sexta-feira, 23 de maio de 2014

24º Capitulo “Kiss Me” (penúltimo) – Entre o Céu o Inferno


Música Kiss Me do Ed Sheeran, sugestão da leitora Nathália


Quando acordei, estava em uma cama de hospital, não era o mesmo da última vez, esse parecia menor e mais simples, não havia nenhuma máquina segurando a mim, o que significava que, seja lá o que tinha acontecido comigo, não havia sido grave... Eu poderia até estar mesmo vivo, mas a visão do anjo ao meu lado, me dizia que eu estava no céu.
Demi estava encolhida junto a mim na cama, dormia calmamente, abraçava-se a mim com um dos braços, enquanto o outro servia de apoio e travesseiro, eu podia sentir sua respiração calma em meu pescoço, eu não sabia que ainda tinha como, mas eu estava me apaixonando ainda mais agora.
Com cuidado comecei a acariciar seu braço que circundava minha cintura, sua pele era tão macia e delicada, uma leve armadura para uma guerreira.
Depois de um tempinho, ela acordou em um susto, quase caiu da cama, agarrei-a para segura-la.
_ Joe! Meu Deus! Ainda bem que você acordou! – ela saiu da cama e ficou de pé a me tocava no rosto com desespero. _ Meu Deus, você não sabe o susto que me deu e como eu fiquei preocupada com você! – ela falava alto, para padrões de hospital, ela estava gritando.
_ Calma Demi, eu estou bem. – levantei-me para ficar sentado na cama, senti uma forte pontada nas costas, mas nada que me atrapalhasse. _ Foi só um... – bom, na verdade nem eu mesmo sei o que havia sido, foi tudo tão confuso... _ Um acidente?
_ É, um acidente horrível. – falou, podia ver o desespero em sua voz e em seu olhar. _ Um caminhão, entrou na contra mão, o motorista do ônibus tentou desviar, girou na pista, mas acabou batendo ainda assim... Muita gente morreu Joe. – ela estava com os olhos cheios de lágrimas. _ Eu tive tanto medo de te perder. – e lá estavam suas lágrimas, rolando quebrando e meu coração. – Levantei-me novamente, mas desta vez para ficar de pé. Novamente uma fincada na coluna me atingiu.
_ Eu estou aqui, eu estou bem. – toquei-a no rosto
_ Eu te amo Joe.
_ Eu te amo Demi.

(...)

Depois de um tempo, meus pais entraram no quarto, uma longa discussão surgiu daí. Novamente pediram para que eu desistisse desta bobagem e que voltasse para casa, e sim, ‘pediram’ no plural mesmo, aparentemente, após o acidente, meu pai resolveu que não iria me apoiar, nem ficar quieto diante da situação. Ambos agora eram visivelmente contra minha decisão e não pareciam estar dispostos a mudar tão cedo.
Era triste, tudo que eu queria era terminar aquela conversa com pelo menos um “Que você seja feliz com ela.” E não com um “Quando você se arrepender, não diga não lhe avisei.” Eu queria tanto que eles descem pelo menos uma oportunidade a ela, para pelo menos conhece-la, veriam o quão diferente ela é do que eles pensam. Demetria não é uma qualquer, ela é uma mulher, uma mulher digna de amor, amor do qual eu estou pronto para dá-la, com apoio dos meus pais ou não.

Se esse era o fim que tinha que ter, que seja. Apenas o tempo diria quem no final estaria certo, só espero que seja eu.

(...)

Os médicos logo me liberaram, disseram que não havia acontecido nada de grave comigo, que as dores eram apenas resultado de um impacto forte, mas que no mais eu estava completamente bem. Só me aconselharam a olhar um psicólogo para no caso de algum trauma psicológico. No mais eu poderia viver minha vida feliz, aproveitando a mulher maravilhosa que eu tenho ao meu lado (palavras do próprio médico).


_ Você não tem medo de que Jonathan apareça? – perguntei. Já estamos no apartamento dela, as malas já estavam prontas e alguns móveis, que resolvemos que valeria apena levar, estavam quase embalados, ainda teríamos que arranjar alguém para transporta-los até Utah, mas por agora isso era o de menos.
_ Não acredito que ele apareça mais, desde que o enfrentei ele se afastou e agora que parei de trabalhar na boate, duvido que irei vê-lo tão cedo.
_ Isso é bom.
_ Não quero que nada de mal aconteça a ele. – suspirou. _ Mas não dava mais para aguentar tudo aquilo.
_ Não é sua missão salva-lo Demi, só ele pode fazer isso por ele mesmo. – falei, me aproximando dela.
_ Eu sei que não é grandes coisas, mas eu vou sentir tanta falta daqui. – disse olhando em volta. _ Do apartamento, da Marissa, da lanchonete, de Las Vegas em si.
_ Você vai poder visitar aqui sempre, só melhorarmos um pouco nossas condições, não vai demorar muito para que isso aconteça.
_ É. – disse e desviou o olhar para baixo. Ela estava triste.
_ Você está desistindo? – pergunte.
_ Não, claro que não. – se apressou em responder. _ Eu só pensei que talvez nós pudéssemos ficar aqui. – disse tímida. _ Não há mais perigo a nossa volta...
_ Mas eu trabalho em Salt Lake, eu tenho uma carreira lá, eu não tenho duvidas de que em breve subirei de cargo... – vi-a desviar o olhar de novo.
_ Eu sei. – disse.
_ Demi. – peguei seu resto delicado e a fiz olhar para mim.
_ Desculpa Joe, você saiu da sua cidade, largou sua família, seria egoísta da minha parte que você saísse do seu trabalho só para eu ficar perto de uma amiga. – falou.
_ Não é para você ficar triste. – falei.
_ Eu estou feliz Joe. – disse e sorriu, seu sorriso parecia sincero, não forçado. _ Eu nunca fui tão feliz.


Nesses últimos meses eu havia sentido de tudo, da tristeza ao ódio, do ódio ao amor, do amor à verdade, a verdade do que era realmente se sentir livre, de se sentir no lugar certo, onde você realmente deve estar.
No olhar de Demi eu podia sentir a ‘casa’ que eu estava em busca, eu estou apaixonado, ela está apaixonada, nós estamos apaixonados.


Já era manhã do outro dia, o dia estava frio, não chovia, mas o céu estava nublado, um vento, fraco, mas constante dava a certeza de que estação do ano era o inverno. Estávamos no aeroporto, o resto do nosso dinheiro ficaria nas passagens e no transporte dos móveis. Gabriela dormia no colo da avó, que não parava de nina-la, enquanto estava sentada na cadeira de espera. Demi e eu estávamos perto das malas, de pé, abraçados um ao outro.

_ Acho que estamos pobres.
_ Não me importo, eu sempre fui pobre mesmo. – riu.
_ Que bom. Assim você não vai se importar muito se eu colocar uma divida no seu nome. – brinquei.
_ Se você prometer que não irá para uma boate de stripper e se apaixonar por alguém lá poucos dias antes do nosso casamento. – retornou.
_ Acho que vamos nos dar bem. – sorri.
_ Se você continuar a me manter aquecida em seu abraço, não tenho duvida de que seremos bem felizes.
_ Pois é para isso que eu estou aqui. – apertei-a mais ainda em meu abraço. _ Para te proteger.
_ E para que eu estou aqui? Para ser protegida? – perguntou.
_ Para ser minha dama, minha eterna dama.
_ Me parece muito bom.
_ Tem jeito de ficar ainda melhor.
_ Jura? Como?
_ Você recebendo um beijo, um beijo para uma mulher que é muito amada.
_ E quem disse que eu quero ser muito amada? – perguntou brincando.
_ Então me beije como se quisesse ser amada. – ela riu.
_ No fundo isso foi fofo. – disse. Sorri para ela, era como se a cada dia ela conseguisse ficar mais bonita. Ela estava feliz, não parecia ter peso nas costas, era como se o passado ruim tivesse sido arrancado da sua memoria, nada mais a acorrentava e a impedia de ser verdadeiramente feliz. Nada impedia que aquele lindo sorriso fosse mostrado.
_ Você quer amada. – falei. _ E você é amada.
_ Se é assim. – disse. _ Então me beije.

CONTINUA

Não postei de tarde, mas postei na sexta, então metade da minha promessa está comprida kkkk.
Como dá pra ver, aquela enquete, o vencedor foi “Joe ficar com a Demi” e assim será, também temos essa nova enquete, ela ainda está aberta para votação. No domingo postarei o último capítulo desta fic, nas considerações finais ela falarei mais sobre a próxima fic.
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjsss

Anônimo: kkk desculpa por te fazer chorar, espero que esse capítulo tenha lhe feito mais feliz ;) muito obrigada por comentar. Bjsss
Kika: Que bom, estou bem também, como podes ver ele não morreu e está mais vivo que nunca ;) Muito obrigada por comentar. Bjsss
Erii: Não precisa agradecer linda, seu casal favorito perdeu, mas espero que você goste do final ainda assim, Rachel ficará muito feliz e espero que isso compense :\ Muito obrigada. Bjsss
Fabiola: Fico feliz em saber que você lê minha fic, eu também nunca comento quando leio por celular, então está totalmente compreensivo. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Skull: Ola, fico feliz que tenha comentado. Confesso que também gosto de um drama, mas vai ter que ficar para a próxima, desta vez vou deixar um final feliz mesmo kkkk Agradeço por ter votado na enquete. Nunca cheguei a shippar niley, mas confesso que eu acho fofo os dois, apesar de hoje eu não achar que eles vão voltar; sobre nemi eu confesso que shippo muito, eles juntos são as coisinhas mais fofas do mundo kkkk sobre dilmer eu não gostava mais agora confesso que amo. Coitada da blanda kkkkk não tenho muita opinião sobre ela e o joe junta, nada contra, nada a favor, sem sofrimento kkkk muito obrigada por comentar. BJssss
Lulli: Espero que a espera tenha valido a pena. E então? Gostou do capítulo, espero que sim. Muito obrigada por comentar. Bjssss 

domingo, 18 de maio de 2014

23º Capítulo “Chuva de Novembro” (Antepenúltimo) – Entre o Céu e o Inferno


 


Esse Capítulo será em homenagem a Arthur Breno, já se passa uma semana desde sua morte. Os alunos do Ensino Médio do Colégio Pedro II sempre sentirão sua falta.


Música Chuva de Novembro do Projota, sugestão da leitora Thaah Lovatic

Joe’s POV

Parecia até miragem, mas não, estava claro, o nome da tela era realmente dela, Demi estava me ligando.
Sem pensar muito mais, atendi.
_ Demi?!
_ Oi Joe. – respondeu, com um suspiro.
_ Aconteceu alguma coisa? – perguntei.
_ Ah... Não, quer dizer... Sim... Na verdade, quase isso. – disse.
_ Isso não foi muito esclarecedor. – ri, pude sentir o nervosismo dela do outro lado, mas ela riu fraco também.
_ Eu sei, desculpe, eu vou explicar agora. – falou e sorriu fraco novamente. _ Desde aquela conversa que tivemos naquele parque, eu venho pensando muito, ao mesmo tempo em que você tinha seus problemas, eu tinha os meus, e nós não conseguíamos seguir em frente e nos assumir de verdade. Você começou a fazer tudo, a resolver seus problemas e eu continuava parada, só olhando, sem reagir. Mas não mais Joe, eu agi, eu resolvi meus problemas também... Agora só me resta uma pergunta: Depois de tudo isso, de toda essa espera, você ainda me aceita?


(...)

Se eu fosse avaliar minha vida nesses últimos meses, eu resumiria tudo como uma montanha-russa cheia de altos e baixos, e com um volta de ponta cabeça quase que inacreditável. A todo o momento era outra surpresa, mas nenhuma foi tão satisfatória como esta última. Messes de confusão agora seriam totalmente validos, pois o final feliz enfim chegaria.


Sentei-me com meus pais na mesa no café da manhã do dia seguinte, pensei em como começar a dizer tudo, mas não era medo que me fez parar para pensar, pois eu sabia que com eles me apoiando ou não, eu iria seguir minha vida com Demi, o que me fez parar para pensar foi que talvez, dependendo da maneira com que eu falasse, eles ficassem calmos, não houvesse brigas, que se fosse para ter uma despedida, que não fosse uma com sentimentos de raiva.

_ Mãe, pai. – comecei. _ Eu e Demetria vamos assumir nosso namoro, gostaria de saber se vou ter ou não a aprovação de vocês.
_ Noah, me passe a salada.
_ Mãe, eu não quero ser ignorado.
_ E eu quero minha salada. – disse, Noah olhou para mim como se esperasse por uma autorização, mas no final acabou entregando a vasilha com a salada.
_ Você pode prestar atenção em mim agora?
_ Quando você tiver algo de inteligente para falar, sim.
_ As coisas poderiam ser tão mais fáceis...
_ Concordo, você já poderia ter se casado e estar com a mulher que foi feita para você.
_ Até mesmo Rachel já se conformou, porque você não faz o mesmo?
_ Rachel não se conformou, aceitou porque te ama e quer seu bem.
_ Se você me amasse faria o mesmo.
_ Rachel vê o seu ‘bem’ de agora, eu vejo o seu ‘bem’ para o futuro e nele você não será feliz se continuar com essa ideia idiota. – minha mãe estava furiosa.
_ Pai? – ele não tinha se pronunciado até o momento, mas se ele dissesse ‘sim’, não havia nada que minha mãe pudesse fazer.
_ Ela não tem os mesmos costumes das pessoas de Lewis, e... E ela é uma mulher da vida, Joseph, não será aceita por aqui.
_ Então eu terei que ir embora. – conclui.
_ Não se precipite meu filho.
_ Eu já pensei bastante, pai.
_ Você vai voltar chorando e arrependido, e eu vou falar que te avisei.
_ Fico feliz em saber que vai me receber de volta, caso necessário. – falei.
_ Eu não concordo nem um pouco com sua escolha Joseph, mas eu sou sua mãe, e sempre será assim.

(...)

Fui para o trabalho normalmente, fiz todas as minhas funções como deveria ser feito, esperei até de desse meu horário de saída, e liguei para Rachel. Ela atendeu já no segundo toque.
_ Oi Joe.
_ Oi Rachel, já está pronta? – perguntei.
_ Prontíssima. – confirmou.

Saí da minha sala, fui para a de Nicholas.
_ Então cara? O combinado ainda está de pé, não esta?
_ Claro que está. Meu horário termina daqui a quinze minutos, rapidão chego em casa, mas fica tranquilo, não vai ter nenhuma stripper lá para você se apaixonar não tá?
_ Haha, engraçadinho.
_ Não vamos correr o risco né? – riu.
_ Vou te dar um livro de piadas, pra ver se eu consigo rir de alguma.
_ No fundo eu sei que achou graça. – falou.
_ Melhor eu ir mesmo, mas tarde nos vemos.
_ Você vai rir quando chegar no seu carro. – gritou ele, enquanto eu já partia para buscar Rachel em Lewis.


(...)


Acho que nunca fiz o caminho de trabalho- Lewis tão entusiasmado, eu ajudaria Rachel e logo estaria ao lado de Demetria também, eu, Demetria e Rachel construiríamos nossas vidas na capital, seriamos felizes, seguiríamos em frente.
Minhas coisas já estavam prontas, apenas entrei em casa para pegar minhas malas e me despedir.

_ Não se esqueça de nos visitar, sua mãe está chateada, mas ficará muito feliz se você não se esquecer de nós. – pediu meu pai.
_ prometo vir todo final de semana. – falei.
_ Irei cobrar. – me abraçou forte.

Noah observava tudo, não tinha demonstrado sua opinião sobre os acontecimentos, mas não iria mudar muito caso dissesse. Já minha mãe era claramente contra e se recusara a se despedir de mim.
_ Sabe Noah? Vou sentir falta da sua ‘anti-socialidade’ também.
_ Essa palavra não existe. – falou.
_ Também sentirei falta da sua ‘nerdisse’.
_ Essa também não existe. – disse.
_ Eu acho que não vou sentir tanta falta sua assim no final. – falei, ele riu.
_ Você é legal, espero que dê tudo certo para você lá na capital. – falou.
_ Obrigado maninho. Talvez eu sinta sua falta.
_ Eu sei que você vai sentir... – nos abraçamos.



_ Sua mãe sabe de alguma coisa? – perguntei. Rachel já tinha posto todas suas coisas no porta malas do carro, estávamos passando pela rodovia para chegarmos Salt Lake City.
_ Não, mas contei para Lara, vão ficar bem bravos, mas levando em consideração a condição dela, não irão brigar muito.
_ Bela tática.
_ Às vezes isso é necessário.
_ Quem diria que um dia nós estaríamos juntos fugindo de Lewis...
_ Eu gosto mais disso do que viver lá o resto da minha vida, eu preciso de algo novo, e é em Salt Lake City que eu acharei.
_ Eu não tenho duvidas disso.
_ E você e Demi, para onde irão?
_ Hoje irei de ônibus para Las Vegas, passarei um dia lá e depois iremos todos para Salt Lake, Nicholas já arranjou um apartamento para nós por lá. Será no prédio dele mesmo.
_ Então iremos morar todos juntos.
_ Acho que é assim que deveria ser não é?
_ Sem duvidas.

(...)

Quando deu nove da noite cheguei à rodoviária, o ônibus já estava prestes a partir, não havia muitos passageiros e sentei-me sozinho, a viagem seria de sete horas, no céu não havia nenhuma estrela.
Não tinha nem meia hora que a viagem tinha começado, e uma chuva fraca, mas, consistente começou.
Depois de duas horas de viagem tivemos a primeira parada, comprei uma bolacha, um salgadinho e refrigerante, comi o salgado e tomei metade do refri, deixei a bolacha para mais tarde, caso eu tenha fome dentro do ônibus.
 O ônibus parte novamente e começo a tentar dormir. Dou uns cochilos, mas acordo toda hora, o vidro tá embaçado, e a chuva do lado de fora parece aumentar, ainda consigo ver um pouco dos contornos das montanhas lá fora, mas nada muito nítido. Viro para o outro lado e tento dormir novamente.
Quando acordo novamente, penso que já estamos quase chegando, mas quando olho para o relógio, apenas se passaram quatro horas que saímos da rodoviária de Salt Lake.
Penso em como os dias sem ver Demi são cruéis, se eu tivesse mais dinheiro guardado teria comprado uma passagem de avião e nessa hora já estaria lá, abraçado a ela, mas com o aluguel do apartamento novo, tudo o que eu tinha foi gasto, quando eu voltasse teria que me virar com o pouquinho do que sobrou do meu último salario para mobiliar tudo.

Ligo para o celular de Demi, torcendo para que ela ainda esteja em casa. Espero que ela atenda, mas cai na caixa postal, deixo uma mensagem:
_ Oi amor, já estou indo, vou chegar aí às quatro da manhã, tem como você me esperar na rodoviária? Te amo muito viu? Nós vamos ser muito felizes.

Uma da manhã, e todos já dormiam, o silêncio no ônibus só me fez pensar mais em Demi, em como seria nosso reencontro...  Acabo dormindo novamente.  
Acordo novamente no susto, com uma virada brusca do ônibus. Escuto pessoas gritando, o ônibus não para de girar, sinto meu celular no bolso vibrando, eu sei que é Demetria. Barulho de chuva, pneu, escuridão. Por impulso aperto uma tecla em meu celular, sinto a chuva no meu rosto, sinto uma dor imensa em meu corpo, fecho meus olhos, não sei se estou dentro ou fora do ônibus, nem mesmo sei se ainda há ônibus, mas no fundo eu escuto uma voz baixinha que reconheço. Ela me deixou uma mensagem de voz.
_ Oi Joe, meu amor, eu vou para a rodoviária assim que sair da boate, devo atrasar uns minutinhos, mas eu vou te encontrar viu? Eu sei que nós seremos muito felizes, beijos... Ah é, só mais um coisa, toma cuidado, há muitos acidentes na estrada por causa das chuvas de Novembro.

CONTINUA

Confesso que já escrevi bastante capítulos tristes, mas esse foi o único que realmente me fez chorar no processo, mas também, a música sozinha já faz querer chorar, ficar escutando ela para tirar inspiração e não chorar nem Chuck Norris consegue.
O próximo capítulo será só na sexta.
 Bjsss


Kika: Oi kika, como está, então como está? E então, gostou do capítulo? Espero que sim. Muito obrigada por comentar. Bjssss 

sábado, 17 de maio de 2014

22º Capítulo “Let Me Go” – Entre o Céu e o Inferno



Parabéns a leitora Erii que está fazendo aniversario hoje

Música Let Me Go da Avril Lavigne e Chad Kroeger, sugestão da leitora Diana

Demi’s POV

O que dizer quando o único homem, que não seja seu pai, que te amou verdadeiramente na vida diz que não pode viver sem ti?
Joe sabe como enfraquecer todas as minhas barreiras, ninguém mais faz isso igual a ele, e era claro que naquele momento a única coisa que eu queria era me jogar em seus braços e dizer que eu era dele, que nos daríamos outra oportunidade, e que desta vez tudo daria certo.
Mas eu estaria sendo junta com ele?
Joe, assim como eu, tem seus problemas, e o nosso relacionamento é 100% delas, mas ainda assim, com uma coragem que eu não sabia que ele tinha, ele conseguiu se decidir e seguir em frente. Ele estava pronto para mim, inteiramente pronto, só bastava eu dizer sim.
Joe não é nem 1% dos meus problemas, com uma mãe doente que faz tratamento com remédios caros, um ex-namorado possessivo e perigoso que passa grande parte do seu tempo na porta de onde eu vivo, só para irritar e intimidar... Largar tudo seria algo muito complicado, muito mais do que foi para Joe...
Amaldiçoou o dia que conheci a Joe, mesmo tenho sido o melhor acontecimento em minha vida depois de tempos de tristeza.

(...)

_ Por favor, me diga alguma coisa. – insistiu Joe, eu tentava não olhar pra ele, eu sabia que se o olhasse me entregaria e eu sei que se me entregasse naquele momento, novamente iriamos dar errado. Ele tinha aberto as portas para que pudéssemos viver nossa vida sem problemas e para que pudéssemos ser um casal de verdade. Agora era minha vez de fazer o mesmo.
_ Me dê um tempo. – falei, da maneira mais decidida que eu consegui.
_ Demi...
_ Não, Joe. – interrompi. _ Eu sei que você quer minha resposta agora e que eu já te fiz esperar muito, mas eu preciso disso. É o melhor que eu tenho para te oferecer.
_ Olhe para mim. – pediu. Hesitei, mas olhei-o. _ Não é isso que você quer dizer.
_ Não é. – confirmei. _ Mas é necessário.
_ Não, não precisamos esperar mais. – insistiu. Em resposta apenas me levantei do balanço.
_ Vamos. – falei de pé. _ Prometemos que não iriamos demorar. – falei. Vi a decepção nos olhos de Joe, eu odiava estar fazendo isso, mas se eu não fizesse seria bem pior, era necessário desatar os nós para que eu pudesse finalmente me libertar.


(...)


Para os padrões de Lewis, aquela festa provavelmente estava sendo ótima, mas para mim, nascida na cidade do brilho, não poderia ser uma festa mais fracassada. O fato da mãe de Joe não parar de me olhar com ódio e de eu não conhecer muita gente ali não ajudou muito.
Joe tentou se aproximar, mas me senti na obrigação de afasta-lo, não só por mim, mas também por ele, senti que a mãe dele não se controlaria muito se a ‘provocássemos’ como estávamos fazendo. Rachel tentou me introduzir para alguns conhecidos, mas depois de muita conversa, da qual eu nunca sabia sobre quem era o alvo da fofoca ou de qual versículo da bíblia tal frase tinha sido tirada, eu percebi que aquele não era meu mundo. No final Rachel ficou comigo por todo o tempo.
 Não tínhamos tanto assunto, na maior parte do tempo ficamos caladas, olhando para todos se divertindo a nossa volta, mas ainda assim a sua companhia era agradável, nunca pensei que depois do que eu tinha lhe feito ela iria me tratar com tanto respeito assim. Era como se ela ignorasse tudo o que tivesse acontecido, éramos novamente somente primas, eu não era a culpada pelo fracasso do seu casamento.

Já era sete da noite quando decidi ir embora.
_ Tem certeza? – perguntou Rachel. _ Você pode dormir aqui se quiser.
_ Não, amanhã terei que trabalhar cedo. – sorri.
_ Não vai querer se despedir de Joe? – perguntou. Hesitei.
_ Acho que ele deve estar chateado comigo. – falei, pensando em como ele ficou quando pedi para ele parar de falar comigo durante a festa.
_ Vocês são mais complicados do que eu esperava.
_ Tudo na minha vida parece ser assim.
_ Não se sinta mal por isso, na minha vida tudo sempre foi bem simples, e isso é um tédio.
_ Fugir não vai fazer as coisas ficarem melhor.
_ Mudar às vezes é necessário. – disse.
_ Sei que pode parecer irônico eu falar isso, minha vida é uma completa bagunça, mas se você precisar de mim, você sabe como me encontrar. – Rachel sorriu e me abraçou forte.
_ Direi a Joe que você o ama, mas que não o achamos para você se despedir.
_ Me parece uma boa ideia. – sorri.
_ Volte logo. – falou.
_ Voltarei. – prometi antes de partir. Mas eu não sabia se conseguiria cumprir aquela promessa.


(...)

Chegar em casa era ao mesmo tempo triste e reconfortante.
Triste porque aquele lugar era cheio de más lembranças, todos os erros que eu cometi, tudo de ruim que já fizeram estavam guardadas naquelas paredes mofadas. Mas reconfortante, afinal de contas, aquela é minha casa, onde eu tenho minha família, onde eu vivo.

Entrei com cuidado, não querendo acordar ninguém, Gabriela e minha mãe dormiam juntas, o que me deixou com a cama toda livre para mim.
Não demoraria muito para que eu tivesse que acordar novamente para ir trabalhar, apesar de não ter feito nada eu podia sentir o cansaço do meu corpo, mas eu não conseguia dormir, queria que o dia passasse rápido, queria resolver tudo o mais rápido possível.

A ansiedade ainda tomava conta do meu corpo quando olhei para o relógio e vi que já era hora de acordar. Eu podia sentir meu corpo querendo ceder, mas minha mente – a mil por hora. – não queria descanso.
Quando entrei na cozinha, minha mãe já estava lá, sozinha.
_ Bom dia, mãe. – dei-lhe a um beijo na testa. _ Já de acordada... – falei, minha mãe não tinha muito para fazer em casa, não é uma apartamento grande e arruma-lo não é complicado, e se Gabriela esta dormindo e eu fora de casa ela fica sem ter o que fazer, se eu fosse ela aproveitaria a cama o máximo possível...
_ Bom dia minha filha. – falou. _ Fiz chá, o dia está meio nublado hoje. – falou.
_ Obrigada. – respondi assim que ela me entregou a xicara que estava quase transbordando de chá.
_ Como foi em Lewis? – perguntou. Recostei-me na prede da cozinha, assoprando um pouco o chá para que eu pudesse tomar e minha mãe se recostou perto do fogão, fazendo o mesmo.
_ Foi legal, perguntaram sobre você. – falei, ela sorriu, era tão bom ver seu sorriso, mas tão doloroso ao ver como tudo tinha mudado desde que ela adoecera, ela parecia ter envelhecido tanto no processo do tratamento...
_ Você viu o Joe? – perguntou.
_ Vi. – eu sabia que ela queria que eu continuasse a falar, mas eu não queria.
_ O fato da Rachel não ter contado nada para ninguém, como ela tinha prometido na ligação, ajudou muito não é?
_ Sim.
_ Rachel é uma boa moça. Não merecia isso. – falou.
_ Eu sei mãe.
_ Eu sei que você sabe, você não é uma menina ruim. Eu te conheço muito bem. Fui eu que te criei caso não se lembre. – falou.  
_ E você me deixa esquecer? – perguntei brincando, ela riu e eu acabei rindo junto. _ Sabe... Acho que seria um bom momento para um conselho de mãe.
_ Ah minha queria. – deixou a xicara na pia, e veio até a mim, tocou em meu rosto carinhosamente. _ Eu vou lhe dever essa. Mas, caso você faça besteira. – riu fraco. _ Eu vou estar aqui para te consolar. – falou.
_ Eu só te dou problema né? – perguntei sem jeito.
_ E para quê servem os filhos afinal? – riu.
_ Mãe. – reclamei.
_ Brincadeira filha. Você é meu orgulho, você é uma mulher forte, que se meteu em confusões, mas que nunca desistiu e que faz tudo por mim e pela filha, eu não sei o seu futuro, mas você merece o melhor deles.
_ Eu te amo mãe. – abracei-a.


(...)

Cheguei à lanchonete em cima da hora. O horário da manhã é bem tranquilo e não tinha nenhum cliente por lá, coloquei meu uniforme, guardei minha bolça e fui para o balcão. O horário de Marissa só começava daqui á quatro horas e o movimento fraco me fez ficar com um tédio incrível, limpava o balcão – mesmo ele já estando mais que limpo. – olhava se as mesas estavam limpas e prontas, se todos os cardápios estavam no lugar... Até que o movimento começou, fraco, mas suficiente para me distrair com outras coisas.
Quando Marissa chegou o movimento já estava maior e mal pudemos conversar.
No horário de almoço a lanchonete encheu mais ainda, se engana quem pensa que o fato do lugar não vender almoço é desvantagem... Mas em compensação assim que o horário de almoço acaba, tudo fica tão parado e tedioso quanto de manhã.

_ E você acha que vai dar certo? – perguntou Marissa, acabávamos de limpar todas as mesas e passar os talheres para a cozinha, onde a lavadeira iria deixar tudo limpo novamente.
_ Eu tenho que tentar. – falei.
_ Eu vou sentir sua falta. – meu coração se partiu em dois. Marissa era minha melhor amiga desde sempre, sem ela eu não teria conseguido nem metade do que eu tenho, tudo bem que não é muito, mas é o suficiente para que eu sustente minha família, ela sempre foi uma pessoa que eu podia confiar e que me protegia como uma irmã mais velha.
_ Isso não vai ser pra sempre. – falei.
_ Espero que não seja mesmo.


(...)

O sol ainda estava firme e forte no céu quando saí da lanchonete, mandei uma mensagem para Jonathan, e assim como especificado na mensagem, ele me esperava na porta da lanchonete.
_ Oi minha Demetria. – disse vindo me abraçar, afastei-me.
_ Nem comece.
_ Pensei que você também estava sentindo minha falta. – tentou se aproximar novamente, e eu me afastei como da primeira vez. – afinal foi você que me chamou.
_ Eu quero conversar com você. – falei séria. _ Mas não tente nada mais.
_ Conversar sobre o que? Sobre aquele estranho que você tá pegando?
_ Indiretamente, sim. – respondi.
_ Af Demetria, se eu soubesse não tinha perdido meu tempo vindo aqui. – fez menção de sair.
_ Você me deve essa, Jonathan. – ele se virou para mim, parecia ofendido.
_ Eu não te devo nada.
_ Se você está vivo é graças a mim.
_ Se eu estou fodido é por sua culpa. – acusou. _ Você acha que eu fujo dele porque? Foi porque eu tentei largar tudo para ser um bom pai para nossa filha.
_ Não tente mentir para mim, você foge dele porque você tem dividas com ele. Se drogou até não poder mais e agora foge como um ratinho. E eu estou lá, toda noite pagando ele para você. E o que eu recebo de volta? Você me atormentando a vida!
_ Você faz isso porque me ama.
_ Um dia eu já te amei, você costumava significar tudo para mim, mas agora você não significa nada, tudo o que você me remete é apenas a dor e arrependimento.
_ Eu ainda te amo. – falou.
_ Oh, Jonathan, por favor me poupe.
_ Mas é a verdade.
_ Não há mais nada que você possa dizer, já é tarde demais. Acabou.
_ Você fala como se não fossemos nada, nós somos destinados, eu tenho uma filha com você!
_ Você só está assim agora porque percebeu que eu não sou mais sua. Eu me libertei de você.
_ Me dê uma chance. – falou após alguns segundos.
_ Não Jonathan, eu agora só darei uma chance para quem realmente merece. E você não é essa pessoa.
_ Mas eu posso ser...
_ Eu não vou mais cair na sua, eu me livrei disso e estou feliz por isso, eu vou esquecer o que você me fez, e vou parar de construir muros para atrapalhar aqueles que realmente merecem ter minha atenção. Eu não ligo mais sobre o que vai acontecer com você, eu não ligo mais para você. Eu cansei de me sacrificar por você.
_ Você não vai fazer isso.
_ Eu já estou fazendo.
_ Você não pode me esquecer.
_ Você não percebe que não é essa a questão? Eu estou seguindo em frente, eu não vou te esquecer...


CONTINUA



Oi, como prometido, capítulo postado, como podem ver a fic já eesta chegando ao fim, amanhã, assim que eu postar o próximo capítulo também abrirei uma enquete que será importante para a construção da próxima fic, vocês terão uma semana para votar.
Muito obrigada.
Comentem se puder.

Bjssss

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Dias das próximas postagens


Capítulo 22 – Sábado (17/05) à noite   Postado
Capítulo 23 (antepenúltimo) – domingo (18/05) à noite Postado
Capítulo 24 (penúltimo) – sexta-feira (23/05) de tarde
Capítulo 25 (último) – Domingo (25/05) à noite


Resposta aos comentários
Kika: Nossa que legal, não sabia que os nomes dos signos mudavam aí em Portugal ;p nesse próximo capítulo tudo será quase resolvido, e será nele que ela decidira de uma vez por todas se irá dar uma outra chance pro Joe ou não. Muito obrigada por comentar, bjssss.
Shirley: kkkk bom, ele ficar sozinho é uma das opções, vamos ver se será isso mesmo ou não... Eu não sei, se você quiser passar seu número aqui também pode, mas vou passar o meu de novo: 55 31 75957000. Muito obrigada por comentar. Bjssss
Erii: É como dizem, o coração que já foi muito machucado por ficar frio... A Rachel está realmente bem compreensiva por agora e ela terá um final feliz também, se será com o Joe mesmo, sozinha ou com outro alguém, aí já é nos próximos capítulos. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Sam: Muito obrigada pelo carinho, hahahaha bom, vai saber porque, cada um tem seu gosto... Muito obrigada por comentar. Bjssss
Érika: Jura? Deve ter sido perfeito, um dia antes do meu *----* bjsssss 

terça-feira, 6 de maio de 2014

21º Capítulo “Sem Ti” – Entre o Céu e o Inferno


Musica Sem Ti de Anselmo Ralph, sugestão da leitora Fátima


Domingo de manhã: Dia de ir à igreja. Mas hoje tem um diferencial, a igreja estava mais festiva. O coral usava cores coloridas e não o mesmo branco de sempre, todos os fieis estavam elegantemente arrumados, os homens – como sempre – de terno e as mulheres com vestidos ou saias longas, porem hoje não seria apenas um culto, hoje também se comemoraria a vida que Lara esta gerando.
Jasper deu o sermão, fez a celebração, o coral cantou, tudo foi como tinha que ser, apenas no final, em suas considerações finais, ele convidou a todos para uma festa, que começaria na hora do almoço e entraria noite a dentro. Tudo seria feito no salão da igreja. Esse salão quase nunca era usado, geralmente era onde se guardava as coisas que estavam quebradas ou não se usam mais na igreja, provavelmente agora tinham limpado tudo para essa celebração, e provavelmente hoje, depois de muito tempo, seria a primeira vez que seria aberta ao publico.
Eu achei um exagero, aqui em Lewis nasciam crianças todos os meses, aparentemente ser uma cidade religiosa significa que crianças devem ser geradas em grandes quantidades, nunca vi uma pessoa por aqui que tenha apenas um filho, no mínimo dois e por aí vai.
Mas era o pastor Jasper, o líder da cidade, mais respeitado que o próprio presidente do país. Quem reclamaria disso? Ninguém, todos iriam felizes.
Meus pais claramente eram um desses, chegaram em casa e novamente se arrumaram para ir a festa, já eu e meu irmão, Noah, apenas tiramos o paletó e colocamos um casaco que realmente esquentasse, o frio e a falsa neve ainda estavam pela rua.

Enquanto não dava a hora fiquei no meu quarto, revisando alguns papeis do trabalho que eu não tinha revisado antes. Números atrás de números, contratos atrás de contratos... Não tinha como ser mais chato.

Três toques na porta.
_ Pode entrar. – falei. Era Noah.
_ Rachel está te chamando lá em baixo.
_ Rachel? – estranhei.
_ É. – deu de ombros.
_ Fale que já estou indo. – disse. Noah olhou-me nada satisfeito, mas saiu do quarto. Levantei-me e guardei os papeis na minha pasta de trabalho.

Sem pressa desci até o primeiro andar, não vi meus pais, mas Noah estava estirado no sofá vendo TV.
_Cadê ela? – perguntei.
_ Na porta. – respondeu, sem olhar para mim.
_ Você não a convidou para entrar? Ela está no frio. – Reclamei.
_ Ela que não quis entrar. – gritou Noah. Mas eu nem dei atenção, já estava indo para a porta.
Assim que abri, a vi escorada na quina da estrutura do teto da varandinha na frente de casa. Assim que me viu, ela se desencostou e sorriu.

_ Oi, Joe. – cumprimentou-me.
_ Oi, Rachel, entra. – falei.
_ Não, nossa conversa vai ser rápida. – falou.
_ Ainda sim...
_ Você é muito fofo, sabia? – perguntou, me interrompendo.
_ Eu deveria achar isso bom, não é? – perguntei, ela riu.
_ Não seja bobo, é claro que foi um elogio. – sorriu gentil.
_ Quem bom que você ainda pode me elogiar.
_ Eu nunca vou deixar de te elogiar. – falou. Sorri tímido sem saber o responder em troca. _ Eu sei que não é o melhor momento, mas eu queria resolver as coisas, definitivamente... E agora.
_Eu pensei que tudo já estava resolvido.
_ Mais o menos. – respondeu. _ Nós conversamos, mas nada efetivamente mudou. – explicou.
_ Entendo. – Ficamos nós entreolhando por alguns segundos antes dela voltar a falar.
_ O que você fez, no fim das contas, me ajudou um pouco... Bom, eu acho que me ajudou...
_ Ajudou? – perguntei. Ela suspirou.
_ Eu não sei se pertenço a esse lugar Joe. Sinceramente? Eu não seria uma boa esposa, não pelos princípios de Lewis. – riu fraco.
_ Eu acho que você seria uma ótima esposa. – contestei. _ E o fato de não ser “100% esposa padrões Lewis” é que iria fazer de você a esposa ideal.
_ É, mas aqui eu não terei essa chance. – lamentou-se. _ Todos ainda me consideram uma santa e é claro que se eu arranjasse outro alguém, ele não seria tão aberto ao fato de eu já ter sido de outro. – interrompeu-se. _ Sabe? Quando eu fui pra capital, na época do planejamento do casamento, eu vi um mundo bem diferente do que o que eu fui criada, eu invejei aquela liberdade. Eu não quero morrer servindo meu marido, nem sendo conhecida apenas como a filha do pastor. E é só essa a vida que eu terei aqui.
_ Rachel...
_ Me ajude a sair de Lewis.
_ Você não conhece ninguém em outro lugar, você foi criada em cidade pequena, como você quer sair daqui?
_ Por isso eu te peço ajuda. Você conhece gente na capital. Me leve para a capital, é longe o suficiente para mim. – pediu. Eu podia ver que ela estava decidida e que mesmo com uma negativa minha, ela daria um jeito de seguir com seu plano. _ Eu não quero cobrar nada, mas ninguém sabe sobre você, nem sobre a Demi, eu poupei ambos de uma rejeição, por você, por ela, e pela família de ambos, agora, por favor, só me tire daqui.
_ E se não der certo?
_ Eu não lhe culparei por nada. – falou.
_ Eu vou te ajudar, Rachel, só espere mais um pouco, pense melhor.
_ Eu já tenho tudo arrumado Joe, eu quero sair daqui antes do próximo fim de semana. – falou sem hesitar.
_ Se é assim que você deseja. – suspirei, eu iria me arrepender disso. _eu vou te ajudar Rachel, no que você precisar. – ela sorriu feliz e me abraçou forte.
_ Tem mais uma coisa. – falou com uma voz delicada, ainda abraçada a mim. Soltamo-nos aos poucos, olhei-a preocupada, o que mais ela iria querer aprontar? _ Ela está aqui. – disse e sorriu. Demorei até perceber o que ela estava falando.
_ Ela?
_ Ela. – confirmou.
Meu coração bateu mais forte.

(...)

Eu não entrava na casa dos Black desde um dia antes do quase casamento, e apesar e que, aparentemente, não ter mais ressentimentos sobre tal episodio, estar naquele lugar não era confortável, principalmente que eu estava indo lá para ver Demetria, pivô do acontecido, tudo bem que ninguém mais do que eu, ela e Rachel sabia disso, mas ainda assim foi um momento incomodo.

(...)

_ Aqui está melhor? – perguntou. Após eu reclamar um pouco, Rachel deu uma desculpa para os pais, para que nós três saíssemos de casa, ela ficou no meio do caminho, em uma lanchonete, enquanto eu e Demetria fomos para uma praça, que costuma estar saturada de crianças, principalmente no final de semana, mas por culpa do frio estava vazia, apenas eu e ela estávamos lá.
_ Sim. – respondi. Demetria havia concordado em conversar comigo, mas estava ríspida, sem nenhum sorriso e nenhum contato.
 Ela não disse nada enquanto sentava em um dos bancos do balanço do parque, sentei no banco ao lado e sem olhar um para outro tentei começar a falar.
_ Você não retornou minhas ligações. – falei. Não era o melhor assunto, mas era o que eu tinha.
_ uhum.
_ Não precisa ser assim Demi.
_ Eu sei.
_ Rachel já se decidiu e eu também, nós podemos viver nossa vida agora. – ela não disse nada, apenas começou a se balançar vagarosamente. _ Eu te amo Demi. – falei baixo, mas com volume o suficiente para que ela entendesse.
_ Eu... – hesitou. _ Eu já tive outras relações, paixões, todas não passaram de ilusão, desilusões, você não foi diferente, mas há algo que torna tudo o que tivemos único. Você destruiu todo meu orgulho para me mostrar o que é amor, você me deu um amor, amor puro do qual eu já não tinha faz tempo. Mas nós temos que perceber Joe, nós começamos da maneira errada, tentamos novamente e outra vez nós fizemos errado, você não percebe que não é para ser? – perguntou, olhando para mim.
_ Nada impede que nós tentemos novamente. – insisti.
_ Para que insistir no mesmo erro Joe?
_ Nosso amor não é um erro.
_ Não é um erro? Como não é um erro? Nós machucamos a Rachel, não temos nenhum apoio por parte dos nossos pais, e no único momento em que parece que algo vai funcionar eu te ponho em risco de vida.
_ Você não me pôs em risco de vida.
_ Você foi parar no hospital Joseph.
_ Mas fui eu que procurei briga.
_ Procurou briga por mim. – falou com desespero. _ Você me colocou como numero 1 enquanto pra maioria eu não sou nada, eu nunca vou encontrar alguém como você. Mas eu não sou uma pessoa relacionável, eu ferrei com todas as minhas oportunidades, você ainda pode continuar...
_ Você sabe que eu não irie desistir, não sabe? – perguntei.
_ Com o tempo você vai perceber que eu estou certa.
_ Se meu sol é mais brilhante, se minha autoestima aumentou se agora eu tenho coragem é graças a ti. Eu tentei Demi, eu tentei seguir, mas sem ti eu estou completamente perdido.
_ Você vai ser achar.
_ Não Demi, não vou, pois eu não existo mais, não sem ti.


CONTINUA


Bom, como prometido postei hoje, tudo bem que já não é mais segunda-feira, mas como eu ainda não dormi, para mim não é terça-feira u.u
Como foi o feriado para você? O meu foi perfeito, eu vi a Demi *---* e agora estou com depressão pós show L mas foi lindo, postei alguns vídeos aqui, no meu face dá para ver as fotos ;)
O capítulo foi menor hoje, mas acho que não ficou tão ruim, então espero que gostem.
Eu não vou responder os comentários agora, eu farei outro post amanhã para responder ok? Pois como já é tarde eu não terei tempo, mas amanhã vou ter J

Bjsss 

sábado, 3 de maio de 2014

fotos do show: https://www.facebook.com/fernanda.carolina.3133/media_set?set=a.683066401730636.1073741835.100000818481973&type=3  (peçam amizade, aceito a todos)

Postarei novo capítulo ou amanhã (04/05) a tarde ou segunda (05/05) à noite