sexta-feira, 19 de julho de 2013

26º CAPITULO “Não pararíamos ali” (maratona 6/6) – Aprendendo a Amar



_ Sim. – falei. _ Eu o amo muito.



Conversar com Miley foi compensador, ela conseguiu me tirar todos os medos do meu relacionamento com Joe e seus conselhos, nada puros, me caíram como ótimas piadas, apesar de saber que ela estava falando sério.

_ Meninas. – chamou Joe, da porta. _ O almoço está pronto. – avisou.
_ Já vamos. – respondi.
Miley e eu nós levantamos e antes de sairmos do quarto Miley disse:
_ Ganhou na loteria, em amiga?
_ Como assim?
_ Você tem um namorado, gato, inteligente, formado e cozinheiro. – disse. _ Pronto para ser domado. – completou. Eu comecei a rir escandalosamente.
_ Pare de ser boba, Miley.
_ Eu não estou brincando, se eu fosse você colocava as algemas nele logo. – falou como se fosse a coisa mais comum do mundo. Bom... Vindo de Miley, isso é bem normal.
_ Você poderia para com os pensamentos impróprios, por favor. – falei divertida.
_ Você que esta levando para o mal sentindo, eu estou falando em aliança. – disse.
_ Miley, devagar, põe o pé no freio. – pedi. _ Eu nem mesmo posso falar com meus pais sobre ele e você já quer que ele ponha uma aliança em meu dedo? – perguntei, abrindo a porta para ir almoçar, Miley me acompanhou.
_ Você me pede calma, mas você sabe que o Joe pode ser tão apresado quanto eu, não sei se você se lembra dele e da Tiffany. – disse. _ Não foram necessários mais de três meses para que ele estivesse prestes a noivar com ela. – lembrou-me.
_ Mas desta vez será diferente. Ele cresceu, eu cresci, vamos aproveitar cada momento, sem pressa. – falei, lembrando-me de minha conversa com Joe na sorveteria, aproveitaríamos o que poderíamos enquanto estivéssemos juntos, pois em breve teríamos que nos separar por um bom tempo.
_ Vocês podem ter crescido na idade, mas quando olho para vocês vejo o mesmo olhar que um jovem de Ensino Médio dá a seu amado. – falou. _ Já parou para perceber seu sorriso bobo quando fala dele? – perguntou.
_ Miley. – reclamei.
_ Sério Demi, você finalmente se abriu. – comemorou. _ Não há mais nenhum pedaço de Zac aí em seu coração, apenas Joe. – falou, eu sorri involuntariamente ao perceber que o que ela falava era verdade, por anos, mesmo depois do que ele me tinha feito, eu ainda tinha sentimentos por Zac, eu ainda queria acreditar que ele era inocente e que tudo não passava de um desentendimento, queria dizer que o perdoava e que o amava, mas o orgulho me impediu. De vez em quando ter orgulho vem a calhar. Mas hoje, não há Zac, apenas nojo, nojo de pensar que um dia eu pude ama-lo. _ Viu? – perguntou Miley, tirando-me dos meus pensamentos. _ O sorriso bobo. – falou ela, eu ri de sua constatação. Fazer o quê? Eu estou amando.


_ Porque você está rindo? – perguntou Joe.
_ Inusitado. – falei dando de ombros. Ele riu também.
_ Porque?
_ Nos somos namorados e ao invés de estarmos nos agarrando por aí, estamos sentados no meio da sala, comendo porcaria e jogando cartas. – falei rindo, Joe riu também.
_ Eu não sabia que você queria que eu te agarrasse. – falou. Olhei para ele, e pensei naqueles braços que já me tocara e naquele peitoral que eu já vira descobertos... Bom... Um amaço não seria má ideia. Desviei o olhar, rezando para que ele não tivesse percebido meu olhar de desejo. Maldita Miley, fica falando merdas em minha cabeça e agora coisas impuras me perseguem.
_ Eu não quis dizer isso exatamente. – disfarcei. Joe olhava para mim e riu de canto.
_ Não era minha intensão lhe assustar. – falou.
_ Não. Você não me assustou. Eu só...
_ Acha melhor parar por aqui? – perguntou.
_ Acho que sim. – ri. Se eu tentasse me explicar mais, sem duvidas, acabaria me complicando mais, digo o mesmo sobre Joe.
Tornei olhar as cartas, tentando formar um jogo que prestasse. Não sou muito boa em cartas, aprendi a jogar graças aos empregados de minha casa, sempre que meus pais não estavam por lá, eles se sentiam mais a vontade para entrar na casa e se divertir um pouco, quando eu era pequena não me importava em vê-los lá, eu até gostava, eles sempre me trataram muito bem. Em uma das partidas deles, um dos motoristas chamou-me para ensinar-me a jogar. Lembro-me de ter ficado acordada até de madrugada, apenas aprendendo e tentando jogar. Perdi a maioria das vezes, e hoje percebo que as poucas vezes que eu ganhei, na verdade foi porque os empregados resolveram perder, só para me ver feliz. Eu nunca os agradeci por isso. Lembro-me bem da festa que fazia quando eu percebia que os tinha vencido.
_ Meu jogo está péssimo. – reclamei.
_ Não culpe as cartas. – falou Joe, brincado.
_ Você está me chamando de má jogadora? – perguntei.
_ Se você entendeu assim. – falou dando de ombros. Cerei os olhos, fingindo ter ficado brava.
_ Agora sim eu vou te ganhar. – falei convicta.
_ Se você ganhar poderá ganhar um beijo. – falou.
_ Dois. – falei.
_ Feito. – disse Joe. _ E se eu ganhar? – perguntou Joe, interessado na resposta.
_ Umm. – pensei. _ O que você me sugere.
_ Três beijos. – eu ri.
_ Se eu ganhar, eu quero também que você durma comigo. – acrescentei.
_ Acho justo eu também ganhar algo extra. – pediu.
_ Mas um macarrão meu. – falei rindo. Joe riu.
_ Bom... Nada mal. – falou fazendo bico.
_ Então fechado? – perguntei.
_ Fechado. – falou.

Concentrei-me em tentar melhorar meu jogo. Ter Joe ao meu lado, ao dormir, parecia quase que uma necessidade de vida ou morte. Ganhar me garantiria isso e de lambujar, mais uns beijos.
Joe parecia totalmente despreocupado, como se já tivesse ganhado.
_ Bati! – anunciei feliz.
_ Mentira. – acusou-me. Eu dispus as cartas na mesa, para que ele pudesse ver meu jogo.
_ Acho que eu terei que dormir com você hoje. – falou sem nenhum pesar, mas fazendo cara de decepcionado.
_ Acho que você também me deve dois beijos.
_ Acho melhor dá-los no quentinho das cobertas. – falou ele, se levantando. _ O que você acha? – perguntou.
_ Concordo. – respondi. Rimos. Como poderíamos ser tão bobos juntos?
_ Guarde as cartas que eu irei guardas a comida. – anunciou.
_ Tudo bem. – falei. Joe pegou as embalagens com doces e os de salgadinhos e foi guarda-los na cozinha. Peguei as minhas cartas e juntei as outras de descarte e depois peguei o jogo de Joe. Olhei-as e pude constatar. Ele tinha me ganhado. Só não havia me dito isso.


Eu já tinha colocado meu pijama quando Joe apareceu, apenas com as calças do pijama, a noite estava fresca mais para quente.
_ Tudo bem de eu dormir assim? – perguntou.
_ Para mim tudo bem. – dei de ombros. Aquele homem é um pedaço de mau caminho. Deitei-me na cama e Joe me acompanhou. _ Acho que está faltando uma coisa. – falei. Joe riu, entendendo onde eu queria chegar. Ele selou um beijo apaixonado, um beijo que foi se esquentando com o tempo. Paramos apenas quando o ar já tinha se escapado de nossos pulmões. Fitamo-nos com intensidade. _ Mas um. – lembrei-o. Joe sem pensar duas vezes, veio para cima de mim, abracei-o em sua nuca, mexendo em seus cabelos. Beijamo-nos novamente, desta vez um beijo quente, o fogo subiu em meu corpo, naquele momento eu percebi. Não pararíamos ali.


                CONTINUA...


Último capítulo da maratona. E sim, o próximo capítulo será HOT.
Próximo domingo, que por coincidência, é o aniversario de um ano do blog, postarei o meu primeiro capítulo hot.
êEspero que vocês tenham gostado
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjsss




Kika & Paty: Isso me deixa muito feliz, pois significa que você realmente está gostando da fic. Muito obrigada mesmo pelo carinho e apoio. Muito obrigada por comentar. Bjsss

Laura: Já postei, linda. Fico feliz que tenha gostado, também adorei fazer a maratona. Muito obrigada por comentar. Bjsss 

25º CAPITULO “Eu o amo muito” (maratona 5/6) – Aprendendo a Amar



_ Bom, eu sou insistente. – disse ele, aproximando-se de mim, demos um selinho rápido. _ Eu não irei desistir de você.



Dia claro e quente em Los Angeles, Joe, após sairmos do hospital, resolveu levar-me até a sorveteria. Já havíamos escolhido os saberes e estávamos sentados na mesa, conversando.

_ Como você acha que seu pai vai receber essa notícia? – perguntei. _ Sobre o nosso namoro?
_ Bom... Eu não sei... Você sabe... Você é a patroa dele, acho que ele vai se assustar um pouco... Mas ele é uma boa pessoa, eu tenho certeza que ele irá nos apoiar. – disse sorrindo. _ Já seus pais... – o humor saiu dos seus olhos, ele tentou disfarçar com um sorriso de canto, mas eu sabia, que assim como eu, ele temia a reação deles.
_ Não vejo problema em enfrenta-los. - falei. Ele sorriu em resposta.
_ Só não conte para eles agora. – pediu.
_ Por que não? – perguntei.
_ Eu sou seu enfermeiro, você é minha paciente. Isso é totalmente contra ética.
_ Mas Joe...
_ Isso é errado, Demi. Vamos ter que esconder isso deles por enquanto. – falou a contra gosto. Respirei fundo, tentando afogar minha frustração.
_ Eu posso contar para alguém ou nosso relacionamento será totalmente secreto? – perguntei.
_ Desde que não chegue aos ouvidos de seus pais, acho que não terá problemas. – respondeu. _ É só por três meses, depois nós poderemos nos assumir. – consolou-me.
_ E depois? – perguntei. _ Você irá para Inglaterra, não é?
_ É por pouco tempo.
_ Quanto tempo?
_ Alguns anos.
_ Quantos anos?
_ Bom, eu não vou ficar o curso todo, só vou fazer o de graduação...
_ Joe. Quanto tempo?
_ Cinco anos. – revelou. Toda a alegria saiu de meu rosto. _ Eu vou tentar arranjar um trabalho por lá, e assim eu poderei vir nos feriados.
_ Você vai assim que eu ficar melhor? – perguntei.
_ É. – ficamos em silêncio por um tempo. O gosto do sorvete já não me parecia tão bom quanto antes.
_ Bom... Acho que temos que aproveitar bem esses três meses, né? – perguntei, tentando animar-me. Joe deu um sorriso bonito.
_ E nós vamos. – respondeu animadamente.


Quando voltamos para o meu apartamento, uma, nem tanto, surpresa, estava me esperando bem na entrada.
Miley.

Joe e eu estávamos de mãos dadas e ela reparou nisso instantaneamente. Um sorriso malicioso surgiu em sua face.

_ Vamos subir. – falei, antes mesmo de cumprimenta-la. Sabia que ela iria falar alguma coisa, mas queria conversar com ela antes que ela pudesse fazer um escândalo.
_ Boa tarde para você também Demi. – disse irônica. _ Bom saber que você esta bem. Eu também estou ótima, muito obrigada por perguntar. – Joe riu.
_ Bom dia Miley. – disse ele.
_ Bom dia Joe, aprenda com ele Demi. – dei língua, ela retribuiu.
_ O que você esta fazendo aqui, em? – perguntei.
_ Vim conversar com vocês, pelo jeito você tem muitas coisas para me contar. – disse, ainda com sorriso malicioso.
_ Não sei do que você esta falando. – fingi de besta. Ela olhou para mim e para Joe, e ele percebeu o que estava acontecendo. Ele acabou se afastando um pouco, provavelmente não sabia se eu queria ou não que ela soubesse do nosso relacionamento. Como se já não tivesse ficado obvio para ela.
Subimos no elevador e Miley me fez contar com detalhes o que tinha acontecido entre mim e Zac depois da festa.


_ Eu vou fazer o almoço. – anunciou Joe, assim que entramos no apartamento.
_ Tudo bem, eu vou com a Miley lá para o meu quarto. – falei, já a puxando.

Assim que fechei a porta vi a expressão de Miley.
_ Não grite e não surta, fique calma. – falei séria. Miley sentou-se na cama, fazendo cara de santa. O que não necessariamente me enganou. Miley tem de santa, o que Bill Gates tem de pobre, concluindo, nada. _ E a resposta é sim. – falei, já respondendo a pergunta que eu sabia que ela me faria. Miley abriu a boca. _ Não grite. – interrompi.
_ Eu sabia. – falou, tentando ficar calma. _ Você não me engana sua anã. – falou. _ VOCÊS SE AMAM! – gritou.
_ Sua vaca. Pare de gritar. – mandei, indo até a ela e tentando tampar sua boca.
_ Saiu daqui anã de jardim. – ela agarrou meus braços para me impedir.
_ Então fica quieta sua cavala. – falei.
_ Ok, tudo bem, eu fico, estou me acalmando. – falou ela, me soltando e tornando a sentar-se na minha cama. _ Vamos para o mais importante?
_ Mais importante? – perguntei sem entender o que ela queria dizer.
_ Como que é o desempenho dele? – perguntou.
_ Não Miley, não Miley. Não! – eu não podia acreditar que ela é realmente minha amiga.
_ Responde.
_ Eu não sei do que você está falando. – fingi de desentendida.
_ Como ele é na cama? – perguntou sem hesitar. Olhei para ela assustada e ela riu. _ Sério Demi.
_ Miley, você já percebeu que você está sempre cinco passos à frente? – perguntei.
_ Ainda não? – perguntou frustrada.
_ Claro que não! Nós nos entendemos ontem, de noite. – falei.
_ Bom... Para isso não tem hora, Demi. – falou obvia.
_ Miley!
_ Sério, ia ser uma ótima maneira de começar um relacionamento.
_ Eu não acredito que eu estou escutando isso. – falei, sentando-me na cadeira da escrivaninha.
_ Para de se fingir de santa, você sabe muito bem sobre isso, Demi.
_ Tudo bem, mas isso não significa que eu vou sair dando pra todo mundo.
_ Ele não é todo mundo, é seu namorado.
_ De nem um dia. – falei.
_ Pare de arranjar desculpa.
_ Miley. Cale a boca. – falei. Miley riu.
_ Tudo bem, eu vou esperar você resolver sua vida. Agora eu quero saber, seus pais já sabem?
_ Não, e não podem saber por enquanto. Você sabe, ele é meu enfermeiro...
_ Ah, que chatice. – disse virando os olhos.
_ Pois é, mas é melhor assim, acho que não estaria preparada para a reação deles.
_ E Travis?
_ Não falei com ele depois da festa. Você acha que ele ainda está bravo comigo?
_ Travis? – perguntou rindo. _ Com raiva de você? Parece até que você não o conhece. Ele nunca está realmente bravo, ele só gosta de brigar um pouco. – deu de ombros. _ Ele vai te zoar muito. – garantiu.
_ Disso eu não tenho duvidas. – falei rindo de canto.
_ Demi Lovato, uma das jovens mais ricas da Califórnia, namorando o filho do jardineiro. – falou. _ Isso vai dar uma ótima manchete de revista de fofoca.
_ Não! – lamentei-me só de imaginar. _ Isso é insuportável.
_ Você sabe que vai. – falou ela.
_ Pior é que eu sei. – falei.
_ Você acha que esta preparada para essa nova relação. – perguntou com um sorriso no rosto. Eu podia perceber que Miley me apoiava 100%.
_ Sim. – respondi com um sorriso bobo.
_ Você o ama. – concluiu ela.
_ Sim. – falei. _ Eu o amo muito.


                CONTINUA...



Oi gente, desculpe pelo atraso em postar os capítulos, vocês estão sendo super legais comigo e eu estou fazendo isso com vocês, juro que não é proposito. Falarei uma surpresa a vocês no próximo capítulo que eu acho que vocês vão adorar.
Daqui a pouco posto o próximo.

Bjsss

24º CAPITULO “Eu não irei desistir de você” (maratona 4/6) – Aprendendo a Amar






_ É, acho que vamos dar certo.



Mais uma noite, dormimos juntos.


_ Demi. Acorda. – escutei Joe chamando-me e me balançando. _ Demi, rápido.
_ Hum. – resmunguei.
_ Sério Demi, acorde!
_ Tá pegando fogo? – perguntei, sem nem mesmo abrir os olhos. Eu continuava esparramada na cama, sem me mover nem um centímetro por causa dos pedidos de Joe.
_ Não. – dada a resposta, virei-me para o lado e puxei mais o cobertor, a fim de ficar mais à-vontade.
_ Demi, eu vou te tirar da cama. – ameaçou. Não o respondi, estava mais interessada em voltar a dormir. _ Demi, nós temos 20 minutos para chegar até o seu médico. – falou ele.
_ Desmarque.
_ Não posso. Seu pai me demite. – falou. Com essa eu tive que me obrigar a abrir os olhos. Espreguicei-me e com devagar me levantei. _ Demi, um pouco mais rápido, por favor. – pediu, tentando ficar calmo.
_ Você agora vai me tratar desse jeito é? – perguntei.
_ Desculpe, eu não estou sendo muito carinhoso. Depois eu juro que me redimo. – falou, se aproximando e me puxando pela mão.
_ Joe. – reclamei.
_ Demi. Por favor. Faz esse esforço por mim.
_ Você realmente acha que eu consigo ficar pronta em 20 minutos? – perguntei.
_ Agora 18. – falou ele. Olhei-o séria. _ Você não esta indo a uma festa.
_ Ainda sim, eu não demoro menos de meia hora para ficar pronta.
_ Bom... Hoje você terá que ficar pronta em menos de 18. – falou ele.
_ Não vou não. – falei.
_ Demi, não enrola. Eu te ajudo. – falou ele.
_ Joe, pare. Só tire minha tala e deixe que eu faça o resto.
_ Demi...
_ Tire-a. – exigi. A contra gosto ele tirou, ele me ajudou a ir ao banheiro e levou meu nécessaire.


 _ Demi. – chamou-me Joe do lado de fora. _ Você ainda tem que tomar o café da manhã.
_ Não estou com fome. – falei enquanto penteava o cabelo. Eu já tinha tomado um banho rápido, e colocado a roupa.
_ Eu não vou te levar para o médico sem comer.
_ Eu não irei comer sem fome.
_ Tudo bem, mas ande mais rápido, faltam dois minutos para o seu motorista chegar. – falou.
_ Ele que me espere. – dei de ombros.


_ Demi.
_ Joe, se você me apressar de novo eu juro que eu te bato.
_ Acho que terei que correr o risco desta vez. – falou forçando a porta.
_ Está trancada.
_ Eu já percebi. – falou irritado. _ Abre a porta!
_ Não. – falei. Faltava pouco, apenas colocar o sapato, passar o perfume e a maquiagem.

Tomei um susto quando a porta se abriu.
_ Joe? Como assim? Como você conseguiu entrar? – perguntei exasperada.
_ Chave extra. – falou ele, mostrando a bendita da chave.
_ Como você a conseguiu? – perguntei, sem esconder meu descontentamento.
_ Maria me disse que há uma, que fica no armário da sala. – falou ele.
_ Para quê tanta pressa? – perguntei.
_ Demi, você já esta ótima, porque se arrumar tanto? – perguntou.
_ Porque eu preciso ficar bonita.
_ Mas você já é bonita! – falou. Ok, foi um elogio, que me deixou lisonjeada, mas ainda sim, eu queria reclamar.
_ Ainda sim, não estou bonita o suficiente.
_ Demi. Pare! – falou já nervoso. _ Vamos, agora!
_ Desisto. – falei também brava e fui.

No caminho para o hospital não trocamos nenhuma palavra.


_ Muito bem Demetria. Seus raio-x revelaram uma melhora bem significativa. – disse Dr. Carlisle, olhando-as com atenção. Eu estava sentada na cama do médico e o Joe na cadeira de pacientes. _ Já poderemos tirar a tala, caso você queira. Mas teremos que manter um gesso, pelo menos. – disse. _ Temos que manter sua perna imóvel por um tempo ainda.
_ Por mim tudo bem. – dei de ombros. Eu só queria voltar para casa.
_ Eu observei que sua perna, que esta sem a tala, está com algumas escoriações. Aconteceu alguma coisa? – perguntou. Olhando sério para Joe.
_ Eu que me machuquei. Joe não tem culpa. – falei.
_ Joe é seu enfermeiro, deveria sempre estar lhe olhando. – disse ele. Joe desviou o olhar de Carlisle, parecia mal.
_ Isso não acontecerá novamente. – disse Joe.
_ Tudo bem. De qualquer jeito o senhor Eddie ficará sabendo. – falou Carlisle. _ Demi, você irá a enfermaria agora, tirar a tala e colocar o gesso. Joe a ajudará.

Despedi-me do Dr. Carlisle e saí com Joe rumo a enfermaria.


_ Obrigada por defender-me. – disse Joe, enquanto caminhávamos para a enfermaria.
_ Você não mereceu, mas tudo bem. – dei de ombros.
_ Demi, se eu não tivesse lhe trazido, o Dr. Carlisle falaria a seu pai, se seu pai achar que eu não estou fazendo um bom trabalho com você, ele não pagará meus estudos. – explicou-se. Parei de andar, e olhei-o.
_ Então é isso?
_ Desculpe Demi.
_ Se você não me tratar bem, você não ganha nada?
_ Não, não é assim, se eu não passar no “teste” dele eu ganharei algo, mas não será o suficiente para meus estudos. – justificou-se.
_ Todos estes momentos que você estava me tratando bem eram realmente por causa de mim ou por causa do meu pai? – perguntei.
_ Por que te amo, e quero você bem, isso que me faz cuidar de você. Só que. – hesitou. _ Os meus estudos também são importantes, se eu puder ter os dois... Seria maravilhoso. – falou, sorrindo de canto. _ Demi, por favor, não vamos brigar por tão pouco, eu te amo e eu não quero ficar brigado com você. – pediu, eu via sinceridade em seus olhos.
_ Tudo bem. – cedi. _ Eu não queria realmente brigar com você. Só estou tentando ficar um pouco difícil. – falei humorada. Joe riu.
_ Bom, eu sou insistente. – disse ele, aproximando-se de mim, demos um selinho rápido. _ Eu não irei desistir de você.



                CONTINUA...



Primeiro capítulo de hoje, postado. Espero que gostem.
Muito obrigada pela compreensão.
Até daqui a pouco.


Kika & Paty: hahaha pois é, você foi a primeira nas duas vezes que comentou. Postado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Diley don’t live a live: Wow, não quero lhe atrapalhar nos estudo em? Mas fico feliz em saber que você está gastando tanto. Muito obrigada por comentar. Bjss
DemiZ: Não há problemas, linda. Hahaha acho que eu também quero um Joe assim na minha vida. Bom, o clima de amor deles vai predominar, pode ocorrer alguns desentendimentos, mas nada grave. Muito obrigada pelos elogios, nem sei como lhe agradecer. Muito obrigada por comentar. Bjss
Lari ∞: haha Que bom que você gostou, realmente ainda acontecerá muitas coisas, mas vamos torcer para que no final dê tudo certo. Muito obrigada pelo elogio, espero nunca decepcionar. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Juh Lovato: Pois é, eles são lindos juntos. Não duvido nada que Miley dará a surtada. Muito obrigada mesmo. Muito obrigada por comentar. Bjss especiais para minha fã número um :*
Fabricia: Lindos mesmo. Com certeza a Miley vai ficar tão feliz quanto vocês. Bom, sobre a reação da família dela, logo descobriremos como será. Muito obrigada pelo carinho e por comentar. Bjsss

Demetria Jonas: Divulgado J Bjsss

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Pedido de desculpas

Oi gente, peço desculpas, eu vou ter que passar a maratona para amanhã, infelizmente ocorreu um imprevisto e eu não vou ter como postar por hoje, mas acredito que amanhã já estarei liberada.
Agradeço pelas compreensão. Muito obrigada pelo apoio. Respondo os comentários amanhã.
Bjsss

quarta-feira, 17 de julho de 2013

23º CAPITULO “Vamos dar certo” (maratona 3/6) – Aprendendo a Amar



Desta vez não havia nada para nos atrapalhar, o telefone não tocou, não hesitamos. Selamos os nossos lábios, de forma calma, mas apaixonada. Agora éramos apenas eu e ele, no nosso próprio mundo.


O mundo dá voltas. Bom... O meu deu uma cambalhota.
Eu estou, novamente, apaixonada. E justo por Joe, o menino que aprendi a humilhar e odiar desde o primeiro dia que o vi.

O resto do dia foi o melhor para mim, nos divertimos, assistimos filmes, contamos piadas e outras coisas bobas, tudo na maior paz, sem brigas, nenhum desentendimento. Tudo como se fossemos... Melhores amigo. Sim, melhores amigos, não namorados.

As coisas estão acontecendo bem rápido, em um dia brigamos e no outro estamos apaixonados, é como se o meu cupido tivesse se cansado de tanta discussão e lançado sua flecha a nós. Grande trapalhada. Melhor trapalhada.

O único problema, nossas diferenças são claras, nosso passado ainda assombra a ambos. Amamo-nos, nos beijamos, mas o que somos? Amigos? Amigos-coloridos? Namorados? Não sei. É triste dizer, eu queria saber consertar. Eu queria apenas chegar nele e dizer, vamos namorar, simples assim. Mas não, eu tenho medo e sei que Joe também tem. É necessário parar de olhar para trás, mas ambos ainda não conseguimos.


O sol já se punha quando o telefone tocou, interrompendo nosso clima descontraído. Joe foi atender. Conversou um pouco, não pude decifrar qual era o assunto, mas parecia divertido, pois Joe falava alegremente.

_Demi. – chamou-me ele. _ Ela quer falar com você. – peguei o telefone, desconfiada.
_ Quem é? – perguntei.
_ Selena. – respondeu. Hora do show. Eu não podia negar, Selena tinha sido meu anjo, se não fosse por ela, tenho certeza que Zac acabaria me encontrando novamente e sabe-se lá o que ele teria feito. Sei que nunca a tratei com sinceridade, sempre fui falsa com ela, mas em nenhum momento ela duvidou de me ajudar. Talvez ela seja boba de mais para perceber que eu não gostava dela, mas eu tenho que agradecê-la. Estou em divida com ela.

_ Oi Selena.
_ Oi Demi. Você esta melhor? – perguntou.
_ Ah sim, estou bem melhor. – respondi. _ Muito obrigada por ter me ajudado, eu não lhe agradeci antes de você ir embora.
_ Não há problemas, amigas é para isso mesmo. – falou ela. Amigas. Mal ela sabe o quando eu já falei coisas horríveis dela pelas suas costas.
_ Ainda sim, estou lhe devendo uma. – falei.
_ Como quiser, só espero nunca precisar. – riu, acompanhei-a.
_ É claro.
_ Bom, eu só queria saber se você estava bem mesmo, minha mãe e eu ficamos bem preocupadas. – falou.
_ Ah sim, agradeça a sua mãe também... – pedi.
_ Claro, agradecêrei-la em seu nome. – falou. _ Você por acaso quer que nós a levemos para a polícia, fazer uma queixa contra Zac, o que ele fez foi errado. – disse ela.
_ Não. Não será necessário. – falei. _ Isso só vai trazer-me mais confusão. – falei.
_ Tem certeza? Não será muito seguro sair com ele por aí, aposto que ele ficou uma fera com o que você fez.
_ Eu sei, não acredito que irei a festas tão cedo novamente. – falei triste.
_ Ah, não falei assim, Demi. – tentou consolar-me. _ Você sempre amou festas, não precisa se esconder por causa daquele crápula.  
_ Eu sei, só acho que por enquanto um descanso não me faria mal. – falei, tentando convencer não só a Selena, mas também a mim mesma.
_ Se você acha que é melhor assim, quem sou eu para discutir, não é? – falou rindo.
_ Acho que estou fazendo certo. – falei.
_ Então, tudo bem. Fico feliz em ter lhe ajudado. Se cuide, Demi.
_ Obrigada Selena, muito obrigada mesmo.
_ Não há de quê. – respondeu. _ Tchau Demi.
_ Tchau... Selena. Espere um pouco.
_ Sim. – eu respirei fundo.
_ Muito obrigada por ser minha amiga. - falei.
_ O prazer é meu. – disse, sem esconder a sua emoção. Nós duas sabíamos que eu estava sendo sincera. Pela primeira vez eu fui totalmente sincera com ela.


A noite chegou, o clima era ameno, eu já estava com sono. Fui para o meu quarto, após dar boa noite a Joe, coloquei meu pijama e tentei dormir.
Mesmo com sono, virei de um lado para o outro, não consegui pregar o olho por nenhum segundo. Havia um vazio naquela cama, uma peça faltando. Faltava Joe. Nas últimas duas noites eu havia dormido ao seu lado e hoje eu senti falta. Queria sentir seus braços rodeando meu corpo, suas mãos acariciando meus cabelos, sua respiração em minha nuca.

Queria poder dizer a mim mesma que, agora, tudo dará certo, Joe é diferente, não há o que temer. Queria entregar-me de corpo e alma a esta relação, sem medo de ser feliz, ou de me machucar. Queria dizer ‘Joe, eu sou sua’ sem nenhuma duvida.
O tic-tac do relógio ecoava pelo apartamento silencioso, desisti de tentar dormir. Liguei a luz do abajur e fiquei pensando na vida, o que viria pela frente? Deixar Joe romperia meu coração, ficar com Joe me traria alguns problemas. O meu sentimento seria forte o suficiente para ultrapassar estes problemas? E se não for?
Odeio ter estas perguntas, sem respostas. Esperar. Ver o que vai dar. Arriscar. Grande chatice. Pudera eu dizer com todas as letras que seremos felizes...

Naquele silêncio, qualquer barulho podia ser ouvido. Escutei o barulho da água da torneira caindo. Joe ainda estava acordado.
Será que ele está pensando o mesmo que eu? Será que ele tem as mesmas duvidas?

A porta se abrindo.
O piso de madeira do corredor.
Três batidas, na porta do meu quarto.

_ Pode entrar. – ele abriu a porta apenas um pouco, mas ficou lá, sem entrar.
_ Também não consegue dormir? – perguntou com o sorriso de canto.
_ Não. – admiti. _ Vem cá. – pedi. Ele veio sem hesitar. Sentou-se ao meu lado e eu me acomodei em seus braços. Naquele momento sim, parecíamos namorados, mas era claro que tanto eu quanto ele não sabíamos se éramos ou não. Fomos acomodando-nos aos poucos, até que estivéssemos deitados, eu com a cabeça entre seu braço e seu peitoral, e ele, como sempre, acariciando meus cabelos. _ Quando que isso começou? – perguntei. _ Quando você percebeu que gosta de mim?
_ Desde a primeira vez que te vi. – respondeu.
_ Mas eu lhe tratei tão mal. – lembrei-me.
_ Ainda sim. – deu de ombros.
_ Mas e a Tiffany? – perguntei. Joe pensou um pouco.
_ Hoje eu me pergunto se eu realmente a amava ou se ela foi apenas uma medida desesperada de substituir você. – falou sincero.
_ Porque você nunca me disse antes?
_ Para ser chutado? – perguntou rindo. _ Não obrigada. – ri. _ Se você não tivesse escutado provavelmente você nunca saberia disso. – confessou. Ficamos em silêncio por um tempo. _ E você? Por que você disse que me ama?
_ Por que é o que eu sinto. – falou obvia.
_ Você esta sendo sincera? – perguntou. Levantei-me para olha-lo. _ Não me leve a mal, mas... Mas você sempre me odiou. O que lhe fez mudar de ideia? – perguntou. Se ele soubesse quantas vezes eu já me fiz essa mesma pergunta. Voltei a deitar-me em seus braços, sem responder nada. Pensei mais um pouco.
_ Eu não sei. – falei por fim. _ Eu só não consigo lhe tirar da cabeça. Eu necessito de você. Não como apenas um enfermeiro. Mas como uma pessoa que me completa. – conclui. _ Joe. – chamei-o.
_ Sim.
_ O que nós somos? – perguntei. Joe parou de me acariciar. Eu senti que ele se fazia a mesma pergunta. Ele pensou por um tempo, tempo que me pareceu uma eternidade.
_ Namorados? – perguntou. Eu sorri involuntariamente.
_ Namorados. – confirmei. Ficamos em silêncio por mais um tempo. Joe entrelaçou os seus dedos das mãos aos meus dedos.  _ Você acha que vamos dar certo? – perguntei.
_ Eu espero que sim. – respondeu. Levantei-me para olha-lo, demos um selinho, depois um beijo e depois falei com um sorriso enorme no rosto.
_ É, acho que vamos dar certo.

                CONTINUA...

O último capítulo de hoje foi postado, amanhã terá mais :D
Confesso que estou adorando fazer a maratona, sempre que eu tiver mais tempo assim eu tentarei fazer.
Bjsss


Kika & Paty: Fico feliz que tenha gostado. MITUSA ficou perfeito mesmo, não parei de ver até agora haha. Você é rápida mesmo, primeira a comentar. Isso é bem legal. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Fabricia: Eles são fofos e a Demi pode ser bem fofa quando quer. Muito bom saber que você gostou. MITUSA foi perfeito, criei uma lista de reprodução só para poder ficar repetindo toda hora hahahaha. First Time também ficou perfeito!! Muito obrigada por comentar. Bjss
Diley don’t live a live: hahahaha pela sua reação deu para perceber que você gostou :D isso me faz muito feliz. Tenho que confessar, quando vi o clipe eu também lembrei da fic Amor em guerra \o/ Foi emocionante. Fico lisonjeada com o seu elogio, muito obrigada mesmo, você é demais. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Juh Lovato: Eles realmente são fofos juntos, ainda teremos muitos momentos como esses :D. Muito obrigada por comentar. Bjsss

22º CAPITULO “Nosso próprio mundo” (maratona 2/6) – Aprendendo a Amar



_ Hum. – murmurou. Pensei um pouco, eu deveria perguntar?


13 de setembro de 1993

O pequeno Joe ainda brincava de carrinho na pequena sala de seu simples residência, inocente, com apenas 4 anos de idade, o mundo ainda estava para ser descoberto.
Sua mãe, que cuidava dele pela maior parte do tempo, lhe depositou um beijo na testa. O menino a olhou encantado, sua mãe é muito bonita, cabelos pretos até o ombro, sorriso largo, alta, carinhosa, ele a amava.
Seu pai estava no trabalho, como sempre, ele também era muito legal e bonito, apesar de suas entradas de careca e de uma barriga mais excedente. Ainda que passasse a maior parte do tempo trabalhando ele era o melhor pai do mundo, sempre brincava com Joe, mesmo que estivesse cansado. Seu pai amava sua família e fazia de tudo para mantê-la bem.
_ Eu te amo meu pequeno. – disse ela, com uma voz doce. Joe deu um sorriso alegre.
_ Eu te amo mamãe. – falou com sua doce voz infantil. Uma lágrima caiu dos olhos da mãe. Ela estava triste. _ Mamãe tá ‘tiste’? – perguntou inocente.
_ Mamãe vai sempre te amar viu? – perguntou ela, ignorando a pergunta do filho, e lhe acariciando a cabeça. Joe olhava a cena sem entender. Porque sua mãe estava chorando? Porque ela estava falando daquele jeito?
Faltava apenas 20 minutos para que seu pai chegasse. Logo a família estaria junta. Ou não.
A mãe de Joe se levantou e saiu pela porta. Para nunca mais voltar.


AGORA



Respirei fundo antes de tomar coragem, eu não estava mais bêbada, e não poderia colocar a culpa no álcool caso eu dissesse algo de errado. Joe virou-se para mim, a espera da continuação. Olhei para os seus olhos quase que fechados de sono. Desisti.
_ Não é nada. – falei, olhando para baixo, querendo evitar seu olhar. _ Só queria saber se você já estava dormindo. – ele deu um sorriso fraco e seus olhos se fecharam completamente, logo sua respiração ficou pesada. Ele já estava dormindo.

Ficar olhando-o me fazia mal. Porque eu sou tão covarde? Se eu gosto dele, qual é o problema de assumir? Talvez o medo de uma nova rejeição, eu não queria passar pelo mesmo que eu passei da última vez que me entreguei de corpo e alma a alguém.
O amor não existe. Lembre-se disso Demetria. – meu cérebro não parava de martelar.
Bom... Diga isso ao meu coração. – respondi-me mentalmente.

Levantei-me com cuidado, não querendo acordar Joe, peguei a bandeja e me encaminhei à cozinha, lá parei para olhar minha perna sem a tala, alguns arranhões, fruto da minha tentativa de fuga dessa madrugada, estavam lá, não eram graves, nem mesmo estavam a doer.
Fui para sala e peguei o telefone, disquei os números do celular de Miley e depois de uma boa espera ela atendeu.
_ Oi? – perguntou com a voz de sono. Eu a havia acordado.
_ Oi Miley, sou eu Demi. – falei.
_ Hum. – murmurou.
_ Você pediu para eu te ligar quando acordasse. – lembrei-a.
_ Você não podia ter acordado mais tarde não? – perguntou, evidentemente mal humorada.
_ Pare de ser preguiçosa. – falei.
_ Para sua informação eu fui dormir só às sete da manhã, acho me mereço um descanso. – falou.
_ Para sua informação eu fui agarrada pelo Zac. – falei.
_ O que? – gritou do outro lado da linha, agora sim eu a tinha acordado. _ Como assim? Você esta bem? Precisa de algo?
_ Não, agora eu estou bem.
_ Mas como foi isso? – perguntou.
_ Foi quando eu saí da boate, enquanto eu esperava um taxi passar, ele me agarrou. – resumi.
_ Ah não, Demi. Eu sabia que eu deveria ter ficado com você. Desculpe-me.
_ Você não tem culpa nenhuma, o importante é que agora eu estou bem. – tranquilizei-a.
_ Mas como você se livrou dele? – perguntou.
_ Ele tentou me beijar e eu o mordi, com isso eu fugi e a Selena me encontrou e me trouxe para casa.
_ A Selena? A nerd?
_ É. Ela mesma.
_ Uau, no fim ela te salvou.
_ Nem me diga... – respirei fundo. _ Isso não é a única coisa. – falei.
_ Tem mais? Meu Deus, quanta coisa eu perdi? – Miley perguntou exasperada, eu ri fraco da sua reação.
_ Eu não... Eu não posso garantir nada... Talvez eu não tivesse lucida e esteja inventando fatos, mas... Hoje, quando eu estava quase dormindo... Eu... Eu escutei o Joe me dizendo que... Dizendo que me ama. – falei. Miley ficou calada por uns segundos.
_ AAAh. – gritou. _ Eu sabia! Vocês dois se amam!
_ Miley...
_ Cale a boca Demi. Diga-me que vocês se beijaram. Vai, fala que sim!
_ Não.
_ Não?
_ Não!
_ Porque não? – perguntou, deixando transparecer sua decepção.
_ Eu dormi.
_ Demetria, isso tudo é falta de coro? – gritou. _ Como assim o cara se declara para você e você simplesmente dorme? – perguntou exaltada.
_ Tecnicamente ele não se declarou e eu estava cansada, ok? – justifiquei-me. _ Foi uma madrugada tumultuada.
_ Você tem problemas, isso sim. Vai lá e fala com ele agora!
_ Miley...
_ Nem Miley, nem Maria... Anda.
_ Miley, cale a boca e me deixe falar. – pedi, nem um pouco educada, nada que atrapalhasse nossa amizade, a nossa educação nem sempre era usada em nossas conversas. _ Eu não quero sofrer e eu não acredito no amor...
_ Você acredita no amor sim. – interrompeu-me. _ Você só não quer acreditar, mas você acredita e esta o vivenciando agora! – falou dura. _ Demi, o Joe não é o Zac. Pode ser diferente desta vez. – falou.
_ E se não for? – perguntei.
_ Você só saberá se você tentar. – disse. _ Não se tranque tanto Demi, arrisque um pouco. – finalizou.
Olhando assim até parece que Miley é um pessoa experiente, que já vivenciou o amor de forma profunda. Na verdade não, ela nunca namorou serio, seus rolos nunca duravam mais de três meses. Ainda sim ela falou com tanta segurança, que eu me decidi. Arriscar-me-ei com Joe.



11:45, Joe ainda dormia e minha barriga já roncava. Olhei para cozinha. Cozinhar não era meu dom. Mas porque não?
Abri a geladeira, em busca de alguma ideia. O que é fácil, rápido e não me dê muitos riscos, de fazer?
Levando em consideração que a minha maior aventura na cozinha, tinha sido ferver um leite, acredito que minhas opções eram bem delimitadas.
Pensei em uma salada. Era algo saudável e simples, cortar alguns legumes não deveria ser um pesadelo.

Minha imaginação foi mais a fundo, porque não preparar um almoço para mim e para Joe?
Olhei dentro do armário e entre as opções o que mais me chamou atenção foi o macarrão. Bom... Eu já tinha ajudado Miley a fazer um miojo uma vez, deveria ser algo parecido, não é?
Li a embalagem e lá explicava a receita. Ótimo. Agora eu já saberia como fazer.

Peguei a panela e enchi de água, coloquei um pouco de óleo. Esperei ferver. Coloquei o macarrão e o sal e esperei por um momento. Agora me surgia outra duvida. O que colocar de molho? Na verdade a maior duvida. Como fazer um molho?

Sabe aquele momento que você olha sua vida e você se arrepende completamente das oportunidades perdidas?
Essa sou eu agora.
Maria por várias vezes me chamou para ajuda-la na cozinha, me ensinar a cozinhar, e em todas às vezes eu me recusei.

Única alternativa, olhar na internet. Desejo o paraíso a quem criou a internet e o Google.
Procurei até achar o que me parecia ser fácil o suficiente para que eu não destruísse tudo, mas que, ainda sim, parecesse apetitoso.


Assim que ficou pronto, olhei para a travessa de macarrão e me senti orgulhosa. O cheiro estava bom e parecia bem comível.  
O estado da cozinha já era outra coisa, digamos que organização também não é para mim.


_ Demi? – chamou-me Joe, ele vinha para sala, sua cara amaçada, havia acabado de acordar.
_ Descansado Joe? – pergunte alegre.
_ Sim. – falou desconfiado. _ Demi, o que esta acontecendo aqui? – perguntou olhando em volta.
_ Eu fiz o almoço. – respondi. Ele arregalou os olhos, olhando-me assustado. Não o culpo. Realmente isso era motivo de choque.
_ Você... Cozinhou?
_ Sim. Foi apenas macarrão, não foi tão fácil assim, mas eu acho que consegui. – falei, olhando tímida para o macarrão na travessa. _ Quer experimentar? – perguntei. Joe hesitou.
_ Vamos experimentar. – falou por fim. Sorri tímida com sua aceitação. Peguei os pratos e os talheres e Joe levou a travessa e o refrigerante. Iriamos nos sentar à mesa de jantar. Algo raro.

Joe serviu nos dois, com a comida e com refrigerante. E ele deu a primeira garfada, sem esconder a desconfiança em seu rosto.

_ E então? – perguntei. _ Pode ser sincero.
_ Foi você mesmo que fez? – perguntou.
_ Foi. – garanti. Ele riu fraco.
_ Ficou bom. – falou, colocando outra garfada na boca. _ Ficou realmente bom. – falou depois de mastigar. Eu sorri feliz. Ele poderia estar mentindo, mas eu fiquei feliz por ele falar que gostou. Como eu sou boba... Coloquei a primeira garfada na boca e, não estava mal. Não tão bom quanto o de Joe e longe de ser igual ao de Maria. Mas um bom começo.

Comemos em silêncio. Assim que terminamos, levamos os pratos para cozinha. Joe começou a lavar os talheres e eu tomei coragem.

_ Joe. – chamei-o. Assim que ele terminou o último talher. Ele olhou para mim, sem dizer nada. _ Eu... Eu escutei o que você me falou. – falei, com a voz tremula.
_ O que eu falei? – perguntou com cuidado, olhando em meus olhos intensamente. Hesitei.
_ Você... Você disse que... Gosta de mim. – Joe olhou para baixo, tímido, e quando tornou a levantar a cabeça, começou a dizer.
_ Demi... Eu...
_ Joe, não. – interrompi-o, aproximando mais dele, fitávamo-nos intensamente. _ Eu... – meu coração estava a mil por hora e eu podia sentir que o de Joe também. _ Eu também te amo. – falei. Segundos se passaram até que alguma coisa acontecesse.
Desta vez não havia nada para nos atrapalhar, o telefone não tocou, não hesitamos. Selamos os nossos lábios, de forma calma, mas apaixonada. Agora éramos apenas eu e ele, no nosso próprio mundo.

                                CONTINUA...


Segundo capítulo da maratona postada, eu espero que tenham gostado.
Hoje é uma dia especial, esqueci-me de falar no outro capítulo, mas lançou o clipe de Made in the USA \o/
O que vocês acharam? Particularmente eu adorei, foi um dos melhores clipes dela, se não o melhor. Eu espero que ela dirija os clipes dela mais vezes, ela fez um ótimo trabalho.
Pra quem não viu ainda, eu supera concelho.
Bjsss. Até daqui a pouco.






Kika & Paty: Seja mais que bem vinda. Uau, leu tudo em três dias? Muito obrigada mesmo, você não sabe como me deixa feliz. Postado. Bjsss
Yumi H. e Rafa S.: hahaha ok, digamos que poderia ter ficado melhor, mas o importante é que vocês gostaram. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Anônimo: Muito obrigada, fico lisonjeada com o seu elogio. Espero que tenha gostado deste capítulo também. Muito obrigada por comentar. Bjsss.
Fabricia: Que bom que você gostou. Acho que você vai achar o próximo capítulo mais fofo ainda haha. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Juh Lovato: Awnn muito obrigada pelo apoio, elogios como esse vindo de uma autora que eu gosto tanto é simplesmente inexplicável. Muito obrigada por comentar. Bjsss.

21º CAPITULO “Eu deveria perguntar?” (maratona 1/6) – Aprendendo a Amar






Eu queria ainda ter forças para poder responder “Eu também te amo”



Acordei com a luz forte adentrando em meu quarto. Minha cabeça parecia ter sido esmagada por um trator. Olhei para o lado e Joe já estava acordado, me olhando carinhosamente, sentado na cama, com uma bandeja de comida a sua frente.

Foi tudo real.

Sorri para ele e ele correspondeu.

_Bom dia, Demi.
_ Bom dia, Joe.
_ Eu lhe trouxe um café da manhã e um remédio para enxaqueca, aposto que você esta morrendo de dor de cabeça. – deduziu. Levantei-me um pouco, para poder ficar sentada. Joe colocou a bandeja em meu colo, me entregou o remédio e o copo de água.
_ Muito obrigada.
_ Não há de quê.


Eu queria saber o porquê. O que me fez amar Joe?
Talvez fosse sua voz e olhar doce; talvez fosse sua preocupação com o meu bem estar; talvez os seus dotes culinários; talvez o bom gosto para séries; quem sabe fosse suas piadas; talvez seja ele. O fato eu ter realmente o conhecido, sem levar em consideração julgamentos pré-estabelecidos por mim. Joe é uma boa pessoa, uma pessoa que eu gostaria de viver ao lado.

Isso é tão irônico, ver como o mundo gira, a alguns meses atrás eu odiava Joe e não acreditava no amor, para mim Joe era chato e o amor era para gente estupida. Eu nunca me senti tão estupida como eu estou me sentindo agora.


_ Me desculpe por ontem. – falei, enquanto comia. Joe havia feito torradas com geleia e suco.
_ Tudo bem, contando que você me escute da próxima vez. - falou calmo.
_ Você ficou bravo comigo? – perguntei.
_ No começo sim. – confessou. _ Mas quando você chegou... – ele abaixou a cabeça. _ Demi, você podia ter me ligado, eu deixei o número na sua agenda. – sua voz saiu sofrida.
_ Desculpe. Eu nem mesmo me lembrei, eu não estava muito sóbria. – justifiquei-me. _ Fora que era muito cedo, pensei que você já teria ido dormir.
_ Eu fiquei te esperando, Demi. – falou tímido.
_ Você não dormiu? – perguntei assustada. Senti-me tão culpada. Joe deveria estar muito cansado. 
_ Eu tenho que cuidar de você. – justificou-se.
_ Isso implica ficar sem dormir me esperando? – perguntei.
_ É meu trabalho.
_ Você é tão bom comigo. Muito obrigada. – ele riu tímido. Comi mais um pouco e perguntei. _ Joe, porque você aceitou ser meu enfermeiro? – Joe hesitou, parecia pensar na resposta.
_ Eu quero fazer faculdade de medicina na Inglaterra, seu pai prometeu que se eu cuidasse bem de você ele pagaria meus estudos por lá. – respondeu depois de um tempo. Não falei nada, o que eu queria? Que ele falasse que me amava? Por ele havia aceitado o trabalho para poder ficar ao meu lado?
_ E porque você quer ir estudar tão longe? – perguntei.
_ Eu gostei das opções de lá. – falou, pouco convincente.
_ Você não esta feliz só com o de enfermagem?
_ Eu quero crescer. – não falei nada. _ Fazer medicina iria melhorar muito às coisas na minha vida.
_ E o seu pai? O que ele acha disso? – perguntei.
_ Ele não gostou muito. – confessou rindo de canto. Acompanhei-o. _ Acho que ele ainda tem medo que eu o abandone.
_ Você jamais seria capaz de fazer isso. – falei.
_ Acho que ele já pensou isso de outra pessoa também. – disse Joe. Logo após isso sua expressão de tornou triste.
_ Desculpe, eu não deveria ter-lhe lembrado sobre isso.
_ Você já tinha falado tanto “me desculpe” em apenas um ano? – perguntou, voltando a ficar humorado. Era brincadeira, mas uma brincadeira com fundo de verdade.
_ Viu? É por isso que eu não sou educada com as pessoas, elas sempre me retribuem com piadinhas como essas. – falei, também brincando.
_ Acho que é minha vez de pedir desculpas, não é? – perguntou olhando-me nos olhos.
_ Acho que sim. – falei.
_ Desculpe-me.
_ Só se você descansar um pouco. – falei. Ele me olhou confuso. _ Você dormiu alguma coisa? – perguntei.
_ Bom, depois que você chegou eu dormi. – respondeu.
_ São dez da manhã e você já fez o café da manhã, eu aposto que você dormiu muito pouco. Você deve estar cansado.
_ E você? Como que você vai ficar? – perguntou.
_ Eu já sei me cuidar sozinha. – falei convicta. Joe começou a rir. _ Não foi uma piada, tá?
_ Pois me pareceu muito uma. – disse ainda rindo.
_ Eu vou ignorar isso... Sério, você precisa de descanso. – falei. _ Deite aí. – disse, tentando empurra-lo para baixo, para que ele se deitasse.
_ Demi isso é desnecessário. Eu estou bem. – falou.
_ Eu estou ordenando que você durma. – falei. _ Eu ainda sou sua patroa.
_ Você já parou para perceber que eu nunca fiz o que você me mandou, caso eu não quisesse fazer? – perguntou.
_ Prefiro ignorar esse fato insignificante. - falei, ele riu. _ Deita aí, eu te faço cafune. – falei, ele riu mais ainda.
_ Você é sempre assim quando esta de ressaca? – perguntou. Rimos.
_ Não, eu sou assim com quem eu gosto. – falei. Ele riu tímido. Fitamo-nos por um instante, seus olhos doces me hipnotizavam.
_ Tente não incendiar a casa. – falou, saindo do transe.
_ Pode deixar. – Joe se se deitou, virado de costas a mim. Já satisfeita coloquei a bandeja no criado mudo e fiquei olhando-o, a espera de algum sinal que me provasse que a declaração desta madrugada não havia sido apenas minha imaginação. Um prova que o seu “eu te amo” fosse real, qualquer pista da sua veracidade. _ Joe? – chamei-o com voz baixa, somente se ele ainda estivesse acordado ele poderia me escutar.
_ Hum. – murmurou. Pensei um pouco, eu deveria perguntar?


                CONTINUA...



Eu acho que estou em estado de choque 11 comentários, nunca que eu sonhei que um dia chegaria a isso. Muito obrigada, vocês merecem muito mais que uma maratona. Falarei o que vocês ganharam no último capítulo da maratona amanhã.
Postado o primeiro capítulo da maratona, ficou meio ruim, mas é só o começo, aposto que o próximo vocês iram gostar mais. Infelizmente os capítulos não serão tão grandes como foram os últimos, mas terão coisas bem importantes em alguns deles.
Bjss. Até daqui a pouco



Yumi H. e Rafa S.: Quem bom que gostou. Postado. Espero que goste da maratona. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Scarleet Santos: Fico feliz que tenha gostado. Espero que goste da maratona. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Lali: Acho que ficou bem obvio que você gostou do capítulo. Fico muito feliz por isso hahaha. Postado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Diley don’t live a live: Pois é, a Demi e sua cabeça dura… Fico feliz que tenha gostado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
                Acho que percebi que você ficou bem ansiosa pela maratona, hahahaha. Espero que goste J
Juh Lovato: O Zac vai tentar atrapalhar um pouco, mas vamos torcer para o que jemi se dê bem. Selena é uma boa pessoa, ainda vai ajudar muito. Tudo bem, só falei porque você sabe, você é minha fã número um, não é? Hahaha. Mas sem problemas, comente quando quiser e se quiser, claro. Muito obrigada por comentar. Bjss.
Sammara: Oi, tudo bem linda, não há porque se desculpar. Fico feliz que tenha gostado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Lívia Diniz S.: Uau, muito obrigada mesmo pelo elogio. Postado, espero que tenha gostado. Divulgado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Lari ∞: hahahaha sua reação foi a melhor hahahaha. Postado, espero que goste da maratona. Muito obrigada por comentar. Bjsss.
DemiZ: Bom, uma surpresinha no final então :D Que bom que gostou. Espero que goste da maratona também. Muito obrigada por comentar. Bjss
Fabricia: Eu que lhe agradeço pela sugestão, linda. Que bom que gostou do capítulo, espero que você goste da maratona também. Muito obrigada por comentar. Bjsss.