.
Depois de um tempinho, ela acordou em um susto, quase caiu da cama, agarrei-a para segura-la.
_ Joe! Meu Deus! Ainda bem que você acordou! – ela saiu da cama e ficou de pé a me tocava no rosto com desespero. _ Meu Deus, você não sabe o susto que me deu e como eu fiquei preocupada com você! – ela falava alto, para padrões de hospital, ela estava gritando.
_ Calma Demi, eu estou bem. – levantei-me para ficar sentado na cama, senti uma forte pontada nas costas, mas nada que me atrapalhasse. _ Foi só um... – bom, na verdade nem eu mesmo sei o que havia sido, foi tudo tão confuso... _ Um acidente?
_ É, um acidente horrível. – falou, podia ver o desespero em sua voz e em seu olhar. _ Um caminhão, entrou na contra mão, o motorista do ônibus tentou desviar, girou na pista, mas acabou batendo ainda assim... Muita gente morreu Joe. – ela estava com os olhos cheios de lágrimas. _ Eu tive tanto medo de te perder. – e lá estavam suas lágrimas, rolando quebrando e meu coração. – Levantei-me novamente, mas desta vez para ficar de pé. Novamente uma fincada na coluna me atingiu.
_ Eu estou aqui, eu estou bem. – toquei-a no rosto
_ Eu te amo Joe.
_ Eu te amo Demi.

(...)

Depois de um tempo, meus pais entraram no quarto, uma longa discussão surgiu daí. Novamente pediram para que eu desistisse desta bobagem e que voltasse para casa, e sim, ‘pediram’ no plural mesmo, aparentemente, após o acidente, meu pai resolveu que não iria me apoiar, nem ficar quieto diante da situação. Ambos agora eram visivelmente contra minha decisão e não pareciam estar dispostos a mudar tão cedo.
Era triste, tudo que eu queria era terminar aquela conversa com pelo menos um “Que você seja feliz com ela.” E não com um “Quando você se arrepender, não diga não lhe avisei.” Eu queria tanto que eles descem pelo menos uma oportunidade a ela, para pelo menos conhece-la, veriam o quão diferente ela é do que eles pensam. Demetria não é uma qualquer, ela é uma mulher, uma mulher digna de amor, amor do qual eu estou pronto para dá-la, com apoio dos meus pais ou não.

Se esse era o fim que tinha que ter, que seja. Apenas o tempo diria quem no final estaria certo, só espero que seja eu.

(...)

Os médicos logo me liberaram, disseram que não havia acontecido nada de grave comigo, que as dores eram apenas resultado de um impacto forte, mas que no mais eu estava completamente bem. Só me aconselharam a olhar um psicólogo para no caso de algum trauma psicológico. No mais eu poderia viver minha vida feliz, aproveitando a mulher maravilhosa que eu tenho ao meu lado (palavras do próprio médico).


_ Você não tem medo de que Jonathan apareça? – perguntei. Já estamos no apartamento dela, as malas já estavam prontas e alguns móveis, que resolvemos que valeria apena levar, estavam quase embalados, ainda teríamos que arranjar alguém para transporta-los até Utah, mas por agora isso era o de menos.
_ Não acredito que ele apareça mais, desde que o enfrentei ele se afastou e agora que parei de trabalhar na boate, duvido que irei vê-lo tão cedo.
_ Isso é bom.
_ Não quero que nada de mal aconteça a ele. – suspirou. _ Mas não dava mais para aguentar tudo aquilo.
_ Não é sua missão salva-lo Demi, só ele pode fazer isso por ele mesmo. – falei, me aproximando dela.
_ Eu sei que não é grandes coisas, mas eu vou sentir tanta falta daqui. – disse olhando em volta. _ Do apartamento, da Marissa, da lanchonete, de Las Vegas em si.
_ Você vai poder visitar aqui sempre, só melhorarmos um pouco nossas condições, não vai demorar muito para que isso aconteça.
_ É. – disse e desviou o olhar para baixo. Ela estava triste.
_ Você está desistindo? – pergunte.
_ Não, claro que não. – se apressou em responder. _ Eu só pensei que talvez nós pudéssemos ficar aqui. – disse tímida. _ Não há mais perigo a nossa volta...
_ Mas eu trabalho em Salt Lake, eu tenho uma carreira lá, eu não tenho duvidas de que em breve subirei de cargo... – vi-a desviar o olhar de novo.
_ Eu sei. – disse.
_ Demi. – peguei seu resto delicado e a fiz olhar para mim.
_ Desculpa Joe, você saiu da sua cidade, largou sua família, seria egoísta da minha parte que você saísse do seu trabalho só para eu ficar perto de uma amiga. – falou.
_ Não é para você ficar triste. – falei.
_ Eu estou feliz Joe. – disse e sorriu, seu sorriso parecia sincero, não forçado. _ Eu nunca fui tão feliz.


Nesses últimos meses eu havia sentido de tudo, da tristeza ao ódio, do ódio ao amor, do amor à verdade, a verdade do que era realmente se sentir livre, de se sentir no lugar certo, onde você realmente deve estar.
No olhar de Demi eu podia sentir a ‘casa’ que eu estava em busca, eu estou apaixonado, ela está apaixonada, nós estamos apaixonados.


Já era manhã do outro dia, o dia estava frio, não chovia, mas o céu estava nublado, um vento, fraco, mas constante dava a certeza de que estação do ano era o inverno. Estávamos no aeroporto, o resto do nosso dinheiro ficaria nas passagens e no transporte dos móveis. Gabriela dormia no colo da avó, que não parava de nina-la, enquanto estava sentada na cadeira de espera. Demi e eu estávamos perto das malas, de pé, abraçados um ao outro.

_ Acho que estamos pobres.
_ Não me importo, eu sempre fui pobre mesmo. – riu.
_ Que bom. Assim você não vai se importar muito se eu colocar uma divida no seu nome. – brinquei.
_ Se você prometer que não irá para uma boate de stripper e se apaixonar por alguém lá poucos dias antes do nosso casamento. – retornou.
_ Acho que vamos nos dar bem. – sorri.
_ Se você continuar a me manter aquecida em seu abraço, não tenho duvida de que seremos bem felizes.
_ Pois é para isso que eu estou aqui. – apertei-a mais ainda em meu abraço. _ Para te proteger.
_ E para que eu estou aqui? Para ser protegida? – perguntou.
_ Para ser minha dama, minha eterna dama.
_ Me parece muito bom.
_ Tem jeito de ficar ainda melhor.
_ Jura? Como?
_ Você recebendo um beijo, um beijo para uma mulher que é muito amada.
_ E quem disse que eu quero ser muito amada? – perguntou brincando.
_ Então me beije como se quisesse ser amada. – ela riu.
_ No fundo isso foi fofo. – disse. Sorri para ela, era como se a cada dia ela conseguisse ficar mais bonita. Ela estava feliz, não parecia ter peso nas costas, era como se o passado ruim tivesse sido arrancado da sua memoria, nada mais a acorrentava e a impedia de ser verdadeiramente feliz. Nada impedia que aquele lindo sorriso fosse mostrado.
_ Você quer amada. – falei. _ E você é amada.
_ Se é assim. – disse. _ Então me beije.

CONTINUA

Não postei de tarde, mas postei na sexta, então metade da minha promessa está comprida kkkk.
Como dá pra ver, aquela enquete, o vencedor foi “Joe ficar com a Demi” e assim será, também temos essa nova enquete, ela ainda está aberta para votação. No domingo postarei o último capítulo desta fic, nas considerações finais ela falarei mais sobre a próxima fic.
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjsss

Anônimo: kkk desculpa por te fazer chorar, espero que esse capítulo tenha lhe feito mais feliz ;) muito obrigada por comentar. Bjsss
Kika: Que bom, estou bem também, como podes ver ele não morreu e está mais vivo que nunca ;) Muito obrigada por comentar. Bjsss
Erii: Não precisa agradecer linda, seu casal favorito perdeu, mas espero que você goste do final ainda assim, Rachel ficará muito feliz e espero que isso compense :\ Muito obrigada. Bjsss
Fabiola: Fico feliz em saber que você lê minha fic, eu também nunca comento quando leio por celular, então está totalmente compreensivo. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Skull: Ola, fico feliz que tenha comentado. Confesso que também gosto de um drama, mas vai ter que ficar para a próxima, desta vez vou deixar um final feliz mesmo kkkk Agradeço por ter votado na enquete. Nunca cheguei a shippar niley, mas confesso que eu acho fofo os dois, apesar de hoje eu não achar que eles vão voltar; sobre nemi eu confesso que shippo muito, eles juntos são as coisinhas mais fofas do mundo kkkk sobre dilmer eu não gostava mais agora confesso que amo. Coitada da blanda kkkkk não tenho muita opinião sobre ela e o joe junta, nada contra, nada a favor, sem sofrimento kkkk muito obrigada por comentar. BJssss
Lulli: Espero que a espera tenha valido a pena. E então? Gostou do capítulo, espero que sim. Muito obrigada por comentar. Bjssss 

domingo, 18 de maio de 2014

23º Capítulo “Chuva de Novembro” (Antepenúltimo) – Entre o Céu e o Inferno


 


Esse Capítulo será em homenagem a Arthur Breno, já se passa uma semana desde sua morte. Os alunos do Ensino Médio do Colégio Pedro II sempre sentirão sua falta.


Música Chuva de Novembro do Projota, sugestão da leitora Thaah Lovatic

Joe’s POV

Parecia até miragem, mas não, estava claro, o nome da tela era realmente dela, Demi estava me ligando.
Sem pensar muito mais, atendi.
_ Demi?!
_ Oi Joe. – respondeu, com um suspiro.
_ Aconteceu alguma coisa? – perguntei.
_ Ah... Não, quer dizer... Sim... Na verdade, quase isso. – disse.
_ Isso não foi muito esclarecedor. – ri, pude sentir o nervosismo dela do outro lado, mas ela riu fraco também.
_ Eu sei, desculpe, eu vou explicar agora. – falou e sorriu fraco novamente. _ Desde aquela conversa que tivemos naquele parque, eu venho pensando muito, ao mesmo tempo em que você tinha seus problemas, eu tinha os meus, e nós não conseguíamos seguir em frente e nos assumir de verdade. Você começou a fazer tudo, a resolver seus problemas e eu continuava parada, só olhando, sem reagir. Mas não mais Joe, eu agi, eu resolvi meus problemas também... Agora só me resta uma pergunta: Depois de tudo isso, de toda essa espera, você ainda me aceita?


(...)

Se eu fosse avaliar minha vida nesses últimos meses, eu resumiria tudo como uma montanha-russa cheia de altos e baixos, e com um volta de ponta cabeça quase que inacreditável. A todo o momento era outra surpresa, mas nenhuma foi tão satisfatória como esta última. Messes de confusão agora seriam totalmente validos, pois o final feliz enfim chegaria.


Sentei-me com meus pais na mesa no café da manhã do dia seguinte, pensei em como começar a dizer tudo, mas não era medo que me fez parar para pensar, pois eu sabia que com eles me apoiando ou não, eu iria seguir minha vida com Demi, o que me fez parar para pensar foi que talvez, dependendo da maneira com que eu falasse, eles ficassem calmos, não houvesse brigas, que se fosse para ter uma despedida, que não fosse uma com sentimentos de raiva.

_ Mãe, pai. – comecei. _ Eu e Demetria vamos assumir nosso namoro, gostaria de saber se vou ter ou não a aprovação de vocês.
_ Noah, me passe a salada.
_ Mãe, eu não quero ser ignorado.
_ E eu quero minha salada. – disse, Noah olhou para mim como se esperasse por uma autorização, mas no final acabou entregando a vasilha com a salada.
_ Você pode prestar atenção em mim agora?
_ Quando você tiver algo de inteligente para falar, sim.
_ As coisas poderiam ser tão mais fáceis...
_ Concordo, você já poderia ter se casado e estar com a mulher que foi feita para você.
_ Até mesmo Rachel já se conformou, porque você não faz o mesmo?
_ Rachel não se conformou, aceitou porque te ama e quer seu bem.
_ Se você me amasse faria o mesmo.
_ Rachel vê o seu ‘bem’ de agora, eu vejo o seu ‘bem’ para o futuro e nele você não será feliz se continuar com essa ideia idiota. – minha mãe estava furiosa.
_ Pai? – ele não tinha se pronunciado até o momento, mas se ele dissesse ‘sim’, não havia nada que minha mãe pudesse fazer.
_ Ela não tem os mesmos costumes das pessoas de Lewis, e... E ela é uma mulher da vida, Joseph, não será aceita por aqui.
_ Então eu terei que ir embora. – conclui.
_ Não se precipite meu filho.
_ Eu já pensei bastante, pai.
_ Você vai voltar chorando e arrependido, e eu vou falar que te avisei.
_ Fico feliz em saber que vai me receber de volta, caso necessário. – falei.
_ Eu não concordo nem um pouco com sua escolha Joseph, mas eu sou sua mãe, e sempre será assim.

(...)

Fui para o trabalho normalmente, fiz todas as minhas funções como deveria ser feito, esperei até de desse meu horário de saída, e liguei para Rachel. Ela atendeu já no segundo toque.
_ Oi Joe.
_ Oi Rachel, já está pronta? – perguntei.
_ Prontíssima. – confirmou.

Saí da minha sala, fui para a de Nicholas.
_ Então cara? O combinado ainda está de pé, não esta?
_ Claro que está. Meu horário termina daqui a quinze minutos, rapidão chego em casa, mas fica tranquilo, não vai ter nenhuma stripper lá para você se apaixonar não tá?
_ Haha, engraçadinho.
_ Não vamos correr o risco né? – riu.
_ Vou te dar um livro de piadas, pra ver se eu consigo rir de alguma.
_ No fundo eu sei que achou graça. – falou.
_ Melhor eu ir mesmo, mas tarde nos vemos.
_ Você vai rir quando chegar no seu carro. – gritou ele, enquanto eu já partia para buscar Rachel em Lewis.


(...)


Acho que nunca fiz o caminho de trabalho- Lewis tão entusiasmado, eu ajudaria Rachel e logo estaria ao lado de Demetria também, eu, Demetria e Rachel construiríamos nossas vidas na capital, seriamos felizes, seguiríamos em frente.
Minhas coisas já estavam prontas, apenas entrei em casa para pegar minhas malas e me despedir.

_ Não se esqueça de nos visitar, sua mãe está chateada, mas ficará muito feliz se você não se esquecer de nós. – pediu meu pai.
_ prometo vir todo final de semana. – falei.
_ Irei cobrar. – me abraçou forte.

Noah observava tudo, não tinha demonstrado sua opinião sobre os acontecimentos, mas não iria mudar muito caso dissesse. Já minha mãe era claramente contra e se recusara a se despedir de mim.
_ Sabe Noah? Vou sentir falta da sua ‘anti-socialidade’ também.
_ Essa palavra não existe. – falou.
_ Também sentirei falta da sua ‘nerdisse’.
_ Essa também não existe. – disse.
_ Eu acho que não vou sentir tanta falta sua assim no final. – falei, ele riu.
_ Você é legal, espero que dê tudo certo para você lá na capital. – falou.
_ Obrigado maninho. Talvez eu sinta sua falta.
_ Eu sei que você vai sentir... – nos abraçamos.



_ Sua mãe sabe de alguma coisa? – perguntei. Rachel já tinha posto todas suas coisas no porta malas do carro, estávamos passando pela rodovia para chegarmos Salt Lake City.
_ Não, mas contei para Lara, vão ficar bem bravos, mas levando em consideração a condição dela, não irão brigar muito.
_ Bela tática.
_ Às vezes isso é necessário.
_ Quem diria que um dia nós estaríamos juntos fugindo de Lewis...
_ Eu gosto mais disso do que viver lá o resto da minha vida, eu preciso de algo novo, e é em Salt Lake City que eu acharei.
_ Eu não tenho duvidas disso.
_ E você e Demi, para onde irão?
_ Hoje irei de ônibus para Las Vegas, passarei um dia lá e depois iremos todos para Salt Lake, Nicholas já arranjou um apartamento para nós por lá. Será no prédio dele mesmo.
_ Então iremos morar todos juntos.
_ Acho que é assim que deveria ser não é?
_ Sem duvidas.

(...)

Quando deu nove da noite cheguei à rodoviária, o ônibus já estava prestes a partir, não havia muitos passageiros e sentei-me sozinho, a viagem seria de sete horas, no céu não havia nenhuma estrela.
Não tinha nem meia hora que a viagem tinha começado, e uma chuva fraca, mas, consistente começou.
Depois de duas horas de viagem tivemos a primeira parada, comprei uma bolacha, um salgadinho e refrigerante, comi o salgado e tomei metade do refri, deixei a bolacha para mais tarde, caso eu tenha fome dentro do ônibus.
 O ônibus parte novamente e começo a tentar dormir. Dou uns cochilos, mas acordo toda hora, o vidro tá embaçado, e a chuva do lado de fora parece aumentar, ainda consigo ver um pouco dos contornos das montanhas lá fora, mas nada muito nítido. Viro para o outro lado e tento dormir novamente.
Quando acordo novamente, penso que já estamos quase chegando, mas quando olho para o relógio, apenas se passaram quatro horas que saímos da rodoviária de Salt Lake.
Penso em como os dias sem ver Demi são cruéis, se eu tivesse mais dinheiro guardado teria comprado uma passagem de avião e nessa hora já estaria lá, abraçado a ela, mas com o aluguel do apartamento novo, tudo o que eu tinha foi gasto, quando eu voltasse teria que me virar com o pouquinho do que sobrou do meu último salario para mobiliar tudo.

Ligo para o celular de Demi, torcendo para que ela ainda esteja em casa. Espero que ela atenda, mas cai na caixa postal, deixo uma mensagem:
_ Oi amor, já estou indo, vou chegar aí às quatro da manhã, tem como você me esperar na rodoviária? Te amo muito viu? Nós vamos ser muito felizes.

Uma da manhã, e todos já dormiam, o silêncio no ônibus só me fez pensar mais em Demi, em como seria nosso reencontro...  Acabo dormindo novamente.  
Acordo novamente no susto, com uma virada brusca do ônibus. Escuto pessoas gritando, o ônibus não para de girar, sinto meu celular no bolso vibrando, eu sei que é Demetria. Barulho de chuva, pneu, escuridão. Por impulso aperto uma tecla em meu celular, sinto a chuva no meu rosto, sinto uma dor imensa em meu corpo, fecho meus olhos, não sei se estou dentro ou fora do ônibus, nem mesmo sei se ainda há ônibus, mas no fundo eu escuto uma voz baixinha que reconheço. Ela me deixou uma mensagem de voz.
_ Oi Joe, meu amor, eu vou para a rodoviária assim que sair da boate, devo atrasar uns minutinhos, mas eu vou te encontrar viu? Eu sei que nós seremos muito felizes, beijos... Ah é, só mais um coisa, toma cuidado, há muitos acidentes na estrada por causa das chuvas de Novembro.

CONTINUA

Confesso que já escrevi bastante capítulos tristes, mas esse foi o único que realmente me fez chorar no processo, mas também, a música sozinha já faz querer chorar, ficar escutando ela para tirar inspiração e não chorar nem Chuck Norris consegue.
O próximo capítulo será só na sexta.
 Bjsss


Kika: Oi kika, como está, então como está? E então, gostou do capítulo? Espero que sim. Muito obrigada por comentar. Bjssss