domingo, 14 de julho de 2013

19º CAPITULO “Será que eu estou gostando dele?” – Aprendendo a Amar


Meus olhos foram ficando pesados, e o sono enfim chegou, a chuva ainda estava lá, mas eu já estava dormindo. Joe ficou o tempo todo ao meu lado. Naquela noite eu dormir nos seus braços.

17 de maio de 2007

Este dia tinha tudo para ser especial, aquela noite para Demi tinha sido especial, sua primeira vez, com o homem que ela sempre amou. Zac Efron, o menino mais popular da escola. O namoro era 100% aprovada por ambas às famílias, três anos de namoro.
Mesmo um pouco cansada, acordou cedo para ir à escola, ainda era quinta-feira, ela iria contar tudo as amigas.
De bom humor tomou seu café da manhã. Assim que entrou em seu colégio avistou as suas amigas, no mesmo lugar em que sempre se encontram. Demi foi correndo para encontra-las, porém não pode evitar perceber os olhares que eram lançados a ela. Isso sempre foi comum, Demi sempre foi popular e sempre chamou a atenção onde quer que fosse, mas, hoje, os olhares pareciam diferentes, não eram de admiração, eram olhares pesados, iguais àqueles que jogam contra a gordinha ou a nerd da sala, eles a estavam jugando, não a admirando.
Assim que Demi chegou perto de suas amigas ela percebeu o olhar delas, pareciam tristes.
_ O que aconteceu? – perguntou Demi.
_ Você não ficou sabendo? – perguntou Miley.
_ Não, sobre o que? – Miley, Selena e Alex se entreolharam, com medo de responder.
_ O Zac. – Selena começou a dizer. _ Ele mandou para os amigos dele umas fotos. – disse com cuidado. _ Fotos suas, após a noite de ontem. – revelou.

Agora

Quando eu acordei, Joe já não estava mais ao meu lado, nem mesmo seu lençol ou travesseiro, nenhum indicio de que um dia ele já esteve aqui, a não ser pela minha lembrança. O sol já brilhava pela janela, a temperatura havia subido um pouco. Espreguicei-me, mas não me levantei de imediato, porém, eu logo escutei algumas vozes vindas da sala, havia alguém lá com Joe.
Levantei-me sem nem mesmo me arrumar, eu estava reconhecendo aquela voz. E eu não estava errada.

_Dianna? – perguntei, assim que a vi sentada no sofá. Ao seu lado havia uma grande caixa branca, provavelmente alguma compra dela, ela tinha uma xicara na mão, deveria ser café. Joe estava conversando com ela, de certa distancia, sem se sentar, apenas encostado no braço do sofá.
_ Olá minha querida. – respondeu animada. Animada? Minha querida? Fiquei no mesmo ponto em que eu estava. Porque ela estava feliz em me ver? Porque ela estava aqui? Que bicho a mordeu? _ Como passou a noite? – perguntou amorosa. Olhei para ela, sem lhe responder nada, eu estava confusa, porque ela estava me tratando daquele jeito? Ela deveria estar me odiando. Afinal de contar, eu a ameacei na noite passada. Será que ela estava fazendo teatrinho com Joe? Isso não adiantava muito, Joe sabe muito bem sobre minha relação com meus pais. Todos que trabalham ou vivem naquela casa sabem.
_ Bom dia Demi. Sua mãe veio conversar conosco. – disse Joe. Olhei para ele e sorri fraco.
_ Bom dia Joe. – respondi amigavelmente. _ O que você quer? – perguntei, não tão amigavelmente mais.
_ Ah minha querida Demetria, eu vim aqui em paz. – falou ela, deixando sua xicara na mesa de centro e se levantando do sofá. _ Trouxe para você. – falou ela, mostrando a caixa que estava ao seu lado. _ Para você usar na festa de Ashley. Pensei em você na hora que comprei, acho que desta vez eu acertei. – falou ela, animada. Um vestido para mim?
Se eu tinha reclamado do meu dia anterior, nem mesmo sei como classificar o começo do meu dia de hoje. Já estava esperando por um vestido totalmente ao contrario do meu gosto. Sempre foi assim, vestidos cafonas e fora de moda, geralmente nada confortáveis ou joviais. Dianna nunca soube escolher algo para mim que eu gostasse.
 _ Não vai querer olhar, minha querida? – perguntou. Tentei forçar um sorriso a ela, mas minha cabeça estava a mil, o que ela queria? Porque estava me tratando bem assim? Aproximei-me mais dela e pude ver seu sorriso amigável, o que me deixou mais desconfiada ainda. _ Se você não gostar me fale, ainda há tempo para trocar. – disse ela, enquanto eu pegava a caixa para abri-la. Assim que abri fiquei impressionada com o que encontrei. Era um vestido preto, comprimento acima do joelho e tinha brilho. Devo ter demorado muito para poder crer que isso era verdade. Minha mãe estava fazendo algo por mim? Por quê? Olhei para ela e ela estava sorrindo, sabia que tinha acertado na escolha. _ E então, o que você achou? – perguntou.
_ É lindo. – falei, ainda boquiaberta.
_ Sabia que eu iria acertar. – comemorou. Eu não disse nada, ainda estava esperando que ela falasse o porquê desse bom ato, o que ela queria em troca? _ Eu já falei com Joe, você poderá ir a festa, tranquilamente. – disse sorrindo.
_ Obrigada. – falei com a voz baixa, eu ainda não acreditava em sua repentina bondade, até ontem no telefone ela parecia ser a mesma de sempre, fria.
_ O que aconteceu? Pensei que você ficaria mais animada. – disse ela.
_ O que você quer? – perguntei direta. Já guardando o vestido na caixa novamente.
_ Como assim, o que eu quero? – perguntou, fingindo-se de desentendida.
_ Porque você esta fazendo isso por mim? Você não é assim.
_ Bom... Você me pediu. – respondeu ela.
_ Pensei que você apenas ligaria para Joe, dizendo que eu poderia ir. Geralmente seria isso que você faz. – falei.
_ Eu pensei que você gostaria de um pouco mais de carinho. – falou. Agora sim eu estranhei, ela estava querendo ser carinhosa comigo?
_ Você não acha que já esta muito tarde para começar a ser mais carinhosa?
_ Nunca é tarde, não é? – não respondi. _ Marquei hora naquele salão que você adora para você amanhã, às cinco da tarde, pode por na conta de seu pai. – disse ela, pegando sua bolsa. _ Tenho uma reunião agora a tarde, já vou indo, pois ainda tenho que me arrumar. – falou animada. _ Tchau minha querida. – falou, vindo até a mim e me dando um abraço, eu não correspondi. _ Tchau Joseph, continue fazendo um bom trabalho.
_ Farei. – respondeu Joe, indo em direção a porta, para poder abrir para Dianna.
Assim que Joe fechou a porta ele me olhou serio.

_ Isso foi ilógico, você viu o jeito que ela me tratou? – perguntei.
_ Bela tática. – disse Joe, sem humor, saindo da sala. Segui-o.
_ O que você quer dizer?
_ Ligar para sua mãe para que ela me obrigue a lhe deixar ir a uma festa. – Joe estava bravo.
_ Você está tentando me manter em cárcere privado. – reclamei.
_ Eu só queria te proteger. – defendeu-se. _ Não acho certo você ir para festas agora.
_ Eu vou ficar em casa três meses da minha vida, parada, por que você decidiu que aqui é o único lugar seguro do mundo?
_ Não é assim, se você quiser podemos sair para outro lugar, quando você quiser, só não queria você indo para esses lugares, cheio de gente, bebidas, você nunca sabe o que pode acontecer...
_ Eu sempre frequentei esses lugares. – lembrei-o.
_ Com duas pernas.
_ Eu ainda tenho duas pernas.
_ Duas pernas em bom estado.
_ Se você é um sem amigos que não tem para onde ir, não me impeça de ter minha liberdade. Eu tenho uma vida social a presar. – falei séria. Joe bufou nervoso, ele queria me dar uma resposta, eu sei que ele estava preparado para me enfrentar, assim como sempre fizemos, mas ele simplesmente parou, entrou no seu quarto e fechou a porta com força.


O resto do dia se passou lentamente, eu e Joe não conseguimos melhorar a situação em nenhum momento, até mesmo a seção de fisioterapia pareceu-me chata e cansativa, pela primeira vez, desde que comecei a fazer as seções com ele. Como resultado deste dia catastrófico, fui para meu quarto mais cedo que o comum, às oito da noite eu já estava na minha cama, não necessariamente dormindo, já que, por ter acordado tarde, não estava me sentindo cansada ainda. Liguei a Miley e conversamos por hora, planejando o dia de amanhã, naveguei na internet por um tempo, respondi as mensagens que recebi nas redes sociais e até mesmo, no auge do meu tédio, me arisquei a ler um pouco, o livro foi ‘A culpa é das estrelas’, foi um dos livros que Maria havia me levado no hospital e no qual eu nem mesmo tinha chegado perto de tocar, antes de hoje. Não li por muito tempo, na verdade não saí da quarta folha, não que seja ruim, não li o suficiente para jugar se era ruim ou não, mas com a junção de uma falta de hábito de leitura e mente que não para de ‘viajar’ por outros assuntos, não conseguir continuar a lê-lo.
Eu queria me entender, ao mesmo tempo em que eu estava feliz pela festa que eu teria na próxima noite, eu não conseguia parar de pensar em Joe e na briga que tivemos, porque não podíamos nos dar bem novamente? Eu queria tanto sair e conversar com ele, sobre as séries que assistimos em comum, rirmos de piadas, ou lembrarmo-nos das brigas bobas que já tivemos. Mas não, ele tinha que ser tão cabeça dura! Qual é o problema de eu ir a uma festa? Ter uma perna na tala me torna uma incapaz? Uma pessoa que deve se torna exclusa do resto do mundo?
Porque eu ligo tanto pelo fato de não estamos nos dando bem? Não sempre foi assim? Nunca nos demos bem e eu nunca me importei com isso, porque agora eu me importo? O quem mudou dentro de mim? O que me fez sentir necessidade de ter ele como um amigo? O que me faz querer vê-lo feliz?
Foi com essas duvidas que eu adormeci.


O dia de sábado não se diferenciava muito da de sexta-feira. Eu e Joe continuávamos com um clima tenso, tomamos café da manhã e almoçamos em silêncio. Fizemos uma seção a tarde, antes de eu sair para o salão. Eu iria passar à tarde no salão de beleza junto a Miley e depois eu iria para sua casa, para terminar de arrumar e depois irmos para a festa.

_ Meu telefone está gravado na agenda do seu celular, qualquer coisa me ligue. – disse Joe, antes que eu entrasse no elevador, Miley já me esperava no estacionamento do prédio, para irmos ao salão.
_ Tudo bem. Eu ligo. – tranquilizei-o. _ Aproveite e faça uma visita a seu pai. – sugeri. _ Ele deve estar sentindo sua falta.
_ Eu irei. – respondeu com um meio sorriso no rosto.
_ Tchau Joe. – despedi-me, assim que a porta do elevador se abriu para que eu entrasse.
_ Tchau Demi. – despediu. Eu entrei no elevador e esperei até que a porta se fechasse, no tempo em que o elevador descia ao térreo, eu ficava pensando, eu realmente queria ir? Eu poderia voltar e passar o resto do dia com Joe, talvez se eu voltasse nos poderíamos voltar a conversar... Porque eu estou tendo estas ideias? Porque eu me sinto tão confusa em relação Joe?

Assim que a porta do elevador se abriu pude avistar o carro de Miley, um Porshe vermelho.
Conversamos o caminho todo, ela me atualizava sobre as coisas que eu andei perdendo, graças ao fato de eu não estar mais saindo e eu contava como estava sendo os meus dias no apartamento junto a Joe. Falei até mesmo sobre a estranha maneira de agir da minha mãe, no dia anterior. Miley já é minha amiga a muito tempo e eu sempre lhe disse tudo sem medo, ela não é do tipo que lhe juga e na medida do possível, tenta me aconselhar, nem sempre são os melhores conselhos, mas levando em consideração o jeito irresponsável na qual ela leva a vida, seus conselhos até são toleráveis e algumas vezes uteis.
Passamos um dia sendo tratadas como verdadeiras princesas, matamos saudades dos tempos em que costumávamos fazer isso com mais frequência, no tempo de escola, na época perto do dia dos bailes estudantis, sempre juntávamos o grupo de amigas por dois dias, um para comprar o vestido nos shoppings e no outro para nos preparamos no salão. Fizemos cabelo, unhas, alguns tratamentos para a pele, tudo com muito conforto no melhor salão de Los Angeles, aquele que é frequentado pela nata californiana.

_ Demi. – interrompeu-me Miley, enquanto eu falava com ela sobre como eu ainda estava frustrada com a reação de Joe em relação à festa de hoje. Parei de falar e olhei-a. Agora já estávamos em sua casa, faltava apenas meia hora para que saíssemos, e já estamos nos vestindo. Eu estava sentada em sua cama, já com o vestido, me dado pela minha mãe, e eu tentava calçar um salto, no pé que não estava na tala, o que não era nada fácil já que tinha que ficar confortável andando com ambos. Miley estava de pé, ainda escolhendo qual vestido colocar, já que tinha comprado três e não conseguia se decidir por um. _ Quais são seus reais sentimentos para com o Joe? – perguntou ela.
_ Bom... Não sei. – respondi.
_ Você anda falando bastante sobre ele, não acha? – perguntou.
_ Ah eu estou sendo chata, não é? – falei sem graça. _ É porque estamos ficando muito tempo junto, ele é o meu único assunto.
_ Não. – falou ela. _ Há algo mais. – disse. Fiz uma cara de confusa, o que ela estava tentando me dizer? _ Você não esta falando sobre ele como se fosse uma coisa ruim ou por causa de ser seu único assunto. – afirmou.
_ O que você esta insinuando? – perguntei. Já com medo da resposta.
_ Você esta falando sobre ele com certo carinho e alegria. Não como antes, com raiva.
_ E?
_ Demi, vocês são só amigos? – perguntou.
_ Sim, talvez até menos. – falei. Meu coração pesou um pouco ao me dar conta disso, talvez nem mesmo amigos fossemos, não conseguimos nos dar bem por mais que algumas horas, como nós poderíamos considerar-nos amigos? Ainda sim, não deixei que esse sentimento transparecesse em minha voz.
_ Você esta gostando dele? – perguntou sento direta.
_ Não! Claro que não. – respondi exaltada. _ Miley, você esta louca de pensar algo assim. Escolhe o vestido vermelho. – falei desesperada, tentando mudar de assunto. Miley riu e pegou o vestido vermelho na qual eu sugeri.
_ Você que esta dizendo. – falou ela, dando de ombros. _ Mas eu sou sua amiga, lhe conheço. Eu consigo ver através dos seus olhos. – falou ela sorrindo. Eu calei-me. E se Miley estivesse certa? E se o motivo de eu estar tão confusa fosse por causa de um sentimento que eu tinha por Joe? Será que eu estou gostando dele?

                CONTINUA...



Capítulo postado, eu espero que tenham gostado. Spoiler: “Será que eu estou gostando dele?” essa pergunta já pode ser respondida no próximo capitulo ;)
Agora que estou de férias postarei com mais frequência, provavelmente um dia sim e um dia não. Porém, se eu conseguir 4 camentarios nesse capítulo até às 14 horas de segunda, eu ainda posto o próximo capítulo amanhã mesmo J
Bjsss



Yumi H. e Rafa S.: Muito obrigada pelo carinho. Fico feliz que tenha gostado. Muito obrigada pelo selo e por comentar. Bjsss

DemiZ: Muito obrigada pelo carinho. O Joe pode ser bem carinhoso quando quer. Muito obrigada por comentar. Bjss 


Não sei se há algum Gleek aqui, além de mim. Ontem Cory Monteith morreu, é muito triste, daqui a duas semanas ele iria se casar com a Lea :( Tão jovem.... #RipCoryMonteith #PrayforLea 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

18º CAPITULO “Nos seus braços” – Aprendendo a Amar


Capitulo em homenagem a Bingo ♥


Ali ficou obvio que nossa trégua terminaria. Não tinha como mantermos nossa amizade por muito tempo. Joe e eu somos de dois planetas diferentes.



3 de setembro de 2006
Domingo de sol forte em Los Angeles, Demi e alguns amigos passavam à tarde na piscina, Eddie estava viajando a negócios, e Dianna passava o final de semana relaxando em um SPA, já Madison estava em seu quarto. Enquanto os jovens faziam a festa na beira da piscina, se arriscando ao dar pulos de cambalhota, ou então estavam estirados nas cadeiras de praia, tentando ficar bronzeados, havia alguém que estava mal. Joe.
Em seu quarto ele estava desde a tarde de sábado, seu pobre pai não sabia o que fazer. Joe não abria a porta, nem mesmo atendia o celular, que, propositalmente, estava desligado. O pai estava preocupado, mas totalmente sem poderes para ajuda-lo.
Joe não estava doente, nem mesmo machucado, apesar de sentir dor. Dor de um coração partido, dor de alguém que amou incondicionalmente e foi traído, apunhalado pelas costas. ‘Como ela pode fazer isso?’ – pensava Joe. Ele a havia dado tudo, presentes, na qual ele não tinha reais condições de pagar, mas de tirar da poupança da qual guardava para faculdade e de pedidos de empréstimo ao pai, Joe foi conseguido realizar todos os seus desejos. Joe nunca gostou de festas, principalmente a das quais Tiffany tanto gostava de frequentar, mas ele, como um bom namorado, ia a todos, devidamente vestido, de acordo com o que Tiffany queria, Joe era obrigado a interagir com pessoas das quais ele não gostava, pessoas das quais ele sempre jugou como fúteis e exibidoras. Mas em nenhum momento ele reclamava. Joe amava Tiffany, ele sabia, desde a primeira vez que a viu, aquela seria sua mulher, é com ela que ele se casaria. Meio exagerado, não? Talvez. Mas amor à primeira vista deveria acontecer, não é? Bom, deveria...

Sábado, mais o menos três da tarde, Joe entrava no luxuoso prédio de Tiffany. Em sua mão, mas um buquê de rosas, o segundo do mês. Tiffany sempre gostou de flores e Joe sempre lhe agradava com elas. No bolso da calça, uma caixinha, dentro da caixa, dois anéis.
Três meses, esse foi o tempo de namoro, precipitado? Talvez sim, mas não para um homem completamente apaixonado. O porteiro do prédio de Tiffany, que já era amigo de Joe, de tanto vê-lo indo visita-la, ajudou-o a preparar uma surpresa, deixando-o entrar, sem avisa-la nada.
E assim foi, nunca um elevador demorou tanto para chegar ao 14º andar como naquele dia. O coração de Joe estava acelerado, ele repassava as palavras mentalmente, querendo que suas palavras fossem perfeitas e que elas deixassem Tiffany feliz e, quem sabe, até mesmo emocionada.
14º andar. Era a hora. Sem pensar duas vezes, para que não deixar que seu nervosismo o atrapalhasse, Joe saiu do elevador, bateu na porta e logo pode escutar a voz de sua amada. “Deve ser a pizza. Aquele idiota do porteiro deve ter deixado subir sem avisar. Abre lá”. Joe riu sozinho, Tiffany podia ser um pouco escandalosa quando queria, mas isso não é nada que lhe atrapalhasse. Ainda sim Joe não ficou nem um pouco animado, havia alguém mais lá, isso o deixava mais nervoso, mas feliz, pois assim alguém poderia compartilhar desse momento tal especial. Seja lá quem fosse.
Joe escutou o trinco da porta destrancando. Disfarçou todo o seu medo e pôs o sorriso mais bonito que podia na face.
O abrir daquela porta parecia ter demorado horas, mas não se passou de alguns centésimos.
E lá se fora seu sorriso e todos os seus planos. Quem abriu a porta era um homem, vestido apenas com um short, sem camisa, cabelo despenteado, e no fundo, logo atrás vinha Tiffany, de calcinha e sutiã.
Não precisava ser gênio para saber o que tinha acontecido...

Agora

Fui para o meu quarto, irritada com Joe, todo aquele sentimento de querer sua amizade e de compaixão, pela sua tristeza, evaporaram de mim, eu queria mais é que ele se ferrasse. Quem ele pensa que é para mandar em mim? Querendo ou não eu ainda sou a sua patroa e não vou obedecer nenhuma das suas ordens.
Pela primeira vez desde que eu ganhei-o, peguei no celular com a intensão de usa-lo, ainda não me sentia satisfeita com a escolha do meu pai, assim que ele ficasse mais calmo eu iria exigir um iPhone 5. Disquei o número de Miley e ela não demorou muito a atender.
_ Alo?
_ Oi, Miley. É a Demi. – falei, sabendo que ainda não conhecia meu número de celular novo.
_ Oi Demi! Esta tudo bem? – perguntou animada.
_Mais o menos. – confessei.
_ Ihh O que aconteceu? – perguntou com voz preocupada.
_ Joe, ele esta implicando com a festa de sábado. – falei.
_ E?
_ E que provavelmente eu não vou poder ir. – falei obvia. Eu não posso negar que estou em desvantagem diante de Joe, ele está em perfeitas condições para me trancar dentro desse apartamento.
_ Então fuja. – falou ela.
_ Ah sim, claro! Como eu não pensei nisso? Eu acho que eu devo pular a janela do meu quarto da minha cobertura, em um prédio de 15 andares. Ah não! Eu acho que com perna quebrada eu consiga correr mais rápido que um homem, com perfeitas condições física. Acho que dá sim. – falei irônica.
_ Nossa, sua grossa. – reclamou Miley. _ Não foi minha melhor ideia, tá?
_ Desculpa, eu só estou irritada. – falei, triste.
_ Porque você não pede ajuda a Maria? – perguntou.
_ Aposto que ela ficará do lado de Joe, ela nunca gostou muito das minhas festas, agora só piorou. – respondi desanimada, Maria sempre foi aquele sinal de esperança, mas agora nem mesmo ela poderia me ajudar.
_ Acho melhor nem falar do seu pai, não é?
_ Se ele pudesse me mandava acorrentar na cama. – Miley riu, acabei rindo fraco.
_ Mas e sua mãe? Ela sempre deixou você sair para qualquer lugar. – falou Miley. _ Mesmo quando ela estava com raiva. – lembrou-me. Sua ideia não teria sido ruim, se eu não tivesse tido aquela lamentável conversa com minha mãe no hospital, falar com ela não estava nos meus planos, não enquanto ela não se desculpasse, apesar de eu saber que isso jamais iria acontecer.
_ Eu não sei... Eu e minha mãe não estamos no nosso melhor momento. – falei, sem jeito. Miley sabia muito bem dos meus desentendimentos com minha mãe, ela sempre se mostrou disposta a me escutar e me ajudar quando preciso.
_ Bom... Eu já esperava isso. Mas você pode tentar, você sabe que ela não vai negar. – insistiu.
_É, eu vou tentar. – respondi.
Conversei com Miley por quase uma hora, os assuntos foram variados, até que ela teve que desligar. Olhei para o relógio do meu celular, oito da noite. Ligar ou não ligar? Minha cabeça estava dividida, falar com ela não estava nos meus planos para hoje.
Resolvi arriscar minha sorte. Não ligaria para seu celular, nem para sua empresa, mas sim para casa, caso ela estivesse lá, eu falarei com ela, caso não, tentaria fugir de Joe por mim mesmo.
Liguei e esperei alguns toques, até que Maria me atendeu.
_ Oi minha pequena. – cumprimentou-me animadamente. _ Aconteceu algo, Joe fez algo de errado? – perguntou. Ummm nasceu! – pensei.
_ Não. Está tudo bem. – respondi.
_ Pois então, o que quer? – perguntou.
_ Na verdade eu queria falar com Dianna. – respondi. Maria calou-se por alguns segundos.
_ Tem certeza? – perguntou.
_ Sim. – respondi fraco. Eu não tinha certeza. _ Ela esta? – perguntei.
_ Sim. – respondeu Maria. _ Demi, as coisas não andam muito boas por aqui, por favor, não briguem. – pediu. O que estava acontecendo de tão serio, a ponto de Maria implorar para que eu pensasse bem antes de falar com minha mãe?
_ Eu não quero brigar, fique tranquila.
_ Tudo bem. Vou passar para ela. – falou. _ Tchau minha pequena.
_ Tchau Maria.
Foram necessários poucos segundos até que eu escutasse a voz daquela que se diz minha mãe.
_ Demetria? Você esta querendo falar comigo? – perguntou, parecia realmente em choque.
_ É. – respondi, sem jeito.
_ O que você quer? Dinheiro? – perguntou. _ Seu pai não depositou sua mesada ainda?
_ Não. Não é isso. – respondi. _ Eu queria lhe pedir autorização para ir à festa da Ashley. – Dianna não falou nada de imediato.
_ E desde quando você me pede autorização para ir a alguma festa? – perguntou desconfiada.
_ Joe não que me deixar ir, mas se você autorizar ele não poderá fazer nada. – respondi sincera.
_ E porque eu autorizaria? Você anda se comportando muito mal. – falou.
_ Talvez por que assim como eu abri a boca para falar sobre meu pai, eu posso abrir a boca para falar sobre você também. – respondi, ignorando o fato de que Maria havia pedido que não brigássemos.
_ Certo. Se for assim que você quer. Eu verei o que faço. – disse. _ É só isso? – perguntou.
_ É.
_ Tudo bem. – disse e desligou o telefone. Nenhuma despedida, nenhuma palavra de amor. Nada que me surpreendesse no final das contas.
Eu sei que no final ela fará algo.

Talvez hoje não fosse o meu melhor dia, não sou muito medrosa, porém se tem algo que me apavora é trovão e relâmpago.
Já se passava das 23 horas, quando uma chuva forte começou, com direito a muitos trovões e relâmpagos. Se eu fosse menor eu já teria ido buscar conforto no quarto de Maria, e ela cantaria alguma canção de ninar até que eu me acalmasse o suficiente para dormir.
Desde que eu mudei para cá, sempre que dava os primeiros indícios de chuva forte, eu ligava para Miley ou para Hanna, elas sempre vinham e me faziam companhia. Porém hoje eu não percebi que iria chover e agora já estava tarde de mais para ligar para alguém. Escutei o telefone fixo chamando, talvez fosse Maria ou Miley perguntando se eu precisaria delas, eu até iria atender, mas Joe, que deveria ainda estar na sala, foi mais rápido. Deixei quieto, não sei se teria coragem de pedir para ela virem debaixo de uma chuva tão forte.
Minha noite seria longa e triste.
Só espero que amanhã seja um dia melhor.

Eu virava de um lado para o outro na cama, tentando ao máximo ignorar o barulho que vinha do lado de fora, eu não ligo para a chuva, é até um pouco tranquilizadora, porém não gosto do que vem junto, acho que trovões e relâmpagos são algo totalmente desnecessário para a vida do ser humano.
Escutei alguém batendo em minha porta. Seria Joe? O que esse chato queria?
_ Pode entrar. – gritei. A porta abriu e sim, era ele, ele trazia seu travesseiro e uma coberta em suas mãos.
_ É... Eu estava pensando se você... É... Presaria de... Alguma... É, você sabe... – ele estava nervoso, as palavras custavam a sair de sua boca, nunca o tinha visto tão tímido. _ De ajuda para... Dormir. – falou por fim. Olhei-o, provavelmente alguém o tinha avisada do meu medo. Eu queria dispensa-lo, provar que eu não era mais uma menininha e que poderia muito bem dormir sozinha, mas, para falar a verdade, eu não conseguiria dormir sozinha hoje, por mais que eu ainda estivesse ressentida com ele, eu tive que aceitar sua companhia.
_ Claro. – respondi educadamente. Joe se aproximou devagar, arredei um pouco na cama, para que ele pudesse deitar também. Ele parecia com medo de me tocar, como se a qualquer momento eu pudesse ataca-lo, ou como se ele tivesse medo de que novamente quase nos beijássemos. Assim que ele deitou na cama ele ficou me olhando, como se procurasse em minha face um sinal do que ele deveria fazer. Ele deveria agir como se ainda fossemos amigos e me abraçar, como gesto de carinho, para me dar conforto? Ou deveria agir friamente, já que não estamos muito bem? Provavelmente dormir na mesma cama que a paciente não estava no contrato.
Um trovão bem forte fez-me assustar neste mesmo instante e quase que sem pensar, agarrei-me a Joe, abraçando seu tronco. No primeiro momento ele pareceu assustado com minha reação, mas depois ele me abraçou carinhosamente.
 _ Como você sabia que eu tenho medo? – perguntei.
_ Maria me contou. – confessou ele.
_ Você deve estar me achando uma criancinha. – lamentei-me, ainda agarrada a ele. O trovão já tinha passado, porém eu não queria soltar-me de Joe, a chuva ainda estava lá e eu sabia que a qualquer momento outro raio desceria a terra e outro trovão irá me assustar.
_ Você fica fofa com medo. – deu de ombros. Ri tímida. Ele não parecia nervoso pela nossa pequena discussão, talvez já tenha até mesmo a esquecido.
Ficamos em silêncio, apenas abraçados um a outro. Depois de alguns minutos obriguei-me a fechar os olhos, respirei fundo e embriaguei-me com o cheiro de Joe, seu perfume natural ainda estava lá. Há algo que tenho que admirar em Joe, ele não é igual aqueles meninos fedorentos que não adianta fazer nada que sempre estão com cheiro de suor. Joe tem um cheiro bom, nada de fragrâncias caras de grandes marcas de perfume, um cheiro natural, da qual eu não me enjoaria de sentir.
Aos poucos eu fui me acalmando, Joe ainda estava acordado ao me lado, e uma vez ou outra, fazia leves carinhos em meu braço.
Meus olhos foram ficando pesados, e o sono enfim chegou, a chuva ainda estava lá, mas eu já estava dormindo. Joe ficou o tempo todo ao meu lado. Naquela noite eu dormir nos seus braços.


                CONTINUA...


DemiZ: Ainda não beijaram, mas pode acontecer logo logo \o/ Trancar ela no quarto? Pode ser uma das opções, tenho certeza que ele pensou nisso também. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Silvia: Fico feliz que tenha gostado. Até sábado eu inscrevo minhas fics lá ;) Muito obrigada pelo selo. Muito obrigada por comentar. Bjsss.
Anônimo: Fico feliz em saber que você gostou. Eu ainda não sei te informar a quantidade de capítulos exatos, pois eu ainda estou escrevendo a fic, mas eu posso te falar que terá mais que 30 capítulos. Com o tempo eu poderei dizer melhor. Muito obrigada por comentar. Bjsss.
Lari ∞: Fique tranquila, eu te entendo linda. Logo logo você poderá ver eles juntinhos :D Muito obrigada por comentar. Bjsss.
Diley Don’t live a live: Fico lisonjeada com seu elogio, muito obrigada pelo apoio. Fique tranquila, não demorará muito para que eles fiquem juntos, e apaixonados... Quem lhe garante que eles já não podem estar? ;) E sim, terá um hot, e talvez não demore muito para acontecer, avisarei antes. Muito obrigada por comentar. Bjsss.


Bom, hoje eu deixei para fazer as considerações finais deste capítulo depois das respostas aos comentários, como vocês podem ter visto, este capítulo é em homenagem ao Bingo, um dos meus cachorros, que morreu na manhã desta segunda-feira, foi uma parte de mim que foi embora, mas aos poucos eu estou me recuperando de sua perda. 
Peço desculpas pela demora em postar, o capítulo já estava pronto desde de domingo a noite, porem com a internação dele e depois a noticia de sua morte, me desestabilizei, fiquei incapaz de revisar o capítulo e responder os comentários, espero que vocês me entendam.
Como entrarei de férias nesta sexta, acredito que postarei com mais frequência, isso se minha criatividade não resolver entrar de férias junto, vamos torcer para que não.
Muito obrigada pelos comentários, vocês são uns anjos. E agradeço também pelos 43 seguidores, fico muito feliz em saber que o blog esta crescendo.
Comentem/avaliem.
Bjsss


Muito obrigada por ter feito parte da minha vida, Bingo 


quinta-feira, 4 de julho de 2013

17ª CAPITULO “Dois planetas diferentes” parte 2 (última parte) – Aprendendo a Amar


Não houve palavras, aproximamos mais os nossos rostos, até que...

Os nossos rostos estavam separados por uma pequena camada de ar, milímetros de distancia. Eu nem sei onde eu estava com a cabeça, porque eu estava fazendo isso? Porque eu não queria parar?

O telefone toca.

Como se tivéssemos acordado de um transe, eu e Joe nos afastamos, e Joe me põe no chão.

_ Eu atendo. – anunciou Joe, sem jeito. Como iriamos enfrentar essa situação agora? Nós nos odiamos como poderíamos estar prestes a nos beijar? Tinha alguma coisa errada com aquele leite.

A passos lentos eu segui Joe, apesar da minha perna não estar doendo mais, minha locomoção continua prejudicada, graças a outra perna, que continua com a tala.
_ É pra você. – falou Joe, entregando-me o telefone.  Nenhum contado visual.


_ Alo?
_ Alo, Demi? Oi. – era Miley.
_ Oi Miley, como vai? – perguntei. Joe saiu de perto, foi para seu quarto, eu sentei-me no braço do sofá.
_ Comigo tudo bem, e com você? – perguntou.
_ Estou bem. – respondi, sem animação.
_ Tem certeza?
_ Tenho.
_ Porque será que eu não acredito?
_ Nem comece. Miley, eu estou bem.
_ Ainda sim não acredito. – falou ela. _ Mas eu tenho uma ótima notícia, que irá te animar. – falou ela. Esperei ela continuar. _ Você por acaso se lembra de quem é o aniversario do mês? – perguntou Miley.
_ Têm vários. – respondi. O ruim de ter muitos amigos é que praticamente todos os dias têm aniversario lembrar a data de todos é quase impossível.
_ O mais importante. – incentivou. Pensei um pouco.
_ Garoto ou garota? – perguntei.
_ Garota. – respondeu. Pensei novamente.
_ Ashley Greene? – perguntei.
_ Bingo. – respondeu Miley animada. _ E então? Você vai?
_ Não sei, não fui convidada. – respondi.
_ Foi sim, ela me mandou lhe avisar, já que ela não tinha seu telefone fixo.
_ Eu não sei... – falei. _ Não sei se estou em condições de ir a uma festa.
_ Eu não acredito! Demi Lovato se recusando a ir a uma festa? É isso mesmo?
_ Miley, olha meu estado, você acha que eu vou conseguir me divertir? – perguntei.
_ Claro que vai! – respondeu. _ Demi, você vai ter que ir, não tem nada a ver.
_ Miley...
_ Demi, por favor. – implorou. _ Essa festa não será a mesma sem você. – disse. _ Será que você não lembra como foi a festa do ano passado? Imagina como será o desse ano. – lembrou-me Miley. Realmente, ano passado a festa que a Ashley deu foi a mais comentada, foi feita em uma boate de Los Angeles, ótimos drinques, boate espaçosa, com ótima musica, tudo perfeito. Sem duvidas a desse ano prometia.
_ É que dia? – perguntei.
_ Neste sábado. – respondeu. _ Começa as oito da noite. Vai ser na boate Playhouse, na Hollywood Boulevard.
_ Wow. – A Playhouse é uma das boates mais antigas e prestigiadas de Los Angeles, para conseguir entrar nela você precisa chegar bem cedo, pois ela sempre esta lotada. Só para entrar você tem que pagar 20 dólares.
_ Pois é, jura que você vai perder essa?
_ Daqui a dois dias? Não esta meio encima da hora?
_ Jura? Demi, jura? Ela vai fechar a boate só para festa dela. – falou ela. Realmente a festa seria imperdível e inesquecível.
_ Tudo bem, Miley, eu não posso te garantir nada, você sabe que eu não poderei aproveitar tanto assim. Mas eu prometo que tentarei ir.
_ Nem inventa. Te pego sábado as sete ok? – disse.
_ Tenho outra opção? – perguntei.
_ Não. – respondeu. Rimos. _ Então é só isso, Demi. Até sábado. – despediu-se.
_ Até sábado.
_ Beijos.
_ Beijos. – desligamos.

Coloquei o telefone no gancho e olhei em volta, Joe ainda estava em seu quarto. Era obvio que as coisas ficariam um pouco tensas a partir de agora.
Eu estava indecisa, será que eu ia ao quarto dele e puxava assunto? Será que eu deveria deixa-lo pensar um pouco? Preferi a segunda alternativa, nem mesmo eu sabia o que dizer a ele.

Tenho que confessar que estou confusa. Eu não gosto dele, eu não o amo, mas naquele momento, quando eu estava em seus braços a única coisa que eu queria era beija-lo, beija-lo como se eu o amasse. Porque eu iria fazer isso? Porque eu queria isso?

Eu continuava sentada no braço do sofá, pensando, tentando entender o que tinha acontecido, quando Joe voltou para sala.

_ Você quer fazer a seção agora ou mais tarde? – perguntou ele.
Então seria assim, ninguém comentaria nada, agiríamos normalmente.
_ Acho que agora. – falei. _ Melhor para poder passar o dia livre. – Joe assentiu.
_ Então vamos. – ele veio para me ajudar, mesmo sabendo que eu não precisava mais de ajuda para caminhar.

Nenhuma palavra, apenas o necessário, aquela situação começou a ficar incomoda. Será que Joe estava sentindo o mesmo que eu? Será que ele também estava confuso?
Assim que a seção acabou, pedi para que Joe tirasse minha tala, tomei um longo e relaxante banho, em busca de esquecer toda aquela confusão. Como se fosse possível.

Ficou decidido, eu precisava me afastar de Joe, iria a festa de Ashley, e lá eu aproveitaria para poder esquecer esse acontecimento. Sem duvidas haverá muitos meninos lindos lá.

Ás vezes eu fico me perguntando se sou eu o problema. Agora eu e Joe estávamos na sala, assim como na noite passada, eu jogada no sofá e ele sentando na poltrona. Porém, o clima, de nada parecia com a noite de ontem, não nos olhávamos, não falávamos, não riamos. Ele fazia que assistia o telejornal, sei que ele só fingia, já que o volume da TV estava tão baixa que quase podíamos escutar a respiração um do outro, ainda sim, seu olho não saia da tela. Eu ficava sem saber o que fazer, ficava olhando para ele, na esperança que ele também me olhasse e quem sabe começássemos a conversar e nossa noite terminaria tão animada quando a de ontem, e quando eu via que meus olhares estavam sendo ignorados, eu tentava ignora-lo, olhando para qualquer lugar, que não fosse em direção aquela poltrona. Agora não éramos inimigos nem mesmo amigos, o que somos então? Dois seres que não se comunicam que apenas convivem, como uma obrigação.
Eu me sentia mal por isso, confesso que nunca pensei que falaria isso um dia, mas eu amei ter um momento de amizade com Joe, ele é legal, pode ser bem divertido quando quer, pode ser até mesmo encantador. Eu não queria perde-lo agora. Meus amigos estão longe e eu só o tenho para conversar e me divertir, será que é tão difícil assim passar por cima do acontecido? Na verdade, nem mesmo aconteceu algo!
_ Joe, chega! – perdi a paciência, levantei-me e pus-me frente a ele. Joe me olhou, no seu rosto eu não vi nenhuma surpresa, nem medo, ele sabia que eu ia fazer isso. _ Nos temos que conversar. – Ele desviou o olhar, pegou o controle da TV e desligou-a.
_ Por mim tudo bem. – disse calmo. _ Sente-se. – pediu. Não insisti muito, me sentei e por alguns instantes nós dois apenas nos olhamos, nenhuma palavra, nenhuma reação. _ Desculpa-me. – pediu Joe, por fim, quebrando o silêncio. Eu podia perceber uma pontada de tristeza em seu olhar, meu coração se encheu de buracos. Mas por quê? Porque eu ficaria assim por ver Joe triste? Eu nem mesmo ligava para ele! Nada faz sentindo mais para mim.
_ Não há nada a ser perdoado. – respondi. Eu estava sendo sincera. Se tivesse acontecido algo, teria sido um ato de ambos, porém nada aconteceu. Sem crime, sem culpado.
_ Eu deveria ser mais profissional, não deveria ter agido daquela maneira, foi um erro, um erro que eu não cometerei novamente. – falou. As suas palavras, junto com sua voz baixa e desanimada, destruíram ainda mais meu coração. O que eu queria final? O que eu queria que ele falasse? Porque parece que eu queria escutar algo totalmente diferente?
_ Você não tem culpa de nada Joe, você não me forçou a nada. – falei. Joe olhou para baixo. Eu sentia como se minha única missão naquele momento fosse fazer com que Joe se sentisse melhor e mesmo sem intender a razão desse súbito sentimento, eu assim tentei.
_ Ainda sim, eu não devia. – falou, tornando a olhar para mim.
_ Eu só quero que esse clima pesado acabe. – falei. _ Eu estava gostando de conversar com você, como amiga, eu gostaria de poder continuar. – Joe riu fraco.
_ Eu também gostei de conhecer a Demi legal. – falou. Rimos fraco.
_ O Joe legal é bem divertido. – falei. O clima pesado já tinha fluido para longe, ainda falávamos baixo, timidamente, mas agora estávamos bem.
_ Vamos combinar uma coisa. – começou a falar. _ Da próxima vez, me bata. – falou. Eu ri alto. _ Você não é lá tão forte, mas acho que vai ajudar. – continuou.
_ Para de ser bobo, Joe. – conversando alegremente novamente.
_ Não, é sério, isso vai evitar que esse clima ruim volte. – falou.
_ Tudo bem. – concordei, mesmo sabendo que não faria, caso aconteça novamente. Na verdade a ideia de novamente acontecer isso chegou a me animar.
_ Posso lhe fazer uma pergunta? – perguntou Joe.
_ Já fez. – falei. Ele me olhou feio, de brincadeira. _ Claro que pode. – falei rindo.
_ O que a Miley queria? – perguntou Joe.
_ Me chamar para uma festa. – respondi.
_ E você disse que não vai, não é? – perguntou Joe.
_ Eu vou. – respondi. Joe olhou-me sério.
_ Não, você não irá. – disse.
_ E quem que vai me impedir? – perguntei. Tudo bem que no começo eu não queria, mas agora eu já tinha decidido que iria.
_ Eu. – falou, sem pensar duas vezes. Nossas vozes já começavam a ficar exaltadas.
_ E quem você acha que você é para me impedir de alguma coisa? – perguntei. Eu queria sua amizade, assim como na noite passada, e não um pai, como ele tentou agir logo que chegou aqui.
_ O seu enfermeiro, tenho que zelar pela sua saúde. – respondeu obvio.
_ Pois se eu quiser ir para essa festa, eu vou. – falei decidida.
_ Não vai!
_ Vou!
_ Pois então veremos.
Ali ficou obvio que nossa trégua terminaria. Não tinha como mantermos nossa amizade por muito tempo. Joe e eu somos de dois planetas diferentes.


                CONTINUA...



Awwn gente, eu amo vocês, 6 comentários, isso me deixou tão feliz, muito obrigada mesmo. Agora me sinto pior de saber que não cumpri com minha promessa, era para eu ter entregado o capítulo até ontem e eu só entreguei hoje. Desculpem-me. Nessa semana inteira eu estou tendo provas e trabalhos para apresentar. Como minha responsabilidade nesse ano diminuiu bastante, eu estou estudando tudo encima da hora, e eu estou me ferrando :\
Dia 12 eu entro de férias e aí eu poderei escrever mais, quem sabe até tenha uma maratona (?). Sem promessas, apenas uma hipótese.
Não vou falar que dia que eu voltarei a postar, pois eu não faço a mínima ideia, mas posso dizer que tentarei que seja o mais rápido possível.
Só uma coisinha, esses dois últimos capítulos e os dois próximos serão decisivos nesta história, ela começará a entrar nos eixos.
Sei que o capítulo não ficou bom, mas comentem/avaliem adoro seus comentários.
Bjsss



Sammara: Fico muito feliz em saber que tenha gostado. Postado. Muito obrigada por comentar. Bjsss.
Yumi H. e Rafa S.: hahahahaha estou ficando má :p Muito obrigada por comentar. Bjsss.
DemiZ: Ás vezes um pouquinho de suspenso faz bem :p Brincadeira. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Silvia: Fico feliz que tenha gostado. Eu li as regras e me interessei, só me ficou uma duvida, só vale cadastrar fics que estão em andamento ou vale fics já finalizadas? Muito obrigada por comentar. Bjsss
ThaahLovatic:  Awwn fico muito feliz em saber que você gosta da minha fic assim :D Tudo bem, comente sempre que puder, o importante é que você goste e continue acompanhado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Diley Don’t live a live: Fico feliz em saber que você gostou. E então, acertou o que iria acontecer? Muito obrigada por comentar. Bjsss

sábado, 29 de junho de 2013

16º CAPITULO “Dois planetas diferentes” parte 1 – Aprendendo a Amar


_ Certo. – concorda. Já era um começo. Ambos têm no passado coisas que preferem esquecer, ambos têm coisas no passado que nos prendem em nossos próprios medos, coisas que nos impedem de seguir em frente. No fim de tudo, nos entendemos. No fim das contas, nós somos iguais de maneira diferente.


03 de julho de 2006

O sol mal tinha se posto e Demi chegava a sua casa, nada comum, em pleno sábado ela jamais voltaria antes das quatro da manha de domingo, porém hoje era diferente, um jantar com a família de um sócio de seu pai atrapalhou seu fim de semana, voltava para casa a contra gosto, mas o que ela podia fazer?
Antes mesmo de entrar, viu Joe, no jardim da frente, saindo da grande casa.
_ Anda roubando as flores do jardim, né? – perguntou Demi a Joe, ao vê-lo com um lindo buque de rosas.
_ Me deixe quieto. – respondeu Joe azedo.
_ Tudo bem, desde que não roube meu computador...
_ Eu não estou roubando nada, comprei esse buque com o meu dinheiro. – falou Joe, fitando Demi com raiva.
_ Tudo bem, senhor estressadinho, poço saber para quem seria esse buque? – perguntou Demi.
_ Não lhe interessa. – respondeu Joe. Vestido elegantemente, cabelo bem penteado, no rosto tinha um sorriso bobo, que mesmo perto de Demi, insistia em manter-se. Ele estava feliz, amando, realizado...
_ Não me diga que será para Tiffany. – disse Demi. “Como ele podia ser tão idiota?” pensava ela.
_ É daí se for? Algum problema?
_ Nenhum, o idiota aqui e você mesmo. – disse Demi, dando de ombros. Demi fez menção de entrar em casa, mas Joe a chamou.
_ Qual que é o seu problema, garota? Porque você não quer admitir que eu e a Tiffany estamos felizes e apaixonados? – perguntou Joe, indignado.
_ Se você não se importa de ser o quinto por qual ela se apaixonou e que a esta fazendo feliz, só neste ano, não vai ser eu que vou reclamar... – respondeu.
_ Ah sim, porque você é uma santinha. – disse Joe, com a voz irônica.
_ Ah me desculpe, eu devo ser muito puta mesmo, por estar namorando o mesmo garoto há um ano, sem trai-lo e nem nada parecido. – falou tão irônica quanto Joe.
_ Você não a conhece. – disse Joe, começando a realmente perder sua calma, seu sorriso bobo já desaparecia de sua face.
_ Eu já estudo com ela faz três anos e você a conheceu em uma festa que eu dei a duas semanas, você realmente acha que a conhece melhor que eu? – perguntou ela.
_ Você sente inveja dela. – acusou Joe. Demi gargalhou.
_Só não diga que eu não lhe avisei. – disse Demi, após parar de rir, entrando em casa, deixando Joe sozinho.

Agora

O cheiro que vinha da cozinha era tentador, o tempo frio não sessara e jantar uma sopa pareceu um convite irresistível. Joe não pensou duas vezes antes de entrar na cozinha para preparar a sopa e eu não pensarei duas vezes na hora de saboreá-la.
As últimas horas que passei com Joe foram surpreendentes. Nos dois conversamos. Sim. Isso mesmo. Conversamos. Sem brigas, sem provocações ou lembranças de um passado que nos entristece, nos dois simplesmente conversamos como se fossemos amigos. Não me pergunte o que aconteceu, nem mesmo eu saberia explicar o que tinha acontecido. Ele não tentou me dar concelhos nem se mostrar superior por ter um diploma e eu conversei com ele sem jogar na sua cara nossas diferenças econômicas e etc. No final funcionou, nada de assuntos sérios, uma bobagem atrás da outra, uma gargalhada atrás da outra, um momento surpreendente.
Não posso negar, eu sempre tive um pensamento fixo sobre Joe, pensamento na qual adquiri desde o primeiro momento que o vi. Joe sempre foi chato, mal educado, um pobretão, se acha demais por ser nerd. Nada parecido com alguém que eu um dia me tornaria amiga. Mas tudo, exatamente tudo o que eu construí sobre ele desmoronou nestas ultimas horas. Seria isso possível? Como que de uma hora para outra eu tinha passado de principal inimiga de Joe para uma possível boa amiga?
Será mesmo que eu sempre o odiei?


_ Aqui esta. – disse Joe, entregando-me a tigela cheia de sopa, o cheiro me fez salivar no mesmo momento. Ele também trazia em sua mão sua tigela, tão cheia quanto a minha. Estampei um sorriso no meu rosto, em demonstração de agradecimento, ele me respondeu, fazendo o mesmo.
Algo realmente estranho estava acontecendo e eu não sabia dizer o que era exatamente.

Mesmo a sopa estando quente eu comecei a comer, nem mesmo me importei se eu iria queimar minha língua, eu não teria forças para esperar esfriar mais, não com a tigela tão perto de mim. Joe pegou o controle da TV e sentou-se na poltrona que ficava bem perto do sofá, onde eu estava praticamente jogada, - digamos que a minha convivência com Joe me deixou com hábitos não tão bons -. Eu já estava preparada para o ver pondo no telejornal. Como ele conseguia assistir aquilo todos os dias? É sempre a mesma coisa, violência, pobreza, tristeza, roubo, politica, nada que realmente me interesse, mas para minha surpresa eu estava enganada desta vez.
_ O que você quer assistir? – perguntou ele, olhei-o esperando a brincadeira por trás da pergunta, mas ele parecia mais sincero que nunca.
_ Você não vai assistir seu jornal? – perguntei.
_ Bom... Pensei que você não gostasse de jornal. – disse ele.
_ Eu realmente não gosto, mas você gosta. – falei.
_ Pois então, hoje vamos ver algo que você queira assistir. – disse ele. Será que você consegue entender a gravidade do “Algo realmente estranho estava acontecendo”, agora?
_ Bom... Eu não sei, não costumo ver muito TV. – falei, eu raramente ficava em casa, mesmo tenho uma TV enorme, eu não a utilizava muito. _ Só vejo algumas séries, de vez em quando.
_ Você sabe se alguma delas passa hoje? – perguntou. Pensei um pouco e logo me lembrei da propagando que eu havia visto no dia anterior.
_ Eu vi que daqui a pouco começará uma maratona de Doctor Who. – falei.
_ Doctor Who? – perguntou Joe, seus olhos se arregalaram no mesmo instante e ele inclinou seu corpo a mim, como se estivesse a ponto de me atacar. Fiquei assustada, eu tinha falado algo de errado? _ Você gosta de Doctor Who? – perguntou ainda no mesmo estado, eu ainda tinha duvida se seu tom era de surpresa, felicidade ou se era de reprovação.
_ Gosto. – falei sem jeito, já com medo de sua reação. Ele tornou a se ajeitar na poltrona e sorriu largo.
_ Não creio. – disse boquiaberto. _ Quem poderia imaginar que Demetria Lovato gosta de Doctor Who? – perguntou, ignorei o Demetria, ainda tentando entender o seu espanto.
_ Há algum problema? – perguntei.
_ Não, nenhum. – disse empolgado. _ Eu também amo Doctor Who, eu só não achava que você poderia se interessar por uma série dessas. – falou ele, tinha um brilho nos seus olhos, nunca o vi tão empolgado ao falar comigo, tínhamos encontrado uma coisa em comum que não nos envergonhava e na qual poderíamos compartilhar bons momentos e conhecimentos.
_ O que você achava que eu iria gostar em? – perguntei humorada.
_ Sei lá, pensei que você preferisse ver programas de fofoca. – falou.
_ De vez em quando é legal. – falei, ele riu.


O resto da noite passou voando, Joe e eu devoramos a sopa, enquanto assistíamos seis episódios de Doctor Who. Já se passava de uma da manhã, quando enfim fomos dormir. Joe retirou minha tala para que eu pudesse tomar um banho e trocar de roupa, nada muito agradável quando se esta no frio, apesar de que minha banheira com água quente não me deixava reclamar.
Dormi feito uma pedra, não estava cansada, nem nada parecido, mas eu me sentia tão tranquila e leve que dormi sem pestanejar.

Acordei tarde, como de costume, levantei-me sem pressa, minha rotina de não ter para onde ir já me estava me deixando mais preguiçosa do que de costume. Fiz minha higiene pessoal, penteei meu cabelo, para aparecer mais apresentável na sala, mesmo sabendo que só teria Joe para me ver.
Hoje seria um dia diferente de todos aqueles que eu já passei junto a ele, disso eu não tinha duvidas. Tudo indicava para um dia cheio de conversas descontraídas.


_ Bom dia, dorminhoca. – disse Joe humorado, assim que eu cheguei à sala, ele estava de pé, perto da porta de vidro que dá para a varanda do apartamento, a vista é linda, lembro-me de que nos meus primeiros dias neste apartamento eu estava completamente apaixonada com a visão que eu tinha, passava boa parte do meu tempo aqui, olhando todo o horizonte, à noite, as luzes da cidade se misturam com a natureza, da grande praça que há frente a meu apartamento, um mistura do que há de mais lindo da modernidade da cidade, com a tranquilidade e bela simplicidade da natureza.
_ Bom dia, galo da madrugada. – falei. Rimos. O dia não estava frio como o do dia anterior, mas ainda não estava nada parecido com o calor que costuma fazer na Califórnia, tudo bem que estamos no inverno, claramente que as temperaturas iriam cair, acho que estou tão acostumada com altos graus célsius que quando o vento bate mais frio o meu corpo estranha.  
_ Para sua felicidade hoje você terá seção de fisioterapia. – disse ele.
_ Ah não. – reclamei.
_ Daqui a quatro dias você irá ao seu médico, fazer uma avaliação, se não estiver evoluindo, seu pai me corta o pescoço. – falou Joe, se aproximando de mim.
_ Não seria uma má ideia. – falei brincando. Ele fez um biquinho, como se estivesse chateado com minha fala. Eu ri.
_ Confesse você não conseguiria ficar sem ver esse rostinho lindo aqui. – disse ele, ainda mais perto.
_ Ha Ha Ha. – ri. _ Nem um pouco convencido. – falei.
_ Para você ver o que a convivência faz com as pessoas. – disse ele. Provavelmente eu deveria ficar ofendida, mas eu estava com um bom humor tão grande que acabei rindo. _ Como ainda sobrou um pouco do bolo que a Maria trouxe eu não fiz nada de café da manhã, quer que eu esquente o leite para você? – perguntou.
_ Não. – respondi. _ Hoje eu esquentarei meu próprio leite. – falei. Ele riu. _ Não ri. É serio, eu quero esquentar meu próprio leite. – eu falei, dando-lhe um tapa no ombro. Nunca fui de querer fazer nada, mas como eu disse, as coisas andam estranhas e eu estou com um humor invejável. Fazer algumas coisas fora do meu comum poderia ser divertido.
_ Tudo bem, como quiser. – falou ele, levantando as mãos, em sinal de paz. No mesmo momento fui para a cozinha, peguei a mesma caneca que vi Joe esquentando o leite na manhã passada e peguei o leite na geladeira. Joe me observava, sem dizer nenhuma palavra. Coloquei o tanto que achei necessário de leite na caneca e parei. _ Precisa de alguma ajuda? – perguntou Joe, ao perceber que eu tinha parado.
_ Eu preciso colocar mais alguma coisa? – perguntei, me sentindo uma inútil por não saber nem mesmo esquentar um leite. Não parecia ser uma coisa difícil, mas ainda sim eu mostrava dificuldade.
_ Acredito que não, você pretende misturar com Toddy depois, não é? – perguntou.
_ Sim. – respondi.
_ Então não precisa por mais nada. – falou ele. Minha face deveria já estar da cor de uma pimenta de tão envergonhada. Guardei o leite na geladeira e peguei a caneca cheia de leite, coloquei na boca do fogão e...
_ Como é que liga esse fogão? – perguntei. Joe riu alto. Eu nunca tinha usado aquele fogão na minha vida, quando eu precisava esquentar alguma coisa ou eu desistia e comprava em algum lugar que já vendesse quente ou eu punha no micro-ondas. _ Pare de rir. – pedi. _ É sério. – Joe segurou o riso e foi me ajudar.
_ Seu fogão é automático. – explicou-me ele. _ É só girar aqui e aperta esse botão. – falou, demonstrando-me como fazer.
_ Ainda bem que não precisa de fosforo, é muito perigoso. – eu disse. Joe olhou-me.
_ O perigoso não é o fosforo, o perigoso e você com o fosforo. – falou ele rindo.
_ Ahahaha, engraçadinho. – eu disse, dando língua.
_ Bom, acho que você tem futuro. – disse Joe ainda rindo. Agora sim, ele irá fazer piadinha sobre mim o resto de sua vida.
_ Pare de ser chato e pegue um pedaço do bolo para mim. – ordenei.
_ Porque você não pega? Você esta tão independente hoje. – disse ele, seu tom não era de reprovação, mas sim, divertido.
_ Descobri que lhe deixar sem trabalho é prejuízo para mim. – respondi. Rimos. Joe assentiu e pegou o bolo, que estava guardado na geladeira, cortou alguns pedaços e distribuiu em dois pratos, um para mim e um para ele. Quando ele guardou o bolo, o leite começou a ferver.
_ Você sabe desligar o fogão? – perguntou, pronto para rir, caso eu respondesse que ‘não’.
_ Sei. – respondi satisfeita. Essa parte eu já tinha visto Maria fazer e sei que era apenas girar o botão do painel.
_ Menos mal. – falou ele, desvalorizando meu feito.
_ Admita, eu não sou tão ruim assim. – falei, tudo bem que meu começo havia sido vergonhosa, mas o final merece algum credito. Joe me olhou, sem responder nada, é claro que para ele eu era um caso perdido no quesito cozinha. _ Vou considerar o seu silêncio como uma resposta positiva. – falei, enquanto misturava o Toddy no leite.
_ Como preferir. – falou dando-me o prato com dois pedaços do bolo de Maria. Na fome acabei começando a comer ali na cozinha mesmo, de pé. Mesmo sendo bolo de ontem, o saoer continuava bom e o leite com Toddy nem se fala, digamos que eu sei esquentar um leite.  _ Demi. – chamou-me Joe, após estarmos um tempo calado.
_ Sim. – respondi. Joe esteve do meu lado o tempo todo, comendo junto comigo, porém sem tomar nada.
_ Você esta bem? – perguntou. Estranhei sua pergunta. Tudo bem que eu estava agindo de maneira diferente, mas não era motivos para ele ficar preocupado comigo.
_ Sim. – respondi. _ Por quê?
_ Você não esta sentindo nenhuma dor? – perguntou ele. Parei um pouco. É verdade. Eu não tinha percebido, eu não tinha sentado desde que sai da cama, mas minha perna, sem a tala, não estava doendo, coisa que sempre acontecia, quando eu ficava mais do que uns poucos minutos de pé.
_ Não. – respondi feliz. _ Não esta doendo. – falei sorrindo. Joe também sorria, se eu estava evoluindo era graças ao seu trabalho, é claro que ele ficou muito feliz com minha resposta. _ Minha perna esta ótima. – falei empolgada.
_ Nada, nada? – perguntou Joe, feliz e incrédulo.
_ Nada, nenhuma dor. – falei.
_ Demi isso é ótimo. – falou empolgado, dava para ver que ele estava muito feliz, um sorriso enorme estava estampado em seu rosto e não era para menos.
Na empolgação Joe pegou-me e abraçou-me, elevando-me em seus braços para que ficássemos na mesma altura. Talvez fosse uma reação exagerada para apenas uma perna que não doía mais, porém não dá para negar, estávamos felizes demais, isso indicava que em pouco tempo eu teria minha vida de volta e que Joe conseguiu sucesso em sua primeira paciente.
O abraço de Joe era forte. Estávamos muito perto um do outro, eu podia sentir seu perfume, podia sentir o calor de sua respiração em meu colo, podia sentir a força de seu olhar.
Talvez eu devesse culpar a proximidade, talvez eu culpe a felicidade.
Não houve palavras, aproximamos mais os nossos rostos, até que...

                CONTINUA...


Capítulo postado, eu espero que vocês tenham gostado. Como já devem ter percebido o capítulo será dividido em duas partes. Espero que vocês não me matem, mas eu não faço a mínima ideia de que dia eu voltarei a postar, talvez eu só volte a postar na quarta-feira, sei que vai demorar, mas eu estou completamente enrolada na escola :/ Pelo menos as féria estão chegando e aí eu vou poder postar com mais frequência ;)
Não se esqueçam de comentar/avaliar.

p.s.: Para quem me segue no twitter, eu fui suspensa, não sei quando poderei voltar a utilizar minha conta :/ Espero que o mais rápido possível. Se quiserem se comunicar comigo me adicionem no facebook, aceito todos :) 

Bjsss




Sammara: Postado. Muito obrigada. Espero que tenha gostado. Bjss
Yumi H. e Rafa S.: Postado. Muito obrigada por comentar. Bjss

Lali: Postado. Muito obrigada por comentar. Bjss 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

15º CAPITULO “Nós somos iguais de maneira diferente” – Aprendendo a Amar



_ A partir de hoje vocês serão amigos...

Olhei para Maria, sem reconhecê-la. Eu nunca a tinha visto falar daquele jeito.
_ Não dá. – falou Joe. _ Não tem como ser amigo dela, a não ser que você tenha um cartão ilimitado. – falou Joe. Exagerado, para mim basta ter um cartão com um limite alto, não precisa ser ilimitado, nem mesmo o meu é.
_ Pois então tente. – falou Maria, descurvando-se.
_ Se ele parar de me irritar. – falei.
_ Eu não te irrito. – defendeu-se. _ Você que é uma princesinha, que fica irritada com qualquer coisa. – acusou-me.
_ Eu me irrito por qualquer coisa? – perguntei ofendida. _ E você é o calminho aqui é? – eu mal tinha falado algo e ele já estava com o tom alterado.
_ Vocês dois podem calar um pouco, por favor? – pediu Maria. Ela respirou fundo, já devia estar cansada de tentar mediar uma conciliação. _ Eu não estou dando uma opção a vocês. Vocês já estão grandes o suficiente para saber que do jeito que tá não vai funcionar. Joe, você é um enfermeiro, inteligente, sua função é cuidar da Demi, não entrar no jogo dela e você Demi, olha para você, tendo que fazer fisioterapia, com a perna quebrada, com uma amiga no hospital, você não percebe que agora é o momento de ficar seria? Vocês dois precisam crescer um pouco. Chega de agirem como criancinhas! – disse. Joe e eu ficamos calados. Eu não sabia onde por minha cara, mesmo que me seja difícil admitir, Maria estava certa no que dizia. _ Levantem-se. – pediu. Eu e Joe nos levantamos. _ Deem as mãos. – pediu Maria.
_ Ah, você pede para que cresçamos, mas nos trata como criancinhas? – indaguei.
_ Deem as mãos. - Tornou a pedir, ignorando-me. A contra gosto, levantei a mão, disposta a colaborar. Joe fez o mesmo. _ Amigos? – perguntou Maria.
_ Amigos. – eu e Joe respondemos em uni coro.

(...)

Passamos a maior parte do tempo suportando-nos, principalmente na presença de Maria. A paz ainda não reinava, eu não confio em Joe e sei que ele não confia e mim. Um simples aperto de mão não será o suficiente para que declaremos paz. Eu não sei dizer por quanto tempo manteríamos o clima ‘bom’, mas posso dizer que não seria por muito tempo.
As trocas de olhares eram raivosas, Joe ainda estava nervoso por causa do pó de mico e sei que ele já planejava sua vingança. Maria agora manteria os olhos atentos, o primeiro que quebrar o ‘acordo de amizade’ terá que pagar, escutando uma boa bronca e sabe se lá mais o quê.
A minha vingança já tinha sido feita. Minha estratégia agora era apena esperar. Eu não farei nada...


Já se passava das cinco da tarde, o frio dera um sessada, mas ainda não era o suficiente para que me fizesse tirar a blusa de frio.

_ Perdeu alguma coisa? – perguntei a Joe, já devia ter uns dois minutos que ele me fitava.  
_ Suas pantufas. – disse ele. _ Não dá para te levar a serio. – riu. As pantufas de cachorrinho me foram dado de presente, por Madison no meu aniversario de 17 anos, lembro-me de ter ficado decepcionada, pois esperava por algo mais chique e caro, mas, com o tempo, me cedi ao conforto da pelúcia de orelhas e olhos grandes.
_ Eu não estou lhe pedindo para me levar a serio. – respondi grossa, esquecendo-me de tentar ser educada e cumprir o acordo. _ Desculpe. – pedi, tentando concertar-me.
_ Tudo bem. – deu de ombros. _ você fica fofa assim. – complementou. Eu ri tímida, eu costumo receber outros tipos de elogios.
_ Obrigada. – ele deu um sorriso, leve, em resposta. Será que realmente entraríamos em um consenso? Será que nos tornaríamos amigos?
_ Porque o assunto ‘vestidos’ te irrita? – perguntou Joe. É tão fácil para ele acabar com minha paz. Olhei-o, sem saber se o responderia ou não, estávamos nos dando bem, esse assunto, com certeza, traria outros assuntos, que trariam outros assuntos, até começarmos a brigar novamente.
_ Digamos que todas as vezes que eu uso um é porque estou indo para a tortura. – respondi. Deixá-lo no vaco me pareceu falta de educação e eu realmente estou tentando fazer minha parte.
_ Você não deveria se prender tanto ao passado. – falou ele. Joe tinha boas intensões, mas ele era o último que podia me dar esse tipo de lição de moral.
_ Eu não sei se você é a pessoa ideal para me falar isso. – eu disse, tentando ser o mais gentil possível, apesar de saber que minhas palavras foram um pouco duras.
_ Eu não me prendo ao passado como você. – defendeu-se.
_ Tudo bem, como quiser. – falei, tentando evitar a discussão que se aproximava. _ Isso não está tão no passado assim, continua no presente. – falei.
_ Porque você quer. – falou ele.
_ Eu não quero isso. – eu disse. _ Eu nunca quis.
_ Mas sempre seguiu calada. – falou ele. _ O que você fez na coletiva de imprensa é prova de que, se você quiser, pode se rebelar contra seu pai.
_ E de quê me adiantou? – perguntei. _ Olha em volta, você, o meu celular... – falei. Ele não pareceu ofendido.
_ Se você tivesse seguido nos estudos... – começou a dizer.
_ Joe, não comece. – pedi.
_ Demi, eu estou falando isso para o seu bem. – falou ele, calmo. _ Estou te falando isso nas melhores das intensões.
_ De boas intensões o inferno esta cheio. – falei.
_ Eu só acho que você deveria pensar um pouco mais. – falou ele. _ Você pode se livrar disso...
_ Se você começar a tentar me dar lições de moral ou voltar a invadir meu passado, ou farei o mesmo com você. – avisei-o.
_ Eu não tenho nada que me prenda ao passado, como você. – falou ele.
_ Ah não? – perguntei.
_ Não. – respondeu convicto.
_ Nem Tiffany? – perguntei. No mesmo momento vi todo aquele ar de convicção e o brilho de seus olhos, se desmancharem, caírem feito uma fruta podre de uma árvore. _ Talvez fosse melhor parar por aqui, certo? – pergunto.
_ Certo. – concorda. Já era um começo. Ambos têm no passado coisas que preferem esquecer, ambos têm coisas no passado que nos prendem em nossos próprios medos, coisas que nos impedem de seguir em frente. No fim de tudo, nos entendemos. No fim das contas, nós somos iguais de maneira diferente.

                CONTINUA...


Como prometido, postei,  capítulo pequeno, mas espero que tenham gostado, o próximo capítulo já esta quase pronto, devo postar até sábado.
E ai? O que vocês acham? Será que eles se tornarão amigos?
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjsss.





Respostas aos comentários das últimas 3 postagens:
Emmy: divulgado J
Anny Vasconcellos: Forças para família Lovato. A Demi realmente é uma warrior.
Anônimo: Não importa o tempo, o importante é o sentimento, e pelo seu comentário pude ver que você gosta muito da Demi. Família Lovatic esta com ela J
Sammara: Postado. Muito obrigada por comentar. Bjss.
Silvia: Oi Silvia, infelizmente é verdade, só acho isso muito injusto com os autores, já que quer copiar, pede para adaptar ou pelo menos dê os créditos... Isso é verdade, eu realmente espero que nada, além daquela postagem sobre a morte do Patrick, seja copiado. Bjss linda.

Taynara Miranda: Isso é realmente revoltante, fico feliz que pelo menos você tenha conseguido remove-la, ainda sim acho isso uma falta de respeito. Muito obrigada, se eu ficar sabendo de alguém que esteja copiando sua historia eu falarei. Bjss.