domingo, 20 de abril de 2014

19º Capitulo “Heart Attack” – Entre o Céu e o Inferno





Musica Heart Attack do Enrique Iglesias, sugestão da leitora Silva e um leitor Anônimo.

Explicar o que aconteceu depois, seria bem complicado, pelo simples fato de que devo ter passado grande parte do processo desacordado e não saber realmente o que aconteceu.
Bom, Jonathan me atacou, como o esperado, e todas aquelas pessoas que apareceram só para observar realmente ficaram do lado dele.
Talvez, juntando esses dois fatos – que eram mais que esperados – não seja tão complicado de entender o porque eu estava em uma maca de hospital agora.
Na mesma sala em que eu estava haviam outros enfermos, apenas uma cortina branca me impedia de vê-los, mas os barulhos das máquinas e vozes evidenciavam a sua presença , do lado da minha cama havia uma cadeira ocupada por Dianna.
Ela não dizia nada em nenhum momento, o que fazia tudo ficar pior do que já estava. Os médicos também pouco me diziam, na maior parte do tempo apenas me levavam de um lado para o outro, fazendo exames atrás do outro, radiografias em todas as partes possíveis, mas nada havia sido passado para mim, continuava lá, deitado naquela cama, ‘escutando’ o silêncio de Dianna e esperando, nem sei muito bem o que...

Não sei quanto demorou, mas já deveria ser madrugada, quando Demi finalmente apareceu.

_Joe, por Deus, o que você fez? – perguntou desesperada, suas roupas eram as mesmas da última vez que a vi, porém a maquiagem estava bem mais forte e ela tinha feito um penteado meio extravagante e que deixava seu pescoço mais amostra.
_ Eu fui conversar com o...
_ Pare! – exigiu. _ Você é louco? – perguntou com o tom alterado.
_ Não, eu só...
_ Não me diga que você só queria conversar novamente, que eu sou capaz de piorar a sua situação. – disse, interrompendo-me novamente. _ Mãe? – Dianna que não tinha falado até o momento, olhou vagarosamente para a filha, claramente constrangida pela situação.
_ Eu tentei alerta-lo. Mas ele não me escutou. – defendeu-se. Demetria tornou a olhar para mim e ela estava bem nervosa.
_ Porque você fez isso Joe? – perguntou, não mais gritava, falava calmamente, quase que dolorosamente.
_ Tem certeza que quer a resposta? – perguntei. Ela suspirou desapontada.
_ Qual é o seu problema em? – perguntou. Eu não respondi nada, podia ver o quanto ela estava chateada, e eu podia sentir a pressão do olhar de Dianna em mim, repetindo em minha mente ‘Você já a machucou’ e lá estava eu novamente, machucando-a novamente. _ Mãe, onde esta Gabriela? – perguntou Demi.
_ Na casa de Dona Elis. – respondeu.
_ Vá busca-la, fique com ela, eu volto para casa mais tarde.
_ Eu posso falar com você em particular antes? É bem rápido. – pediu Dianna, levantando-se da cadeira a meu lado. Demi apenas assentiu e as duas foram para trás da cortina branca. Eu ainda podia ver suas sombras, mas não escutei nada do que elas diziam. O barulho de bip das maquinas e os passos apressados dos enfermeiros, cobriu qualquer coisa que saísse de suas bocas.

...

Quando ela voltou não estava nervosa, pelo menos não parecia estar.
_ Você me perdoa? – perguntei.
_ Eu iria abrir mão da minha vida aqui... Não que fosse grande coisa... – deu um sorriso torto. _ mas eu iria para onde você quisesse me levar, e a única coisa que eu queria era que você ficasse em casa com minha mãe, só para ver... Ver como seria uma convivência de todo mundo junto. – hesitou a continuar. _ e olha o que você fez Joe. – falou com uma voz cansada.
_ Eu não queria magoar e nem queria que as coisas chegassem a esse ponto.
_ Ah claro, eu te falei como ele era, aparentemente minha mãe lhe avisou! Porque você ainda insiste? – falou a ultima frase novamente alterada.
_ O problema de vocês é que vocês tem medo dele, mas eu... Eu... Eu não tenho, eu queria mostrar que o tempo dele com você tinha acabado, que agora é eu que estou a seu lado. – falei também alterado.
_ Satisfeito com resultado? – olhou-me séria, fiquei quieto, não seria bom discutir, principalmente porque ela provavelmente estaria certa no final e eu, novamente, ficaria com cara de retardado. _ Que seja. – deu de ombros depois de esperar um tempo. _ Os seus pais estão vindo para cá.
_ O que? – perguntei apavorado.
_ Foi necessário avisa-los. – falou. _ Eu já vou indo, não estou preparada para encara-los.
_ Demi? – chamei-a, quando ela fez menção de ir embora. Ela olhou-me, com um olhar cansado e totalmente desanimado, hesitei, ela pareceu entender qual seria a minha próxima pergunta e eu pude sentir que eu me arrependeria caso a fizesse. Se por algum momento eu pensei que ela nunca mais me deixaria, eu estava completamente enganado.

...

O tempo que passei sozinho só fez com que eu me sentisse bem pior, relembrar o olhar de Demetria antes de ela sair por aquelas cortinas pareciam facadas em meu coração, a dor física já não era mais párea para o que eu sentia por dentro, eu sei que eu já tinha errado com Demi antes e sei que já a havia feito sofrer antes, mas desta vez eu não havia feito pensando que o fim seria esse, eu ainda não entendia o porque ela ter ficada tão decepcionada, tudo bem que agora posso ver que a ideia de ir ‘só conversar’ tinha sido péssima, mas ainda assim, não era necessário tal drama.


Não sei em tempo exato quanto tempo demorou até que meus pais chegassem, mas posso garantir que demorou bastante, o que era mais que obvio, considerando que eles estavam em outro estado, horas atrás.
O desespero de minha mãe foi monumental, já meu pai ficou claramente preocupado, mas conseguiu se controlar com louvor.
Enquanto minha mãe fazia perguntas atrás de perguntas, me tocava em toda parte que conseguia perguntando se estava doendo (aparentemente o fato de eu estar em um hospital, com o olho inchado e com vários hematomas roxas, não era suficiente para ela ver que eu estava com dor.), meu pai manteve distancia, apenas observando tudo, tomando um leve susto toda vez que reclamava de dor, (quando minha mãe apertava mais do que deveria em algum local).
Por algum motivo bem estranho, eles não tocaram no assunto “Demetria”, talvez estivessem preocupados demais com o meu estado para se lembrarem dela.

Foi custoso para conseguir acalmar minha mãe, mas quando isso aconteceu, ela ainda se manteve atenta a qualquer sinal de incomodo que eu fizesse.


_ Os médicos disseram que você ficará de observação até mais tarde, só para terem certeza que está tudo bem. – disse meu pai. _ No mais foram só alguns pontos na sobrancelha e no braço direito. – falou.
_ Que hora que é? Eu não sei há quanto tempo estou aqui.
_ Quando nos ligaram em Lewis já era onze da noite. – falou. _ Já estamos no domingo, caso não tenha percebido ainda. Cinco da manhã. – falou após um pequeno intervalo.
Ficamos em silêncio por um tempo, até que mamãe resolveu falar.
_ Tem uma pessoa querendo lhe ver... Você quer vê-la? – perguntou.
_ Noah? – perguntei, totalmente desconfiado de que essa era uma pergunta completamente idiota, já que Noah jamais teria interesses em me ver.
_ Não. – respondeu minha mãe. _ É ela. – limitou-se a dizer, logo me lembrei de Demi, será que ela tinha voltado, será que ela tinha ficado e encarado a meus pais e esse seria o motivo deles não terem comentado sobre ela?



Tentei levantar-me um pouco, para poder ver Demetria melhor, mas assim que me mexi, senti uma pontada nas minhas costas, acabei ficando como estava. Ela me entenderia...

Quando a cortina se abriu novamente, meu coração parou por alguns segundos, nem nos meus mais ilusórios sonhos eu podia esperar vê-la ali.
Rachel.
Um vestido branco, que ia até os joelhos e com alças grossas, parecia tão inocente e puritana, era difícil de ver a Rachel que eu conheci nela.
_ Posso entrar? – perguntou. Demorei um pouco a responder, por estar viajando em minha própria mente, tentando encontrar a pessoa com qual vivi tantos anos da minha vida naquela que eu via em minha frente.
_ Claro. – respondi por fim. Rachel se aproximou sem pressa. _ Eu não esperava que você viesse. – falei.
_ Eu sei, ninguém esperaria isso de mim. – falou. _ Nem mesmo eu sei o que estou fazendo aqui. – riu de canto.
_ Você sabe o que eu estou fazendo aqui? – perguntei, Rachel olhou em meus olhos e a vi engolindo o seco.
_ Você se envolveu em uma briga e saiu bem machucado...
_ Não. O que eu estou fazendo em Las Vegas. – interrompi-a, senti-a hesitar novamente.
_ Ver a... A sua atual. – falou com clara dificuldade.
_ Meus pais lhe contaram?
_ Não foi muito necessário, mas... Sim, eles me contaram.
_ Até onde eles te contaram? – perguntei preocupado.
_ Até onde foi necessário... – respondeu calma.
_ Que é?
_ Você tem algo a me dizer, Joe? Algo que eu deva saber? – perguntou. Agora foi minha vez de hesitar e engolir o seco. Desviei meus olhos de seu olhar.
_ Não. – respondi quase como um sussurro.
_ Você deu um susto e tanto na sua mãe. – falou, depois de um incomodo silêncio. _ Quando a vi chorando entrando no carro junto a seu pai eu corri para ver o que tinha acontecido.
_ Seu pai sabe que você está aqui? – perguntei.
_ Mais o menos. – respondeu, dando de ombros.
_ Ow, bem rebelde da sua parte. – falei.
_ Já fiz pior. – rimos.
_ Você veio mesmo sabendo que estou aqui por outro alguém.
_ Me chame de masoquista se quiser, ou de boba, mas... Por algum motivo eu ainda te amo, eu te tinha quando queria, te via quando queria, mas agora você anda por aí sem mim, sai, mas não é para me encontrar... Eu não sabia que você ia me machucar tanto... Quando você deixou você me fez sofrer tanto que eu pensei que nunca iria te querer de volta, mas isso não foi o que aconteceu...
_ Rachel... – tentei interromper.
_ Não Joe... – interrompeu-me de volta. _ Eu sei que agora você não irá fugir de mim e eu preciso desse momento para falar tudo o que eu quero. – disse.
_ Eu nunca fugi de você, naquele dia foi você que saiu.
_ Porque você deixou bem claro que eu era totalmente indesejada. – disse com pesar. _ Eu não quero viver em um mundo sem você, e eu me sinto uma completa idiotar por isso, principalmente agora que... – parou no meio da frase.
_ Agora que? – incentivei-a a continuar.
_ Que descobrir sobre você e a Demetria, minha prima. – respondeu.
_ Rachel, eu posso te explicar...
_ Te amar foi fácil e eu jamais pensaria que você iria me deixar desse jeito. – falou, interrompendo-me. _ Mas quando te conheci, você me atingiu como um ataque cardíaco...
CONTINUA

Demorei mais postei, e como vocês estão, FELIZ PÁSCOA PARA TODOS VOCÊS!! :D e DEMI ESTÁ NO BRASIL!!!! Falta apenas 11 dias até o show dela aqui em BH, tó quase morrendo aqui, não sei quando eu vou postar próxima semana, mas vou tentar ser mais rápida, não sei o que está acontecendo, mas parece que estou cada vez mais lenta para escrever :\ sei que vocês devem estar chateados comigo (isso justifica o menor numero de comentários) mas juro que não é por maldade... Bom, faltam 6 capítulos até o fim da fic, com quem vocês acham ele vai ficar no final, em?
Façam suas apostas, pois no capítulo 21 vocês já terão a resposta ;)
Muito obrigada, feliz páscoa!

Kika: Que bom que você gostou, eu te entendo, escola também está tomando grande parte do meu tempo, tanto que eu também desapareci das fics que eu comento, vou ter que fazer uma super maratona para ver se consigo me atualizar em alguma :\ Jura que foi seu aniversário? PARABÉNS!!! Felicidades J Foi a primeira sim, parabéns. Muito obrigada por comentar. Bjssss
Erii: hahahahaha tudo bem, o importante é que você comentou ;) Muito obrigada, a viagem foi ótima, mas agora estou de volta, esse capítulo talvez esteja no seu agrado, já que teve um momento jachel aí, não é? Espero que tenha gostado. Muito obrigada. Bjssss 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

18º Capítulo “Till I Collapse” – Entre o Céu e o Inferno





Música ‘Till I Collapse do Eminem, sugestão da leitora Diana.


Se há algo que aprendi, é que o tempo nem sempre é seu amigo. Nem mesmo percebi o tempo passando quando Demi levantou-se e começou se arrumar para ir trabalhar novamente.

_ Tem certeza que não pode faltar mesmo? – perguntei. Ela já estava pronta para sair. Vestia suas roupas normais, porem já se via um pouco da diferença, já estava um pouco maquiada, não com todos os brilhos que ela usa na boate, mas já era bem mais forte do que costumava ver nela.
_ Joe... Você não se cansa de receber um ‘não’ como resposta? – perguntou sorrindo.
_ Tentar não custa nada. – respondi.
_ Mas se eu falar que ‘sim’, irá custar muito para mim, e você deveria entender isso...
_ Eu entendo, mas eu queria ficar mais tempo com você, amanhã de tarde já terei que voltar para casa...
_ Eu vou tentar sair mais cedo hoje, talvez dê para aproveitarmos mais um pouquinho.
_ Bom, você sabe meu telefone, eu te direi onde estarei.
_ Você não irá ficar aqui? – perguntou com surpresa.
_ Na sua casa?
_ É. – falou. _ Bom, você já está aqui não está? – disse com certa timidez. _ Eu sei que não é muito chique, não chega nem perto da comodidade de um hotel, mas você não precisa gastar dinheiro, tem tudo o que você precisa para passar uma noite.
_ Mas... E sua mãe? – perguntei.
_ O que tem ela?
_ Ela não parece me querer aqui...
_ Ela te falou isso? – perguntou.
_ Não, mas...
_ Você tirou conclusões por si só. – concluiu.
_ Eu só...
_ Fique, Joe, converse com ela se achar melhor, ou não fale nada se preferir. Ela não é uma má pessoa. Ela não vai te morder. – hesitei. _ Você vai ficar? – perguntou novamente.
_ Se acontecer algo...
_ Você poderá ir. – interrompeu-me. _ Se você quer construir uma vida ao me lado, saiba que ela irá comigo, e tentar evita-la não ajudará em nada. – suspirei.
_ Tudo bem, eu fico. – Demi sorriu grande. _ Você não se cansa de estar certa? – perguntei.
_ E você não se cansa de estar errado? – riu. _ Brincadeira. – riu novamente.

...

Assim que Demetria saiu, eu fiquei parado, sem saber o que fazer.
A mãe de Demi estava na cozinha, parecia preparar algo para Gabriela. Que estava junto a ela, sentada em uma cadeira própria de criança e rabiscando a um papel.
Sentei-me no sofá e fiquei por lá, tentei mexer em meu celular, mas nada atraia minha atenção, não estava nem um pouco a fim de ligar para minha família e ligar para meus amigos não era o meu plano principal, apesar de saber que, pelo menos com eles, eu não seria julgado e talvez até tivesse um apoio.

_ Está com fome, Joseph? – perguntou ela, nem mesmo a vi se aproximar, mas ela já estava com ao meu lado e com Gabriela no colo quando me fez tal pergunta.
_ Não, eu estou bem. – falei. Eu não estava com o que se chame de fome, mas uma comida agora não me faria mal... Eu me sentia novamente como uma criança na casa de um amigo, em que você fica com vergonha de dizer que esta com fome ou de dizer que não gosta de tal tipo de comida e acaba comendo assim mesmo, só para não parecer folgado ou mal educado.
_ Eu fiz apenas uma sopa simples, ela ainda está quentinha, se você quiser é só falar que pego para você. – falou e se retirou com a pequena nos braços, novamente para a cozinha.
Talvez eu estivesse exagerando, talvez ela não vesse problemas em mim, talvez até me aceitasse.
Eu deveria fazer tudo o que estivesse em meu alcance para poder me aproximar dela, eu sabia que Demi tinha total razão quando disse que se eu a quisesse em minha vida, eu automaticamente deveria incluir sua mãe, elas são realmente bem unidas e separa-las não faria bem a ninguém.

Levantei-me do sofá e a passos lentos segui em direção da cozinha, Gabriela novamente estava sentada em uma cadeirinha especial, com uma mesinha própria na frente, na mesinha havia uma baciazinha rosa. A fumaça que saia era perfumada e fez meu estomago roncar.
Gabriela olhou-me e deu um sorriso. Era incrível como se parecia com a mãe quando sorria, provavelmente ela tinha alguns trejeitos do pai, mas eu, mesmo sem conhece-lo, podia ver que tinha mais a ver com Demi do que com ele.
A mãe de Demetria olhou-me, e ao contrario da neta, não esboçou nenhum sorriso. 
_ Quer algo? – perguntou. Na sua voz não havia nenhum gesto de sentimento, não parecia feliz ou triste, apenas perguntava. Isso me deu certo receio de continuar, e se sua gentileza não fosse real, mas sim por pura educação, já que não havia escapatória para ela?
_ Acho que vou repensar sobre a sopa. – falei hesitante. _ Tem um cheiro tão bom que abriu meu apetite só de sentir. – falei dando um sorriso, tentando parecer mais amigável e, quem sabe, despertar um pouco da sua simpatia.
Ela não disse nada, largou a colher que usava para alimentar a Gabriela, se levantou e pegou uma vasilha para por para mim, colocou duas conchas cheias de sopa na vasilha.
_ Quer mais? – perguntou.
_ É... Acho que está bom... – falei. Ela pareceu perceber um pouco da minha hesitação e se virou, colocando mais duas conchas cheias. Fui até a ela para pegar a vasilha. _ Não, vá para a mesa, eu o sirvo lá. – falou, com um tom calmo, mas que lembra muito da ordem de uma mãe, firme.
Obedeci-a, andei pela frente até chegar à mesa e sentei-me. Ela pôs a vasilha na mesa e fez menção de sair.
_ Dianna. – chamei-a.
_ Sim. – respondeu, voltando-se a mim.
_ Eu gostaria de lhe fazer uma pergunta...
_ Pode falar. – disse calma.
_ O que você acha da minha relação com a sua filha? – perguntei, senti-a ficar tensa. _ Eu quero que você seja honesta na resposta. – completei. _ É muito importante para saber sua opinião sobre isso... – Dianna hesitou mais um pouco antes de falar.
_ Eu espero que você não ache que eu estou feliz com isso. – falou dura. Um silêncio incómodo se instalou na sala, meus piores temores estavam lá, prestes a se concretizar.
_ Eu queria que você soubesse que eu amo a sua filha.
_ Eu sei.
_ Eu não quero machuca-la...
_ Você já a machucou. – respondeu. Meu coração acelerou, senti minhas mãos ficarem frias.
_ Eu já resolvi tudo, não a farei sofrer mais.
_ Jonathan disse a mesma coisa quando voltou da cadeia. – falou. Acho que ela percebeu minha confusão e completou. _ Jonathan é o pai de Gabriela.
_ Eu não sou o Jonathan. – defendi-me.
_ E eu agradeço a Deus todos os dias por isso.
_ Eu jamais faria o que ele fez com Demetria.
_ Eu sei. – respondeu. _ Você não me conhece, mas eu te conheço, quando saí de Lewis você ainda era um bebê de fraudas, mas eu conheci seus pais antes deles se casarem e eu sabia muito bem que seus filhos seriam criados com mãos de ferro, como manda a tradição da boa família tradicional de Lewis. Sei muito bem que não és Jonathan e que não faria o que ele fez, mas eu também sei que não é de sua índole fazer o que fez com Demetria e Rachel.
_ O que indica que não farei novamente, que foi um erro único. – falei.
_ Se Rachel lhe beijasse agora, você a afastaria ou corresponderia? – perguntou.
_ Eu... Afas... – fui interrompido por ela.
_ A verdade, Joseph, eu não contarei nada desta conversa a Demetria, apenas se você quiser. – hesitei.
_ Eu... Não sei. – falei por fim. Dianna não sorriu, mas por algum motivo me pareceu satisfeita com a resposta.
_ Conheço muito minha sobrinha, posso ter perdido muito da vida dela, mas presenciei o suficiente para saber que ela é tinhosa, não vai desistir tão fácil, nem mesmo aceitar a traição da prima. E me perdoe, mas não acho que vá consegui-la afastar... Se ela insistir demais... – deixou a continuação no ar. Lembrei-me do meu encontro com Rachel, e em como caí em suas investidas sem muita resistência, era claro que Dianna conhecia tanto a mim quando a Rachel. _ Infelizmente Demetria me puxou no quesito dedo podre no que se diz a homem. Sofri muito com o pai dela, e infelizmente ela sofre o tanto quanto com o pai de Gabriela... Eu só espero que você o faça feliz o suficiente, para que compense o sofrimento que virá depois. – falou e novamente fez menção de sair.
_ Isso quer dizer que vai aprovar meu relacionamento com ela? – perguntei, levantando-me da cadeira, ela não olhou para mim, continuou de costas em direção da porta da cozinha.
_ Não aprovo, mas não impedirei nada. – disse e voltou para a cozinha.

Eu tinha muito a pensar, a sopa estava ótima, mas meu estomago estava revirando junto com minha mente. Se eu e Demetria fossemos ficar juntos, não seria nada fácil, dos dois lados da família tínhamos resistência, a Dianna parecia disposta a me aturar, mas isso não tornaria a nossa convivência agradável e Demi um dia perceberia isso, e provavelmente me largaria pela sua mãe, não que eu a jugue por isso, mas é claro que é algo que não quero que aconteça.
Tomei a sopa e lavei a vasilha, Dianna estava pondo Gabriela para dormir. Olhei pela janela, que dava direto para a parede do prédio ao lado, porém, ao se aproximar, era possível ver uma pequena brecha da rua, nessa pequena brecha vi um homem, escorado em um carro velho, olhando diretamente para a janela em que eu estava. Seus braços estavam cruzados e sua expressão estava séria.
_ Se eu fosse você, sairia daí. – falou Dianna, surgindo do nada, como, pelo jeito, sempre. Olhei para ela assustado, mas após o susto desaproximei da janela. Ela me olhava, novamente com uma expressão vazia. _ Aquele é Jonathan. – falou. Demorei um pouco para perceber o que ela estava tentando me dizer.
_ O homem lá fora? – ela apenas assentiu. Gabriela não estava ao seu lado, por isso concluí que ela já havia adormecido. _ Temos que chamar a policia, não? – perguntei preocupado, Dianna riu fraco e foi em direção a janela, acompanhei-a com o olhar. Queixo erguido e expressão raivosa, essa era a sua mensagem corporal enviada a Jonathan.
_ Ele não fará nada a você, não aqui dentro.
_ Mas ele pode fazer algo a Demi...
_ Ele faz algo a Demi e morrerá logo depois, a vida de Jonathan depende da Demi continuar na boate, morta ou ferida, ela não irá e ele morrerá.
_ Mas porque Demi não para?
_ Porque ele seria apenas a primeira vitima. A cabeça de todos que ele um dia conheceu esta em perigo, e a única que nos salva é minha filha. – saiu da janela e foi se sentar na cadeira de balanço ao lado do sofá.
_ Eu quero falar com ele. – falei, após uns segundos de silêncio.
_ Não seja tolo, Joseph.
_ Eu só quero conversar.
_ E você acha que ele só vai querer conversar com você? Reze para sair vivo dessa. – falou.
_ Mas ele não pode fazer nada comigo, pois isso afetaria também a Demi que iria tomar as minhas dores e desistir de poupa-lo e assim fugiríamos mais rápido. – falei.
_ Você realmente nasceu em Lewis. – falou e ligou a TV. _ Jonathan foi estupido o suficiente para ficar devendo um traficante perigoso, mas isso não significa que ele não seja perigoso. Você nem nunca deve ter visto uma arma na sua frente, irão rir da sua cara, enquanto lhe chutam no chão. – falou tranquila. _ Eu, velha, doente, os causaria mais medo, pelo simples fato de morar aqui e ainda estar viva.
_ Eu já senti muito medo em minha vida, está no momento de parar.
_ Péssimo momento pra ser corajoso.
_ Não senhora Dianna, este é o meu momento. – respondi com uma convicção que nem mesmo eu sabia que tinha.

...

A medida que me aproximava de Jonathan comecei a repensar em toda essa coragem, ele não era mais alto que eu, mas sem duvidas era mais musculoso e tinha uma cara fechada de dar medo, eu podia sentir minhas entranhas tremendo, mas agora já era, eu estava ali, frente a frente com o ‘inimigo’, eu tinha que encontrar a minha força interior, jogar todo meu medo fora e ter motivação para não desistir. Eu não iria sair dali sem lutar, perdendo ou não eu deveria continuar tentando, pois eu não sei se um dia terei a mesma oportunidade novamente.

_ Então você é o novo brinquedinho da minha mulher? – perguntou assim que me aproximei.
_ Se você está falando da Demi, sim... Só que você está meio mal informado, pois ela não é mais sua mulher e eu não sou apenas um brinquedinho. – Jonathan continuou com uma cara de superioridade, me encarando de cima a baixo.
_ Você não é daqui, não é?
_ Não, algum problema? – perguntei com a mesmo sonoridade superior que a dele.
_ Se fosse você teria mais cuidado ao falar comigo. – disse se desencostando do velho carro e dando um passo para frente, se aproximando de mim.
Pelas sombras eu vi pessoas se aproximando, não muitas, mas o bastante para aumentar a tensão. Na sua maioria homens, com típicas roupas largas, cuecas a mostra e bonés de aba reta, comuns em guetos. Eles pareciam ameaçador, mas sua aproximação não pareceu amedrontar Jonathan, o que me dizia que, em uma possível briga, eles ficariam do lado dele e não do meu.
_ Eu não vou ter medo de um homem que depende de uma mulher para manter-se vivo. – falei. Foi o primeiro momento que vi a sua cara superioridade dar sinais de abalo, ele deu mais um passo para frente, e cuspiu no chão, quase pegando em meu pé.
_ Acho que você não sabe com quem você está falando. – disse.
_ Eu tenho certeza com quem eu estou falando, você que não sabe com quem fala. – a ‘plateia’ em volta de nós, se agarrava a cada palavra, fazendo ruídos baixos, mas ainda assim auditáveis, de vaia, de riso ou de uma falsa ‘dor’ quando a tirada era pesada.
_ Sei o suficiente para saber que você só sai daqui de duas maneiras: correndo, cagando de medo, ou morto.
_ Isso é uma ameaça? – perguntei.
_ Se você entende isso...
_ Vou te ajudar com uma coisa... Eu não dou a mínima para você. – falei, bom, metade disso era verdade, eu não dou a mínima para ele, mas isso não significa que não temesse o que ele poderia fazer, o cara é perigoso, mas perigoso que eu, mas eu já estava nisso, tentando conseguir o máximo possível, e quando acabar eu saberei dizer que é o fim.
_ Aé? Então vou fazer você se importar agora. – falou arregaçando as mangas da blusa. Ali eu já soube o que vinha depois. Mas eu não arredei o pé. Se ele quiser me atacar eu irei revidar, até o telhado sair fora, até as luzes se apagarem, eu, eu não vou cair, eu vou ficar de pé, me sentir como se ninguém me atingisse, eu iria lutar até eu ter um colapso.
CONTINUA

Olá galera, primeiro quero dizer porque não postei no final de semana passado, bom no final de semana eu não estava em casa, mas sim no interior daqui de Minas, e lá estava sem sinal de internet, por isso não foi possível postar, fora que o capítulo ainda não estava todo finalizado, ainda faltava algumas partes aqui e ali.
Porque eu estou postando hoje? Porque amanhã novamente eu iriei viajar, só que desta vez será para São Paulo (capital) só voltarei na terça e como já que estou bem atrasada com vocês é melhor postar agora mesmo.
Bom, esse capítulo foi um pouco complicado de fazer, a música me dá muitas oportunidades e opções, e eu tentei aproveitar a maioria das ideias, mas ainda assim ficou coisa faltando, pois fiquei com medo de ficar grande demais e eu acabar me perdendo no meio do caminho, eu estou pensando em fazer uma parte dois desta canção, mas isso eu ainda olharei, por isso não colocarei ‘parte 1’ ou ‘parte 2’.
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjssss

Erii: Pois então se prepare, que essa música do Anselmo será daqui a dois ou três capítulos, tudo depende se farei parte dois ou não desta música. Kkkk pois é estas arrasando, sempre em primeiro aqui :D Muito obrigada por comentar. Bjsss
Kika: Ei Kika, que saudade, já ia até mandar uma mensagem no face perguntando se estava tudo bem, mas que bom que você voltou. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Samara: Bom, vontade de continuar postando por muito e muito tempo eu tenho, temos que ver se o tempo vai permitir, já que próximo ano já vou estar na faculdade, então não sei como vai ser minha vida, mas fique tranquila que eu vou tentar postar sempre que puder, mesmo quando eu já estiver velhinha se possível kkkkkkk como sempre, fico muito agradecida com seus elogios e nem mesmo sei como responde-lo. Muito obrigada mesmo por tudo. Bjssss

Shirley Barros: KKKK e então como esse capítulo lhe deixou? Tá feliz? Está triste? Tenho vontade sim, e claro que você pode dizer suas ideias, estarei sempre a escuta-la. Meu face é: https://www.facebook.com/fernanda.carolina.3133?ref=tn_tnmn e meu whasapp é: 51 31 75957000. P.S.: Também amo essa música *-* . Muito obrigada por comentar, Bjssss. 

domingo, 30 de março de 2014

17º Capítulo “Everything has changed” – Entre o Céu e o Inferno”





Música Everything has Changed de Taylor Swift e Ed Sheeran, sugestão da leitora Kika.


No dia seguinte ao meu encontro com Rachel, tudo pareceu bem estranho, eu não conseguia me concentrar direito, a todo o momento pensava e tentava solucionar meus problemas, nem meu pai nem minha mãe falavam ou perguntavam nada sobre o que tinha acontecido, era como se soubessem que era melhor deixar quieto.

Os outros dias que se passaram foram tão estranhos quanto, voltei ao trabalho e podia perceber os olhares dos colegas de trabalho, eu sabia qual era o assunto. Eu deixei minha noiva no altar. Nicholas, Kevin e Edgar diziam que era coisa da minha cabeça, que não tinha nada disso, mas eu sabia que eles faziam isso para poder me fazer sentir melhor, eles, mais que ninguém, sabiam que nada tinha sido tão fácil para mim, o quão indeciso eu estava em relação a tudo e o quão desesperado eu estava por uma solução.


Hoje já era sexta-feira, já havia passado oito dias desde o quase casamento, eu gostaria de dizer que tudo estava melhor e mais calmo, mas calmo não era exatamente a palavra adequada, tudo bem que as brigas haviam acabado; Rachel tinha saído e me deixado de vez e aos poucos o ambiente de trabalho começou a ficar mais suportável.


_ Já vai embora? – perguntou Kevin, entrando na minha sala, eu já havia organizado todos os papeis das vendas, que tinham sido regularmente boas, e agora apenas arrumava minha pasta para ir embora.
_ Já deu meu tempo. – respondi.
_ Vamos sair? Daqui a pouco todos nós vamos ser liberados.
_ Não sei...
_ Se trancar em uma rotina de casa-trabalho não vai te salvar, nem mesmo te ajudar, Joseph.
_ Sair tão pouco.
_ Está na cara o quão estressado e afastado de nós você está, tente relaxar um pouco, vamos sair, comer algo, beber algo, tem um bar aqui pertinho, ele é ótimo, sem confusão, calmo, tem uns petiscos ótimos, vamos. – insistiu.
_ Talvez fosse melhor deixar para outro dia.
_ Sabe de uma coisa, eu não te entendo, você fez algo errado, tudo bem, fez, mas agora já foi Joe, ficar assim não te ajuda nem melhora nada, não tente consertar o que já está quebrado, faça um novo. – falou.
_ Para você é fácil falar.
_ Claro que é, meu histórico é tão bom quando o seu. – falou ironicamente.
_ Como assim?
_ Joe, eu meio que entendo o seu lado, já fiz tanta merda quanto você, a única diferença é que eu não deixei meus erros me afetarem ao ponto de esquecer como viver.
_ Eu só estou dando um tempo.
_ Tempo pra quê Joe? Ninguém está te pedindo nada para que você tenha que ter seu tempo.
_ Eu estou dividido, eu não sei se volto para Rachel ou se fico com Demi. É como se meu coração resolvera me colocar em um jogo cruel, e agora eu não sei a quem eu realmente amo.
_ Dar um tempo ajudou em alguma coisa? – perguntou.
_ Não, mas...
_ E nem vai.
_ Então o que você me sugere?
_ Espere que vamos sair em breve, vamos para o bar, conversaremos, e você vai saber o que fazer.

...

Assim como Kevin havia dito, o bar era calmo e confortável. Já tinha um bom número de pessoas, por lá, mas conseguimos encontrar um lugar para todos sentarmos juntos.
Kevin pediu um shop, Nicholas e Edgar uma Heineken e eu, não tendo tanta sorte com álcool, pedi apenas uma Coca.
Começamos conversando assuntos variados, como as vendas do dia, coisas que aconteceram durante a semana... Até que Kevin resolveu voltar o assunto totalmente para mim.


_ Mas se você está em duvida, você tem que olhar os dois lados da história, e ver por qual dela você decide. – falou Edgar.
_ Como assim olhar os dois lados da história? – perguntei confuso.
_ Você teve esse tal encontro com a Rachel, você conversaram e se deram uns amassos...
_ Edgar!
_ Calma JJ, tranquilo, sem julgamentos. – disse Nicholas, já na metade da quarta cerveja.
_ Você agora tem que tirar um tempo para fazer o mesmo com a Demi, é só isso que eu quero dizer. – Edgar concluiu.
_ Você fala como se fosse a coisa mais fácil do mundo. – falei. _ Se você ainda não percebeu, estamos em estados diferentes.
_ Estão em estados diferentes, mas em estados vizinhos, um voo de duas horas e pronto, vocês já estarão juntinhos novamente. – falou Edgar.
_ Você está me sugerindo que eu vá para Las Vegas novamente? – perguntei meio incrédulo.
_ Sim. – falou como se fosse a coisa mais obvia do mundo.
_ E sabe de uma coisa? – perguntou Nicholas, sem estar preocupado realmente com uma resposta. _ Você vai voltar a Las Vegas...


...

As coisas agora haviam sido bem mais fáceis, sem muita mentira, apenas disse que iria encontrar Demetria, minha mãe fechou a cara, mas não disse nada, sem discussões, sem gritaria, já meu pai, fez menção de dar um sermão, perguntando se eu tinha certeza do que estava fazendo e se sabia das consequências das minhas ações na nossa família. Assim que respondi, ele apenas se virou, sentou em sua poltrona e abriu seu jornal na parte de esportes. Nada mais, não sabia como ele realmente se sentia com isso, mas eu ainda assim preferia a ele  que a minha mãe, pelo menos ele não me fazia sentir culpado.


Agora já estávamos pousando no Aeroporto Internacional de McCarran, o principal de Las Vegas.
Na minha mochila havia apenas duas camisas, uma bermuda, uma cueca e celular, eu não iria ficar muito tempo e nem mesmo sabia como seriam esses próximos dias...


Meu coração se acelerou, eu não sabia como Demi iria me receber, nos últimos dias eu tinha mudado a forma de agir, desde o que se passara com Rachel, eu não conseguia falar ou trata-la da mesma maneira, ela não reclamou, mas eu sabia que ela percebeu minha repentina mudança, tanto que os telefonemas que, costumavam serem trocados na parte da manhã e na parte da noite, passaram a ser apenas na parte da manhã. Era claro que as coisas estavam esfriando, e eu temia que minha presença não ajudasse.


...

_ Eu não acredito você realmente está aqui. – eu estava esperando-a no portão principal do aeroporto, vi-a chegando animada, ainda com o uniforme da lanchonete. Demi não havia mudado nada, era claro, tampouco havia passado tanto tempo desde que nos vimos pela última vez, mas o que mais me surpreendia era o seu sorriso, era como se o nosso afastamento durante os últimos dias não realmente fossem importantes, ela estava feliz por me ver.
_ Fiz mal? – perguntei.
_ Claro que não. – respondeu. _ Só que não serei muito presente, você sabe que eu trabalho.
_ Isso não é problema, quanto é seu dia mesmo? – perguntei. Demi riu.
_ Não dessa vez rapaz. – falou e nos beijamos. Naquele momento eu soube que, que Demi ainda me amava e que também a amo.

...

Passei a tarde junto a Demi na lanchonete, na base de café, água e uma vez ou outra um salgado, para não ser expulso do local, Marissa ficou lá durante as primeiras horas, não me olhou de cara feia, como das últimas vezes que vim aqui, mas não distribuiu sorrisos, o que eu também não esperava que fosse fazer.

Assim que o horário de Demi acabou ela veio até a mim.
_ E então? Você sabe o que pretende fazer? Ou eu terei que inventar algum lugar para irmos? – perguntou. _ Lembrando que mais tarde eu trabalho também. – completou, jogando um balde de água fria em todos os meus planos.
_ Tem certeza que tem que trabalhar nesse lugar ainda? – perguntei.
_ Joe, você me conheceu lá, nem tente começar com o drama. – suspirei.
_ Certo, já que tem que ser assim... Eu sei onde quero que você me leve. – Demi me olhou com uma cara desconfiada. _ Quero que você me leve a sua casa.
_ Joe...
_ Você conhece a minha casa, acho justo conhecer a sua.
_ O problema não é conhecer minha casa, o problema é que não é um lugar tão bom e se te virem lá... Não é seguro.
_ Você está falando do seu ex? – perguntei.
_ Sim.
_ Eu não ligo.
_ Mas eu ligo, eu não quero que você corra riscos por minha culpa.
_ E eu não quero que você se prive de nada por causa dele. Eu prometi que iria lhe tirar desse tormento.
_ Como?
_ Você fugiria comigo?
_ Joe, eu já falei sobre isso...
_ Claramente sua mãe e Gabriela virão juntas.
_ E você? Sem ninguém?
_ Eu terei vocês.
_ Para onde?
_ Onde você quiser. – Demi parou um pouco e desviou o olhar.
_ Depois não fale que eu não te avisei.

...

O lugar realmente não era o que se podia chamar de bonito. Era uma área cheia de prédios velhos e pichada, logo no começo da rua havia um amontoado de lixo. Claramente era um bairro de pessoas simples, que viviam rodeados pelo crime e trafico, ao passar pela frente de um prédio, em que na porta havia alguns garotos, jovens e dois adultos juntos, observaram-nos passando com um olhar desconfiado.
_ Não olhe direto para eles. – Demi sussurrou-me. Desviei o olhar imediatamente, mas ainda podia sentir em minhas costas o olhar deles em mim.

O prédio em que Demi vive é o quarto da rua. Pequeno e espremido entre outros dois prédios maiores que ele, até que em vista dos outros estava bem cuidado, no primeiro andar, no parapeito das janelas havia vasos de flores. Os outros dois andares que ficavam a cima não pareciam ter o mesmo cuidado.


O apartamento de Demi ficava no segundo andar. O lugar era pequeno, uma cozinha miúda, com o fogão, pia, geladeira e uma curta bancada, bem ao lado ficava o banheiro, não muito maior, e do outro lado ficava dois quartos, um da mãe de Demi e outro que Demi divide com a filha, a sala também não era lá espaçosa, tinha apenas uma janela que dava direto para a parede do prédio ao lado, um sofá de três lugares e uma cabeira de balanço estavam de frente para uma TV. Uma mesa de quatro lugares ficava logo atrás do sofá tudo estava bem arrumado e limpo.
_Mamãe. – gritou Gabriela, feliz ao ver a mãe. Demi se abaixou para pega-la no chão.
_ Ei, você se lembra do Joe, minha linda? – perguntou virando-a para mim.
_ Uhum. – disse movimentando a cabeça em sinal de afirmação. _ Ele viu filme ‘com eu’ e ‘levou eu pa vê pexinho’ – lembrou-se sorrindo.
_ Isso mesmo. Ele veio visitar-nos. – falou Demi. _ Você vai levar ele a algum lugar?
_ Uhum. – fez o mesmo gesto. _ Vou levar ele ‘pa vê... pa vê... é... o paque’
_ Vai levar ele no parque?
_ Isso vai ser bem legal. – falei e a menina sorriu novamente.
_ Oi filha – disse a mãe da Demi saindo de seu quarto.
_ Oi mãe. – foi até a ela para abraça-la. _ Lembra se de Joe? – perguntou. Ela olhou para mim e deu um sorriso fraco. _ Ele veio nos visitar.
_ Umm, desculpa a simplicidade, é bem diferente do que você está acostumado a ver. – falou.
_ É tudo bem arrumado aqui. – falei sem jeito, não sabia como respondê-la. Ela não pareceu surpresa com meu embaraço e deu de ombros. _ Gabi, vamos ao mercado fazer compras? – perguntou com uma voz alegre a netinha.
_ Mãe, eu posso ir amanhã. – falou Demi.
_ Não, eu posso ir com Gabriela hoje, estou boa o suficiente para isso. – falou firme. _ Venha. – disse para neta que passou do colo da mãe para o colo da avó.


...


_ Eu não tinha muita certeza de como você estava se sentindo, ultimamente você tem estado menos... – hesitou. _ Não sei, eu só não queria te pressionar a nada. – falou. Estávamos abraçados no sofá de Demi, não tinha nada ligado, apenas eu e ela, conversando tranquilamente.
_ Eu não queria passar esta impressão. As coisas têm estado meio confusas na minha vida.
_ Entendo... Eu não vou negar que foi uma bela surpresa você aparecer por aqui, eu não achava que ia ver-te tão cedo.
_ E você acha que eu iria conseguir ficar muito tempo sem ver essas suas sardas fofas? – perguntei, Demi riu.
_ Seu bobo. – rimos. _ Só sentiu falta das sardas, foi? – perguntou, se virando para mim.
_ Não. – falei olhando para seus olhos. _ Eu senti sua falta a todo o momento.
_ Pelo menos não foi só eu. – falou. Sorri para ela.
_ Pensou muito em mim?
_ Eu ainda me lembro de cada palavra, promessa, tudo...
_ E ainda sim não quer fugir comigo. – lamentei.
_ Você não percebe que eu já sou sua?
_ E eu sou seu. – confirmei.
_ Fugir não será simples, Joe.
_ Eu sei, eu nunca disse que seria, mas é o melhor a se fazer. Você não acha? – perguntei. Demi hesitou um pouco antes de responder.
_ Pelo que vejo é a única opção.
_ Então isso é um sim?
_ Eu tinha construído paredes ao meu redor, você já as derrubou, eu tinha tentado reconstruí-las novamente e você novamente veio, porém desta vez fui eu que abri uma porta para que você pudesse entrar. Eu poderia mentir, e mandar você embora, seria o mais louvável a se fazer, eu estou acabando com sua família, família na qual eu sei que te ama e que você também ama, mas eu estou me sentindo novamente como uma adolescente boba, com borboletas no estomago ao pensar em você. – falou, vi-a enrubescer um pouco. _ E se eu parar para olhar, você sabe tanto sobre mim, mas eu quase não sei o verdadeiro você. Conheço suas mentiras, mas não o que me importa.
_ Se você quiser podemos recomeçar agora, fazer as coisas diferentes. – levantei-me e lhe estendi a mãe. _ Oi, meu nome é Joseph, mas se preferir, pode me chamar de Joe. – Demi riu.
_ Você é realmente muito bobo. – falou, eu ainda mantinha minha mão estendida.
_ Pelo menos agora você sabe uma coisa do verdadeiro eu. – falei. _ Não irá me cumprimentar? – perguntei.
_ É sério isso?
_ Claro que sim. – Demetria se levantou e tocou em minha mão, cumprimentando-me. _ Oi, meu nome é Demetria.
_ E então Demetria, você vem sempre por aqui? – perguntei. Ela olhou-me como se eu fosse louco.
_ Essa é minha casa. – disse obvia.
_ Ei, não custa usar um pouco da imaginação. – reclamei.
_ Você continua tão infantil quanto antes, quando falava em ser meu Peter Pan. – lembrou-se.
_ E você continua tão realista quanto antes. – comentei. _ Viu, tudo continua a mesma coisa.
_ Na verdade não. – falou, se aproximando mais ainda de mim. _ Para mim, desde que você entrou em minha vida, tudo mudou.

CONTINUA

Capítulo postado, como nessa semana teve menos provas deu para fazer um capítulo maior, e, espero que, melhor. Minhas provas acabarão nessa segunda, vou ainda ter alguns trabalhos para fazer, mas não vão me custar tanto tempo, então acho que poderei voltar a ler as fic, coisa que eu tinha parado L e meus capítulos serão melhores espero que sejam melhores.
Bom, não se esqueçam de comentar. Bjsss



Erii: Fico feliz que tenha gostado, vou considerar seu voto sim, fique tranquila, Jachel? KKKKKKK Adorei. Bom, hoje não teve momento Jachel, mas espero que tenha gostado também. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Thayná: kkkkkkkkkk ele é um bom homem, só meio que influenciável demais e.... é meio gay mesmo kkkkkkkkkkkk, brincadeira.... Bom, se ele vai ficar sozinho, com Demi ou com Rachel, isso veremos... Espero que tenha gostado do capítulo. Muito obrigada por comentar. Bjssss
Samara: kkkkk já que você disse.... Só não quero começar me achar mais do que posso e acabar estragando as fics, afinal de contas ninguém merece gente que se acha demais, mas não faz nem metade do que fala que pode fazer... Bom, é foi quase que o Joe se perde completamente, mas logo ele vai se decidir... Espero que tenha gostado do capítulo. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Carine Santana: kkkk tudo bem, só não abandone a fic por isso, por favor, ok? Bom, hoje não teve momento Jachel (como diz a leitora Erii) então espero que tenha gostado mais J Muito obrigada por comentar. Bjsss
Shirley Barros: ok, vamos com calma desta vez kkkk... Bom, eu não posso lhe dizer o final, porque se não perde a graça, mas ACHO que você não vai ficar decepcionada não, vai sair coisa boa da história ainda, é só ter paciência ;) kkkkkk é quem sabe a Demi tem um pouco do sexto sentido e por isso ligou? Kkkkkk Eu também irei considerar seu você como, “Joe ficar com Demi” para decidir o final da história, ok? Se está gravida ou não isso só saberemos depois... Muito obrigada por comentar. Bjssss

domingo, 23 de março de 2014

16º Capítulo “1+1” – Entre o Céu e o Inferno



Música 1+1 da Beyonce, sugestão da leitora Fátima.



Minha cabeça continuava a ecoar as palavras de Rachel, não havia como esquecer. Cada movimento parecia gravado em minha cabeça, como se tivesse sido tatuado em mim.
Eu ainda sentia seu cheiro, fraco, porém doce. Sua pele lisa e macia. Seu hálito fresco. Seus cabelos...

...

_Rachel, por favor... – tentei dizer, mas fui bruscamente interrompido.
_ Não, Joe... Não me afaste, por favor. – falou, já encostando seus lábios nos meus. Eu tentei recuar, mas não consegui, lá estava eu, sendo rodeado pelos seus braços e com meus lábios nos seus. _Vamos para seu quarto. – falou, assim que paramos o beijo, pegando na gola da minha camiseta e puxando-me para si.
_ Não. – Respondi. Minha voz saíra meio tremula e indecisa, mas desta vez eu teria que ser firme, e não deixa-la me arrastar. _ Rachel, vá para sua casa, por favor. – ela se afastou de mim, e um alivio tomou conta de mim, ela iria desistir, antes de mim, que me senti tão familiarizado com aquele abraço e beijo, que por um momento pensei que era certo deixar-me levar.
_ Você nunca me recusou assim. – falou quase que sussurrando.
_ As coisas mudaram... É melhor aceitar.
_ O que te fez mudar assim? – perguntou olhando em meus olhos, eu podia sentir sua vontade de ser respondida com sinceridade.
_ Eu já te falei, conheci outra pessoa.
_ E ela conseguiu apagar tudo o que tivemos?
_ Jamais. – Rachel desviou o olhar. _ Rachel. – levantei-me e fui até a ela, ela olhou para mim e pude ver seus olhos úmidos, ela estava se segurando para não chorar. _ Eu nunca me esquecerei do que tivemos, nem do que sentimos. Você é muito especial para mim.
_ Mas não o suficiente? É isso que você quer dizer?
_ Não, você é linda.
_ Não foi essa minha pergunta. – calei-me. _ Todo mundo tem direito a uma despedida.
_ Não existe despedida para ex-casal. – falei.
_ Ela é tão boa assim? – perguntou. _ Faz sexo melhor que eu? Desde quando vocês se conhecem? Desde quando você me trai?
_ Rachel, não haja assim, eu sei que tenho culpa, eu não deveria ter feito o fiz, mas não foi assim que aconteceu, você não sabe da historia.
_ E você não parecer querer contar.
_ Você não vai querer saber.
_ Mas eu quero.
_ Agora, mas depois vai se arrepender. – ficamos em silêncio por alguns segundos e Rachel deu um passo para trás.
_ Não foi uma convenção, não é? – hesitei. _Foi uma despedida de solteiro? – o meu silêncio pareceu ser resposta o suficiente para Rachel. _ Foi onde? Miami?
_ Rachel, pare.
_ Califórnia?
_ Vá para casa, por favor.
_ Las Vegas. – concluiu. _ Eu nunca te imaginaria lá. Deve ser lindo. – surpreendi-me com sua reação. _ Porque você não falou para onde estava indo? Porque você mentiu para mim? – sua voz parecia calma, não sei se ela estava tentando se controlar ou se não passada de fachada.
_ Você não me deixaria ir.
_ E deveria? Olha no deu... Valeu a pena para você?
_ Eu não queria que isso tivesse acontecido.
_ Eu vou te dar uma oportunidade, Joe, uma oportunidade de voltar atrás, faça amor comigo hoje, e eu esqueço tudo, remarcamos o casamento...
_ Rachel, não funciona assim! Eu não te amo mais.
_ Se você não sentisse mais nada por mim, não teria retribuído o beijo.  E não venha dizer que eu te obriguei; forcei-te, porque você tem muito mais força que eu, se você quisesse teria conseguido evitar. – hesitei, será que ela tinha razão? _ Eu não tenho nada além de você, Joe. – falou com um sorriso torto. _ E você nunca teve muita coisa além de mim.
_ Eu não queria te machucar.
_ E por isso correspondeu a meu beijo? Por dó? – perguntou. _ Você está tentando enganar a quem? A mim ou a você? – ela tornou a se aproximar de mim. _ Você vai me negar agora? – se aproximou mais ainda, lábios perto do meu. _ Você pode fazer isso, é só se afastar. – sussurrou. Meus olhos se fecharam e me deixei levar pela sua onda, não sei nem mesmo o porquê. Dentro de mim eu escutava uma voz dizendo, “saía daí, afaste-se, você não ama mais a Rachel, você ama a Demi”, mas também havia outra parte de mim dizendo, “fique, você sabe que quer esse beijo”.



_ Isso é errado.
_ Isso nunca foi errado o suficiente para nós Joe.
_ Antes.
_ E o que realmente mudou? Olha para nós agora, me fale o que mudou? – os beijos já tinham passado para a fase da caricia, eu podia sentir o corpo de Rachel se esquentar sobre a minha pele. Seu toque era tão familiar para meu corpo, que tudo parecia estar no seu devido lugar, mas não, nada estava certo ali, eu sabia que não estava e que deveria parar, mas como um feitiço eu estava preso a Rachel.



Se me perguntarem, eu nem mesmo saberei como responder, como cheguei a meu quarto? Não faço a mínima ideia. O problema era que de um jeito ou de outro, aqui estava eu, aos amassos com Rachel, pronto para dar mais um passo, um passo proibido, passo que já tínhamos dado varias vezes e nunca me pareceu errado, mas que agora era algo errado de se fazer, e isso apenas fazia com que a adrenalina em meu sangue aumentasse mais e mais.
Durante todo esse tempo não se escutava nenhum outro barulho dentro de casa, nada que pudesse nos deter, se eles podiam nos escutar? Bom, talvez sim, talvez não, eu só torcia para que fosse não.

Como um ato divino, ou talvez sorte, ou quem sabe até mesmo azar, meu celular começa a tocar insistentemente, atrapalhando o clima quente que rolava entre mim e Rachel, pude escutar sua respiração frustrada quando parei de beija-la e peguei o celular no criado mudo.

Quando olhei para a tela e vi quem chamava, meu mundo começou a desmoronar, era sorte e azar ao mesmo tempo. Eu podia sentir os olhos de Rachel fixos em mim, ela esperava uma reação minha, mas eu não conseguia olhar para ela, nem mesmo conseguia atender a chamada.
Foi quando minha consciência pareceu retomar controle sobre mim, o que eu estava fazendo? Porque eu estava fazendo isso? O que tinha acontecido em minha vida? Como que de um dia para outro eu passo de alguém que sabe o que quer, para alguém que não tem mais nenhum tipo de controle sobre a própria vida e sentimentos.
Eu sei que estou apaixonado por Demi, meu coração bate mais forte quando me lembro dela, quando a vejo e meu corpo implora por seu toque, mas porque eu correspondi a Rachel? Porque eu não neguei com mais firmeza a suas investidas? Rachel tinha razão, eu tinha mais força que ela, se eu quisesse impedi-la eu poderia. Mas porque eu não o fiz?
Afinal de contas, o que eu sinto por Rachel? O que eu sinto por Demi?

_ É ela não é? – perguntou Rachel, me tirando dos meus pensamentos. Olhei-a e ela tinha uma feição triste, não chorava, mas havia uma clara tristeza em seu olhar. O telefone deu seu último toque. Rachel se levando da cama e abotoou os três primeiros botões da blusa que haviam sido abertos, ajeitou a saia no corpo, e passou a mão pelo cabelo, era claro que ela iria sair, provavelmente percebera que não tinha mais jeito, eu não presto. Quem quer ficar com um homem que traia? Nenhuma mulher deseja isso, nem mesmo merece isso. _ As coisas para nós seriam tão mais fáceis. – falou Rachel, já com a mão na maçaneta, pronta para partir. Eu apenas a acompanhei com o olhar. _ Seria mais natural, tão simples e certo quando 2 é o resultado de 1+1.
CONTINUA
Olá a todos, como foi a semana de vocês? Bom, a minha foi cheia, provas todos os dias e para completar ainda tive sábado letivo, e o pior, próxima semana também será de provas :\ 3 ano está querendo acabar comigo. Bom claramente que esse aperto no horário deu efeito na fic, o capítulo saiu menor, mas espero que ainda sim gostem. Eu até iria tentar aumentar, mas isso significaria um maior atraso na postagem e como eu já estou cansada de atrasar com vocês, deixarei assim mesmo e tentarei recuperar no próximo.
Eu já vi o resultado da pesquisa, “Com quem Joe deve ficar em ‘Entre o Céu e o Inferno’?”. Levarei em consideração o resultado para dar o fim na fic, provavelmente vocês já devem imaginar o resultado, mas vou fingir que não e dizer que vocês só saberão no final da fic rerere.
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjssss

Erii: Nossa que legal *--* Quando acontecer eu quero as fotos, em? hahahaha Bom, levando em base a sua opinião, eu fiz um questionário, não sei se você chegou a ver e se votou, mas como já dito, levarei em consideração o resultado do questionário para continuar a fic, se ele ficará com Rachel, Demi ou sozinho, vamos ver em breve ;) muito obrigada por comentar, bjsss.
Izi Moraiis: kkkk, postado, espero que goste, muito obrigada por comentar, bjsss
Shirley Barros: É, deu uma mini merda aí hahahahahahaha eu fico muito feliz com isso, pois mostra que escrevo uma fic que dê para as pessoas sentirem, e isso é ótimo, e eu confesso que tem algumas fic e livros que eu também tenho essas reações, até mesmo choro feito um bebê.... Sem problemas, sempre que quiser fazer perguntas estarei aqui para responder ;) Bom, como eu já disse, não shippo, porem achava eles fofos juntos, não tenho nenhum problema com quem é fã do casal, tanto que escrevo uma fic sobre eles e respeito a aqueles que gostam, mas confesso que quando tem gente que acha que eles vão voltar, ter filhos e tudo mais, dá vontade de rir, porque, eu realmente não acho que isso vai acontecer, temos que nos conformar que acabou e que agora não passa de uma amizade. Muito obrigada por comentar. Bjss
Juh Lovato: Oi linda, e nesse capítulo ela foi mais longe ainda... mas as coisas vão se encaixar para ela no final... Sem problemas, fico feliz que tenha voltado a comentar, mas fique tranquila sobre essa questão, comente quando puder e quiser. Muito obrigada por comentar. bJsss
Samara: Sem problemas, eu também tive uma semana bem tumultuada e quase que não consegui escrever o capítulo direito :\ ... hahaha se um dia eu começar a me achar demais a culpa vai ser sua ok? Kkkkkkk brinks... Muito obrigada mesmo, você me deixa muito feliz ao falar isso sobre minha fic. Muito obrigada por comentar. Bjssss
Anônimo: o_o eu não sei se você espera alguma resposta minha ou da Erii, mas só peço para que não haja brigas, cada um tem uma opinião e nos cabe respeitar a todas, ainda sim, muito obrigada por dizer a sua opinião e por comenta-la aqui. Bjsss