quarta-feira, 17 de julho de 2013

22º CAPITULO “Nosso próprio mundo” (maratona 2/6) – Aprendendo a Amar



_ Hum. – murmurou. Pensei um pouco, eu deveria perguntar?


13 de setembro de 1993

O pequeno Joe ainda brincava de carrinho na pequena sala de seu simples residência, inocente, com apenas 4 anos de idade, o mundo ainda estava para ser descoberto.
Sua mãe, que cuidava dele pela maior parte do tempo, lhe depositou um beijo na testa. O menino a olhou encantado, sua mãe é muito bonita, cabelos pretos até o ombro, sorriso largo, alta, carinhosa, ele a amava.
Seu pai estava no trabalho, como sempre, ele também era muito legal e bonito, apesar de suas entradas de careca e de uma barriga mais excedente. Ainda que passasse a maior parte do tempo trabalhando ele era o melhor pai do mundo, sempre brincava com Joe, mesmo que estivesse cansado. Seu pai amava sua família e fazia de tudo para mantê-la bem.
_ Eu te amo meu pequeno. – disse ela, com uma voz doce. Joe deu um sorriso alegre.
_ Eu te amo mamãe. – falou com sua doce voz infantil. Uma lágrima caiu dos olhos da mãe. Ela estava triste. _ Mamãe tá ‘tiste’? – perguntou inocente.
_ Mamãe vai sempre te amar viu? – perguntou ela, ignorando a pergunta do filho, e lhe acariciando a cabeça. Joe olhava a cena sem entender. Porque sua mãe estava chorando? Porque ela estava falando daquele jeito?
Faltava apenas 20 minutos para que seu pai chegasse. Logo a família estaria junta. Ou não.
A mãe de Joe se levantou e saiu pela porta. Para nunca mais voltar.


AGORA



Respirei fundo antes de tomar coragem, eu não estava mais bêbada, e não poderia colocar a culpa no álcool caso eu dissesse algo de errado. Joe virou-se para mim, a espera da continuação. Olhei para os seus olhos quase que fechados de sono. Desisti.
_ Não é nada. – falei, olhando para baixo, querendo evitar seu olhar. _ Só queria saber se você já estava dormindo. – ele deu um sorriso fraco e seus olhos se fecharam completamente, logo sua respiração ficou pesada. Ele já estava dormindo.

Ficar olhando-o me fazia mal. Porque eu sou tão covarde? Se eu gosto dele, qual é o problema de assumir? Talvez o medo de uma nova rejeição, eu não queria passar pelo mesmo que eu passei da última vez que me entreguei de corpo e alma a alguém.
O amor não existe. Lembre-se disso Demetria. – meu cérebro não parava de martelar.
Bom... Diga isso ao meu coração. – respondi-me mentalmente.

Levantei-me com cuidado, não querendo acordar Joe, peguei a bandeja e me encaminhei à cozinha, lá parei para olhar minha perna sem a tala, alguns arranhões, fruto da minha tentativa de fuga dessa madrugada, estavam lá, não eram graves, nem mesmo estavam a doer.
Fui para sala e peguei o telefone, disquei os números do celular de Miley e depois de uma boa espera ela atendeu.
_ Oi? – perguntou com a voz de sono. Eu a havia acordado.
_ Oi Miley, sou eu Demi. – falei.
_ Hum. – murmurou.
_ Você pediu para eu te ligar quando acordasse. – lembrei-a.
_ Você não podia ter acordado mais tarde não? – perguntou, evidentemente mal humorada.
_ Pare de ser preguiçosa. – falei.
_ Para sua informação eu fui dormir só às sete da manhã, acho me mereço um descanso. – falou.
_ Para sua informação eu fui agarrada pelo Zac. – falei.
_ O que? – gritou do outro lado da linha, agora sim eu a tinha acordado. _ Como assim? Você esta bem? Precisa de algo?
_ Não, agora eu estou bem.
_ Mas como foi isso? – perguntou.
_ Foi quando eu saí da boate, enquanto eu esperava um taxi passar, ele me agarrou. – resumi.
_ Ah não, Demi. Eu sabia que eu deveria ter ficado com você. Desculpe-me.
_ Você não tem culpa nenhuma, o importante é que agora eu estou bem. – tranquilizei-a.
_ Mas como você se livrou dele? – perguntou.
_ Ele tentou me beijar e eu o mordi, com isso eu fugi e a Selena me encontrou e me trouxe para casa.
_ A Selena? A nerd?
_ É. Ela mesma.
_ Uau, no fim ela te salvou.
_ Nem me diga... – respirei fundo. _ Isso não é a única coisa. – falei.
_ Tem mais? Meu Deus, quanta coisa eu perdi? – Miley perguntou exasperada, eu ri fraco da sua reação.
_ Eu não... Eu não posso garantir nada... Talvez eu não tivesse lucida e esteja inventando fatos, mas... Hoje, quando eu estava quase dormindo... Eu... Eu escutei o Joe me dizendo que... Dizendo que me ama. – falei. Miley ficou calada por uns segundos.
_ AAAh. – gritou. _ Eu sabia! Vocês dois se amam!
_ Miley...
_ Cale a boca Demi. Diga-me que vocês se beijaram. Vai, fala que sim!
_ Não.
_ Não?
_ Não!
_ Porque não? – perguntou, deixando transparecer sua decepção.
_ Eu dormi.
_ Demetria, isso tudo é falta de coro? – gritou. _ Como assim o cara se declara para você e você simplesmente dorme? – perguntou exaltada.
_ Tecnicamente ele não se declarou e eu estava cansada, ok? – justifiquei-me. _ Foi uma madrugada tumultuada.
_ Você tem problemas, isso sim. Vai lá e fala com ele agora!
_ Miley...
_ Nem Miley, nem Maria... Anda.
_ Miley, cale a boca e me deixe falar. – pedi, nem um pouco educada, nada que atrapalhasse nossa amizade, a nossa educação nem sempre era usada em nossas conversas. _ Eu não quero sofrer e eu não acredito no amor...
_ Você acredita no amor sim. – interrompeu-me. _ Você só não quer acreditar, mas você acredita e esta o vivenciando agora! – falou dura. _ Demi, o Joe não é o Zac. Pode ser diferente desta vez. – falou.
_ E se não for? – perguntei.
_ Você só saberá se você tentar. – disse. _ Não se tranque tanto Demi, arrisque um pouco. – finalizou.
Olhando assim até parece que Miley é um pessoa experiente, que já vivenciou o amor de forma profunda. Na verdade não, ela nunca namorou serio, seus rolos nunca duravam mais de três meses. Ainda sim ela falou com tanta segurança, que eu me decidi. Arriscar-me-ei com Joe.



11:45, Joe ainda dormia e minha barriga já roncava. Olhei para cozinha. Cozinhar não era meu dom. Mas porque não?
Abri a geladeira, em busca de alguma ideia. O que é fácil, rápido e não me dê muitos riscos, de fazer?
Levando em consideração que a minha maior aventura na cozinha, tinha sido ferver um leite, acredito que minhas opções eram bem delimitadas.
Pensei em uma salada. Era algo saudável e simples, cortar alguns legumes não deveria ser um pesadelo.

Minha imaginação foi mais a fundo, porque não preparar um almoço para mim e para Joe?
Olhei dentro do armário e entre as opções o que mais me chamou atenção foi o macarrão. Bom... Eu já tinha ajudado Miley a fazer um miojo uma vez, deveria ser algo parecido, não é?
Li a embalagem e lá explicava a receita. Ótimo. Agora eu já saberia como fazer.

Peguei a panela e enchi de água, coloquei um pouco de óleo. Esperei ferver. Coloquei o macarrão e o sal e esperei por um momento. Agora me surgia outra duvida. O que colocar de molho? Na verdade a maior duvida. Como fazer um molho?

Sabe aquele momento que você olha sua vida e você se arrepende completamente das oportunidades perdidas?
Essa sou eu agora.
Maria por várias vezes me chamou para ajuda-la na cozinha, me ensinar a cozinhar, e em todas às vezes eu me recusei.

Única alternativa, olhar na internet. Desejo o paraíso a quem criou a internet e o Google.
Procurei até achar o que me parecia ser fácil o suficiente para que eu não destruísse tudo, mas que, ainda sim, parecesse apetitoso.


Assim que ficou pronto, olhei para a travessa de macarrão e me senti orgulhosa. O cheiro estava bom e parecia bem comível.  
O estado da cozinha já era outra coisa, digamos que organização também não é para mim.


_ Demi? – chamou-me Joe, ele vinha para sala, sua cara amaçada, havia acabado de acordar.
_ Descansado Joe? – pergunte alegre.
_ Sim. – falou desconfiado. _ Demi, o que esta acontecendo aqui? – perguntou olhando em volta.
_ Eu fiz o almoço. – respondi. Ele arregalou os olhos, olhando-me assustado. Não o culpo. Realmente isso era motivo de choque.
_ Você... Cozinhou?
_ Sim. Foi apenas macarrão, não foi tão fácil assim, mas eu acho que consegui. – falei, olhando tímida para o macarrão na travessa. _ Quer experimentar? – perguntei. Joe hesitou.
_ Vamos experimentar. – falou por fim. Sorri tímida com sua aceitação. Peguei os pratos e os talheres e Joe levou a travessa e o refrigerante. Iriamos nos sentar à mesa de jantar. Algo raro.

Joe serviu nos dois, com a comida e com refrigerante. E ele deu a primeira garfada, sem esconder a desconfiança em seu rosto.

_ E então? – perguntei. _ Pode ser sincero.
_ Foi você mesmo que fez? – perguntou.
_ Foi. – garanti. Ele riu fraco.
_ Ficou bom. – falou, colocando outra garfada na boca. _ Ficou realmente bom. – falou depois de mastigar. Eu sorri feliz. Ele poderia estar mentindo, mas eu fiquei feliz por ele falar que gostou. Como eu sou boba... Coloquei a primeira garfada na boca e, não estava mal. Não tão bom quanto o de Joe e longe de ser igual ao de Maria. Mas um bom começo.

Comemos em silêncio. Assim que terminamos, levamos os pratos para cozinha. Joe começou a lavar os talheres e eu tomei coragem.

_ Joe. – chamei-o. Assim que ele terminou o último talher. Ele olhou para mim, sem dizer nada. _ Eu... Eu escutei o que você me falou. – falei, com a voz tremula.
_ O que eu falei? – perguntou com cuidado, olhando em meus olhos intensamente. Hesitei.
_ Você... Você disse que... Gosta de mim. – Joe olhou para baixo, tímido, e quando tornou a levantar a cabeça, começou a dizer.
_ Demi... Eu...
_ Joe, não. – interrompi-o, aproximando mais dele, fitávamo-nos intensamente. _ Eu... – meu coração estava a mil por hora e eu podia sentir que o de Joe também. _ Eu também te amo. – falei. Segundos se passaram até que alguma coisa acontecesse.
Desta vez não havia nada para nos atrapalhar, o telefone não tocou, não hesitamos. Selamos os nossos lábios, de forma calma, mas apaixonada. Agora éramos apenas eu e ele, no nosso próprio mundo.

                                CONTINUA...


Segundo capítulo da maratona postada, eu espero que tenham gostado.
Hoje é uma dia especial, esqueci-me de falar no outro capítulo, mas lançou o clipe de Made in the USA \o/
O que vocês acharam? Particularmente eu adorei, foi um dos melhores clipes dela, se não o melhor. Eu espero que ela dirija os clipes dela mais vezes, ela fez um ótimo trabalho.
Pra quem não viu ainda, eu supera concelho.
Bjsss. Até daqui a pouco.






Kika & Paty: Seja mais que bem vinda. Uau, leu tudo em três dias? Muito obrigada mesmo, você não sabe como me deixa feliz. Postado. Bjsss
Yumi H. e Rafa S.: hahaha ok, digamos que poderia ter ficado melhor, mas o importante é que vocês gostaram. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Anônimo: Muito obrigada, fico lisonjeada com o seu elogio. Espero que tenha gostado deste capítulo também. Muito obrigada por comentar. Bjsss.
Fabricia: Que bom que você gostou. Acho que você vai achar o próximo capítulo mais fofo ainda haha. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Juh Lovato: Awnn muito obrigada pelo apoio, elogios como esse vindo de uma autora que eu gosto tanto é simplesmente inexplicável. Muito obrigada por comentar. Bjsss.

21º CAPITULO “Eu deveria perguntar?” (maratona 1/6) – Aprendendo a Amar






Eu queria ainda ter forças para poder responder “Eu também te amo”



Acordei com a luz forte adentrando em meu quarto. Minha cabeça parecia ter sido esmagada por um trator. Olhei para o lado e Joe já estava acordado, me olhando carinhosamente, sentado na cama, com uma bandeja de comida a sua frente.

Foi tudo real.

Sorri para ele e ele correspondeu.

_Bom dia, Demi.
_ Bom dia, Joe.
_ Eu lhe trouxe um café da manhã e um remédio para enxaqueca, aposto que você esta morrendo de dor de cabeça. – deduziu. Levantei-me um pouco, para poder ficar sentada. Joe colocou a bandeja em meu colo, me entregou o remédio e o copo de água.
_ Muito obrigada.
_ Não há de quê.


Eu queria saber o porquê. O que me fez amar Joe?
Talvez fosse sua voz e olhar doce; talvez fosse sua preocupação com o meu bem estar; talvez os seus dotes culinários; talvez o bom gosto para séries; quem sabe fosse suas piadas; talvez seja ele. O fato eu ter realmente o conhecido, sem levar em consideração julgamentos pré-estabelecidos por mim. Joe é uma boa pessoa, uma pessoa que eu gostaria de viver ao lado.

Isso é tão irônico, ver como o mundo gira, a alguns meses atrás eu odiava Joe e não acreditava no amor, para mim Joe era chato e o amor era para gente estupida. Eu nunca me senti tão estupida como eu estou me sentindo agora.


_ Me desculpe por ontem. – falei, enquanto comia. Joe havia feito torradas com geleia e suco.
_ Tudo bem, contando que você me escute da próxima vez. - falou calmo.
_ Você ficou bravo comigo? – perguntei.
_ No começo sim. – confessou. _ Mas quando você chegou... – ele abaixou a cabeça. _ Demi, você podia ter me ligado, eu deixei o número na sua agenda. – sua voz saiu sofrida.
_ Desculpe. Eu nem mesmo me lembrei, eu não estava muito sóbria. – justifiquei-me. _ Fora que era muito cedo, pensei que você já teria ido dormir.
_ Eu fiquei te esperando, Demi. – falou tímido.
_ Você não dormiu? – perguntei assustada. Senti-me tão culpada. Joe deveria estar muito cansado. 
_ Eu tenho que cuidar de você. – justificou-se.
_ Isso implica ficar sem dormir me esperando? – perguntei.
_ É meu trabalho.
_ Você é tão bom comigo. Muito obrigada. – ele riu tímido. Comi mais um pouco e perguntei. _ Joe, porque você aceitou ser meu enfermeiro? – Joe hesitou, parecia pensar na resposta.
_ Eu quero fazer faculdade de medicina na Inglaterra, seu pai prometeu que se eu cuidasse bem de você ele pagaria meus estudos por lá. – respondeu depois de um tempo. Não falei nada, o que eu queria? Que ele falasse que me amava? Por ele havia aceitado o trabalho para poder ficar ao meu lado?
_ E porque você quer ir estudar tão longe? – perguntei.
_ Eu gostei das opções de lá. – falou, pouco convincente.
_ Você não esta feliz só com o de enfermagem?
_ Eu quero crescer. – não falei nada. _ Fazer medicina iria melhorar muito às coisas na minha vida.
_ E o seu pai? O que ele acha disso? – perguntei.
_ Ele não gostou muito. – confessou rindo de canto. Acompanhei-o. _ Acho que ele ainda tem medo que eu o abandone.
_ Você jamais seria capaz de fazer isso. – falei.
_ Acho que ele já pensou isso de outra pessoa também. – disse Joe. Logo após isso sua expressão de tornou triste.
_ Desculpe, eu não deveria ter-lhe lembrado sobre isso.
_ Você já tinha falado tanto “me desculpe” em apenas um ano? – perguntou, voltando a ficar humorado. Era brincadeira, mas uma brincadeira com fundo de verdade.
_ Viu? É por isso que eu não sou educada com as pessoas, elas sempre me retribuem com piadinhas como essas. – falei, também brincando.
_ Acho que é minha vez de pedir desculpas, não é? – perguntou olhando-me nos olhos.
_ Acho que sim. – falei.
_ Desculpe-me.
_ Só se você descansar um pouco. – falei. Ele me olhou confuso. _ Você dormiu alguma coisa? – perguntei.
_ Bom, depois que você chegou eu dormi. – respondeu.
_ São dez da manhã e você já fez o café da manhã, eu aposto que você dormiu muito pouco. Você deve estar cansado.
_ E você? Como que você vai ficar? – perguntou.
_ Eu já sei me cuidar sozinha. – falei convicta. Joe começou a rir. _ Não foi uma piada, tá?
_ Pois me pareceu muito uma. – disse ainda rindo.
_ Eu vou ignorar isso... Sério, você precisa de descanso. – falei. _ Deite aí. – disse, tentando empurra-lo para baixo, para que ele se deitasse.
_ Demi isso é desnecessário. Eu estou bem. – falou.
_ Eu estou ordenando que você durma. – falei. _ Eu ainda sou sua patroa.
_ Você já parou para perceber que eu nunca fiz o que você me mandou, caso eu não quisesse fazer? – perguntou.
_ Prefiro ignorar esse fato insignificante. - falei, ele riu. _ Deita aí, eu te faço cafune. – falei, ele riu mais ainda.
_ Você é sempre assim quando esta de ressaca? – perguntou. Rimos.
_ Não, eu sou assim com quem eu gosto. – falei. Ele riu tímido. Fitamo-nos por um instante, seus olhos doces me hipnotizavam.
_ Tente não incendiar a casa. – falou, saindo do transe.
_ Pode deixar. – Joe se se deitou, virado de costas a mim. Já satisfeita coloquei a bandeja no criado mudo e fiquei olhando-o, a espera de algum sinal que me provasse que a declaração desta madrugada não havia sido apenas minha imaginação. Um prova que o seu “eu te amo” fosse real, qualquer pista da sua veracidade. _ Joe? – chamei-o com voz baixa, somente se ele ainda estivesse acordado ele poderia me escutar.
_ Hum. – murmurou. Pensei um pouco, eu deveria perguntar?


                CONTINUA...



Eu acho que estou em estado de choque 11 comentários, nunca que eu sonhei que um dia chegaria a isso. Muito obrigada, vocês merecem muito mais que uma maratona. Falarei o que vocês ganharam no último capítulo da maratona amanhã.
Postado o primeiro capítulo da maratona, ficou meio ruim, mas é só o começo, aposto que o próximo vocês iram gostar mais. Infelizmente os capítulos não serão tão grandes como foram os últimos, mas terão coisas bem importantes em alguns deles.
Bjss. Até daqui a pouco



Yumi H. e Rafa S.: Quem bom que gostou. Postado. Espero que goste da maratona. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Scarleet Santos: Fico feliz que tenha gostado. Espero que goste da maratona. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Lali: Acho que ficou bem obvio que você gostou do capítulo. Fico muito feliz por isso hahaha. Postado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Diley don’t live a live: Pois é, a Demi e sua cabeça dura… Fico feliz que tenha gostado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
                Acho que percebi que você ficou bem ansiosa pela maratona, hahahaha. Espero que goste J
Juh Lovato: O Zac vai tentar atrapalhar um pouco, mas vamos torcer para o que jemi se dê bem. Selena é uma boa pessoa, ainda vai ajudar muito. Tudo bem, só falei porque você sabe, você é minha fã número um, não é? Hahaha. Mas sem problemas, comente quando quiser e se quiser, claro. Muito obrigada por comentar. Bjss.
Sammara: Oi, tudo bem linda, não há porque se desculpar. Fico feliz que tenha gostado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Lívia Diniz S.: Uau, muito obrigada mesmo pelo elogio. Postado, espero que tenha gostado. Divulgado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Lari ∞: hahahaha sua reação foi a melhor hahahaha. Postado, espero que goste da maratona. Muito obrigada por comentar. Bjsss.
DemiZ: Bom, uma surpresinha no final então :D Que bom que gostou. Espero que goste da maratona também. Muito obrigada por comentar. Bjss
Fabricia: Eu que lhe agradeço pela sugestão, linda. Que bom que gostou do capítulo, espero que você goste da maratona também. Muito obrigada por comentar. Bjsss. 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Maratona



Meu Deus, vocês podem salvar o mundo se quiserem hahahaha. Bom, como prometido, caso neste capítulo tivesse 7 comentários eu iria fazer maratona, com 8 é mais que claro que eu vou fazer.
Então eu vou fazer assim:
Dia 17:
Às 15 horas - capitulo 21
Às 17 horas - capitulo 22
Às 19 horas - capitulo 23
Dia 18:
Às 14 horas - capitulo 24
Às 15 horas - capitulo 25
Às 18 horas - capitulo 26

E então, combinado? Muito obrigada pelos comentários, respondo no capítulo 21. Até quarta-feira J


20ª CAPITULO “Eu também te amo” – Aprendendo a Amar



E se Miley estivesse certa? E se o motivo de eu estar tão confusa fosse por causa de um sentimento que eu tinha por Joe? Será que eu estou gostando dele?


19 de julho de 2007

Demi nunca fora estudiosa, nem mesmo quando pequena, mas agora a escola tinha virado um verdadeiro inferno. Muitos ainda não a perturbavam, ela é poderosa, tem dinheiro, alguns ficavam intimidados com isso, mas vários outros não, os olhares as piadinhas eram constantes. Demi não poderia falar nada aos pais, caso eles descobrissem iriam fazer um escanda-lo, colocando o caso na mídia, pois assim eles receberiam atenção, colocando a pobre filha de inocente na historia. Para Demi já bastava às pessoas na escola, ela não precisava do país inteiro sabendo sobre sua vida privada.
_ Eu posso te ajudar. – disse o menino de cabelos loiros, ondulado. Parecia um anjo. Ele seria seu anjo.
_ Como? – perguntou Demi. Ela já o tinha visto pela escola e na sua sala, os dois nunca foram de conversar mesmo este sendo o terceiro ano como colegas de classe. Ele não parecia ser alguém capaz de entrar no grupo exclusivo de Demi. Apesar de bonito, ele não era o tipo de menino preocupado com sua aparência, por várias vezes chegara à sala de aula com cara amaçada de cabelo desgrenhado.
_ Eu posso dar uma reviravolta nesta historia, colocar você como a poderosa e ainda dar uma lição no Zac. – falou ele, piscando um olho.
_ Por quê? – perguntou Demi.
_ Talvez porque eu o odeie. – respondeu tranquilo. _ Você esta dentro ou não?
_ Estou.

AGORA


Quando chegamos à boate, onde estava acontecendo à festa, já havia muitas pessoas, Ashley sempre foi bem popular, me dói dizer isso, mas até mais que eu. Ela é legal, não posso negar, mas não temos uma amizade verdadeira, pelo menos não da minha parte, convivemos bem e acho que isso já é o suficiente para que possamos frequentar as festas uma da outra.
Logo na entrada avistamos a Ashley, ela ainda estava recepcionando os convidados, eu e Miley entregamos os presentes – Miley a deu uma bolsa Louis Vuitton e eu deu um sapato alto da Gucci. – entramos e fomos direto para o bar, eu não poderia ficar dançando muito, por causa da minha perna, mas eu ainda poderia beber, o quanto eu quisesse, e, sem duvidas, é isso que eu farei.
Durante a festa, nos sentamos junto a Travis e Trace – que haviam chegado mais cedo. – Alex não tinha vindo, provavelmente por que sabia que eu e Travis estaríamos aqui, e, de acordo com Miley, ela ainda não nos perdoou pelo acidente. Senti falta de Hanna, até mesmo do fato de que agora, se ela estivesse aqui, ela estaria implicando comigo, pois já tomei dois copos de Whisky e já estou no meio do meu terceiro coquetel, ela tentaria me controlar e falar para eu dar um tempo, apesar de não gostar, eu não iria brigar com ela, pois eu e Hanna nunca brigávamos, mesmo sendo um pouco diferentes em nossas opiniões.
Mesmo com a falta das duas, a festa seguia bem, animada, um completo luxo. Era de se admirar, até mesmo os garçons eram bonitos, com um pouco de investimento eles poderiam se tornarem modelos de sucesso internacional. Um deles chegou até me roubar a atenção, ele não era muito alto, mas era forte, sua aparência me lembrava muito de Joe.
Talvez pareça um pouco inesperado eu falar sobre Joe, estando no meio de uma super festa, mas não posso negar, depois do que Miley disse, eu fiquei com Joe na minha cabeça, a todo o momento eu fico pensando em como estaríamos se eu estivesse com ele, o que ele estaria fazendo agora, será que ele esta bravo comigo? Como será que ele irá me tratar amanhã?
_ Demi. – chamou-me alguém, despertando-me dos meus pensamentos. Olhei para o lado e era Selena. Mas será que nem depois de formada eu me livro dela? Desde quando ela é solicitada nas festas? Ela sempre foi a nerd, usada por todos na escola, eu sempre acreditei que assim que nos formássemos sumiríamos com ela das nossas vidas. Dei um sorriso falso, fingindo alegria ao vê-la. Levantei-me de onde eu estava sentada e a dei um abraço. Tudo como se ainda fossemos aquelas ‘amigas’ dos tempos de escola. Trace estava no bar, pegando mais drinks para mim e para ele, Miley, depois de muita insistência da minha parte, foi para pista de dança – ela se sentiu mal em deixar-me sozinha, mas a garanti que me sentiria pior se soubesse que estraguei o momento de diversão dela. – Trace estava na mesa, junto a mim, ele estava suado, já havia dançado muito e, a essas alturas, já deveria ter paquerado metade das meninas da festa, já o vi beijando umas quatro, um beijo digno de filme, e eu não estamos falando dos inocentes filmes de romance. Vai lá saber quantas outras ele já tinha beijado longe da minha vista. Agora ele estava dando um tempo, bebendo uma cerveja, respirando um pouco, sei que não demorará muito para que ele volte ao ataque. _ Como que você esta? – perguntou. Olhando para minha perna com a tala.
_ Melhor. – respondi.
_ Fico feliz em saber que você esta aqui se divertindo, fiquei com medo de que você não pudesse mais fazer isso por um tempo. – disse.
_ Eu não poderia faltar. – falei tornando a sentar-me. _ Quer sentar? – perguntei, desejando profundamente que a resposta fosse ‘não’. Mas como ela é muito estraga prazeres, é claro que ela sentou-se.
_ Oi Travis. – ela cumprimentou-o.
_ Olá Sel. – Travis cumprimentou de volta. Ao contrario de mim, Travis sempre se deu muito bem com Selena, ele era um dos poucos que eram realmente amigo dela. Que eu saiba apenas ele, Hanna e Vanessa sempre a consideraram, o resto era apenas faixada, aquele que conseguisse cativa-la mais, seria o próximo a fazer prova em dupla com ela, ou então quem sabe, com uma pequena encenação, poderíamos copiar seus trabalhos, cola era algo fácil, de bom coração ela nunca dizia não. Uma boba. _ Como anda sua vida? – perguntou ele, após ter tomado outro gole de cerveja.
_ Um pouco corrida. – respondeu ela, com um sorriso tímido. _ Mas não poderia estar melhor.
_ Fico feliz em saber disso, afinal de contas era o que você sempre queria, não é?
_ Sem duvidas. – respondeu feliz. Do que aqueles dois estavam falando? Eu sempre odiei ser a excluída da conversa, principalmente ser excluída por uma nerd como a Selena.
_ Mas então... Você não deveria estar estudando? Deve ser um pouco difícil na faculdade, você sabe... – falei, tentando entrar no assunto. Um silêncio entre nós se formou por alguns segundos, foi constrangedor, eu tinha falado alguma coisa errada?
_ Eu... Formei-me, no fim do ano passado. – disse, como se fosse obvio.
_ E é claro que ela lembra. – disse Travis, cutucando-me discretamente, me avisando para confirmar.
_ É claro que eu me lembro. – menti.
_ Você sabe né Sel? O tio de segundo grau dela ficou doente... – começou a dizer Travis. Serio que foi essa a desculpa que eu tinha inventado na época?
_ Claro, eu me lembro bem. – falou Selena. _ Seu tio de segundo grau. – concordou. Eu podia perceber pelo seu tom de voz que ela não acreditava naquela historia, mas ela não pareceu ficar brava por isso.

Depois dessa eu decidi ficar calada, antes que eu falasse mais alguma merda, eu bêbada não tinha muito controle das minhas palavras, tornando-me uma pessoa que facilmente falaria algo errado, coisa que não me acontecia em meu estado sóbrio. Trace voltou com mais bebida, cumprimentou Selena educadamente, apesar dele nunca ter se dado bem com ela, e juntos ficamos vendo Selena e Travis conversarem por um bom tempo.
Selena já tinha se formado em engenharia e também em arquitetura, o que me surpreendeu muito, como ela consegui formar em duas faculdades tão rápido?
Ela já tinha feito alguns projetos, sem muita importância, por agora ela estava na esperança que o projeto de revitalização de um bairro abandonado no sul da Califórnia fosse aprovado pelo governo, de acordo com ela, isso lhe colocaria como um nome de destaque entre os engenheiros e arquitetos do estado.
Parecia-me triste que ela, depois de ter estudando tanto, ainda não tivesse o reconhecimento grande. Eu não pus a mão em um caderno depois da minha formatura do segundo grau e estava muito melhor de vida. Porem Selena estava radiante, feliz com o que tinha conseguido e esperançosa sobre o que ainda poderia conseguir.

Selena já tinha saído da mesa, Travis já tinha voltado ao ataque e Trace acabara de voltar para o bar, ele não tinha muita paciência para ficar dançando, mas não se importava em ficar tempos esperando pelo seus vários drinks ficarem prontos, Miley anda dançava, não se deixava descansar a nenhum momento, pelo que pude perceber ela estava paquerando um garoto que não conheço. Concluindo, eu iria ficar mofando naquela mesa por um bom tempo.
Resolvi levantar-me a arriscar dançar um pouco. Não deveria ser tão ruim assim.
Na verdade não, não dançava tão bem quando antes, mas eu até que não estava mal, alguns garotos até chegaram a se aproximar de mim, eles eram gatinhos e provavelmente bem de vida, poderiam ser ótimos namorados, mas eu não conseguia me interessar por nenhum, era como se quanto mais minha cabeça falasse “vai lá! Investes!” meu coração dizia “Não, não é a ele que você ama. Você sabe muito bem que é a outro que eu pertenço”.

_ Demi. – eu ainda dançava, quando senti alguém tocando meu ombro, virei-me para olhar quem era e me arrependi completamente disso. Será que hoje era o dia em que todos os meus demônios viriam me atormentar?
_ Zac. – cumprimentei com má vontade.
_ Como você esta? – perguntou. Tínhamos que gritar para escutar um ao outro, a música estava alta e havia muita gente dançando, ainda sim Zac parecia disposto a conversar.
_ Estava melhor antes de você chegar. – com ele não fazia nenhuma questão de tentar ser gentil.
_ Ah Demi, não seja má, estou aqui em paz. – falou ele com um sorrisinho amigável no rosto. Grande merda. Por causa dele passei quase o ano inteiro sendo zoada pelo colégio, se não fosse por Travis, talvez, eu ainda sofreria por isso até hoje.
_ E eu gostaria de ficar em paz. – falei. _ Vá conversar com quem te quer Zac.
_ Demi...
_ Vá! – tentei empurra-lo. Ele não mostrou muita resistência, saiu e me deixou sem reclamar mais.


Já era quatro da manhã, a festa começava se esvaziar, apenas os mais bêbados, que não deveriam ter muito mais censo de onde estavam, e outros que estavam se divertindo até demais, ainda permaneciam lá. Miley e Travis se encaixavam na categoria dos que estavam se divertindo até demais, já eu e Trace estávamos entre os que não tinham mais censo de onde estavam, Trace mais que eu, não sei como ele ainda está de pé.

_ Eu vou levar todo mundo – anunciou Travis. Depois de para de beijar – lê-se engolir – uma garota. Miley também já tinha voltado para mesa e já tinha me contado tudo o que descobriu sobre o carinha que ela estava paquerando, os dois até trocaram telefones. Trace estava jogado no puf, não dou muito tempo para que ele apague de vez. Eu não estou lá muito consciente do que esta a minha volta, agora, por exemplo, eu estou vendo três Travis na minha frente, mesmo assim, posso dizer que foi uma das festas em que eu menos bebi, mas nem mesmo foi por falta de opções, porque isso tinha de sobra, eu poderia ter aproveitado bem mais.
_ Não. – contestei. _ Você bebeu muito hoje, nos podemos pegar um taxi. – talvez isso fosse resultado do meu 0,1% de sobriedade falando.
_ Que isso Demizinha? Hoje a Hanna não esta aqui, vai ficar tudo bem. – falou ele, me abraçando, o cheiro de álcool que emanava dele era forte.
_ Você esta culpando a Hanna? – perguntei, livrando-me de seu abraço. _ Você que estava dirigindo. – lembrei-o.
_ Mas se ela não tivesse ficado me irritando eu não teria batido. – justificou-se.
_ Ela não tem culpa do que aconteceu. – defendi-a
_ Ah não! – Travis lamentou-se. _ Você é aquele tipo de pessoa que quando alguém sofre algum acidente ou morre fica com dó. – falou fazendo careta.
_ Eu sempre gostei da Hanna, não estou defendendo ela só por causa do acidente. – falei. _ Pensei que você gostasse dela também.
_ Eu gosto. – disse. _ Só que isso não a torna inocente de nada. – falou ele convicto de suas palavras. _ Sabe, eu não estou mais reconhecendo minha Demizinha.
_ Como assim?
_ Você não é mais aquela garota legal cheia das confusões, bebeu menos, dançou menos, está com medo de uma aventura ao meu lado, não esta me ligando mais para fazer planos contra o filhote de jardineiro...
_ Eu prometi a Maria que não iria mais brigar com ele. – justifiquei-me.
_ E você estar cumprindo? – perguntou incrédulo.
_ Estou. – confirmei. _ É melhor assim.
_ Não, você pode pisar no carinha e agora você esta amarelando. – falou ele.
_ São três meses de convivência, não poderíamos continuar aquela guerra durante tanto tempo. – justifiquei-me.
_ Pode sim. Vocês brigam desde que ele chegou a sua casa, foram anos e agora você não quer brigar, por questão de meses?
_ Olha, ele é legal ok? – eu disse, Travis riu. _ Não. Travis pare de rir. É serio. Ele é muito legal quando quer. Você precisa ver como ele ficou feliz quando eu não senti mais dor na perna por ficar muito tempo de pé, ele é bem atencioso, ontem mesmo, durante a chuva estava tendo muito raios e trovões, a Maria ligou para lá e o disse que eu tinha medo, ele poderia ter ignorado isso, mas não, ele não ignorou e passou a noite comigo...
_ Espera aí, pare um pouco. – disse Miley, me interrompendo, só aí eu percebi que talvez eu tivesse falado demais. _ Ele dormiu com você? Você não tinha me dito isso. – é. Eu realmente tinha falado muito.
_ Eu estava com medo dos trovões. – justifiquei. _ Você sabe que eu tenho medo. – lembrei-a.
_ Você e o jardineiro no mesmo quarto? – perguntou Travis, rindo, para ele aquilo parecia uma grande piada.
_ Nós só dormimos!
_ Porque nos outros dias vocês passaram a noite acordados foi? – perguntou, sua voz deixava claro que sua pergunta tinha segundas intenções.
_ Nos outros dias dormimos cada um no seu quarto. – falei nervosa.
_ Demi e o jardineirozinho. Quando vai ser o casamento? – perguntou Travis, fazendo coraçãozinho com a mão.
_ Sabe de uma coisa Travis? Vai embora logo, leve a Miley e o Trace, eu me viro sozinha. – disse estressada, levantando-me da mesa. Miley levantou-se junto comigo.
_ Demi, pare de ser dramática. O Travis só estava brincando. – intercedeu ela.
_ Eu prefiro ir de taxi. – falei.
_ Demi...
_ Miley, serio, deixe-me ir de taxi, isso não fará mal a ninguém.
_ Eu não queria lhe deixar sozinha. – lamentou-se.
_ Tudo bem, eu não sou mais criancinha. – falei.
_ Então tchau Demi, me ligue assim que chegar a casa ou quando acordar. – falou Miley, abraçamo-nos e ela se foi.
Como era de se esperar, Travis saiu sem se despedir, Trace também, mas acho que ele não estaria em condições de dizer qualquer coisa.
Fiz um tempo, bebi mais alguns drink, não queria voltar para o apartamento, tinha medo de encontrar Joe, eu queria encontra-lo, queria vê-lo, mas eu o decepcionei, sei que ele esta chateado comigo, não quero nem ver o olhar que ele me dará quando me ver.

Quase cindo da manhã, agora não tinha mais jeito, apenas quatro pessoas na boate, o bar já tinha fechado, a música já tinha sido desligada, apenas os seguranças continuavam lá, a espera que o último convidado bêbado saísse, para que eles pudessem fechar a boate. Eu não estava conseguindo enxergar um palmo a minha frente, além de completamente bêbada, agora eu também estava com muito sono. Saí da festa, quase que me arrastando para o lado de fora, como que eu conseguiria um taxi nesse estado numa hora dessas, só Deus sabe.
Eu já estava na calçada, minha visão estava turva, mas se por acaso eu conseguisse enxergar um vulto que me parecesse com um carro de taxi eu daria sinal, afinal de contas, se não fosse um taxi de verdade não me faria nenhum mal.
Senti alguém colocando a mão no meu ombro. Ele estava do meu lado, eu não conseguia distinguir seu rosto com exatidão, mas eu podia muito bem distinguir sua voz.
_ Quer carona? – perguntou Zac.
_ Não. – respondi dura.
_ Você não vai achar taxi uma hora dessas. – falou ele. _ Não tão fácil. – disse.
_ Não me importo.
_ Vamos. – falou me pegando pelo braço, Zac era forte, e meu estado não me ajudava em nada. Tentei bate-lo, mas metade das tentativas foram falhas, eu não conseguia saber onde ele estava me levando exatamente, eu tentava de qualquer maneira fazer com que ele me soltasse, pregava-me ao chão e resistia aos seus puxões, mas isso não o atrapalhava tanto, mesmo com um pouco de dificuldade ele estava conseguindo me guiar para onde ele queria. Lugar que eu não sabia onde, mas eu tinha certeza que não era bom.
_ Me solte Zac. Socorro! – gritei. A rua ainda estava vazia, aqui não era um bairro de muitas residências, apenas muitas lojas e boates, isso não me ajudava muito, pois significava que minhas chances de ser ouvida eram mínimas. Em pleno domingo não seriam muitas pessoas fora de suas casas antes das nove.
_ Pare de gritar garota. – falou virando-se de frente a mim e agarrando meu outro braço, o senti me empurrando para trás e só paramos quando eu senti o baque de uma parede em minhas costas, ele estava se aproximando mais e mais. Ele iria me forçar a beija-lo, e eu tinha certeza que ele não pararia por ali. Resisti o máximo que pude, mas isso não parecia ter muito resultado, ele conseguiu beijar-me, não correspondi, mas ele ainda sim não parou de tentar, certo de que com a insistência eu acabaria cedendo. Mordi seu lábio na hora que ele tornou a tentar me beijar, ele instantaneamente me largou e pôs sua mão em sua boca, provavelmente eu tinha apertado muito, pois juro ter visto uma mancha vermelha escorrer por ali. Corri sem rumo, tentando me livrar de suas garras, bati em algumas coisa que estavam pelo chão, nas quais eu não consegui identificar, provavelmente eram lixeira, ou cadeiras, talvez até mesmo sacolas de lixo, posso dizer que eram duros e que provavelmente minha perna sem a tala estava machucada. Trombei-me com alguém rezei internamente para que esta pessoa pudesse me ajudar.
Eu deveria estar parecendo uma louca. Correndo, com um pé numa tala ortopédica, um pé de salto e completamente bêbada.

_ Demi? O que esta acontecendo. – um alívio tomou conta de mim, era Selena.
_ Zac. – falei ofegante. _ Ele tentou me agarrar.
_ Meu Deus. - pude sentir sua mão em meu braço. _ Vamos Demi, eu lhe levarei em casa, minha mãe já esta dentro do carro. – falou ela. Deixei que ela me guiasse para o carro. Durante o caminho ela tentou fazer com que eu explicasse melhor o que tinha acontecido, na medida do possível eu expliquei. Eu ainda não tinha dormido, mas minha cabeça já começava a doer. Minha perna latejava e meu coração ainda parecia acelerado, mesmo eu já estando sentada dentro do carro da mãe de Selena, a caminho de casa. A mãe da Selena não disse nada, mas eu podia sentir que ela ficara preocupada com meu estado. Assim como a filha, ela pensava que eu era uma boa menina, amiga da pequena Gomez. Digamos que eu poderia pensar nisso depois, pois essa ajuda realmente foi muito bem vinda.

Apoie-me a Selena para poder entrar no prédio, o porteiro, assim que me viu, pegou-me no colo e subiu comigo e Selena pelo elevador. A porta se abriu e Selena destrancou a porta de meu apartamento, as luzes ainda estavam acessas e eu pude escutar o barulho da TV.
_ O que aconteceu? – perguntou Joe, ele parecia muito assustado. Senti que o porteiro estava me passando a Joe.
_ Ela bebeu muito e o Zac tentou agarra-la. – resumiu Selena. Joe começou a andar comigo nos braço.
Senti a água caindo sobre meu corpo, eu ainda estava de roupa e de tala, Joe parece não ter percebido esse pequeno detalhe. Joe me dava suporte, eu podia sentir seu corpo molhado junto ao meu, sua respiração estava em minha cabeça, eu apoiava-a em seu peito, podia escutar seu coração acelerado, sua respiração ofegante. Ele passava a mão pelos meus cabelos. Enquanto isso Selena tentava passar mais informações a Joe. Os dois pareciam amigos, conversavam normalmente.

_ Selena, se importa em trocar a Demi? – perguntou Joe.
_ Não há problemas. – respondeu ela. Eu estava mais lucida e conseguia enxergar as coisas melhor. Selena me ajudou a por meu pijama e levar-me novamente ao meu quarto. Ela me deitou, despediu-se e saiu. Meus olhos pesavam, mas eu não conseguia dormir.
Logo pude ver Joe adentrando ao quarto.
_ Demi, você está melhor? – perguntou.
_ Estou. – respondi, minha voz estava fraca, eu estava cansada, mas a adrenalina do acontecido ainda estava presente em meu corpo.
Joe deitou-se do meu lado, assim como fez na noite passada, porem desta vez eu estava de costas a ele e partiu da decisão dele de me abraçar. Senti-me confortável em seus braços, ele acarinhava meus cabelos molhados, fui me acalmando, fechei meus olhos, na tentativa de dormir mais rápido, acabar de uma vez com aquela madrugada fatídica, minha respiração foi ficando mais pesada e minha consciência foi se esvaindo.
Eu ainda pude escutar as palavras de Joe antes de apagar.
_ Eu te amo. – disse ele baixo, perto de minha orelha.
Eu queria ainda ter forças para poder responder “Eu também te amo”.

                CONTINUA...


VOCÊS SÃO FANTASTICAS!!! 6 COMENTÁRIOS?? ISSO FOI MÁGICO!! MUITO OBRIGADA!!!
E então, valeu a pena? Espero que sim. 
Bom, recebi um pedido para que houvesse maratona, então vou propor outro desafio, se esse capítulo tiver 7 comentários até 12 hora de terça, na quarta e na quinta eu posto 3 capítulo. Combinado?
Ah, eu havia comentado que meu twitter tinha sido suspenso, pois é, eles voltaram a me liberar, quem quiser me seguir o twitter é @lovingawarrior, eu sigo de volta.
Bjsss




Juh Lovato: Oi linda, senti sua falta. Que bom que você gostou, pois é, no final ela acabou gostando mesmo dele. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Yumi H. e Rafa S.: Fico feliz que tenha gostado. Eu tive a oportunidade de gostar dele e de acompanha-lo por essas 4 temporadas de glee, meu coração ficou partido, não só por mim, mas também pela família dele e principalmente pela Lea, os dois eram feitos um para o outro L Muito obrigada por comentar. Bjss
ANA CRISTINA MAGALHAES: Oi linda, fico feliz que tenha gostado. Acho que agora ela se decidiu, e aí, gostou? Muito obrigada por comentar. Bjss.
Fabricia: Oi linda, que bom que você gostou. Bom, sua sugestão foi ouvida, caso eu consiga o número de comentários suficientes eu farei a maratona. Eu também fiquei em estado de choque quando descobri L Foi algo totalmente inesperado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Lari ∞: Que bom que você gostou, linda. Pois é, infelizmente aconteceu e não há como mudar, só espero que a Lea tenha forças para continuar a vida dela, pois ela merece ser feliz. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Lali: HAHAHA acabou que ela foi na festa e tenho a impressão que não terá briga por causa disso \o/ Mas, então? Gostou do que aconteceu? Fique tranquila, linda, o importante é que você esta gostando da história, comente sempre que puder. Muito obrigada por comentar. Bjss.

domingo, 14 de julho de 2013

Selinhos

Queria agradecer a Silvia e a Yumi H. e Rafa S. pelos selinhos




Regras:
Repassar para 5 blogs:
Colocar o link de quem te passou: Vidas trocadas



Regra:
- tem que passar a tag para 5 blogs;
- repassar com o selinho (imagem);
- Colocar o link de quem criou e de quem passou;
- assim que receber a tag, tem que repassa-lo no prazo de 1 semana;
- avisar ao blog que tem tag para eles;
- tem que criar 5 perguntas das quais os blogs escolhidos terão de responder;

Quem Criou: Lado Negro
Quem passou: Beautiful Dissaster
5 perguntas:

1.       Qual sua série de Televisão favorita?
Amo várias séries, mas a minha favorita mesmo é Supernatural

2.       Você pertence a quais Fandoms?
Várias. Além de Lovatic eu sou, Hunter (supernatural), Twiheart (crepúsculo), Tributo (jogos vorazes), Gleek (glee), Tenática (Teen Angels), Soldier (Linkin park), semi-deus(Percy Jackson), Rosariana (Rosa de saron) e horizoners (Bring me the horizon).

3.       Música(s) que poderia passar a vida inteira escutando:
Nightingale e Skyscraper – Demi Lovato; Aurora – Rosa de Saron; Can you feel my heart – Bring me the horizon; Numb – Linkin Park

4.       Qual é o personagem avulso que você mais gosta na sua fic?
Madison

5.       Você é uma leitora ou escritora compulsiva?
Eu gosto muito de escrever, mas confesso que sou mais leitora do que escritora.
(Respondam as mesmas perguntas que me fizeram)

Repasso os dois selos para os blogs:
1.       Jemi Lovely
2.       I'm loving an angel
3.       Sussuro
4.       As long as you love me



Obrigado a todos J

19º CAPITULO “Será que eu estou gostando dele?” – Aprendendo a Amar


Meus olhos foram ficando pesados, e o sono enfim chegou, a chuva ainda estava lá, mas eu já estava dormindo. Joe ficou o tempo todo ao meu lado. Naquela noite eu dormir nos seus braços.

17 de maio de 2007

Este dia tinha tudo para ser especial, aquela noite para Demi tinha sido especial, sua primeira vez, com o homem que ela sempre amou. Zac Efron, o menino mais popular da escola. O namoro era 100% aprovada por ambas às famílias, três anos de namoro.
Mesmo um pouco cansada, acordou cedo para ir à escola, ainda era quinta-feira, ela iria contar tudo as amigas.
De bom humor tomou seu café da manhã. Assim que entrou em seu colégio avistou as suas amigas, no mesmo lugar em que sempre se encontram. Demi foi correndo para encontra-las, porém não pode evitar perceber os olhares que eram lançados a ela. Isso sempre foi comum, Demi sempre foi popular e sempre chamou a atenção onde quer que fosse, mas, hoje, os olhares pareciam diferentes, não eram de admiração, eram olhares pesados, iguais àqueles que jogam contra a gordinha ou a nerd da sala, eles a estavam jugando, não a admirando.
Assim que Demi chegou perto de suas amigas ela percebeu o olhar delas, pareciam tristes.
_ O que aconteceu? – perguntou Demi.
_ Você não ficou sabendo? – perguntou Miley.
_ Não, sobre o que? – Miley, Selena e Alex se entreolharam, com medo de responder.
_ O Zac. – Selena começou a dizer. _ Ele mandou para os amigos dele umas fotos. – disse com cuidado. _ Fotos suas, após a noite de ontem. – revelou.

Agora

Quando eu acordei, Joe já não estava mais ao meu lado, nem mesmo seu lençol ou travesseiro, nenhum indicio de que um dia ele já esteve aqui, a não ser pela minha lembrança. O sol já brilhava pela janela, a temperatura havia subido um pouco. Espreguicei-me, mas não me levantei de imediato, porém, eu logo escutei algumas vozes vindas da sala, havia alguém lá com Joe.
Levantei-me sem nem mesmo me arrumar, eu estava reconhecendo aquela voz. E eu não estava errada.

_Dianna? – perguntei, assim que a vi sentada no sofá. Ao seu lado havia uma grande caixa branca, provavelmente alguma compra dela, ela tinha uma xicara na mão, deveria ser café. Joe estava conversando com ela, de certa distancia, sem se sentar, apenas encostado no braço do sofá.
_ Olá minha querida. – respondeu animada. Animada? Minha querida? Fiquei no mesmo ponto em que eu estava. Porque ela estava feliz em me ver? Porque ela estava aqui? Que bicho a mordeu? _ Como passou a noite? – perguntou amorosa. Olhei para ela, sem lhe responder nada, eu estava confusa, porque ela estava me tratando daquele jeito? Ela deveria estar me odiando. Afinal de contar, eu a ameacei na noite passada. Será que ela estava fazendo teatrinho com Joe? Isso não adiantava muito, Joe sabe muito bem sobre minha relação com meus pais. Todos que trabalham ou vivem naquela casa sabem.
_ Bom dia Demi. Sua mãe veio conversar conosco. – disse Joe. Olhei para ele e sorri fraco.
_ Bom dia Joe. – respondi amigavelmente. _ O que você quer? – perguntei, não tão amigavelmente mais.
_ Ah minha querida Demetria, eu vim aqui em paz. – falou ela, deixando sua xicara na mesa de centro e se levantando do sofá. _ Trouxe para você. – falou ela, mostrando a caixa que estava ao seu lado. _ Para você usar na festa de Ashley. Pensei em você na hora que comprei, acho que desta vez eu acertei. – falou ela, animada. Um vestido para mim?
Se eu tinha reclamado do meu dia anterior, nem mesmo sei como classificar o começo do meu dia de hoje. Já estava esperando por um vestido totalmente ao contrario do meu gosto. Sempre foi assim, vestidos cafonas e fora de moda, geralmente nada confortáveis ou joviais. Dianna nunca soube escolher algo para mim que eu gostasse.
 _ Não vai querer olhar, minha querida? – perguntou. Tentei forçar um sorriso a ela, mas minha cabeça estava a mil, o que ela queria? Porque estava me tratando bem assim? Aproximei-me mais dela e pude ver seu sorriso amigável, o que me deixou mais desconfiada ainda. _ Se você não gostar me fale, ainda há tempo para trocar. – disse ela, enquanto eu pegava a caixa para abri-la. Assim que abri fiquei impressionada com o que encontrei. Era um vestido preto, comprimento acima do joelho e tinha brilho. Devo ter demorado muito para poder crer que isso era verdade. Minha mãe estava fazendo algo por mim? Por quê? Olhei para ela e ela estava sorrindo, sabia que tinha acertado na escolha. _ E então, o que você achou? – perguntou.
_ É lindo. – falei, ainda boquiaberta.
_ Sabia que eu iria acertar. – comemorou. Eu não disse nada, ainda estava esperando que ela falasse o porquê desse bom ato, o que ela queria em troca? _ Eu já falei com Joe, você poderá ir a festa, tranquilamente. – disse sorrindo.
_ Obrigada. – falei com a voz baixa, eu ainda não acreditava em sua repentina bondade, até ontem no telefone ela parecia ser a mesma de sempre, fria.
_ O que aconteceu? Pensei que você ficaria mais animada. – disse ela.
_ O que você quer? – perguntei direta. Já guardando o vestido na caixa novamente.
_ Como assim, o que eu quero? – perguntou, fingindo-se de desentendida.
_ Porque você esta fazendo isso por mim? Você não é assim.
_ Bom... Você me pediu. – respondeu ela.
_ Pensei que você apenas ligaria para Joe, dizendo que eu poderia ir. Geralmente seria isso que você faz. – falei.
_ Eu pensei que você gostaria de um pouco mais de carinho. – falou. Agora sim eu estranhei, ela estava querendo ser carinhosa comigo?
_ Você não acha que já esta muito tarde para começar a ser mais carinhosa?
_ Nunca é tarde, não é? – não respondi. _ Marquei hora naquele salão que você adora para você amanhã, às cinco da tarde, pode por na conta de seu pai. – disse ela, pegando sua bolsa. _ Tenho uma reunião agora a tarde, já vou indo, pois ainda tenho que me arrumar. – falou animada. _ Tchau minha querida. – falou, vindo até a mim e me dando um abraço, eu não correspondi. _ Tchau Joseph, continue fazendo um bom trabalho.
_ Farei. – respondeu Joe, indo em direção a porta, para poder abrir para Dianna.
Assim que Joe fechou a porta ele me olhou serio.

_ Isso foi ilógico, você viu o jeito que ela me tratou? – perguntei.
_ Bela tática. – disse Joe, sem humor, saindo da sala. Segui-o.
_ O que você quer dizer?
_ Ligar para sua mãe para que ela me obrigue a lhe deixar ir a uma festa. – Joe estava bravo.
_ Você está tentando me manter em cárcere privado. – reclamei.
_ Eu só queria te proteger. – defendeu-se. _ Não acho certo você ir para festas agora.
_ Eu vou ficar em casa três meses da minha vida, parada, por que você decidiu que aqui é o único lugar seguro do mundo?
_ Não é assim, se você quiser podemos sair para outro lugar, quando você quiser, só não queria você indo para esses lugares, cheio de gente, bebidas, você nunca sabe o que pode acontecer...
_ Eu sempre frequentei esses lugares. – lembrei-o.
_ Com duas pernas.
_ Eu ainda tenho duas pernas.
_ Duas pernas em bom estado.
_ Se você é um sem amigos que não tem para onde ir, não me impeça de ter minha liberdade. Eu tenho uma vida social a presar. – falei séria. Joe bufou nervoso, ele queria me dar uma resposta, eu sei que ele estava preparado para me enfrentar, assim como sempre fizemos, mas ele simplesmente parou, entrou no seu quarto e fechou a porta com força.


O resto do dia se passou lentamente, eu e Joe não conseguimos melhorar a situação em nenhum momento, até mesmo a seção de fisioterapia pareceu-me chata e cansativa, pela primeira vez, desde que comecei a fazer as seções com ele. Como resultado deste dia catastrófico, fui para meu quarto mais cedo que o comum, às oito da noite eu já estava na minha cama, não necessariamente dormindo, já que, por ter acordado tarde, não estava me sentindo cansada ainda. Liguei a Miley e conversamos por hora, planejando o dia de amanhã, naveguei na internet por um tempo, respondi as mensagens que recebi nas redes sociais e até mesmo, no auge do meu tédio, me arisquei a ler um pouco, o livro foi ‘A culpa é das estrelas’, foi um dos livros que Maria havia me levado no hospital e no qual eu nem mesmo tinha chegado perto de tocar, antes de hoje. Não li por muito tempo, na verdade não saí da quarta folha, não que seja ruim, não li o suficiente para jugar se era ruim ou não, mas com a junção de uma falta de hábito de leitura e mente que não para de ‘viajar’ por outros assuntos, não conseguir continuar a lê-lo.
Eu queria me entender, ao mesmo tempo em que eu estava feliz pela festa que eu teria na próxima noite, eu não conseguia parar de pensar em Joe e na briga que tivemos, porque não podíamos nos dar bem novamente? Eu queria tanto sair e conversar com ele, sobre as séries que assistimos em comum, rirmos de piadas, ou lembrarmo-nos das brigas bobas que já tivemos. Mas não, ele tinha que ser tão cabeça dura! Qual é o problema de eu ir a uma festa? Ter uma perna na tala me torna uma incapaz? Uma pessoa que deve se torna exclusa do resto do mundo?
Porque eu ligo tanto pelo fato de não estamos nos dando bem? Não sempre foi assim? Nunca nos demos bem e eu nunca me importei com isso, porque agora eu me importo? O quem mudou dentro de mim? O que me fez sentir necessidade de ter ele como um amigo? O que me faz querer vê-lo feliz?
Foi com essas duvidas que eu adormeci.


O dia de sábado não se diferenciava muito da de sexta-feira. Eu e Joe continuávamos com um clima tenso, tomamos café da manhã e almoçamos em silêncio. Fizemos uma seção a tarde, antes de eu sair para o salão. Eu iria passar à tarde no salão de beleza junto a Miley e depois eu iria para sua casa, para terminar de arrumar e depois irmos para a festa.

_ Meu telefone está gravado na agenda do seu celular, qualquer coisa me ligue. – disse Joe, antes que eu entrasse no elevador, Miley já me esperava no estacionamento do prédio, para irmos ao salão.
_ Tudo bem. Eu ligo. – tranquilizei-o. _ Aproveite e faça uma visita a seu pai. – sugeri. _ Ele deve estar sentindo sua falta.
_ Eu irei. – respondeu com um meio sorriso no rosto.
_ Tchau Joe. – despedi-me, assim que a porta do elevador se abriu para que eu entrasse.
_ Tchau Demi. – despediu. Eu entrei no elevador e esperei até que a porta se fechasse, no tempo em que o elevador descia ao térreo, eu ficava pensando, eu realmente queria ir? Eu poderia voltar e passar o resto do dia com Joe, talvez se eu voltasse nos poderíamos voltar a conversar... Porque eu estou tendo estas ideias? Porque eu me sinto tão confusa em relação Joe?

Assim que a porta do elevador se abriu pude avistar o carro de Miley, um Porshe vermelho.
Conversamos o caminho todo, ela me atualizava sobre as coisas que eu andei perdendo, graças ao fato de eu não estar mais saindo e eu contava como estava sendo os meus dias no apartamento junto a Joe. Falei até mesmo sobre a estranha maneira de agir da minha mãe, no dia anterior. Miley já é minha amiga a muito tempo e eu sempre lhe disse tudo sem medo, ela não é do tipo que lhe juga e na medida do possível, tenta me aconselhar, nem sempre são os melhores conselhos, mas levando em consideração o jeito irresponsável na qual ela leva a vida, seus conselhos até são toleráveis e algumas vezes uteis.
Passamos um dia sendo tratadas como verdadeiras princesas, matamos saudades dos tempos em que costumávamos fazer isso com mais frequência, no tempo de escola, na época perto do dia dos bailes estudantis, sempre juntávamos o grupo de amigas por dois dias, um para comprar o vestido nos shoppings e no outro para nos preparamos no salão. Fizemos cabelo, unhas, alguns tratamentos para a pele, tudo com muito conforto no melhor salão de Los Angeles, aquele que é frequentado pela nata californiana.

_ Demi. – interrompeu-me Miley, enquanto eu falava com ela sobre como eu ainda estava frustrada com a reação de Joe em relação à festa de hoje. Parei de falar e olhei-a. Agora já estávamos em sua casa, faltava apenas meia hora para que saíssemos, e já estamos nos vestindo. Eu estava sentada em sua cama, já com o vestido, me dado pela minha mãe, e eu tentava calçar um salto, no pé que não estava na tala, o que não era nada fácil já que tinha que ficar confortável andando com ambos. Miley estava de pé, ainda escolhendo qual vestido colocar, já que tinha comprado três e não conseguia se decidir por um. _ Quais são seus reais sentimentos para com o Joe? – perguntou ela.
_ Bom... Não sei. – respondi.
_ Você anda falando bastante sobre ele, não acha? – perguntou.
_ Ah eu estou sendo chata, não é? – falei sem graça. _ É porque estamos ficando muito tempo junto, ele é o meu único assunto.
_ Não. – falou ela. _ Há algo mais. – disse. Fiz uma cara de confusa, o que ela estava tentando me dizer? _ Você não esta falando sobre ele como se fosse uma coisa ruim ou por causa de ser seu único assunto. – afirmou.
_ O que você esta insinuando? – perguntei. Já com medo da resposta.
_ Você esta falando sobre ele com certo carinho e alegria. Não como antes, com raiva.
_ E?
_ Demi, vocês são só amigos? – perguntou.
_ Sim, talvez até menos. – falei. Meu coração pesou um pouco ao me dar conta disso, talvez nem mesmo amigos fossemos, não conseguimos nos dar bem por mais que algumas horas, como nós poderíamos considerar-nos amigos? Ainda sim, não deixei que esse sentimento transparecesse em minha voz.
_ Você esta gostando dele? – perguntou sento direta.
_ Não! Claro que não. – respondi exaltada. _ Miley, você esta louca de pensar algo assim. Escolhe o vestido vermelho. – falei desesperada, tentando mudar de assunto. Miley riu e pegou o vestido vermelho na qual eu sugeri.
_ Você que esta dizendo. – falou ela, dando de ombros. _ Mas eu sou sua amiga, lhe conheço. Eu consigo ver através dos seus olhos. – falou ela sorrindo. Eu calei-me. E se Miley estivesse certa? E se o motivo de eu estar tão confusa fosse por causa de um sentimento que eu tinha por Joe? Será que eu estou gostando dele?

                CONTINUA...



Capítulo postado, eu espero que tenham gostado. Spoiler: “Será que eu estou gostando dele?” essa pergunta já pode ser respondida no próximo capitulo ;)
Agora que estou de férias postarei com mais frequência, provavelmente um dia sim e um dia não. Porém, se eu conseguir 4 camentarios nesse capítulo até às 14 horas de segunda, eu ainda posto o próximo capítulo amanhã mesmo J
Bjsss



Yumi H. e Rafa S.: Muito obrigada pelo carinho. Fico feliz que tenha gostado. Muito obrigada pelo selo e por comentar. Bjsss

DemiZ: Muito obrigada pelo carinho. O Joe pode ser bem carinhoso quando quer. Muito obrigada por comentar. Bjss 


Não sei se há algum Gleek aqui, além de mim. Ontem Cory Monteith morreu, é muito triste, daqui a duas semanas ele iria se casar com a Lea :( Tão jovem.... #RipCoryMonteith #PrayforLea