quarta-feira, 6 de novembro de 2013

1º Capítulo “Sogrão Caprichou” – Entre o Céu e o Inferno

 

Música Sogrão Caprichou do Luan Santana, sugerida pela leitora dddd

Quando se nasce na cidade de Lewis, no condado de Utah, assim como eu, você só pode ter certeza de uma coisa, o que você fizer durante o dia, será o assunto da cidade inteira durante o jantar e que, sem duvidas, você nascerá em uma família religiosa tradicionalista. A cidade é pequena, mal chega a seus 400 habitantes – quem olha de fora pensa que é uma cidade de interior, mas geograficamente falando, é apenas meia hora do centro da capital do estado, Salt Lake City – em Lewis todo mundo conhece todo mundo, e você provavelmente, por mais que odeie a cidade, irá morar aqui a vida inteira e também irá se casar com a filha ou filho do vizinho. Isso é quase como uma sina, algo que não se pode mudar.
Não seria o meu caso o diferente.

Domingo de noite, igreja, oração antes de dormir e comer, toda a quarta, meu pai e minha mãe sempre se sentavam no sofá, colocava a mim e meus irmãos sentados no chão, e minha mãe, sempre muito bem arrumada para a ocasião, cabelo castanho escovado, na altura dos ombros, pegava a bíblia em sua mão delicada, porém já cansada do trabalho ardo de casa, e nos lia versículos da palavra de Deus. Meu pai, sempre sério, sentava-se ao seu lado e no final sempre dava suas considerações finais.
No ensino médio estudamos no Lewis High School, todos já se conheciam, afinal de contas, todos ali estudávamos juntos desde o maternal, o que tornava as coisas bem mais fáceis em certo ponto. Você sabia desde pequeno em quem confiar e a quem odiar.
É também no ensino médio quando quebramos as regras. É como se diz, quando mais se prende, mas se quer voar.
O armário de zelador, nada aconchegante, nada romântico, mas lá é o lugar mais pecaminoso de toda a cidade, e eu não estou falando de alguns beijinhos ou abraços. Eu perdi minha virgindade ali, junto a Rachel.
Ah Rachel!
Sem duvidas a melhor “santinha” que eu poderia ter escolhido para me amarrar.
Rachel, filha mais nova do meu vizinho, ninguém mais ninguém menos que Jasper Black, o pastor da igreja local. Um ano mais nova que eu, loira, alta, magra, não tinha tantas curvas quando sua irmã, Lara, mas seus peitos, mesmo escondidos por aquele monte de roupas comportadas, faziam um volume de chamar atenção por onde passava.

Rachel e eu nos entravamos no armário do zelador desde que eu tinha 16, mas somente quando completei 18 assumi minha relação com ela frente a seu pai.
Aos 20 pedi sua mão em noivado e desde então passei 4 anos da minha vida enrolando a minha “puritana” noiva e sua família tradicionalista. Até que um dia não teve mais jeito, sendo filha do pastor, ela era o grande exemplo e se casar faz parte de toda essa história.

Fui criado acreditando que o casamento é um matrimonio sagrado e eterno, por isso tentei evitar esse compromisso o máximo possível.
Não que eu não ame a Rachel, ela definitivamente é a mulher da minha vida, foi minha primeira em tudo, inesquecível, uma ótima pessoa para se passar a vida, mas... Eu não me consigo ver vivendo a mesma vida que meu pai e minha mãe vivem, a missão de criar filhos da maneira correta, de passar a vida inteira no mesmo lugar, as mesmas regras, as mesmas pessoas... Ainda mais agora que consegui um ótimo trabalho na empresa de concessionaria na capital, a empresa é grande e meu cargo é na gerencia. O momento em que saio de casa e vou para o meu trabalho é o único em que eu realmente sinto que faço parte de um mundo.



_ JJ.- gritou Nicholas ao entrar no meu escritório. Nicholas é sem duvidas o meu grande amigo, conheci-o aqui onde trabalho, ele cresceu na capital em uma família super aberta, no inicio houve um claro choque, nós crescemos de maneira totalmente oposta, mas no final das contas serviu para uma bela troca de experiência.
_ Nicholas, você poderia ser menos escandaloso? – perguntei, nosso patrão Sr. Potter, que de muito me lembra do meu pastor e sogro James, odiava barulho e minha sala ficava bem ao lado da sua, Nicholas e sua constante animação nunca foi muito bem vinda, se Nicholas não fosse tão bom no que faz, sem duvidas não tinha durado uma semana nesta empresa.
_ Desculpe amigo, mas você também irá pirar quando eu lhe disser o que temos para você. – disse se aproximando da minha mesa. Hoje o dia estava tranquilo, o que, ao contrario do que parece, não é nada bom, culpe a crise econômica que parece nunca realmente passar, carros movimentam a economia, mas quando há crise é o primeiro item a ser cortado da lista dos consumidores. Concluindo, quando menos compradores, menos contratos para assinar, com isso grande parte do meu tempo naquele escritório era ócio. _ Preparado? – revirei os olhos.
_ Fale. – disse me preparando psicologicamente para a bomba.
_ Daqui a seis dias você vai se casar, temos que ter uma despedida de solteiro.
_ Nicholas... – tentei interrompe-lo, mas fui drasticamente ignorado.
_ Essa tal festa na sua casa será um porre, sem bebida? Sem mulheres com decotes até o umbigo? Isso não é uma despedida de solteiro é um velório sem defunto.
_ Tá, tá, o que você sugere então? – perguntei.
_ Preparado? – perguntou ele novamente, fiz que ‘sim’ com a cabeça, mesmo não estando. _ Que Joe Adam Jonas se prepare, pois eu, você, Edgar e Kevin, passaremos quatro dias em Las Vegas!
_ Não!
_ Sim!
_ Não.
_ Sim.
_ Nicholas, eu não posso.
_ Como assim JJ?
_ Las Vegas, cassinos, boates... Você acha que Rachel vai aceitar isso? Nunca!
_ Quem disse que a Rachel precisa saber?
_ Ela é minha noiva.
_ Mais um motivo para você não dizer a verdade. – disse ele, pegando a cadeira da frente da mesa, pondo ela do meu lado e se sentando nela. _ Um relacionamento não dura sendo verdadeiro, verdade machuca, mentira conforta. Você quer machuca-la com conforta-la?
_ A sua visão do que é um casamente me assusta. – falei. _ Honestidade sempre foi base de tudo.
_ Joe, pro seus pais você ainda é um virgem orgulhoso. – falou. Ele estava certo nessa parte. _ Mentir para os pais é mais errado do que mentir para a noiva. – falou.
_ Se você esta tentando me fazer sentir melhor esta fracassando.
_ A única coisa que eu estou tentando aqui é te levar para Vegas, nada mais que isso.
_ E o que eu falo para a Rachel?
_ Viajem de trabalho.
_ Não é minha missão fazer viagem de trabalho.
_ Agora é. – bateu em meu ombro. _ A passagem já esta comprada, sem reembolso. – disse se levantando da cadeira. _ Sairemos amanhã. – falou indo em direção à porta. _ Será a melhor despedida de solteiro de todos os tempos. – comemorou na porta e saiu.

Nicholas tinha razão, Las Vegas era um ótimo lugar a se ir e essa seria a minha única oportunidade de aproveitar o local, mas começar um casamento mentindo não era certo...


O dia passava lentamente. Dois contratos foram fechados, quadro xicaras de café para conseguir me manter acordado quando não tinha nada a se fazer, e alguns neurônios queimados enquanto eu tentava pensar em alguma desculpa a meus pais e a Rachel para me ausentar por quatro dias.

O telefone toca.

_ Sim.
_ Senhor Joseph, sua mulher esta na linha. – disse Magda. Magda é a recepcionista e secretaria da empresa, a coitada fica o dia inteiro passando telefone para os gerentes e outros funcionários por aqui. Apenas o Sr. Potter tem sua secretaria particular, Vivian. Já nós, seus pobres funcionários, somos obrigados a disputar o direito de ter a atenção de Magda.
_ Pode passar. – falei.
Mas o que Rachel quer agora?
_ Oi amor. – disse ela com voz sensual do outro lado da linha, sorri instantaneamente, a sua voz só podia significar uma coisa, ela estava sozinha em casa...
_ Oi minha linda, como você esta hoje? – perguntei.
_ Muito bem, muito melhor agora e tenho certeza que ficarei bem melhor depois. – não era necessário dizer mais nada para que eu ficasse excitado. Olhei para o relógio, meu horário de trabalho terminaria em vinte minutos, se eu corresse um pouco conseguiria desviar-me do transito infernal das grandes cidades e talvez conseguisse chegar mais rápido.
_ Onde esta seu pai? – perguntei.
_ Meus pais saíram hoje mais cedo para buscar uma tia minha em Nevada, ela vai vir mais cedo para ajudar nos preparativos finais do casamento, mas parece que por lá esta tendo um forte vendaval, aí você sabe, não é? Não querem se arriscar, virão amanhã. – finalizou.
_ Perfeito. – falei. Rachel não disse nada, mas eu pude escutar o seu sorrisinho de menina travessa do outro lado da linha.
_ Deixarei a porta dos fundos aberta para ti, não entre pela frente, tenho certeza que Dona Clara ficará a noite inteira me vigiando da janela. – falou. Dona Clara sem duvidas é a crente mais devota que você pode se quer imaginar, do tipo que chega uma hora e meia antes do culto começar na igreja. Porem o que tem de devota, tem de fofoqueira, observa tudo e a todos com olhos de gavião – o que é bem estranho já que ela sempre tem que pedir alguém para ler algo para ela, pois, de acordo com o que ela fala sua visão já esta ruim. – Se Dona Clara desconfiasse do que ocorre no armário do zelador...
_ Irei voando.
_Bom mesmo, eu estou morrendo de saudades.
_ Eu também, aguente só mais um pouquinho. Se cuide meu amor.
_ Se cuide meu amor. – desligamos. Olhei o relógio 15 minutos.

Saí do escritório desviando-me de todos como um toureiro desvia do touro.
A logica era simples, quanto mais rápido eu saísse dali menos engarrafamento eu pegaria e mais rápido eu chegaria à casa dos meus sogros.


Chegue pela rua de trás, longe da vista de Dona Clara.  Desliguei os faróis do carro. Quanto mais discreto melhor.
Quando saí do carro olhei bem para todas as direções, para ver se ninguém observava, vai saber quantas outras  ‘Dona Clara’ estavam alerta hoje.
Como prometido, a porta de trás estava aberta para mim. Entrei.
Aquela casa já era mais que conhecida para mim, cada enfeite, a maioria vinha dos seus antepassados...
A cozinha estava arrumada, e com as luzes apagadas, fui para a sala e lá o estado era o mesmo, tudo em seu devido lugar, mas totalmente no escuro. Percebi que Rachel tomou o cuidado de fechar todas as cortinas. Como eu disse, os olhos de Dona Clara eram olhos águia, não duvido nada que ela seria capaz de me ver ali, caso as cortinas estivessem abertas. Escutei um barulho vindo da parte de cima da casa, subi as escadas e lá no fim do corredor pude ver a luz acesa. A luz do quarto de Rachel.


Lá estava ela, de batom vermelho e uma camisola praticamente transparente, nem mesmo sei como ela conseguiu aquilo, em nenhuma loja de Lewis vendia artigos assim.

_ Como está o meu futuro marido? – perguntou, fazendo uma pose sensual ao se deitar na cama. Eu entrei mais em seu quarto, fechei a porta atrás de mim e tirei meu paletó, colocando-o no encosto da cadeira da sua escrivaninha.
_ Muito bem, adorando a visão que esta tendo. – respondi, me aproximando mais ainda de Rachel. Ela sorriu travessa.
_ Vem cá, nós só estamos começando. – falou ela. Atendi sem pensar duas vezes.

(...)

Mal tínhamos recuperado o folego e Rachel já queria passar para o segundo round.

_ Rachel. – chamei-a interrompendo-a. Ela estava sentada, com a coxa me rodeando a cintura. _ Eu preciso falar uma coisa antes. – falei. Ela parou e olhou-me atentamente. Esperando. _ Eu vou precisar fazer uma viagem, amanhã. – falei. Rachel continuou no mesmo lugar, mas pude ver pela sua expressão que ela não estava tão feliz com a notícia. _ É uma viagem de trabalho, não posso negar. – ela saiu do meu colo e se sentou do meu lado, ‘levantei-me’ e me recostei em meus cotovelos.
_ Nós vamos nos casar em seis dias! – lembrou-me alterando um pouco o tom da voz.
_ São quatro dias apenas, eu vou voltar um dia antes do nosso casamento, é o suficiente. – defendi-me.
_ Não, não é o suficiente, minha tia que chegará amanhã perguntará por você, e eu vou ter que falar que você viajou, isso vai ser humilhante, esses últimos dias tinham que ser apenas para nós, para ficarmos juntos, olhar se tudo está sendo feito da maneira certa. – indagou.
_ Oh meu amor. – falei, levantando-me mais e dando-lhe um beijo em seu ombro descoberto. _ Não fique brava comigo, você tem que entender que é meu trabalho, se você trabalhasse talvez tivesse que passar por isso também.
_ É mais não trabalho. Mulher que se presa fica em casa a espera do marido. – repetiu o que ela deve escutar desde que estava no útero da mãe. É assim que a tradição das famílias de Lewis pensa e é isso que terei que passar para os meus futuros filhos.
_ Mulher que se presa também não contradiz o marido, aceita as coisas como são, e você não esta fazendo isso. – aproveitei-me da situação. Rachel suspirou frustrada. Eu tinha vencido.
_ Um marido de respeito faz a mulher feliz e você não esta me fazendo. – disse ela, fazendo beicinho.
_ Ah não? – perguntei, posicionando-me a frente dela.
_ Não. – respondeu, mantendo o beicinho.
_ Pois vamos ver se você fica feliz agora. – disse, dando-lhe um beijo quente e a deitando na cama novamente. Assim que separamos os lábios, me posicionei entre suas pernas e fiquei de joelhos encima da cama. A visão daquela mulher deitada a minha frente me fez delirar. De uma coisa eu tenho certeza. Meu sogrão caprichou.
CONTINUA

Olá a todos, estou de volta com a nova fic, espero que tenham gostado desde primeiro capítulo. Provavelmente eu só postarei na quarta-feira e domingo, pois são os únicos dias em que eu tenho o dia inteiro para mim, pode ser que eu poste em outros dias também, já que eu estou aproveitando todos os tempinhos mais livres para escrever, mas garantido é só esses dois dias mesmo.
Agora eu estou em dia com as fics que eu leio, pela primeira vez neste ano, então eu vou poder comentar com mais frequência J Assim eu espero.
Não se esqueçam de comentar/avaliar

bjssss

domingo, 3 de novembro de 2013

Sinopse – Entre o Céu e o Inferno



Apesar de terem sidos criados em uma cidade pequena e  religiosa, Joe e Rachel nunca foram santos, ainda sim, sempre mantiveram a aparecia, principalmente frente a seus familiares.
Prestes a se casarem, Joe e os amigos vão comemorar sua despedida de solteiro em Las Vegas.
Lá Joe conhece o pecado e a sedução em forma de pessoa. Demetria.

A partir daí tudo muda, o casamento certo se torna incerto, e Joe batalha para se decidir entre o céu e o inferno.


Votei em "Heart Attack" da Demi Lovato na categoria Vídeo do Ano no YouT...

http://www.youtube.com/v/VtNBmny14Ro?version=3&autohide=1&feature=share&autoplay=1&autohide=1&attribution_tag=u2ZwUGUkdHsLB0is2vVWrw&showinfo=1

Aviso + Músicas + Resposta aos comentários


Olá, só vim aqui avisar que não é necessário mais comentar músicas, todos os pedidos já foram aceitos. Para minha surpresa eu recebi mais sugestões do que eu imaginei que receberia, ao todo serão 26 capítulos, o que não é uma tão mini fic assim, mas tudo bem.
Eu gostaria de saber se as pessoas leram as regras, porque alguns, que comentaram em anônimo, esqueceram-se de por o nome depois, se puderem se identificar aqui, eu agradeço.
Hoje mais tarde, ou amanhã eu postarei a sinopse e na quarta eu posto o primeiro capítulo.


Músicas:
Caso sua música não esteja aqui ou você queira tirar ou substituir avise agora, depois não posso mais voltar atrás. Lembrando que está na ordem de comentadas e não de capítulos.
1. Fly With Me - Jonas Brothers
2. Paradise - Coldplay
3. Enrique Iglesias - Heart Attack
4. NEVEN ft. Zie - Crazy for love
5. Vanessa Hudgens - Whatever Will Be.
6. Jennette Mccurdy - Stronger;
7. Eminem Ft Nate Dogg - Till I Collapse;
8. Avril Lavigne Ft Chad Kroeger - Let Me Go.
9. sograo capricho -Luan Santana
10. Tudo Mudou – Belo
11. 1+1 – Beyoncé
12. Sem ti - Anselmo Ralph
13. Curtição - Anselmo Ralph
14. Kiss Me - Ed Sheeran
15. Taylor Swift - You Belong With Me
16. Ed Sheeran - Give Me Love
17. Taylor Swift - Everything Has Changed
18. Projota – Chuva de novembro
19. the wanted - walks like rihanna;
20. Demi Lovato - Made in USA
21. Miley Cyrus - wrecking ball
22. Jonas Brothers - First Time
23. Turn up the music – chris brown
24. Heartless – the fray
25. 3000 miles – Emblem 3

Resposta aos comentários em: “45º CAPITULO “O verdadeiro amor” (Último Capítulo) – Aprendendo a Amar”


Kika: Fico muito feliz que tenhas gostado. Hahahah eu te entendo. Muito obrigada por ter comentado e sempre estar presente, prestigiando minha fic, espero que você goste da próxima também. BJsss
Diley don’t live a live: Awwwn isso me deixa tão feliz, eu sempre tento fazer o meu melhor e fico muito feliz por saber que você gosta tanto. Muito obrigada por me acompanhar. Bjss
Resposta aos comentários em: “Nova fic! Com a sua colaboração!” e “Regras para a mini fic”
Silvia e Diana: Que bom que gostaram da ideia, realmente acho legal ter essa aproximação com os leitores. Suas músicas foram aceitas J. Muito obrigada por participar. Bjsss.
Beatriz Carolina: Olá, eu também aceitei a música Fly with me que você sugeriu no primeiro comentário, tudo bem? Ou você quer apenas a Paradise? Muito obrigada por participar. Bjsss
Dddd: Musica aceita. Obrigada por participar. Bjsss
Anônimo: Leitor fantasma também pode participar sim hahaha, suas músicas foram aceitas, eu só pediria a você para colocar seu nome, para eu te identificar na hora do capítulo. Obrigada por participar. Bjsss
Nathália: Musica aceita. Obrigada por participar. Bjsss
Kika: Sugestões aceitas. Casal famoso e que não seja fictício só robsten e Demi com Alex, mas se a duvida surgiu com a regra numero 13, fique tranquila, no máximo que ia mudar é talvez ser nemi, mas vai ser jemi mesmo J Muito obrigada por participar. Bjsss
Thaah Lovatic: Música aceita. Tudo bem, olharei seu caso. Muito obrigada por participar. Bjssss
Anônimo: Músicas aceitas. Fico feliz que tenhas gostado da última fic, peço para que você se identifique, para que eu possa colocar seu nome no capítulo. Muito obrigada por participar. Bjsss
Érica: Músicas aceitas. Muito obrigada por participar. Bjsss

domingo, 27 de outubro de 2013

Regras para a mini fic



1.       A música pode ser em qualquer língua e artista, desde que seja de fácil acesso sua tradução, caso não seja em português.
2.       Não há limite de músicas por pessoa, mas temos que ter em mente que se trata de uma mini fic
3.       Vale musica de qualquer estilo, mas tente não colocar muitas músicas com conteúdo improprio, a fic não poderá ser inteiramente hot, tem que ter uma historia por trás.
4.       Não tem garantia que a fic será de romance e muito menos com final feliz, tudo depende das músicas colocadas.
5.       Todas as músicas comentadas serão postas na fic, desde que esteja seguindo todas as regras.
6.       Os capítulos não estarão na ordem das músicas comentadas, então caso você seja a primeira a comentar, mas o primeiro capítulo não for sua música, não desespere.
7.       Se for comentar em anônimo, coloque seu nome no final, pois eu colocarei créditos a quem escolheu a música no capítulo.
8.       Eu darei uma semana, contado a partir do momento em que eu postar essas regras, para começar a escrever a fic.
9.       Se antes de dar uma semana, já tiver 15 músicas, eu começarei a escrever a fic, já que já capítulo suficiente para uma mini fic
10.   Não precisa ser seguidor do blog para sugerir músicas.
11.   Vale lembrar que tudo depende da minha interpretação da música, pode ser que não seja da mesma maneira que vocês interpretam. Então já aviso, antes que se decepcionem.
12.   Se quiserem, juntos com as músicas, colocarem ideias, pode, mas isso não quer dizer que eu vá usar.
13.   A fic não será necessariamente Jemi, pode ser que na historia caiba outro casal, tudo depende das músicas.
14.   Eu avisarem quando não forem necessárias mais sugestões.
15.   Caso não tiver sugestões suficientes, eu cancelarei esta ideia. E não terei data para voltar a postar.
16.   Caso alguns de vocês sejam compositores e queiram um capítulo postado baseado nela, pode, porém eu preciso ter acesso à música.
17.   Caso a música seja de autoria própria, peço para que esteja registrada, já que eu não tenho como garantir que a música seja roubada por alguém mal intencionado.
18.   Os participantes não ganharão nenhum premio.
19.   Caso tenha mais de 15 músicas, eu ainda fazer a fic, minha intensão é fazer uma mini fic, mas nada impede de que se torne uma fic.
20.   As regras podem mudar sem aviso prévio.





(responderei os comentários, hoje mais tarde ou amanhã, em um próximo post) 

sábado, 26 de outubro de 2013

Nova fic! Com a sua colaboração!


Olá galera, eu venho aqui para falar sobre a nova, bom, na verdade sobre a nova mini-fic.
Eu já tenho ideia para a próxima fic e até mesmo tenho alguns capítulos já prontos, porém, por mais que eu pense, eu não consigo pensar em um nome para ela, e com isso eu não posso mudar o design do blog, nem mesmo começar a postar. Para não deixar vocês por muito tempo sem nada resolvi fazer uma “brincadeirinha” com a ajuda de vocês.
Vai ser o seguinte, no meu próximo post eu colocarei as regras, mas será basicamente assim:

Vocês escreverão nos comentários nomes de musicas, as musicas que vocês quiserem; do artista que vocês quiserem; a minha missão será escrever uma fic encima das músicas que você colocarem no comentário, cada música será um capítulo e minha missão será fazer com que as músicas se conectem para formar uma história completa. O que vocês acham? Aceitam participar? 



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

45º CAPITULO “O verdadeiro amor” (Último Capítulo) – Aprendendo a Amar



_ Desculpe-me Joe. – sussurrei com lagrimas nos olhos.

Cheguei a meu apartamento só as oito da noite, depois de ter recusado várias ligações de Miley, Selena, Travis, Maddie e de Maria. Nem mesmo chegou a ser surpresa para mim quando abri a porta e vi todos lá na sala, desesperados.
_ Demi, onde você estava? – perguntou Travis vindo até a mim.
_ Demi sua vaca, você não tem coração não? Agora você tem uma irmã e um filho para criar, como você some desse jeito? – gritou Miley.
_ Filho do qual o Joe não sabe. – disse Selena, serena. Todos pararam e olharam para ela.
_ Ele foi conversar com você e você não disse para ele? – Miley berrou.
_ Você não deveria ter se metido nessa história. – berrei de volta.
_ Porque você fez isso?
_ Porque ele precisa ir, ele precisa encontrar a mãe dele, ele precisa se formar e eu não irei prendê-lo, é isso que ele quer, então que ele o faça.
_ Se você tivesse falado, ele teria ficado.
_ Eu vou cuidar do meu filho, sozinha. – estávamos aos berros.
_ Demi, o que você tem na cabeça? Você acabou de ser empregada, acabou de ganhar a guarda da sua irmã, talvez isso lhe tenha feito achar uma super mulher, mas não, você ainda é a mesma Demi desmiolada de sempre, você não sabe o que é criar uma criança sozinha!
_ E você por acaso sabe?
_ Não, mas não quero que você passe por isso! Você só tem 21 anos.
_ E você esta me tratando como se eu tivesse 12!
_ Você que esta agindo como se tivesse 10!
_ Dá para parar? – gritou Maria. Calamo-nos. _ Miley, eu conversarei com a Demi agora, e veremos o que vai acontecer, eu agradeço a todos por se preocuparem.
Ninguém fez nada no primeiro momento. Travis parecia preocupado, Miley nervosa, Selena estava compreensiva e Maddie triste, já Maria era um interrogação.
Depois de um tempo, somente Maria, Maddie e eu restávamos no apartamento. Miley saiu reclamando e Selena e Travis tiveram que controla-la, ela realmente estava chateada comigo, o que não me ajudava muito. Eu estava mal, queria apenas trancar-me em meu quarto e chorar até que não me restasse mais água em meu corpo.
_ Demi, venha, sente-se aqui. – pediu Maria, apontando para o sofá. _ Madison, eu não a vi fazendo seu dever, vá para o seu quarto faze-lo. – pude ver Maddie revirar os olhos, claramente frustrada por mais uma vez ser retirada do assunto.
Maria sentou-se ao meu lado e de primeiro momento apenas me abraçou, instantaneamente comecei a chorar. O que eu tinha feito? Como eu podia ser tão burra? Deitei-me em seu colo e ela acarinhou-me os cabelos até que eu parasse de chorar.
_ Eu sou uma idiota. – falei.
_ Pelo menos sabes que fez besteira. – disse Maria, sempre sincera.
_ O que eu vou fazer Maria? – perguntei, levantando-me de seu colo e olhando-a, meu olho continuava úmido e meu nariz estava entupido, minha situação estava péssima.
_ Demi, você não é mais aquela menininha que ainda tinha esperança que os pais iriam voltar a tempo do natal, você cresceu, vai ser mãe, talvez seja hora que começar a agir por si mesmo. – disse ela.
_ Para quê? Sempre que faço algo por mim mesmo eu falho. – falei, querendo voltar a chorar.
_ Não Demi. – Maria enxugou-me a lágrima que já escorria de meu olho, com a costa da mão. _ Agis mal quando se precipita, quando não pensa, o tempo é curto, mas ainda há tempo para que penses.
_ Mas eu pensei Maria, eu pensei muito bem antes de fazer o que eu fiz, eu pensei em Joe, na mãe dele...
_ Demi. – Maria interrompeu-me. _ Eu sempre lhe amei com todo o meu coração, você sabe disso, mas não posso negar o fato de que você sempre foi de pensar primeiro em você, depois nos outros, você era egoísta, as pessoas a sua volta tinham que se adaptar a você, sempre foi assim. – deu uma breve pausa para ver como eu reagiria. Eu realmente sempre fui assim, o centro do mundo era eu, mas essa não sou mais eu, e nem mesmo sei como que essa mudança ocorreu, quando foi que eu deixei de ser aquela garota? Quando foi que eu comecei a ser uma mulher? _ Mas você mudou, mudou para melhor, você agora sabe que há pessoas a sua volta e que elas também são importantes e elas merecem respeito, elas têm sentimentos. – disse. _ Só que você, mais uma vez, não está sabendo balancear as coisas, você passou de “eu vou pensar primeiro em mim” para “eu só vou pensar nós outros”. Você pensou no Joe, pensou na mãe dele, mas e você? Como que é isso para você? Você não esta feliz Demi.
_ Já é tarde para voltar atrás. – falei.
_ Não é tarde, ele só vai amanhã, ele partirá as 9 Demi, você ainda pode para-lo.
_ Eu menti para ele, eu disse que estou apaixonada por Wilmer, eu queria que ele partisse sem sentir nada por mim.
_ Sabe que isso é impossível, não é? Ele ainda te ama, ele só irá partir mais machucado que antes.
_ Isso era para me fazer sentir melhor?
_ Não estou aqui para passar a mão em sua cabeça, mas sim lhe por consciência. – suspirei.
_ Maria.
_ Sim.
_ Você pode dormir comigo hoje? – perguntei.
_ Claro que sim, minha querida. – ela sorriu largo e me deu um abraço.


Durante o banho aproveitei para tentar pensar no que seria o certo a se fazer. Agora me pergunto como as pessoas conseguem viver assim? Parece que toda decisão a ser feita é decisiva, é muita pressão. E como saber se o caminho tomado foi realmente o certo, e aquele “e se”? Será que o outro caminho seria tão errado assim? E se nele eu fosse mais feliz?
Talvez eu pudesse conversar com Joe, deixa-lo ir, mas esclarecendo-o toda a verdade. Eu realmente não queria uma relação via telefone ou internet, mas eu confiava nele e sei que se ele me jurasse fidelidade, ele seria fiel, mesmo que sendo por longos 6 anos.  Mas e eu? Eu seria capaz de aguentar tudo isso? Ficar falando com ele só por telefone, escutando sua voz, mas sem poder toca-lo, vendo sua imagem no webcam, mas sem poder senti-lo, ficar relembrando e relembrando, mas sem poder viver nada novo, só lembranças... Isso não me parecia justo, nem mesmo a mim, nem mesmo a ele. Eu deveria cuidar de mim e do meu filho, quando ele estivesse em Londres, eu tentaria falar sobre o nosso filho e deixaria o destino decidir o que é melhor para nós dois... Só espero que esta seja a decisão mais sensata a se tomar...


_ Onde esta Maria? – perguntou Maddie, entrando em meu quarto, eu já estava arrumada, pronta para dormir, ela também estava de pijamas. Ela veio e subiu na cama, junto a mim, ficando ao meu lado.
_ Esta no banheiro. – respondi.
_ Pois pedistes que ela dormisse contigo e me esqueceu, foi? – perguntou Maddie.
_ Claro que não te esqueci, eu só estou precisando dos conselhos dela. – respondi.
_ E porque não pode pedir a mim?
_ Porque você não iria entender. Você é muito nova ainda.
_ Mesmo sendo nova, consigo entender muito bem o que está a acontecer. – falou ela.
_ Ah! É mesmo? Então me diga, o que esta a acontecer? – perguntei, entrando na onda.
_ Você e Joe se amam, mas ambos são burros. – rimos. _ Você o esta deixando ir achando que é o melhor para ele, e ele está indo achando o mesmo, e no fim ambos estão terrivelmente errados. – concluiu.
_ Não é bem assim. – tentei justificar-me ao perceber que ela até que entendi algo.
_ É assim sim! – contestou. _ Você esta gravida e escondeu isso de Joe, ainda por cima mentiu para ele! – esbravejou.
_ Hey, como sabes disso? – perguntei.
_ Eu escutei a conversa que teve com Maria.
_ Mas tu és muito enxerida, viu garota?
_ Não sou enxerida, tu que não me contas nada!
_ Talvez seja porque não seja do seu interesse.
_ Tudo que afeta meu casal preferido é de meu interesse. – sem querer acabei rindo da maneira que ela falou.
_ Mas agora não há nada que se possa fazer. – lamentei-me.
_ Não duvide da minha capacidade. – falou Maddie.
_ Não faça nada. – pedi. _ Deixe tudo como esta, assim é melhor. – falei.
_ Porque vocês adultos teimam em serem triste? – perguntou ela.
_ Eu não sei. – respondi pensativa. Maddie poderia ser nova, mas tinha razão. Porque eu teimava em ser triste?

(...)

Acordei cedo e quando fui à cozinha, Maria já tinha preparado um belo café da manhã, Maddie também tinha acordado, mesmo sem necessidade, já que estuda no turno da tarde, mas descobri que ela faz isso, pois pode assistir os desenhos que ela gosta na TV.
_ Seu pai deve estar em Washington agora. – comentou Maria, enquanto misturava o leite na xicara de café que certamente eu teria que tomar, mesmo a contra gosto. _ O caso dele foi parar no plenário, seu pai mexeu com gente poderosa, ele não irá sair impune. – disse, ela não parecia feliz, também, pudera, há quanto tempo ela cuidava de minha família? Por mais que meu pai não fosse boa gente, ela havia, após todo esse tempo, visto o bem em todos naquela casa e claramente se apegou a eles.
_ Se ele lhe tirar o emprego, eu lhe contrato. – falei, nem mesmo sei quanto ela ganhava, o meu salario também não era muito, mas se eu apertasse um pouco, daria conta de tudo.
_ Por ti eu trabalho até mesmo de graça. – falou ela. _ Mas eu não quero ver nem um pouco de café com leite nesta xicara, tome tudo. – ordenou. Fiz cara feia. _ Alguém tem que cuidar de você. – riu.

(...)

A caminho do escritório fiquei pensando em como minha vida seria a partir de agora, aquela rotina que estava começando a se formar, me intriga, eu estou gostando de trabalhar e, por incrível que pareça, eu me vejo fazendo isso por muito tempo, mas com um filho, praticamente sozinha, o que seria de mim agora? As pessoas me olhariam com pena? Apontariam para mim e diriam “Está vendo aquela ali? Você não deve seguir os caminhos dela.” Ou será que eu conseguiria me levantar e seria feliz, mesmo tendo perdido o grande amor da minha vida?

Assim que entrei no escritório percebi a novidade, Wilmer, enfim, tinha contratado mais três pessoas, um homem, negro, alto, de meia idade, chamado Victor, duas mulheres, uma também de meia idade, loira, pareceu-me um pouco antipática a primeira vista, pousando seu óculos no nariz e me olhando de cima a baixo, já a outra parecia ser um amor, logo que cheguei veio me cumprimentar, Lara, apenas um pouco mais alta que eu, gordinha, cabelo preto.

Fui até a sala de Wilmer.
_ Wilmer, eu não consegui terminar todas as tarefas que você me deu, minha noite ontem não foi das melhores.
_ Um. – limitou-se a dizer, totalmente desinteressado. Continuei fitando-o, de pé, do outro lado de sua mesa, enquanto ele lia alguns papeis a sua frente. _ Sente-se, pode terminar agora. – falou por fim, sem olhar-me em nenhum momento. Assim fomos por uma longa meia hora. Após deligar um telefonema, Wilmer virou-se para mim, olhando-me pela primeira vez naquele dia, apoiou seu cotovelo na grande mesa e me encarou sério.
_ Aconteceu alguma coisa? – perguntei, ao perceber que ele não dizia nada.  
_ Não sei, você acha que aconteceu? – perguntou.
_ Você esta me tratando estranho, então acho que sim. – respondi.
_ Desde quando você não confia em mim para dizer as coisas? – perguntou ele.
_ Como assim?
_ Será que foi quando você se apaixonou por mim? – perguntou. Fiquei sem resposta. _ Não faça essa cara, eu não sou fácil de enganar como o Joe, eu sei que você não gosta de mim. – falou. _ Inclusive acho injusto você me colocar no meio dessa historia, sem nem mesmo me avisar. – suspirou. _ Porque você esta fazendo isso?
_Eu tenho meus motivos.
_ Quando nós nos conhecemos, uma das primeiras coisas que você me falou, foi que você não era igual aos seus pais, e você me provou isso, se mostrou bem melhor do que eles, principalmente nesses últimos meses. Seus pais são dois grandes babacas, não seja igual a eles. Impeça-o de entrar naquele avião. – falou.
_ Eu tentei pedir para que ele ficasse, mas ele que escolheu ir. – falei.
_ Insista mais.
_ O que você quer que eu faça? Que eu me jogue no chão?
_ Não acho que será necessário, mas se fosse, porque não? – disse ele se levantando exasperado. _ Demi, você ainda é jovem, não destrua tudo agora, pense nessa criança que você esta carregando, pense em você, pense no futuro que vocês podem construir.
_ Quem te contou tudo isso? – perguntei.
_ Segredo. – respondeu.
_ Foi Maria?
_ Alguém bem menor. – respondeu. Maddie.
_ Ele já deve estar embarcando. – lamentei-me.  Wilmer olhou para o relógio pendurado na parede, abriu a gaveta, pegou sua carteira e jogou uma nota de cinquenta dólares na mesa.
_ O aeroporto não é muito longe, com isso você consegue tomar um taxi. – falou. _ Você tem vinte minutos.


Sai do taxi ofegante, nem mesmo me preocupei em pegar o troco, naquele momento a única coisa que me importava era chegar a tempo.
Eu já tinha passado por aquele aeroporto por várias vezes durante minha vida, mas a minha familiaridade com o local não pareceu me dar nenhum vantagem por agora. O aeroporto era gigante, vários andares, várias portas, totalmente espelhado, aquela confusão de gente indo e vindo. Eu olhava de um lado para o outro a procura do painel que mostrava os voos, as informações pareciam passar tão devagar para mim. Olhei para o relógio, 9:10, se eu estivesse com sorte o voo de Joe teria tido algum atraso, se não...
Voo para Londres, saída no saguão A5. Li no painel. Merda! Era do outro lado do prédio.
Comecei a correr que nem uma louca, saí esbarrando nas pessoas e em suas malas gigantes de viajem. Algumas pessoas me olhavam assustadas, provavelmente pensavam que eu estava fugindo de alguém, que eu teria roubado algo.

A placa de A5 nunca me foi tão linda como agora, lá tinha cadeiras, a maioria ocupadas, mas na fila de embarque não havia ninguém. Vi uma aeromoça, na parte de trás dos cordões que mostram a direção da fila, que deve ir até ao detector de metal. Aproximei-a dela.
_ Olá, o voo US... É... 19... – eu estava perdendo tempo tentando lembrar-me do numero do voo.
_ O US1986 para Londres? – perguntou usando toda a sua simpatia, requisito obrigatório para qualquer aeromoça.
_ Isso.
_ Ele já esta pronto para decolar. Você deveria ter pegado ele? – perguntou. _ Se sim você pode tentar trocar sua passagem para o próximo. – sugeriu.
_ Não, eu não iria naquele voo, eu queria impedir que alguém fosse. – falei. _ O amor da minha vida. – falei baixo, mas ela conseguiu escutar.
_ Oh, minha querida, eu queria muito poder lhe ajudar, mas infelizmente não estamos em um filme, não há mais como parar aquele voo. – disse, se mostrando realmente triste com minha situação. Olhei para fora, para a grande parede totalmente espelhada, dando para a pista de decolagem, vi um avião começando a andar na pista, se preparando para levantar voo. _ É aquele mesmo. – disse ela, ao perceber que eu o olhava. Aproximei-me mais da parede de vidro. Era como se eu gostasse da tortura, vê-lo indo me fazia sentir pior, mas não conseguia parar de seguir aquele avião com meu olhar.
As lágrimas começaram a escorrer sem controle pelo meu rosto, eu agora estava sem rumo.
_ Não vá! – sussurrei entre o choro. A velocidade da corrida do avião na pista aumentou. _ Não vá! – repeti, como se meu pedido fosse conseguir impedir um avião que pesa toneladas. _ Não vá! – a roda saiu do chão. Tarde de mais, agora sim não há mais jeito.
O avião já estava fora da pista, alto no céu, quase saindo de minha vista, mas eu continuava ali, naquele mesmo lugar, me torturando, eu nem tentava controlar as lágrimas, eu não iria conseguir mesmo que eu tentasse.
Curvei-me, apoiando meu cotovelo no corrimão, que fica a frente da parede de vidro, provavelmente fora colocado lá para que impedisse que as pessoas encostassem-se ao vidro, o que não era tão eficaz, já que se eu esticasse o braço, só um pouco, eu seria capaz de toca-lo.
Eu estava tentando me acalmar, eu ainda teria que voltar para o trabalho e encarar a todo mundo, e eu também ainda veria a Maddie e possivelmente a Maria. A minha pobre pequena tentou me ajudar, não desistiu em nenhum momento, só que não foi possível, eu já tinha estragado tudo.
Percebi que alguém se aproximou de mim e se curvou no corrimão assim como eu, não me dei ao trabalho de olhar, a única pessoa que me interessava não estava mais ali. Havia partido. E eu nem mesmo despedi-me da maneira correta.

_ Espero que esse choro se torne um sorriso. – disse a pessoa que estava do meu lado. Não, aquilo não era possível, olhei para o lado e lá estava ele. Como? Eu não tinha passado 6 anos chorando naquele aeroporto. _ Me desculpe Demi. – disse, mas ainda me parecia uma miragem, ele estava realmente ali? Eu tinha desmaiado? Eu estava imaginando? _ Eu não vou mais Demi. Eu ficarei com você. – falou se aproximando mais ainda e tocando em minha mão. Sim, era real! _ Para sempre. – falou. _ Nós três. - pegou a outra mão e apoiou-se e minha barriga, ainda não dava para ver nada, claro, eu não deveria ter nem uma semana direito, mas eu pude perceber que assim como eu Joe já amava aquela criança.
_ Quem te disse? – perguntei.
_ Eu recebi um telefone, de alguém que te ama muito e que torce muito para que fiquemos juntos, talvez até mais que nós mesmos. – falou ele. Madison. Aquela pequena simplesmente tinha salvado minha vida.
_ E sua mãe? – perguntei preocupada. Eu não queria comemorar antes da hora, eu queria ter certeza que não era uma brincadeira de mau gosto.
_ Eu acredito que ainda terei mais oportunidades de vê-la, e que eu não tenha que me ausentar 6 anos para isso. – respondeu. _ E seria bom se eu te levasse junto. – completou. Sorri instantaneamente, aquilo era bom demais para ser verdade.
_ E sua faculdade?
_ Existem várias por aqui, eu posso conseguir uma bolsa. – deu de ombros. _ Mais alguma duvida? – perguntou divertido. Eu queria tornar a chorar, mas agora era de pura felicidade, eu não podia acreditar, Joe estava lá, eu não iria perdê-lo.
_ Eu menti sobre Wilmer. – esclareci.
_ Eu sei.
_ Eu te amo. – Joe não respondeu; apenas me abraçou e me deu um beijo, mas não qualquer beijo, o beijo mais apaixonado de todos os tempos, cheio de amor, de saudade, de promessa, de felicidade.
No final das contas, havíamos, juntos, aprendido a amar, aprendemos com as nossas diferenças e com as nossas confusões, e agora estávamos ali, prestes a começar toda uma nova vida juntos. Naquele momento eu pude ver, nada nem ninguém pode contra o verdadeiro amor.

Fim

Primeiramente desculpa pela demora a postar, acabei me atrapalhando toda com o meu horário, mas aqui está postado o último capítulo de Aprendendo a Amar, sem duvidas escrever esta fic foi uma experiência maravilhosa, eu tive uma resposta muito boa de vocês, minhas queridas leitoras, e eu até que gostei da fic em si.
Tenho que agradecer imensamente ao apoio de vocês, que tiveram paciência com a minha demora a postar, seja por falta de tempo ou porque meu computador tinha dado defeito. Vocês realmente foram incríveis, espero que o fim tenha valido a pena.
Muito obriga por tudo. Logo voltarei com mais novidades.
Bjss
Até logo.



Juh Lovato: Oi linda, sim ela estava :D Eu também amo Londres, definitivamente é uma cidade que eu tenho que conhecer antes de morrer. Postado, espero que tenha gostado. Muito obrigada por tudo. Bjsss
Kika: Fico feliz por ter sentido a fic a ponto de ficar tão emocionada assim. Pelo jeito não seja tão grave assim, vamos ter paciência, se Deus quiser tudo dá certo no final J Sim eu estou lendo lá, eu até comentei em um capítulo, agora eu provavelmente vou demorar um pouco, porque eu estou com sete fics diferentes para ler e uma delas eu estou com 15 capítulos atrasados D: mas eu vou correr aqui. Só para dizer eu já estou amando, mesmo estando no começo. Espero que tenha gostado. Muito obrigada por tudo. Bjss

Anônimo: Que bom que você gostou, espero que tenhas gostado deste também. Muito obrigada por comentar. Bjsss