sábado, 15 de março de 2014

15º Capítulo “Give me Love” – Entre o Céu e o Inferno


Música Give me Love de Ed Sheeran, sugestão da leitora Kika

Havia um murmurinho vindo da sala de refeições, eu deveria ser o último a chegar, mas não porque tivesse acordado mais tarde que dos outros dias, mas sim, porque não ganhava coragem de enfrentar minha família novamente, depois da revelação e da briga da noite anterior, toda vontade de estar junto a meus pais e até mesmo o meu irmão, pareceram evaporar.
Assim que cheguei fui recebido com olhares nada agradáveis (mais por parte da minha mãe do que do resto) e um silêncio mórbido.
Minha mãe punha café na xicara de meu pai, isso sem desgrudar os olhos de mim, nem mesmo quando eu timidamente sentei-me entre meu pai e Noah. Mesmo assim, ela não derrubou nem uma gota de café fora da xicara, parou de por no momento certo, já deveria estar treinada, fazia todas as manhãs a mesma coisa, há mais de vinte anos.
_ Bom dia. – falei.
_ Bom dia. – respondeu meu pai. Em sua voz não havia mais irritação, apenas a mesma tranquilidade de sempre, Noah apenas acenou com a cabeça, provavelmente já sabia do acontecido, mas isso não parecia afeta-lo em nada, principalmente porque ele já desconfiava. Já minha mãe não me respondeu, parou de olhar-me e me ignorava com convicção.

_ Não poderemos ir à igreja amanhã, teremos que fazer uma celebração por aqui mesmo. – disse minha mãe com uma voz cortante. Meu pai não reagiu mal, mas Noah, juro ter visto um inicio de sorriso em seu rosto. Não que ele não goste de ir à igreja, o problema dele não é exatamente esse, mas sim o fato de ter que vestir terno para ir a igreja. Seu estilo molambento não se adaptava bem ao terno formal.
_ Não tem problemas, faremos com se fosse quarta-feira e leremos alguma passagem da bíblia.
_ Ultraje. – murmurou minha mãe. _ Isso não é um culto.
_ É o melhor que podemos fazer, mulher. – tentou consola-la.
_ Não, não é. – respondeu mal-humorada.
_ O pastor não irá impedir vocês que irei ao culto. – falei. Todos se calaram por um instante, minha mãe não iria responder-me, parecia resignada não mais falar comigo por um bom tempo.
_ Sua mãe teme os olhares de reprovação. – respondeu meu pai em seu lugar. _ A comunidade se sensibilizou com o sofrimento de Rachel. – concluiu. Bom, era melhor assim, Rachel receber carinho e apoio de todos...
_ Se eu não for junto, talvez isso não aconteça...
_ Joseph, oramos juntos desde antes de você nascer, não vamos abandona-lo assim.
_ Não seria abandono pai.
_ Já foi decidido, meu filho, vamos dar tempo ao tempo, logo voltaremos a frequentar aos cultos e festas como sempre fizemos, é só esperar...


O café da manhã havia sido desastroso, meu pai passou o tempo todo tentando amenizar a situação, enquanto minha mãe me jogava olhares de repreensão a todo o momento.
Dado isso, decidi que seria melhor ficar em meu quarto, nem mesmo almoçar fui. Claramente que após um tempo, Noah entregou-me um prato de comida em meu quarto. Não sei de quem foi à ordem para que a comida fosse-me entregue, mas eu preferia pensar que, em um momento de calma, minha mãe havia se preocupado e me mandado o de comer, não deixava de ser uma opção, mesmo que a de que meu pai, não querendo que eu morresse por inalação, tenha resolvido entregar-me algo, fosse a mais provável.



O dia parecia se arrastar vagarosamente. Liguei para Nicholas, conversamos um pouco e no final foi animador, ele prometera me dar apoio e ajudar-me caso fosse necessário, tipo, se eu precisasse sair de casa e Demetria fosse ter que sair de Las Vegas.
Se tudo desse certo no final, eu teria muito que agradecer a Nicholas, graças a ele essa história começou.

Depois dele, liguei para Demetria, que não me atendeu, quem falou comigo foi sua mãe, dizendo que ela tinha ido trabalhar, mas que havia esquecido o celular em casa. Ela falava comigo normalmente, sem nenhuma empolgação, mas também sem nenhum sinal de raiva. Novamente neutra. Deu-me vontade de pergunta-la como ela realmente se sentia sobre nossa relação, mas preferi ficar quieto, não sei se estaria preparado para uma negativa.




O barulho da porta se abrindo, vagarosamente, acordou-me dos meus pensamentos, já era mais de três da tarde, eu estava enjoado de ficar zanzando entre aquelas quatro paredes, sair talvez fosse uma boa, mas só se fosse para bem longe de Lewis, por aqui eu não teria sossego.

Para minha surpresa, não era nada que eu esperava; não que esperasse algo, Talvez fosse Noah me trazendo algo, meu pai tentando uma reaproximação, ou minha mãe, pronta para me agredir... Quem apareceu na porta era Rachel. Blusa rosa bebê, de botões, completamente abotoados e uma saia que ia até abaixo de seus joelhos, sem nenhum tipo de maquiagem no rosto e cabelos amarrados. Estava como deveria estar, sendo a filha do pastor. Simples, sem nada que chamasse atenção ou que despertasse pensamentos impuros nos outros, principalmente nos homens.
_ Olá Joe. – disse, sem se aproximar muito. _ Precisamos conversar...



_ Você precisa entender; ontem eu estava arrasada, foi um choque muito grande, mas eu parei para pensar nessas últimas horas, e estou bem mais calma.
_ Eu não tinha a intenção de te machucar, você sabe isso, não sabe? – perguntei.
_ Você não é uma má pessoa. – falou após hesitar um pouco.
_ Você não crê em mim?
_ Joe, eu estou tentando pensar que foi o melhor que você poderia ter feito, mas não, eu não consigo.
_ Seria injusto casar com você se eu não te amasse.
_ Porque você não me disse antes, seria tão melhor se essa história não tivesse chegado tão longe...
_ Eu... – hesitei. _ Foi nessa viajem que conheci essa pessoa, quando voltei já estava nas vésperas do casamento, eu não consegui fazer nada, eu pensei que eu poderia continuar com isso, mas não deu. Eu não podia fazer isso com você nem comigo. – falei.
Agora estávamos sentados na sala de refeição, teoricamente minha mãe e meu pai e Noah estão em seus respectivos quarto, respeitando meu espaço junto a Rachel, porém eu tinha quase certeza que minha mãe escutava tudo atrás da porta.

Na nossa frente duas canecas preenchidas com o café fraco que eu tinha acabado de fazer. Exagerei na água, mas Rachel não pareceu se incomodar com isso, no fundo nem eu, prefiro doce que amargo.
Rachel olhou para baixo, com a caneca entre as mãos, um fio de fumaça saia da caneca.
_ Quando eu dizia que te amava, eu nunca menti.
_ Se você me amasse de verdade, eu teria sido suficiente para você. – falou, senti uma amargura em sua voz. Calei-me. _ Eu disse que iria lhe deixar em paz, viver sua vida, esperar e tentar te esquecer, mas... É tão difícil. – sua voz falhou. _ Eu passei a noite inteira pensando... Em você... Em nós... No que seriamos...
_ Você vai encontrar outro alguém. – falei, depois de um tempo em silêncio, provavelmente não era a melhor coisa a se falar, mas eu tampouco sabia como reagir.
_ Você não me entende, não é? – perguntou claramente frustrada. _ Eu não quero outro alguém. Eu quero é você. Eu já estou cansada de acordar sozinha naquela cama. Eu acordo e estico o braço, achando que vou te encontrar, mas não... Não há ninguém lá. Eu só queria que você me desse uma oportunidade para mostrar que eu posso te fazer tão feliz ela.
_ Você já me fez muito feliz Rachel, mas não se trata apenas só disso, eu não quero lhe iludir...
_ Uma despedida. – interrompeu-me.
_ O que?
_ Me dê amor como nunca antes. Porque ultimamente tenho desejado mais. Talvez eu devesse deixar você ir, talvez eu te ligue hoje a noite. – deu uma breve pausa. _ mas eu só quero te abraçar. Tudo o que eu quero é sentir o sabor dos seus lábios novamente, o calor do seu toque. Nem que seja pela última vez. Me dê amor como você daria a ela. – levantou-se de sua cadeira e se aproximou de mim. Eu fiquei paralisado onde estava. Eu podia sentir o leve perfume de rosas, o qual eu já estava tão habituado a sentir. Seus olhos estavam tão próximos dos meus, que eu poderia me ver refletido neles, sua respiração dava em meu rosto... _ Apenas me dê amor.
CONTINUA

Olá a todos, primeiramente quero dizer por que demorei a postar, o capítulo esta pronto desde sábado passado, mas a noite, antes de eu postar, meu carregador resolveu parar de funcionar e eu só fui perceber isso quando meu pc desligou por falta de carga. Recebi meu carregador concertado na quinta, mas como minha semana foi toda com trabalhos e provas para fazer, não entrei muito no pc, por isso não postei. Peço desculpas por isso.
Espero que gostem deste capítulo.
Bjssss

Kika: É, pode até ser que vão ficar, mas não vai ser tão fácil assim não... Como já foi dito, we’re one in the same 8) bjsss
Carine Santana: Ih pior que é mesmo, logo logo ela descubrirá e não vai ser nada legal... para o Joe, claro... e nem pra Demi... Jura que vc mora em Salvador? Que legal! Eu não participei do carnaval aqui de bh, mas disseram que foi bom, ainda assim, sem duvidas, o de Salvador pisa e esmaga o carnaval daqui kkkkk. Obrigada por comentar. Bjsss
Lulli Lovato: Sem problemas, fico feliz que esteja gostando e quando puder comente, mas quando não der, tudo bem, o importante e que leia e que goste. Obrigada por comentar. Bjss
Erii: kkkkk a música é bonita mesmo, uai já está pensando no casamento? Já tem pretendente em vista, em? >.< obrigada por comentar. Bjsss
Diana: Você está mais que desculpada, ainda mais que eu também não estou como santa nessa história, estou atrasada com todas as fics que leio e isso inclui a sua :\ mas eu estou com fé que conseguirei retomar meu ritmo de leitura o mais rápido possível. Que bom que você gostou dela, vou dar um fim legal para ela, ela é uma boa pessoa, não merece o sofrimento. Obrigada por comentar. Bjss
Shirley Barros: Bom, que o Joe está disposto a largar tudo, ele está, mas que vão tentar impedir, isso também vão, só nos resta esperar para ver como essa confusão vai se desenrolar. Também não sou muito chegada no carnaval, é uma festa bonita e tudo, mas não é meu tipo de festa. Respostas: Sim, atualmente estou escrevendo um, mas estou tendo dificuldades, pois tem muita ideia na cabeça, mas colocar tudo em prática está me deixando louca e fora que estou mais acostumada a escrever dramas e romances e no livro que quero escrever é romance e fantasia, e eu estou com medo de começar a viajar demais na fantasia e acabar parecendo que eu estava drogada enquanto escrevia kkkk ](eu não me drogo não tá?). Eu tenho 17 anos. Faço o terceiro ano do ensino médio. Acho Jemi fofo, mas estou na categoria dos que escreve sobre jemi por escrever... Obrigada por comentar. Bjsss. 

segunda-feira, 3 de março de 2014

14º Capítulo “Tudo Mudou” – Entre o Céu e o Inferno



Música Tudo Mudou de Belo, sugestão da leitora Fátima.

Parecia haver algo novo no ar, talvez o céu limpo de nuvens e uma brisa que passava constantemente, não deixando o calor reinar, ajudassem um pouco, mas eu sabia que a minha felicidade não se tratava do clima, nem o lindo céu, mas sim pelo fato de eu estava do lado de quem eu amo.

_ Você poderia tirar esse sorriso bobo da cara? – perguntou Demetria. Agora estávamos sentados no chão, protegido pelas sombras das árvores do Red Butte Garden, Gabriela e a mãe de Demetria, Dianna, estavam mais perto do lado, crianças estavam jogadas no píer de madeira, já que não podia entrar naquele pequeno lago, apenas o observavam e o tocavam com as pequenas mãozinhas, hora e outra uma criança saía assustada por um peixe ter tocado em seus dedos, não sei o que elas pensavam quando isso acontece, mas pelo choro de algumas, provavelmente pensavam que os peixes daquele lago seriam capazes de mata-las.
_ E porque eu faria isso? – perguntei.
_ Porque você esta sorrindo sem um real motivo.
_ Eu vou ficar com você, isso já não é motivo suficiente?
_Joe...
_ Nós vamos ficar juntos sim. – Demetria revirou os olhos.
_ Me admira a sua positividade. – comentou. _ Eu não vou destruir a sua família, você não irá brigar com eles.
_ Eu sei o que fazer, Demi, vou falar com eles hoje e você resolva tudo em Vegas, tudo vai dar certo no final. E mesmo que não tenhamos a benção deles... Não vamos morrer por isso.
_ Eu só não quero ser uma destruidora de lares, eu já fiz bastante merda por aqui...
_ Para mim você só trouxe felicidade. – falei.
_ Nem tente, Joe, não sou boba como seu sorriso. – rimos.
_ Você quer que eu pare de sorrir bobamente? – perguntei, aproximando-me dela. Ela pareceu entender minha investida, a percebi olhando meus lábios e voltando os seus olhos para os meus. Sem esperar mais, nos beijamos, foi intenso, mas não quente, afinal de contas estávamos em publico.


Eu estava feliz, isso era lógico, Demetria me daria mais uma chance, eu teria a oportunidade de formar uma família com ela, mas esse desafio não seria tão fácil assim. Eu teria que falar com meus pais e posteriormente com Rachel, Demetria queria que tudo fosse esclarecido e só depois poderíamos oficializar-nos. A mãe de Demetria parecia tentar não entrar muito no meio de nós dois, mas estava claro que ela não estava tão à vontade assim com o nosso relacionamento, parecia esperar calmamente enquanto tudo acontecia e só depois daria sua opinião sincera sobre nós dois.
Eu queria que meus pais fizessem o mesmo, mas sabia muito bem que isso não iria acontecer. Eles não realmente sabem sobre Demi, tudo o que eles sabem é que ela é prima de Rachel, o que por si só, já é motivo o suficiente para que eles se ponham contra a meu relacionamento com ela, mas eu ainda tenho a esperança de que eu apenas esteja fazendo uma tempestade em copo d’água. E também, mesmo que eles não aceitem, nada me fará desistir de Demi, não mais. Agora que já senti o sabor dos seus beijos, o calor dos seus braços, que já fui pego pelo seu encanto, não há mais volta. Minha vida era cheia de certezas e agora eu só tenho uma. Meu lugar é junto a Demi.

(...)

A pior parte do dia foi quando Demi, sua mãe e Gabriela tiveram que voltar para Vegas.
_ Eu não posso me dar o luxo de ficar, Joe, enquanto não estivermos com nossa vida decidida, eu não poderei ficar aqui. – falou. Eu tinha passado o caminho todo insistindo para que ela ficasse, e ela sempre me dava a mesma resposta, eu não queria deixa-la ir, mas eu sabia que ela não iria ficar.
_ Você poderia tirar umas férias.
_ Esses dois dias foram o máximo de férias que pessoas como eu podem tirar. – falou humorada, como se não fosse uma coisa horrível.
_ Assim que eu conversar com meus pais, você promete largar tudo e voltar? – perguntei.
_ Depende. Você foi criado de maneira familiar e eu não vou destruir isso.
_ Você nunca vai destruir isso. Se meus pais não aceitarem, eu construirei uma família com você. Eu já tenho uma sogra e uma filha. – sorri.
_ E um doido para tentar de matar.
_ O pai da Gabi não será problemas para mim. – falei.
_ Não diga que eu não te avisei. – deu de ombros, pela primeira vez, quando era esse o assunto. A chamada para o voo de Demetria foi anunciada e o desespero de me separar dela começou a falar mais alto.
_ Tem certeza que você não pode ficar até amanhã, ou pegar um voo para mais tarde? – perguntei.
_ Você só está tentando atrasar o inevitável. – falou e tocou-me na face com cuidado, sua mão estava quente contra minha pele, a sua pele macia em atrito com os pelos que começavam a tornar crescer da minha barba, fechei os olhos e respirei fundo, tentando captar seu cheiro, como fonte de lembranças, não que eu fosse esquecê-la, Demetria não é uma pessoa fácil de esquecer. _ Eu te ligo quando chegar em casa. – abri os olhos e ela tinha um sorriso simples na face, um sorriso tão puro quando o da filha, quem vê nunca poderia imaginar pelo inferno que ela já passou na vida.
_ Estarei esperando.

(...)

_ Mas Joseph, que mania é essa agora de fugir de casa? Você está com algum problema psicológico? – perguntou minha mãe furiosa, assim que cheguei em casa. Eu ainda esperava vê-la trancada no quarto, aos prantos, mas ela era assim, chorava durante um curto espaço de tempo e depois logo voltava ser a dona de casa alerta de sempre, acordando cedo para fazer o café-da-manhã, arrumando a casa, fazendo o almoço e brigando com os filhos...
_ Eu não estou fugindo de casa, mãe.
_ Ah não? Eu fui ao seu quarto. Você não dormiu em casa.
_ Eu sei, mas eu não fugi. – insisti.
_ O que está acontecendo com você, meu filho? Você não era assim. – disse claramente decepcionada. Meu pai estava sentado na grande poltrona da sala e olhava a TV, estava passando basquete, ele não parecia muito concentrado no jogo, mas tampouco dava sinal que iria entrar na ‘conversa’, Noah, deve estar no quarto, como quase sempre. _ Você não pode ter mudado assim, em tão pouco tempo, tem algo muito errado acontecendo.
_ Mãe, pai. – meu pai hesitou um pouco antes de tirar os olhos da TV. _ Eu preciso ter uma conversa séria com você dois. – falei.
_ Quem precisa ter uma conversa séria aqui, sou eu, Joseph. – falou minha mãe, ignorando-me. _ Como você foi capaz de fazer aquilo com a Rachel? Uma moça tão boa, você nunca vai encontrar alguém como ela.
_ Mãe, eu realmente preciso falar com você e com o papai. – ela colocou a mão na cintura, nada satisfeita com minha ‘audácia’.
_ Tá vendo Paul? Quando eu te disse para não deixar Joseph trabalhar na capital, olha o que esse menino se tornou!
_ Mãe...
_ Joseph, fique quieto, você não está bem nesses últimos dias e enquanto não descobrirmos o porque, é melhor você ficar quieto.
_ Você não me deixar explicar. – alterei-me.
_ Mulher, talvez fosse melhor escutarmos ele, seja lá o que ele tenha para nos dizer. – disse meu pai, tentando ficar calmo.
_ Então você também está a favor dele?
_ Eu só quero que as coisas fiquem claras... Eu sei que no final ele vai perceber que fez besteira. – disse. Por algum motivo eu achava que meu pai desconfiava de algo, ele sempre parecia estar dando-me indiretas, me pergunto se ele também passou por isso...
Minha mãe continuava com mão da cintura e sua face mostrava que não estava nada feliz com a situação.
_ Fale logo, antes que eu desista de te ouvir. – falou séria, nunca me senti tão pequeno perto dela, era como se eu tivesse voltado à infância.
Grande homem eu sou...

_ Eu não me casei com Rachel, porque me apaixonei por outra pessoa. – falei rápido. Meus pais ficaram calados e imaginei se eles ainda estavam vivos depois dessa.
_ Você só pode estar brincando.
_ Não, mãe, eu não estou brincando.
_ Você ama á Rachel, Joseph, vocês se amam desde o colegial, e essa aí que você acha que gosta... ah quanto tempo você á ama? – perguntou.
_ Mãe, eu não queria machucar a Rachel, mas eu não poderia casar sem amor, tento outra em minha mente.
_ Me responda Joseph. – hesitei.
_ Há... uns... seis dias. – falei baixo. Outro silêncio inundou a casa.
_ Meu Deus, as coisas estão pior que eu pensava.
_ Joe, meu filho, você tem certeza do que está dizendo? – perguntou meu pai.
_ Tenho pai. Não foi planejado, eu não sabia que eu iria me apaixonar por outra pessoa.
_ Foi nessa viajem, não foi?
_ Foi.
_ Você a conheceu na convenção, não é? Ela é o que? Vendedora como você? Dona de concessionaria? Apaixonada por carros?
_ Paul, eu não creio que você vai aceitar isso.
_ Por Deus, ele já fez a merda, agora temos que concerta-la.
_ Concertar seria se ele fosse até a casa do lado, pedisse desculpas e se casasse com Rachel, como sempre foi o planejado.
_ E você acha que o pastor vai deixar Joe se aproximar da filha?
_ O pastor é um bom homem, segue a bíblia com fervor e sabe perdoar, ele dará uma nova chance a Joseph se ele estiver realmente arrependido. – contestou.
_ E você está realmente arrependido? – perguntou meu pai, olhando para mim.
_ Eu não queria tê-la feito sofrer, mas eu não poderia me casar com ela. – respondi.
_ Essa mulher foi criada na igreja? – perguntou minha mãe. Talvez ela fosse dar o braço a torcer.
_ Ela é uma boa mulher, tem um bom coração.
_ Joseph... Não brinque.
_ Ela não foi criada em Lewis, as coisas para ela são diferentes. Mas ela crê, ela é educada, boa, passou por momentos complicados... – falei.
_ Onde ela está agora?
_ Voltando para casa. – respondi.
_ Voltando? – perguntou meu pai, sem entender.
_ É, voltando... Ela estava aqui. – hesitei. _ É a Demetria, prima da Rachel.

(...)

_ Como foi tudo? – perguntou Demetria, pelo telefone.
_ Foi como o esperado. – resumi.
_ Esperado, por mim ou por você? – insistiu.
_ Por você. – Demi riu.
_ Resumindo, foi péssimo. – concluiu.
_ Poderia ter sido pior. – falei.
_ Serio?
_ Bom... Acho que sim. – pude escutar Demi suspirar. _ Vai dar tudo certo.
_ Joe, eu já te falei quais são minhas condições. – falou, rolei-me em minha cama, o quarto escuro, a noite ainda estava a chegar, mas as cortinas fechadas fazia parecer que a lua já estava alta no céu. O silêncio na casa, agora, parecia até confortável, os gritos e choros havia, por fim, acabado.
_ Eu sei, eu sei... E não ache que se for necessário, não tentarei fazer-lhe mudar de ideia.
_ Eu não vou te separar da sua família.
_ Você agora também faz parte dela.
_ ah é? Quem disse? Minha querida sogra?
_ Ainda não, mas irá dizer, quando te conhecer melhor.
_ Você fala assim, até parece fácil.
_ Com você comigo eu tenho tudo, eles vão perceber isso e vão aceitar.
_ Joe...
_ Demi, você sabe que eu estou louco por você, não sabe?
_ Sei, e é isso que me assusta.
_ Antes de te encontrar, o mundo não tinha cor. Quero te dizer, teu amor mudou minha vida. Amo você demais.
_ Joe, você está bem? – perguntou, eu ri. Eu tinha todos os motivos para estar péssimo, tinha acabado de ter uma discussão com meus pais, mas assim que Demetria me ligou, tudo pareceu se escapar, toda a raiva e frustração. Eu estava bem. Ótimo!
_ É melhor você ir se acostumando, esse é o meu jeito de mostrar amor.
_ Vai ser bem difícil, nunca fui tratada assim.
_ Mais um motivo para você querer ficar comigo, custe o que custar.
_ Bom, vontade você sabe que eu tenho, mas eu não vou lhe prejudicar.
_ Demi... Te peço, por favor, pra me prometer, que nunca vai ter despedida, eu tenho medo de te perder.
_ Joe, se for pra ser será.
_ Eu sei que será. – falei.
_ Olhando assim, nem parece o mesmo homem que estava cheio de duvidas.
_ Eu já te disse, quando eu te conheci, tudo mudou...

CONTINUA

Atrasei, mas postei... Como vão vocês, curtindo o feriado de carnaval? Bom, eu não, porque não sou muito fã de carnaval, vou ficar em casa mesmo, tentar ficar em dia com as fics, escrever um pouco, ler bastante e ficar em dia com minhas séries... Tomara que dê J
Comentem/avaliem.
Bjssss

Kika: hahaha será que vão mesmo? Essa música também vai e vem na minha cabeça toda hora, principalmente quando coisas assim acontecem. Bjssss
Erii: hahahahahahaha eles vão dar um jeito, mas no fundo, é a Demi que está pondo problemas, vamos ver o que acontece.... Obrigada por comentar. Bjssss
Carine Santana: hahahahaha desculpa, eu tentei, mas realmente não deu. Espero que tenha gostado deste também. Obrigada por comentar. Bjsss
Shirley Barros: Fique tranquila, já sei até quando usar algumas delas ;) Que isso, seu comentário foi lindo, até mesmo com sono hahahaha. Obrigada por comentar. Bjsss

Mariana Miranda: haha ok, meu face é esse: https://www.facebook.com/fernanda.carolina.3133?ref=tn_tnmn

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

13º Capítulo “You belong with Me” – Entre o céu e o Inferno




Música You belong with Me da Taylor Swift, sugestão da leitora Kika

Minha mãe estava trancada no quarto chorando, nem mesmo meu pai conseguia entrar para acalma-la. Ele parecia calmo, talvez ainda acredite que eu irei mudar de ideia, Rachel ainda me aceitaria, ela se mostrou disposta a perdoar. “Eu ainda te amo e quando você voltar a por a cabeça no lugar, eu estarei aqui” – disse ela aos prantos.

Já sem o terno, após tomar um banho demorado, para tentar relaxar-me, eu vestia penas uma blusa simples de malha branca, era antiga e larga, tinha até mesmo alguns furos por culpa do desgaste e uma calça de moletom preta com bolsos, também simples, mas menos destruída...

Uma batida na porta e nem mesmo esperou um resposta para entrar. Nicholas havia ficado aqui o tempo todo, tentando intermediar entre as duas famílias, como padrinho e tecnicamente neutro, ele ficara encarregado de enviar as ameaças – do pai de Rachel a mim. – de pedir desculpas – desculpas das quais não fui eu que enviei, mas que minha mãe e meu pai fizeram questão de por em meu nome. – aparentemente telefonar era uma péssima ideia, ouvir a voz um do outro poderia causar uma discussão maior ainda, e acabou que sobrou para meu amigo.
_ Qual é a ameaça desta vez? – perguntei.
_ Eles estão se acalmando. – comentou. _ Mas não te aconselho chegar muito perto deles por um bom tempo. Sabia que ele tem uma espingarda belga? – pareceu assustado.
_ Ele fez questão de me mostra-la quando comecei a namorar a Rachel. 
_ E você ainda tem coragem de dá um fora nela. – riu.
_ haha, engraçadinho.
_ Demetria não está mais na casa. – falou, olhei para ele. Ela já tinha ido? Sem se despedir? _ Ela ainda está em Utah, Joe, não voltou para casa ainda. – disse, ao perceber minha tristeza com a notícia.
_ Porque?
_ Ela tem parte nessa história, JJ, ela não estava se sentindo bem ficando lá. – falou. _ A mãe dela ainda está aqui, mas a menininha foi com ela. Parece que elas voltam para Vegas amanhã.
_ Isso ia acontecer. – tentei dar de ombros, mas na realidade isso me fazia triste, Demetria não iria ficar; mesmo eu tendo renunciado ao meu casamento, ela ainda não ficaria por mim e não sei se eu poderia ir por ela.
_ Ela está no Days Inn Central. – disse.
_ Você acha que eu deveria ir lá? – perguntei indeciso.
_ Você por acaso acha que não?

Days Inn Central é um hotel simples, apesar de estar localizado na parte central de Salt Lake City, não é exatamente no centro mais movimentado, a maioria dos hospedados são caminhoneiro ou viajantes aventureiros, fica entre a W 3300 S e a S 300 W, perto de uma rodovia interestadual e uma estação de trem.
Assim que cheguei à recepção vi que o local estava vazio, já era noite e todos os hóspedes já deveriam estar dormindo, a recepcionista falava no telefone, não prestei muita atenção na conversa, mas parecia que ela estava agendando uma futura reserva.

_ Boa noite, eu posso ajuda-lo? – perguntou com um sorriso simpático, comum de pessoas que trabalham em recepções e outros trabalhos que envolvem certo contato humano.
_ Boa noite, eu queria saber se tem uma pessoa chamada Demetria hospedada aqui?
_ Demetria de quê? – perguntou. Hesitei.
Como que isso poderia estar acontecendo? Eu cancelei meu casamento por uma mulher da qual eu não sei o número do celular e nem mesmo o segundo nome!
_ Demetria Black? – perguntei. Levando em consideração que ela é parenta de Rachel e que o sobrenome da família era sempre ‘Black’ decidi arriscar. Ela parou para checar no computador.
_ Não senhor. Não temos nenhuma Demetria Black no hotel. – disse calmamente.
_ Mas tem alguma Demetria, certo? – perguntei. Ela olhou-me, desta vez um pouco desconfiada. _ Ela é prima da minha... Noiva. Eu preciso falar com ela. A filhinha dela, a Gabriela, não é? Eu não sou nenhum louco. – garanti, tudo bem que minhas vestes não ajudavam, a única coisa que eu tinha trocado era a calça de moletom para uma calça jeans de lavagem clara, a blusa era a mesma e eu estava de chinelo de dedo.
_ Qual é o nome do senhor? – perguntou. _ Verei se ela quer falar com o senhor. – explicou-me.
_ Joseph Jonas. – respondi, agradecido pela bondade e paciência da recepcionista.
Ela discou os números e enquanto esperava ser atendida, dividia sua atenção entre olhar-me e olhar a tela do computador a sua frente.
_ Senhorita Demetria Lovato? – perguntou. Lovato, então esse era seu sobrenome... Eu provavelmente teria que repensar minha relação com Demi, não é natural agir assim por alguém que se conhece há tão pouco tempo, não é natural se apaixonar por uma pessoa que nem mesmo conheço, por alguém que ao mesmo tempo em que sei bastante sobre, não sei quase nada. _ Joseph Jonas está aqui na recepção e quer falar com a senhora, posso autorizar a subida dele? – perguntou. Os segundos após a sua pergunta até ela desligar a ligação e dizer-me sua resposta, pareceram durar horas, como se tempo estivesse querendo me pregar uma peça e deixar-me louco.



Assim que Demi abriu a porta, pude ver que ela estava de pijama, era cinza com detalhes vermelhos, sem nenhuma maquiagem e com o cabelo em coque, ainda assim, continuava perfeita. Ela deu um sorriso fraco e abriu espaço para que eu entrasse.
A cama de casal estava coberta com um edredom meio brega e a TV estava ligada, em baixo volume, passava um filme da Disney. Gabriela estava quietinha na cama, com uma chupeta na boca e também já de camisola, florida e rosa, a pequena olhava para a TV com tanta atenção, que nem mesmo pareceu perceber minha chegada, sua bonequinha estava sendo espremida em seus bracinhos.
Entrei sem realmente saber como reagir.
Assim que Demi fechou a porta olhou-me paciente, sem dizer nada, esperava que eu reagisse.
_ Oi. – disse sem graça. Demetria riu.
_ Oi. – respondeu ainda risonha. _ Você veio só para dizer oi? – perguntou ao perceber minha hesitação.
_ Não, claro que não, é... Você foi embora.
_ É. – pareceu tímida.
_ Você nem se despediu.
_ Não tive oportunidade.
_ Você vai para Vegas amanhã?
_ Sim. – respondeu.
_ Você podia ficar mais um tempo. – sugeri. Demetria suspirou.
_ Sente-se. – disse apontando para a pequena mesa perto da janela que estava fechada. Fui e sentei-me, ela sentou-se, na outra cadeira, a minha frente. _ Joe, eu fico feliz pela sua preocupação e vou fingir que não estou assustada pelo fato de você ter descoberto onde eu estava e ter aparecido aqui às uma da manhã. Mas nós temos uma vida, e teremos que continuar.
_ Você pode vir para cá se quiser, deixe tudo pra trás...
_Joe...
_ Ou eu posso ir pra Vegas com você.
_ Joe...
_ Demi eu larguei tudo por você.
_ Você não amava mais a Rachel, não foi por mim...
_ Eu não amava mais a Rachel, porque eu te amo! – Demetria olhou-me meio assustada, meio emocionada, como se minhas palavras a tivessem pegado desprevenida, mas também, a tocado.
O momento fora atrapalhado pelo barulho de celular, era o de Demi, ela suspirou cansada, como se já estivesse de saco cheio daquilo. Ela se levantou e se fechou no banheiro junto ao seu celular. A pequena, na cama, ao ver a mãe se trancar no banheiro, desgrudou os olhos da TV e com dificuldade desceu da cama e foi para porta do banheiro, com a palma aberta, espalmou a porta, e Demetria gritou para que ela voltasse para a TV, a menina resistente continuou no mesmo lugar. Levantei-me e fui até a ela, ela olhou-me, deu um sorriso, que não apareceu muito graças ao bico que usava, mas logo voltou a ignorar-me. Peguei-a no colo, e ela reclamou, deu-me chutes, que não chegaram a machucar, apesar de saber que ela estava usando toda a sua força.
_Ei, calminha, vamos ver o filme. – tentei fazer com que ela parasse. Ela parou e olhou-me ainda emburrada. _ O que você estava assistindo? – perguntei, tentando quebrar o gelo, nunca fui muito bom com crianças, mas no momento, tentar era necessário.
_ “Blave”. – falou com a voz fina.
_ O que? – perguntei. _ Pode tirar sua chupeta? – Ela fez carinha tímida, e assentiu. Peguei seu bico e ela sorriu novamente. Seu sorriso parece com o da mãe. _ O que você estava assistindo mesmo?
_ Brave. – respondeu.
_ Oh, que legal, Brave é bem legal, vamos voltar a assistir? – perguntei, sem esperar sua resposta para começar a andar com ela até na cama.
_ Mamãe. – fez bico.
_ Sua mãe está falando no telefone, não vai poder vir agora. – a menina tinha agora uma carinha triste. _ Ela vai voltar logo. – tentei conforta-la.
_ Mamãe vai brigar papai. – ela parecia estar quase a chorar.
_ Não, ela só está falando no telefone.
_ Não. – quase gritou. _ Mamãe vai brigar papai. – insistiu. Só aí entendi o que ela realmente queria dizer, Demetria estava falando com o pai de Gabriela e eles iriam brigar.
_ Como você sabe? – perguntei. Pronto, agora eu estava fofocando com uma criança que nem mesmo tinha saído das fraudas.
_ Todo dia. – respondeu.
_ Todo dia é assim? – perguntei chocado. A pequena assentiu.
_ Papai e mamãe brigaram antes hoje. – disse, ainda mais triste, sua carinha destroçava meu coração.
_ Antes de eu chegar ou bem mais cedo?
_ Antes. – respondeu. E me abraçou, ainda em meu colo, eu não sabia como reagir. Sem perceber Demetria e a constante briga com o pai da pequena estavam traumatizando-a. _ Mamãe “chola”.

Coloquei a menina na cama, e ela estava com os olhos úmidos, pediu o pico de volta, e assim que eu a entreguei ela voltou a pô-lo na boca.
_ Eu vou olhar sua mãe, ok? – perguntei.
_ Não. – disse e esticou os braços, como se tentasse me pegar.
_ Ei. – aproximei-me dela. _ Está tudo bem, eu só vou ali, rapidão. Eu te dou um doce depois. – tentei negociar, não sei se ia funcionar, mas se eu fosse criança, essa tática seria infalível.
_ Não. – gritou.
_ Dois bombons? - ela começou a rir e logo percebi que ela estava era brincando comigo.
_ Não. – insistiu.
_ Três? – ela hesitou.
_ Não.
_ Uma caixa de bombom inteira. – ela abriu um sorriso.
_ É muito? – perguntou inocente.
_ Muito. – falei arregalando os olhos para dar mais ênfase.
_ ‘Vota lápidu’? – perguntou.
_ Volto.
_ ‘Plometi’?
_ Prometo.

Aproximei-me da porta e pude escutar Demetria, ela estava gritando agora, e pude ver que a pequena estava certa, os dois estavam brigando. A porta não estava trancada, como pensei que estaria, abri, e a vi, com os olhos vermelhos, ainda falando no telefone. Ela se virou de costas, como se pedisse privacidade, entendi e resisti aos impulsos de abraça-la ou de tomar o telefone de sua mão e dizer poucas e boas para o tal pai de Gabriela.

_ ‘Votô’?– perguntou Gabriela, assim que sai pela porta. Sorri para ela. Eu tinha que fazer algo pelas duas, elas merecem que alguém o faça.


Assim que Demetria saiu do banheiro ela não mais chorava, eu podia ver que seus olhos estavam avermelhados e meio inchados, mas ela parecia fingir que nada tinha acontecido. Eu estava deitado na cama de casal do quarto, ao lado de Gabriela, o filme já tinha acabado e agora passava The Suite Life on Deck, Gabriela alterava entre assistir, e rir como se tivesse acabado de escutar a piada do ano, e dar pequenos cochilos. Mas assim que a mãe apareceu no quarto novamente ela esqueceu se do sono e da TV, pôs se de pé na cama e começou a pular e falar tudo enrolado, já que estava com o bico na boca.
_ Gabi, tire o bico. – falou com um tom cansado, mas a menina não pareceu perceber, continuou alegre ao ver a mãe de volta. Tirou o bico e repetiu tudo o que havia dito, agora de maneira mais entendível.
_ Ele vai dar doce pra mim, um monte. – disse abrindo os braços, dando ênfase no “um monte”.
_ Ah é, que legal. – disse Demetria, rindo para a filha, ela olhou para mim e deu sorriso fraco.
_ Ele é legal. – disse sorridente.
_ O Joe é legal é? – pegou-a no colo.
_ Uhum. – disse assentindo com a cabeça.
_ Então você vai deixar-me falar com ele? – Gabriela assentiu. _ Então dorme, que já passou da hora de criança ir dormir. – falou, colocando-a na cama novamente. A menina não reclamou, acomodou-se com sua boneca nos braços e em poucos minutos simplesmente apagou, feito mágica, o que me pareceu assustador, crianças não são horríveis de se por para dormir?


_ Obrigada... Por cuidar de Gabriela. – disse.
_ Demi, sobre...
_ É melhor você ir... Vão pensar que você desapareceu novamente.
_ Eu não vou. – ela apenas me olhou, ela não tinha cara de quem tinha energias para brigar. Não mais. _ Eu não vou antes de realmente conversar com você.
_ Já está tarde, volte amanhã.
_ Se eu sair daqui, você fugirá de mim... Assim com eu costumava a fazer. – Demetria suspirou.
_ O que você quer falar? – perguntou desistindo.
_ Podemos sentar novamente? – perguntei. Ela assentiu e nos sentamos novamente. _ A Gabriela sabe o que está acontecendo entre você e o pai dela, ela está sentindo isso. – falei, Demetria olhou para filha, e eu juro que nunca tinha visto um olhar tão triste como o dela naquele momento.
_ Eu só queria que ele desaparecesse. – disse segurando o choro.
_ Venha para cá, ele nunca vai te encontrar. – falei, pegando em suas mãos por cima da mesa.
_ Joe, olha para mim, e só me diga que sim ou não, você realmente acha que se eu ficar em Lewis eu serei aceita como parte da família? Quando perceberem que você largou a Rachel pela própria prima, você acha que vão aceitar nosso relacionamento? Você acha que seus pais iram nos aceitar? Eles vão saber quem eu sou e o que eu faço, conhecendo eles como você conhece você acha que eu posso ficar e construir uma vida com você? – hesitei, talvez eu não tivesse pensado em tudo antes de lhe fazer a proposta.
_ Não... Mas eu não ligo. – deixei claro.
_ Mas eu sim! – falou separando nossas mãos.
_ Eu vou para Vegas com você. – sugeri em desespero.
_ E o que? Vai largar seu emprego? Se meter com mulher de bandido? Por acaso você está tentando suicídio? – perguntou. _ Joe nós não temos como construir uma história... Você não acha que eu quero? Eu me sinto bem ao seu lado, mas isso não é para acontecer. Você me conhece como ninguém, isso porque você entrou na minha vida mal faz uma semana, eu nunca vi algo assim acontecer, às vezes eu acho que estou sonhando, que a qualquer momento eu vou acordar para minha realidade, realidade na qual pessoas como você não aparecem do nada. Eu estou bem com isso...
_ Não! Você diz que está bem, mas não, você não está.
_ Eu sei que eu te aconselhei a não casar com a Rachel, mas volte para Lewis, tente reconquista-la, ela é bonita, não tem problemas como o meu...
_ Ela não me entende como você, ela não tem o seu sorriso, o sorriso mais iluminado que eu já vi, o sorriso que esse cara está tentando lhe roubar... Me diga que me ama e eu darei um jeito para nós dois.
_ Joe...
_ Eu juro que um dia eu vou poder parar e falar "Viu como é fácil?", é só você falar que me ama.
_ Eu não posso Joe.
_ Você acha que não pode... – falei, ela não disse nada em resposta, estava estampado em sua face que ela queria fugir, começar novamente, tanto quanto eu, mas que o medo lhe impedia de seguir. _ Eu já pertenço a você! Por que você não vê? Você pertence a mim.
CONTINUA

Primeiramente peço desculpas, desta vez nem foi culpa do pouco tempo, já que tive o mesmo tempo para os outros capítulos, meu problema mesmo foi a criatividade, que resolveu fugir de mim.
Acho que consigo postar nesse final de semana de novo, com a greve de ônibus aqui em BH, a maioria dos meus cursos foi cancelada e isso me dará mais tempo...
Comentem/avaliem
Bjssss

Kika: Bom, tentar ficarem juntos eles vão, conseguir é outra história :\ hahahaha we are one in the same ♪♫. Bjsss
Iza Morais: hahaha demorei mais postei, espero que tenha gostado. Obrigada por comentar. Bjsss
Erii: Realmente é difícil, Rachel não é uma má pessoa, e ela claramente não merece um final ruim, mas eu vou dar um jeito :p Obrigada por comentar. Bjsss
Cah s: Que bom que gostou. Obrigada por comentar. Bjsss                                             
Shirley Barros: hahah te entendo, é difícil mediar os sentimentos nessa situação... Bom, até que dá para usar suas ideias sim, não todas, mas algumas se encaixam na história, pode deixar que eu vou tentar alguma coisa aqui e te dou créditos depois. Bjsss

Mariana Miranda: AI MEU DEUS, EU VOU TAMBÉM !!!! Como é a foto do seu perfil? Obrigada por comentar. Bjsss

domingo, 16 de fevereiro de 2014

12º Capítulo “Heartless” – Entre o céu e o Inferno






Música Heartless do The Fray, sugestão da leitora Cristina.

A luz fraca da pequena lanterna na mão de Demi era a nossa única guia para que conseguíssemos sair daquele lugar, o barulho que nossos passos faziam, ao ‘amassagar’ os galhos e folhas caídas que se acumulam aos montes graças ao outono, ecoava pela noite, assim que chegamos à saída vi meu carro estacionado, mas o quê ele estava fazendo aqui? Eu não tinha vindo de carro, exatamente para que não me achassem facilmente. Demetria pareceu perceber minha surpresa.
_ O que? Você realmente achou que eu ia te procurar a pé? – perguntou como se fosse obvio que não.
_ Eu faria isso por você. – falei.
_ Você não usa salto. – contrapôs. _ Toma a chave. – jogou para que eu a pegasse no ar. _ Você deve querer dirigir. – concluiu.

(...)

_ Joseph! – Exclamou minha mãe assim que viu saindo do carro, varias pessoas estavam fora da igreja e não pareciam muito pacientes. _ Onde você estava meu filho? Alguém te machucou? – perguntava desesperada
_ Não, mãe, não há nada. – falei tentando fugir dos seus toques desesperados, como se estivesse tentando achar um buraco ou algo errado que justificasse meu desaparecimento. _ Mãe eu tó bem! – falei não tão paciente mais.
_Joseph. – meu pai saiu de seu carro, parado do outro lado da rua. _ Eu já ia te procurar na capital. – disse. _ Onde foi que você se meteu? Rachel está desesperada. – falou, tocando-me em minha costa e começou a me empurrar, sem muito cuidado, em direção da entrada da igreja. As pessoas que antes se acumulavam do lado de fora, entravam uma a uma na igreja.
_ Pai, não. – pedi.
_ O que foi?  - parando. Olhei para os lados e vi Demetria entrando na igreja vagarosamente, era claro que agora as coisas seriam comigo mesmo. Engoli seco ou ver sua expressão, por algum motivo eu acho que ele estava entendendo o que estava acontecendo, talvez não contando com todos os detalhes, mas acho que ele entendeu que meu desaparecimento não foi acidental e que minha recusa significava que eu desistira de me casar. _ Joe... – falou pesadamente. _ Filho, entre naquela igreja, se case com Rachel, acredite, é isso que você quer.
_ Eu quero conversar com Rachel, pai. – falei, ignorando seu pedido.
_ Joseph...
_ Eu não entrarei na igreja antes de falar com ela. – bati o pé.
_ Joseph? O que está acontecendo? Entre logo! – gritou o pai de Rachel da porta da igreja.
_ Acalme-se pastor Jasper, só estamos conversando um pouco, já entraremos. – respondeu meu pai. Jasper não pareceu muito convencido, com reluta nos deixou e entrou de volta a igreja. _ Entre pela porta de trás, Rachel está na sala de administração. – falou relutante.
_ Obrigada pai. – falei, dando-lhe um abraço forte, meu pai não correspondeu imediatamente, mas depois de alguns segundo envolveu-me em seus braços. _ Só não a machuque. – sussurrou.



Meus passos pareciam extremamente pesados agora, da parte de trás da igreja já se podia escutar o murmurinho das pessoas no salão do culto, claramente eram várias pessoas, que já deveriam estar cansadas de esperar, o piso de madeira em meus pés rangiam em certas partes e isso me impossibilitava qualquer maneira de fugir, a sala estava próxima, saberiam que alguém estava se aproximando.
Respirei fundo assim que cheguei à porta de madeira, bati duas vezes e esperei uma resposta.
_ Eu já disse que não quero ninguém aqui! – gritou uma voz chorosa, uma voz familiar demais, a voz de Rachel.
_ Rachel, sou eu. – avisei, minha voz não saiu muito alta, havia um nó em minha garganta que me impedia que aumenta-la, ainda sim, Rachel pareceu escuta-la.
_ Joseph? – perguntou, na sua voz, ainda chorosa, deixou-se transparecer um pouco de esperança. _ É você? – sua voz parecia mais próxima, não duvido nada que ela estava agarrada a porta.
_ Sim. – respondi.
_ Ah Joe. – pude sentir seu alivio. _ Espere só um pouco, vou precisar retocar minha maquiagem... Vá para o altar, eu não demoro mais que cinco minutos. – apesar da voz ainda estar fônica, por causa do nariz entupido, graças ao seu choro, ela estava realmente animada e aliviada. Meu coração se apertou mais ainda, eu não deveria estar fazendo isso a ela, não era justo, eu deveria ter ficado lá na mata e nunca mais ter voltado...
_ Rachel, eu preciso falar com você antes. – disse, calmamente.
_ Eu prometo que não vai demorar nada. – insistiu.
_ Rachel, eu realmente preciso falar com você.
_ Depois do casamento, Joe. – pediu
_ Não, Rachel, necessita ser agora. – falei com uma urgência. Eu conheço Rachel, conheço-a mais do que deveria e – nesse momento – mais do que gostaria, eu sabia que seu silêncio significava que agora ela estava lutando contra seu eu interior.
_ Olha, Joe, eu lhe entendo, eu estava histérica hoje mais cedo, acho que até ainda estou. – pude escutar um sorriso abafado. _ Eu entendo que esteja com medo e confuso, acho que isso é normal, casamento é um passo muito grande.
_ E talvez seja a hora de nós pararmos. – complementei sem nem mesmo pensar, se eu parasse para pensar desistiria de tudo. _ Rachel? – perguntei após um silêncio maior do que eu esperava.
_ Ver a noiva antes do casamento dá azar, não vai dar para você entrar. Vá para o altar. – agora a voz de choro estava mais forte.
_ Rachel.
_ Não faça isso comigo, Joe. – eu podia sentir seu medo e tristeza. O que eu estava fazendo? Ela nunca foi santa, mas não merecia o que eu a estava fazendo.
_ É só uma conversa.
_ Depois do casamento. Por favor. – eu podia ver que ela não desistiria, o que eu não conseguia entender era o porquê de tanta resistência, será que ela desconfiava de algo? Sempre escutei dizer que mulheres tem um sexto sentido bem apurado, mas será que é tão apurado assim?
_ Eu só estou tentando fazer o melhor para você, Rachel. – tentei pela última vez.
_ Então vá para o altar, Joseph. – disse, mais decidida do que eu acredito que ela podia estar.



Há duas semanas eu estava participando do ensaio para o casamento, naquele dia, a igreja, estava praticamente vazia, apenas os padrinhos, meus pais e os pais de Rachel, eu e ela estávamos presentes. Ainda sim eu já pude perceber a preocupação de Rachel com os detalhes.
Eu entraria com meu pai e minha mãe ao meu lado, ao som instrumental de uma música de Whitney Houston, música da qual eu não sei o nome, mas sei que é uma das preferidas de Rachel. Se ela visse o desastre que estava acontecendo agora, espernearia feito uma criança.
Minha entrada estava sendo ao ritmo de olhares surpresos e sussurros dos convidados, sozinho, já não tão mais arrumado, a sola do sapato estava um pouco suja de terra úmida da mata, e marcava meus passos no tapete vermelho de veludo; meu terno também não estava mais tão agomado nem mesmo tão mais limpo, mas, nesse momento, essa era a parte menos lamentável. Assim que cheguei ao altar pude sentir o olhar de todos sobre mim, não havia mais surpresa neles e sim de julgamento, e de todos, o pior, vinha de Jasper a minha frente com a bíblia na mão. “Na bíblia diz que devemos perdoar” tive vontade de dizer, talvez uma piadinha, mesmo uma ruim como essa, fosse capaz de melhorar o clima tenso, mas eu não sei se isso seria possível... Eu faria qualquer coisa para que o impulso de novamente fugir fosse embora.

_Tem certeza do que esta fazendo JJ? – perguntou Nicholas, ele, como foi escolhido para ser o padrinho, estava no altar atrás de mim. Apenas acenei que ‘sim’ com a cabeça, apesar de a resposta verdadeira ser ‘não’.
Aos poucos fui encontrando rostos familiares, Kevin e Edgar estavam no banco a esquerda, lado ao contrario do meu, sentavam no canto mais afastado do banco, ambos pareciam apreensivos, não sei se chegaram a falar com Nicholas e tampouco sei se Nicholas comentaria o acontecido comigo, talvez eles soubessem que algo de errado estava acontecendo.
Custei a achar Demetria, não que ela não chamasse atenção de qualquer maneira, mas sim porque estava afastada, sentada na última cadeira, perto da porta pela qual há pouco tempo eu havia entrado. Ela também já não estava tão arrumada como antes, uma mecha de seu penteado havia caído e ela não usava mais salto alto. Seu olhar era tenso, claramente sabia que quando tudo fosse à tona, ela também sofreria repressão.



A macha nupcial começou a tocar, todos se levantaram, ansiosos para ver como Rachel estava. Ela entrava devagar, dando tempo para que todos pudessem admira-la. O vestido era todo branco e rendado, sua cintura era marcada com um cinto trabalhado com detalhes em cristal. Seu decote valorizava seus grandes seios, para balancear, e não ficar vulgar demais, o vestido tinha alças grossas, mas delicadas, que seguia o mesmo estilo rendado do resto do vestido, o véu era simples, e era um pouco maior que o próprio vestido, que não tinha cauda, não usava coroa, havia apenas um prendedor, que segurava o véu no coque do seu penteado, que era também de cristais brancos e azuis bem clarinhos, - provavelmente era o detalhe azul da superstição de casamento (alguma coisa velha, alguma coisa nova, alguma coisa emprestada e alguma coisa azul) – nunca pensei que ela fosse supersticiosa, e duvido que ela continue a ser após o nosso casamento. Ou quase casamento.
Ela entrava com seu tio, Jacob, um homem já velho e grisalho, alto, - mesmo de salto Rachel batia em seu ombro. – ele divide seu tempo entre ser professor de matemática na única escola publica de toda Lewis e ser a administrador financeiro da igreja do irmão. Lembro-me da época de escola em que todas as meninas, salva apenas Rachel, sempre tinham uma queda, - algumas até um abismo mesmo. – por ele. Casado, tem dois filhos homens, já da minha idade, Jacob não parecia perceber as garotas se jogando a seus pés, ou, para que as protegessem da possível repressão que sofreriam, caso descobertas, preferia fingir que não via.

Assim que chegou ao altar, Jacob apertou minha mão com firmeza, não havia nenhum sorriso e seu olhar demonstrava desapontamento, Jacob sempre foi um tio bem presente, mesmo que Jasper tenha sido um excelente pai, Jacob exercia um papel de pai substituto com louvor. Ele claramente tomaria as dores de Rachel, e provavelmente me odiava naquele momento.
Rachel olhou-me receosa, mas sorriu assim que toquei em sua mão, ela entregou o buquê para sua madrinha de casamento, Lara, sua irmã.


Jasper começou a celebrar o casamento, mas eu nem mesmo o escutava, tudo o que eu podia pensar era em como eu iria seguir em frente, dispensar Rachel aqui? Na frente de todo? Eu realmente seria capaz disso?
Eu podia sentir o nervosismo de Rachel, suas mãos estavam frias e eu podia sentir que a cada parada do pai, ela tremia, como se temesse que eu fizesse algo durante esse espaço de tempo... Eu não podia deixar de pensar, se ela já percebeu que eu não quero seguir com o casamento, porque ela ainda insiste?
Ela me ama. É Claro, me ama ao ponto de perdoar a minha fuga, me ama a ponto de passar por cima da minha “crise do noivo amarelão”, que é provavelmente o que ela pensa que eu sou agora...
No fundo ela tinha razão, eu queria falar que ‘chega’, queria pedir para ‘parar’, mas eu não ganhava coragem, eu não sabia como fazer, eu só queria que tudo aquilo terminasse...


_ Rachel Marie Black, você aceita Joseph Adam Jonas como seu legitimo esposo. Prometendo respeita-lo e ama-lo, na saúde na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte vós separem?
_ Sim. – respondeu. Agora olhávamos um para o outro, frente a frente, eu podia ver sua maquiagem, que provavelmente havia sido refeita as pressas, aposto que a primeira maquiagem havia sido feita por Lea, a mais antiga cabelereira, maquiadora, manicure, depiladora, e seja lá o que mais uma mulher faz em um salão de beleza... Lea, apesar de já velha, tinha um espirito jovial e um rosto que nunca mudava, provavelmente sua pele negra ajudava nisso, já que pessoas negras costumam envelhecer mais devagar, como se o tempo para eles passasse bem mais devagar que para o resto do mundo, sempre muito simpática, provavelmente era a menos frequente a igreja de toda a cidade, mas ainda sim era um boa mulher, sempre fazendo festas para ajudar a arrecadar doações para instituições que ajudava os necessitados, eu nunca soube se ela fazia isso porque quer ou se era o jeito que arranjava para que as pessoas não a chamassem que ateia – o que aqui é um xingamento horrível. – e a excluíssem e boicotassem seu salão. Acredito que a segunda maquiagem não havia sido feita por ela, já que não a vi saindo do primeiro banco da igreja em momento nenhum...
A maquiagem de Rachel não estava forte, se via uma sombra clara, um lápis de olho e um batom rosa clarinho, não sei se ela estava de base, confesso que não sei identificar quando uma mulher usa base ou não, e não sei dizer se há algo mais, pois não entendo muito de maquiagem, tudo o que sei é o que passa nas propagandas a TV, se há algo mais, eu não conheço. Seus olhos ainda estavam um pouco avermelhados, provavelmente de chorar. Meu coração estava acelerado, e eu sentia minhas mãos suando, era agora o momento de decidir-me. Ou eu iria dizer ‘sim’ e viver uma vida infeliz ao lado de Rachel, provocando sua infelicidade, ou eu dizia que ‘não’ e que fosse o que Deus quisesse...
_ Joseph Adam Jonas, você aceita Rachel Marie Black, como sua legitima esposa. Prometendo respeita-la e ama-la, na saúde na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte vós separem? – a voz de Jasper ecoava em minha mente “Aceita Rachel... Até que a morte vós separem...”, a voz de Demi ecoava em minha mente “Então não case. Confie em mim, você não está sozinho nessa. Faça o que você tem que fazer e você será muito mais forte.” A voz de meu pai “Só não a machuque.” A voz de Rachel “Não faça isso comigo, Joe.”... Seu olhar esperançoso e, ao mesmo tempo, tristonho, me atingia como uma espada no coração... Ela percebeu minha hesitação e pude ver seus olhos enchendo-se de lágrimas. Não consegui manter meu olhar no dela, olhei para baixo e dei um passo para trás.
_ Não.



Eu não sei o que eu esperava sentir, alivio? Talvez fosse isso o que eu queria, afinal de contas, eu tinha feito o certo, não? Mas o que eu sentia agora estava bem longe de alivio, era algo ruim...
O espanto dos convidados, o choque de meus pais, o desespero de Rachel e a fúria de Jasper me assombravam e não saiam de minha mente, me paralisava, se não fosse por Nicholas. – que me empurrou para fora da igreja. – eu nem sei como estaria agora. Eu nem mesmo cheguei a agradecê-lo, apenas entrei em meu carro – o qual no calor do momento, havia deixado destrancado e com a chave na ignição (não que fosse problema, se houvesse algum ladrão em Lewis, ele provavelmente estaria dentro da igreja, assistindo aquela confusão como uma pessoa qualquer).
Agora eu estava no Buffet Lotus, eu já havia dispensado seus serviços e agora eles, vagarosamente, desmanchavam o trabalho de dois dias.
Eu estava sentado no lugar destaque, com uma grande mesa, a plaquinha na minha frente dizia: SR e Sr.ª Jonas.


_ Então é aqui que você veio se esconder? – perguntou Rachel, surpreendi-me quando a vi, ela agora já estava sem o véu, sem seu salto alto e sem a maquiagem, seu cabelo estava um pouco desarrumado, mas o penteado simples ainda estava lá, ela ainda usava o vestido de noiva, mas agora ele parecia desarrumado e sua barra estava suja. Eu não respondi nada. _ Porque você está fazendo isso comigo? O que eu te fiz? – perguntou. Ela se mantinha a certa distancia, eu podia perceber alguns funcionários, que estavam retirando os enfeites de mesa e o forro de cada um, cuidadosamente, pararem para olhar o que estava acontecendo, quem não gosta de um drama? Quem não ama uma briga entre casal? Para eles, provavelmente, essa seria a festa.
_ Não foi por você que eu fiz isso, eu sei que você não merecia isso que lhe estou fazendo.
_ Então porquê? – perguntou com urgência. Hesitei.
_ Eu não te amo mais. Não como antes. – respondi, sem conseguir olhar para ela.
_ Você conheceu outra? – perguntou. _ Foi durante esta viagem de trabalho?
_ Sim. – respondi baixo.
_ Você destruiu todas as minhas chances de ter uma vida normal.
_ Eu te salvei, eu não iria lhe fazer feliz, não estando com outra na cabeça. – alterei-me. _ Você agora vai poder encontrar alguém que realmente te faça feliz. – disse mais calmo.
_ Ah claro, claro que algum outro homem vai me querer... Você já me usou de todas as maneiras que você pode e depois me descartou, como se eu não fosse nada, no altar.
_ Se você está falando sobre sua virgindade, fique tranquila, ninguém sai virgem do colegial mesmo, não vai fazer diferença para você.
_ Você quer o que? Que eu volte para escola e comece a dar pra todo garoto até achar o próximo Joe?
_ Não confunda o que eu estou falando.
_ Joe, eu não tenho outra opção mais, você vai ter a vida que você quiser, ter seja lá quem seja a nova dona do seu coração. Eu não. Porque eu ainda te amo, eu me sinto estupida por sentir isso, eu deveria te adiar, mas não. – ela começou a chorar.
_ Você pode encontrar outro alguém, saia de Lewis. – sugeri. _ Fora daqui você vai encontrar homens muito melhores que eu e que realmente lhe merece.
_ Fazer igual minha tia? Sair de Lewis, me afastar da família? Casar com um louco, acabar viúva? E minha prima? Ela tem uma filha com um cara que só lhe dá problema! É isso que você espera para mim? – perguntou como se eu tivesse falado a pior coisa do mundo. Pensei em Demetria e em sua mãe, a sua história, será o que teria acontecido se ela tivesse sido criada em Lewis?
_ Não são todos assim, Rachel.
_ Você perdeu sua alma no momento que foi para essa viagem, eu deveria ter percebido, você voltou mais frio, eu pensei que era porque você estava cansado da viagem, mas não... Você por acaso se lembra de tudo que já falou para mim? De todas as declarações que você já me fez? Ou agora que você tem uma nova pessoa você se esqueceu de tudo? – Rachel estava nervosa e as lágrimas escorriam de seus olhos sem parar, eu a estava deixando de uma maneira que nunca a vi. _ Como que você pode ser tão sem coração?

CONTINUA

Demorei mais postei ainda no final de semana :D
E então, o que estão achando da Neon Lights Tour? Gostaram das músicas escolhidas? Do figurino? Do palco? Eu acho que nunca estive tão ansiosa para um show como estou pelo da Demi, apesar de saber que não vai vir nada daquilo para cá pro Brasil :\ nem mesmo o Nick, eu adoraria vê-los cantando juntos como eles fizeram nos dois primeiros shows... Mas o importante é que eu vou, com super produção ou não lá estarei eu dia 1º de maio \o/
O que acharam do capítulo? O que vocês acham que vai acontecer agora? Façam suas apostas.
Bjsss

Kika: Somos duas, tem alguns dias em que eu fico: “Caramba acho que ela estava pensando em mim nessa hora” confesso que acho que só fiz uma das coisas que ela botou como ‘objetivo’ até agora, ainda sim só naquele dia mesmo :p ainda sim eu gosto de ler o livro, porque é realmente muito inspirador e talvez no futuro, eu faça alguma coisa.... Espero que tenha gostado deste capítulo também. Bjsss
Erii: Obrigada por me esclarecer isso, confesso que nem desconfiei de Erii e Eriimiilsa são a mesma pessoa :p Fico muito feliz que tenha gostado tanto deste capítulo, espero que tenha agradado neste também. Isso mesmo, não suma mais não, você sempre foi uma leitora muito querida e seus comentários fizeram falta. Obrigada por comentar. Bjsss
Amanda Cyrus: Bom, aos poucos ele chega lá, por enquanto só cancelou o casamento mesmo, mais ainda tem bastante coisa para acontecer até que ele possa viver ao lado de quem realmente ama... Obrigada por comentar. Bjsss
Samara: Pois é, o Joe ainda vai aprender muito durante a história, provavelmente crescer em cidade pequena não o fez tão maduro e maturidade é algo que a Demi tem bastante... Bom, eu estou quase sempre no face, só que sempre off-line, sempre que quiser é só mandar um ‘oi’ que logo eu devo responder :D Espero que também tenha gostado deste capítulo, mesmo assim, obrigada pelo carinho. Bjsss
Shirley Barros: KKKK Não precisa diminuir não, caso queria escrever muito, não há nenhum problema :D Realmente, mas não fique triste não, não há necessidade der ser a primeira a comentar, não olho isso como prova de que é melhor leitora ou não, o que me importa realmente é quando vocês vem e comentam, seja a primeira ou a última, textos grandes ou pequenos, simples ou super elaborados, eu gosto dos comentários quando e do jeito que vem, me fazem sentir que vale a pena continuar a escrever... Claro que você pode me passar suas ideias quando você quiser, serão sempre muito bem vindas. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Mari ;): Seja bem vinda, divulgado, pode deixar que eu vou ler lá também. Bjsss