domingo, 6 de outubro de 2013

40º CAPITULO “Foi inesquecível” (3/6) – Aprendendo a Amar



_ E junto nós contradizemos o certo.

Quando Joe disse que o lugar era lindo, eu não esperava por tanto, era como um parque ecológico, porém tão bem tratado e preservado que parecia nunca ter sido descoberto por nenhum ser humano, o pode até mesmo se presumir, considerando que somente nós dois estávamos ali.
Assim que descemos do ônibus Joe foi me conduzindo para mais longe da parte em que se via algumas casas pequenas e simples, não andamos mais do que 5 km, mas se olhássemos em volta parecia que tínhamos até mesmo saído do país e tínhamos chegado ao paraíso.

Tinha uma campina de se perder de vista, com muitas flores de algumas espécies, das quais não o nome, mas posso dizer que são lindas e perfumadas, e indo para o norte havia um rio com água bem cristalina com uma corrente fraca.

_Vamos sentar aqui. – disse Joe, abrindo a bolsa térmica e forrando o chão, estávamos numa parte em que a grama era mais baixa, bem de baixo de uma arvore, gigante, provavelmente bem antiga, que estava brotando flores de coloração roxa e roseadas. A alguns passos podíamos chegar ao rio, dali eu até mesmo podia sentir o frescor da água. _ É um ipê. – falou ele, ao perceber que eu estava impressionada com a árvore.
_ É linda. – falei, sentando-me onde Joe havia forrado.
_ Não mais que você. – falou Joe.
_ Eu já disse que te amo? – perguntei, me aproximando dele e sentando em seu colo.
_ Se eu disser que não, você me diz? – falou sorrindo.
_ Eu te amo. – falei.
_ Eu. – selinho. _ Te. – selinho. _ Amo. – beijo.


Quando já era quase uma da tarde, Joe abriu a bolsa térmica e colocou no pano uma grande variedade de alimentos e bebidas. Biscoito, bolo, suco, refrigerante, cup cakes, pãezinhos com presunto e mozarela...
_ Como você fez isso tudo e como você conseguiu achar e guardar tudo isso tão rápido? – perguntei.
_ Você demora pra se arrumar. – respondeu sem pestanejar. Dei-lhe um tapa no ombro e ele riu. _ É serio, eu fiz isso tudo, enquanto você se arrumava. – disse humorado.
_ Você é muito sem graça. – reclamei.
_ Eu sou sem graça é? – perguntou Joe, chegando perigosamente mais perto de mim.
_ É. – confirmei.
_ Jura? – chegou mais perto.
_ Juro.
_ Pois bem, vamos ver quem é o sem graça aqui. – Joe atacou-me, ficando por cima de mim e fazendo-me cosquinhas. Eu comecei a gritar, rir e a me debater, tudo ao mesmo tempo, chegou a me faltar ar nos pulmões. Quando Joe fez menção de parar, levante-me puxando o máximo de ar que eu consegui.
_ Continua sem graça. – falei e sai correndo e Joe veio atrás de mim.
Se tivesse mais alguém além de nós por ali, sem duvidas acharia que nós éramos duas crianças, Joe e eu corremos até a exaustão, mas não paramos antes de levar vários tombos e de nós escondermos um do outro atrás de uma pedra muito grande ou do tronco de alguma árvore – o que era bem divertido quando se era o escondido, mas desesperador quando se era o que tinha que achar o escondido. – quando voltamos a nos sentar, comemos e nos deitamos lado a lado, olhando para o céu ou simplesmente para o nada.


_ Você corre muito bem pra quem está com a perna engessada. – falou Joe. Rimos.
_ Isso quer dizer que eu estou boa. – falei, sem esconder a tristeza na minha voz.
_ Melhor que nunca. – suspirou.
_ Se fosse há um tempo eu ficaria muito feliz em saber disso. – comentei.
_ Quando tempo?
_ Ah, sei lá, nó dia que você chegou. – rimos.
_ Isso quer dizer que eu te conquistei rápido.
_ Eu gostava de brigar com você, era um ótimo jeito de passar o tempo. – falei.
_ Era divertido. – concordou. _ Mas acho que agora nunca mais, não é? – perguntou, virando- se lado, para me olhar, fiz o mesmo gesto e assim nos fitamos.
_ Era legal, mas acho que estou muito ocupada em só te amar, não tenho mais tempo para pensar em como te trollar. – gargalhamos.
_ Acho que te prefiro assim. – falou.
_ Só acha é?
_ É, só um beijo pode me fazer ter certeza. – insinuou.
_ Um beijo. – repeti.
_ Não um beijo, O beijo. – ri.
_ Será que você merece?
_ Olha em volta, essa pode ser sua resposta. – falou sorrindo sabendo que tinha vencido.
_ Você é bom. – falei antes de vira-lo de barriga pra cima e ficar por cima dele.
_ O beijo. – lembrou-me. E assim foi. O beijo foi bom, nossas línguas pareciam até mesmo dançar, o desejo, o amor, meu corpo chegou a arrepiar. Ambos queríamos prolongar aquele desejo por mais e mais tempo, se não fosse nossos pulmões gritando por ar, não teríamos parado até agora.


Passar o tempo com Joe naquele lugar realmente era mágico, riamos atoa, beijávamos toda a hora, parávamos para comer um pouco, agir como duas crianças; tirávamos fotos em meio às flores, de baixa da árvore, comíamos e bebíamos mais um pouco, conversamos; acariciávamo-nos, tudo era tão simples, mas mesmo assim tão perfeito, tão nosso...

Quando o sol começou a se por Joe se levanto e foi andando em direção a parte mais em que tinha mais mata.
_ Fique aí. – ordenou.
_ Aonde você vai?
_ Não vou demorar. – respondeu. Ele realmente não demorou, quando voltou carregava um monte de gravetos.
_ Você irá fazer uma fogueira? – perguntei quando ele chegou perto o suficiente.
_ Já está escurecendo.
_ Vamos acampar?
_ Não, mas não há necessidade de partimos agora, vamos aproveitar mais um pouco. – falou. Eu concordei fazendo um gesto com a cabeça.   
_ Você tem certeza que sabe fazer uma fogueira? – perguntei, com medo de acontecer algum acidente, primeiro que eu já havia escutado várias noticias sobre pessoas que vão com queimaduras grave para o hospital ao tentarem fazer uma fogueira, e segundo, porque levanto em consideração os últimos meses, todas as vezes que eu saí de casa, na intensão de apenas me divertir, acabou acontecendo algum acontecimento grave.
_ Eu fui escoteiro por oito anos, não se lembra? Eu viva com aquele uniforme. – riu ao se lembrar. Olhei para ele sem saber como responder. _ Você não lembra. – concluiu compreensivo.
_ Eu era uma burra por não prestar atenção em você. – falei.
_ O importante é que hoje estamos juntos. Pra mim isso já é o suficiente.

A fogueira estava acesa, a lua e as estrelas brilhavam forte no céu.
_ Isso é tão lindo. – comentei.
_ Quer entrar no rio? – perguntou Joe. Olhei para ele. _ Não esta meio tarde?
_ O clima não está frio e nós ainda estamos aqui, será uma ótima maneira para despedirmos desse lugar lindo. – falou, não sei se Joe percebeu como aquelas palavras significaram para mim, elas me diziam que Joe realmente iria para Londres na primeira oportunidade que tivesse, prova disso é que ele já decidira que não voltaríamos; coisa que poderíamos fazer inúmeras vezes, caso ele ficasse. Tentei afastar-me deste pensamento deprimente e concentrar-me naquele momento.
Levantei meu corpo, ficando ajoelhada. Comecei tirando minha blusa, a jaqueta eu já tinha tirada a muito tempo, olhei para Joe ele tinha um sorriso safado estampado no rosto.
_ Você não vai me acompanhar? – provoquei. No mesmo momento Joe se levantou e tirou sua blusa, ele começou a tirar seus sapatos e suas meias, eu fiz o mesmo. Joe parou um pouco para me observar.
_ Você é linda. – disse. Começou a desabotoar o jeans e tirar sua calça, levantei-me e fiz o mesmo.
_ Vamos. – chamei-o. Joe chegou mais perto de mim, já apenas de cueca, e eu apenas de calcinha e sutiã, ele me aconchegou em seus braços, dando um choque térmico, mesmo não estado uma noite fria, o calor no corpo de Joe era intenso.
_ Que tal menos roupa? – perguntou.
_ Você não perde nenhuma oportunidade. – comentei rindo.
_ Olhe nos meus olhos e me diga que você também não quer. – pediu. Eu apenas sorri em resposta. _ Eu sabia que você iria querer. – disse convencido.

A água estava um pouco fria, foi complicado para conseguir entrar completamente, vi que Joe também percebeu a furada em que tínhamos nos metido, pois o vi tremendo um pouco.
_ Acho que temos que esquentar esta água um pouco. – falou. Rimos.
_ Me parece uma boa ideia. – desta vez eu não tive vergonha de falar.


O beijo que demos a seguir foi o suficiente para esquecermo-nos do frio, era intenso, bem mais do que o dado durante o dia, esse também tinha desejo e amor, mas ele era mais urgente. As nossas mãos caminhavam livremente pelo corpo um do outro, eu já havia começado a arranhar de leve a costa de Joe e ele respondia dando apertões em minha bunda e perna. Gemíamos durante o beijo. Sem muitos preliminares, Joe penetrou-me de uma vez, cheguei a me assustar pela força, mas logo relaxei ao sentir o prazer daquela ação, os nossos movimentos eram fortes, porem mais lentos graças à água. Eu me subi no colo de Joe, envolvendo ele com minhas coxas, e ele dava mais apertões em minha bunda e coxa, beijava e chupava meu colo enquanto me penetrava, eu gemia, o arranhava e acariciava seus cabelos.
Naquele momento eu já sentia como se a água tivesse fervendo junto a nós. Mesmo tenho passado o dia todo naquele lugar e tento comprovado que ninguém passava por ali, eu podia sentir a adrenalina por estar fazendo sexo em um lugar aberto, o que parecia deixar tudo bem mais prazeroso.
Quando chegamos ao ápice, deitei minha cabeça no ombro de Joe, mas ela continuou me a me carregar.
_ Estamos molhados, acho que teremos que esperar até que possamos ir pra casa. – falei, com o folego ainda um pouco irregular.
_ Tudo bem, eu trouxe nossas toalhas. – disse se retirando de mim e eu saí de seu colo, porém continuamos abraçados.
_ Você já estava planejando isso, não é, seu safado? – rimos.
_ Você queria um dia inesquecível. – lembrou-me.
_ Pois foi inesquecível.


                CONTINUA...
Último capítulo de hoje, até dia 9 :D
Não se esqueçam de comentar.
Bjsss



Kika & Paty: Fico feliz que tenha gostado. Respeito sua opinião sobre os rumores, só acho injusto as pessoas criticando a Demi e atacando o Wilmer se baseando apenas em rumores. Tudo bem linda, sem problemas. Muito obrigada por comentar. Bjssss.

39º CAPITULO “Nós contradizemos o certo” (maratona 2/6) – Aprendendo a amar



 O silêncio dele foi o suficiente para mim. A falta de resposta significava um ‘sim’.

Aproveitar meu tempo Joe, essa foi minha frase de ordem durante todo o domingo. Mesmo tendo demorado a pegar no sono – já que eu não parava de olhar Joe, ciente de que esse momento, de tê-lo nos meus braços, poderia estar chegando ao seu fim. – acordei cedo, e obriguei Joe a se levantar comigo. Faríamos tudo que não fizemos durante os três meses em que passamos juntos.

Nosso primeiro momento foi o café da manhã, prepararíamos juntos novamente e dessa Joe pegou leve, fizemos uma omelete, o que se mostrou bem mais fácil do que a panqueca, eu até consegui quebrar um ovo sem deixar a casca cair junto.

_ E então, já decidiu pra onde vamos? – perguntou Joe. Joe já estava pronto, apenas estava terminando de amarrar seu sapato. Ele estava simples, – calça jeans lavagem clara, uma blusa polo branca com detalhes de verde (duas linhas horizontais perto do peitoral) – o que me indicava que ele queria algo bem casual, eu apenas tinha arrumado meu cabelo, nada demais, na verdade eu apenas o tinha penteado.
_ Eu não sei. – falei me desanimando um pouco, e fazendo careta. _ Eu só quero que seja algo especial
_ Demi. – chamou-me ele, levantando-se e me dando um abraço de lado. _ Você não precisa tratar hoje como se fosse nossos últimos dias juntos, pode ser que não seja. – falou, dando-me um beijo na testa.
_ Mas e se for? – perguntei, fitando-o nos olhos. _ Se for eu vou me arrepender pelo resta da vida por não ter lhe aproveitado do jeito que eu deveria. – falei, ele pareceu concordar, pois não disse nenhuma objeção. _ E se não for... – falei, virando-me de frente a ele, ainda no abraço. _ Vai ser bom passar um dia memorável junto com você. – demos um selinho.
_ Tudo bem. – disse Joe. _ Mas quando você diz especial, no quê você pensa? – perguntou.
_ Eu não sei. – falei saindo do abraço. _ Algo que me faça querer lembrar pro resto da vida. – falei, Joe riu de lado.
_ Eu pensei que só o fato de nós estarmos juntos já tornaria o momento inesquecível. – disse sorrindo.
_ Não é assim Joe. – falei. _ Não importa o que acontecer, eu nunca vou te esquecer...
_ Eu tenho uma ideia. – falou. _ Nada chique nada de gastar muito, tudo simples, tudo nosso. – falou. _ E mais uma coisa. – falou dando uma pausa logo depois, para ver se eu estava realmente prestando atenção. _ Nos vamos ter que ir de ônibus.
_ Ah não Joe. – virei os olhos. _ Eu posso chamar um taxi ou pedir pro motorista da família levar-nos.
_ Hoje é domingo, e ainda está cedo, a condução não estará cheia, nós iremos tranquilamente. – falou.
_ Eu nunca entrei em um ônibus, nem sei como isso funciona. – ri de canto.
_ Pode ter certeza que é bem menos complexo do que você está pensando. – falou divertido.
_ Tudo bem. – cedi. _ E como eu devo me vestir para a ocasião? – perguntei.
_ O mais simples possível. Sem saltos e sem vestidos chiques. – explicou.
_ Você não vai me levar para um jogo de futebol, vai? – perguntei assustada, lembrando-me que Zac já me fez passar por isso no nosso aniversario de namoro.
_ Não. – tranquilizou-me. _ Sei muito bem que esse não é o seu tipo preferido de lugar. Não que o que eu vou te levar seja, mas... Talvez você goste. – deu de ombros.
_ Nenhuma dica? – perguntei.
_ Surpresa.

Nunca gostei muito de surpresas, pois elas indicam que eu não estou no controle da situação, não que eu sempre esteja no controle, muito pelo contrario, na maior parte das vezes as coisas ocorrem de maneira inesperada e sem meu aval em minha vida, mas eu gosto de ter a ilusão que controlo as coisas a minha volta. Mas não posso negar que pela primeira vez eu estava animada, Joe me faz sentir protegida e amada de maneira que nunca fui o que me faz totalmente aberta a lhe dar as rédeas do meu caminho, sei que ele não me decepcionará, apesar de saber que se ele for para Londres será um golpe certeiro em meu coração.


Demorei mais do que eu achei que iria demorar, mas pelo menos cumpri o pedido de Joe, vesti-me simples. Seguindo seu estilo eu vesti uma calça jeans lavagem bem escura, e uma blusa vermelha, em decote V e uma jaqueta de couro preta, não estava frio, mas também não estava calor, o clima era agradável e volta e meia batia um vento um pouco mais frio, nada que incomode.
Quando fui para a sala Joe estava saindo da cozinha com uma ‘bolsa’ grande e meio quadrangular pendurada em seu ombro.
_ O que é isso? – perguntei.
_ Uma bolsa térmica. – disse ele.
_ E porque você esta com uma bolsa térmica e onde você encontrou isso?
_Para nosso encontro e estava no armário de baixo da pia. – respondeu.
_ Eu nunca vi isso lá e porque você vai levar uma bolsa térmica para o nosso encontro? – Cruzei meus braços.
_ Você nunca foi de mexer muito na cozinha, essa bolsa pode estar lá desde o dia que você chegou nesse apartamento, e você saberá. – respondeu. _ Você não vai querer discutir por causa de uma bolsa, não é? – perguntou.
_ Não. – descruzei os braços. _ Só espero que você não esteja me levando para uma pescaria e que aí tenha um monte de minhocas. – fiz careta só de pensar. Joe se aproximou um pouco de mim.
_ Em um ponto você pode ter acertado, no local tem água, mas não é uma pescaria, fique tranquila, e não haverá nenhuma minhoca saindo desta bolsa no meio do caminho. – falou divertido.
_ Um parque aquático? – perguntei, levando em consideração a sua dica. _ Se for eu tenho que mudar meu figurino. – falei. Joe voltou a se aproximar, desta vez ficando bem perto de mim, levantei minha cabeça para fita-lo nos olhos.
_ Não tanta água, mais bonito, menos gente, mais nosso. – falou dando-me um selinho logo em seguida.



Como Joe previu o ônibus não estava cheio, pudemos ir por todo o caminho sentado juntos, conversando ou apenas curtindo o contado, mãos dadas, cafuné, um beijinho...

_ Tem certeza que já não passamos do lugar? – perguntei ao Joe, depois de perceber que estávamos demorando a chegar, talvez fosse só minha ansiedade de descobrir onde ele estava me levando, mas após ver que a maior parte das pessoas que entraram no ônibus após nós dois já tinha saído achei conveniente pergunta-lo. Joe, nos momentos em que estávamos em silêncio parecia viajar em meio a pensamentos.
_Tenho. – respondeu-me. _ Esqueci-me de lhe dizer que não é na cidade.
_ Não é na cidade? – perguntei.
_ Vamos estar um pouco mais em contato com a natureza. – disse ele.
_ Você esta me levando para fazer uma trilha? – perguntei fazendo uma leve careta. Não que eu não goste de trilha, nunca cheguei a fazer uma, mas o fato de subir morros, no meio de formigas, mosquitos, talvez cobras e outro bichos peçonhentos não me agradava muito. Fora que não é o tipo de encontro romântico que eu queria, talvez inesquecível, mas não romântico.
_ Não, não é uma trilha. – tranquilizou-me.
_ Ainda está muito longe? – perguntei. Sabendo que mesmo que eu tentasse, Joe não me diria onde estávamos indo.
_ Uns quinze minutos talvez. – falou dando de ombros. _ Você vai gostar. – falou. _ Bom... Pelo menos eu acho. – completou.
_ Então há um risco de eu não gostar? – perguntei divertida, tentando causar-lhe um pouco de medo.
_ Nunca se tem 100% de certeza em nada. – respondeu, desviando-se bem da minha jogada.
_ Eu tenho 100% de certeza sobre você. – falei. _ Eu tenho 100% de certeza que te amo.
_ Sempre há aqueles 0,2 de destrói a minha última afirmação.
_ 0,2?
_ 0,1 é você e o outro 0,1 só eu. – falou. _ E junto nós contradizemos o certo.

                CONTINUA...


Olá gente, estou aqui de novo e primeiramente gostaria de agradecer aos 53 seguidores, não esperava que meu blog fosse crescer tão rápido, ainda me lembro de quando nem mesmo tinha 20. Muito obrigada mesmo a todos.
Agora eu gostaria de dar a minha opinião sobre os rumores que abalou nossa fandom na madrugada de hoje.
Primeiro rumor: Demi Lovato é bissexual. Eu não sei quanto a vocês, mas pra mim isso já era um pouco obvio desde que saíram na internet aquelas fotos, nada inocentes, da Demi, antes de ela ir para reabilitação, em que ela está bêbada rodeada por mulheres, com poses provocantes, para mim ficou claro que ou ela era lésbica ou era bi, como ela sempre namorou homem, eu concluí que ela é bi. Não entendo o motivo dela nunca ter revelado isso, mas isso nunca me incomodou, para mim os tweets da Ruby e da Rochelle só confirmaram o obvio. Isso não me afetou e ainda não entendi porque isso causou tanto tumulto na fandom.
Segundo rumor: Wilmer bateu na Demi. Sinceramente? Eu não acredito nisso. Tenho consciência de que grande parte da fandom nunca foi com a cara do Wilmer, e eu no começo também não era, pois eu ainda tinha na mente o passado dele, nada legal, mas com o tempo eu comecei a gostar deles juntos, pois é claro que se eles estavam a tanto tempo juntos, é porque eles estavam felizes juntos, aquele anel de compromisso que os dois estavam usando desde o começo do ano é prova disso, e talvez ele possa ter mudado, a Demi é prova viva de pessoas podem mudar para melhor. Muitos podem falar que Dilmer nunca foi real, mas para mim, há tantas fotos deles juntos, os tweets carinhos, as fotos que eles postam estando no mesmo lugar e o fato da Demi sempre evitar falar sobre relacionamento, apenas me confirmava esse fato, eles estavam ou estão juntos. A Demi não é muito de levar desaforo para casa, sempre que ela fica puta com alguma coisa ela faz um escândalo no twitter, na maioria das vezes ela apaga os tweets, mas já é tarde demais, eu duvido muito que se tivesse acontecido alguma coisa ela estaria quieta assim, sem nem mesmo uma indireta... Fora que um homem bate numa mulher em publica, e nem uma prova? Nem uma foto? Nenhuma gravação? Principalmente com a Demi e o Wilmer sendo famosos e a tal garota tendo visto eles antes do acontecimento, era obvio que ia ter uma coisa.
Eu amo ser lovatic, mas já tem um tempo que eu venho reclamando de como os rumores viram uma bola de neve nessa fandom. Na maioria das vezes são mentiras, como o da Demi estar gravida, ou ter tido uma recaída, namoro com o Niall, dela ter voltado pra rehab tudo isso se virou um escândalo, mas logo foi comprovado como mentira, é obvio que isso pode ser mentira também, mas mesmo assim vejo todo mundo como uma pedra na mão, ninguém espera por mais notícias, mais explicações.  E isso é muito chato, faz querer abandonar tudo.
Eu não sei qual é a opinião de vocês, espero que eu não tenha ofendido a ninguém, lembrando que é apenas o meu ponto de vista nesta história. O texto ficou meio longo, me desculpem por isso.
Bjsss.



Diley Don't live a live: Pode ser que sim... Pode ser que não... Logo você saberá a resposta. Muito obrigada por comentar. Bjsss 

Maratona (atualização)







Dia 6 de outubro
14:30 – capítulo 38  < postado
16:30 – capítulo 39 < postado
19:30 – capitulo 40 < postado


Dia 9 de outubro
13:00 – capítulo 41

Dia 11 de outubro
14:30 – capítulo 42

17:30 – capítulo 43

Selinho


Regras:


Repassar o selo para 6 blogs;
Responder as perguntas abaixo.

01. Qual a história da sua URL?

Definitivamente não foi um dia muito criativo na minha vida, eu me lembro que quanto eu criei o blog, minha intensão era fazer várias fic com diferentes fandoms, mas aí eu acabei ficando só com Jemi, então o nome não tem muito sentido, eu até ia trocar, mas acabei deixando.

02. O que mais gosta de fazer nas horas vagas?


Dormir, tocar instrumentos, ver séries, ler, escrever, escutar música, brincar com meu cachorro.


03. Animal preferido?


Cachorro

04. Cite algumas músicas que goste.

Muita calma nessa hora, porque a lista é gigante.


·                     Nightingale – Demi Lovato
·                     Hospital of souls – Bring me the horizon
·                     Miles Away – Memphins may fire
·                     Skyscraper – Demi Lovato
·                     I hate you, don’t leave me – Demi Lovato
·                     It’s time – Imagine Dragons
·                     The Sound of drums – Chameleon Circuit
·                     Roots before branches – Glee
·                     A thousand years – Christina Perri
·                     My song know what you did in the dark – Fall out boy
·                     Warrior – Demi Lovato


05. Comida preferida?


Se tiver batata ou queijo eu gosto

06. Cite algumas esquisitices suas (todo mundo tem, né u_u)

Eu não sie exatamente o que eu tenho de esquisitice, mas vou tentar...
·                     Eu falo sozinha o tempo todo, mas quando estou perto das pessoas eu não falo quase nada. Já até me perguntaram se eu era muda K
·                     Odeio matemática com todas as minhas forças, mas estou fazendo aula de teoria musical, e descobri que musica é pura matemática, mesmo assim eu amo fazer teoria musical.
·                     Odeio quando minha mãe fica falando as coisas que eu sei fazer (escrever fic, musica e poesias, falar inglês e espanhol) eu não sei porque, mas eu fico incomodada, parece que eu estou tentando parecer superior.
·                     Por mais que eu seja boa em algo, eu não sei explicar nada para ninguém, por isso que sempre que me perguntam como eu faço algo ou eu falo que não sei ou eu digo que é automático.

Repassando para:



quem mais quiser...

38º CAPITULO “sim” (maratona 1/6) – Aprendendo a Amar






_ Esta luta só começou.

Essas foram as únicas palavras de meu pai, e com esta declaração eu pude perceber que o fato do meu pai ter cedido a guarda de Maddie, nada tinha a ver com um surto de bondade ou porque ele percebeu que eu iria até o fim. Tudo não passava de um começo, o começo da sua vingança por causa da minha rebeldia. Fui ingênua demais ao pensar que eu ganhei tão fácil.

_ Fique tranquila, você já conseguiu a Maddie, não há mais o que temer. – disse Joe.
_ Será mesmo? – perguntei me virando a ele.
_ Claro que sim, Demi, e se ele tentar algo, você tem a mim e a Joe para lhe proteger. – falou Wilmer, sorridente, parecia que minha vitória era tão importante para ele quando para mim. _ Esta é minha deixa, o endereço do escritório está na capa dos livros que eu te dei e te espero lá na segunda-feira às oito da manhã. – segurei-me para não fazer uma careta. _ Lá acertamos os outros detalhes da sua contratação. – completou. _ Tchau Joe, tchau Demi, tchau pequena Maddie. – despediu-se, trocando um toque de mãos com Madison.
_ Wilmer. – chamei-o, assim que ele se virou para ir embora. _ O que aconteceu? – perguntei. Ele se virou para mim e me fitou claramente confuso.
_ Como assim, o que aconteceu?
_ Você nunca pensou em sair da empresa do meu pai e vocês, apesar das diferenças, sempre se deram muito bem, agora vocês estão soltando farpas quando se encontram e você saiu da empresa do nada, o que aconteceu? – perguntei. Wilmer hesitou.
_ O mundo dos negócios é imprevisível. – deu de ombros. _ Eu senti que era hora de eu ter algo meu.
_ Você acha que me engana? O que você está escondendo de mim?
_ Se eu não estou contando seja porque talvez não seja do seu interesse. – disse tentando ao máximo não parecer grosseiro.
_ Você sabe que eu irei descobrir, não sabe?
_ Sei. – falou rindo fraco. _ Até segunda-feira, Demi. – despediu-se.


A vitória até que não foi tão difícil comparada a toda a burocracia que vinha depois, logo após chegar a meu apartamento recebo a noticia que na terça-feira terei que voltar para o tribunal assinar todos os papais para a negociação, provavelmente teria que encontrar meus pais lá novamente, possibilidade que não me agrada nem um pouco.
_ Está preocupada com algo? – perguntou Joe, chegando por trás. Eu estava distraidamente encostada na janela do meu quarto, não estava muito interessada na paisagem, mas sim perdida em meus pensamentos. Agora eu tinha um emprego e uma criança para cuidar, será mesmo que eu serei capaz de lidar com isso tudo? Suspirei ao sentir sua respiração em meu pescoço.
_ Você acha que eu vou conseguir levar tudo a diante? – perguntei. Virei-me de frente a ele.
_ Tecnicamente você já fez o mais difícil.
_ Isso é porque você não viu o tamanho dos livros que eu tenho que ler, e pior, entender. – bufei. Joe riu.
_ Eu vou te ajudar nessa. – disse Joe, chegando mais perto de mim e me dando um selinho.
_ Você por acaso sabe algo de contabilidade? – perguntei, Joe fez um careta.
_ Não. – rimos. _ Mas nunca é tarde para aprender coisas novas. – sorriu.


O resto do dia foi entediante, e teria sido bem pior se Joe não tivesse comigo. Li, li e li, até minha cabeça doer, e ainda sim, quando resolvi parar, eu não tinha nem passado da metade do primeiro livro, definitivamente aquela não seria uma tarefa muito fácil, comecei a questionar mais ainda minha capacidade de superar isso tudo.

A fim de relaxar, fui tomar banho de banheira, com água aromatizada com perfume de rosas. O contato do meu corpo com a água morninha me fazia bem, tentei tirar todas as minhas preocupações da minha cabeça para relaxar mais ainda.


Nem sei muito bem por quanto tempo fiquei naquela banheira, mas quando saí, as pontas dos meus dedos estavam enrugados. Vesti apenas um roupão e uma calcinha, tirei o excesso de água do cabelo e enrolei-o na toalha.

Saí do banheiro e logo vi Joe, sentado no canto da minha cama, aproximei-me dele e sentei em seu colo, de lado, e ele me abraçou, dei um selinho nele e ele me correspondeu, porém logo que parei para perceber sua feição vi que tinha algo errado.

_ Aconteceu alguma coisa? – perguntei, acariciando seus cabelos. Joe hesitou. Continuou rodeando-me em um abraço com seu braço direito, mas descansou gentilmente seu braço esquerdo em minha perna, por cima do roupão.
_ Seu pai me ligou durante seu banho. – falou ele, enquanto brincando com a ponta do meu roupão.
_ Ele ameaçou fazer algo? – perguntei.
_ segunda-feira você terá que ir para o médico. – disse e fez uma pausa, eu não entendia o porquê isso o fazia tão mal.
_ Eu não me machuquei mais, o médico não irá brigar com você. – consolei-o.
_ Demi, eu cuido de você e da sua perna, e eu posso lhe dizer que você vai tirar essa tala na segunda-feira. – falou. _ Você está totalmente recuperada, está fazendo todos os exercícios da fisioterapia sem dificuldades e você já completou os três meses estimados pelo médico. – disse ele.
_ Tudo bem, isso é bom, agora você terá mais facilidade em tirar minha roupa. – falei. Joe gargalhou e eu o acompanhei.

_ Depois que sua tala for retirada eu terei que ir conversar com seu pai, para saber qual será meu pagamento. – falou depois de um tempo em silêncio. Só naquele momento percebi que ficar boa talvez não fosse exatamente bom naquele momento.
_ Ele vai te pagar, você sabe, tem um contrato. – falei.
_ Eu sei, e dentro do contrato tem duas opções, se você ficasse bem e eu fizesse meu trabalho direito eu ganho minha bolsa de estudo, se as coisas não acontecessem como o planejado, eu recebo dinheiro. – explicou-me. _ Talvez seu pai esteja com raiva de mim e me dê o dinheiro como forma de me atingir, mas talvez ele me dê a bolsa. – falou.
_ Se você me ajudar eu posso quebrar a perna sem a tala. – falei. Joe riu fraco.
_ É sério Demi. – disse. O pior é que eu sabia, aquele momento era serio, eu só não queria que esse momento tivesse chegado.
_ Se ele te der a bolsa você irá recusar e pegar o dinheiro ou não? – perguntei cuidadosamente, temendo a possível resposta. Joe olhou para baixo e não me respondeu. O silêncio dele foi o suficiente para mim. A falta de resposta significava um ‘sim’.


                CONTINUA...



Olá a todo, como vocês estão? Como prometido aqui está o primeiro capítulo da maratona, vai haver uma pequena mudança nas datas das postagens, eu vou postar agorinha mesmo, nada muito grande, vocês verão. Deste a última vez que eu postei aconteceram tantas coisas na fandom, o que vocês acharam? Demi no the x fator e em Glee, Demi de cabelo azul...
Daqui a pouco eu posto novamente.
Bjsss




Kika & Paty: hahaha eu sei que deve ter sido ruim ter que esperar, mas como eu expliquei, não deu mesmo para postar, pois eu também me lembro da primeira vez que vi a Demi em camp rock, não parece mais já faz um bom tempo, tanta coisa já se passou... Obrigada por comentar. Bjsss
Anônimo: Divulgado, pode deixar que eu vou olhar, sorte aí. Muito obrigada por comentar. Bjsss
beatriz carolina: Olá, seja bem vinda, espero que continue gostando, o Eddie é ruim mesmo, mas já estou preparando para ele um fim bem “legal” rerere. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Monize Silva: Muito obrigada pelo carinho, a maratona só começou :D. Obrigada por comentar. Bjsss
ThaahLovatic: Sim, são os últimos capítulos a fic vai até o capítulo 45, então durante a próxima semana ela chega ao fim K mas eu já tenho ideias para as próximas, e acho espero que goste tanto quando essa J. Muito obrigada pelo carinho. Bjsss
Anônimo: Eu postarei um capítulo no dia 9 como meu presente pelo seu aniversário. Fale seu nome, pois assim posso dedicar a você ;). Muito obrigada por comentar. Bjsss
 Juh Lovato: Ei Juh, saudades de você, linda. Muito obrigada pelo carinho e pelo selinho. Bjsss

Polly Jones: Eu te entendo, nesse último mês eu entre em desespero, eu tinha tanta coisa fora e dentro da escola por fazer que acabei não tendo tempo para postar muito, porém agora terem mais tempo e voltarei a postar mais regularmente. Mas é assim mesmo, tudo bem, fique tranquila, sem pressão, já lhe agradeço pelo carinho. Fiquei triste em saber que vai parar de postar no seu blog, mas pode deixar que eu vou te acompanhar lá no nyah. Muito obrigada por comentar. Bjss

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Informações da maratona



 Dia 6 de outubro
14:30 – capítulo 38
16:30 – capítulo 39
19:30 – capitulo 40


Dia 10 de outubro
14:30 – capítulo 41
16:30 – capítulo 42
19:30 – capítulo 43 



segunda-feira, 23 de setembro de 2013

37º CAPITULO “Esta luta só começou” (parte final) – Aprendendo a Amar

5 YEARS OF DON'T FORGET 





_ Eu também irei lutar pela guarda da Madison.

Por um momento senti meu coração parando de bater.
O rosto de Eddie estava vermelho e eu nunca o vi tão carrancudo. Ele se levantou do pequeno sofá e elevou sua mão na clara intensão de me agredir. O tempo pareceu correr mais devagar, eu paralisei. Há muito tempo havia prometido a mim mesmo que jamais permitiria que Eddie me agredisse novamente, mas cá estava eu, sem reação.

_ Senhor Lovato, o juiz está logo atrás daquela porta e nós não estamos sozinhos neste saguão, se o senhor ainda quer ter alguma chance de sair vitorioso daqui sugiro que o senhor se acalme e nem pense em continuar esta ação que eu sei que o senhor quer. – escutei Joe dizer com urgência logo atrás de mim, o coitado nem mesmo lhe deu tempo para respirar, ao terminar de falar pude escutar ele puxando o ar ofegante. Meu pai continuava a olhar-me com ódio, mas vagarosamente abaixou sua mão e se recompôs.
_ Você é uma idiota. – disse ele entre dentes. _ Acha mesmo que dará contar de cuidar de Madison?
_ Sou tão capaz quanto você. – falei, recuperando-me do susto e tentando me mostrar corajosa, apesar de por dentro estar morrendo de medo.
_ E como você vai sobreviver? Não vou te dar um centavo.
_ Eu a empreguei em minha empresa. – falou Wilmer, olhei-o de relance e pude ver o olhar dele para meu pai, meu pai fez o mesmo, os dois pareciam soltar faíscas.
_ Você conhece a Demi tanto quando eu. Sabe que ela não vai conseguir passar uma semana acordando cedo para ir a um escritório trabalhar. – falou Eddie, Wilmer não pareceu ficar preocupado com as palavras de meu pai, mas eu fiquei. Talvez porque no calor do acontecimento eu tenha esquecido que trabalhar com Wilmer significava acordar cedo, ir para um escritório e ficar lá por horas, seria eu capaz de fazer isso?
_ Eu aposto que ela irá te surpreender. – falou Wilmer
_ Isso tudo faz parte do seu plano para me derrubar, não é? – falou Eddie. _ Você me odeia e quer me derrubar, quer me ver no chão e agora está utilizando minha própria filha para conseguir seu objetivo.
_ Não nego que te quero ver no chão, mas não estou usando a sua filha para isso. – defendeu-se Wilmer. _ Meu problema se resume exclusivamente a você. – meu pai olhou-me como se sentisse nojo do que estava vendo.
_ Jogue suas melhores cartas, eu tenho meus truques pra ganhar este jogo, e eu sei que eles são bem melhores do que os seus. – falou e se afastou, trombando com Joe e Wilmer.


_ Você tem certeza de que quer continuar com isso até o fim? – perguntou Joe, se aproximando e me abraçando. Balancei a cabeça.
_ Sim, eu tenho. – respondi. _ Agora que comecei eu irei até o fim.


Assim que Dianna chegou o juiz nos chamou para entrar, meu pai nem mesmo teve a oportunidade de contar-lhe ‘as boas novas’ – meu interesse em brigar pela guarda me Maddie – acredito que será bem ruim para ela descobrir algo assim apenas na frente do juiz, ela não poderia dar o escanda-lo digno de Dianna de la Garza, ao receber a noticia, não que eu acredite que ela irá ficar quieta, mas pelo menos o escândalo será menor.

Quando entramos na sala da audição o estilo neoclássico ainda predominava tanto na construção quando na decoração, não era grande como se vê na televisão, mas acredito que seja porque o caso não se trata de um crime de repercussão nacional, mas uma separação conjugal.
Todas as partes sentariam em uma grande mesa de madeira, da qual eu não faço a mínima ideia qual seja, já que não sou especialista nesses assuntos, até a 4ª série, para mim, todas as madeiras eram a mesma, quando descobri que há diferenças entre elas foi um verdadeiro choque, só não foi pior do que descobrir que papai Noel não existe.
O Juiz sentou-se no ‘lugar de honra’ aquele em os pais costumam senta-se, minha mãe sua advogada sentou-se do lado esquerdo da mesa e meu pai e seu advogado se sentaram do lado direito. Madison, Wilmer, um dos empregados – que não tenho duvida que logo se torne ex-empregado – da minha casa, Antony e eu entramos – Joe preferiu ficar do lado de fora, não queria se envolver mais do que já estava se envolvendo. – nosso lugar, destinado apenas às testemunhas, era um sofá, de couro, igual ao que tinha do lado de fora, porem um pouco maior.
Meu lugar não era ali...

_ Bom, estamos aqui para mais uma seção de conciliação, este é o primeiro passo para qualquer entrada a um processo judicial, aqui é o lugar para entrar em consenso, evitando futuros problemas como que ir a outra audição judicial em que o juiz é o único dono da palavra. Espero que consigamos fazer isso sem a necessidade de ir tão longe. Certo? – perguntou o Juiz, meus pais não discordaram, mas nem mesmo concordaram o que induz que o trabalho do juiz não será nem um pouco fácil. _ Tudo bem, quem gostaria de começar com uma proposta.
_ Eu. – falei, levantando-me do sofá, prontamente.
_ Demetria, minha querida, pare com esta besteira, sente em seu lugar. – pediu meu pai, com delicadeza. Era claro que o show de mentiras já havia se iniciado, mas eu não iria me sujeitar a participar dela novamente. Não mais.
_ Não, desta vez nada que você faça irá me impedir. – falei, me aproximando da mesa e ficando bem ao lado contrario do Juiz.
_ Eu acho que estou perdendo alguma coisa e isso não me agrada. – disse Dianna, claramente perdida.
_ Claro que você está perdendo. A única coisa que você não perde é uma promoção das grandes lojas de grife.
_ Aí que você se engana, eu não compro em promoção, isso é sinal de decadência. – respondeu Dianna com um sorriso sínico na cara.
_ Eu gostaria de lembra-los que nós ainda estamos em audiência. – disse o Juiz calmamente. Os dois se calaram e se entreolharam com ódio. _ Minha jovem, você é uma testemunha eu peço que você aguarde a sua vez. – falou.
_ Até algum tempo atrás eu seria apenas a testemunha, porem hoje eu estou aqui para entrar na luta pela guarda da Madison. – falei decidida. Minha mãe deu uma risada de deboche, mas logo após olhar para mim e para meu pai, percebeu que não era brincadeira.
_ Fala para mim que isso é apenas uma brincadeira totalmente sem graça. – pediu Dianna.
_ Eu não estou brincando.
_ O que te deu na cabeça? – perguntou.
_ Achou um emprego meia boca e já tá se achando a dona do mundo, isso é que deu na cabeça desta garota. – falou Eddie.
_ Minha jovem, isto aqui não é uma brincadeira.
_ Eu sei bem disso, vossa excelência, eu não estou aqui para brincar, eu também sou filha destes dois e posso te garantir que eles não são qualificados para ter a guarda da minha irmã.
_ E o que te faz qualificada para isso? – perguntou minha mãe. _ Você nunca foi o tipo irmãzona, muito pelo contrario.
_ Eu mudei. – respondi.
_ Você está interessada é na mesada da Madison. – acusou-me.
_ Eu não sou você, mãe. E eu vou começar a trabalhar, eu não precisarei ser financiada por nenhum de vocês. – respondi orgulhosa de mim mesma.
_ Ora Demetria, não se finja de idiota, você sabe muito bem que perante a lei, eu e seu pai, temos a obrigação de sustentar a Madison até que ela complete maior idade e possa trabalhar, mesmo que você esteja trabalhando, nós seremos obrigados a pagar pensão. – falou.
_ Pois que paguem, posso garantir que este dinheiro será investido totalmente no que a Maddie quiser, ao contrario do que você faria se tiver a guarda dela.
_ Não me acuse mocinha, eu sou sua mãe.
_ Agora você lembrou-se disso? – perguntei.
_ Vossa excelência você não percebe que ela esta apenas tentando chamar atenção? Ela cresceu com os pais juntos, aposto que está enfrentando dificuldades em entender nossa separação.
_ Vocês nunca foram presentes em casa, eu só via vocês de mãos dadas nos jantares da empresa e eu nem mesmo moro mais com vocês, se vocês continuam separados ou juntos não me faz muita diferença.
_ Demetria, pare de atrapalhar, se você não quiser defender nenhum de nós, bem, mas não nos atrapalhe a resolver um assunto de adultos. – disse Dianna, alterando seu tom de voz, pude ver sua advogada tentando acalma-la dizendo gentilmente “se acalme, Dianna, gritar não ajuda” como se ela não conhecesse a nossa família...
_ Demetria. – chamou-me o Juiz. _ Você tem algum advogado para lhe ajudar neste caso? – perguntou.
_ Não. – respondi tímida, na pressa acabei esquecendo-me varias coisas importantes, como, por exemplo, um advogado, ele provavelmente me alertaria sobre a pensão que meu pai e minha mãe teriam que pagar para Maddie, isso me preveniria de ter esta surpresa bem na frente de todos. Meus pais e até mesmo seus respectivos advogados deram uma risadinha, como se já lhes fossem garantida a vitória. _ Eu defenderei a mim mesma. – conclui.
_ Se sente. – pediu o Juiz. _ Podemos começar agora? – perguntou, dirigindo-se a todos. _ Sobre a separação de bens, alguém tem alguma proposta? – perguntou.
_ Nós, vossa excelência. – disse a advogada de minha mãe. _ Sugerimos que o apartamento na praia, o carro da família, seja de propriedade da Minha cliente Dianna de La Garza, e que ela receba uma pensão de 30 mil por mês e que Madison receba 35 mil por mês. – falou.
_ Jamais. – falou meu pai sem hesitar.
_ Acalme-se Eddie. – pediu o seu advogado.
_ Essa mulher está tentando me extorquir. – esbravejou.
_ Eu passei anos ao seu lado, aguentando você e todos os seus problemas, ajudando a encobrir a suas mentiras, você roubou minha vida! – disse minha mãe, batendo com o punho fechado na mesa.
_ E você roubou meu dinheiro. – gritou meu pai, do outro lado, fazendo o mesmo gesto. _ E mesmo depois do divorcio continua a roubar. – bateu novamente.
_ Eu estou tentando ter paciência, eu posso prolongar isso, se eu fosse vocês tentavam entrar em um acordo. – disse Juiz.
_ Tudo bem, nos desculpe Vossa excelência, nossa proposta é o apartamento da praia e aceitamos dar uma pensão mensal de 15 mil, mas ficamos com a guarda da Madison e Dianna terá que pagar uma pensão de 10 mil.
_ 5 mil pra mim? Você está achando que eu sou o que? – perguntou Dianna
_ Você que trabalhe para conseguir mais. – Eddie deu de ombros.


E nessa batalha, entre as propostas e as testemunhas, se passaram duas horas e meia de discussão, até que o juiz se cansou e disse:
_Se a próxima proposta não for aceita por ambas as partes, eu mandarei este processo para um juiz civil que dará o próprio veredito dele, sem direito de escolhas.
_ Vossa excelência, eu tenho uma proposta. – falei.
_Prossiga minha jovem.
_ Eu fico com a guarda de Madison, e já que o obrigatório dar pensão eu peço que o valor total seja apenas o preço da mensalidade da escola de Madison, e que Dianna fique com a casa da praia, mas que não haja pensão de nenhum dos lados.
_ Não, não, não, mocinha, pode tirar seu cavalinho da chuva, você vai sair na vantagem.
_ Tudo bem, eu só quero a guarda da Madison, eu não me importo com quem vai ter pensão! – respondi.
_ Ou é isso ou é nada. – disse o juiz.
_ Eu aceito dar a casa da praia para Dianna e deixar Madison com Demetria e pagar o colégio dela, e aceito dar uma pensão no valor de 5 mil para Dianna, nada além disso. – falou Eddie.
_ Muito pouco. – Dianna. _E eu quero a Madison.
_ São dois contra um, a Madison vai pra Demetria e eu não vejo necessidade de lhe pagar uma pensão, visto que você é não esta desempregada, este 5 mil é muito mais do que eu deveria.  – Dianna parou por um instante, parecia pensar no assunto.
_ O assunto da Madison para por aqui, ela vai para a Demetria, mas eu exijo uma pensão maior. – disse ela, evidentemente a contra gosto.
_ Este é a sua palavra final? – perguntou o Juiz.
_ Sim.
_ Senhor Eddie?
_ Sim.
_ O acordo está feito. – bateu o martelo.


Eu nem mesmo conseguia acreditar que tudo tinha acabado. Eu já estava me preparando para mais uma batalha para brigar mais, mas não, no fim das contas os dois abriram mão da Maddie.
Quando saímos da sala dá audição Madison veio ao meu encontro feliz, assim que Joe nos viu percebeu que tínhamos vencido.
Meu pai saiu da sala apressadamente logo atrás.
_ Pai. – chamei-o, eu tinha que reconhecer, se ele não visse cedido, minha mãe provavelmente não teria aceitado o acordo. _ Obrigada por ter cedido a guarda da Maddie pra mim. – falei. Ele olhou-me serio, sem nenhum sorriso no rosto, fitou Joe e Madison ao meu lado e depois tornou a olhar pra mim.
_ Esta luta só começou.
                CONTINUA...


Olá gente, primeiramente quero justificar o meu desaparecimento, totalmente minha culpa, graças a minha falta de organização e horário não estou conseguindo escrever.
Durante este mês, além das provas e trabalhos da escola, eu também estou ajudando minha mãe no trabalho dela, já que ela está sem funcionário no momento, eu estou participando de três novos cursos e ainda estou em três projetos pessoais, mais muito importantes para meu futuro, que eu ainda não terminei, concluindo, eu não estou tento tempo pra respirar direito. A boa noticia é que tudo acaba no fim deste mês. Meu último projeto será pata o dia 29, meus curso continuarão, mas tudo bem, e acho que até o fim do mês minha mãe arranja um funcionário.
Para compensar eu farei uma maratona no próximo mês, já que durante este mês não garanto que postarei novamente, dou mais informações da maratona depois.
Espero que tenham gostado do capítulo.
Bjsss



Kika & Paty: Primeiríssima novamente \o/ ela faz muito bem mesmo e bota avanço nisso, hahahahahaha nesta historia ele não vai ser vilão não, vou dar um descanso a ele hahaha... Sem duvidas ela será muito fofa e muito sortuda, com os pais e tios que tem né? Hahaha. Muito obrigada por comentar, bjsss.
Diley Don't live a live: Fique tranquila, não há porque se envergonhar, fico feliz que tenha gostado tanto, espero que tenha gostado deste também, muito obrigada pelo carinho e por comentar. Bjssss.
Lali: HEEY seja bem vinda de volta aos meus comentários, muito obrigada, eu que tenho que me desculpar, estou comentando muito pouco no seu blog, mas não é porque te abandonei, mas como pode perceber não estou tendo tempo pra quase nada, mas muito obrigada mesmo por comentar. Bjsss
ThaahLovatic: Eu também queria encontrar algum menino igual o Joe, mas tá difícil pra mim, viu... :c hahahaha, de nada linda, o Wilmer não é necessariamente um vilão nesta historia, os motivos dele podem ser bem diferentes.... Eu fui pra capital mesmo, pena que foi por pouco tempo, queria tanto encontrar alguém por lá, quem sabe uma leitora daqui do blog? Mas é bom saber, se um dia eu for pro litoral eu falo, quem sabe nos conhecemos? :D Muito obrigada por comentar e me desculpe pela demorada. Bjssss
Carine Santana: Que bom que você gostou, bom demorei a postar, mas espero que tenha gostado, muito obrigada por comentar. Bjssss

Taynara Miranda: hey, desculpa, estou postando só agora, minha justificativa está aí, bjsss linda :D