domingo, 23 de março de 2014

16º Capítulo “1+1” – Entre o Céu e o Inferno



Música 1+1 da Beyonce, sugestão da leitora Fátima.



Minha cabeça continuava a ecoar as palavras de Rachel, não havia como esquecer. Cada movimento parecia gravado em minha cabeça, como se tivesse sido tatuado em mim.
Eu ainda sentia seu cheiro, fraco, porém doce. Sua pele lisa e macia. Seu hálito fresco. Seus cabelos...

...

_Rachel, por favor... – tentei dizer, mas fui bruscamente interrompido.
_ Não, Joe... Não me afaste, por favor. – falou, já encostando seus lábios nos meus. Eu tentei recuar, mas não consegui, lá estava eu, sendo rodeado pelos seus braços e com meus lábios nos seus. _Vamos para seu quarto. – falou, assim que paramos o beijo, pegando na gola da minha camiseta e puxando-me para si.
_ Não. – Respondi. Minha voz saíra meio tremula e indecisa, mas desta vez eu teria que ser firme, e não deixa-la me arrastar. _ Rachel, vá para sua casa, por favor. – ela se afastou de mim, e um alivio tomou conta de mim, ela iria desistir, antes de mim, que me senti tão familiarizado com aquele abraço e beijo, que por um momento pensei que era certo deixar-me levar.
_ Você nunca me recusou assim. – falou quase que sussurrando.
_ As coisas mudaram... É melhor aceitar.
_ O que te fez mudar assim? – perguntou olhando em meus olhos, eu podia sentir sua vontade de ser respondida com sinceridade.
_ Eu já te falei, conheci outra pessoa.
_ E ela conseguiu apagar tudo o que tivemos?
_ Jamais. – Rachel desviou o olhar. _ Rachel. – levantei-me e fui até a ela, ela olhou para mim e pude ver seus olhos úmidos, ela estava se segurando para não chorar. _ Eu nunca me esquecerei do que tivemos, nem do que sentimos. Você é muito especial para mim.
_ Mas não o suficiente? É isso que você quer dizer?
_ Não, você é linda.
_ Não foi essa minha pergunta. – calei-me. _ Todo mundo tem direito a uma despedida.
_ Não existe despedida para ex-casal. – falei.
_ Ela é tão boa assim? – perguntou. _ Faz sexo melhor que eu? Desde quando vocês se conhecem? Desde quando você me trai?
_ Rachel, não haja assim, eu sei que tenho culpa, eu não deveria ter feito o fiz, mas não foi assim que aconteceu, você não sabe da historia.
_ E você não parecer querer contar.
_ Você não vai querer saber.
_ Mas eu quero.
_ Agora, mas depois vai se arrepender. – ficamos em silêncio por alguns segundos e Rachel deu um passo para trás.
_ Não foi uma convenção, não é? – hesitei. _Foi uma despedida de solteiro? – o meu silêncio pareceu ser resposta o suficiente para Rachel. _ Foi onde? Miami?
_ Rachel, pare.
_ Califórnia?
_ Vá para casa, por favor.
_ Las Vegas. – concluiu. _ Eu nunca te imaginaria lá. Deve ser lindo. – surpreendi-me com sua reação. _ Porque você não falou para onde estava indo? Porque você mentiu para mim? – sua voz parecia calma, não sei se ela estava tentando se controlar ou se não passada de fachada.
_ Você não me deixaria ir.
_ E deveria? Olha no deu... Valeu a pena para você?
_ Eu não queria que isso tivesse acontecido.
_ Eu vou te dar uma oportunidade, Joe, uma oportunidade de voltar atrás, faça amor comigo hoje, e eu esqueço tudo, remarcamos o casamento...
_ Rachel, não funciona assim! Eu não te amo mais.
_ Se você não sentisse mais nada por mim, não teria retribuído o beijo.  E não venha dizer que eu te obriguei; forcei-te, porque você tem muito mais força que eu, se você quisesse teria conseguido evitar. – hesitei, será que ela tinha razão? _ Eu não tenho nada além de você, Joe. – falou com um sorriso torto. _ E você nunca teve muita coisa além de mim.
_ Eu não queria te machucar.
_ E por isso correspondeu a meu beijo? Por dó? – perguntou. _ Você está tentando enganar a quem? A mim ou a você? – ela tornou a se aproximar de mim. _ Você vai me negar agora? – se aproximou mais ainda, lábios perto do meu. _ Você pode fazer isso, é só se afastar. – sussurrou. Meus olhos se fecharam e me deixei levar pela sua onda, não sei nem mesmo o porquê. Dentro de mim eu escutava uma voz dizendo, “saía daí, afaste-se, você não ama mais a Rachel, você ama a Demi”, mas também havia outra parte de mim dizendo, “fique, você sabe que quer esse beijo”.



_ Isso é errado.
_ Isso nunca foi errado o suficiente para nós Joe.
_ Antes.
_ E o que realmente mudou? Olha para nós agora, me fale o que mudou? – os beijos já tinham passado para a fase da caricia, eu podia sentir o corpo de Rachel se esquentar sobre a minha pele. Seu toque era tão familiar para meu corpo, que tudo parecia estar no seu devido lugar, mas não, nada estava certo ali, eu sabia que não estava e que deveria parar, mas como um feitiço eu estava preso a Rachel.



Se me perguntarem, eu nem mesmo saberei como responder, como cheguei a meu quarto? Não faço a mínima ideia. O problema era que de um jeito ou de outro, aqui estava eu, aos amassos com Rachel, pronto para dar mais um passo, um passo proibido, passo que já tínhamos dado varias vezes e nunca me pareceu errado, mas que agora era algo errado de se fazer, e isso apenas fazia com que a adrenalina em meu sangue aumentasse mais e mais.
Durante todo esse tempo não se escutava nenhum outro barulho dentro de casa, nada que pudesse nos deter, se eles podiam nos escutar? Bom, talvez sim, talvez não, eu só torcia para que fosse não.

Como um ato divino, ou talvez sorte, ou quem sabe até mesmo azar, meu celular começa a tocar insistentemente, atrapalhando o clima quente que rolava entre mim e Rachel, pude escutar sua respiração frustrada quando parei de beija-la e peguei o celular no criado mudo.

Quando olhei para a tela e vi quem chamava, meu mundo começou a desmoronar, era sorte e azar ao mesmo tempo. Eu podia sentir os olhos de Rachel fixos em mim, ela esperava uma reação minha, mas eu não conseguia olhar para ela, nem mesmo conseguia atender a chamada.
Foi quando minha consciência pareceu retomar controle sobre mim, o que eu estava fazendo? Porque eu estava fazendo isso? O que tinha acontecido em minha vida? Como que de um dia para outro eu passo de alguém que sabe o que quer, para alguém que não tem mais nenhum tipo de controle sobre a própria vida e sentimentos.
Eu sei que estou apaixonado por Demi, meu coração bate mais forte quando me lembro dela, quando a vejo e meu corpo implora por seu toque, mas porque eu correspondi a Rachel? Porque eu não neguei com mais firmeza a suas investidas? Rachel tinha razão, eu tinha mais força que ela, se eu quisesse impedi-la eu poderia. Mas porque eu não o fiz?
Afinal de contas, o que eu sinto por Rachel? O que eu sinto por Demi?

_ É ela não é? – perguntou Rachel, me tirando dos meus pensamentos. Olhei-a e ela tinha uma feição triste, não chorava, mas havia uma clara tristeza em seu olhar. O telefone deu seu último toque. Rachel se levando da cama e abotoou os três primeiros botões da blusa que haviam sido abertos, ajeitou a saia no corpo, e passou a mão pelo cabelo, era claro que ela iria sair, provavelmente percebera que não tinha mais jeito, eu não presto. Quem quer ficar com um homem que traia? Nenhuma mulher deseja isso, nem mesmo merece isso. _ As coisas para nós seriam tão mais fáceis. – falou Rachel, já com a mão na maçaneta, pronta para partir. Eu apenas a acompanhei com o olhar. _ Seria mais natural, tão simples e certo quando 2 é o resultado de 1+1.
CONTINUA
Olá a todos, como foi a semana de vocês? Bom, a minha foi cheia, provas todos os dias e para completar ainda tive sábado letivo, e o pior, próxima semana também será de provas :\ 3 ano está querendo acabar comigo. Bom claramente que esse aperto no horário deu efeito na fic, o capítulo saiu menor, mas espero que ainda sim gostem. Eu até iria tentar aumentar, mas isso significaria um maior atraso na postagem e como eu já estou cansada de atrasar com vocês, deixarei assim mesmo e tentarei recuperar no próximo.
Eu já vi o resultado da pesquisa, “Com quem Joe deve ficar em ‘Entre o Céu e o Inferno’?”. Levarei em consideração o resultado para dar o fim na fic, provavelmente vocês já devem imaginar o resultado, mas vou fingir que não e dizer que vocês só saberão no final da fic rerere.
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjssss

Erii: Nossa que legal *--* Quando acontecer eu quero as fotos, em? hahahaha Bom, levando em base a sua opinião, eu fiz um questionário, não sei se você chegou a ver e se votou, mas como já dito, levarei em consideração o resultado do questionário para continuar a fic, se ele ficará com Rachel, Demi ou sozinho, vamos ver em breve ;) muito obrigada por comentar, bjsss.
Izi Moraiis: kkkk, postado, espero que goste, muito obrigada por comentar, bjsss
Shirley Barros: É, deu uma mini merda aí hahahahahahaha eu fico muito feliz com isso, pois mostra que escrevo uma fic que dê para as pessoas sentirem, e isso é ótimo, e eu confesso que tem algumas fic e livros que eu também tenho essas reações, até mesmo choro feito um bebê.... Sem problemas, sempre que quiser fazer perguntas estarei aqui para responder ;) Bom, como eu já disse, não shippo, porem achava eles fofos juntos, não tenho nenhum problema com quem é fã do casal, tanto que escrevo uma fic sobre eles e respeito a aqueles que gostam, mas confesso que quando tem gente que acha que eles vão voltar, ter filhos e tudo mais, dá vontade de rir, porque, eu realmente não acho que isso vai acontecer, temos que nos conformar que acabou e que agora não passa de uma amizade. Muito obrigada por comentar. Bjss
Juh Lovato: Oi linda, e nesse capítulo ela foi mais longe ainda... mas as coisas vão se encaixar para ela no final... Sem problemas, fico feliz que tenha voltado a comentar, mas fique tranquila sobre essa questão, comente quando puder e quiser. Muito obrigada por comentar. bJsss
Samara: Sem problemas, eu também tive uma semana bem tumultuada e quase que não consegui escrever o capítulo direito :\ ... hahaha se um dia eu começar a me achar demais a culpa vai ser sua ok? Kkkkkkk brinks... Muito obrigada mesmo, você me deixa muito feliz ao falar isso sobre minha fic. Muito obrigada por comentar. Bjssss
Anônimo: o_o eu não sei se você espera alguma resposta minha ou da Erii, mas só peço para que não haja brigas, cada um tem uma opinião e nos cabe respeitar a todas, ainda sim, muito obrigada por dizer a sua opinião e por comenta-la aqui. Bjsss 

sábado, 15 de março de 2014

15º Capítulo “Give me Love” – Entre o Céu e o Inferno


Música Give me Love de Ed Sheeran, sugestão da leitora Kika

Havia um murmurinho vindo da sala de refeições, eu deveria ser o último a chegar, mas não porque tivesse acordado mais tarde que dos outros dias, mas sim, porque não ganhava coragem de enfrentar minha família novamente, depois da revelação e da briga da noite anterior, toda vontade de estar junto a meus pais e até mesmo o meu irmão, pareceram evaporar.
Assim que cheguei fui recebido com olhares nada agradáveis (mais por parte da minha mãe do que do resto) e um silêncio mórbido.
Minha mãe punha café na xicara de meu pai, isso sem desgrudar os olhos de mim, nem mesmo quando eu timidamente sentei-me entre meu pai e Noah. Mesmo assim, ela não derrubou nem uma gota de café fora da xicara, parou de por no momento certo, já deveria estar treinada, fazia todas as manhãs a mesma coisa, há mais de vinte anos.
_ Bom dia. – falei.
_ Bom dia. – respondeu meu pai. Em sua voz não havia mais irritação, apenas a mesma tranquilidade de sempre, Noah apenas acenou com a cabeça, provavelmente já sabia do acontecido, mas isso não parecia afeta-lo em nada, principalmente porque ele já desconfiava. Já minha mãe não me respondeu, parou de olhar-me e me ignorava com convicção.

_ Não poderemos ir à igreja amanhã, teremos que fazer uma celebração por aqui mesmo. – disse minha mãe com uma voz cortante. Meu pai não reagiu mal, mas Noah, juro ter visto um inicio de sorriso em seu rosto. Não que ele não goste de ir à igreja, o problema dele não é exatamente esse, mas sim o fato de ter que vestir terno para ir a igreja. Seu estilo molambento não se adaptava bem ao terno formal.
_ Não tem problemas, faremos com se fosse quarta-feira e leremos alguma passagem da bíblia.
_ Ultraje. – murmurou minha mãe. _ Isso não é um culto.
_ É o melhor que podemos fazer, mulher. – tentou consola-la.
_ Não, não é. – respondeu mal-humorada.
_ O pastor não irá impedir vocês que irei ao culto. – falei. Todos se calaram por um instante, minha mãe não iria responder-me, parecia resignada não mais falar comigo por um bom tempo.
_ Sua mãe teme os olhares de reprovação. – respondeu meu pai em seu lugar. _ A comunidade se sensibilizou com o sofrimento de Rachel. – concluiu. Bom, era melhor assim, Rachel receber carinho e apoio de todos...
_ Se eu não for junto, talvez isso não aconteça...
_ Joseph, oramos juntos desde antes de você nascer, não vamos abandona-lo assim.
_ Não seria abandono pai.
_ Já foi decidido, meu filho, vamos dar tempo ao tempo, logo voltaremos a frequentar aos cultos e festas como sempre fizemos, é só esperar...


O café da manhã havia sido desastroso, meu pai passou o tempo todo tentando amenizar a situação, enquanto minha mãe me jogava olhares de repreensão a todo o momento.
Dado isso, decidi que seria melhor ficar em meu quarto, nem mesmo almoçar fui. Claramente que após um tempo, Noah entregou-me um prato de comida em meu quarto. Não sei de quem foi à ordem para que a comida fosse-me entregue, mas eu preferia pensar que, em um momento de calma, minha mãe havia se preocupado e me mandado o de comer, não deixava de ser uma opção, mesmo que a de que meu pai, não querendo que eu morresse por inalação, tenha resolvido entregar-me algo, fosse a mais provável.



O dia parecia se arrastar vagarosamente. Liguei para Nicholas, conversamos um pouco e no final foi animador, ele prometera me dar apoio e ajudar-me caso fosse necessário, tipo, se eu precisasse sair de casa e Demetria fosse ter que sair de Las Vegas.
Se tudo desse certo no final, eu teria muito que agradecer a Nicholas, graças a ele essa história começou.

Depois dele, liguei para Demetria, que não me atendeu, quem falou comigo foi sua mãe, dizendo que ela tinha ido trabalhar, mas que havia esquecido o celular em casa. Ela falava comigo normalmente, sem nenhuma empolgação, mas também sem nenhum sinal de raiva. Novamente neutra. Deu-me vontade de pergunta-la como ela realmente se sentia sobre nossa relação, mas preferi ficar quieto, não sei se estaria preparado para uma negativa.




O barulho da porta se abrindo, vagarosamente, acordou-me dos meus pensamentos, já era mais de três da tarde, eu estava enjoado de ficar zanzando entre aquelas quatro paredes, sair talvez fosse uma boa, mas só se fosse para bem longe de Lewis, por aqui eu não teria sossego.

Para minha surpresa, não era nada que eu esperava; não que esperasse algo, Talvez fosse Noah me trazendo algo, meu pai tentando uma reaproximação, ou minha mãe, pronta para me agredir... Quem apareceu na porta era Rachel. Blusa rosa bebê, de botões, completamente abotoados e uma saia que ia até abaixo de seus joelhos, sem nenhum tipo de maquiagem no rosto e cabelos amarrados. Estava como deveria estar, sendo a filha do pastor. Simples, sem nada que chamasse atenção ou que despertasse pensamentos impuros nos outros, principalmente nos homens.
_ Olá Joe. – disse, sem se aproximar muito. _ Precisamos conversar...



_ Você precisa entender; ontem eu estava arrasada, foi um choque muito grande, mas eu parei para pensar nessas últimas horas, e estou bem mais calma.
_ Eu não tinha a intenção de te machucar, você sabe isso, não sabe? – perguntei.
_ Você não é uma má pessoa. – falou após hesitar um pouco.
_ Você não crê em mim?
_ Joe, eu estou tentando pensar que foi o melhor que você poderia ter feito, mas não, eu não consigo.
_ Seria injusto casar com você se eu não te amasse.
_ Porque você não me disse antes, seria tão melhor se essa história não tivesse chegado tão longe...
_ Eu... – hesitei. _ Foi nessa viajem que conheci essa pessoa, quando voltei já estava nas vésperas do casamento, eu não consegui fazer nada, eu pensei que eu poderia continuar com isso, mas não deu. Eu não podia fazer isso com você nem comigo. – falei.
Agora estávamos sentados na sala de refeição, teoricamente minha mãe e meu pai e Noah estão em seus respectivos quarto, respeitando meu espaço junto a Rachel, porém eu tinha quase certeza que minha mãe escutava tudo atrás da porta.

Na nossa frente duas canecas preenchidas com o café fraco que eu tinha acabado de fazer. Exagerei na água, mas Rachel não pareceu se incomodar com isso, no fundo nem eu, prefiro doce que amargo.
Rachel olhou para baixo, com a caneca entre as mãos, um fio de fumaça saia da caneca.
_ Quando eu dizia que te amava, eu nunca menti.
_ Se você me amasse de verdade, eu teria sido suficiente para você. – falou, senti uma amargura em sua voz. Calei-me. _ Eu disse que iria lhe deixar em paz, viver sua vida, esperar e tentar te esquecer, mas... É tão difícil. – sua voz falhou. _ Eu passei a noite inteira pensando... Em você... Em nós... No que seriamos...
_ Você vai encontrar outro alguém. – falei, depois de um tempo em silêncio, provavelmente não era a melhor coisa a se falar, mas eu tampouco sabia como reagir.
_ Você não me entende, não é? – perguntou claramente frustrada. _ Eu não quero outro alguém. Eu quero é você. Eu já estou cansada de acordar sozinha naquela cama. Eu acordo e estico o braço, achando que vou te encontrar, mas não... Não há ninguém lá. Eu só queria que você me desse uma oportunidade para mostrar que eu posso te fazer tão feliz ela.
_ Você já me fez muito feliz Rachel, mas não se trata apenas só disso, eu não quero lhe iludir...
_ Uma despedida. – interrompeu-me.
_ O que?
_ Me dê amor como nunca antes. Porque ultimamente tenho desejado mais. Talvez eu devesse deixar você ir, talvez eu te ligue hoje a noite. – deu uma breve pausa. _ mas eu só quero te abraçar. Tudo o que eu quero é sentir o sabor dos seus lábios novamente, o calor do seu toque. Nem que seja pela última vez. Me dê amor como você daria a ela. – levantou-se de sua cadeira e se aproximou de mim. Eu fiquei paralisado onde estava. Eu podia sentir o leve perfume de rosas, o qual eu já estava tão habituado a sentir. Seus olhos estavam tão próximos dos meus, que eu poderia me ver refletido neles, sua respiração dava em meu rosto... _ Apenas me dê amor.
CONTINUA

Olá a todos, primeiramente quero dizer por que demorei a postar, o capítulo esta pronto desde sábado passado, mas a noite, antes de eu postar, meu carregador resolveu parar de funcionar e eu só fui perceber isso quando meu pc desligou por falta de carga. Recebi meu carregador concertado na quinta, mas como minha semana foi toda com trabalhos e provas para fazer, não entrei muito no pc, por isso não postei. Peço desculpas por isso.
Espero que gostem deste capítulo.
Bjssss

Kika: É, pode até ser que vão ficar, mas não vai ser tão fácil assim não... Como já foi dito, we’re one in the same 8) bjsss
Carine Santana: Ih pior que é mesmo, logo logo ela descubrirá e não vai ser nada legal... para o Joe, claro... e nem pra Demi... Jura que vc mora em Salvador? Que legal! Eu não participei do carnaval aqui de bh, mas disseram que foi bom, ainda assim, sem duvidas, o de Salvador pisa e esmaga o carnaval daqui kkkkk. Obrigada por comentar. Bjsss
Lulli Lovato: Sem problemas, fico feliz que esteja gostando e quando puder comente, mas quando não der, tudo bem, o importante e que leia e que goste. Obrigada por comentar. Bjss
Erii: kkkkk a música é bonita mesmo, uai já está pensando no casamento? Já tem pretendente em vista, em? >.< obrigada por comentar. Bjsss
Diana: Você está mais que desculpada, ainda mais que eu também não estou como santa nessa história, estou atrasada com todas as fics que leio e isso inclui a sua :\ mas eu estou com fé que conseguirei retomar meu ritmo de leitura o mais rápido possível. Que bom que você gostou dela, vou dar um fim legal para ela, ela é uma boa pessoa, não merece o sofrimento. Obrigada por comentar. Bjss
Shirley Barros: Bom, que o Joe está disposto a largar tudo, ele está, mas que vão tentar impedir, isso também vão, só nos resta esperar para ver como essa confusão vai se desenrolar. Também não sou muito chegada no carnaval, é uma festa bonita e tudo, mas não é meu tipo de festa. Respostas: Sim, atualmente estou escrevendo um, mas estou tendo dificuldades, pois tem muita ideia na cabeça, mas colocar tudo em prática está me deixando louca e fora que estou mais acostumada a escrever dramas e romances e no livro que quero escrever é romance e fantasia, e eu estou com medo de começar a viajar demais na fantasia e acabar parecendo que eu estava drogada enquanto escrevia kkkk ](eu não me drogo não tá?). Eu tenho 17 anos. Faço o terceiro ano do ensino médio. Acho Jemi fofo, mas estou na categoria dos que escreve sobre jemi por escrever... Obrigada por comentar. Bjsss. 

segunda-feira, 3 de março de 2014

14º Capítulo “Tudo Mudou” – Entre o Céu e o Inferno



Música Tudo Mudou de Belo, sugestão da leitora Fátima.

Parecia haver algo novo no ar, talvez o céu limpo de nuvens e uma brisa que passava constantemente, não deixando o calor reinar, ajudassem um pouco, mas eu sabia que a minha felicidade não se tratava do clima, nem o lindo céu, mas sim pelo fato de eu estava do lado de quem eu amo.

_ Você poderia tirar esse sorriso bobo da cara? – perguntou Demetria. Agora estávamos sentados no chão, protegido pelas sombras das árvores do Red Butte Garden, Gabriela e a mãe de Demetria, Dianna, estavam mais perto do lado, crianças estavam jogadas no píer de madeira, já que não podia entrar naquele pequeno lago, apenas o observavam e o tocavam com as pequenas mãozinhas, hora e outra uma criança saía assustada por um peixe ter tocado em seus dedos, não sei o que elas pensavam quando isso acontece, mas pelo choro de algumas, provavelmente pensavam que os peixes daquele lago seriam capazes de mata-las.
_ E porque eu faria isso? – perguntei.
_ Porque você esta sorrindo sem um real motivo.
_ Eu vou ficar com você, isso já não é motivo suficiente?
_Joe...
_ Nós vamos ficar juntos sim. – Demetria revirou os olhos.
_ Me admira a sua positividade. – comentou. _ Eu não vou destruir a sua família, você não irá brigar com eles.
_ Eu sei o que fazer, Demi, vou falar com eles hoje e você resolva tudo em Vegas, tudo vai dar certo no final. E mesmo que não tenhamos a benção deles... Não vamos morrer por isso.
_ Eu só não quero ser uma destruidora de lares, eu já fiz bastante merda por aqui...
_ Para mim você só trouxe felicidade. – falei.
_ Nem tente, Joe, não sou boba como seu sorriso. – rimos.
_ Você quer que eu pare de sorrir bobamente? – perguntei, aproximando-me dela. Ela pareceu entender minha investida, a percebi olhando meus lábios e voltando os seus olhos para os meus. Sem esperar mais, nos beijamos, foi intenso, mas não quente, afinal de contas estávamos em publico.


Eu estava feliz, isso era lógico, Demetria me daria mais uma chance, eu teria a oportunidade de formar uma família com ela, mas esse desafio não seria tão fácil assim. Eu teria que falar com meus pais e posteriormente com Rachel, Demetria queria que tudo fosse esclarecido e só depois poderíamos oficializar-nos. A mãe de Demetria parecia tentar não entrar muito no meio de nós dois, mas estava claro que ela não estava tão à vontade assim com o nosso relacionamento, parecia esperar calmamente enquanto tudo acontecia e só depois daria sua opinião sincera sobre nós dois.
Eu queria que meus pais fizessem o mesmo, mas sabia muito bem que isso não iria acontecer. Eles não realmente sabem sobre Demi, tudo o que eles sabem é que ela é prima de Rachel, o que por si só, já é motivo o suficiente para que eles se ponham contra a meu relacionamento com ela, mas eu ainda tenho a esperança de que eu apenas esteja fazendo uma tempestade em copo d’água. E também, mesmo que eles não aceitem, nada me fará desistir de Demi, não mais. Agora que já senti o sabor dos seus beijos, o calor dos seus braços, que já fui pego pelo seu encanto, não há mais volta. Minha vida era cheia de certezas e agora eu só tenho uma. Meu lugar é junto a Demi.

(...)

A pior parte do dia foi quando Demi, sua mãe e Gabriela tiveram que voltar para Vegas.
_ Eu não posso me dar o luxo de ficar, Joe, enquanto não estivermos com nossa vida decidida, eu não poderei ficar aqui. – falou. Eu tinha passado o caminho todo insistindo para que ela ficasse, e ela sempre me dava a mesma resposta, eu não queria deixa-la ir, mas eu sabia que ela não iria ficar.
_ Você poderia tirar umas férias.
_ Esses dois dias foram o máximo de férias que pessoas como eu podem tirar. – falou humorada, como se não fosse uma coisa horrível.
_ Assim que eu conversar com meus pais, você promete largar tudo e voltar? – perguntei.
_ Depende. Você foi criado de maneira familiar e eu não vou destruir isso.
_ Você nunca vai destruir isso. Se meus pais não aceitarem, eu construirei uma família com você. Eu já tenho uma sogra e uma filha. – sorri.
_ E um doido para tentar de matar.
_ O pai da Gabi não será problemas para mim. – falei.
_ Não diga que eu não te avisei. – deu de ombros, pela primeira vez, quando era esse o assunto. A chamada para o voo de Demetria foi anunciada e o desespero de me separar dela começou a falar mais alto.
_ Tem certeza que você não pode ficar até amanhã, ou pegar um voo para mais tarde? – perguntei.
_ Você só está tentando atrasar o inevitável. – falou e tocou-me na face com cuidado, sua mão estava quente contra minha pele, a sua pele macia em atrito com os pelos que começavam a tornar crescer da minha barba, fechei os olhos e respirei fundo, tentando captar seu cheiro, como fonte de lembranças, não que eu fosse esquecê-la, Demetria não é uma pessoa fácil de esquecer. _ Eu te ligo quando chegar em casa. – abri os olhos e ela tinha um sorriso simples na face, um sorriso tão puro quando o da filha, quem vê nunca poderia imaginar pelo inferno que ela já passou na vida.
_ Estarei esperando.

(...)

_ Mas Joseph, que mania é essa agora de fugir de casa? Você está com algum problema psicológico? – perguntou minha mãe furiosa, assim que cheguei em casa. Eu ainda esperava vê-la trancada no quarto, aos prantos, mas ela era assim, chorava durante um curto espaço de tempo e depois logo voltava ser a dona de casa alerta de sempre, acordando cedo para fazer o café-da-manhã, arrumando a casa, fazendo o almoço e brigando com os filhos...
_ Eu não estou fugindo de casa, mãe.
_ Ah não? Eu fui ao seu quarto. Você não dormiu em casa.
_ Eu sei, mas eu não fugi. – insisti.
_ O que está acontecendo com você, meu filho? Você não era assim. – disse claramente decepcionada. Meu pai estava sentado na grande poltrona da sala e olhava a TV, estava passando basquete, ele não parecia muito concentrado no jogo, mas tampouco dava sinal que iria entrar na ‘conversa’, Noah, deve estar no quarto, como quase sempre. _ Você não pode ter mudado assim, em tão pouco tempo, tem algo muito errado acontecendo.
_ Mãe, pai. – meu pai hesitou um pouco antes de tirar os olhos da TV. _ Eu preciso ter uma conversa séria com você dois. – falei.
_ Quem precisa ter uma conversa séria aqui, sou eu, Joseph. – falou minha mãe, ignorando-me. _ Como você foi capaz de fazer aquilo com a Rachel? Uma moça tão boa, você nunca vai encontrar alguém como ela.
_ Mãe, eu realmente preciso falar com você e com o papai. – ela colocou a mão na cintura, nada satisfeita com minha ‘audácia’.
_ Tá vendo Paul? Quando eu te disse para não deixar Joseph trabalhar na capital, olha o que esse menino se tornou!
_ Mãe...
_ Joseph, fique quieto, você não está bem nesses últimos dias e enquanto não descobrirmos o porque, é melhor você ficar quieto.
_ Você não me deixar explicar. – alterei-me.
_ Mulher, talvez fosse melhor escutarmos ele, seja lá o que ele tenha para nos dizer. – disse meu pai, tentando ficar calmo.
_ Então você também está a favor dele?
_ Eu só quero que as coisas fiquem claras... Eu sei que no final ele vai perceber que fez besteira. – disse. Por algum motivo eu achava que meu pai desconfiava de algo, ele sempre parecia estar dando-me indiretas, me pergunto se ele também passou por isso...
Minha mãe continuava com mão da cintura e sua face mostrava que não estava nada feliz com a situação.
_ Fale logo, antes que eu desista de te ouvir. – falou séria, nunca me senti tão pequeno perto dela, era como se eu tivesse voltado à infância.
Grande homem eu sou...

_ Eu não me casei com Rachel, porque me apaixonei por outra pessoa. – falei rápido. Meus pais ficaram calados e imaginei se eles ainda estavam vivos depois dessa.
_ Você só pode estar brincando.
_ Não, mãe, eu não estou brincando.
_ Você ama á Rachel, Joseph, vocês se amam desde o colegial, e essa aí que você acha que gosta... ah quanto tempo você á ama? – perguntou.
_ Mãe, eu não queria machucar a Rachel, mas eu não poderia casar sem amor, tento outra em minha mente.
_ Me responda Joseph. – hesitei.
_ Há... uns... seis dias. – falei baixo. Outro silêncio inundou a casa.
_ Meu Deus, as coisas estão pior que eu pensava.
_ Joe, meu filho, você tem certeza do que está dizendo? – perguntou meu pai.
_ Tenho pai. Não foi planejado, eu não sabia que eu iria me apaixonar por outra pessoa.
_ Foi nessa viajem, não foi?
_ Foi.
_ Você a conheceu na convenção, não é? Ela é o que? Vendedora como você? Dona de concessionaria? Apaixonada por carros?
_ Paul, eu não creio que você vai aceitar isso.
_ Por Deus, ele já fez a merda, agora temos que concerta-la.
_ Concertar seria se ele fosse até a casa do lado, pedisse desculpas e se casasse com Rachel, como sempre foi o planejado.
_ E você acha que o pastor vai deixar Joe se aproximar da filha?
_ O pastor é um bom homem, segue a bíblia com fervor e sabe perdoar, ele dará uma nova chance a Joseph se ele estiver realmente arrependido. – contestou.
_ E você está realmente arrependido? – perguntou meu pai, olhando para mim.
_ Eu não queria tê-la feito sofrer, mas eu não poderia me casar com ela. – respondi.
_ Essa mulher foi criada na igreja? – perguntou minha mãe. Talvez ela fosse dar o braço a torcer.
_ Ela é uma boa mulher, tem um bom coração.
_ Joseph... Não brinque.
_ Ela não foi criada em Lewis, as coisas para ela são diferentes. Mas ela crê, ela é educada, boa, passou por momentos complicados... – falei.
_ Onde ela está agora?
_ Voltando para casa. – respondi.
_ Voltando? – perguntou meu pai, sem entender.
_ É, voltando... Ela estava aqui. – hesitei. _ É a Demetria, prima da Rachel.

(...)

_ Como foi tudo? – perguntou Demetria, pelo telefone.
_ Foi como o esperado. – resumi.
_ Esperado, por mim ou por você? – insistiu.
_ Por você. – Demi riu.
_ Resumindo, foi péssimo. – concluiu.
_ Poderia ter sido pior. – falei.
_ Serio?
_ Bom... Acho que sim. – pude escutar Demi suspirar. _ Vai dar tudo certo.
_ Joe, eu já te falei quais são minhas condições. – falou, rolei-me em minha cama, o quarto escuro, a noite ainda estava a chegar, mas as cortinas fechadas fazia parecer que a lua já estava alta no céu. O silêncio na casa, agora, parecia até confortável, os gritos e choros havia, por fim, acabado.
_ Eu sei, eu sei... E não ache que se for necessário, não tentarei fazer-lhe mudar de ideia.
_ Eu não vou te separar da sua família.
_ Você agora também faz parte dela.
_ ah é? Quem disse? Minha querida sogra?
_ Ainda não, mas irá dizer, quando te conhecer melhor.
_ Você fala assim, até parece fácil.
_ Com você comigo eu tenho tudo, eles vão perceber isso e vão aceitar.
_ Joe...
_ Demi, você sabe que eu estou louco por você, não sabe?
_ Sei, e é isso que me assusta.
_ Antes de te encontrar, o mundo não tinha cor. Quero te dizer, teu amor mudou minha vida. Amo você demais.
_ Joe, você está bem? – perguntou, eu ri. Eu tinha todos os motivos para estar péssimo, tinha acabado de ter uma discussão com meus pais, mas assim que Demetria me ligou, tudo pareceu se escapar, toda a raiva e frustração. Eu estava bem. Ótimo!
_ É melhor você ir se acostumando, esse é o meu jeito de mostrar amor.
_ Vai ser bem difícil, nunca fui tratada assim.
_ Mais um motivo para você querer ficar comigo, custe o que custar.
_ Bom, vontade você sabe que eu tenho, mas eu não vou lhe prejudicar.
_ Demi... Te peço, por favor, pra me prometer, que nunca vai ter despedida, eu tenho medo de te perder.
_ Joe, se for pra ser será.
_ Eu sei que será. – falei.
_ Olhando assim, nem parece o mesmo homem que estava cheio de duvidas.
_ Eu já te disse, quando eu te conheci, tudo mudou...

CONTINUA

Atrasei, mas postei... Como vão vocês, curtindo o feriado de carnaval? Bom, eu não, porque não sou muito fã de carnaval, vou ficar em casa mesmo, tentar ficar em dia com as fics, escrever um pouco, ler bastante e ficar em dia com minhas séries... Tomara que dê J
Comentem/avaliem.
Bjssss

Kika: hahaha será que vão mesmo? Essa música também vai e vem na minha cabeça toda hora, principalmente quando coisas assim acontecem. Bjssss
Erii: hahahahahahaha eles vão dar um jeito, mas no fundo, é a Demi que está pondo problemas, vamos ver o que acontece.... Obrigada por comentar. Bjssss
Carine Santana: hahahahaha desculpa, eu tentei, mas realmente não deu. Espero que tenha gostado deste também. Obrigada por comentar. Bjsss
Shirley Barros: Fique tranquila, já sei até quando usar algumas delas ;) Que isso, seu comentário foi lindo, até mesmo com sono hahahaha. Obrigada por comentar. Bjsss

Mariana Miranda: haha ok, meu face é esse: https://www.facebook.com/fernanda.carolina.3133?ref=tn_tnmn

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

13º Capítulo “You belong with Me” – Entre o céu e o Inferno




Música You belong with Me da Taylor Swift, sugestão da leitora Kika

Minha mãe estava trancada no quarto chorando, nem mesmo meu pai conseguia entrar para acalma-la. Ele parecia calmo, talvez ainda acredite que eu irei mudar de ideia, Rachel ainda me aceitaria, ela se mostrou disposta a perdoar. “Eu ainda te amo e quando você voltar a por a cabeça no lugar, eu estarei aqui” – disse ela aos prantos.

Já sem o terno, após tomar um banho demorado, para tentar relaxar-me, eu vestia penas uma blusa simples de malha branca, era antiga e larga, tinha até mesmo alguns furos por culpa do desgaste e uma calça de moletom preta com bolsos, também simples, mas menos destruída...

Uma batida na porta e nem mesmo esperou um resposta para entrar. Nicholas havia ficado aqui o tempo todo, tentando intermediar entre as duas famílias, como padrinho e tecnicamente neutro, ele ficara encarregado de enviar as ameaças – do pai de Rachel a mim. – de pedir desculpas – desculpas das quais não fui eu que enviei, mas que minha mãe e meu pai fizeram questão de por em meu nome. – aparentemente telefonar era uma péssima ideia, ouvir a voz um do outro poderia causar uma discussão maior ainda, e acabou que sobrou para meu amigo.
_ Qual é a ameaça desta vez? – perguntei.
_ Eles estão se acalmando. – comentou. _ Mas não te aconselho chegar muito perto deles por um bom tempo. Sabia que ele tem uma espingarda belga? – pareceu assustado.
_ Ele fez questão de me mostra-la quando comecei a namorar a Rachel. 
_ E você ainda tem coragem de dá um fora nela. – riu.
_ haha, engraçadinho.
_ Demetria não está mais na casa. – falou, olhei para ele. Ela já tinha ido? Sem se despedir? _ Ela ainda está em Utah, Joe, não voltou para casa ainda. – disse, ao perceber minha tristeza com a notícia.
_ Porque?
_ Ela tem parte nessa história, JJ, ela não estava se sentindo bem ficando lá. – falou. _ A mãe dela ainda está aqui, mas a menininha foi com ela. Parece que elas voltam para Vegas amanhã.
_ Isso ia acontecer. – tentei dar de ombros, mas na realidade isso me fazia triste, Demetria não iria ficar; mesmo eu tendo renunciado ao meu casamento, ela ainda não ficaria por mim e não sei se eu poderia ir por ela.
_ Ela está no Days Inn Central. – disse.
_ Você acha que eu deveria ir lá? – perguntei indeciso.
_ Você por acaso acha que não?

Days Inn Central é um hotel simples, apesar de estar localizado na parte central de Salt Lake City, não é exatamente no centro mais movimentado, a maioria dos hospedados são caminhoneiro ou viajantes aventureiros, fica entre a W 3300 S e a S 300 W, perto de uma rodovia interestadual e uma estação de trem.
Assim que cheguei à recepção vi que o local estava vazio, já era noite e todos os hóspedes já deveriam estar dormindo, a recepcionista falava no telefone, não prestei muita atenção na conversa, mas parecia que ela estava agendando uma futura reserva.

_ Boa noite, eu posso ajuda-lo? – perguntou com um sorriso simpático, comum de pessoas que trabalham em recepções e outros trabalhos que envolvem certo contato humano.
_ Boa noite, eu queria saber se tem uma pessoa chamada Demetria hospedada aqui?
_ Demetria de quê? – perguntou. Hesitei.
Como que isso poderia estar acontecendo? Eu cancelei meu casamento por uma mulher da qual eu não sei o número do celular e nem mesmo o segundo nome!
_ Demetria Black? – perguntei. Levando em consideração que ela é parenta de Rachel e que o sobrenome da família era sempre ‘Black’ decidi arriscar. Ela parou para checar no computador.
_ Não senhor. Não temos nenhuma Demetria Black no hotel. – disse calmamente.
_ Mas tem alguma Demetria, certo? – perguntei. Ela olhou-me, desta vez um pouco desconfiada. _ Ela é prima da minha... Noiva. Eu preciso falar com ela. A filhinha dela, a Gabriela, não é? Eu não sou nenhum louco. – garanti, tudo bem que minhas vestes não ajudavam, a única coisa que eu tinha trocado era a calça de moletom para uma calça jeans de lavagem clara, a blusa era a mesma e eu estava de chinelo de dedo.
_ Qual é o nome do senhor? – perguntou. _ Verei se ela quer falar com o senhor. – explicou-me.
_ Joseph Jonas. – respondi, agradecido pela bondade e paciência da recepcionista.
Ela discou os números e enquanto esperava ser atendida, dividia sua atenção entre olhar-me e olhar a tela do computador a sua frente.
_ Senhorita Demetria Lovato? – perguntou. Lovato, então esse era seu sobrenome... Eu provavelmente teria que repensar minha relação com Demi, não é natural agir assim por alguém que se conhece há tão pouco tempo, não é natural se apaixonar por uma pessoa que nem mesmo conheço, por alguém que ao mesmo tempo em que sei bastante sobre, não sei quase nada. _ Joseph Jonas está aqui na recepção e quer falar com a senhora, posso autorizar a subida dele? – perguntou. Os segundos após a sua pergunta até ela desligar a ligação e dizer-me sua resposta, pareceram durar horas, como se tempo estivesse querendo me pregar uma peça e deixar-me louco.



Assim que Demi abriu a porta, pude ver que ela estava de pijama, era cinza com detalhes vermelhos, sem nenhuma maquiagem e com o cabelo em coque, ainda assim, continuava perfeita. Ela deu um sorriso fraco e abriu espaço para que eu entrasse.
A cama de casal estava coberta com um edredom meio brega e a TV estava ligada, em baixo volume, passava um filme da Disney. Gabriela estava quietinha na cama, com uma chupeta na boca e também já de camisola, florida e rosa, a pequena olhava para a TV com tanta atenção, que nem mesmo pareceu perceber minha chegada, sua bonequinha estava sendo espremida em seus bracinhos.
Entrei sem realmente saber como reagir.
Assim que Demi fechou a porta olhou-me paciente, sem dizer nada, esperava que eu reagisse.
_ Oi. – disse sem graça. Demetria riu.
_ Oi. – respondeu ainda risonha. _ Você veio só para dizer oi? – perguntou ao perceber minha hesitação.
_ Não, claro que não, é... Você foi embora.
_ É. – pareceu tímida.
_ Você nem se despediu.
_ Não tive oportunidade.
_ Você vai para Vegas amanhã?
_ Sim. – respondeu.
_ Você podia ficar mais um tempo. – sugeri. Demetria suspirou.
_ Sente-se. – disse apontando para a pequena mesa perto da janela que estava fechada. Fui e sentei-me, ela sentou-se, na outra cadeira, a minha frente. _ Joe, eu fico feliz pela sua preocupação e vou fingir que não estou assustada pelo fato de você ter descoberto onde eu estava e ter aparecido aqui às uma da manhã. Mas nós temos uma vida, e teremos que continuar.
_ Você pode vir para cá se quiser, deixe tudo pra trás...
_Joe...
_ Ou eu posso ir pra Vegas com você.
_ Joe...
_ Demi eu larguei tudo por você.
_ Você não amava mais a Rachel, não foi por mim...
_ Eu não amava mais a Rachel, porque eu te amo! – Demetria olhou-me meio assustada, meio emocionada, como se minhas palavras a tivessem pegado desprevenida, mas também, a tocado.
O momento fora atrapalhado pelo barulho de celular, era o de Demi, ela suspirou cansada, como se já estivesse de saco cheio daquilo. Ela se levantou e se fechou no banheiro junto ao seu celular. A pequena, na cama, ao ver a mãe se trancar no banheiro, desgrudou os olhos da TV e com dificuldade desceu da cama e foi para porta do banheiro, com a palma aberta, espalmou a porta, e Demetria gritou para que ela voltasse para a TV, a menina resistente continuou no mesmo lugar. Levantei-me e fui até a ela, ela olhou-me, deu um sorriso, que não apareceu muito graças ao bico que usava, mas logo voltou a ignorar-me. Peguei-a no colo, e ela reclamou, deu-me chutes, que não chegaram a machucar, apesar de saber que ela estava usando toda a sua força.
_Ei, calminha, vamos ver o filme. – tentei fazer com que ela parasse. Ela parou e olhou-me ainda emburrada. _ O que você estava assistindo? – perguntei, tentando quebrar o gelo, nunca fui muito bom com crianças, mas no momento, tentar era necessário.
_ “Blave”. – falou com a voz fina.
_ O que? – perguntei. _ Pode tirar sua chupeta? – Ela fez carinha tímida, e assentiu. Peguei seu bico e ela sorriu novamente. Seu sorriso parece com o da mãe. _ O que você estava assistindo mesmo?
_ Brave. – respondeu.
_ Oh, que legal, Brave é bem legal, vamos voltar a assistir? – perguntei, sem esperar sua resposta para começar a andar com ela até na cama.
_ Mamãe. – fez bico.
_ Sua mãe está falando no telefone, não vai poder vir agora. – a menina tinha agora uma carinha triste. _ Ela vai voltar logo. – tentei conforta-la.
_ Mamãe vai brigar papai. – ela parecia estar quase a chorar.
_ Não, ela só está falando no telefone.
_ Não. – quase gritou. _ Mamãe vai brigar papai. – insistiu. Só aí entendi o que ela realmente queria dizer, Demetria estava falando com o pai de Gabriela e eles iriam brigar.
_ Como você sabe? – perguntei. Pronto, agora eu estava fofocando com uma criança que nem mesmo tinha saído das fraudas.
_ Todo dia. – respondeu.
_ Todo dia é assim? – perguntei chocado. A pequena assentiu.
_ Papai e mamãe brigaram antes hoje. – disse, ainda mais triste, sua carinha destroçava meu coração.
_ Antes de eu chegar ou bem mais cedo?
_ Antes. – respondeu. E me abraçou, ainda em meu colo, eu não sabia como reagir. Sem perceber Demetria e a constante briga com o pai da pequena estavam traumatizando-a. _ Mamãe “chola”.

Coloquei a menina na cama, e ela estava com os olhos úmidos, pediu o pico de volta, e assim que eu a entreguei ela voltou a pô-lo na boca.
_ Eu vou olhar sua mãe, ok? – perguntei.
_ Não. – disse e esticou os braços, como se tentasse me pegar.
_ Ei. – aproximei-me dela. _ Está tudo bem, eu só vou ali, rapidão. Eu te dou um doce depois. – tentei negociar, não sei se ia funcionar, mas se eu fosse criança, essa tática seria infalível.
_ Não. – gritou.
_ Dois bombons? - ela começou a rir e logo percebi que ela estava era brincando comigo.
_ Não. – insistiu.
_ Três? – ela hesitou.
_ Não.
_ Uma caixa de bombom inteira. – ela abriu um sorriso.
_ É muito? – perguntou inocente.
_ Muito. – falei arregalando os olhos para dar mais ênfase.
_ ‘Vota lápidu’? – perguntou.
_ Volto.
_ ‘Plometi’?
_ Prometo.

Aproximei-me da porta e pude escutar Demetria, ela estava gritando agora, e pude ver que a pequena estava certa, os dois estavam brigando. A porta não estava trancada, como pensei que estaria, abri, e a vi, com os olhos vermelhos, ainda falando no telefone. Ela se virou de costas, como se pedisse privacidade, entendi e resisti aos impulsos de abraça-la ou de tomar o telefone de sua mão e dizer poucas e boas para o tal pai de Gabriela.

_ ‘Votô’?– perguntou Gabriela, assim que sai pela porta. Sorri para ela. Eu tinha que fazer algo pelas duas, elas merecem que alguém o faça.


Assim que Demetria saiu do banheiro ela não mais chorava, eu podia ver que seus olhos estavam avermelhados e meio inchados, mas ela parecia fingir que nada tinha acontecido. Eu estava deitado na cama de casal do quarto, ao lado de Gabriela, o filme já tinha acabado e agora passava The Suite Life on Deck, Gabriela alterava entre assistir, e rir como se tivesse acabado de escutar a piada do ano, e dar pequenos cochilos. Mas assim que a mãe apareceu no quarto novamente ela esqueceu se do sono e da TV, pôs se de pé na cama e começou a pular e falar tudo enrolado, já que estava com o bico na boca.
_ Gabi, tire o bico. – falou com um tom cansado, mas a menina não pareceu perceber, continuou alegre ao ver a mãe de volta. Tirou o bico e repetiu tudo o que havia dito, agora de maneira mais entendível.
_ Ele vai dar doce pra mim, um monte. – disse abrindo os braços, dando ênfase no “um monte”.
_ Ah é, que legal. – disse Demetria, rindo para a filha, ela olhou para mim e deu sorriso fraco.
_ Ele é legal. – disse sorridente.
_ O Joe é legal é? – pegou-a no colo.
_ Uhum. – disse assentindo com a cabeça.
_ Então você vai deixar-me falar com ele? – Gabriela assentiu. _ Então dorme, que já passou da hora de criança ir dormir. – falou, colocando-a na cama novamente. A menina não reclamou, acomodou-se com sua boneca nos braços e em poucos minutos simplesmente apagou, feito mágica, o que me pareceu assustador, crianças não são horríveis de se por para dormir?


_ Obrigada... Por cuidar de Gabriela. – disse.
_ Demi, sobre...
_ É melhor você ir... Vão pensar que você desapareceu novamente.
_ Eu não vou. – ela apenas me olhou, ela não tinha cara de quem tinha energias para brigar. Não mais. _ Eu não vou antes de realmente conversar com você.
_ Já está tarde, volte amanhã.
_ Se eu sair daqui, você fugirá de mim... Assim com eu costumava a fazer. – Demetria suspirou.
_ O que você quer falar? – perguntou desistindo.
_ Podemos sentar novamente? – perguntei. Ela assentiu e nos sentamos novamente. _ A Gabriela sabe o que está acontecendo entre você e o pai dela, ela está sentindo isso. – falei, Demetria olhou para filha, e eu juro que nunca tinha visto um olhar tão triste como o dela naquele momento.
_ Eu só queria que ele desaparecesse. – disse segurando o choro.
_ Venha para cá, ele nunca vai te encontrar. – falei, pegando em suas mãos por cima da mesa.
_ Joe, olha para mim, e só me diga que sim ou não, você realmente acha que se eu ficar em Lewis eu serei aceita como parte da família? Quando perceberem que você largou a Rachel pela própria prima, você acha que vão aceitar nosso relacionamento? Você acha que seus pais iram nos aceitar? Eles vão saber quem eu sou e o que eu faço, conhecendo eles como você conhece você acha que eu posso ficar e construir uma vida com você? – hesitei, talvez eu não tivesse pensado em tudo antes de lhe fazer a proposta.
_ Não... Mas eu não ligo. – deixei claro.
_ Mas eu sim! – falou separando nossas mãos.
_ Eu vou para Vegas com você. – sugeri em desespero.
_ E o que? Vai largar seu emprego? Se meter com mulher de bandido? Por acaso você está tentando suicídio? – perguntou. _ Joe nós não temos como construir uma história... Você não acha que eu quero? Eu me sinto bem ao seu lado, mas isso não é para acontecer. Você me conhece como ninguém, isso porque você entrou na minha vida mal faz uma semana, eu nunca vi algo assim acontecer, às vezes eu acho que estou sonhando, que a qualquer momento eu vou acordar para minha realidade, realidade na qual pessoas como você não aparecem do nada. Eu estou bem com isso...
_ Não! Você diz que está bem, mas não, você não está.
_ Eu sei que eu te aconselhei a não casar com a Rachel, mas volte para Lewis, tente reconquista-la, ela é bonita, não tem problemas como o meu...
_ Ela não me entende como você, ela não tem o seu sorriso, o sorriso mais iluminado que eu já vi, o sorriso que esse cara está tentando lhe roubar... Me diga que me ama e eu darei um jeito para nós dois.
_ Joe...
_ Eu juro que um dia eu vou poder parar e falar "Viu como é fácil?", é só você falar que me ama.
_ Eu não posso Joe.
_ Você acha que não pode... – falei, ela não disse nada em resposta, estava estampado em sua face que ela queria fugir, começar novamente, tanto quanto eu, mas que o medo lhe impedia de seguir. _ Eu já pertenço a você! Por que você não vê? Você pertence a mim.
CONTINUA

Primeiramente peço desculpas, desta vez nem foi culpa do pouco tempo, já que tive o mesmo tempo para os outros capítulos, meu problema mesmo foi a criatividade, que resolveu fugir de mim.
Acho que consigo postar nesse final de semana de novo, com a greve de ônibus aqui em BH, a maioria dos meus cursos foi cancelada e isso me dará mais tempo...
Comentem/avaliem
Bjssss

Kika: Bom, tentar ficarem juntos eles vão, conseguir é outra história :\ hahahaha we are one in the same ♪♫. Bjsss
Iza Morais: hahaha demorei mais postei, espero que tenha gostado. Obrigada por comentar. Bjsss
Erii: Realmente é difícil, Rachel não é uma má pessoa, e ela claramente não merece um final ruim, mas eu vou dar um jeito :p Obrigada por comentar. Bjsss
Cah s: Que bom que gostou. Obrigada por comentar. Bjsss                                             
Shirley Barros: hahah te entendo, é difícil mediar os sentimentos nessa situação... Bom, até que dá para usar suas ideias sim, não todas, mas algumas se encaixam na história, pode deixar que eu vou tentar alguma coisa aqui e te dou créditos depois. Bjsss

Mariana Miranda: AI MEU DEUS, EU VOU TAMBÉM !!!! Como é a foto do seu perfil? Obrigada por comentar. Bjsss