sexta-feira, 2 de maio de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
20º Capitulo “300 Miles” – Entre o Céu e o Inferno
Musica 300 Miles do Emblem3, sugestão da leitora Érica.
O tempo passava, e as coisas começavam a
se acalmar. Demetria nunca mais voltou a falar comigo, nem mesmo atendeu minhas
ligações, ela me ignorava com louvor e eu aos poucos percebi que insistir não
me levaria a nada, não que eu não sentisse mais nada por ela, eu a amo e isso
não tinha passado, mas agora eu tinha que admitir que, as coisas estavam
complicadas e que talvez se eu desse um tempo para ela fosse o melhor mesmo.
Enquanto isso, Rachel e eu, estávamos cada
vez mais próximos, minha mãe estava radiante, feliz, achando que estávamos
juntos novamente, no começo Rachel até tentou uma reaproximação, mas eu estava
tão fixado em consertar as coisas com Demi, que não aceitei, já agora, ela não
insistia mais, estávamos deixando tudo acontecer naturalmente, sem empurrar
nada, respeitando o tempo e suas decisões.
O inverno chegou mais frio que o comum, uma
‘neve’ caia tímida, e mesmo não sendo iguais as do norte americano, mas sim,
uma versão de água da chuva congelada, que não é tão espetacular, nem mesmo tão
branquinha e fofa quando a neve verdadeira, mas tinha sido suficiente para
fazer a alegria das crianças e até mesmo adultos de Lewis.
Todos saíram à rua, tentavam fazer bonecos
de neve – que saíram um pior que o outro. – anjos na neve – que saiu um pouco
mais aceitável e guerra de bola de neve – que foi um desastre, já que ninguém
parecia saber fazer uma bola de neve que ficasse firme até tocar no oponente. –
mas mesmo com todo esse não costume com a neve, o dia estava alegre, animado,
ninguém se importava se a boneco de neve estava horrendo e combinaria mais como
decoração de Halloween, ou se a bola de neve nunca ficava inteira, todos sorriam,
curtiam o primeiro e raro dia em Lewis, todos se sentiam em casa, em festa.
Menos eu...
O significado de ‘casa’ tomou rumos
diferentes para mim nos últimos tempos.
Para alguns, casa, é o lugar onde se vive, o
lugar onde tem sua cama, seus moveis, suas roupas, seus objetos, para outros,
casa, é o lugar em que o WiFi conecta automaticamente, para outros é o lugar em
que você se sente mais confortável em estar, o lugar em que você entra e por
entre suas pareces, pode ser você mesmo, sem mentiras ou fingimentos, outros
dizem que a, casa, é o lugar em que você deixa seu coração.
Todas talvez se encaixe para alguém, mas
para mim, apenas a última definição poderia me fazer jus, neste exato momento.
“Casa é o lugar em que você deixa seu
coração”
Meu coração não estava nesta rua familiar de
Lewis, era como se as paredes que me protegeram por anos, não fossem mais as
mesmas, o teto que me cobre não era mais o que eu gostaria que estivesse me
cobrindo.
O meu lugar não era mais entre meus pais,
nem entre meu irmão. Mas sim naquela rua perigosa e nada bonita de Las Vegas,
em um apartamento pequeno e velho, mas que tinha a pessoa que mais me
importava.
_ Não vai tentar fazer um boneco de neve? –
perguntou Rachel, eu nem mesmo tinha percebido ela chegando. Eu estava sentado
nas escadas que tinham na frente de minha casa, encapotado de blusas de frio,
calça térmica, um sapado com duas meias e uma toca que a todo o momento eu
tinha que ficar abaixando para tampar minha orelha. Rachel também estava tão
coberta quanto eu, a diferença é que ela não parecia um mendigo de Nova Iorque
que no frio vestia o dava e virava um balão com tantas camadas de roupas que
não se combinavam, ela estava com duas blusas de frio, sendo a de fora, bem
grossa e a de baixo de lã, provavelmente tinha uma mais fina por baixo, mas eu
não vi, uma toca, seu cabelo solto tampava as orelhas, um cachecol de lã
branco, que tão fofo parecia até mesmo um pedaço de nuvem, uma calça, também
térmica, e uma bota clara.
_ Não acho que vá dar muito certo. –
respondi. Ela deu um sorriso torto e se sentou a meu lado.
_É... Não estão ficando muito bons. –
concordou.
_ O seu não ficou tão ruim. – falei e olhei para
o boneco na porta da casa dela.
_ Você está sendo bonzinho. – disse. É eu
estava sendo bonzinho, o boneco já não estava bom pronto e agora que se
desmanchava ficara mais horrendo ainda. _ Mas, pelo menos, foi divertido de
fazer. – deu de ombros.
_ É.
_ Você não parece muito feliz... – observou.
Eu apenas assenti para ela. _ O que está acontecendo com você Joe? – perguntou.
Eu olhei para ela e vi que ela estava realmente preocupada. _ Você não é mais o
mesmo. – completou.
_ Eu só estou com frio. – menti, tornando a
olhar para a rua, até mesmo Noah brincava, coisa que eu não achei que fosse
possível de acontecer.
_ Todo mundo está com frio aqui, Joe. –
falou.
_ Bom, cada um reage de maneira diferente. –
respondi, não tão educadamente. Rachel calou-se. _ Desculpa.
_ É só o que eu escuto ultimamente. –
olhei-a novamente, mas ela não olhava para mim desta vez.
_ Desculpa. – falei, sem nem mesmo perceber.
Rachel suspirou. _ Não... É... – tentei consertar, mas eu não sabia o que
dizer.
_ Está tudo bem, Joe. – falou, tornando a
olhar para mim. _ Eu não vou mais exigir que você me dê mais do que pode me
dar. Já fiz isso uma vez e me arrependo.
_ Você fez o que achou que era certo. –
falei.
_ O que é certo para você, nem sempre para
os outros. – falou.
_ E o que é certo para todos agora? –
perguntei. Rachel hesitou.
_ Para mim, é tomar um rumo e perceber que o
passado já passou, para você, provavelmente é basicamente o mesmo, a única
diferença é para você avançar, você vai ter que consertar os erros do passado.
_ E como começar? – perguntei.
_ Se decidindo... – falou.
_ Me decidindo?
_ Sim.
_ Talvez não seja tão fácil assim. – falei.
_ Basta você responder com sinceridade a
pergunta.
_ E qual seria essa pergunta?
_ A
quem pertence seu coração Joe?
(...)
No jantar minha mãe fez sopa de abobora moranga, todos nós comíamos fervorosamente, mal parávamos para conversar, o
frio do ar, e o calor da sopa faziam uma combinação tão perfeita que era tudo o
que precisávamos naquele momento.
Quando minha mãe foi colocar mais um pouco
de sopa para si, ela começou a falar.
_ Amanhã pastor Jasper fará uma festa para
todos. – disse.
_ Porque? – perguntou meu pai. Após engolir
a colherada de sopa.
_ Parece que Lara está gravida. – respondeu.
_ Nossa, foi rápido, ela mal se casou. –
comentou papai.
_ E eles ainda vivem na mesma casa que
Jasper. – comentou Noah.
_ Provavelmente ele vai dar uma casa para
eles agora, já que realmente vão construir família. – falou mamãe. _ Ele está
tão feliz, é o primeiro neto. – disse, seus olhos brilhavam, talvez ela
quisesse que meu irmão mais velho, já casado há três anos, a desse um neto, mas
por incrível que pareça, ele nunca pareceu interessado. Pensei em como seria se
eu tivesse me casado com Rachel, será que agora ela também já estaria gravida?
Como será que minha mãe iria se sentir? E se eu ficasse com Demi? Será que ela
aceitaria Gabriela como neta?
Eu talvez nunca soubesse as respostas para
todas as quatro perguntas, mas pelo menos de duas eu tentaria.
(...)
Antes de dormir, fiquei observando a rua
pela janela do meu quarto, agora todos já estavam em casa, provavelmente
enrolados em camadas e mais camadas de edredons, mais o menos como eu neste
momento.
A rua vazia e silenciosa me fez pensar no
que Rachel havia dito, passei as últimas semanas vivendo sem viver, passado
cada dia, trabalhando sem nem mesmo saber o que estava fazendo, foram semanas
pensando em correr, fugir, ir direto para onde eu precisava estar, para um
lugar que me enchesse e me fizesse sentir bem, o lugar que me voltasse a vida,
um lugar que me fizesse sentir em casa.
Meu celular tocou e com um pulo o peguei.
Era Rachel. Estranhei, apesar de estarmos
conversando e nos interagindo amigavelmente nesses últimos tempos, nossas
conversas eram sempre ao vivo, frente a frente, quando nos víamos na rua ou na
igreja, telefonemas ou mensagens haviam ficado no passado, mesmo assim, atendi.
_Rachel?
_ Oi Joe, te acordei?
_Não, eu ainda estou acordado. – respondi. _
Aconteceu alguma coisa?
_Bom... É... Não exatamente. – respondeu. _
Mas, eu queria falar com você.
_Tudo bem.
_ Eu queria falar sobre o assunto de hoje
mais cedo. – fez um breve silêncio. _ na escada, sobre seguir em frente.
_ Ah sim. É... Rachel... Eu sei que você
deve estar querendo uma resposta depois de todo esse tempo e eu ainda estou...
_ Não, Joe, me escute, por favor. –
interrompeu-me. Calei-me. _ Eu sei que você talvez queira me dar uma resposta
e... Bom, eu adoraria receber uma, mesmo que fosse uma não tão boa para mim.
Mas eu já sei que não vai dar. Então eu acho que é minha vez agora...
_ Certo. – concordei, depois que ela fez um
breve silêncio, como se estivesse repensando na sua ideia de falar comigo.
_ Quando eu descobri que sua... Sua...
Amante – falou com dificuldade. _ Era a minha prima, eu pensei, “Se eu falasse
com ela, ela abriria a mãe do Joe e eu sei que o Joe voltaria para mim.” Eu vi
como você reagiu naquele dia, se não tivesse tocado o telefone, você não teria
resistido e nós teríamos voltado. Eu pensei que seria fácil para nós dois, se
eu a tirasse do caminho.
_Rachel...
_ Eu sei Joe, não foi nada cristão da minha
parte. Mas eu estava preocupada de mais em ser a vitima, em te tornar no
monstro da história, e me esqueci que o que aconteceu envolve muito mais...
Envolve sentimentos Joe. – ficamos um tempo em silêncio. _ Eu vou seguir em
frente e eu gostaria da sua ajuda, mas eu te conto depois, já você, fique
livre, não adianta brigar consigo mesmo, quem você ama não está na casa ao
lado, mas sim a 300 milhas...
CONTINUA
Olá a todos, mais um capítulo postado, não sei quando
postarei o outro pois nesses dias eu terei prova, mas está tudo bem porque
daqui a 4 dias eu vou no show da Demi 1!!! :D Eu estou super ansiosa, prometo
postar as fotos e vídeos que eu gravar aqui pra vocês ;)
Outra coisa, se tem alguém que lê aqui no blog que está indo
para a porta do hotel da Demi, eu peço, por favor, não faça essa bagunça que
vocês estão fazendo, tentar invadir hotel? Gritar até as 4 da manhã? Isso é
chato, deixem ela dormir, ela trouxe toda família e nós fazemos isso? E aposto
que ela quer sair mais não pode por causa dessa bagunça. Vamos acalmar galera.
Bjsss
Erii: Bom, já vi que esse capítulo não vai ser seu favorito, mas
fique tranquila, que muita coisa vão acontecer no próximo capítulo, o fato da
Rachel abrir mão dele não significa que Demi vai aceita-lo de volta, nem mesmo
que o Joe não tente voltar com Rachel... Bom, até próximo domingo pra saber ;)
Muito obrigada por comentar. Bjsss
Kika: Que bom que gostou, foi meu aniversario sim J Fazemos aniversario no mesmo mês, duas arianas ;) Postado,
espero que tenha gostado. Muito obrigada por comentar. BjSSS
Shirley: O que a mãe da Demi falou com ela, só vai ser totalmente
esclarecido nos dois próximos capítulos, mas já dá pra pensar em algumas
coisas, se pensarmos na conversa entre o Joe e a Rachel no telefone. Depois de
todo esse tempo, vai ser a primeira vez que eu vou ver ela, seu dia ainda vai
chegar ;) Muito obrigada por comentar. Bjsss
Anônimo: kkkkk vamos esperar pra ver ;) Postado, espero que tenha
gostado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
↳ Prıncess: Seja bem vinda, kkkkkk quem sabe ela não seja tão ruim assim? Você vai/foi em qual show? *--* Eu não vou ler, nem comentar por agora por causa do tempo, só nas férias que voltarei a ler as fics, mas eu irei divulgar e assim que eu voltar a ler eu vou seguir seu blog, ok? Muito obrigada por comentar. Bjsss
↳ Prıncess: Seja bem vinda, kkkkkk quem sabe ela não seja tão ruim assim? Você vai/foi em qual show? *--* Eu não vou ler, nem comentar por agora por causa do tempo, só nas férias que voltarei a ler as fics, mas eu irei divulgar e assim que eu voltar a ler eu vou seguir seu blog, ok? Muito obrigada por comentar. Bjsss
domingo, 20 de abril de 2014
19º Capitulo “Heart Attack” – Entre o Céu e o Inferno
Musica Heart Attack do Enrique Iglesias, sugestão da leitora
Silva e um leitor Anônimo.
Explicar o que aconteceu depois, seria
bem complicado, pelo simples fato de que devo ter passado grande parte do
processo desacordado e não saber realmente o que aconteceu.
Bom, Jonathan me atacou, como o esperado, e
todas aquelas pessoas que apareceram só para observar realmente ficaram do lado
dele.
Talvez, juntando esses dois fatos – que eram
mais que esperados – não seja tão complicado de entender o porque eu estava em
uma maca de hospital agora.
Na mesma sala em que eu estava haviam outros
enfermos, apenas uma cortina branca me impedia de vê-los, mas os barulhos das
máquinas e vozes evidenciavam a sua presença , do lado da minha cama havia uma
cadeira ocupada por Dianna.
Ela não dizia nada em nenhum momento, o que
fazia tudo ficar pior do que já estava. Os médicos também pouco me diziam, na
maior parte do tempo apenas me levavam de um lado para o outro, fazendo exames
atrás do outro, radiografias em todas as partes possíveis, mas nada havia sido
passado para mim, continuava lá, deitado naquela cama, ‘escutando’ o silêncio
de Dianna e esperando, nem sei muito bem o que...
Não sei quanto demorou, mas já deveria ser
madrugada, quando Demi finalmente apareceu.
_Joe, por Deus, o que você fez? – perguntou
desesperada, suas roupas eram as mesmas da última vez que a vi, porém a
maquiagem estava bem mais forte e ela tinha feito um penteado meio extravagante
e que deixava seu pescoço mais amostra.
_ Eu fui conversar com o...
_ Pare! – exigiu. _ Você é louco? –
perguntou com o tom alterado.
_ Não, eu só...
_ Não me diga que você só queria conversar
novamente, que eu sou capaz de piorar a sua situação. – disse, interrompendo-me
novamente. _ Mãe? – Dianna que não tinha falado até o momento, olhou
vagarosamente para a filha, claramente constrangida pela situação.
_ Eu tentei alerta-lo. Mas ele não me
escutou. – defendeu-se. Demetria tornou a olhar para mim e ela estava bem
nervosa.
_ Porque você fez isso Joe? – perguntou, não
mais gritava, falava calmamente, quase que dolorosamente.
_ Tem certeza que quer a resposta? –
perguntei. Ela suspirou desapontada.
_ Qual é o seu problema em? – perguntou. Eu
não respondi nada, podia ver o quanto ela estava chateada, e eu podia sentir a
pressão do olhar de Dianna em mim, repetindo em minha mente ‘Você já a
machucou’ e lá estava eu novamente, machucando-a novamente. _ Mãe, onde esta
Gabriela? – perguntou Demi.
_ Na casa de Dona Elis. – respondeu.
_ Vá busca-la, fique com ela, eu volto para
casa mais tarde.
_ Eu posso falar com você em particular
antes? É bem rápido. – pediu Dianna, levantando-se da cadeira a meu lado. Demi
apenas assentiu e as duas foram para trás da cortina branca. Eu ainda podia ver
suas sombras, mas não escutei nada do que elas diziam. O barulho de bip das
maquinas e os passos apressados dos enfermeiros, cobriu qualquer coisa que
saísse de suas bocas.
...
Quando ela voltou não estava nervosa, pelo
menos não parecia estar.
_ Você me perdoa? – perguntei.
_ Eu iria abrir mão da minha vida aqui...
Não que fosse grande coisa... – deu um sorriso torto. _ mas eu iria para onde
você quisesse me levar, e a única coisa que eu queria era que você ficasse em
casa com minha mãe, só para ver... Ver como seria uma convivência de todo mundo
junto. – hesitou a continuar. _ e olha o que você fez Joe. – falou com uma voz
cansada.
_ Eu não queria magoar e nem queria que as coisas
chegassem a esse ponto.
_ Ah claro, eu te falei como ele era,
aparentemente minha mãe lhe avisou! Porque você ainda insiste? – falou a ultima
frase novamente alterada.
_ O problema de vocês é que vocês tem medo
dele, mas eu... Eu... Eu não tenho, eu queria mostrar que o tempo dele com você
tinha acabado, que agora é eu que estou a seu lado. – falei também alterado.
_ Satisfeito com resultado? – olhou-me séria,
fiquei quieto, não seria bom discutir, principalmente porque ela provavelmente
estaria certa no final e eu, novamente, ficaria com cara de retardado. _ Que
seja. – deu de ombros depois de esperar um tempo. _ Os seus pais estão vindo
para cá.
_ O que? – perguntei apavorado.
_ Foi necessário avisa-los. – falou. _ Eu já
vou indo, não estou preparada para encara-los.
_ Demi? – chamei-a, quando ela fez menção de
ir embora. Ela olhou-me, com um olhar cansado e totalmente desanimado, hesitei,
ela pareceu entender qual seria a minha próxima pergunta e eu pude sentir que eu
me arrependeria caso a fizesse. Se por algum momento eu pensei que ela nunca
mais me deixaria, eu estava completamente enganado.
...
O tempo que passei sozinho só fez com que eu
me sentisse bem pior, relembrar o olhar de Demetria antes de ela sair por
aquelas cortinas pareciam facadas em meu coração, a dor física já não era mais
párea para o que eu sentia por dentro, eu sei que eu já tinha errado com Demi
antes e sei que já a havia feito sofrer antes, mas desta vez eu não havia feito
pensando que o fim seria esse, eu ainda não entendia o porque ela ter ficada
tão decepcionada, tudo bem que agora posso ver que a ideia de ir ‘só conversar’
tinha sido péssima, mas ainda assim, não era necessário tal drama.
Não sei em tempo exato quanto tempo demorou
até que meus pais chegassem, mas posso garantir que demorou bastante, o que era
mais que obvio, considerando que eles estavam em outro estado, horas atrás.
O desespero de minha mãe foi monumental, já
meu pai ficou claramente preocupado, mas conseguiu se controlar com louvor.
Enquanto minha mãe fazia perguntas atrás de
perguntas, me tocava em toda parte que conseguia perguntando se estava doendo
(aparentemente o fato de eu estar em um hospital, com o olho inchado e com
vários hematomas roxas, não era suficiente para ela ver que eu estava com
dor.), meu pai manteve distancia, apenas observando tudo, tomando um leve susto
toda vez que reclamava de dor, (quando minha mãe apertava mais do que deveria
em algum local).
Por algum motivo bem estranho, eles não
tocaram no assunto “Demetria”, talvez estivessem preocupados demais com o meu
estado para se lembrarem dela.
Foi custoso para conseguir acalmar minha
mãe, mas quando isso aconteceu, ela ainda se manteve atenta a qualquer sinal de
incomodo que eu fizesse.
_ Os médicos disseram que você ficará de
observação até mais tarde, só para terem certeza que está tudo bem. – disse meu
pai. _ No mais foram só alguns pontos na sobrancelha e no braço direito. –
falou.
_ Que hora que é? Eu não sei há quanto tempo
estou aqui.
_ Quando nos ligaram em Lewis já era onze da
noite. – falou. _ Já estamos no domingo, caso não tenha percebido ainda. Cinco
da manhã. – falou após um pequeno intervalo.
Ficamos em silêncio por um tempo, até que
mamãe resolveu falar.
_ Tem uma pessoa querendo lhe ver... Você
quer vê-la? – perguntou.
_ Noah? – perguntei, totalmente desconfiado
de que essa era uma pergunta completamente idiota, já que Noah jamais teria
interesses em me ver.
_ Não. – respondeu minha mãe. _ É ela. –
limitou-se a dizer, logo me lembrei de Demi, será que ela tinha voltado, será
que ela tinha ficado e encarado a meus pais e esse seria o motivo deles não
terem comentado sobre ela?
Tentei levantar-me um pouco, para poder ver
Demetria melhor, mas assim que me mexi, senti uma pontada nas minhas costas,
acabei ficando como estava. Ela me entenderia...
Quando a cortina se abriu novamente, meu
coração parou por alguns segundos, nem nos meus mais ilusórios sonhos eu podia
esperar vê-la ali.
Rachel.
Um vestido branco, que ia até os joelhos e
com alças grossas, parecia tão inocente e puritana, era difícil de ver a Rachel
que eu conheci nela.
_ Posso entrar? – perguntou. Demorei um
pouco a responder, por estar viajando em minha própria mente, tentando
encontrar a pessoa com qual vivi tantos anos da minha vida naquela que eu via
em minha frente.
_ Claro. – respondi por fim. Rachel se
aproximou sem pressa. _ Eu não esperava que você viesse. – falei.
_ Eu sei, ninguém esperaria isso de mim. –
falou. _ Nem mesmo eu sei o que estou fazendo aqui. – riu de canto.
_ Você sabe o que eu estou fazendo aqui? –
perguntei, Rachel olhou em meus olhos e a vi engolindo o seco.
_ Você se envolveu em uma briga e saiu bem
machucado...
_ Não. O que eu estou fazendo em Las Vegas. –
interrompi-a, senti-a hesitar novamente.
_ Ver a... A sua atual. – falou com clara
dificuldade.
_ Meus pais lhe contaram?
_ Não foi muito necessário, mas... Sim, eles
me contaram.
_ Até onde eles te contaram? – perguntei preocupado.
_ Até onde foi necessário... – respondeu calma.
_ Que é?
_ Você tem algo a me dizer, Joe? Algo que eu
deva saber? – perguntou. Agora foi minha vez de hesitar e engolir o seco. Desviei
meus olhos de seu olhar.
_ Não. – respondi quase como um sussurro.
_ Você deu um susto e tanto na sua mãe. –
falou, depois de um incomodo silêncio. _ Quando a vi chorando entrando no carro
junto a seu pai eu corri para ver o que tinha acontecido.
_ Seu pai sabe que você está aqui? –
perguntei.
_ Mais o menos. – respondeu, dando de
ombros.
_ Ow, bem rebelde da sua parte. – falei.
_ Já fiz pior. – rimos.
_ Você veio mesmo sabendo que estou aqui por
outro alguém.
_ Me chame de masoquista se quiser, ou de
boba, mas... Por algum motivo eu ainda te amo, eu te tinha quando queria, te
via quando queria, mas agora você anda por aí sem mim, sai, mas não é para me
encontrar... Eu não sabia que você ia me machucar tanto... Quando você deixou
você me fez sofrer tanto que eu pensei que nunca iria te querer de volta, mas
isso não foi o que aconteceu...
_ Rachel... – tentei interromper.
_ Não Joe... – interrompeu-me de volta. _ Eu
sei que agora você não irá fugir de mim e eu preciso desse momento para falar
tudo o que eu quero. – disse.
_ Eu nunca fugi de você, naquele dia foi
você que saiu.
_ Porque você deixou bem claro que eu era
totalmente indesejada. – disse com pesar. _ Eu não quero viver em um mundo sem
você, e eu me sinto uma completa idiotar por isso, principalmente agora que... –
parou no meio da frase.
_ Agora que? – incentivei-a a continuar.
_ Que descobrir sobre você e a Demetria,
minha prima. – respondeu.
_ Rachel, eu posso te explicar...
_ Te amar foi fácil e eu jamais pensaria que
você iria me deixar desse jeito. – falou, interrompendo-me. _ Mas quando te
conheci, você me atingiu como um ataque cardíaco...
CONTINUA
Demorei mais postei, e como vocês estão, FELIZ PÁSCOA PARA
TODOS VOCÊS!! :D e DEMI ESTÁ NO BRASIL!!!! Falta apenas 11 dias até o show dela
aqui em BH, tó quase morrendo aqui, não sei quando eu vou postar próxima
semana, mas vou tentar ser mais rápida, não sei o que está acontecendo, mas
parece que estou cada vez mais lenta para escrever :\ sei que vocês devem estar
chateados comigo (isso justifica o menor numero de comentários) mas juro que
não é por maldade... Bom, faltam 6 capítulos até o fim da fic, com quem vocês
acham ele vai ficar no final, em?
Façam suas apostas, pois no capítulo 21 vocês já terão a
resposta ;)
Muito obrigada, feliz páscoa!
Kika: Que bom que você gostou, eu te entendo, escola também está
tomando grande parte do meu tempo, tanto que eu também desapareci das fics que
eu comento, vou ter que fazer uma super maratona para ver se consigo me
atualizar em alguma :\ Jura que foi seu aniversário? PARABÉNS!!! Felicidades J Foi a primeira sim, parabéns. Muito obrigada por comentar.
Bjssss
Erii: hahahahaha tudo bem, o importante é que você comentou ;)
Muito obrigada, a viagem foi ótima, mas agora estou de volta, esse capítulo
talvez esteja no seu agrado, já que teve um momento jachel aí, não é? Espero
que tenha gostado. Muito obrigada. Bjssss
sexta-feira, 11 de abril de 2014
18º Capítulo “Till I Collapse” – Entre o Céu e o Inferno
Música ‘Till I Collapse do Eminem, sugestão da leitora Diana.
Se há algo que aprendi, é que o tempo
nem sempre é seu amigo. Nem mesmo percebi o tempo passando quando Demi
levantou-se e começou se arrumar para ir trabalhar novamente.
_ Tem certeza que não pode faltar mesmo? –
perguntei. Ela já estava pronta para sair. Vestia suas roupas normais, porem já
se via um pouco da diferença, já estava um pouco maquiada, não com todos os
brilhos que ela usa na boate, mas já era bem mais forte do que costumava ver
nela.
_ Joe... Você não se cansa de receber um
‘não’ como resposta? – perguntou sorrindo.
_ Tentar não custa nada. – respondi.
_ Mas se eu falar que ‘sim’, irá custar
muito para mim, e você deveria entender isso...
_ Eu entendo, mas eu queria ficar mais tempo
com você, amanhã de tarde já terei que voltar para casa...
_ Eu vou tentar sair mais cedo hoje, talvez
dê para aproveitarmos mais um pouquinho.
_ Bom, você sabe meu telefone, eu te direi
onde estarei.
_ Você não irá ficar aqui? – perguntou com
surpresa.
_ Na sua casa?
_ É. – falou. _ Bom, você já está aqui não
está? – disse com certa timidez. _ Eu sei que não é muito chique, não chega nem
perto da comodidade de um hotel, mas você não precisa gastar dinheiro, tem tudo
o que você precisa para passar uma noite.
_ Mas... E sua mãe? – perguntei.
_ O que tem ela?
_ Ela não parece me querer aqui...
_ Ela te falou isso? – perguntou.
_ Não, mas...
_ Você tirou conclusões por si só. –
concluiu.
_ Eu só...
_ Fique, Joe, converse com ela se achar
melhor, ou não fale nada se preferir. Ela não é uma má pessoa. Ela não vai te
morder. – hesitei. _ Você vai ficar? – perguntou novamente.
_ Se acontecer algo...
_ Você poderá ir. – interrompeu-me. _ Se
você quer construir uma vida ao me lado, saiba que ela irá comigo, e tentar
evita-la não ajudará em nada. – suspirei.
_ Tudo bem, eu fico. – Demi sorriu grande. _
Você não se cansa de estar certa? – perguntei.
_ E você não se cansa de estar errado? –
riu. _ Brincadeira. – riu novamente.
...
Assim que Demetria saiu, eu fiquei parado,
sem saber o que fazer.
A mãe de Demi estava na cozinha, parecia preparar
algo para Gabriela. Que estava junto a ela, sentada em uma cadeira própria de
criança e rabiscando a um papel.
Sentei-me no sofá e fiquei por lá, tentei
mexer em meu celular, mas nada atraia minha atenção, não estava nem um pouco a fim
de ligar para minha família e ligar para meus amigos não era o meu plano
principal, apesar de saber que, pelo menos com eles, eu não seria julgado e
talvez até tivesse um apoio.
_ Está com fome, Joseph? – perguntou ela,
nem mesmo a vi se aproximar, mas ela já estava com ao meu lado e com Gabriela
no colo quando me fez tal pergunta.
_ Não, eu estou bem. – falei. Eu não estava
com o que se chame de fome, mas uma comida agora não me faria mal... Eu me
sentia novamente como uma criança na casa de um amigo, em que você fica com
vergonha de dizer que esta com fome ou de dizer que não gosta de tal tipo de
comida e acaba comendo assim mesmo, só para não parecer folgado ou mal educado.
_ Eu fiz apenas uma sopa simples, ela ainda
está quentinha, se você quiser é só falar que pego para você. – falou e se
retirou com a pequena nos braços, novamente para a cozinha.
Talvez eu estivesse exagerando, talvez ela
não vesse problemas em mim, talvez até me aceitasse.
Eu deveria fazer tudo o que estivesse em meu
alcance para poder me aproximar dela, eu sabia que Demi tinha total razão
quando disse que se eu a quisesse em minha vida, eu automaticamente deveria
incluir sua mãe, elas são realmente bem unidas e separa-las não faria bem a
ninguém.
Levantei-me do sofá e a passos lentos segui
em direção da cozinha, Gabriela novamente estava sentada em uma cadeirinha
especial, com uma mesinha própria na frente, na mesinha havia uma baciazinha
rosa. A fumaça que saia era perfumada e fez meu estomago roncar.
Gabriela olhou-me e deu um sorriso. Era
incrível como se parecia com a mãe quando sorria, provavelmente ela tinha
alguns trejeitos do pai, mas eu, mesmo sem conhece-lo, podia ver que tinha mais
a ver com Demi do que com ele.
A mãe de Demetria olhou-me, e ao contrario
da neta, não esboçou nenhum sorriso.
_ Quer algo? – perguntou. Na sua voz não
havia nenhum gesto de sentimento, não parecia feliz ou triste, apenas
perguntava. Isso me deu certo receio de continuar, e se sua gentileza não fosse
real, mas sim por pura educação, já que não havia escapatória para ela?
_ Acho que vou repensar sobre a sopa. –
falei hesitante. _ Tem um cheiro tão bom que abriu meu apetite só de sentir. –
falei dando um sorriso, tentando parecer mais amigável e, quem sabe, despertar
um pouco da sua simpatia.
Ela não disse nada, largou a colher que
usava para alimentar a Gabriela, se levantou e pegou uma vasilha para por para
mim, colocou duas conchas cheias de sopa na vasilha.
_ Quer mais? – perguntou.
_ É... Acho que está bom... – falei. Ela
pareceu perceber um pouco da minha hesitação e se virou, colocando mais duas
conchas cheias. Fui até a ela para pegar a vasilha. _ Não, vá para a mesa, eu o
sirvo lá. – falou, com um tom calmo, mas que lembra muito da ordem de uma mãe,
firme.
Obedeci-a, andei pela frente até chegar à
mesa e sentei-me. Ela pôs a vasilha na mesa e fez menção de sair.
_ Dianna. – chamei-a.
_ Sim. – respondeu, voltando-se a mim.
_ Eu gostaria de lhe fazer uma pergunta...
_ Pode falar. – disse calma.
_ O que você acha da minha relação com a sua
filha? – perguntei, senti-a ficar tensa. _ Eu quero que você seja honesta na
resposta. – completei. _ É muito importante para saber sua opinião sobre
isso... – Dianna hesitou mais um pouco antes de falar.
_ Eu espero que você não ache que eu estou
feliz com isso. – falou dura. Um silêncio incómodo se instalou na sala, meus
piores temores estavam lá, prestes a se concretizar.
_ Eu queria que você soubesse que eu amo a
sua filha.
_ Eu sei.
_ Eu não quero machuca-la...
_ Você já a machucou. – respondeu. Meu
coração acelerou, senti minhas mãos ficarem frias.
_ Eu já resolvi tudo, não a farei sofrer
mais.
_ Jonathan disse a mesma coisa quando voltou
da cadeia. – falou. Acho que ela percebeu minha confusão e completou. _
Jonathan é o pai de Gabriela.
_ Eu não sou o Jonathan. – defendi-me.
_ E eu agradeço a Deus todos os dias por
isso.
_ Eu jamais faria o que ele fez com
Demetria.
_ Eu sei. – respondeu. _ Você não me
conhece, mas eu te conheço, quando saí de Lewis você ainda era um bebê de
fraudas, mas eu conheci seus pais antes deles se casarem e eu sabia muito bem
que seus filhos seriam criados com mãos de ferro, como manda a tradição da boa
família tradicional de Lewis. Sei muito bem que não és Jonathan e que não faria
o que ele fez, mas eu também sei que não é de sua índole fazer o que fez com
Demetria e Rachel.
_ O que indica que não farei novamente, que
foi um erro único. – falei.
_ Se Rachel lhe beijasse agora, você a
afastaria ou corresponderia? – perguntou.
_ Eu... Afas... – fui interrompido por ela.
_ A verdade, Joseph, eu não contarei nada
desta conversa a Demetria, apenas se você quiser. – hesitei.
_ Eu... Não sei. – falei por fim. Dianna não
sorriu, mas por algum motivo me pareceu satisfeita com a resposta.
_ Conheço muito minha sobrinha, posso ter
perdido muito da vida dela, mas presenciei o suficiente para saber que ela é
tinhosa, não vai desistir tão fácil, nem mesmo aceitar a traição da prima. E me
perdoe, mas não acho que vá consegui-la afastar... Se ela insistir demais... –
deixou a continuação no ar. Lembrei-me do meu encontro com Rachel, e em como
caí em suas investidas sem muita resistência, era claro que Dianna conhecia
tanto a mim quando a Rachel. _ Infelizmente Demetria me puxou no quesito dedo
podre no que se diz a homem. Sofri muito com o pai dela, e infelizmente ela
sofre o tanto quanto com o pai de Gabriela... Eu só espero que você o faça
feliz o suficiente, para que compense o sofrimento que virá depois. – falou e
novamente fez menção de sair.
_ Isso quer dizer que vai aprovar meu
relacionamento com ela? – perguntei, levantando-me da cadeira, ela não olhou
para mim, continuou de costas em direção da porta da cozinha.
_ Não aprovo, mas não impedirei nada. –
disse e voltou para a cozinha.
Eu tinha muito a pensar, a sopa estava
ótima, mas meu estomago estava revirando junto com minha mente. Se eu e
Demetria fossemos ficar juntos, não seria nada fácil, dos dois lados da família
tínhamos resistência, a Dianna parecia disposta a me aturar, mas isso não
tornaria a nossa convivência agradável e Demi um dia perceberia isso, e
provavelmente me largaria pela sua mãe, não que eu a jugue por isso, mas é
claro que é algo que não quero que aconteça.
Tomei a sopa e lavei a vasilha, Dianna estava
pondo Gabriela para dormir. Olhei pela janela, que dava direto para a parede do
prédio ao lado, porém, ao se aproximar, era possível ver uma pequena brecha da
rua, nessa pequena brecha vi um homem, escorado em um carro velho, olhando
diretamente para a janela em que eu estava. Seus braços estavam cruzados e sua
expressão estava séria.
_ Se eu fosse você, sairia daí. – falou
Dianna, surgindo do nada, como, pelo jeito, sempre. Olhei para ela assustado,
mas após o susto desaproximei da janela. Ela me olhava, novamente com uma
expressão vazia. _ Aquele é Jonathan. – falou. Demorei um pouco para perceber o
que ela estava tentando me dizer.
_ O homem lá fora? – ela apenas assentiu.
Gabriela não estava ao seu lado, por isso concluí que ela já havia adormecido.
_ Temos que chamar a policia, não? – perguntei preocupado, Dianna riu fraco e
foi em direção a janela, acompanhei-a com o olhar. Queixo erguido e expressão
raivosa, essa era a sua mensagem corporal enviada a Jonathan.
_ Ele não fará nada a você, não aqui dentro.
_ Mas ele pode fazer algo a Demi...
_ Ele faz algo a Demi e morrerá logo depois,
a vida de Jonathan depende da Demi continuar na boate, morta ou ferida, ela não
irá e ele morrerá.
_ Mas porque Demi não para?
_ Porque ele seria apenas a primeira vitima.
A cabeça de todos que ele um dia conheceu esta em perigo, e a única que nos
salva é minha filha. – saiu da janela e foi se sentar na cadeira de balanço ao
lado do sofá.
_ Eu quero falar com ele. – falei, após uns
segundos de silêncio.
_ Não seja tolo, Joseph.
_ Eu só quero conversar.
_ E você acha que ele só vai querer
conversar com você? Reze para sair vivo dessa. – falou.
_ Mas ele não pode fazer nada comigo, pois
isso afetaria também a Demi que iria tomar as minhas dores e desistir de
poupa-lo e assim fugiríamos mais rápido. – falei.
_ Você realmente nasceu em Lewis. – falou e
ligou a TV. _ Jonathan foi estupido o suficiente para ficar devendo um
traficante perigoso, mas isso não significa que ele não seja perigoso. Você nem
nunca deve ter visto uma arma na sua frente, irão rir da sua cara, enquanto lhe
chutam no chão. – falou tranquila. _ Eu, velha, doente, os causaria mais medo,
pelo simples fato de morar aqui e ainda estar viva.
_ Eu já senti muito medo em minha vida, está
no momento de parar.
_ Péssimo momento pra ser corajoso.
_ Não senhora Dianna, este é o meu momento.
– respondi com uma convicção que nem mesmo eu sabia que tinha.
...
A medida que me aproximava de Jonathan
comecei a repensar em toda essa coragem, ele não era mais alto que eu, mas sem
duvidas era mais musculoso e tinha uma cara fechada de dar medo, eu podia
sentir minhas entranhas tremendo, mas agora já era, eu estava ali, frente a
frente com o ‘inimigo’, eu tinha que encontrar a minha força interior, jogar
todo meu medo fora e ter motivação para não desistir. Eu não iria sair dali sem
lutar, perdendo ou não eu deveria continuar tentando, pois eu não sei se um dia
terei a mesma oportunidade novamente.
_ Então você é o novo brinquedinho da minha
mulher? – perguntou assim que me aproximei.
_ Se você está falando da Demi, sim... Só
que você está meio mal informado, pois ela não é mais sua mulher e eu não sou apenas
um brinquedinho. – Jonathan continuou com uma cara de superioridade, me encarando
de cima a baixo.
_ Você não é daqui, não é?
_ Não, algum problema? – perguntei com a
mesmo sonoridade superior que a dele.
_ Se fosse você teria mais cuidado ao falar
comigo. – disse se desencostando do velho carro e dando um passo para frente,
se aproximando de mim.
Pelas sombras eu vi pessoas se aproximando,
não muitas, mas o bastante para aumentar a tensão. Na sua maioria homens, com
típicas roupas largas, cuecas a mostra e bonés de aba reta, comuns em guetos.
Eles pareciam ameaçador, mas sua aproximação não pareceu amedrontar Jonathan, o
que me dizia que, em uma possível briga, eles ficariam do lado dele e não do
meu.
_ Eu não vou ter medo de um homem que
depende de uma mulher para manter-se vivo. – falei. Foi o primeiro momento que
vi a sua cara superioridade dar sinais de abalo, ele deu mais um passo para
frente, e cuspiu no chão, quase pegando em meu pé.
_ Acho que você não sabe com quem você está
falando. – disse.
_ Eu tenho certeza com quem eu estou
falando, você que não sabe com quem
fala. – a ‘plateia’ em volta de nós, se agarrava a cada palavra, fazendo ruídos
baixos, mas ainda assim auditáveis, de vaia, de riso ou de uma falsa ‘dor’
quando a tirada era pesada.
_ Sei o suficiente para saber que você só
sai daqui de duas maneiras: correndo, cagando de medo, ou morto.
_ Isso é uma ameaça? – perguntei.
_ Se você entende isso...
_ Vou te ajudar com uma coisa... Eu não dou
a mínima para você. – falei, bom, metade disso era verdade, eu não dou a mínima
para ele, mas isso não significa que não temesse o que ele poderia fazer, o
cara é perigoso, mas perigoso que eu, mas eu já estava nisso, tentando
conseguir o máximo possível, e quando acabar eu saberei dizer que é o fim.
_ Aé? Então vou fazer você se importar
agora. – falou arregaçando as mangas da blusa. Ali eu já soube o que vinha
depois. Mas eu não arredei o pé. Se ele quiser me atacar eu irei revidar, até o
telhado sair fora, até as luzes se apagarem, eu, eu não vou cair, eu vou ficar
de pé, me sentir como se ninguém me atingisse, eu iria lutar até eu ter um
colapso.
CONTINUA
Olá galera, primeiro quero dizer porque não postei no final
de semana passado, bom no final de semana eu não estava em casa, mas sim no
interior daqui de Minas, e lá estava sem sinal de internet, por isso não foi
possível postar, fora que o capítulo ainda não estava todo finalizado, ainda
faltava algumas partes aqui e ali.
Porque eu estou postando hoje? Porque amanhã novamente eu
iriei viajar, só que desta vez será para São Paulo (capital) só voltarei na
terça e como já que estou bem atrasada com vocês é melhor postar agora mesmo.
Bom, esse capítulo foi um pouco complicado de fazer, a música
me dá muitas oportunidades e opções, e eu tentei aproveitar a maioria das
ideias, mas ainda assim ficou coisa faltando, pois fiquei com medo de ficar
grande demais e eu acabar me perdendo no meio do caminho, eu estou pensando em
fazer uma parte dois desta canção, mas isso eu ainda olharei, por isso não
colocarei ‘parte 1’ ou ‘parte 2’.
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjssss
Erii: Pois então se prepare, que essa música do Anselmo será daqui
a dois ou três capítulos, tudo depende se farei parte dois ou não desta música.
Kkkk pois é estas arrasando, sempre em primeiro aqui :D Muito obrigada por
comentar. Bjsss
Kika: Ei Kika, que saudade, já ia até mandar uma mensagem no face
perguntando se estava tudo bem, mas que bom que você voltou. Muito obrigada por
comentar. Bjsss
Samara: Bom, vontade de continuar postando por muito e muito tempo eu
tenho, temos que ver se o tempo vai permitir, já que próximo ano já vou estar
na faculdade, então não sei como vai ser minha vida, mas fique tranquila que eu
vou tentar postar sempre que puder, mesmo quando eu já estiver velhinha se possível
kkkkkkk como sempre, fico muito agradecida com seus elogios e nem mesmo sei
como responde-lo. Muito obrigada mesmo por tudo. Bjssss
Shirley Barros: KKKK e então como esse capítulo lhe deixou? Tá feliz? Está
triste? Tenho vontade sim, e claro que você pode dizer suas ideias, estarei
sempre a escuta-la. Meu face é: https://www.facebook.com/fernanda.carolina.3133?ref=tn_tnmn
e meu whasapp é: 51 31 75957000. P.S.: Também amo essa música *-* . Muito
obrigada por comentar, Bjssss.
domingo, 30 de março de 2014
17º Capítulo “Everything has changed” – Entre o Céu e o Inferno”
Música Everything has Changed de Taylor Swift e Ed Sheeran,
sugestão da leitora Kika.
No dia seguinte ao meu encontro com
Rachel, tudo pareceu bem estranho, eu não conseguia me concentrar direito, a
todo o momento pensava e tentava solucionar meus problemas, nem meu pai nem
minha mãe falavam ou perguntavam nada sobre o que tinha acontecido, era como se
soubessem que era melhor deixar quieto.
Os outros dias que se passaram foram tão
estranhos quanto, voltei ao trabalho e podia perceber os olhares dos colegas de
trabalho, eu sabia qual era o assunto. Eu deixei minha noiva no altar. Nicholas,
Kevin e Edgar diziam que era coisa da minha cabeça, que não tinha nada disso,
mas eu sabia que eles faziam isso para poder me fazer sentir melhor, eles, mais
que ninguém, sabiam que nada tinha sido tão fácil para mim, o quão indeciso eu
estava em relação a tudo e o quão desesperado eu estava por uma solução.
Hoje já era sexta-feira, já havia passado
oito dias desde o quase casamento, eu gostaria de dizer que tudo estava melhor
e mais calmo, mas calmo não era exatamente a palavra adequada, tudo bem que as
brigas haviam acabado; Rachel tinha saído e me deixado de vez e aos poucos o
ambiente de trabalho começou a ficar mais suportável.
_ Já vai embora? – perguntou Kevin, entrando
na minha sala, eu já havia organizado todos os papeis das vendas, que tinham
sido regularmente boas, e agora apenas arrumava minha pasta para ir embora.
_ Já deu meu tempo. – respondi.
_ Vamos sair? Daqui a pouco todos nós vamos
ser liberados.
_ Não sei...
_ Se trancar em uma rotina de casa-trabalho
não vai te salvar, nem mesmo te ajudar, Joseph.
_ Sair tão pouco.
_ Está na cara o quão estressado e afastado
de nós você está, tente relaxar um pouco, vamos sair, comer algo, beber algo,
tem um bar aqui pertinho, ele é ótimo, sem confusão, calmo, tem uns petiscos
ótimos, vamos. – insistiu.
_ Talvez fosse melhor deixar para outro dia.
_ Sabe de uma coisa, eu não te entendo, você
fez algo errado, tudo bem, fez, mas agora já foi Joe, ficar assim não te ajuda
nem melhora nada, não tente consertar o que já está quebrado, faça um novo. –
falou.
_ Para você é fácil falar.
_ Claro que é, meu histórico é tão bom
quando o seu. – falou ironicamente.
_ Como assim?
_ Joe, eu meio que entendo o seu lado, já
fiz tanta merda quanto você, a única diferença é que eu não deixei meus erros
me afetarem ao ponto de esquecer como viver.
_ Eu só estou dando um tempo.
_ Tempo pra quê Joe? Ninguém está te pedindo
nada para que você tenha que ter seu tempo.
_ Eu estou dividido, eu não sei se volto
para Rachel ou se fico com Demi. É como se meu coração resolvera me colocar em
um jogo cruel, e agora eu não sei a quem eu realmente amo.
_ Dar um tempo ajudou em alguma coisa? –
perguntou.
_ Não, mas...
_ E nem vai.
_ Então o que você me sugere?
_ Espere que vamos sair em breve, vamos para
o bar, conversaremos, e você vai saber o que fazer.
...
Assim como Kevin havia dito, o bar era calmo
e confortável. Já tinha um bom número de pessoas, por lá, mas conseguimos encontrar
um lugar para todos sentarmos juntos.
Kevin pediu um shop, Nicholas e Edgar uma
Heineken e eu, não tendo tanta sorte com álcool, pedi apenas uma Coca.
Começamos conversando assuntos variados,
como as vendas do dia, coisas que aconteceram durante a semana... Até que Kevin
resolveu voltar o assunto totalmente para mim.
_ Mas se você está em duvida, você tem que
olhar os dois lados da história, e ver por qual dela você decide. – falou Edgar.
_ Como assim olhar os dois lados da
história? – perguntei confuso.
_ Você teve esse tal encontro com a Rachel,
você conversaram e se deram uns amassos...
_ Edgar!
_ Calma JJ, tranquilo, sem julgamentos. –
disse Nicholas, já na metade da quarta cerveja.
_ Você agora tem que tirar um tempo para
fazer o mesmo com a Demi, é só isso que eu quero dizer. – Edgar concluiu.
_ Você fala como se fosse a coisa mais fácil
do mundo. – falei. _ Se você ainda não percebeu, estamos em estados diferentes.
_ Estão em estados diferentes, mas em
estados vizinhos, um voo de duas horas e pronto, vocês já estarão juntinhos
novamente. – falou Edgar.
_ Você está me sugerindo que eu vá para Las
Vegas novamente? – perguntei meio incrédulo.
_ Sim. – falou como se fosse a coisa mais
obvia do mundo.
_ E sabe de uma coisa? – perguntou Nicholas,
sem estar preocupado realmente com uma resposta. _ Você vai voltar a Las
Vegas...
...
As coisas agora haviam sido bem mais fáceis,
sem muita mentira, apenas disse que iria encontrar Demetria, minha mãe fechou a
cara, mas não disse nada, sem discussões, sem gritaria, já meu pai, fez menção
de dar um sermão, perguntando se eu tinha certeza do que estava fazendo e se
sabia das consequências das minhas ações na nossa família. Assim que respondi,
ele apenas se virou, sentou em sua poltrona e abriu seu jornal na parte de
esportes. Nada mais, não sabia como ele realmente se sentia com isso, mas eu
ainda assim preferia a ele que a minha
mãe, pelo menos ele não me fazia sentir culpado.
Agora já estávamos pousando no Aeroporto
Internacional de McCarran, o principal de Las Vegas.
Na minha mochila havia apenas duas camisas, uma bermuda, uma cueca e celular, eu não iria ficar muito tempo e nem mesmo sabia como seriam esses próximos dias...
Meu coração se acelerou, eu não sabia como
Demi iria me receber, nos últimos dias eu tinha mudado a forma de agir, desde o
que se passara com Rachel, eu não conseguia falar ou trata-la da mesma maneira,
ela não reclamou, mas eu sabia que ela percebeu minha repentina mudança, tanto
que os telefonemas que, costumavam serem trocados na parte da manhã e na parte
da noite, passaram a ser apenas na parte da manhã. Era claro que as coisas
estavam esfriando, e eu temia que minha presença não ajudasse.
...
_ Eu não acredito você realmente está aqui. –
eu estava esperando-a no portão principal do aeroporto, vi-a chegando animada,
ainda com o uniforme da lanchonete. Demi não havia mudado nada, era claro,
tampouco havia passado tanto tempo desde que nos vimos pela última vez, mas o
que mais me surpreendia era o seu sorriso, era como se o nosso afastamento
durante os últimos dias não realmente fossem importantes, ela estava feliz por
me ver.
_ Fiz mal? – perguntei.
_ Claro que não. – respondeu. _ Só que não
serei muito presente, você sabe que eu trabalho.
_ Isso não é problema, quanto é seu dia
mesmo? – perguntei. Demi riu.
_ Não dessa vez rapaz. – falou e nos
beijamos. Naquele momento eu soube que, que Demi ainda me amava e que também a
amo.
...
Passei a tarde junto a Demi na lanchonete,
na base de café, água e uma vez ou outra um salgado, para não ser expulso do
local, Marissa ficou lá durante as primeiras horas, não me olhou de cara feia,
como das últimas vezes que vim aqui, mas não distribuiu sorrisos, o que eu
também não esperava que fosse fazer.
Assim que o horário de Demi acabou ela veio
até a mim.
_ E então? Você sabe o que pretende fazer?
Ou eu terei que inventar algum lugar para irmos? – perguntou. _ Lembrando que
mais tarde eu trabalho também. – completou, jogando um balde de água fria em
todos os meus planos.
_ Tem certeza que tem que trabalhar nesse
lugar ainda? – perguntei.
_ Joe, você me conheceu lá, nem tente
começar com o drama. – suspirei.
_ Certo, já que tem que ser assim... Eu sei
onde quero que você me leve. – Demi me olhou com uma cara desconfiada. _ Quero
que você me leve a sua casa.
_ Joe...
_ Você conhece a minha casa, acho justo
conhecer a sua.
_ O problema não é conhecer minha casa, o
problema é que não é um lugar tão bom e se te virem lá... Não é seguro.
_ Você está falando do seu ex? – perguntei.
_ Sim.
_ Eu não ligo.
_ Mas eu ligo, eu não quero que você corra
riscos por minha culpa.
_ E eu não quero que você se prive de nada
por causa dele. Eu prometi que iria lhe tirar desse tormento.
_ Como?
_ Você fugiria comigo?
_ Joe, eu já falei sobre isso...
_ Claramente sua mãe e Gabriela virão
juntas.
_ E você? Sem ninguém?
_ Eu terei vocês.
_ Para onde?
_ Onde você quiser. – Demi parou um pouco e
desviou o olhar.
_ Depois não fale que eu não te avisei.
...
O lugar realmente não era o que se podia
chamar de bonito. Era uma área cheia de prédios velhos e pichada, logo no
começo da rua havia um amontoado de lixo. Claramente era um bairro de pessoas
simples, que viviam rodeados pelo crime e trafico, ao passar pela frente de um
prédio, em que na porta havia alguns garotos, jovens e dois adultos juntos,
observaram-nos passando com um olhar desconfiado.
_ Não olhe direto para eles. – Demi
sussurrou-me. Desviei o olhar imediatamente, mas ainda podia sentir em minhas
costas o olhar deles em mim.
O prédio em que Demi vive é o quarto da rua.
Pequeno e espremido entre outros dois prédios maiores que ele, até que em vista
dos outros estava bem cuidado, no primeiro andar, no parapeito das janelas
havia vasos de flores. Os outros dois andares que ficavam a cima não pareciam
ter o mesmo cuidado.
O apartamento de Demi ficava no segundo
andar. O lugar era pequeno, uma cozinha miúda, com o fogão, pia, geladeira e
uma curta bancada, bem ao lado ficava o banheiro, não muito maior, e do outro
lado ficava dois quartos, um da mãe de Demi e outro que Demi divide com a
filha, a sala também não era lá espaçosa, tinha apenas uma janela que dava
direto para a parede do prédio ao lado, um sofá de três lugares e uma cabeira
de balanço estavam de frente para uma TV. Uma mesa de quatro lugares ficava
logo atrás do sofá tudo estava bem arrumado e limpo.
_Mamãe. – gritou Gabriela, feliz ao ver a
mãe. Demi se abaixou para pega-la no chão.
_ Ei, você se lembra do Joe, minha linda? –
perguntou virando-a para mim.
_ Uhum. – disse movimentando a cabeça em
sinal de afirmação. _ Ele viu filme ‘com eu’ e ‘levou eu pa vê pexinho’ –
lembrou-se sorrindo.
_ Isso mesmo. Ele veio visitar-nos. – falou
Demi. _ Você vai levar ele a algum lugar?
_ Uhum. – fez o mesmo gesto. _ Vou levar ele
‘pa vê... pa vê... é... o paque’
_ Vai levar ele no parque?
_ Isso vai ser bem legal. – falei e a menina
sorriu novamente.
_ Oi filha – disse a mãe da Demi saindo de
seu quarto.
_ Oi mãe. – foi até a ela para abraça-la. _
Lembra se de Joe? – perguntou. Ela olhou para mim e deu um sorriso fraco. _ Ele
veio nos visitar.
_ Umm, desculpa a simplicidade, é bem
diferente do que você está acostumado a ver. – falou.
_ É tudo bem arrumado aqui. – falei sem
jeito, não sabia como respondê-la. Ela não pareceu surpresa com meu embaraço e
deu de ombros. _ Gabi, vamos ao mercado fazer compras? – perguntou com uma voz
alegre a netinha.
_ Mãe, eu posso ir amanhã. – falou Demi.
_ Não, eu posso ir com Gabriela hoje, estou
boa o suficiente para isso. – falou firme. _ Venha. – disse para neta que
passou do colo da mãe para o colo da avó.
...
_ Eu não tinha muita certeza de como você
estava se sentindo, ultimamente você tem estado menos... – hesitou. _ Não sei,
eu só não queria te pressionar a nada. – falou. Estávamos abraçados no sofá de
Demi, não tinha nada ligado, apenas eu e ela, conversando tranquilamente.
_ Eu não queria passar esta impressão. As
coisas têm estado meio confusas na minha vida.
_ Entendo... Eu não vou negar que foi uma
bela surpresa você aparecer por aqui, eu não achava que ia ver-te tão cedo.
_ E você acha que eu iria conseguir ficar
muito tempo sem ver essas suas sardas fofas? – perguntei, Demi riu.
_ Seu bobo. – rimos. _ Só sentiu falta das
sardas, foi? – perguntou, se virando para mim.
_ Não. – falei olhando para seus olhos. _ Eu
senti sua falta a todo o momento.
_ Pelo menos não foi só eu. – falou. Sorri
para ela.
_ Pensou muito em mim?
_ Eu ainda me lembro de cada palavra,
promessa, tudo...
_ E ainda sim não quer fugir comigo. –
lamentei.
_ Você não percebe que eu já sou sua?
_ E eu sou seu. – confirmei.
_ Fugir não será simples, Joe.
_ Eu sei, eu nunca disse que seria, mas é o
melhor a se fazer. Você não acha? – perguntei. Demi hesitou um pouco antes de
responder.
_ Pelo que vejo é a única opção.
_ Então isso é um sim?
_ Eu tinha construído paredes ao meu redor, você
já as derrubou, eu tinha tentado reconstruí-las novamente e você novamente
veio, porém desta vez fui eu que abri uma porta para que você pudesse entrar.
Eu poderia mentir, e mandar você embora, seria o mais louvável a se fazer, eu
estou acabando com sua família, família na qual eu sei que te ama e que você
também ama, mas eu estou me sentindo novamente como uma adolescente boba, com
borboletas no estomago ao pensar em você. – falou, vi-a enrubescer um pouco. _
E se eu parar para olhar, você sabe tanto sobre mim, mas eu quase não sei o
verdadeiro você. Conheço suas mentiras, mas não o que me importa.
_ Se você quiser podemos recomeçar agora,
fazer as coisas diferentes. – levantei-me e lhe estendi a mãe. _ Oi, meu nome é
Joseph, mas se preferir, pode me chamar de Joe. – Demi riu.
_ Você é realmente muito bobo. – falou, eu
ainda mantinha minha mão estendida.
_ Pelo menos agora você sabe uma coisa do
verdadeiro eu. – falei. _ Não irá me cumprimentar? – perguntei.
_ É sério isso?
_ Claro que sim. – Demetria se levantou e
tocou em minha mão, cumprimentando-me. _ Oi, meu nome é Demetria.
_ E então Demetria, você vem sempre por
aqui? – perguntei. Ela olhou-me como se eu fosse louco.
_ Essa é minha casa. – disse obvia.
_ Ei, não custa usar um pouco da imaginação.
– reclamei.
_ Você continua tão infantil quanto antes,
quando falava em ser meu Peter Pan. – lembrou-se.
_ E você continua tão realista quanto antes.
– comentei. _ Viu, tudo continua a mesma coisa.
_ Na verdade não. – falou, se aproximando
mais ainda de mim. _ Para mim, desde que você entrou em minha vida, tudo mudou.
CONTINUA
Capítulo postado, como nessa semana teve menos provas deu
para fazer um capítulo maior, e, espero que, melhor. Minhas provas acabarão
nessa segunda, vou ainda ter alguns trabalhos para fazer, mas não vão me custar
tanto tempo, então acho que poderei voltar a ler as fic, coisa que eu tinha
parado L e meus capítulos serão melhores espero que sejam melhores.
Bom, não se esqueçam de comentar. Bjsss
Erii: Fico feliz que tenha gostado, vou considerar seu voto sim,
fique tranquila, Jachel? KKKKKKK Adorei. Bom, hoje não teve momento Jachel, mas
espero que tenha gostado também. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Thayná: kkkkkkkkkk ele é um bom homem, só meio que influenciável demais
e.... é meio gay mesmo kkkkkkkkkkkk, brincadeira.... Bom, se ele vai ficar
sozinho, com Demi ou com Rachel, isso veremos... Espero que tenha gostado do
capítulo. Muito obrigada por comentar. Bjssss
Samara: kkkkk já que você disse.... Só não quero começar me achar
mais do que posso e acabar estragando as fics, afinal de contas ninguém merece gente
que se acha demais, mas não faz nem metade do que fala que pode fazer... Bom, é
foi quase que o Joe se perde completamente, mas logo ele vai se decidir...
Espero que tenha gostado do capítulo. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Carine Santana: kkkk tudo bem, só não abandone a fic por isso, por favor, ok?
Bom, hoje não teve momento Jachel (como diz a leitora Erii) então espero que
tenha gostado mais J Muito obrigada por comentar. Bjsss
Shirley Barros: ok, vamos com calma desta vez kkkk... Bom, eu não posso lhe
dizer o final, porque se não perde a graça, mas ACHO que você não vai ficar
decepcionada não, vai sair coisa boa da história ainda, é só ter paciência ;)
kkkkkk é quem sabe a Demi tem um pouco do sexto sentido e por isso ligou? Kkkkkk
Eu também irei considerar seu você como, “Joe ficar com Demi” para decidir o
final da história, ok? Se está gravida ou não isso só saberemos depois... Muito
obrigada por comentar. Bjssss
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