sexta-feira, 11 de outubro de 2013

42º CAPITULO “Eu sei o porquê” (maratona 4/5) – Aprendendo a Amar



_ Adeus. – falei já com voz de choro e saí para meu quarto.

Acordei e não vi Joe em nenhum lugar, era obvio que ele não tinha ficado aqui, minha reação não foi muito boa, mas o que ele fez tampouco foi, no final das contas nós dois erramos.

Levantei-me completamente sem vontade, arrumei-me com menos vontade ainda, fui à cozinha para ver se eu encontrava alguma coisa, e nada.
Se nada tivesse acontecido, Joe estaria na cozinha, preparando algo para comermos, talvez eu tentasse ajudar, mas ia fazer alguma coisa, tipo, pegar um ingrediente na geladeira, nós conversaríamos... Mas não hoje, hoje eu não teria nada disso.
Comi alguns biscoitos que haviam sobrado do piquenique de domingo e o resto do suco da manhã anterior.
Sai de casa até o ponto de ônibus e lá peguei o ônibus que Wilmer tinha me recomendado e fui trabalhar.

Novamente fiquei na sala de Wilmer e hoje ele parecia bem melhor, tinha feito à barba e estava com o terno completo e bem alinhado. Ainda se podia ver o cansaço em seu olhar, mas considerando o dia anterior, ele estava bem melhor.

_ Você até que está se saindo melhor que eu esperava. – disse ele, ao analisar o meu trabalho, ele tinha me deixado uma pequena tarefa, para eu fazer sozinha, e agora ele olhava para ver se eu tinha feito tudo certo.
_ A sua confiança em mim, me surpreende. – ironizei.
_ Não falei por mal. – desculpou-se.
_ Eu sei, nem eu acreditei que conseguiria. – confessei.
_ Aconteceu alguma coisa? – perguntou Wilmer.
_ Não. – menti. _ Por quê?
_ Tem certeza?
_ Sim. Eu tenho certeza.
_ Quando você quiser falar, eu estou aqui para te escutar também. – disse Wilmer compreensivo.
_ Obrigada.

Com o passar do dia naquele escritório percebi que as pessoas por lá eram bem legais, na hora do almoço todos saímos para um restaurante que ficava bem ao lado do prédio. Não era chique, comida simples, mas muito boa. Todos conversavam amigavelmente, até mesmo James, que me parecia tão turrão, sempre de cara feia no escritório, se mostrou como um verdadeiro brincalhão, antes de tudo eles todos eram amigos, e agora eu também fazia parte do grupo.
 Quando voltamos para o escritório o clima profissional retornou a todos, Wilmer me deu mais uma tarefa, essa um pouco mais complicada que a primeira, mas eu estava conseguido fazer algo, eu não sei se corretamente, mas eu rezava que sim.
O telefone tocou e Wilmer atendeu rapidamente.
_ Sim. – falou. _ É de onde?... Ah sim, tudo bem. – passou o telefone para mim. _ Parece que é da escola de Maddie. – peguei o telefone de sua mão rapidamente.
 _ Alo?
_ Senhorita Demetria? – perguntou do outro lado.
_ Sim, ela mesma.
_ Estamos com o probleminha aqui com a aluna Madison, teria como você comparecer aqui no colégio agora? – perguntou.
_ Eu estou no trabalho, não pode ser de noite? – perguntei. Wilmer tocou o meu braço e fez sinal de sim.
_ Vá. – sussurrou ele.
_ Os seus pais vieram aqui para lhe colocar como única responsável pela garota, nós precisamos da senhorita agora e não há mais ninguém que possamos chamar. – insistiu.
_ Tudo bem, eu vou, já chego. – respondi. Desliguei o telefone. _ Eu juro que eu pago com hora extra depois. – falei a Wilmer.
_ Sem problemas Demi, acho que você precisa descansar um pouco hoje, depois nos conversamos. – disse.
_ Obrigada. Eu posso levar pra casa e terminar por lá? – perguntei, pegando a tarefa que ele havia me dado.
_ Me deixas muito feliz com o seu interesse. Claro. – disse sorrindo.
Coloquei tudo na bolsa e sai correndo, mal me despedi dos meus colegas. Pra minha sorte o colégio de Madison não era muito longe, quatro quadras a diante e lá estava ele.

Cheguei já sem folego e antes mesmo de entrar alguém me segurou. Assustei-me.
_ Ei Demi.
_ O que você está fazendo aqui?
_ Te ajudando e ajudando a Madison.  –falou ele.
_ Como assim? – perguntei.
_ Você não me pediu? – perguntou Travis.
_ Mas isso foi antes, meu pai já resolveu as coisas.
_ Isso quando ele ainda era tutor dela. – disse.
_ Meu pai não está fazendo mais nada pela Maddie? – perguntei.
_ Não. – respondeu ele obvio.
_ Foi você que ligou no escritório? – perguntei.
_ Tecnicamente foi.
_ Com quem eu falei?
_ Uma amiga.
_ Uma amiga? – perguntei desconfiada.
_ Uma mulher que eu encontrei na rua e que ficou encantada com o meu olhar. – confessou. Eu gargalhei.
_ E onde está ela agora? – perguntei, como que o Travis conseguia fazer isso?
_ Se eu tiver sorte, longe. – respondeu. Ri novamente.
_ O plano continua o mesmo? – perguntei.
_ Sim. Madison já está pronta e eu tive a sorte de ter uma menina do segundo ano que é praticamente endeusada pelas garotas que perturbam a Maddie, ela vai me ajudar no plano.
_ Mais uma que se encantou pelo seu olhar? – perguntei.
_ Digamos que dessa vez o sentimento foi mutuo. – respondeu.
_ Você...
_ Não continue. Eu sei. – interrompeu-me. Eu ri. Travis se apaixonando?

Entramos no colégio e a recepcionista logo nos reconheceu.
_ Nós estamos querendo entrar para olhar com a professora de geografia uma tarefa para a faculdade que ela nos esta ajudando, ela está nos esperando. – disse Travis.
_ Tudo bem, mas não atrapalhem a aula, tudo bem? Daqui a alguns minutos o sinal de troca do horário vai tocar, espere até ele tocar. – ordenou.
_ Claro que vamos esperar.
_ hum, eu ainda lembro muito bem de ti Travis, sei que não é tão educado assim, espero que você cuide dele Demetria. – pediu.
_ Claro. – respondi. Travis riu.
_ Hum, podem ir, ela está no sexto ano agora. – disse.
_ Obrigada.

Entrar naquele colégio depois de tanto tempo foi nostálgico. Tudo continuava o mesmo.
O sinal bateu, paramos na porta do quinto ano, ano da Madison, e a tiramos da sala enquanto a outra professora dela não chegava.

_ Ali estão elas. – disse Maddie. As três garotas estavam com uma menina mais velha, provavelmente a nova paixão de Travis.
_ Vamos lá, eu já deixei tudo pronto.
_ Travis. Tem certeza que isso não vai prejudicar a Maddie? – perguntei. Olhei pra ele e percebi a duvida em seu olhar.
_ Já está tudo pronto, não tem voltar atrás, não totalmente. – falou.
_ Então vamos. – suspirei.

O plano chegava a ser infantil, mas um bom plano nem sempre precisa ser feito por adultos com artimanhas de adultos, apenas deve ser bem executado, e Travis é mestre nisso.

Tem uma tradição neste colégio, toda terça-feira, as turmas do ensino médio tem na quadra poliesportiva uma palestra pratica sobre as profissões, lembro que na maior parte eu fiquei sentada na arquibancada, me recusando a participar, até que comecei a levar advertências, e eu comecei a fingir que fazia algo. Se tiver algo que também é tradição no ensino médio é a ‘maldade’ dos alunos, eles são o topo da hierarquia estudantil, mandam e desmandam. Nada os abalam e eles não perdem tempo em rir dos menores, um aluno que passe por algum tipo de humilhação perto de apenas algum deles carregará uma sina nada boa por muito tempo, cheguei a ficar com pena das garotas, mas nesse momento eu estava de mãos atadas.
Madison, Travis e eu entramos pela porta lateral e lá vimos todos os alunos do ensino médio fazendo algo, pareciam mexer com coisas químicas, pois todos estavam de luvas e tinha alguns vidros típicos dessa tarefa em uma grande mesa à frente deles, os palestrantes falavam algo, mas não cheguei a entender, já que eu estava um pouco longe.
_ Fique aí Maddie. – pediu Travis, e me puxou para mais perto da porta principal. Logo que nos aproximamos vi a armadinha pronta para sua devida ação. Travis pegou seu celular e enviou uma mensagem “Pode entrar” dizia. Logo vi, era o momento.
A porta se abriu e as garotas foram recebidas por um banho de uma gosma super nojenta. Todos na quadra pararam para olhar o desespero das meninas e instantaneamente começaram rir.
Travis puxou-me para chegar perto das garotas. E falou alto para que as três pudessem escutar.
_Nunca mais mecha com a Madison. – falou e me puxou novamente para sairmos correndo de lá. Comecei a rir durante o caminho, aquilo tinha sido maldoso, porem me fez sentir bem.

_ Obrigada pela ajuda Travis. Acho que elas entenderam muito bem o recado. – falei.
_ Essa é a intensão. – disse rindo. _ Quer que eu te leve de volta pro trabalho.
_ Não, fique tranquilo, o meu patrão me deu o resto do dia de folga.
_ Mas que patrão bonzinho. Assim eu acho que vou querer trabalhar também. – disse divertido. _ Vai aproveitar o dia com o namorado? – perguntou, meu sorriso desmanchou-se.
_ Nós não estamos mais juntos. – falei. Travis me abraçou.
_ O que aconteceu? – perguntou preocupado. _ Ele te machucou, eu posso dar o troco. – disse, separando o abraço.
_ Não precisa. Ele vai para Londres, estudar, é isso. – falei.
_ Você quer ir até sua casa? Pegar as coisas da Maddie? Aproveitar para conversar com ele? – perguntou-me. Travis estava sendo um grande amigo hoje.
_ Obrigada. Vou querer sim. – respondi.

Ao chegarmos à casa de meu pai, por sorte, ele não estava, viajara a negócios. Maria estava feliz em me ver e disse que iria passar a parte da manhã trabalhando no meu apartamento para ficar com Maddie enquanto eu trabalhava.
Ela me ajudou a arrumar as coisas e Maddie e assim que nós terminamos eu fui para a ‘casa’ de Joe.
_ Olá senhorita Demi. – cumprimentou-me feliz Paul.
_ Olá Paul. Como vai? – perguntei.
_ Bem. – disse sem jeito. _ Viestes falar com Joe, não é? – perguntou.
_ Sim. – respondi triste.
_ Sinto muito pelo que aconteceu, eu realmente achei que dessa vez ia dar certo. – falou. _ Ele não está. – disse depois de um breve silêncio.
_ Ah, que pena. – lamentei-me. _ E o senhor como está com a ida de Joe? – perguntei.
_ Péssimo. – respondeu sincero. _ Não era o que eu queria, mas ele já é maior de idade, eu não posso prendê-lo.
_ Ele disse que o senhor ficaria feliz quando o vesse formado. – lembrei-me.
_ Nem mesmo poderei ver a formatura dele em Londres, nunca que terei dinheiro para uma viagem dessas, não é por mim que ele faz isso.
_ Eu até hoje não sei o porquê desse interesse dele em Londres. – comentei.
_ Eu sei o porquê.

                CONTINUA...


Capitulo postado, a fic está acabando :\ Já tenho a ideia para a próxima fic e logo lhes darei mais informações.
Para quem tem fic, eu gostaria de saber se vocês conhecem uma coisa chamada feedspot? Eu recebi um e-mail falando que eu ganhei seguidores por lá e quando eu abri o site, minhas fics inteiras estão lá, eu nunca postei nada por lá, nem mesmo me escrevi no site, não entendi como isso funciona, alguém mais sabe sobre isso?
Não esqueçam de comentar/avaliar
Bjsss

Kika: Oi, primeiríssima. Fico feliz que tenha gostado, mesmo o capitulo tendo sido triste. Eu também sinto falta daquela época, não dá pra negar, eles eram muito fofos juntos. Eu as vezes falo que shippo Dilmer, mas eu não sei realmente qual é minha relação, porque não é aquele sentimento que eu tinha antes, mas eu torço por eles, espero que eles sejam felizes. Em relação a jemi, no começo, assim que eles terminaram, eu comecei a odiar o Joe, porque eu o culpava pela tristeza da Demi, mas logo depois eu percebi que era besteira minha, não sei o que aconteceu e em um termino de relacionamento ambos sofrem, então culpa-lo por tudo me parece bem errado. Eu também sou muito curiosa, adoraria saber o que realmente aconteceu. No tca eu quase morri com as fotos jonato, se você puder imaginar uma pessoa tendo um surto na frente do computador, essa pessoa era eu.
Muitas pessoas podem me chamar de baba ovo, mas eu realmente apoio a Demi em tudo, eu posso até ficar meio em duvida no começo, como por exemplo, quando ela apareceu com o cabelo todo azul, eu fiquei tipo wtf?? Porque você fez isso? Mas assim que eu vi as fotos eu percebi que ficou lindo e agora eu estou amando. É uma coisa tão simples, mas vi um monte de gente no twitter xingando ela por isso, as vezes eu me pergunto se os lovatics são realmente lovatics, alguns agem como haters.
Eu realmente entendo sua opinião e mesmo ela não sendo idêntica a minha, eu até concordo.
Outra coisa, antes que eu esqueça novamente de lhe perguntar, eu estava lendo seu blog, ainda não comecei a comentar, porque eu ainda não estava acompanhando o ritmo das postagens, já que estou apertada nesse ano, nesses dias eu voltei nele para continuar a ler e deu como não existente. Você excluiu o blog? Muito obrigada pelo comentário. Bjsss.

sammy : Pode ser uma opção, logo logo você poderá descobrir, já que a fic está no final. Muito obrigada por comentar. Bjss.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

41º CAPITULO “Adeus” – Aprendendo a Amar



_ Pois foi inesquecível.

Acordei na segunda-feira com os carinhos de Joe, mesmo assim, eu não queria acordar, mas era necessário, o dia seria cansativo.

_ Quantas horas? – perguntei, ainda com os olhos fechados.
_ Seis da manhã. – respondeu Joe.
_ Pra quê tão cedo? Eu só vou trabalhar as oito. – reclamei.
_ Antes de você ir para o trabalho temos que ia ao médico. – falou. Abri meus olhos instantaneamente, assim como eu, Joe não tinha nenhum sinal de sorriso na face.
_ E o que vai acontecer depois? – perguntei.
_ Se o médico te liberar das fisioterapias e da tala, eu irei conversar com seu pai e ver o que acontece. – falou.
_ Não tem como faltarmos a esta consulta?  Nós podemos falar que perdemos a hora. É totalmente compreensivo. – falei. Levantando-me um pouco para ficar a altura de Joe.
_ Demi. Não. Eu também não quero, mas não podemos evitar, nós sabíamos que essa hora iria chegar.
_ Mas eu não queria. – falei, em voz baixa.


O motorista de meu pai veio nos buscar, passamos o caminho inteiro em silêncio, porém Joe e eu não nos desgrudamos por nem mesmo um segundo.


_ Olhando a seus novos raio-x, senhorita Demetria, posso perceber que a mãe natureza fez seu trabalho direitinho, já podemos tirar a tala. – falou o Doutor com sorriso no rosto. Eu estava sentada na maca e Joe na cadeira de acompanhante, nós nos fitamos sem entusiasmo, Joe até deu um sorrisinho fraco, como se tentasse me incentivar a ficar feliz, mas aos contrario do que eu pensei durante todos esses últimos meses, aquela não me era uma boa noticia. _ Pensei que ias ficar feliz com a notícia. – disse o Doutor, se aproximando de mim e olhando para mim tala.
_ Eu estou. – menti. _ Só estou me sentindo um pouco cansada.
_ Sim, claro, acordar cedo em uma segunda-feira não é muito legal. – falou dando um sorriso, eu tentei corresponder, mas saiu tão fraco e falso e o doutor parou de tentar me animar.

Eu nem mesmo me lembrava de como era sensação de ter a perna sem a tala, parecia uma lembrança tão distante, assim como hoje estou tão distante daquela que entrou bêbada dentro daquele carro.
Três meses, apenas três meses haviam se passado, mas tanta coisa tinha mudado, eu tinha mudado, tinha feito uma revolução na minha vida, eu cresci, me apaixonei, tornei-me alguém.

_ Joe. – chamou o motorista assim que saímos do hospital. _ Senhor Eddie mandou leva-lo para casa, a senhorita Demi quer que eu a deixe em algum lugar antes? – perguntou. Eu podia sentir meu coração se apertando cada vez mais, parecia que ele estava querendo se encolher ao tamanho mínimo, eu sentia uma dor imensa, e estavam usando todas as minhas forças para tentar não demonstrar.
_ Me deixe neste endereço. – falei, entregando-lhe o endereço do escritório de Wilmer, o qual eu tinha repassado para um papel.


_ Está tudo bem, Demi. – sussurrou Joe, em meu ouvido. _ Nada vai nos separar. – garantiu-me. Suspirei.
_ Eu não quero que você vá. – sussurrei de volta.
_ Nós ainda nos veremos hoje, de qualquer maneira eu vou ir ao seu apartamento hoje.
_ Para ficar? – perguntei esperançosa.
_ Provavelmente.
_ Queria tanto um sim...
_ Pois então, sim.


O escritório de Wilmer não era de nada parecido com o meu pai, enquanto o do meu pai era um prédio de luxo inteiro no centro de Los Angeles, o de Wilmer era um andar em um prédio, um pouco velho, também no centro, mas em uma parte bem menos valorizada.
Continuando com as comparações, enquanto na empresa do meu pai de milhares de pessoas, indo e vindo, no de Wilmer não tinha muita gente, vi duas mulheres, muito bem vestidas, - uma já era mais velha, o seu cabelo já era todo branco, mas ainda sim ela era elegante e bonita, já a outra não parecia ser muito mais velha que eu, porém ela não parecia ser do tipo de pessoa que trabalha em escritório, ela mais parecia uma modelo, cabelo liso, castanho claro, muito bem tratado, ia até a altura do sutiã, magra, apesar de ser choradinha e parecer estar em perfeito estado de saúde, de tão magra parecia passar fome, ela vestia uma saia na altura do joelho cor salmão e um terninho da mesma cor, a roupa em si não era muito bonita, mas digamos que naquela mulher ficava até vistoso. Quando eu cheguei mais perto dela pude perceber sua pele, branca e sem nenhuma imperfeição, cheguei a sentir-me mal perto dela. – Lá tinha mais quatro homens, um deles parecia jovem, moreno escuro, não usava um terno completo e estava indo de lado a outro carregando vários papeis, parecia um pouco desnorteado, provavelmente era novo assim como eu, sentado em uma cadeira, trás uma mesa com três telefones e dois celulares, mas uma pilha de papeis estava um homem, aparentemente de meia idade, corpulento, usava o paletó desabotoado, provavelmente porque não conseguia fecha-lo, uma careca, do tipo São Francisco de Assis, apenas as laterais tinha vestígios de cabelo. Quando eu entre ele parecia irritado, mas quando me passei por ele, ele levantou o olhar e sorriu rápido, como boas vindas. Já os outros homens eram parecidos, ternos impecáveis, não eram muito jovens, mas não eram velhos, provavelmente não perceberam minha entrada, já que não olharam, nem mesmo de canto de olho, quando cheguei.
Todos estavam em mesas separadas por cabines, as cabines até que eram espaçosas, em vista das que via no escritório do meu pai, reservado para os funcionários menores. Já Wilmer estava em uma sala particular, podia se ver ele, já que seu escritório era isolado por uma parede de vidro.
Wilmer estava ao telefone e em sua mesa havia duas pilhas de papeis, mesmo estando de longe, pude perceber que seu estado não era nem um pouco legal.

_ Olá, bom dia, posso lhe ajudar? – perguntou a mulher que parecia uma modelo.
_ Olá, eu sou novata aqui, o Wilmer me contratou.
_ Ah sim, você é a Demi, certo? – perguntou gentil.
_ Isso mesmo. – confirmei.
_ Bom, meu nome é Dakota, também trabalho aqui. – se apresentou. _ Eu vou te levar até o Wilmer, acredito que vocês ainda devem ter assuntos a resolver antes você começar a trabalhar, certo?
_ Certo.


Dakota me levou até a sala de Wilmer, quando ele nos viu entrar ele apenas sorriu e fez sinal para que eu sentasse, ele ainda conversava no telefone. Dakota saiu logo após eu entrar e voltou para sua mesa.  Wilmer continuou a conversar no telefone, ele falava de números e outros termos empresariais, das quais eu não entendia nada. Novamente comecei a duvidar que eu fosse capaz de me encaixar nesta empresa.

_ Que bom que você veio Demi. – falou alegre, logo após deligar o telefone.
_ Você ainda duvida que eu estivesse falando sério. – deduzi.
_ Eu tenho que ser cuidadoso, é uma mudança muito rápida, talvez minha rapidez em lhe contratar lhe assuste um pouco. – falou.
_ E me assusta, mas eu não posso perder esta oportunidade que você esta me dando. – falei. Wilmer sorriu. _ Posso te perguntar uma coisa?
_ Claro. Somos amigos, não vamos começar com essa coisa de empregado e patrão, isso é chato. – falou.
_ Porque você está assim? – perguntei. Wilmer nunca foi descuidado com sua aparecia, cabelo sempre bem cortado, barba impecavelmente bem feita, as suas roupas sempre foram bem passadas e limpas, e por mais que ele fosse jovial e brincalhão, sempre que estava a trabalho Wilmer usava terno completo. Mas hoje, sua barba estava maior do que o de costume, sem o terno completo, com a gravata afrouxada. Wilmer suspirou um pouco frustrado.
_ Eu estou exercendo varias funções aqui na empresa, eu ainda não preenchi todas as vagas e não estou tendo muito tempo livre.
_ Por favor, me diga que você foi dormir na sua casa de ontem pra hoje. – pedi. Wilmer ficou em silêncio por um instante.
_ Foi necessário que eu fizesse horas extras.
_ E porque você não preenche estas vagas rápido? – perguntei.
_ Demi eu quero pessoas competentes e de confiança, a maior parte das pessoas que eu entrevisto vem com um currículo de invejar com qualquer um, mas quando eu faço uma pesquisa mais afundo, a maior parte delas foram dispensadas dos seus trabalhos por fraldar documentos ou roubar a empresa, como eu lhe disse naquele dia, eu quero pessoas confiáveis.
_ Mas não é bom para você ficar assim. – falei.
_ Eu sei, eu estou conversando com alguns conhecidos eu pretendo resolver esse problema rápido. Mas agora vamos falar sobre você. – disse Wilmer mudando de assunto.
_Porque você saiu da empresa do meu pai? – perguntei, interrompendo-o.
_ Demi...
_ Sério, por quê? – insisti. _ Wilmer, sério, eu vou vir aqui todo dia, é melhor você dizer logo, pois eu vou ficar te torturando. – ameacei. Wilmer suspirou.
_ Estavam me acusando erroneamente de estar roubando a empresa, seu pai no começo veio a minha defesa. Eu contratei um detetive para descobrir quem estava roubando e descobri que era seu pai, quando eu revelei isso, seu pai começou a me acusar de traidor e tirar os créditos de todos os meus feitos e não aguentei e pedi demissão. – falou Wilmer, se esforçando para parecer despreocupado. Mas eu sabia que para Wilmer essa história era dolorosa, ele é um bom homem, e se esforçara muito para chegar ao cargo em que estava, ele era jovem e tinha praticamente vendido sua alma pela empresa de meu pai. Ser acusado daquela maneira deve tê-lo feito em pedaços.
_ Porque meu pai roubaria a si mesmo? – perguntei sem entender o que lhe dera na cabeça.
_ Já faz um tempo que a empresa não está dando lucro como antes, muitos acreditam que é questão de pouco tempo para que ele falhe. Provavelmente seu pai também pensa assim e resolveu guardar em um banco oculto o dinheiro que não o corresponde, para garantir que ele continue rico mesmo com a empresa afundada. – falou.
_ E porque você não o denuncia? Se você tem as provas do detetive, você pode levar isso pra polícia.
_ Sabe o que eu realmente quero? Eu quero que a empresa do seu pai falhe e que ele tenha que despedir todo mundo e tenha que pagar tudo o que está previsto no contrato, caso isso acontecer o seu pai terá que pagar os funcionários com o dinheiro que ele roubou e quando ele chegar com esse monte de dinheiro sendo dono de uma empresa acabada é claro que vão investigar, e quando eles investigarem vão descobrir que seu pai era o real ladrão desta história. É perfeito pra mim, eu limpo meu nome no mercado e ainda tiro um rival do caminho. – fiquei em silêncio, sem saber o que dizer. _ Desculpa-me por fazer assim, Demi, é seu pai, mas...
_ Tudo bem, você sabe que nossa relação nunca foi boa, eu não me importo com nada que o aconteça.


Após combinarmos tudo sobre meu contrato, Wilmer me apresentou ao resto da equipe, a mulher mais velha se chamava Esme, o homem mais gordo James, o mais novo era Andrew, o dois que me não me perceberam quando eu entrei eram Simon e Eloy.
Passei o dia inteiro na sala do Wilmer, ele me tirou algumas duvidas e me deu algumas tarefas, ele me ajudava bastante a conclui-las, e até o momento eu estava gostando daquilo, provavelmente quando eu aprender tudo, ele irá me deixar sozinha e talvez eu pare de gostar tanto, mas, vou aproveitar enquanto tudo está esta maresia.


Quando cheguei em casa já era sete da noite. Abri a porta e a luz da sala estava acesa, porém ninguém estava por perto.
_ Joe? – chamei-o. Não obtive resposta. Entrei em meu quarto e a luz estava apagada, não havia ninguém lá. Fui para o quarto de Joe, e o vi, com a luz do quarto a apagada, apenas um dos abajures estava aceso, ele estava sentado de lado na cama e do seu lado tinha uma mala. Aproximei-me dele. _ Como foi com meu pai? – perguntei, apesar de ser obvio eu tinha a esperança que eu estivesse entendendo erradamente a situação.  
_ Ele me deu a bolsa. – falou. Ficamos em silêncio por alguns instantes.
_ E quando você vai? – perguntei, já segurando meu choro.
_ Próxima semana. – respondeu. _ Seu pai já estava organizando toda a papelada mesmo antes dos três meses, por isso vai ser mais rápido que eu imaginava.
_ Joe. - chamei-o, para que me olhasse nos olhos. E assim ele fez.
_ Meu pai te deu alguma opção? – perguntei.
_ Eu preciso ir, Demi. – falou.
_ Mais do que precisa de mim ou até mesmo do seu pai? – perguntei.
_ É por ele que eu faço. – disse tornando a abaixar a cabeça.
_ Tem certeza? Ele não parece tão feliz assim com essa historia. - falei.
_ Ele ficará quando eu chegar com meu diploma. – falou. Silêncio. _ Nós não precisamos nos separar por isso, são só alguns anos e quando eu voltar nós vamos ser felizes. – disse olhando-me novamente. Fitei-o por um momento, pensando em tudo o que tivemos e em tudo o que poderíamos ter, o meu coração estava doendo, Joe não iria mudar de ideia e tentar fazê-lo mudar poderia ser egoísta da minha parte.
_ Adeus. – falei já com voz de choro e saí para meu quarto.

                CONTINUA...


Desculpem-me pelo atraso, tive que ficar mais tempo na escola para fazer trabalho, só cheguei agora.
Capitulo triste, mas espero que tenham gostado.
Dia 11 volto com a maratona.
Não esqueçam de comentar/avaliar.
Bjsss


beatriz carolina: Safadinhos mesmo rererere. Postado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
DemiZ: é o final foi meio triste, os próximo capítulos não serão muito alegres :\ Muito obrigada por comentar. Bjsss
Kika & Paty: Que bom que você gostou, agradeço pela compreensão, eu também no começo odiava ele, mas com o tempo percebi que 1º minha opinião não muda nada 2º eu não sei o que aconteceu nem o que acontece com eles, se eles estão juntos tem um motivo para isso e 3º se eles estão juntos a tanto tempo é porque estão felizes juntos e como fã eu preciso respeitar e apoiar a Demi, mesmo que eu nem sempre goste de tudo. Postado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Polly Louvain:   Que bom que você já esta conseguindo acompanhar :D hahaha Postado. Muito obrigada por comentar. Bjsss

domingo, 6 de outubro de 2013

40º CAPITULO “Foi inesquecível” (3/6) – Aprendendo a Amar



_ E junto nós contradizemos o certo.

Quando Joe disse que o lugar era lindo, eu não esperava por tanto, era como um parque ecológico, porém tão bem tratado e preservado que parecia nunca ter sido descoberto por nenhum ser humano, o pode até mesmo se presumir, considerando que somente nós dois estávamos ali.
Assim que descemos do ônibus Joe foi me conduzindo para mais longe da parte em que se via algumas casas pequenas e simples, não andamos mais do que 5 km, mas se olhássemos em volta parecia que tínhamos até mesmo saído do país e tínhamos chegado ao paraíso.

Tinha uma campina de se perder de vista, com muitas flores de algumas espécies, das quais não o nome, mas posso dizer que são lindas e perfumadas, e indo para o norte havia um rio com água bem cristalina com uma corrente fraca.

_Vamos sentar aqui. – disse Joe, abrindo a bolsa térmica e forrando o chão, estávamos numa parte em que a grama era mais baixa, bem de baixo de uma arvore, gigante, provavelmente bem antiga, que estava brotando flores de coloração roxa e roseadas. A alguns passos podíamos chegar ao rio, dali eu até mesmo podia sentir o frescor da água. _ É um ipê. – falou ele, ao perceber que eu estava impressionada com a árvore.
_ É linda. – falei, sentando-me onde Joe havia forrado.
_ Não mais que você. – falou Joe.
_ Eu já disse que te amo? – perguntei, me aproximando dele e sentando em seu colo.
_ Se eu disser que não, você me diz? – falou sorrindo.
_ Eu te amo. – falei.
_ Eu. – selinho. _ Te. – selinho. _ Amo. – beijo.


Quando já era quase uma da tarde, Joe abriu a bolsa térmica e colocou no pano uma grande variedade de alimentos e bebidas. Biscoito, bolo, suco, refrigerante, cup cakes, pãezinhos com presunto e mozarela...
_ Como você fez isso tudo e como você conseguiu achar e guardar tudo isso tão rápido? – perguntei.
_ Você demora pra se arrumar. – respondeu sem pestanejar. Dei-lhe um tapa no ombro e ele riu. _ É serio, eu fiz isso tudo, enquanto você se arrumava. – disse humorado.
_ Você é muito sem graça. – reclamei.
_ Eu sou sem graça é? – perguntou Joe, chegando perigosamente mais perto de mim.
_ É. – confirmei.
_ Jura? – chegou mais perto.
_ Juro.
_ Pois bem, vamos ver quem é o sem graça aqui. – Joe atacou-me, ficando por cima de mim e fazendo-me cosquinhas. Eu comecei a gritar, rir e a me debater, tudo ao mesmo tempo, chegou a me faltar ar nos pulmões. Quando Joe fez menção de parar, levante-me puxando o máximo de ar que eu consegui.
_ Continua sem graça. – falei e sai correndo e Joe veio atrás de mim.
Se tivesse mais alguém além de nós por ali, sem duvidas acharia que nós éramos duas crianças, Joe e eu corremos até a exaustão, mas não paramos antes de levar vários tombos e de nós escondermos um do outro atrás de uma pedra muito grande ou do tronco de alguma árvore – o que era bem divertido quando se era o escondido, mas desesperador quando se era o que tinha que achar o escondido. – quando voltamos a nos sentar, comemos e nos deitamos lado a lado, olhando para o céu ou simplesmente para o nada.


_ Você corre muito bem pra quem está com a perna engessada. – falou Joe. Rimos.
_ Isso quer dizer que eu estou boa. – falei, sem esconder a tristeza na minha voz.
_ Melhor que nunca. – suspirou.
_ Se fosse há um tempo eu ficaria muito feliz em saber disso. – comentei.
_ Quando tempo?
_ Ah, sei lá, nó dia que você chegou. – rimos.
_ Isso quer dizer que eu te conquistei rápido.
_ Eu gostava de brigar com você, era um ótimo jeito de passar o tempo. – falei.
_ Era divertido. – concordou. _ Mas acho que agora nunca mais, não é? – perguntou, virando- se lado, para me olhar, fiz o mesmo gesto e assim nos fitamos.
_ Era legal, mas acho que estou muito ocupada em só te amar, não tenho mais tempo para pensar em como te trollar. – gargalhamos.
_ Acho que te prefiro assim. – falou.
_ Só acha é?
_ É, só um beijo pode me fazer ter certeza. – insinuou.
_ Um beijo. – repeti.
_ Não um beijo, O beijo. – ri.
_ Será que você merece?
_ Olha em volta, essa pode ser sua resposta. – falou sorrindo sabendo que tinha vencido.
_ Você é bom. – falei antes de vira-lo de barriga pra cima e ficar por cima dele.
_ O beijo. – lembrou-me. E assim foi. O beijo foi bom, nossas línguas pareciam até mesmo dançar, o desejo, o amor, meu corpo chegou a arrepiar. Ambos queríamos prolongar aquele desejo por mais e mais tempo, se não fosse nossos pulmões gritando por ar, não teríamos parado até agora.


Passar o tempo com Joe naquele lugar realmente era mágico, riamos atoa, beijávamos toda a hora, parávamos para comer um pouco, agir como duas crianças; tirávamos fotos em meio às flores, de baixa da árvore, comíamos e bebíamos mais um pouco, conversamos; acariciávamo-nos, tudo era tão simples, mas mesmo assim tão perfeito, tão nosso...

Quando o sol começou a se por Joe se levanto e foi andando em direção a parte mais em que tinha mais mata.
_ Fique aí. – ordenou.
_ Aonde você vai?
_ Não vou demorar. – respondeu. Ele realmente não demorou, quando voltou carregava um monte de gravetos.
_ Você irá fazer uma fogueira? – perguntei quando ele chegou perto o suficiente.
_ Já está escurecendo.
_ Vamos acampar?
_ Não, mas não há necessidade de partimos agora, vamos aproveitar mais um pouco. – falou. Eu concordei fazendo um gesto com a cabeça.   
_ Você tem certeza que sabe fazer uma fogueira? – perguntei, com medo de acontecer algum acidente, primeiro que eu já havia escutado várias noticias sobre pessoas que vão com queimaduras grave para o hospital ao tentarem fazer uma fogueira, e segundo, porque levanto em consideração os últimos meses, todas as vezes que eu saí de casa, na intensão de apenas me divertir, acabou acontecendo algum acontecimento grave.
_ Eu fui escoteiro por oito anos, não se lembra? Eu viva com aquele uniforme. – riu ao se lembrar. Olhei para ele sem saber como responder. _ Você não lembra. – concluiu compreensivo.
_ Eu era uma burra por não prestar atenção em você. – falei.
_ O importante é que hoje estamos juntos. Pra mim isso já é o suficiente.

A fogueira estava acesa, a lua e as estrelas brilhavam forte no céu.
_ Isso é tão lindo. – comentei.
_ Quer entrar no rio? – perguntou Joe. Olhei para ele. _ Não esta meio tarde?
_ O clima não está frio e nós ainda estamos aqui, será uma ótima maneira para despedirmos desse lugar lindo. – falou, não sei se Joe percebeu como aquelas palavras significaram para mim, elas me diziam que Joe realmente iria para Londres na primeira oportunidade que tivesse, prova disso é que ele já decidira que não voltaríamos; coisa que poderíamos fazer inúmeras vezes, caso ele ficasse. Tentei afastar-me deste pensamento deprimente e concentrar-me naquele momento.
Levantei meu corpo, ficando ajoelhada. Comecei tirando minha blusa, a jaqueta eu já tinha tirada a muito tempo, olhei para Joe ele tinha um sorriso safado estampado no rosto.
_ Você não vai me acompanhar? – provoquei. No mesmo momento Joe se levantou e tirou sua blusa, ele começou a tirar seus sapatos e suas meias, eu fiz o mesmo. Joe parou um pouco para me observar.
_ Você é linda. – disse. Começou a desabotoar o jeans e tirar sua calça, levantei-me e fiz o mesmo.
_ Vamos. – chamei-o. Joe chegou mais perto de mim, já apenas de cueca, e eu apenas de calcinha e sutiã, ele me aconchegou em seus braços, dando um choque térmico, mesmo não estado uma noite fria, o calor no corpo de Joe era intenso.
_ Que tal menos roupa? – perguntou.
_ Você não perde nenhuma oportunidade. – comentei rindo.
_ Olhe nos meus olhos e me diga que você também não quer. – pediu. Eu apenas sorri em resposta. _ Eu sabia que você iria querer. – disse convencido.

A água estava um pouco fria, foi complicado para conseguir entrar completamente, vi que Joe também percebeu a furada em que tínhamos nos metido, pois o vi tremendo um pouco.
_ Acho que temos que esquentar esta água um pouco. – falou. Rimos.
_ Me parece uma boa ideia. – desta vez eu não tive vergonha de falar.


O beijo que demos a seguir foi o suficiente para esquecermo-nos do frio, era intenso, bem mais do que o dado durante o dia, esse também tinha desejo e amor, mas ele era mais urgente. As nossas mãos caminhavam livremente pelo corpo um do outro, eu já havia começado a arranhar de leve a costa de Joe e ele respondia dando apertões em minha bunda e perna. Gemíamos durante o beijo. Sem muitos preliminares, Joe penetrou-me de uma vez, cheguei a me assustar pela força, mas logo relaxei ao sentir o prazer daquela ação, os nossos movimentos eram fortes, porem mais lentos graças à água. Eu me subi no colo de Joe, envolvendo ele com minhas coxas, e ele dava mais apertões em minha bunda e coxa, beijava e chupava meu colo enquanto me penetrava, eu gemia, o arranhava e acariciava seus cabelos.
Naquele momento eu já sentia como se a água tivesse fervendo junto a nós. Mesmo tenho passado o dia todo naquele lugar e tento comprovado que ninguém passava por ali, eu podia sentir a adrenalina por estar fazendo sexo em um lugar aberto, o que parecia deixar tudo bem mais prazeroso.
Quando chegamos ao ápice, deitei minha cabeça no ombro de Joe, mas ela continuou me a me carregar.
_ Estamos molhados, acho que teremos que esperar até que possamos ir pra casa. – falei, com o folego ainda um pouco irregular.
_ Tudo bem, eu trouxe nossas toalhas. – disse se retirando de mim e eu saí de seu colo, porém continuamos abraçados.
_ Você já estava planejando isso, não é, seu safado? – rimos.
_ Você queria um dia inesquecível. – lembrou-me.
_ Pois foi inesquecível.


                CONTINUA...
Último capítulo de hoje, até dia 9 :D
Não se esqueçam de comentar.
Bjsss



Kika & Paty: Fico feliz que tenha gostado. Respeito sua opinião sobre os rumores, só acho injusto as pessoas criticando a Demi e atacando o Wilmer se baseando apenas em rumores. Tudo bem linda, sem problemas. Muito obrigada por comentar. Bjssss.

39º CAPITULO “Nós contradizemos o certo” (maratona 2/6) – Aprendendo a amar



 O silêncio dele foi o suficiente para mim. A falta de resposta significava um ‘sim’.

Aproveitar meu tempo Joe, essa foi minha frase de ordem durante todo o domingo. Mesmo tendo demorado a pegar no sono – já que eu não parava de olhar Joe, ciente de que esse momento, de tê-lo nos meus braços, poderia estar chegando ao seu fim. – acordei cedo, e obriguei Joe a se levantar comigo. Faríamos tudo que não fizemos durante os três meses em que passamos juntos.

Nosso primeiro momento foi o café da manhã, prepararíamos juntos novamente e dessa Joe pegou leve, fizemos uma omelete, o que se mostrou bem mais fácil do que a panqueca, eu até consegui quebrar um ovo sem deixar a casca cair junto.

_ E então, já decidiu pra onde vamos? – perguntou Joe. Joe já estava pronto, apenas estava terminando de amarrar seu sapato. Ele estava simples, – calça jeans lavagem clara, uma blusa polo branca com detalhes de verde (duas linhas horizontais perto do peitoral) – o que me indicava que ele queria algo bem casual, eu apenas tinha arrumado meu cabelo, nada demais, na verdade eu apenas o tinha penteado.
_ Eu não sei. – falei me desanimando um pouco, e fazendo careta. _ Eu só quero que seja algo especial
_ Demi. – chamou-me ele, levantando-se e me dando um abraço de lado. _ Você não precisa tratar hoje como se fosse nossos últimos dias juntos, pode ser que não seja. – falou, dando-me um beijo na testa.
_ Mas e se for? – perguntei, fitando-o nos olhos. _ Se for eu vou me arrepender pelo resta da vida por não ter lhe aproveitado do jeito que eu deveria. – falei, ele pareceu concordar, pois não disse nenhuma objeção. _ E se não for... – falei, virando-me de frente a ele, ainda no abraço. _ Vai ser bom passar um dia memorável junto com você. – demos um selinho.
_ Tudo bem. – disse Joe. _ Mas quando você diz especial, no quê você pensa? – perguntou.
_ Eu não sei. – falei saindo do abraço. _ Algo que me faça querer lembrar pro resto da vida. – falei, Joe riu de lado.
_ Eu pensei que só o fato de nós estarmos juntos já tornaria o momento inesquecível. – disse sorrindo.
_ Não é assim Joe. – falei. _ Não importa o que acontecer, eu nunca vou te esquecer...
_ Eu tenho uma ideia. – falou. _ Nada chique nada de gastar muito, tudo simples, tudo nosso. – falou. _ E mais uma coisa. – falou dando uma pausa logo depois, para ver se eu estava realmente prestando atenção. _ Nos vamos ter que ir de ônibus.
_ Ah não Joe. – virei os olhos. _ Eu posso chamar um taxi ou pedir pro motorista da família levar-nos.
_ Hoje é domingo, e ainda está cedo, a condução não estará cheia, nós iremos tranquilamente. – falou.
_ Eu nunca entrei em um ônibus, nem sei como isso funciona. – ri de canto.
_ Pode ter certeza que é bem menos complexo do que você está pensando. – falou divertido.
_ Tudo bem. – cedi. _ E como eu devo me vestir para a ocasião? – perguntei.
_ O mais simples possível. Sem saltos e sem vestidos chiques. – explicou.
_ Você não vai me levar para um jogo de futebol, vai? – perguntei assustada, lembrando-me que Zac já me fez passar por isso no nosso aniversario de namoro.
_ Não. – tranquilizou-me. _ Sei muito bem que esse não é o seu tipo preferido de lugar. Não que o que eu vou te levar seja, mas... Talvez você goste. – deu de ombros.
_ Nenhuma dica? – perguntei.
_ Surpresa.

Nunca gostei muito de surpresas, pois elas indicam que eu não estou no controle da situação, não que eu sempre esteja no controle, muito pelo contrario, na maior parte das vezes as coisas ocorrem de maneira inesperada e sem meu aval em minha vida, mas eu gosto de ter a ilusão que controlo as coisas a minha volta. Mas não posso negar que pela primeira vez eu estava animada, Joe me faz sentir protegida e amada de maneira que nunca fui o que me faz totalmente aberta a lhe dar as rédeas do meu caminho, sei que ele não me decepcionará, apesar de saber que se ele for para Londres será um golpe certeiro em meu coração.


Demorei mais do que eu achei que iria demorar, mas pelo menos cumpri o pedido de Joe, vesti-me simples. Seguindo seu estilo eu vesti uma calça jeans lavagem bem escura, e uma blusa vermelha, em decote V e uma jaqueta de couro preta, não estava frio, mas também não estava calor, o clima era agradável e volta e meia batia um vento um pouco mais frio, nada que incomode.
Quando fui para a sala Joe estava saindo da cozinha com uma ‘bolsa’ grande e meio quadrangular pendurada em seu ombro.
_ O que é isso? – perguntei.
_ Uma bolsa térmica. – disse ele.
_ E porque você esta com uma bolsa térmica e onde você encontrou isso?
_Para nosso encontro e estava no armário de baixo da pia. – respondeu.
_ Eu nunca vi isso lá e porque você vai levar uma bolsa térmica para o nosso encontro? – Cruzei meus braços.
_ Você nunca foi de mexer muito na cozinha, essa bolsa pode estar lá desde o dia que você chegou nesse apartamento, e você saberá. – respondeu. _ Você não vai querer discutir por causa de uma bolsa, não é? – perguntou.
_ Não. – descruzei os braços. _ Só espero que você não esteja me levando para uma pescaria e que aí tenha um monte de minhocas. – fiz careta só de pensar. Joe se aproximou um pouco de mim.
_ Em um ponto você pode ter acertado, no local tem água, mas não é uma pescaria, fique tranquila, e não haverá nenhuma minhoca saindo desta bolsa no meio do caminho. – falou divertido.
_ Um parque aquático? – perguntei, levando em consideração a sua dica. _ Se for eu tenho que mudar meu figurino. – falei. Joe voltou a se aproximar, desta vez ficando bem perto de mim, levantei minha cabeça para fita-lo nos olhos.
_ Não tanta água, mais bonito, menos gente, mais nosso. – falou dando-me um selinho logo em seguida.



Como Joe previu o ônibus não estava cheio, pudemos ir por todo o caminho sentado juntos, conversando ou apenas curtindo o contado, mãos dadas, cafuné, um beijinho...

_ Tem certeza que já não passamos do lugar? – perguntei ao Joe, depois de perceber que estávamos demorando a chegar, talvez fosse só minha ansiedade de descobrir onde ele estava me levando, mas após ver que a maior parte das pessoas que entraram no ônibus após nós dois já tinha saído achei conveniente pergunta-lo. Joe, nos momentos em que estávamos em silêncio parecia viajar em meio a pensamentos.
_Tenho. – respondeu-me. _ Esqueci-me de lhe dizer que não é na cidade.
_ Não é na cidade? – perguntei.
_ Vamos estar um pouco mais em contato com a natureza. – disse ele.
_ Você esta me levando para fazer uma trilha? – perguntei fazendo uma leve careta. Não que eu não goste de trilha, nunca cheguei a fazer uma, mas o fato de subir morros, no meio de formigas, mosquitos, talvez cobras e outro bichos peçonhentos não me agradava muito. Fora que não é o tipo de encontro romântico que eu queria, talvez inesquecível, mas não romântico.
_ Não, não é uma trilha. – tranquilizou-me.
_ Ainda está muito longe? – perguntei. Sabendo que mesmo que eu tentasse, Joe não me diria onde estávamos indo.
_ Uns quinze minutos talvez. – falou dando de ombros. _ Você vai gostar. – falou. _ Bom... Pelo menos eu acho. – completou.
_ Então há um risco de eu não gostar? – perguntei divertida, tentando causar-lhe um pouco de medo.
_ Nunca se tem 100% de certeza em nada. – respondeu, desviando-se bem da minha jogada.
_ Eu tenho 100% de certeza sobre você. – falei. _ Eu tenho 100% de certeza que te amo.
_ Sempre há aqueles 0,2 de destrói a minha última afirmação.
_ 0,2?
_ 0,1 é você e o outro 0,1 só eu. – falou. _ E junto nós contradizemos o certo.

                CONTINUA...


Olá gente, estou aqui de novo e primeiramente gostaria de agradecer aos 53 seguidores, não esperava que meu blog fosse crescer tão rápido, ainda me lembro de quando nem mesmo tinha 20. Muito obrigada mesmo a todos.
Agora eu gostaria de dar a minha opinião sobre os rumores que abalou nossa fandom na madrugada de hoje.
Primeiro rumor: Demi Lovato é bissexual. Eu não sei quanto a vocês, mas pra mim isso já era um pouco obvio desde que saíram na internet aquelas fotos, nada inocentes, da Demi, antes de ela ir para reabilitação, em que ela está bêbada rodeada por mulheres, com poses provocantes, para mim ficou claro que ou ela era lésbica ou era bi, como ela sempre namorou homem, eu concluí que ela é bi. Não entendo o motivo dela nunca ter revelado isso, mas isso nunca me incomodou, para mim os tweets da Ruby e da Rochelle só confirmaram o obvio. Isso não me afetou e ainda não entendi porque isso causou tanto tumulto na fandom.
Segundo rumor: Wilmer bateu na Demi. Sinceramente? Eu não acredito nisso. Tenho consciência de que grande parte da fandom nunca foi com a cara do Wilmer, e eu no começo também não era, pois eu ainda tinha na mente o passado dele, nada legal, mas com o tempo eu comecei a gostar deles juntos, pois é claro que se eles estavam a tanto tempo juntos, é porque eles estavam felizes juntos, aquele anel de compromisso que os dois estavam usando desde o começo do ano é prova disso, e talvez ele possa ter mudado, a Demi é prova viva de pessoas podem mudar para melhor. Muitos podem falar que Dilmer nunca foi real, mas para mim, há tantas fotos deles juntos, os tweets carinhos, as fotos que eles postam estando no mesmo lugar e o fato da Demi sempre evitar falar sobre relacionamento, apenas me confirmava esse fato, eles estavam ou estão juntos. A Demi não é muito de levar desaforo para casa, sempre que ela fica puta com alguma coisa ela faz um escândalo no twitter, na maioria das vezes ela apaga os tweets, mas já é tarde demais, eu duvido muito que se tivesse acontecido alguma coisa ela estaria quieta assim, sem nem mesmo uma indireta... Fora que um homem bate numa mulher em publica, e nem uma prova? Nem uma foto? Nenhuma gravação? Principalmente com a Demi e o Wilmer sendo famosos e a tal garota tendo visto eles antes do acontecimento, era obvio que ia ter uma coisa.
Eu amo ser lovatic, mas já tem um tempo que eu venho reclamando de como os rumores viram uma bola de neve nessa fandom. Na maioria das vezes são mentiras, como o da Demi estar gravida, ou ter tido uma recaída, namoro com o Niall, dela ter voltado pra rehab tudo isso se virou um escândalo, mas logo foi comprovado como mentira, é obvio que isso pode ser mentira também, mas mesmo assim vejo todo mundo como uma pedra na mão, ninguém espera por mais notícias, mais explicações.  E isso é muito chato, faz querer abandonar tudo.
Eu não sei qual é a opinião de vocês, espero que eu não tenha ofendido a ninguém, lembrando que é apenas o meu ponto de vista nesta história. O texto ficou meio longo, me desculpem por isso.
Bjsss.



Diley Don't live a live: Pode ser que sim... Pode ser que não... Logo você saberá a resposta. Muito obrigada por comentar. Bjsss 

Maratona (atualização)







Dia 6 de outubro
14:30 – capítulo 38  < postado
16:30 – capítulo 39 < postado
19:30 – capitulo 40 < postado


Dia 9 de outubro
13:00 – capítulo 41

Dia 11 de outubro
14:30 – capítulo 42

17:30 – capítulo 43

Selinho


Regras:


Repassar o selo para 6 blogs;
Responder as perguntas abaixo.

01. Qual a história da sua URL?

Definitivamente não foi um dia muito criativo na minha vida, eu me lembro que quanto eu criei o blog, minha intensão era fazer várias fic com diferentes fandoms, mas aí eu acabei ficando só com Jemi, então o nome não tem muito sentido, eu até ia trocar, mas acabei deixando.

02. O que mais gosta de fazer nas horas vagas?


Dormir, tocar instrumentos, ver séries, ler, escrever, escutar música, brincar com meu cachorro.


03. Animal preferido?


Cachorro

04. Cite algumas músicas que goste.

Muita calma nessa hora, porque a lista é gigante.


·                     Nightingale – Demi Lovato
·                     Hospital of souls – Bring me the horizon
·                     Miles Away – Memphins may fire
·                     Skyscraper – Demi Lovato
·                     I hate you, don’t leave me – Demi Lovato
·                     It’s time – Imagine Dragons
·                     The Sound of drums – Chameleon Circuit
·                     Roots before branches – Glee
·                     A thousand years – Christina Perri
·                     My song know what you did in the dark – Fall out boy
·                     Warrior – Demi Lovato


05. Comida preferida?


Se tiver batata ou queijo eu gosto

06. Cite algumas esquisitices suas (todo mundo tem, né u_u)

Eu não sie exatamente o que eu tenho de esquisitice, mas vou tentar...
·                     Eu falo sozinha o tempo todo, mas quando estou perto das pessoas eu não falo quase nada. Já até me perguntaram se eu era muda K
·                     Odeio matemática com todas as minhas forças, mas estou fazendo aula de teoria musical, e descobri que musica é pura matemática, mesmo assim eu amo fazer teoria musical.
·                     Odeio quando minha mãe fica falando as coisas que eu sei fazer (escrever fic, musica e poesias, falar inglês e espanhol) eu não sei porque, mas eu fico incomodada, parece que eu estou tentando parecer superior.
·                     Por mais que eu seja boa em algo, eu não sei explicar nada para ninguém, por isso que sempre que me perguntam como eu faço algo ou eu falo que não sei ou eu digo que é automático.

Repassando para:



quem mais quiser...