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sexta-feira, 19 de julho de 2013

25º CAPITULO “Eu o amo muito” (maratona 5/6) – Aprendendo a Amar



_ Bom, eu sou insistente. – disse ele, aproximando-se de mim, demos um selinho rápido. _ Eu não irei desistir de você.



Dia claro e quente em Los Angeles, Joe, após sairmos do hospital, resolveu levar-me até a sorveteria. Já havíamos escolhido os saberes e estávamos sentados na mesa, conversando.

_ Como você acha que seu pai vai receber essa notícia? – perguntei. _ Sobre o nosso namoro?
_ Bom... Eu não sei... Você sabe... Você é a patroa dele, acho que ele vai se assustar um pouco... Mas ele é uma boa pessoa, eu tenho certeza que ele irá nos apoiar. – disse sorrindo. _ Já seus pais... – o humor saiu dos seus olhos, ele tentou disfarçar com um sorriso de canto, mas eu sabia, que assim como eu, ele temia a reação deles.
_ Não vejo problema em enfrenta-los. - falei. Ele sorriu em resposta.
_ Só não conte para eles agora. – pediu.
_ Por que não? – perguntei.
_ Eu sou seu enfermeiro, você é minha paciente. Isso é totalmente contra ética.
_ Mas Joe...
_ Isso é errado, Demi. Vamos ter que esconder isso deles por enquanto. – falou a contra gosto. Respirei fundo, tentando afogar minha frustração.
_ Eu posso contar para alguém ou nosso relacionamento será totalmente secreto? – perguntei.
_ Desde que não chegue aos ouvidos de seus pais, acho que não terá problemas. – respondeu. _ É só por três meses, depois nós poderemos nos assumir. – consolou-me.
_ E depois? – perguntei. _ Você irá para Inglaterra, não é?
_ É por pouco tempo.
_ Quanto tempo?
_ Alguns anos.
_ Quantos anos?
_ Bom, eu não vou ficar o curso todo, só vou fazer o de graduação...
_ Joe. Quanto tempo?
_ Cinco anos. – revelou. Toda a alegria saiu de meu rosto. _ Eu vou tentar arranjar um trabalho por lá, e assim eu poderei vir nos feriados.
_ Você vai assim que eu ficar melhor? – perguntei.
_ É. – ficamos em silêncio por um tempo. O gosto do sorvete já não me parecia tão bom quanto antes.
_ Bom... Acho que temos que aproveitar bem esses três meses, né? – perguntei, tentando animar-me. Joe deu um sorriso bonito.
_ E nós vamos. – respondeu animadamente.


Quando voltamos para o meu apartamento, uma, nem tanto, surpresa, estava me esperando bem na entrada.
Miley.

Joe e eu estávamos de mãos dadas e ela reparou nisso instantaneamente. Um sorriso malicioso surgiu em sua face.

_ Vamos subir. – falei, antes mesmo de cumprimenta-la. Sabia que ela iria falar alguma coisa, mas queria conversar com ela antes que ela pudesse fazer um escândalo.
_ Boa tarde para você também Demi. – disse irônica. _ Bom saber que você esta bem. Eu também estou ótima, muito obrigada por perguntar. – Joe riu.
_ Bom dia Miley. – disse ele.
_ Bom dia Joe, aprenda com ele Demi. – dei língua, ela retribuiu.
_ O que você esta fazendo aqui, em? – perguntei.
_ Vim conversar com vocês, pelo jeito você tem muitas coisas para me contar. – disse, ainda com sorriso malicioso.
_ Não sei do que você esta falando. – fingi de besta. Ela olhou para mim e para Joe, e ele percebeu o que estava acontecendo. Ele acabou se afastando um pouco, provavelmente não sabia se eu queria ou não que ela soubesse do nosso relacionamento. Como se já não tivesse ficado obvio para ela.
Subimos no elevador e Miley me fez contar com detalhes o que tinha acontecido entre mim e Zac depois da festa.


_ Eu vou fazer o almoço. – anunciou Joe, assim que entramos no apartamento.
_ Tudo bem, eu vou com a Miley lá para o meu quarto. – falei, já a puxando.

Assim que fechei a porta vi a expressão de Miley.
_ Não grite e não surta, fique calma. – falei séria. Miley sentou-se na cama, fazendo cara de santa. O que não necessariamente me enganou. Miley tem de santa, o que Bill Gates tem de pobre, concluindo, nada. _ E a resposta é sim. – falei, já respondendo a pergunta que eu sabia que ela me faria. Miley abriu a boca. _ Não grite. – interrompi.
_ Eu sabia. – falou, tentando ficar calma. _ Você não me engana sua anã. – falou. _ VOCÊS SE AMAM! – gritou.
_ Sua vaca. Pare de gritar. – mandei, indo até a ela e tentando tampar sua boca.
_ Saiu daqui anã de jardim. – ela agarrou meus braços para me impedir.
_ Então fica quieta sua cavala. – falei.
_ Ok, tudo bem, eu fico, estou me acalmando. – falou ela, me soltando e tornando a sentar-se na minha cama. _ Vamos para o mais importante?
_ Mais importante? – perguntei sem entender o que ela queria dizer.
_ Como que é o desempenho dele? – perguntou.
_ Não Miley, não Miley. Não! – eu não podia acreditar que ela é realmente minha amiga.
_ Responde.
_ Eu não sei do que você está falando. – fingi de desentendida.
_ Como ele é na cama? – perguntou sem hesitar. Olhei para ela assustada e ela riu. _ Sério Demi.
_ Miley, você já percebeu que você está sempre cinco passos à frente? – perguntei.
_ Ainda não? – perguntou frustrada.
_ Claro que não! Nós nos entendemos ontem, de noite. – falei.
_ Bom... Para isso não tem hora, Demi. – falou obvia.
_ Miley!
_ Sério, ia ser uma ótima maneira de começar um relacionamento.
_ Eu não acredito que eu estou escutando isso. – falei, sentando-me na cadeira da escrivaninha.
_ Para de se fingir de santa, você sabe muito bem sobre isso, Demi.
_ Tudo bem, mas isso não significa que eu vou sair dando pra todo mundo.
_ Ele não é todo mundo, é seu namorado.
_ De nem um dia. – falei.
_ Pare de arranjar desculpa.
_ Miley. Cale a boca. – falei. Miley riu.
_ Tudo bem, eu vou esperar você resolver sua vida. Agora eu quero saber, seus pais já sabem?
_ Não, e não podem saber por enquanto. Você sabe, ele é meu enfermeiro...
_ Ah, que chatice. – disse virando os olhos.
_ Pois é, mas é melhor assim, acho que não estaria preparada para a reação deles.
_ E Travis?
_ Não falei com ele depois da festa. Você acha que ele ainda está bravo comigo?
_ Travis? – perguntou rindo. _ Com raiva de você? Parece até que você não o conhece. Ele nunca está realmente bravo, ele só gosta de brigar um pouco. – deu de ombros. _ Ele vai te zoar muito. – garantiu.
_ Disso eu não tenho duvidas. – falei rindo de canto.
_ Demi Lovato, uma das jovens mais ricas da Califórnia, namorando o filho do jardineiro. – falou. _ Isso vai dar uma ótima manchete de revista de fofoca.
_ Não! – lamentei-me só de imaginar. _ Isso é insuportável.
_ Você sabe que vai. – falou ela.
_ Pior é que eu sei. – falei.
_ Você acha que esta preparada para essa nova relação. – perguntou com um sorriso no rosto. Eu podia perceber que Miley me apoiava 100%.
_ Sim. – respondi com um sorriso bobo.
_ Você o ama. – concluiu ela.
_ Sim. – falei. _ Eu o amo muito.


                CONTINUA...



Oi gente, desculpe pelo atraso em postar os capítulos, vocês estão sendo super legais comigo e eu estou fazendo isso com vocês, juro que não é proposito. Falarei uma surpresa a vocês no próximo capítulo que eu acho que vocês vão adorar.
Daqui a pouco posto o próximo.

Bjsss

24º CAPITULO “Eu não irei desistir de você” (maratona 4/6) – Aprendendo a Amar






_ É, acho que vamos dar certo.



Mais uma noite, dormimos juntos.


_ Demi. Acorda. – escutei Joe chamando-me e me balançando. _ Demi, rápido.
_ Hum. – resmunguei.
_ Sério Demi, acorde!
_ Tá pegando fogo? – perguntei, sem nem mesmo abrir os olhos. Eu continuava esparramada na cama, sem me mover nem um centímetro por causa dos pedidos de Joe.
_ Não. – dada a resposta, virei-me para o lado e puxei mais o cobertor, a fim de ficar mais à-vontade.
_ Demi, eu vou te tirar da cama. – ameaçou. Não o respondi, estava mais interessada em voltar a dormir. _ Demi, nós temos 20 minutos para chegar até o seu médico. – falou ele.
_ Desmarque.
_ Não posso. Seu pai me demite. – falou. Com essa eu tive que me obrigar a abrir os olhos. Espreguicei-me e com devagar me levantei. _ Demi, um pouco mais rápido, por favor. – pediu, tentando ficar calmo.
_ Você agora vai me tratar desse jeito é? – perguntei.
_ Desculpe, eu não estou sendo muito carinhoso. Depois eu juro que me redimo. – falou, se aproximando e me puxando pela mão.
_ Joe. – reclamei.
_ Demi. Por favor. Faz esse esforço por mim.
_ Você realmente acha que eu consigo ficar pronta em 20 minutos? – perguntei.
_ Agora 18. – falou ele. Olhei-o séria. _ Você não esta indo a uma festa.
_ Ainda sim, eu não demoro menos de meia hora para ficar pronta.
_ Bom... Hoje você terá que ficar pronta em menos de 18. – falou ele.
_ Não vou não. – falei.
_ Demi, não enrola. Eu te ajudo. – falou ele.
_ Joe, pare. Só tire minha tala e deixe que eu faça o resto.
_ Demi...
_ Tire-a. – exigi. A contra gosto ele tirou, ele me ajudou a ir ao banheiro e levou meu nécessaire.


 _ Demi. – chamou-me Joe do lado de fora. _ Você ainda tem que tomar o café da manhã.
_ Não estou com fome. – falei enquanto penteava o cabelo. Eu já tinha tomado um banho rápido, e colocado a roupa.
_ Eu não vou te levar para o médico sem comer.
_ Eu não irei comer sem fome.
_ Tudo bem, mas ande mais rápido, faltam dois minutos para o seu motorista chegar. – falou.
_ Ele que me espere. – dei de ombros.


_ Demi.
_ Joe, se você me apressar de novo eu juro que eu te bato.
_ Acho que terei que correr o risco desta vez. – falou forçando a porta.
_ Está trancada.
_ Eu já percebi. – falou irritado. _ Abre a porta!
_ Não. – falei. Faltava pouco, apenas colocar o sapato, passar o perfume e a maquiagem.

Tomei um susto quando a porta se abriu.
_ Joe? Como assim? Como você conseguiu entrar? – perguntei exasperada.
_ Chave extra. – falou ele, mostrando a bendita da chave.
_ Como você a conseguiu? – perguntei, sem esconder meu descontentamento.
_ Maria me disse que há uma, que fica no armário da sala. – falou ele.
_ Para quê tanta pressa? – perguntei.
_ Demi, você já esta ótima, porque se arrumar tanto? – perguntou.
_ Porque eu preciso ficar bonita.
_ Mas você já é bonita! – falou. Ok, foi um elogio, que me deixou lisonjeada, mas ainda sim, eu queria reclamar.
_ Ainda sim, não estou bonita o suficiente.
_ Demi. Pare! – falou já nervoso. _ Vamos, agora!
_ Desisto. – falei também brava e fui.

No caminho para o hospital não trocamos nenhuma palavra.


_ Muito bem Demetria. Seus raio-x revelaram uma melhora bem significativa. – disse Dr. Carlisle, olhando-as com atenção. Eu estava sentada na cama do médico e o Joe na cadeira de pacientes. _ Já poderemos tirar a tala, caso você queira. Mas teremos que manter um gesso, pelo menos. – disse. _ Temos que manter sua perna imóvel por um tempo ainda.
_ Por mim tudo bem. – dei de ombros. Eu só queria voltar para casa.
_ Eu observei que sua perna, que esta sem a tala, está com algumas escoriações. Aconteceu alguma coisa? – perguntou. Olhando sério para Joe.
_ Eu que me machuquei. Joe não tem culpa. – falei.
_ Joe é seu enfermeiro, deveria sempre estar lhe olhando. – disse ele. Joe desviou o olhar de Carlisle, parecia mal.
_ Isso não acontecerá novamente. – disse Joe.
_ Tudo bem. De qualquer jeito o senhor Eddie ficará sabendo. – falou Carlisle. _ Demi, você irá a enfermaria agora, tirar a tala e colocar o gesso. Joe a ajudará.

Despedi-me do Dr. Carlisle e saí com Joe rumo a enfermaria.


_ Obrigada por defender-me. – disse Joe, enquanto caminhávamos para a enfermaria.
_ Você não mereceu, mas tudo bem. – dei de ombros.
_ Demi, se eu não tivesse lhe trazido, o Dr. Carlisle falaria a seu pai, se seu pai achar que eu não estou fazendo um bom trabalho com você, ele não pagará meus estudos. – explicou-se. Parei de andar, e olhei-o.
_ Então é isso?
_ Desculpe Demi.
_ Se você não me tratar bem, você não ganha nada?
_ Não, não é assim, se eu não passar no “teste” dele eu ganharei algo, mas não será o suficiente para meus estudos. – justificou-se.
_ Todos estes momentos que você estava me tratando bem eram realmente por causa de mim ou por causa do meu pai? – perguntei.
_ Por que te amo, e quero você bem, isso que me faz cuidar de você. Só que. – hesitou. _ Os meus estudos também são importantes, se eu puder ter os dois... Seria maravilhoso. – falou, sorrindo de canto. _ Demi, por favor, não vamos brigar por tão pouco, eu te amo e eu não quero ficar brigado com você. – pediu, eu via sinceridade em seus olhos.
_ Tudo bem. – cedi. _ Eu não queria realmente brigar com você. Só estou tentando ficar um pouco difícil. – falei humorada. Joe riu.
_ Bom, eu sou insistente. – disse ele, aproximando-se de mim, demos um selinho rápido. _ Eu não irei desistir de você.



                CONTINUA...



Primeiro capítulo de hoje, postado. Espero que gostem.
Muito obrigada pela compreensão.
Até daqui a pouco.


Kika & Paty: hahaha pois é, você foi a primeira nas duas vezes que comentou. Postado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Diley don’t live a live: Wow, não quero lhe atrapalhar nos estudo em? Mas fico feliz em saber que você está gastando tanto. Muito obrigada por comentar. Bjss
DemiZ: Não há problemas, linda. Hahaha acho que eu também quero um Joe assim na minha vida. Bom, o clima de amor deles vai predominar, pode ocorrer alguns desentendimentos, mas nada grave. Muito obrigada pelos elogios, nem sei como lhe agradecer. Muito obrigada por comentar. Bjss
Lari ∞: haha Que bom que você gostou, realmente ainda acontecerá muitas coisas, mas vamos torcer para que no final dê tudo certo. Muito obrigada pelo elogio, espero nunca decepcionar. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Juh Lovato: Pois é, eles são lindos juntos. Não duvido nada que Miley dará a surtada. Muito obrigada mesmo. Muito obrigada por comentar. Bjss especiais para minha fã número um :*
Fabricia: Lindos mesmo. Com certeza a Miley vai ficar tão feliz quanto vocês. Bom, sobre a reação da família dela, logo descobriremos como será. Muito obrigada pelo carinho e por comentar. Bjsss

Demetria Jonas: Divulgado J Bjsss

quarta-feira, 17 de julho de 2013

23º CAPITULO “Vamos dar certo” (maratona 3/6) – Aprendendo a Amar



Desta vez não havia nada para nos atrapalhar, o telefone não tocou, não hesitamos. Selamos os nossos lábios, de forma calma, mas apaixonada. Agora éramos apenas eu e ele, no nosso próprio mundo.


O mundo dá voltas. Bom... O meu deu uma cambalhota.
Eu estou, novamente, apaixonada. E justo por Joe, o menino que aprendi a humilhar e odiar desde o primeiro dia que o vi.

O resto do dia foi o melhor para mim, nos divertimos, assistimos filmes, contamos piadas e outras coisas bobas, tudo na maior paz, sem brigas, nenhum desentendimento. Tudo como se fossemos... Melhores amigo. Sim, melhores amigos, não namorados.

As coisas estão acontecendo bem rápido, em um dia brigamos e no outro estamos apaixonados, é como se o meu cupido tivesse se cansado de tanta discussão e lançado sua flecha a nós. Grande trapalhada. Melhor trapalhada.

O único problema, nossas diferenças são claras, nosso passado ainda assombra a ambos. Amamo-nos, nos beijamos, mas o que somos? Amigos? Amigos-coloridos? Namorados? Não sei. É triste dizer, eu queria saber consertar. Eu queria apenas chegar nele e dizer, vamos namorar, simples assim. Mas não, eu tenho medo e sei que Joe também tem. É necessário parar de olhar para trás, mas ambos ainda não conseguimos.


O sol já se punha quando o telefone tocou, interrompendo nosso clima descontraído. Joe foi atender. Conversou um pouco, não pude decifrar qual era o assunto, mas parecia divertido, pois Joe falava alegremente.

_Demi. – chamou-me ele. _ Ela quer falar com você. – peguei o telefone, desconfiada.
_ Quem é? – perguntei.
_ Selena. – respondeu. Hora do show. Eu não podia negar, Selena tinha sido meu anjo, se não fosse por ela, tenho certeza que Zac acabaria me encontrando novamente e sabe-se lá o que ele teria feito. Sei que nunca a tratei com sinceridade, sempre fui falsa com ela, mas em nenhum momento ela duvidou de me ajudar. Talvez ela seja boba de mais para perceber que eu não gostava dela, mas eu tenho que agradecê-la. Estou em divida com ela.

_ Oi Selena.
_ Oi Demi. Você esta melhor? – perguntou.
_ Ah sim, estou bem melhor. – respondi. _ Muito obrigada por ter me ajudado, eu não lhe agradeci antes de você ir embora.
_ Não há problemas, amigas é para isso mesmo. – falou ela. Amigas. Mal ela sabe o quando eu já falei coisas horríveis dela pelas suas costas.
_ Ainda sim, estou lhe devendo uma. – falei.
_ Como quiser, só espero nunca precisar. – riu, acompanhei-a.
_ É claro.
_ Bom, eu só queria saber se você estava bem mesmo, minha mãe e eu ficamos bem preocupadas. – falou.
_ Ah sim, agradeça a sua mãe também... – pedi.
_ Claro, agradecêrei-la em seu nome. – falou. _ Você por acaso quer que nós a levemos para a polícia, fazer uma queixa contra Zac, o que ele fez foi errado. – disse ela.
_ Não. Não será necessário. – falei. _ Isso só vai trazer-me mais confusão. – falei.
_ Tem certeza? Não será muito seguro sair com ele por aí, aposto que ele ficou uma fera com o que você fez.
_ Eu sei, não acredito que irei a festas tão cedo novamente. – falei triste.
_ Ah, não falei assim, Demi. – tentou consolar-me. _ Você sempre amou festas, não precisa se esconder por causa daquele crápula.  
_ Eu sei, só acho que por enquanto um descanso não me faria mal. – falei, tentando convencer não só a Selena, mas também a mim mesma.
_ Se você acha que é melhor assim, quem sou eu para discutir, não é? – falou rindo.
_ Acho que estou fazendo certo. – falei.
_ Então, tudo bem. Fico feliz em ter lhe ajudado. Se cuide, Demi.
_ Obrigada Selena, muito obrigada mesmo.
_ Não há de quê. – respondeu. _ Tchau Demi.
_ Tchau... Selena. Espere um pouco.
_ Sim. – eu respirei fundo.
_ Muito obrigada por ser minha amiga. - falei.
_ O prazer é meu. – disse, sem esconder a sua emoção. Nós duas sabíamos que eu estava sendo sincera. Pela primeira vez eu fui totalmente sincera com ela.


A noite chegou, o clima era ameno, eu já estava com sono. Fui para o meu quarto, após dar boa noite a Joe, coloquei meu pijama e tentei dormir.
Mesmo com sono, virei de um lado para o outro, não consegui pregar o olho por nenhum segundo. Havia um vazio naquela cama, uma peça faltando. Faltava Joe. Nas últimas duas noites eu havia dormido ao seu lado e hoje eu senti falta. Queria sentir seus braços rodeando meu corpo, suas mãos acariciando meus cabelos, sua respiração em minha nuca.

Queria poder dizer a mim mesma que, agora, tudo dará certo, Joe é diferente, não há o que temer. Queria entregar-me de corpo e alma a esta relação, sem medo de ser feliz, ou de me machucar. Queria dizer ‘Joe, eu sou sua’ sem nenhuma duvida.
O tic-tac do relógio ecoava pelo apartamento silencioso, desisti de tentar dormir. Liguei a luz do abajur e fiquei pensando na vida, o que viria pela frente? Deixar Joe romperia meu coração, ficar com Joe me traria alguns problemas. O meu sentimento seria forte o suficiente para ultrapassar estes problemas? E se não for?
Odeio ter estas perguntas, sem respostas. Esperar. Ver o que vai dar. Arriscar. Grande chatice. Pudera eu dizer com todas as letras que seremos felizes...

Naquele silêncio, qualquer barulho podia ser ouvido. Escutei o barulho da água da torneira caindo. Joe ainda estava acordado.
Será que ele está pensando o mesmo que eu? Será que ele tem as mesmas duvidas?

A porta se abrindo.
O piso de madeira do corredor.
Três batidas, na porta do meu quarto.

_ Pode entrar. – ele abriu a porta apenas um pouco, mas ficou lá, sem entrar.
_ Também não consegue dormir? – perguntou com o sorriso de canto.
_ Não. – admiti. _ Vem cá. – pedi. Ele veio sem hesitar. Sentou-se ao meu lado e eu me acomodei em seus braços. Naquele momento sim, parecíamos namorados, mas era claro que tanto eu quanto ele não sabíamos se éramos ou não. Fomos acomodando-nos aos poucos, até que estivéssemos deitados, eu com a cabeça entre seu braço e seu peitoral, e ele, como sempre, acariciando meus cabelos. _ Quando que isso começou? – perguntei. _ Quando você percebeu que gosta de mim?
_ Desde a primeira vez que te vi. – respondeu.
_ Mas eu lhe tratei tão mal. – lembrei-me.
_ Ainda sim. – deu de ombros.
_ Mas e a Tiffany? – perguntei. Joe pensou um pouco.
_ Hoje eu me pergunto se eu realmente a amava ou se ela foi apenas uma medida desesperada de substituir você. – falou sincero.
_ Porque você nunca me disse antes?
_ Para ser chutado? – perguntou rindo. _ Não obrigada. – ri. _ Se você não tivesse escutado provavelmente você nunca saberia disso. – confessou. Ficamos em silêncio por um tempo. _ E você? Por que você disse que me ama?
_ Por que é o que eu sinto. – falou obvia.
_ Você esta sendo sincera? – perguntou. Levantei-me para olha-lo. _ Não me leve a mal, mas... Mas você sempre me odiou. O que lhe fez mudar de ideia? – perguntou. Se ele soubesse quantas vezes eu já me fiz essa mesma pergunta. Voltei a deitar-me em seus braços, sem responder nada. Pensei mais um pouco.
_ Eu não sei. – falei por fim. _ Eu só não consigo lhe tirar da cabeça. Eu necessito de você. Não como apenas um enfermeiro. Mas como uma pessoa que me completa. – conclui. _ Joe. – chamei-o.
_ Sim.
_ O que nós somos? – perguntei. Joe parou de me acariciar. Eu senti que ele se fazia a mesma pergunta. Ele pensou por um tempo, tempo que me pareceu uma eternidade.
_ Namorados? – perguntou. Eu sorri involuntariamente.
_ Namorados. – confirmei. Ficamos em silêncio por mais um tempo. Joe entrelaçou os seus dedos das mãos aos meus dedos.  _ Você acha que vamos dar certo? – perguntei.
_ Eu espero que sim. – respondeu. Levantei-me para olha-lo, demos um selinho, depois um beijo e depois falei com um sorriso enorme no rosto.
_ É, acho que vamos dar certo.

                CONTINUA...

O último capítulo de hoje foi postado, amanhã terá mais :D
Confesso que estou adorando fazer a maratona, sempre que eu tiver mais tempo assim eu tentarei fazer.
Bjsss


Kika & Paty: Fico feliz que tenha gostado. MITUSA ficou perfeito mesmo, não parei de ver até agora haha. Você é rápida mesmo, primeira a comentar. Isso é bem legal. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Fabricia: Eles são fofos e a Demi pode ser bem fofa quando quer. Muito bom saber que você gostou. MITUSA foi perfeito, criei uma lista de reprodução só para poder ficar repetindo toda hora hahahaha. First Time também ficou perfeito!! Muito obrigada por comentar. Bjss
Diley don’t live a live: hahahaha pela sua reação deu para perceber que você gostou :D isso me faz muito feliz. Tenho que confessar, quando vi o clipe eu também lembrei da fic Amor em guerra \o/ Foi emocionante. Fico lisonjeada com o seu elogio, muito obrigada mesmo, você é demais. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Juh Lovato: Eles realmente são fofos juntos, ainda teremos muitos momentos como esses :D. Muito obrigada por comentar. Bjsss

22º CAPITULO “Nosso próprio mundo” (maratona 2/6) – Aprendendo a Amar



_ Hum. – murmurou. Pensei um pouco, eu deveria perguntar?


13 de setembro de 1993

O pequeno Joe ainda brincava de carrinho na pequena sala de seu simples residência, inocente, com apenas 4 anos de idade, o mundo ainda estava para ser descoberto.
Sua mãe, que cuidava dele pela maior parte do tempo, lhe depositou um beijo na testa. O menino a olhou encantado, sua mãe é muito bonita, cabelos pretos até o ombro, sorriso largo, alta, carinhosa, ele a amava.
Seu pai estava no trabalho, como sempre, ele também era muito legal e bonito, apesar de suas entradas de careca e de uma barriga mais excedente. Ainda que passasse a maior parte do tempo trabalhando ele era o melhor pai do mundo, sempre brincava com Joe, mesmo que estivesse cansado. Seu pai amava sua família e fazia de tudo para mantê-la bem.
_ Eu te amo meu pequeno. – disse ela, com uma voz doce. Joe deu um sorriso alegre.
_ Eu te amo mamãe. – falou com sua doce voz infantil. Uma lágrima caiu dos olhos da mãe. Ela estava triste. _ Mamãe tá ‘tiste’? – perguntou inocente.
_ Mamãe vai sempre te amar viu? – perguntou ela, ignorando a pergunta do filho, e lhe acariciando a cabeça. Joe olhava a cena sem entender. Porque sua mãe estava chorando? Porque ela estava falando daquele jeito?
Faltava apenas 20 minutos para que seu pai chegasse. Logo a família estaria junta. Ou não.
A mãe de Joe se levantou e saiu pela porta. Para nunca mais voltar.


AGORA



Respirei fundo antes de tomar coragem, eu não estava mais bêbada, e não poderia colocar a culpa no álcool caso eu dissesse algo de errado. Joe virou-se para mim, a espera da continuação. Olhei para os seus olhos quase que fechados de sono. Desisti.
_ Não é nada. – falei, olhando para baixo, querendo evitar seu olhar. _ Só queria saber se você já estava dormindo. – ele deu um sorriso fraco e seus olhos se fecharam completamente, logo sua respiração ficou pesada. Ele já estava dormindo.

Ficar olhando-o me fazia mal. Porque eu sou tão covarde? Se eu gosto dele, qual é o problema de assumir? Talvez o medo de uma nova rejeição, eu não queria passar pelo mesmo que eu passei da última vez que me entreguei de corpo e alma a alguém.
O amor não existe. Lembre-se disso Demetria. – meu cérebro não parava de martelar.
Bom... Diga isso ao meu coração. – respondi-me mentalmente.

Levantei-me com cuidado, não querendo acordar Joe, peguei a bandeja e me encaminhei à cozinha, lá parei para olhar minha perna sem a tala, alguns arranhões, fruto da minha tentativa de fuga dessa madrugada, estavam lá, não eram graves, nem mesmo estavam a doer.
Fui para sala e peguei o telefone, disquei os números do celular de Miley e depois de uma boa espera ela atendeu.
_ Oi? – perguntou com a voz de sono. Eu a havia acordado.
_ Oi Miley, sou eu Demi. – falei.
_ Hum. – murmurou.
_ Você pediu para eu te ligar quando acordasse. – lembrei-a.
_ Você não podia ter acordado mais tarde não? – perguntou, evidentemente mal humorada.
_ Pare de ser preguiçosa. – falei.
_ Para sua informação eu fui dormir só às sete da manhã, acho me mereço um descanso. – falou.
_ Para sua informação eu fui agarrada pelo Zac. – falei.
_ O que? – gritou do outro lado da linha, agora sim eu a tinha acordado. _ Como assim? Você esta bem? Precisa de algo?
_ Não, agora eu estou bem.
_ Mas como foi isso? – perguntou.
_ Foi quando eu saí da boate, enquanto eu esperava um taxi passar, ele me agarrou. – resumi.
_ Ah não, Demi. Eu sabia que eu deveria ter ficado com você. Desculpe-me.
_ Você não tem culpa nenhuma, o importante é que agora eu estou bem. – tranquilizei-a.
_ Mas como você se livrou dele? – perguntou.
_ Ele tentou me beijar e eu o mordi, com isso eu fugi e a Selena me encontrou e me trouxe para casa.
_ A Selena? A nerd?
_ É. Ela mesma.
_ Uau, no fim ela te salvou.
_ Nem me diga... – respirei fundo. _ Isso não é a única coisa. – falei.
_ Tem mais? Meu Deus, quanta coisa eu perdi? – Miley perguntou exasperada, eu ri fraco da sua reação.
_ Eu não... Eu não posso garantir nada... Talvez eu não tivesse lucida e esteja inventando fatos, mas... Hoje, quando eu estava quase dormindo... Eu... Eu escutei o Joe me dizendo que... Dizendo que me ama. – falei. Miley ficou calada por uns segundos.
_ AAAh. – gritou. _ Eu sabia! Vocês dois se amam!
_ Miley...
_ Cale a boca Demi. Diga-me que vocês se beijaram. Vai, fala que sim!
_ Não.
_ Não?
_ Não!
_ Porque não? – perguntou, deixando transparecer sua decepção.
_ Eu dormi.
_ Demetria, isso tudo é falta de coro? – gritou. _ Como assim o cara se declara para você e você simplesmente dorme? – perguntou exaltada.
_ Tecnicamente ele não se declarou e eu estava cansada, ok? – justifiquei-me. _ Foi uma madrugada tumultuada.
_ Você tem problemas, isso sim. Vai lá e fala com ele agora!
_ Miley...
_ Nem Miley, nem Maria... Anda.
_ Miley, cale a boca e me deixe falar. – pedi, nem um pouco educada, nada que atrapalhasse nossa amizade, a nossa educação nem sempre era usada em nossas conversas. _ Eu não quero sofrer e eu não acredito no amor...
_ Você acredita no amor sim. – interrompeu-me. _ Você só não quer acreditar, mas você acredita e esta o vivenciando agora! – falou dura. _ Demi, o Joe não é o Zac. Pode ser diferente desta vez. – falou.
_ E se não for? – perguntei.
_ Você só saberá se você tentar. – disse. _ Não se tranque tanto Demi, arrisque um pouco. – finalizou.
Olhando assim até parece que Miley é um pessoa experiente, que já vivenciou o amor de forma profunda. Na verdade não, ela nunca namorou serio, seus rolos nunca duravam mais de três meses. Ainda sim ela falou com tanta segurança, que eu me decidi. Arriscar-me-ei com Joe.



11:45, Joe ainda dormia e minha barriga já roncava. Olhei para cozinha. Cozinhar não era meu dom. Mas porque não?
Abri a geladeira, em busca de alguma ideia. O que é fácil, rápido e não me dê muitos riscos, de fazer?
Levando em consideração que a minha maior aventura na cozinha, tinha sido ferver um leite, acredito que minhas opções eram bem delimitadas.
Pensei em uma salada. Era algo saudável e simples, cortar alguns legumes não deveria ser um pesadelo.

Minha imaginação foi mais a fundo, porque não preparar um almoço para mim e para Joe?
Olhei dentro do armário e entre as opções o que mais me chamou atenção foi o macarrão. Bom... Eu já tinha ajudado Miley a fazer um miojo uma vez, deveria ser algo parecido, não é?
Li a embalagem e lá explicava a receita. Ótimo. Agora eu já saberia como fazer.

Peguei a panela e enchi de água, coloquei um pouco de óleo. Esperei ferver. Coloquei o macarrão e o sal e esperei por um momento. Agora me surgia outra duvida. O que colocar de molho? Na verdade a maior duvida. Como fazer um molho?

Sabe aquele momento que você olha sua vida e você se arrepende completamente das oportunidades perdidas?
Essa sou eu agora.
Maria por várias vezes me chamou para ajuda-la na cozinha, me ensinar a cozinhar, e em todas às vezes eu me recusei.

Única alternativa, olhar na internet. Desejo o paraíso a quem criou a internet e o Google.
Procurei até achar o que me parecia ser fácil o suficiente para que eu não destruísse tudo, mas que, ainda sim, parecesse apetitoso.


Assim que ficou pronto, olhei para a travessa de macarrão e me senti orgulhosa. O cheiro estava bom e parecia bem comível.  
O estado da cozinha já era outra coisa, digamos que organização também não é para mim.


_ Demi? – chamou-me Joe, ele vinha para sala, sua cara amaçada, havia acabado de acordar.
_ Descansado Joe? – pergunte alegre.
_ Sim. – falou desconfiado. _ Demi, o que esta acontecendo aqui? – perguntou olhando em volta.
_ Eu fiz o almoço. – respondi. Ele arregalou os olhos, olhando-me assustado. Não o culpo. Realmente isso era motivo de choque.
_ Você... Cozinhou?
_ Sim. Foi apenas macarrão, não foi tão fácil assim, mas eu acho que consegui. – falei, olhando tímida para o macarrão na travessa. _ Quer experimentar? – perguntei. Joe hesitou.
_ Vamos experimentar. – falou por fim. Sorri tímida com sua aceitação. Peguei os pratos e os talheres e Joe levou a travessa e o refrigerante. Iriamos nos sentar à mesa de jantar. Algo raro.

Joe serviu nos dois, com a comida e com refrigerante. E ele deu a primeira garfada, sem esconder a desconfiança em seu rosto.

_ E então? – perguntei. _ Pode ser sincero.
_ Foi você mesmo que fez? – perguntou.
_ Foi. – garanti. Ele riu fraco.
_ Ficou bom. – falou, colocando outra garfada na boca. _ Ficou realmente bom. – falou depois de mastigar. Eu sorri feliz. Ele poderia estar mentindo, mas eu fiquei feliz por ele falar que gostou. Como eu sou boba... Coloquei a primeira garfada na boca e, não estava mal. Não tão bom quanto o de Joe e longe de ser igual ao de Maria. Mas um bom começo.

Comemos em silêncio. Assim que terminamos, levamos os pratos para cozinha. Joe começou a lavar os talheres e eu tomei coragem.

_ Joe. – chamei-o. Assim que ele terminou o último talher. Ele olhou para mim, sem dizer nada. _ Eu... Eu escutei o que você me falou. – falei, com a voz tremula.
_ O que eu falei? – perguntou com cuidado, olhando em meus olhos intensamente. Hesitei.
_ Você... Você disse que... Gosta de mim. – Joe olhou para baixo, tímido, e quando tornou a levantar a cabeça, começou a dizer.
_ Demi... Eu...
_ Joe, não. – interrompi-o, aproximando mais dele, fitávamo-nos intensamente. _ Eu... – meu coração estava a mil por hora e eu podia sentir que o de Joe também. _ Eu também te amo. – falei. Segundos se passaram até que alguma coisa acontecesse.
Desta vez não havia nada para nos atrapalhar, o telefone não tocou, não hesitamos. Selamos os nossos lábios, de forma calma, mas apaixonada. Agora éramos apenas eu e ele, no nosso próprio mundo.

                                CONTINUA...


Segundo capítulo da maratona postada, eu espero que tenham gostado.
Hoje é uma dia especial, esqueci-me de falar no outro capítulo, mas lançou o clipe de Made in the USA \o/
O que vocês acharam? Particularmente eu adorei, foi um dos melhores clipes dela, se não o melhor. Eu espero que ela dirija os clipes dela mais vezes, ela fez um ótimo trabalho.
Pra quem não viu ainda, eu supera concelho.
Bjsss. Até daqui a pouco.






Kika & Paty: Seja mais que bem vinda. Uau, leu tudo em três dias? Muito obrigada mesmo, você não sabe como me deixa feliz. Postado. Bjsss
Yumi H. e Rafa S.: hahaha ok, digamos que poderia ter ficado melhor, mas o importante é que vocês gostaram. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Anônimo: Muito obrigada, fico lisonjeada com o seu elogio. Espero que tenha gostado deste capítulo também. Muito obrigada por comentar. Bjsss.
Fabricia: Que bom que você gostou. Acho que você vai achar o próximo capítulo mais fofo ainda haha. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Juh Lovato: Awnn muito obrigada pelo apoio, elogios como esse vindo de uma autora que eu gosto tanto é simplesmente inexplicável. Muito obrigada por comentar. Bjsss.

21º CAPITULO “Eu deveria perguntar?” (maratona 1/6) – Aprendendo a Amar






Eu queria ainda ter forças para poder responder “Eu também te amo”



Acordei com a luz forte adentrando em meu quarto. Minha cabeça parecia ter sido esmagada por um trator. Olhei para o lado e Joe já estava acordado, me olhando carinhosamente, sentado na cama, com uma bandeja de comida a sua frente.

Foi tudo real.

Sorri para ele e ele correspondeu.

_Bom dia, Demi.
_ Bom dia, Joe.
_ Eu lhe trouxe um café da manhã e um remédio para enxaqueca, aposto que você esta morrendo de dor de cabeça. – deduziu. Levantei-me um pouco, para poder ficar sentada. Joe colocou a bandeja em meu colo, me entregou o remédio e o copo de água.
_ Muito obrigada.
_ Não há de quê.


Eu queria saber o porquê. O que me fez amar Joe?
Talvez fosse sua voz e olhar doce; talvez fosse sua preocupação com o meu bem estar; talvez os seus dotes culinários; talvez o bom gosto para séries; quem sabe fosse suas piadas; talvez seja ele. O fato eu ter realmente o conhecido, sem levar em consideração julgamentos pré-estabelecidos por mim. Joe é uma boa pessoa, uma pessoa que eu gostaria de viver ao lado.

Isso é tão irônico, ver como o mundo gira, a alguns meses atrás eu odiava Joe e não acreditava no amor, para mim Joe era chato e o amor era para gente estupida. Eu nunca me senti tão estupida como eu estou me sentindo agora.


_ Me desculpe por ontem. – falei, enquanto comia. Joe havia feito torradas com geleia e suco.
_ Tudo bem, contando que você me escute da próxima vez. - falou calmo.
_ Você ficou bravo comigo? – perguntei.
_ No começo sim. – confessou. _ Mas quando você chegou... – ele abaixou a cabeça. _ Demi, você podia ter me ligado, eu deixei o número na sua agenda. – sua voz saiu sofrida.
_ Desculpe. Eu nem mesmo me lembrei, eu não estava muito sóbria. – justifiquei-me. _ Fora que era muito cedo, pensei que você já teria ido dormir.
_ Eu fiquei te esperando, Demi. – falou tímido.
_ Você não dormiu? – perguntei assustada. Senti-me tão culpada. Joe deveria estar muito cansado. 
_ Eu tenho que cuidar de você. – justificou-se.
_ Isso implica ficar sem dormir me esperando? – perguntei.
_ É meu trabalho.
_ Você é tão bom comigo. Muito obrigada. – ele riu tímido. Comi mais um pouco e perguntei. _ Joe, porque você aceitou ser meu enfermeiro? – Joe hesitou, parecia pensar na resposta.
_ Eu quero fazer faculdade de medicina na Inglaterra, seu pai prometeu que se eu cuidasse bem de você ele pagaria meus estudos por lá. – respondeu depois de um tempo. Não falei nada, o que eu queria? Que ele falasse que me amava? Por ele havia aceitado o trabalho para poder ficar ao meu lado?
_ E porque você quer ir estudar tão longe? – perguntei.
_ Eu gostei das opções de lá. – falou, pouco convincente.
_ Você não esta feliz só com o de enfermagem?
_ Eu quero crescer. – não falei nada. _ Fazer medicina iria melhorar muito às coisas na minha vida.
_ E o seu pai? O que ele acha disso? – perguntei.
_ Ele não gostou muito. – confessou rindo de canto. Acompanhei-o. _ Acho que ele ainda tem medo que eu o abandone.
_ Você jamais seria capaz de fazer isso. – falei.
_ Acho que ele já pensou isso de outra pessoa também. – disse Joe. Logo após isso sua expressão de tornou triste.
_ Desculpe, eu não deveria ter-lhe lembrado sobre isso.
_ Você já tinha falado tanto “me desculpe” em apenas um ano? – perguntou, voltando a ficar humorado. Era brincadeira, mas uma brincadeira com fundo de verdade.
_ Viu? É por isso que eu não sou educada com as pessoas, elas sempre me retribuem com piadinhas como essas. – falei, também brincando.
_ Acho que é minha vez de pedir desculpas, não é? – perguntou olhando-me nos olhos.
_ Acho que sim. – falei.
_ Desculpe-me.
_ Só se você descansar um pouco. – falei. Ele me olhou confuso. _ Você dormiu alguma coisa? – perguntei.
_ Bom, depois que você chegou eu dormi. – respondeu.
_ São dez da manhã e você já fez o café da manhã, eu aposto que você dormiu muito pouco. Você deve estar cansado.
_ E você? Como que você vai ficar? – perguntou.
_ Eu já sei me cuidar sozinha. – falei convicta. Joe começou a rir. _ Não foi uma piada, tá?
_ Pois me pareceu muito uma. – disse ainda rindo.
_ Eu vou ignorar isso... Sério, você precisa de descanso. – falei. _ Deite aí. – disse, tentando empurra-lo para baixo, para que ele se deitasse.
_ Demi isso é desnecessário. Eu estou bem. – falou.
_ Eu estou ordenando que você durma. – falei. _ Eu ainda sou sua patroa.
_ Você já parou para perceber que eu nunca fiz o que você me mandou, caso eu não quisesse fazer? – perguntou.
_ Prefiro ignorar esse fato insignificante. - falei, ele riu. _ Deita aí, eu te faço cafune. – falei, ele riu mais ainda.
_ Você é sempre assim quando esta de ressaca? – perguntou. Rimos.
_ Não, eu sou assim com quem eu gosto. – falei. Ele riu tímido. Fitamo-nos por um instante, seus olhos doces me hipnotizavam.
_ Tente não incendiar a casa. – falou, saindo do transe.
_ Pode deixar. – Joe se se deitou, virado de costas a mim. Já satisfeita coloquei a bandeja no criado mudo e fiquei olhando-o, a espera de algum sinal que me provasse que a declaração desta madrugada não havia sido apenas minha imaginação. Um prova que o seu “eu te amo” fosse real, qualquer pista da sua veracidade. _ Joe? – chamei-o com voz baixa, somente se ele ainda estivesse acordado ele poderia me escutar.
_ Hum. – murmurou. Pensei um pouco, eu deveria perguntar?


                CONTINUA...



Eu acho que estou em estado de choque 11 comentários, nunca que eu sonhei que um dia chegaria a isso. Muito obrigada, vocês merecem muito mais que uma maratona. Falarei o que vocês ganharam no último capítulo da maratona amanhã.
Postado o primeiro capítulo da maratona, ficou meio ruim, mas é só o começo, aposto que o próximo vocês iram gostar mais. Infelizmente os capítulos não serão tão grandes como foram os últimos, mas terão coisas bem importantes em alguns deles.
Bjss. Até daqui a pouco



Yumi H. e Rafa S.: Quem bom que gostou. Postado. Espero que goste da maratona. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Scarleet Santos: Fico feliz que tenha gostado. Espero que goste da maratona. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Lali: Acho que ficou bem obvio que você gostou do capítulo. Fico muito feliz por isso hahaha. Postado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Diley don’t live a live: Pois é, a Demi e sua cabeça dura… Fico feliz que tenha gostado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
                Acho que percebi que você ficou bem ansiosa pela maratona, hahahaha. Espero que goste J
Juh Lovato: O Zac vai tentar atrapalhar um pouco, mas vamos torcer para o que jemi se dê bem. Selena é uma boa pessoa, ainda vai ajudar muito. Tudo bem, só falei porque você sabe, você é minha fã número um, não é? Hahaha. Mas sem problemas, comente quando quiser e se quiser, claro. Muito obrigada por comentar. Bjss.
Sammara: Oi, tudo bem linda, não há porque se desculpar. Fico feliz que tenha gostado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Lívia Diniz S.: Uau, muito obrigada mesmo pelo elogio. Postado, espero que tenha gostado. Divulgado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Lari ∞: hahahaha sua reação foi a melhor hahahaha. Postado, espero que goste da maratona. Muito obrigada por comentar. Bjsss.
DemiZ: Bom, uma surpresinha no final então :D Que bom que gostou. Espero que goste da maratona também. Muito obrigada por comentar. Bjss
Fabricia: Eu que lhe agradeço pela sugestão, linda. Que bom que gostou do capítulo, espero que você goste da maratona também. Muito obrigada por comentar. Bjsss. 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

20ª CAPITULO “Eu também te amo” – Aprendendo a Amar



E se Miley estivesse certa? E se o motivo de eu estar tão confusa fosse por causa de um sentimento que eu tinha por Joe? Será que eu estou gostando dele?


19 de julho de 2007

Demi nunca fora estudiosa, nem mesmo quando pequena, mas agora a escola tinha virado um verdadeiro inferno. Muitos ainda não a perturbavam, ela é poderosa, tem dinheiro, alguns ficavam intimidados com isso, mas vários outros não, os olhares as piadinhas eram constantes. Demi não poderia falar nada aos pais, caso eles descobrissem iriam fazer um escanda-lo, colocando o caso na mídia, pois assim eles receberiam atenção, colocando a pobre filha de inocente na historia. Para Demi já bastava às pessoas na escola, ela não precisava do país inteiro sabendo sobre sua vida privada.
_ Eu posso te ajudar. – disse o menino de cabelos loiros, ondulado. Parecia um anjo. Ele seria seu anjo.
_ Como? – perguntou Demi. Ela já o tinha visto pela escola e na sua sala, os dois nunca foram de conversar mesmo este sendo o terceiro ano como colegas de classe. Ele não parecia ser alguém capaz de entrar no grupo exclusivo de Demi. Apesar de bonito, ele não era o tipo de menino preocupado com sua aparência, por várias vezes chegara à sala de aula com cara amaçada de cabelo desgrenhado.
_ Eu posso dar uma reviravolta nesta historia, colocar você como a poderosa e ainda dar uma lição no Zac. – falou ele, piscando um olho.
_ Por quê? – perguntou Demi.
_ Talvez porque eu o odeie. – respondeu tranquilo. _ Você esta dentro ou não?
_ Estou.

AGORA


Quando chegamos à boate, onde estava acontecendo à festa, já havia muitas pessoas, Ashley sempre foi bem popular, me dói dizer isso, mas até mais que eu. Ela é legal, não posso negar, mas não temos uma amizade verdadeira, pelo menos não da minha parte, convivemos bem e acho que isso já é o suficiente para que possamos frequentar as festas uma da outra.
Logo na entrada avistamos a Ashley, ela ainda estava recepcionando os convidados, eu e Miley entregamos os presentes – Miley a deu uma bolsa Louis Vuitton e eu deu um sapato alto da Gucci. – entramos e fomos direto para o bar, eu não poderia ficar dançando muito, por causa da minha perna, mas eu ainda poderia beber, o quanto eu quisesse, e, sem duvidas, é isso que eu farei.
Durante a festa, nos sentamos junto a Travis e Trace – que haviam chegado mais cedo. – Alex não tinha vindo, provavelmente por que sabia que eu e Travis estaríamos aqui, e, de acordo com Miley, ela ainda não nos perdoou pelo acidente. Senti falta de Hanna, até mesmo do fato de que agora, se ela estivesse aqui, ela estaria implicando comigo, pois já tomei dois copos de Whisky e já estou no meio do meu terceiro coquetel, ela tentaria me controlar e falar para eu dar um tempo, apesar de não gostar, eu não iria brigar com ela, pois eu e Hanna nunca brigávamos, mesmo sendo um pouco diferentes em nossas opiniões.
Mesmo com a falta das duas, a festa seguia bem, animada, um completo luxo. Era de se admirar, até mesmo os garçons eram bonitos, com um pouco de investimento eles poderiam se tornarem modelos de sucesso internacional. Um deles chegou até me roubar a atenção, ele não era muito alto, mas era forte, sua aparência me lembrava muito de Joe.
Talvez pareça um pouco inesperado eu falar sobre Joe, estando no meio de uma super festa, mas não posso negar, depois do que Miley disse, eu fiquei com Joe na minha cabeça, a todo o momento eu fico pensando em como estaríamos se eu estivesse com ele, o que ele estaria fazendo agora, será que ele esta bravo comigo? Como será que ele irá me tratar amanhã?
_ Demi. – chamou-me alguém, despertando-me dos meus pensamentos. Olhei para o lado e era Selena. Mas será que nem depois de formada eu me livro dela? Desde quando ela é solicitada nas festas? Ela sempre foi a nerd, usada por todos na escola, eu sempre acreditei que assim que nos formássemos sumiríamos com ela das nossas vidas. Dei um sorriso falso, fingindo alegria ao vê-la. Levantei-me de onde eu estava sentada e a dei um abraço. Tudo como se ainda fossemos aquelas ‘amigas’ dos tempos de escola. Trace estava no bar, pegando mais drinks para mim e para ele, Miley, depois de muita insistência da minha parte, foi para pista de dança – ela se sentiu mal em deixar-me sozinha, mas a garanti que me sentiria pior se soubesse que estraguei o momento de diversão dela. – Trace estava na mesa, junto a mim, ele estava suado, já havia dançado muito e, a essas alturas, já deveria ter paquerado metade das meninas da festa, já o vi beijando umas quatro, um beijo digno de filme, e eu não estamos falando dos inocentes filmes de romance. Vai lá saber quantas outras ele já tinha beijado longe da minha vista. Agora ele estava dando um tempo, bebendo uma cerveja, respirando um pouco, sei que não demorará muito para que ele volte ao ataque. _ Como que você esta? – perguntou. Olhando para minha perna com a tala.
_ Melhor. – respondi.
_ Fico feliz em saber que você esta aqui se divertindo, fiquei com medo de que você não pudesse mais fazer isso por um tempo. – disse.
_ Eu não poderia faltar. – falei tornando a sentar-me. _ Quer sentar? – perguntei, desejando profundamente que a resposta fosse ‘não’. Mas como ela é muito estraga prazeres, é claro que ela sentou-se.
_ Oi Travis. – ela cumprimentou-o.
_ Olá Sel. – Travis cumprimentou de volta. Ao contrario de mim, Travis sempre se deu muito bem com Selena, ele era um dos poucos que eram realmente amigo dela. Que eu saiba apenas ele, Hanna e Vanessa sempre a consideraram, o resto era apenas faixada, aquele que conseguisse cativa-la mais, seria o próximo a fazer prova em dupla com ela, ou então quem sabe, com uma pequena encenação, poderíamos copiar seus trabalhos, cola era algo fácil, de bom coração ela nunca dizia não. Uma boba. _ Como anda sua vida? – perguntou ele, após ter tomado outro gole de cerveja.
_ Um pouco corrida. – respondeu ela, com um sorriso tímido. _ Mas não poderia estar melhor.
_ Fico feliz em saber disso, afinal de contas era o que você sempre queria, não é?
_ Sem duvidas. – respondeu feliz. Do que aqueles dois estavam falando? Eu sempre odiei ser a excluída da conversa, principalmente ser excluída por uma nerd como a Selena.
_ Mas então... Você não deveria estar estudando? Deve ser um pouco difícil na faculdade, você sabe... – falei, tentando entrar no assunto. Um silêncio entre nós se formou por alguns segundos, foi constrangedor, eu tinha falado alguma coisa errada?
_ Eu... Formei-me, no fim do ano passado. – disse, como se fosse obvio.
_ E é claro que ela lembra. – disse Travis, cutucando-me discretamente, me avisando para confirmar.
_ É claro que eu me lembro. – menti.
_ Você sabe né Sel? O tio de segundo grau dela ficou doente... – começou a dizer Travis. Serio que foi essa a desculpa que eu tinha inventado na época?
_ Claro, eu me lembro bem. – falou Selena. _ Seu tio de segundo grau. – concordou. Eu podia perceber pelo seu tom de voz que ela não acreditava naquela historia, mas ela não pareceu ficar brava por isso.

Depois dessa eu decidi ficar calada, antes que eu falasse mais alguma merda, eu bêbada não tinha muito controle das minhas palavras, tornando-me uma pessoa que facilmente falaria algo errado, coisa que não me acontecia em meu estado sóbrio. Trace voltou com mais bebida, cumprimentou Selena educadamente, apesar dele nunca ter se dado bem com ela, e juntos ficamos vendo Selena e Travis conversarem por um bom tempo.
Selena já tinha se formado em engenharia e também em arquitetura, o que me surpreendeu muito, como ela consegui formar em duas faculdades tão rápido?
Ela já tinha feito alguns projetos, sem muita importância, por agora ela estava na esperança que o projeto de revitalização de um bairro abandonado no sul da Califórnia fosse aprovado pelo governo, de acordo com ela, isso lhe colocaria como um nome de destaque entre os engenheiros e arquitetos do estado.
Parecia-me triste que ela, depois de ter estudando tanto, ainda não tivesse o reconhecimento grande. Eu não pus a mão em um caderno depois da minha formatura do segundo grau e estava muito melhor de vida. Porem Selena estava radiante, feliz com o que tinha conseguido e esperançosa sobre o que ainda poderia conseguir.

Selena já tinha saído da mesa, Travis já tinha voltado ao ataque e Trace acabara de voltar para o bar, ele não tinha muita paciência para ficar dançando, mas não se importava em ficar tempos esperando pelo seus vários drinks ficarem prontos, Miley anda dançava, não se deixava descansar a nenhum momento, pelo que pude perceber ela estava paquerando um garoto que não conheço. Concluindo, eu iria ficar mofando naquela mesa por um bom tempo.
Resolvi levantar-me a arriscar dançar um pouco. Não deveria ser tão ruim assim.
Na verdade não, não dançava tão bem quando antes, mas eu até que não estava mal, alguns garotos até chegaram a se aproximar de mim, eles eram gatinhos e provavelmente bem de vida, poderiam ser ótimos namorados, mas eu não conseguia me interessar por nenhum, era como se quanto mais minha cabeça falasse “vai lá! Investes!” meu coração dizia “Não, não é a ele que você ama. Você sabe muito bem que é a outro que eu pertenço”.

_ Demi. – eu ainda dançava, quando senti alguém tocando meu ombro, virei-me para olhar quem era e me arrependi completamente disso. Será que hoje era o dia em que todos os meus demônios viriam me atormentar?
_ Zac. – cumprimentei com má vontade.
_ Como você esta? – perguntou. Tínhamos que gritar para escutar um ao outro, a música estava alta e havia muita gente dançando, ainda sim Zac parecia disposto a conversar.
_ Estava melhor antes de você chegar. – com ele não fazia nenhuma questão de tentar ser gentil.
_ Ah Demi, não seja má, estou aqui em paz. – falou ele com um sorrisinho amigável no rosto. Grande merda. Por causa dele passei quase o ano inteiro sendo zoada pelo colégio, se não fosse por Travis, talvez, eu ainda sofreria por isso até hoje.
_ E eu gostaria de ficar em paz. – falei. _ Vá conversar com quem te quer Zac.
_ Demi...
_ Vá! – tentei empurra-lo. Ele não mostrou muita resistência, saiu e me deixou sem reclamar mais.


Já era quatro da manhã, a festa começava se esvaziar, apenas os mais bêbados, que não deveriam ter muito mais censo de onde estavam, e outros que estavam se divertindo até demais, ainda permaneciam lá. Miley e Travis se encaixavam na categoria dos que estavam se divertindo até demais, já eu e Trace estávamos entre os que não tinham mais censo de onde estavam, Trace mais que eu, não sei como ele ainda está de pé.

_ Eu vou levar todo mundo – anunciou Travis. Depois de para de beijar – lê-se engolir – uma garota. Miley também já tinha voltado para mesa e já tinha me contado tudo o que descobriu sobre o carinha que ela estava paquerando, os dois até trocaram telefones. Trace estava jogado no puf, não dou muito tempo para que ele apague de vez. Eu não estou lá muito consciente do que esta a minha volta, agora, por exemplo, eu estou vendo três Travis na minha frente, mesmo assim, posso dizer que foi uma das festas em que eu menos bebi, mas nem mesmo foi por falta de opções, porque isso tinha de sobra, eu poderia ter aproveitado bem mais.
_ Não. – contestei. _ Você bebeu muito hoje, nos podemos pegar um taxi. – talvez isso fosse resultado do meu 0,1% de sobriedade falando.
_ Que isso Demizinha? Hoje a Hanna não esta aqui, vai ficar tudo bem. – falou ele, me abraçando, o cheiro de álcool que emanava dele era forte.
_ Você esta culpando a Hanna? – perguntei, livrando-me de seu abraço. _ Você que estava dirigindo. – lembrei-o.
_ Mas se ela não tivesse ficado me irritando eu não teria batido. – justificou-se.
_ Ela não tem culpa do que aconteceu. – defendi-a
_ Ah não! – Travis lamentou-se. _ Você é aquele tipo de pessoa que quando alguém sofre algum acidente ou morre fica com dó. – falou fazendo careta.
_ Eu sempre gostei da Hanna, não estou defendendo ela só por causa do acidente. – falei. _ Pensei que você gostasse dela também.
_ Eu gosto. – disse. _ Só que isso não a torna inocente de nada. – falou ele convicto de suas palavras. _ Sabe, eu não estou mais reconhecendo minha Demizinha.
_ Como assim?
_ Você não é mais aquela garota legal cheia das confusões, bebeu menos, dançou menos, está com medo de uma aventura ao meu lado, não esta me ligando mais para fazer planos contra o filhote de jardineiro...
_ Eu prometi a Maria que não iria mais brigar com ele. – justifiquei-me.
_ E você estar cumprindo? – perguntou incrédulo.
_ Estou. – confirmei. _ É melhor assim.
_ Não, você pode pisar no carinha e agora você esta amarelando. – falou ele.
_ São três meses de convivência, não poderíamos continuar aquela guerra durante tanto tempo. – justifiquei-me.
_ Pode sim. Vocês brigam desde que ele chegou a sua casa, foram anos e agora você não quer brigar, por questão de meses?
_ Olha, ele é legal ok? – eu disse, Travis riu. _ Não. Travis pare de rir. É serio. Ele é muito legal quando quer. Você precisa ver como ele ficou feliz quando eu não senti mais dor na perna por ficar muito tempo de pé, ele é bem atencioso, ontem mesmo, durante a chuva estava tendo muito raios e trovões, a Maria ligou para lá e o disse que eu tinha medo, ele poderia ter ignorado isso, mas não, ele não ignorou e passou a noite comigo...
_ Espera aí, pare um pouco. – disse Miley, me interrompendo, só aí eu percebi que talvez eu tivesse falado demais. _ Ele dormiu com você? Você não tinha me dito isso. – é. Eu realmente tinha falado muito.
_ Eu estava com medo dos trovões. – justifiquei. _ Você sabe que eu tenho medo. – lembrei-a.
_ Você e o jardineiro no mesmo quarto? – perguntou Travis, rindo, para ele aquilo parecia uma grande piada.
_ Nós só dormimos!
_ Porque nos outros dias vocês passaram a noite acordados foi? – perguntou, sua voz deixava claro que sua pergunta tinha segundas intenções.
_ Nos outros dias dormimos cada um no seu quarto. – falei nervosa.
_ Demi e o jardineirozinho. Quando vai ser o casamento? – perguntou Travis, fazendo coraçãozinho com a mão.
_ Sabe de uma coisa Travis? Vai embora logo, leve a Miley e o Trace, eu me viro sozinha. – disse estressada, levantando-me da mesa. Miley levantou-se junto comigo.
_ Demi, pare de ser dramática. O Travis só estava brincando. – intercedeu ela.
_ Eu prefiro ir de taxi. – falei.
_ Demi...
_ Miley, serio, deixe-me ir de taxi, isso não fará mal a ninguém.
_ Eu não queria lhe deixar sozinha. – lamentou-se.
_ Tudo bem, eu não sou mais criancinha. – falei.
_ Então tchau Demi, me ligue assim que chegar a casa ou quando acordar. – falou Miley, abraçamo-nos e ela se foi.
Como era de se esperar, Travis saiu sem se despedir, Trace também, mas acho que ele não estaria em condições de dizer qualquer coisa.
Fiz um tempo, bebi mais alguns drink, não queria voltar para o apartamento, tinha medo de encontrar Joe, eu queria encontra-lo, queria vê-lo, mas eu o decepcionei, sei que ele esta chateado comigo, não quero nem ver o olhar que ele me dará quando me ver.

Quase cindo da manhã, agora não tinha mais jeito, apenas quatro pessoas na boate, o bar já tinha fechado, a música já tinha sido desligada, apenas os seguranças continuavam lá, a espera que o último convidado bêbado saísse, para que eles pudessem fechar a boate. Eu não estava conseguindo enxergar um palmo a minha frente, além de completamente bêbada, agora eu também estava com muito sono. Saí da festa, quase que me arrastando para o lado de fora, como que eu conseguiria um taxi nesse estado numa hora dessas, só Deus sabe.
Eu já estava na calçada, minha visão estava turva, mas se por acaso eu conseguisse enxergar um vulto que me parecesse com um carro de taxi eu daria sinal, afinal de contas, se não fosse um taxi de verdade não me faria nenhum mal.
Senti alguém colocando a mão no meu ombro. Ele estava do meu lado, eu não conseguia distinguir seu rosto com exatidão, mas eu podia muito bem distinguir sua voz.
_ Quer carona? – perguntou Zac.
_ Não. – respondi dura.
_ Você não vai achar taxi uma hora dessas. – falou ele. _ Não tão fácil. – disse.
_ Não me importo.
_ Vamos. – falou me pegando pelo braço, Zac era forte, e meu estado não me ajudava em nada. Tentei bate-lo, mas metade das tentativas foram falhas, eu não conseguia saber onde ele estava me levando exatamente, eu tentava de qualquer maneira fazer com que ele me soltasse, pregava-me ao chão e resistia aos seus puxões, mas isso não o atrapalhava tanto, mesmo com um pouco de dificuldade ele estava conseguindo me guiar para onde ele queria. Lugar que eu não sabia onde, mas eu tinha certeza que não era bom.
_ Me solte Zac. Socorro! – gritei. A rua ainda estava vazia, aqui não era um bairro de muitas residências, apenas muitas lojas e boates, isso não me ajudava muito, pois significava que minhas chances de ser ouvida eram mínimas. Em pleno domingo não seriam muitas pessoas fora de suas casas antes das nove.
_ Pare de gritar garota. – falou virando-se de frente a mim e agarrando meu outro braço, o senti me empurrando para trás e só paramos quando eu senti o baque de uma parede em minhas costas, ele estava se aproximando mais e mais. Ele iria me forçar a beija-lo, e eu tinha certeza que ele não pararia por ali. Resisti o máximo que pude, mas isso não parecia ter muito resultado, ele conseguiu beijar-me, não correspondi, mas ele ainda sim não parou de tentar, certo de que com a insistência eu acabaria cedendo. Mordi seu lábio na hora que ele tornou a tentar me beijar, ele instantaneamente me largou e pôs sua mão em sua boca, provavelmente eu tinha apertado muito, pois juro ter visto uma mancha vermelha escorrer por ali. Corri sem rumo, tentando me livrar de suas garras, bati em algumas coisa que estavam pelo chão, nas quais eu não consegui identificar, provavelmente eram lixeira, ou cadeiras, talvez até mesmo sacolas de lixo, posso dizer que eram duros e que provavelmente minha perna sem a tala estava machucada. Trombei-me com alguém rezei internamente para que esta pessoa pudesse me ajudar.
Eu deveria estar parecendo uma louca. Correndo, com um pé numa tala ortopédica, um pé de salto e completamente bêbada.

_ Demi? O que esta acontecendo. – um alívio tomou conta de mim, era Selena.
_ Zac. – falei ofegante. _ Ele tentou me agarrar.
_ Meu Deus. - pude sentir sua mão em meu braço. _ Vamos Demi, eu lhe levarei em casa, minha mãe já esta dentro do carro. – falou ela. Deixei que ela me guiasse para o carro. Durante o caminho ela tentou fazer com que eu explicasse melhor o que tinha acontecido, na medida do possível eu expliquei. Eu ainda não tinha dormido, mas minha cabeça já começava a doer. Minha perna latejava e meu coração ainda parecia acelerado, mesmo eu já estando sentada dentro do carro da mãe de Selena, a caminho de casa. A mãe da Selena não disse nada, mas eu podia sentir que ela ficara preocupada com meu estado. Assim como a filha, ela pensava que eu era uma boa menina, amiga da pequena Gomez. Digamos que eu poderia pensar nisso depois, pois essa ajuda realmente foi muito bem vinda.

Apoie-me a Selena para poder entrar no prédio, o porteiro, assim que me viu, pegou-me no colo e subiu comigo e Selena pelo elevador. A porta se abriu e Selena destrancou a porta de meu apartamento, as luzes ainda estavam acessas e eu pude escutar o barulho da TV.
_ O que aconteceu? – perguntou Joe, ele parecia muito assustado. Senti que o porteiro estava me passando a Joe.
_ Ela bebeu muito e o Zac tentou agarra-la. – resumiu Selena. Joe começou a andar comigo nos braço.
Senti a água caindo sobre meu corpo, eu ainda estava de roupa e de tala, Joe parece não ter percebido esse pequeno detalhe. Joe me dava suporte, eu podia sentir seu corpo molhado junto ao meu, sua respiração estava em minha cabeça, eu apoiava-a em seu peito, podia escutar seu coração acelerado, sua respiração ofegante. Ele passava a mão pelos meus cabelos. Enquanto isso Selena tentava passar mais informações a Joe. Os dois pareciam amigos, conversavam normalmente.

_ Selena, se importa em trocar a Demi? – perguntou Joe.
_ Não há problemas. – respondeu ela. Eu estava mais lucida e conseguia enxergar as coisas melhor. Selena me ajudou a por meu pijama e levar-me novamente ao meu quarto. Ela me deitou, despediu-se e saiu. Meus olhos pesavam, mas eu não conseguia dormir.
Logo pude ver Joe adentrando ao quarto.
_ Demi, você está melhor? – perguntou.
_ Estou. – respondi, minha voz estava fraca, eu estava cansada, mas a adrenalina do acontecido ainda estava presente em meu corpo.
Joe deitou-se do meu lado, assim como fez na noite passada, porem desta vez eu estava de costas a ele e partiu da decisão dele de me abraçar. Senti-me confortável em seus braços, ele acarinhava meus cabelos molhados, fui me acalmando, fechei meus olhos, na tentativa de dormir mais rápido, acabar de uma vez com aquela madrugada fatídica, minha respiração foi ficando mais pesada e minha consciência foi se esvaindo.
Eu ainda pude escutar as palavras de Joe antes de apagar.
_ Eu te amo. – disse ele baixo, perto de minha orelha.
Eu queria ainda ter forças para poder responder “Eu também te amo”.

                CONTINUA...


VOCÊS SÃO FANTASTICAS!!! 6 COMENTÁRIOS?? ISSO FOI MÁGICO!! MUITO OBRIGADA!!!
E então, valeu a pena? Espero que sim. 
Bom, recebi um pedido para que houvesse maratona, então vou propor outro desafio, se esse capítulo tiver 7 comentários até 12 hora de terça, na quarta e na quinta eu posto 3 capítulo. Combinado?
Ah, eu havia comentado que meu twitter tinha sido suspenso, pois é, eles voltaram a me liberar, quem quiser me seguir o twitter é @lovingawarrior, eu sigo de volta.
Bjsss




Juh Lovato: Oi linda, senti sua falta. Que bom que você gostou, pois é, no final ela acabou gostando mesmo dele. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Yumi H. e Rafa S.: Fico feliz que tenha gostado. Eu tive a oportunidade de gostar dele e de acompanha-lo por essas 4 temporadas de glee, meu coração ficou partido, não só por mim, mas também pela família dele e principalmente pela Lea, os dois eram feitos um para o outro L Muito obrigada por comentar. Bjss
ANA CRISTINA MAGALHAES: Oi linda, fico feliz que tenha gostado. Acho que agora ela se decidiu, e aí, gostou? Muito obrigada por comentar. Bjss.
Fabricia: Oi linda, que bom que você gostou. Bom, sua sugestão foi ouvida, caso eu consiga o número de comentários suficientes eu farei a maratona. Eu também fiquei em estado de choque quando descobri L Foi algo totalmente inesperado. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Lari ∞: Que bom que você gostou, linda. Pois é, infelizmente aconteceu e não há como mudar, só espero que a Lea tenha forças para continuar a vida dela, pois ela merece ser feliz. Muito obrigada por comentar. Bjsss
Lali: HAHAHA acabou que ela foi na festa e tenho a impressão que não terá briga por causa disso \o/ Mas, então? Gostou do que aconteceu? Fique tranquila, linda, o importante é que você esta gostando da história, comente sempre que puder. Muito obrigada por comentar. Bjss.