domingo, 18 de agosto de 2013

31ª CAPITULO “Nos precisamos conversar” – Aprendendo a Amar



Nenhum dos lados havia me convencido e cada um tinha sua proposta irrecusável e em apenas dois dias eu teria que sair do muro e decidir por qual caminho seguir.


Assim que Dianna foi embora, eu me dirigi ao quarto de Joe, ele estava sentado na ponta de sua cama e lia um livro, não parecia muito concentrado no que estava lendo, tanto que não hesitou em larga-lo de lado assim que abri a porta.
_ O que aconteceu, meu amor? – perguntou, vindo me abraçar forte, afundei-me em seus braços, e não respondi nada de imediato. Joe não insistiu. Isso era algo de se admirar nele, Joe não força as coisas, ele espera o tempo de todos, muito ao contrario de mim, eu sou bem curiosa, não sou do tipo de pessoa que espera, mas sim o tipo de pessoa que irrita até descobrir. Ficamos abraçados, em silêncio, por um tempo, até que eu decidi falar.
_ Minha mãe veio pedir para que eu fosse para seu lado. – falei. Joe afastou-se um pouco, para poder analisar meu rosto.
_ E você? – perguntou.
_ Não sei. – confessei.
_ Talvez seja melhor para todos que minha mãe ganhe, mas... – eu não consegui continuar. O que me fazia relutar tanto em apoiar minha mãe?
_ Se você está apoiando seu pai só por mim, não precisa. – falou, Joe, compreensivo.
_ Não é só isso, ok. Fora que minha mãe disse que pode ajudar. – falei, tentando parecer animada.
_ A é? – perguntou Joe, tentando parecer interessado, nada que fosse capaz de me enganar.
_ Ela pode conseguir uma bolsa para você em Yale. – falei, esperando pela comemoração.
_ Wow, isso é... Ótimo! – falou ele dando um breve sorriso grande, a animação dele quase me comoveu... De tão falsa.
_ Não é isso que você quer. – falei desanimada.
_ Não é assim também... – tentou justificar-se, mas nem mesmo conseguiu terminar a frase.
_ Qual é o seu problema em estudar medicina aqui? – perguntei.
_ Não é nada, Demi, é só que... – Joe parecia nervoso, não conseguia terminar nenhuma frase que começava. Como se escondesse algo.
_ Tem alguém lá? – perguntei, me afastando de Joe e cruzando os meus braços sobre o peito.
_ Um... É... Demi... Eu te amo, e não seria capaz de... É...
_ Quem? – perguntei, sem esconder minha raiva.
_ Não é assim, Demi. – disse ele, ainda mais nervoso.
_ Então me explique, Joe. – pedi impaciente, ciente de que a qualquer momento, qualquer palavra em falso eu poderia explodir com Joe. Ele hesitou, parecia procurar a melhor forma de me dizer o que realmente o levava a querer tanto ir estudar na Inglaterra. Comecei a bater o pé de tanto nervosismo e isso parece apenas ter piorado as coisas para Joe, que também começou a ficar agitado.
_ É o meu sonho. – disse por fim. Meu queixo caiu, depois de todo este tempo pensando em o que me dizer é isso que ele me responde? “É o meu sonho”. Sério?
_ Seu sonho? – gritei.
_ É. – respondeu, pouco convincente.
_ Pois então pegue o seu sonho e vá para o inferno junto a ele. – gritei e saiu de seu quarto bufando de raiva, bati a porta do meu quarto tão forte que cheguei sentir o chão dar uma pequena tremida.
Eu não sabia se voltava ao quarto de Joe e continuava a brigar, não sabia se ia para o lado de minha mãe só para me vingar ou se apenas me jogava na cama para chorar.

Agora me pergunto o que Joe e eu realmente temos. O que eu sinto por ele é sincero, mas e o que ele sente por mim? É sincero também?
O meu celular tocou, era Miley.
_ Oi Miley. – cumprimentei-a com um falso entusiasmo. Como se eu fosse capaz de enganar Miley.
_ Ei Demi, o que esta acontecendo, em? – perguntou.
_ Nada serio. – dei de ombros.
_ Umm sei. – disse desconfiada. _ Eu vou ter que te obrigar a me dizer o que está acontecendo? – perguntou.
_ Miley...
_ Fala logo!
_ Eu tive uma discussão com Joe. – falei finalmente.
_ Por quê? O que ele fez com minha amiga? – perguntou exasperada. _ Se ele te machucou espero que ele esteja pronto para encarar minha fúria. – ri um pouco só de imaginar Miley tentando atacar Joe.
_ Depois eu te falo. É uma longa história.
_ Pois hoje será uma ótima oportunidade. – disse Miley. _ Hanna está saindo definitivamente do hospital hoje e todos nós vamos lá busca-la. – falou, eu fiquei calada, já esperando a bomba. _ E isso inclui você.
_ Não. – respondi.
_ Porque não? – perguntou confusa.
_ Todo este tempo em que ela esteve no hospital eu não a fui visitar, eu estou me sentindo uma péssima amiga. – confessei.
Hanna sempre foi uma ótima amiga, sempre esteve ao meu lado e no momento em que ela mais precisava de mim, eu não estive, como é que hoje eu vou olhar para cara dela? Ela deve estar muito decepcionada e não deve estar querendo me ver nem pintada de ouro.
_ E você acha que ela se importa com isso? – perguntou Miley.
_ Sim. – respondi. _ Eu me importaria.
_ A Hanna não é você. Aposto que ela vai ficar super feliz em te ver. – disse.
_ Sua intenção melhorar meu astral? Isso só faz me sentir uma amiga pior.
_ Demi, para de ser chata, garota! Te busco daqui a quinze minutos. – falou.
_ Miley. – reclamei.
_ É melhor que você esteja pronta. – falou desligando o telefone na minha cara. Miley, como sempre, esbanjando sua educação.
Sabendo que entrar em uma discussão com Miley é uma luta perdida, me levantei devagar da minha cama, e desanimadamente abri meu armaria, na busca de qualquer coisa que me servisse, sem animação para me arrumar e muito menos para sair, peguei uma calça jeans de lavagem escura e uma blusa xadrez de manga longa, penteei meu cabelo e o amarrei um rabo te cavalo, não passei muita maquiagem, apenas um batom e um pouco de base só para não parecer tão desleixada.
Após estar pronta olhei-me no espelho, e tudo que consegui ver foi a tristeza em meus olhos, eu tinha medo de estar cometendo um erro, eu tinha medo de que Joe não estivesse sendo sincero, eu tinha medo de eu o estar jugando mal. Mas de tudo, o que eu tinha mais medo era de perde-lo.
Escutei o telefone da portaria tocar, com certeza deveria ser o porteiro avisando a chegada de Miley, corri para atender e pude perceber que Joe vinha logo atrás de mim.
_ Sim.
_ Senhorita Demi, a sua amiga Miley está aqui, posso deixa-la subir? – perguntou. “Claro que pode” – escurei Miley dizer no fundo.
_ Não, diga ela para esperar aí, eu vou encontra-la aí em baixo. – respondi, sabendo que ele iria ficar puta por não poder tirar satisfações com Joe, saber o que realmente aconteceu.
Coloquei o telefone da portaria no interfone e voltei para meu quarto, para pegar minha bolsa, dentro havia pouca coisa, o que não é muito comum, mas ainda sim estava totalmente bagunçada, celular, óculos de sol, batom, dinheiro, alguns cartões de crédito, etc. Voltei para sala e passei por Joe como se nem mesmo o tivesse visto, peguei as chaves em cima da mesa.
_ Vai aonde? – perguntou ele, por fim, até aquele momento, ele tinha apenas me acompanhado com o olhar.
_ Vou ao hospital com Miley. – respondi.
_ Tá sentindo algo? – perguntou _eu posso de ajudar.
_ Não, é só Hanna, eu vou vê-la hoje, ela irá sair do hospital. – disse. Ele sorriu.
_ Isso é muito bom. – falou. _ Se precisar de algo me ligue, por favor. – pediu.
_ Já sei, seu telefone esta na minha agenda do celular. – repeti as suas palavras de sempre.
_ Isso mesmo. – confirmou.
_ Vê se desta vez o usa. – falou.
_ Tudo bem. – respondi sem realmente entender o que ele queria dizer com isso, talvez fosse o fato das poucas vezes que saí de casa sem ele, sempre me meti em problemas que me causaram riscos de algum modo, era como se ele já estivesse esperando por isso. _ Tchau. – despedi-me.
_ Tchau.

Assim que o elevador chegou ao térreo vi Miley de braços cruzados olhando-me feio.
_ Desde quando eu não sou bem vinda ao seu apartamento? – perguntou.
_ Miley nos temos que ir.
_ Não antes de você me responder, sua tampinha. – falou.
_ Você ia implicar com Joe. – respondi.
_ Se fosse necessário. – falou, dando de ombros.
_ E eu realmente não quero que isso aconteça agora. – falei.
_ Porque não? – perguntou. _ Se você esta triste por culpa dele, ele merece pagar e eu posso o fazer pagar direitinho, ninguém se mete com amiga minha. – falou, eu ri.
_ Eu tenho certeza disso, Miley. – falei. _ Agora vamos, eu te conto tudo pelo caminho.  – Miley não me pareceu muito animada, mas sei que o meu “eu te conto tudo pelo caminho” surgiu efeito, pois ela saiu na frente para entrar em seu carro. Eu senti-me no banco do carona e só comecei a conversar quando ela arrancou o carro.

_ Mas você não acha que talvez ele esteja falando a verdade? – perguntou Miley.
_ Valeu pelo apoio. – falei irônica.
_ Eu não estou falando neste sentido, eu só estou tentando trazer uma hipótese. – falou ela.
_ Eu pensei sim, mas não há razão para ele ter ficado tão nervosos sobre o assunto.
_ Talvez ele tenha se sentido pressionado.
_ Ainda sim, se ele me amasse eu não vejo razão de não ficar e estudar aqui.
_ Bom, aí eu já não sei, realmente é justificativa um pouco fraca, mas...
_ Mas nada, Miley, já que é para ir pra longe eu prefiro me afastar. Eu não vou ficar sofrendo ou chorando por um garoto mais uma vez, eu prometi que jamais faria isto novamente. – falei segura, mesmo estando com um aperto no coração.
_ Você tá tentando enganar a mim ou é só um ensaio para mostrar aos outros que você não esta sentindo nada.
_ Miley!
_ Serio, Demi, você ama ele e é claro que você esta sofrendo.
_ Ele não precisa saber disso, ok?! – falei um pouco exaltada. Miley riu.
_ Converse com ele, Demi. – disse ela. _ termine as coisas de melhor maneira. - Calei-me. Não iria discutir com mais ninguém por hoje.



_ Demi! – cumprimentou-me Hanna feliz, sentada em uma cadeira de rodas.
_ Olá Hanna. – cumprimentei-a abaixando-me para lhe dar um abraço forte, meu coração estava despedaçado. O que eu fiz com minha amiga? Como que ela ainda tinha coragem de ficar feliz por me ver?
_ Você está tão bem, Demi. – disse ela.
_ É. – falei, sorrindo de canto. Meus olhos ardiam, eu queria chorar.
_ A hora de chorar já acabou na semana do acidente, agora não há mais necessidade. – falou ela, humorada.
_ Mas eu não tinha te visto ainda. – falei com a voz embargada. Eu não tinha coragem de olhar em seus olhos.
_ Eu sei. – falou ela compreensiva.
_ E você ainda fica feliz em me ver.
_ Você é minha amiga.
_ Uma péssima amiga.
_ Demi. Olha pra mim. – tentei obedece-la, mas eu mal conseguia manter meu olhar no seu por mais de que dois segundos. _ Eu te conheço, eu sabia que você não viria. – falou ela. _ Eu senti sua falta e no fundo eu queria que você viesse, mas eu te conheço há anos e sei como você é, você não viria. – falou dando de ombros.
_ Isso é horrível.
_ Eu duvido que você não pensou em mim em nenhum momento. – falou ela, tocando em minha mão. Eu sorri fraco.
_ Eu senti sua falta, até mesmo dos seus momentos de chata. – ela riu.
_ Eu também senti sua falta. – falou ela. Só aí eu tive coragem para olha-la e vi um sorriso sincero em sua face.
_ Me desculpa. – pedi.
_ Só se você me promoter não deixar mais o Travis dirigir novamente. – falou rindo. Ri junto.
_ Tudo bem, eu prometo. – falei e lhe dei outro abraço.


Acabei passando maior parte do dia na casa de Hanna, agora ela voltaria a morar com seus pais que lhe ajudariam a se readaptar a vida fora do hospital, eles não pareciam chateados comigo, apesar da mãe de Hanna ter falado por varias vezes sobre as situações de risco que os jovens de hoje em dia se põem só para um pouco mais de adrenalina, no fundo eu sabia que ela estava me mandando indiretas. Como se eu já não tivesse aprendendo por conta própria.
Miley também ficou comigo e até seu irmão, Trace, apareceu por lá, e o mais incrível, ele estava totalmente sóbrio. Acredite, pra Trace não há hora nem lugar para se beber, se ele não estiver dormindo é hora de encher a cara de álcool.


Quando cheguei a meu apartamento o sol já tinha se posto. Encontrei Joe conversando no telefone, na sala, com a TV ligada no jornal. Assim que ele me viu chegando ele desligou a ligação.

_ Como que foi lá? – perguntou.
_ Bem. – respondi. Ficamos em silêncio por um tempo. _ Joe. – ele me olhou. _ Nos precisamos conversar.

                CONTINUA...



Capítulo postado, espero que tenham gostado. E aí o que vocês acham que vai acontecer nessa conversa, eles vão melhorar ou vão piorar? O que será que o Joe esta escondendo? Façam suas apostas.
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjsss




Kika & Paty: Que isso, não há necessidade de pedir desculpas, o importante é que você continua acompanhando a fic, muito obrigada por comentar. Bjsss

ThaahLovatic: Sabia que você me deu uma ótima ideia? Não tinha pensado nisso, mas posso dizer que algumas das suas ideias foram bem legal, fique tranquila que se eu usar eu ponho crédito, ok? :D Muito obrigada por comentar. Bjsss.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

30º CAPITULO “Qual caminho seguir” – Aprendendo a Amar



_ Então sim, vamos. – respondeu e sorriu para mim. Naquele momento eu percebi que eu não poderia ter feito melhor escolha, Joe era o melhor para mim, e juntos enfrentaríamos meu pai. Se não quisermos, ele não pode.


Minha cozinha parecia ter saído de uma verdadeira guerra de comida, não que não tivesse acontecido uma, só será bem difícil de limpa-la depois.

_ Espero que as panquecas tenham ficado boas. – disse Joe.
_ Claro que ficou, nós dois fizemos. – falei convencida.
_ É isso que me preocupa. – falou divertido. Eu ri e lhe dei um tapa na barriga.

Naquele dia eu acordei e insisti a Joe para me ensinar a fazer as mesmas panquecas que ele fez no primeiro dia. No começo tudo parecia que ia dar certo, até o meu primeiro erro, nada muito grave, eu só exagerei na hora de colocar o sal, nada que Joe não conseguisse resolver depois, aumentando muito a quantidade dos outros ingredientes.

Mãos sujas de farinha, um coloca farinha na ponta do nariz de outro, o outro retribui, aí o outro retribui sujando mais, o outro faz o mesmo e assim começa festa. Resultado, eu terei que comprar farinha da próxima vez que for ao supermercado, e leite também, graças a Joe que deixou cair no chão a maior parte da embalagem, talvez eu deva colocar ovos na lista também, já que eu devo ter quebrado uns quatro ovos tentando quebra-los sem deixar que a casaca caísse na mistura, terminou que Joe teve um trabalho a mais tirando a casca dos quatro ovos no meio da massa, quebrar ovos não é comigo. O que me serve de consolo, é que na hora de colocar na frigideira tudo ocorreu perfeitamente bem.

_ Primeiro você. – falei.
_ Porque primeiro eu? – perguntou Joe desconfiado.
_ Se estiver ruim só você vai ter experimentado. – falei humorada.
_ Engraçadinha. – rimos. _ Se estiver ruim você vai comer tudo sozinha e eu farei outras para mim. – disse.
_ Não sei como. – falei olhando em volta. Joe acompanhou meu olhar, se mesmo sem ele ter nada, eu sei que ele concordou.



Ultimamente já esta ficando comum na minha vida.
Não há espaço para paz ou alegria duradoura.
O dia estava passando bem, eu tinha acabado de fazer minha seção de fisioterapia e estava me sentindo bem melhor, não tinha mais dificuldade em andar e nem mesmo lembro-me da última vez que senti dor por ficar de pé por muito tempo. Tenho certeza que em pouco tempo me livrarei deste gesso na minha perna e estarei livre para andar de um lado para o outro sem nenhuma preocupação. Isso me deixa feliz e triste, pois sei que minha recuperação significa que Joe não será mais meu enfermeiro, irá para a Inglaterra e eu o perderei.

Joe e eu havíamos combinado de sair hoje mais à tarde, para poder comemorar um mês de namoro, sim, um mês, é até mesmo difícil de crer que o tempo passou tão rápido.
Eu estava ansiosa com essa data, eu sentia que com Joe as coisas seriam diferentes, que não haveria a mesma decepção que eu tive da ultima vez. Eu só queria estar sempre ao seu lado. Se eu pudesse impedir que ele fosse para Inglaterra... Bom, talvez eu possa...


Quando o porteiro anunciou seu nome no interfone senti meu coração gelar, sabia que não seria boa coisa, ela já deveria estar sabendo que eu estava do lado do meu pai.
Joe abraçou-me forte e me deu um beijo calmo, passando-me confiança. Ela bateu na porta e eu abri, entrou sem sorrisos, nem se quer um cumprimento, a primeira coisa que falou foi para Joe nos deixar sozinhas, ela de nada se parecia com a mulher que chegou com um vestido lindo para mim há pouco tempo atrás.
Ela olhou para o apartamento e que logo viu a bagunça da cozinha fez careta, ela sentou-se na cadeira da sala de estar e cruzou as pernas, nenhuma palavra foi dita.
Ela estava arrumada, usava a típica roupa de uma empresaria que se vê nos filmes gravados em Nova York, terninho, saia e salto alto pretos, e uma blusa simples por baixo do terninho, branca, nada muito comum para ela, Dianna sempre foi um pouco exagerada, algumas vezes até perua, cores fortes, saltos bem altos, batom vermelho que chama a atenção por onde passa.

_ Me responda apenas sim ou não. – ela começou dizendo, sua voz era raivosa, o que me assustou. _ Alguma vez eu já levantei a mão para te agredir? – perguntou.
_ Não. – respondi.
_ E seu pai?
_ Sim. – falei, e sentei-me no sofá, o mais afastado possível de minha mãe.
_ Você realmente acha que Madison ficará melhor ao lado de seu pai? – perguntou alterando o tom de sua voz. Hesitei. _ Responda! – gritou.
_ Eu não sei.
_ Você não sabe? – perguntou alterada, ela começou a ficar vermelha de raiva. _ Mas ainda sim você não hesitou em ir defender o seu pai, não é?!
_ Eu não tive escolha. – tentei defender-me. Do jeito que Dianna falava eu comecei a me sentir culpada, parecia que eu estava condenando a minha irmã a eternidade no inferno. Tudo bem que meu pai não era santo, está longe de ser um pai, mas Dianna tampouco está perto de ser uma mãe.
_ E desde quando você não tem escolhas? Você sempre fez o que quis. – acusou-me.
_ Eu não vou prejudicar o Joe. – revelei. Dianna me olhou com o olhar de reprovação.
_ Eu conheço pessoas importantes dentro de Yale, eu posso mandar uma carta de recomendação a eles, duvido que Joe não consiga uma bolsa lá. Ele estudaria medicina e não necessitaria de sair do país. – falou ela. _ Você ainda tem essa chance, Demi. – hesitei em dar uma resposta. Porque eu nunca tinha pensado nisso? Seria ótimo, não é? Joe ficaria do meu lado. _ O lugar da Madison não é do lado de seu pai, e se você gosta tanto desde Joe, que ele fique ao seu lado também. – disse tentando se mostrar bem ao dizer, porém eu percebi que o nome do Joe saiu de sua boca com dificuldade, deixando claro que, apesar de estar aceitando, repudia o nosso namoro. _ A maioria das provas que tenho contra seu pai, não está a meu dispor, os empregados daquela casa sabem muito bem o que ele faz e o que é capaz de fazer, porém nenhum deles irá para o meu lado sabendo que perderão o emprego e Eddie pode ser bem maligno quando quer. – falou, do que ela queria dizer ao usar a palavra ‘maligno’? Havia algo sobre o meu pai da qual eu desconheço? _ Você seria a minha maior aliada. – falou ela. Olhei em seus olhos e pela primeira vez ela parecia sincera.
_ Me responda apenas uma coisa. – pedi.
_ Sim... – me incentivou a começar a perguntar.
_ Você quer que eu fique do seu lado pela Madison ou pelo dinheiro que ela trará para você? – perguntei.
_ É muito mais que isso Demetria...
_ Só me responda. – pedi. Eu queria uma resposta sincera, eu tinha a esperança que pela primeira vez ela demonstrasse amor pelas filhas, nem que fosse fingindo.
_ Apesar de tudo, eu sou mãe de vocês duas. – falou ela. _ O lugar da Madison não é naquela casa. – tornou a dizer.
_ Eu só queria uma resposta. – falei decepcionada. Nem mesmo mentir ela foi capaz, nada que pudesse me comover a mudar para seu lado. Olhei para Dianna e ela estava com o olhar triste.
_ Esta é sua resposta final? – perguntou ela, se levantando.
_ Talvez sim. – falei, sem olha-la diretamente.
_ Então até sexta-feira, Demetria. – despediu-se.
_ Até sexta-feira. – falei.


Nenhum dos lados havia me convencido e cada um tinha sua proposta irrecusável e em apenas dois dias eu teria que sair do muro e decidir por qual caminho seguir.

                CONTINUA...



Depois de tanto tempo parada, voltei \o/ Os capítulos agora começarão a ficar mais tensos e decisivos, talvez até um pouco maiores, espero que vocês gostem, e sobre o último post eu já tenho ideia do que eu vou fazer eu apenas esperarei o fim da enquete para dar-lhes o veredito final. Muito obrigada por tudo galera.
Não se esqueçam de comentar/avaliar

Desculpem-me, não responderei os comentários hoje, mas li todos e agradeço. Aos próximos prometo responder J

bjssss

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Meu computador foi concertado \o/ + Ajuda.


Isso significa que voltarei a postar.
Amanhã, lá pras 3 da tarde eu posto o 30ª capítulo da fic. E gostaria de dizer algumas coisas.

1º Queria agradecer pela compreensão de todos, eu peço mil desculpas por ter deixado vocês tanto tempo sem capítulos ou qualquer noticia. Primeiro o concerto do computador ficou meio caro e minha mãe se recusou a pagar, custou muito para eu conseguir fazer com que ela me desse algum dinheiro (então agradeçam a boa vontade dela, por mais uma vez pagar os custos do concerto) e meio que demorou mais que o normal para o concerto ficar pronto.

2º Queria também agradecer as pessoas que votaram na enquete. Ela ainda está aberta, mas já tenho um panorama do que realmente vai acontecer.

3º Queria dar as boas vindas as/aos novos seguidores, 49 seguidores já. Eu fico muito feliz mesmo pelo blog estar crescendo.

4º Nesse tempo que fiquei sem entrar no computador não significou descanso a minha mente, continuei pensando bastante na fic e planejado os capítulos a seguir. Levando em consideração que o ‘jeito 1’ está ganhando até o momento, isso significa que a fic vai ter apenas esta temporada com aproximadamente 50 capítulos no total. Quando eu planejei este esquema me parecia o suficiente, porem eu comecei a pensar em outros caminhos de continuar a historia e pensei em algo que me agradou muito e que eu gostaria muito de fazer. Porem para que isso seja possível eu terei, ou que fazer uma fic muito grande (o que não é tão legal, pois sei que com o tempo enjoa) ou tentar dividir em outra temporada. Eu até tentei encaixar esta ideia que eu tive em outra historia para uma próxima fic, não é impossível de fazer isso, mas eu achei que ficaria muito melhor se fosse com essa. Então mais uma vez peço a opinião de vocês, não há nada para votar, apenas quero que vocês comentem o que vocês acham que eu devo fazer. Prolongo a fic, faço duas temporadas, passo a ideia para outra fic ou apenas esqueço-me desta ideia por um tempo? Outras sugestões também são validas ok? Por favor, me ajudem J
Mais uma vez obg. Até amanhã, bjssss.


Respondo os comentários no próximo capítulo.  

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

29º CAPITULO “Se não quisermos, ele não pode” – Aprendendo a Amar



_ Se eu quiser, eu posso.

Nem mesmo o paraíso pode ser eterno. Os muros de felicidade que Joe e eu construímos, nestes últimos dias, não poderiam resistir aos canhões de Eddie.

_ Você não precisa fazer isso por mim. – falou Joe.
_ Não é nada demais. Talvez seja melhor para Madison se manter na guarda de meu pai. – dei de ombros.
_ Você não queria defende-lo, não é? – perguntou.
_ Eu não queria defender nenhum dos dois. Por mim eu saía dessa. – falei.
_ Você pode sair. Não se prenda por mim, eu dou meu jeito. – disse.
_ Não. Você tem algo garantido com meu pai, é seu sonho, eu não vou destruir isso. – falei pegando em seu rosto. Nós estávamos em meu quarto, prontos para dormir. Passamos o dia a falar sobre esse assunto, até mesmo Maria pôs sua opinião, que não se diferia da de Joe, ela prometeu que daria um jeito de cuidar de Madison, não importando de quem seria a sua guarda.
_ Você tem certeza do que quer? – perguntou.
_ Tenho. – respondi.

(...)

Como combinado com meu pai, Joe e eu acordamos cedo para ir a casa dele, lá conversaríamos com o advogado de meu pai, para poder saber o que dizer.

_ Eu vou ficar com meu pai, se você precisar de mim, me chame. – falou Joe, assim que chegamos.
_Tudo bem. – eu apenas o abracei, meu pai estava nos vendo e por mais que eu o quisesse provoca-lo, eu sabia que quem sairia mais prejudicado seria Joe. Joe me deu um sorriso fraco antes de sair.

_ Venha Demi, o meu advogado já esta nos esperando. – falou meu pai. Eu o segui até seu escritório. Eu nem mesmo me lembro da última vez que entrei naquele lugar, nunca fui bem vinda lá, não podia entrar sem autorização do meu pai e ele nunca era de autorizar. Seu escritório é a única parte da casa que ele realmente utiliza. Quando não esta viajando ele fica entre o escritório o seu quarto. Até mesmo se alimentava lá, para não ter que sair.
O advogado do meu pai estava sentando em uma cadeira e Madison na outra, ambos estavam calados e tenho a impressão que mal tinham trocado um ‘oi’. Ele parecia mais preocupado em ler alguns papéis que estavam a sua frente, já Madison olhava para baixo e estava envolvida em apenas descascar os esmaltes de sua unha. Ela não parecia nem um pouco feliz, o que não é de se surpreender, já estive na sua situação milhares de vezes e todas foram ruins, mas nunca havia sido algo tão grande como a separação dos meus pais. Por um momento senti dó dela.

_ Doutor Victor, esta é Demetria, minha filha mais velha. – me apresentou Eddie, assim que entramos no escritório.
_ Prazer. – falou Victor, se levantando e me cumprimentando com um aperto de mão.
_ Prazer. – eu respondi educada. Victor de nada se diferenciava dos empresários dos quais meu pai trabalha. Velho, baixo, com cabelos acinzentados, vestindo um terno bem passado, com uma pasta para guardar os papéis e outras coisas, caso necessário, sapato bem lustrado e um relógio grande no pulso – objeto no qual comanda sua vida. – resumindo, já não gostei dele de primeira, para mim, não havia diferenças entre ele e os outros da empresa de meu pai.
Madison tirou sua atenção de sua unha e olhou-me com um sorriso terno, parecia indecisa se deveria me cumprimentar ou não, percebendo isso eu abri os braços, dando a entender que eu queria um abraço. Sem pestanejar ela se levantou da cabeira e me deu um abraço apertado. Eu nunca fui de ser muito carinhosa com ela, mas eu sabia que aquele era um momento de tentar conforta-la de algum jeito, fora que fazer coisas fora do meu comum já está virando rotina na minha vida ultimamente.

_ A Madison também terá que participar desta palhaçada, já não me basta? – perguntei, assim que me sentei na minha cadeira, ao lado de Madison, que ficou sentada entre eu e Victor. Meu pai olhou-me com cara feia, da qual eu já tinha até me acostumado. Ele estava sentando em sua confortável cadeira de couro, que de tão grande mais parecia um trono, só faltava a coroa para que eu pudesse chama-lo de rei.
_ A guarda dela esta em jogo, é importante que haja um depoimento dela. – respondeu Victor, gentilmente. Gentilmente. Talvez seja essa a diferença dele e dos empresários do meu pai, a gentileza.
_ O que eu vou ter que falar? – perguntou Madison.
_ Nada muito complicado, responda as perguntas do juiz, apenas isso. – falou Victor.
_ Mas lembrando de falar que eu sou um ótimo pai e Diana uma péssima mãe. – falou meu pai. Eddie e Victor trocaram olhares fervorosos, será que Victor não sabia que os jogos do meu pai foram sempre assim?
_ Me desculpe a pergunta, mas aonde esta Marta? – perguntei. Marta sempre foi a advogada da família, ela até que não era má, e já estava mais que acostumada das confusões dos Lovatos, e também sabia o que eu e Madison passamos nas mãos de nossos pais.
_ Aquela traidora foi para o lado de sua mãe. – falou meu pai, evidentemente nervoso. _ Algum problema com Victor? – perguntou.
_ Não, nenhum, eu só estranhei. – justifiquei-me.
_ Mas alguma pergunta, ou podemos começar? – perguntou meu pai, grosso como sempre. Apenas sorri, falsamente, em resposta.
_ A audição foi marcada para sexta-feira, daqui a quatro dias, não será uma audição fácil, vocês casaram com comunhão parcial dos bens, isso quer dizer que tudo o que foi adquirido após o casamente, deve ser divido. – falou Victor, destacando a palavra ‘deve’.
_ Mas isso é uma completa injustiça, apenas eu que coloquei bens dentro desta casa, Diana nunca gastou um centavo dela para manter esta casa. – indagou meu pai, quase que aos berros.
_ Podemos colocar isso a seu favor senhor Lovato, mas temos que lembrar, ambos assinaram os documentos, confirmando que no caso de separação haveria comunhão parcial de bens. – respondeu o advogado, deixando meu pai vermelho de raiva.
_ Eu que apresentei Diana aos grandes da TV, se não fosse por mim ela estaria mendigando por trabalho em algum canal de TV fajuta. – reclamou Eddie.
_ O que você tinha antes do casamento, por direito, é seu. – garantiu.
_ Ainda sim, estou casado com aquela mulher há 25 anos, a maior parte da minha riqueza venho entre este período. – resmungou Eddie.
_ Dá para parar de resmunga? – perguntei nervosa. Eu já não queria esta ali e não ajudava muito eu estar no meu primeiro dia de TPM.
_ Quem você acha que é para falar assim comigo, mocinha? – perguntou meu pai.
_ Ah não sei, talvez eu seja a mocinha que irá te ajudar na audição de sexta-feira!? – falei irônica.
_ Não me venha com esses joguinhos, Demetria, você sabe que sairá perdendo. – avisou Eddie.
_ Claro, esqueci-me que eu estou falando com o profissional. – respondi.
_ É melhor você ir muito bem nesta audição, se não você já sabe. – ameaçou. Eu não respondi nada.

(...)

Depois de três horas, as mais entediantes de toda a minha vida, a reunião acabou. Victor se despediu e foi embora, meu pai continuou em seu escritório e ordenou a mim e a Madison que saíssemos de lá.

_ Joe. – disse Madison alegre, pulando em seu braço e recebendo um abraço apertado. Ao contrario de mim, Madison sempre se deu muito bem com todos naquela casa, inclusive Joe. Eu nunca entendi muito bem o porquê dela sempre tratar todos tão bem, se ela poderia ter amigos tão melhores do que aqueles empregados. Acho que hoje eu entendo-a.
_ Ei Maddie. – cumprimentou Joe igualmente alegre, com ela no colo, Madison já era bem grandinha, mas Joe conseguia carrega-la com uma facilidade surpreendente. _ Como é que vai minha garota preferida? – perguntou ele.
_ Muito bem. – respondeu ela.
_ Sua garota preferida, é? – perguntei Joe, fingindo uma falsa indignação. Joe riu da minha cara.
_ A Maddie é a Maddie, se é que você me entende. – falou ele divertido.
_ Ah, é assim? – Rimos. Joe soltou Maddie no chão, que observava tudo com certa surpresa.
_ Vocês estão se dando bem? – perguntou ela.
_ Ummm talvez... O que você acharia disso? – perguntou Joe.
_ Muito legal. – respondeu ela.
_ Por quê? – perguntei.
_ Porque eu amo vocês dois. – respondeu inocente.
_ Você? Ama a Demi? – perguntou Joe, com falso espanto. Essa pergunta poderia ser interpretada de varias maneiras. Poderia ser apenas uma brincadeira, o que foi a real intensão de Joe. Mas tinha também um fundo de verdade. Eu sempre fui a pior irmã possível, e Maddie ainda tinha coragem de dizer que me ama? Eu que nunca a levei para sair, que nunca parei para conversar com ela sobre assuntos bobos, como sobre garotos, moda... Eu nunca conheci nenhum dos seus amigos, e só chegava perto dela no seu aniversario para avisa-la que iria chamar algum amigo meu, eu nunca a deixei dizer que não.
_ Claro que a amo. – respondeu ela. Talvez a TPM estivesse me deixado mais sensível que o esperado, mas eu senti meus olhos se encherem de lágrimas ao escuta-la dizer aquilo.
_ Quer saber um segredo? – perguntou Joe a Madison.
_ Sim. – respondeu empolgada.
_ É segredo em. – disse. Madison apenas concordou com a cabeça. _ Eu e a Demi, estamos namorando. – O queixo de Maddie caiu instantaneamente.
_ Jura!? – perguntou feliz. Confirmei rindo de sua alegria. _ Vocês é o melhor casal do mundo.



Passamos o resto do dia lá, Joe e Maria fizerem um verdadeiro banquete no almoço e Maddie e Joe fizeram o lanche – o que foi um pouco humilhante, já que descobri que a Madison já sabia cozinhar bem melhor que eu, o que não é tão difícil, mas considerando que tenho o dobro da sua idade não é nada divertido. – Maria estava bem animada com meu relacionamento com Joe, Maddie não ficou atrás.
 Aproveitei para tentar me aproximar mais de Maddie, eu ainda tinha as mesmas opiniões de antes, ainda não entendo o porquê de ela ser tão parada, de nunca objetivar em nada, de sempre aceitar tudo tão calada, mas eu ainda sim queria compreende-la, passar por cima disso e começar a ser uma boa irmã a ela.
Novamente eu não obtive muito sucesso, no final só eu falava, Maddie é ótima para escutar e péssima para falar. Conseguir arrancar alguma coisa dela é semi-impossível, parece até que esconde algo.
Em um momento, Paul, o pai de Joe apareceu e, pela primeira vez, conversamos. Posso dizer que Paul é a pessoa mais gentil de todo o mundo, me tratou muito bem, apesar de ter mantido um formalidade, já que sou filha do patrão, mesmo eu tenho dito a ele, milhões de vezes, que eu não o faria nada de mal e que era para me tratar como uma pessoa qualquer, como a namorada de seu filho.

(...)

_ Como é a vida da Madison naquela casa? – perguntei. Estávamos deitados, prontos para mais uma noite de sono, desde daquela noite que caiu aquela chuva, Joe nunca mais dormiu longe de mim.
_ Igual a sua. – respondeu. _ Por quê?
_ Eu pensei que talvez fosse diferente. – respondi, enquanto Joe abraçou-me pondo um dos seus braços abaixo da minha cabeça, eu me apertei mais a ele. _ Ela é tão diferente de mim.
_ Ela viveu com os mesmo pais que você, ela só encarou tudo de uma maneira diferente. – falou ele.
_ Eu sou uma péssima irmã para ela. – falei.
_ Ela te ama. Nada foi perdido. – disse. Fiquei em silêncio por um instante, coloquei minha mão em seu peitoral e comecei a acarinha-lo, sem nenhuma maldade, ambos estávamos um pouco cansados, pelo dia de hoje.
_ Você acha que vamos conseguir vencer meu pai? – perguntei. Joe não me respondeu de primeira.
_ Demi. – chamou-me, subi a cabeça um pouco para poder olha-lo nos olhos, ele também começou a me fitar. _ Você me ama? – perguntou.
_ Claro que sim. – respondi sem hesitar. _ Eu te amo.
_ Então sim, vamos. – respondeu e sorriu para mim. Naquele momento eu percebi que eu não poderia ter feito melhor escolha, Joe era o melhor para mim, e juntos enfrentaríamos meu pai. Se não quisermos, ele não pode.


                CONTINUA...

Consegui postar através do computador da minha amiga, espero que vocês tenham gostado, como meu notebook ainda não foi concertado eu tive que escrever tudo escrito agora e então não posso garantir muito.
Não poderei responder os comentários, mas li todos e agradeço muito. Não sei quando postarei novamente.

Outra coisa. Vou precisar da ajuda de vocês. A partir desde ponto da história eu posso seguir em duas direções.
Jeito 1: Ela continua de uma maneira que durará aproximadamente mais 20 capítulos e chega ou seu fim.
Jeito 2: Ela continua de uma maneira que durará aproximadamente 15 capítulos, mas tem segunda temporada.
O que vocês acham melhor? Eu colocarei uma opção de votar no canto aqui do blog, votem!!!

Bjsss

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Aviso

Meu celular estragou (estou escrevendo pwlo celular, então, por favor tentem ignorar os erros na ortografia) eu só poderei conserta-lo na sexta e axho que. até segunda ele deve ficar bom. Perdoem-me o capitulo já estava.pronto mas esse imprevisto aconyeceu.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Selos




As regras:
 Agradecer à pessoa que te deu o selo e colocar o link dela.
 Escolher 15 blogs com menos de 200 seguidores.
 Avisar os blogs que indicar.
 Escrever 7 coisas que gosta.

Queria agradecer a Diana pelo selo. Blog dela: Encontro com 666
7 coisas que eu gosto:
1.       Musica
2.       Ler
3.       Animais
4.       Chuva
5.       Seriados
6.       Internet
7.       Escrever



Queria agradecer a Faanyh pelo selo. Blog dela: Need you Now
Regras:
- Tem que repassar o tag para 5 Blogs
- Repassar com o selinho (Imagem)
- Colocar o Link de quem criou e quem passou
- Assim que receber o Tag terá que repassá-lo no prazo de uma semana
- Avisar o Blog que tem um tag para eles!
- Tem que criar 5 perguntas nos quais os Blogs escolhidos terão que responder.

Quem criou :: Sugar Icing 
Quem passou :: Need you now

1. Quais são as suas inspirações?
Um pouco de tudo. Pode ser uma música, um livro, um filme, experiência própria, ou apenas uma observação sobre a vida.
2. Sua fic é muito boa, o que você mais gosta nela?
Eu não dizer exatamente, acho que a história é bem interessante é bem diferente das outras que eu já escrevi e isso me deixa bem empolgada, pois é algo meio novo para mim.
3. Qual seu personagem favorito e por quê?
Eu iria falar os principais, mas vou por Miley de Maddie. A Miley eu percebi que todos gostaram muito, o jeito divertido dela e seus ‘conselhos’ são bem animados, me solto quanto os escrevo. Já a Maddie, ainda não apareceu muito, mas terá o seu momento e ela vai ter um papel bem importante para o desfecho desta história.
4. Tem vontade de escrever uma webnovela (com seus próprios personagens)?
Nunca pensei nisso, pode ser que em um futuro eu faça, mas por agora quero ficar só escrevendo fanfic mesmo.
5. Escreve tudo direto no computador ou passa primeiro em um rascunho?
Eu passo direto para o computador e antes de postar eu reviso o que escrevi algumas vezes. Apesar de depois de um tempo, quando vou reler um capítulo já postado, para poder ter uma ideia para um novo capítulo, vez ou outra eu encontro um erro que passou despercebido :\

Minhas perguntas:

1.    Qual é a melhor lembrança que você tem da sua infância?
2.    Quando algo dá errado, o que te dá força para continuar?
3.    Se você pudesse mudar alguma coisa no mundo, o que seria?
4.    Um vício.
5.    Se sua vida fosse uma novela/filme/livro/fic, qual seria a novela/filme/livro/fic e quem você seria nesta historia?
Repasso os dois selos à:
1.    Sussurro
3.    Jemi Lovely
4.    Vidas Trocadas


Postarei o próximo capítulo amanhã e responderei os comentários amanhã também.
Quero pedir desculpas aos blogs que eu sigo e costumo comentar, por não estar comentando ultimamente, não estou tendo muito tempo, mas pretendo voltar a comentar durante esta semana. Fiquem sabendo que eu não as abandonei não, viu?

Bjsss 

domingo, 28 de julho de 2013

28º CAPITULO “Se eu quiser, eu posso” – Aprendendo a Amar







_ Eu te amo muito, Demi. – disse, me dando um beijo. _ Eu não consigo mais viver sem você.

(...)

Eu havia descoberto o significado de felicidade. Eu tive a noite perfeita e estava tendo o dia perfeito.
Joe me fez ir ao paraíso. Não era mentira, tudo era real, o nosso sentimento um pelo outro é verdadeiro e estávamos preparados para qualquer coisa, mesmo a distancia.
Apesar de, hoje, eu saber que esse não seria nosso único problema.

(...)

As coisas estavam indo muito bem entre mim e Joe.
Manhã de terça-feira, mas uma vez tivemos a noite dos sonhos, Joe sabia como agradar uma mulher.
Acordamos tarde, totalmente á vontade um com o outro, ele vestia apenas uma calça e eu uma blusa regata branca e uma calcinha, o calor já estava voltando e o pouco numero de roupas não era desconfortável. Até ajuda em certo ponto, caso quiséssemos esquentar o dia um pouco mais.

_ Maria deve vir aqui hoje. – falei, debruçada na bancada, vendo Joe preparar as omeletes. 
_ Para quê? – perguntou.
_ Duas vezes no mês ela vem pegar a roupa suja e arrumar a casa. – falei tranquila. Joe fez careta. _ O que?
_ Você já pensou em fazer as coisas sem a necessidade de outros? Esse apartamento não é muito difícil de limpar. – disse.
_ Você vai me jugar por isso? – perguntei.
_ Não. – falou. _ Eu só perguntei, não acho justo ela trabalhar nos dois lugares. – deu de ombros.
_ Ela que se ofereceu. Eu até recusei no começo... Mas – respirei fundo. _ É bom ter ela aqui comigo, nos dias que ela vem eu me sinto... – eu não sabia o que falar, era um sentimento de felicidade que eu só tinha com ela, era algo mais que uma amizade ou um carinho, era um amor, um amor ágape, puro. _ Eu sinto amada, verdadeiramente amada. – falei olhando para baixo. Joe parou de bater os ovos, atravessou a bancada e me abraçou, coloquei minha cabeça em seu peito, eu podia escutar as batidas do seu coração. Joe me apertava pela cintura com um braço e com o a outra mão acariciava meus cabelos.
_ Eu também estou aqui. – falou ele. _ Eu também te amo de verdade. – disse ele.
_ É diferente. – falei, ainda em seus braços. _ Eu te amo e sinto que você também me ama, mas com ela é diferente. Com você há mais do que apenas o amor, também há atração física, com ela não. É um amor puro, é um amor... É um amor...
_ Um amor de mãe e filha. – disse ele. Tirei meu rosto de seu peito e olhei-o nos olhos. Respirei fundo, ele estava certo, Maria era como minha mãe. _ Eu sinto o mesmo. – confessou ele. _ Desde que cheguei aquela casa, Maria sempre cuidou de mim como um filho, ela foi minha mãe. O mesmo com você. – constatou.
_ Acho que somos irmãos. – falei. Rimos.
_ Acho que não é muito certo dormir com a irmã. – falou ele.
_ Deus não irá lhe perdoar. – falei brincando, afastando-me um pouco dele e lhe apontando o dedo.
_ Bom... Já que vou para o inferno mesmo, porque parar? – disse se aproximando de mim e me dando um beijo quente.
Sua mão desceu para minha cintura e eu me segurei em sua nuca, eu a acariciava, enquanto Joe apertava-me mais contra ele. O beijo foi esquentando cada vez mais e Joe desceu uma de suas mãos e apertou minha bunda, gemi entre o beijo.
A chama começava a se acender...
Campainha toca.
_Não! – gritei frustrada. Assim que separamos o beijo. Joe não escondeu que também estava frustrado em sua cara.
_ Eu atendo. – falou sem humor. Eu sabia que ele não iria xingar Maria por isso, afinal de contas não tinha como ela saber que chegara em uma péssima hora, mas era realmente chato e vontade de reclamar não me faltava. Voltei a ficar na bancada, de costas para a porta. Maria já sabia do nosso relacionamento, não em todos os seus detalhes, claro, ela ficaria doida caso descobrisse que avançamos tão rápido, mas ela se mostrou feliz e bem receptiva a notícia, ela não ligaria de vernos como estávamos, com poucos trajes, provavelmente ligaria um ponto a outro, mas espero que ela não reclame muito, afinal de contas, já somos grandinhos.
Escutei o sapato bater no piso de mármore do meu apartamento, a porta se fechou, nenhum comprimento animado, um silêncio. Olhei para trás e meu coração gelou na hora.
Ambos estavam sem cor no rosto, sem nenhum sorriso, Joe mais atrás, olhando-me com desespero nos olhos, já ele estava lá, bem a frente, com seu terno preto, que é quase que seu uniforme, seu sapato preto de couro lustrado, uma carranca mais armada do que nenhuma outra. Eddie.


_ Eu quero conversar com Demetria a sós. – falou Eddie, ainda olhando a mim. Sua voz era firme e, por enquanto, ainda calma.
_ Tudo bem, eu estava preparando omeletes eu irei termi...
_ Não. – interrompeu meu pai. Ele não se virou nenhum centímetro para olhar a Joe. _ Vá para algum quarto e feche a porta. Eu quero total privacidade. – disse.
_ Não acredito que haja nada que ele não possa saber. – falei. Meu pai olhou com um olhar cruel, senti sua fúria. Percebi que aquele não era o melhor momento para eu ser rebelde, as consequências poderiam ser piores.  Joe entendeu que era melhor ir. Saiu da sala e foi para o seu quarto, fechou a porta. Deixando-me sozinha. Cara a cara com o tigre.

Eddie, que até aquele momento estava rígido no mesmo lugar, mexeu-se, olhou de lado a outro do apartamento, como se o analisasse. Olhou-me novamente, e foi sentar-se na poltrona.
_ Venha. – ordenou. _ Sente-se. – não lutei. Fui até a ele e sentei-me no sofá. Ele ficou em silêncio por um tempo, olhando-me. Eu sabia que ele estava mais que só decepcionado ou com raiva de mim, ele não era bobo, algo estava acontecendo entre mim e Joe, e ele sabia que tinha começado com isso. O feitiço virou contra o feiticeiro. _ Fiquei sabendo da festa que você foi. – começou a dizer. Eu sabia que não era só por isso que ele estava lá. _ Sua mãe lhe deu um vestido.
_ É. – limitei-me a dizer, ao perceber que ele esperava por uma confirmação.
_ O que aconteceu na festa? – perguntou ele.
_ Como assim? – desde quando ele ficava interessado em minhas festas.
_ David Efron me ligou cancelando uma parceria comigo, em um novo projeto, na qual ele era confirmado, sem me dar nenhuma razão aparente. O doutor Carlisle me disse que você tem algumas escoriações na perna. Juntei uma coisa com a outra. E acho que você tem algo a ver com isso. – falou.
_ Zac me agarrou. – falei.
_ Zac não é uma má pessoa, aposto que ele apenas te abraçou.
_ Ele quase me estuprou!
_ Vocês dois já foram namorados, aposto que já fizeram coisas piores. – falou ele. Fiquei chocada com suas palavras.
_ Então você queria que eu simplesmente o deixasse fazer o que quisesse comigo?
_ Você me prejudicou em um negocio importante. – falou ele.
_ Eu ia ser abusada e você só se interessa na sua empresa? – perguntei. Quando eu achava que nada que ele fizesse ou falasse me surpreenderia mais, Eddie vai lá e me prova de eu estava errada.
_ Você não iria ser abusada, Zac é uma boa pessoa, jamais faria mal a você. – falou ele. Se ele soubesse o que passei nas mãos de Zac ele se arrependeria de dizer isso.
_ É só isso? – perguntei, levantando-me.
_ Não. – disse duro. _ Sente-se. – ordenou. Sentei-me a contra gosto, com os braços cruzados, sem nenhum interesse de escutar qualquer coisa que saísse de sua boca.
_ Precisarei que você fale em meu apoio ao juiz. – disse ele.
_ O que você aprontou desta vez? – perguntei.
_ Eu estou me separando de sua mãe e ela quer a maior parte do meu dinheiro e a guarda da Madison, eu não posso permitir isso. – falou.
_ Qual é o problema, você não vai sentir falta desse dinheiro, você recupera ele em alguns meses e você definitivamente não vai sentir falta da Madison.
_ Eu conquistei aqueles bens com o meu trabalho, sua mãe não tem direito a eles e com a guarda de Madison ela iria me exigir uma pensão milionária, eu não darei esse gostinho de vitória a ela. – falou.
_ Contanto de ela cuidasse de Madison não vejo problemas da pensão, você não fica com a menina mesmo. – dei de ombros.
_ E por acaso você acha que sua mãe vai ficar com ela? – perguntou ele.
_ Não. – respondi sincera, Dianna seria capaz de troca-la por um sapato novo.
_ Eu tendo a guarda de Madison ela poderá ficar em minha casa e assim Maria poderá cuidar dela. – falou.
 _ Eu falarei com a mamãe. Se o que ela tiver a me oferecer for melhor que sua oferta, eu vou a favor dela. – falei. _ Ela pode contratar Maria para ela. – falei, lembrando-me do vestido, aposto que ela me deu na intensão de me comprar depois.
_ Se eu fosse você não o faria. – falou ele.
_ Porque não?
_ Você tem muito mais a perder fazendo isso. – falou. Esperei que ele continuasse. _ Joe quer ir estudar medicina na Inglaterra. Ele já te disse isso? – perguntou.
_ Sim.
_ Tudo depende de eu mantê-lo como seu enfermeiro ou não. – falou. _ Se você for a favor de sua mãe eu o despeço e ele jamais terá condições de ir à Inglaterra.
_ Mamãe pode pagar para ele. – Meu pai começou a rir instantaneamente.
_ Você realmente acha isso? – perguntou.
_ Se eu pedir, ela pode.
_ Sua mãe jamais gastaria o dinheiro dela com isso. Eu não sei se você sabe, mas sua mãe só é rica por minha causa, ela não ganha tanto assim e o que ganha gasta com ela mesma, a única coisa que eu já a vi gastar com o próprio dinheiro que não fosse para ela própria foi esse vestido que ela te deu. Nada mais.
_ Ainda sim.
_ Eu já tenho um contrato com ele, está tudo garantido.
_ Ela também pode fazer isso.
_ Se você ir pela sua mãe, esqueça sua mesada, e avise a Joe que farei com que o nome dele seja levado ao conselho de ética dos médicos e enfermeiros, eles cassam o diploma dele. Afinal, namorar uma paciente é contra as regras.
_ Eu não estou namorando ele. – menti.
_ Você acha que me engana? – perguntou ele.
_ Você não pode me separar dele. – falei dura, levantando-me.
_ Se eu quiser, eu posso.


                CONTINUA...


Eu sei, demorei uma semana para postar de novo, mil perdões, não foi por maldade. Não demorarei tanto assim novamente.
Então, as coisas agora começaram a esquentar mais ainda. Será que eles conseguiram passar por Eddie?
Muito obrigada pelos comentários. Amo vocês.
Não se esqueçam de comentar/avaliar
Bjsss



Kika & Paty: Muito obrigada, fico feliz que tenha gostado. Muito obrigada pelo carinho. Vou divulgar. Bjsss
Diley Don’t live a Live: HAHAHA pode ser cliché, mas eu amo ler isso, me deixa muito feliz. Muito obrigada mesmo pelo carinho. Bjsss
DemiZ: HAHAHAHA Adoro. Muito obrigada pelo comentário e pelo carinho. Faz parte do sangue dos escritores hahahaha adorei a ideia. Bjsss
Faanyh: Muito obrigada pelo selo. Bjsss
ThaahLovatic: Awn que bom que você gostou. Muito obriga pelo carinho. Fico feliz em poder te ajudar em algo haha. Abraço dado. Bjsss
Silvia: Fico feliz que tenha gostado. Eu que peço desculpas por não estar comentando tanto como antes na sua fic. Não estou tendo muito tempo :\. Muito obrigada pelo carinho. Bjsss
Estela: Oi, seja bem vinda ao meu blog, espero que esteja gostando. Vou acompanhar sim, e vou divulgar aqui também, espero que não haja problemas. Muito obrigada por comentar. Bjsss

Diana (DSP): Oi, muito obrigada pelo selo. Bjsss.