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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

13º CAPITULO “Ei amor...” – AMOR EM GUERRA



Eu estava o perdendo.


Minha cabeça já doía por causa do choro, e o fato de eu estar dentro daquele carro junto aquele homem não melhorava minha situação, eu queria chegar logo no hospital, mesmo sabendo que provavelmente Joe ainda não estaria lá. Maldita foi a hora em que o deixei ir, porque eu não insisti mais? Talvez se eu tivesse tentado mais um pouco, nem que fosse mais um pouquinho eu poderia estar agora com meu marido ao meu lado, sabendo que teríamos uma vida inteira pela frente, estaríamos, quem sabe, planejando o nome do nosso bebê, vendo as opções para nomes de meninas e de meninos já que ainda não sabemos qual é o sexo...
Ah a criança!  Por um segundo eu tinha me esquecido que eu carregava uma criança em meu ventre. Eu sabia que provavelmente a presença do pai em sua vida não seria muito grande, mas agora eu nem sabia se ela teria um vivo.

Fort Bragg não fica tão longe de Raleigh, mas eu tive a impressão que nunca estive numa viagem tão longa.
Eu já tinha chorado tudo o que eu tinha de direito, minha boca estava seca e meus olhos estavam inchados, eu deveria estar em um estado lastimável. Eu estava horrível, tanto por dentro quanto por fora.

O chegar ao hospital eu não podia saber quem estava pior, Denise ou eu, nem mesmo Paul que sempre mostrou ter um autocontrole quase que incomum, tinha os olhos vermelhos e, mesmo não estado chorando nesse momento, ele tinha a feição triste que eu já vi, junto a eles também havia outro soldado, assim como o que me deu a triste notícia, eu não o conhecia. Os dois se parecem muito, no sentido corpo forte, porem este era moreno escuto e um pouco mais baixo que o que me trouxe, provavelmente era ele que foi o responsável por avisar os pais do Joe.
Assim que Denise me viu ela correu para me abraçar. Não disse nada, eu apenas pude escutar sua respiração pesada, por causa do choro, se fundindo com a minha. Não havia nada para ser tido, já estava tudo explicado apenas em nossos olhares, nós nos entendíamos muito bem, sabemos o que a outra sente, compartilhamos a dor e medo de perder a pessoa que mais amamos.

JOE

Eu só podia estar louco, não havia nada que me fizesse entender o que estava acontecendo, nada que eu já tenha escutado falar poderia explicar esse fenômeno quase que sobrenatural.
Eu posso tocar em tudo, eu sinto tudo, sinto a textura, a temperatura, tudo como sempre senti, nesse ponto nada mudou, mas quando tento mover qualquer coisa, nada se move, é como se os objetos tivessem adquirido um peso incalculável que, nenhum homem, nem o mais forte do mundo, seria capaz de mover. Eu estava completamente impotente, eu não podia pedir ajudar pelo telefone, pois não consegui leva-lo a minha cabeça, eu não podia sair do apartamento, porque, além de não ter a chave, eu não conseguia mover a maçaneta, eu tentei até gritar, mas não surgiu nenhum efeito, e tinha Demi, que não estava aqui comigo. Ela voltaria? Ela sabia eu estava aqui a sua espera? Será que ela me daria às respostas que eu tanto anseio?
As horas estavam passando, e nada mudava. O telefone não parava de tocar, pela bina vi que foram 8 telefonemas de Eddie, 5 de Miley e, incríveis, 10 telefonemas da escola em que Demi trabalha. Com isso comecei a ficar preocupado não só comigo, mas também com ela, pois se eles estavam ligando para cá e porque não estavam com ela, e onde mais ela estaria? As ligações já tinha se sessado fazia mais o menos uma hora, mas minha preocupação não.
Mais uma hora, mais outra e mais outra, a impotência foi tomando conta do meu corpo, cada segundo parecia demorar um século para passar, Demi não dera nenhum sinal de vida, e nem mesmo algo indicava que ela voltaria, para piorar eu ainda não conseguia mover nada e Oliver se mantinha alerta as minhas movimentações, ele não latia, nem mesmo rosnava, mas continuava se esquivando de mim e se assustando a cada movimento meu.
Não estava sendo fácil para eu ficar sentado e esperar que alguma coisa acontecesse que pudesse explicar o que me acontecia.

--
Joe só chegou ao hospital às uma da tarde, porem não liberaram visita de imediato, primeiro queriam analisar o estado de saúde dele, para garantir que a viajem não piorou seu estado, que já não lhe era muito favorável. Só aí Demi consegui ligar para a escola, dando a justificativa da sua falta, e foi consolada pela diretora da escola que lhe permitiu licença por tempo indeterminado, depois foi a vez de Miley, que entrou em estado de choque ao receber a notícia, e só não largou o serviço para ir se juntar a amiga nos hospital por causa dos pedidos de Demi para que ela continuasse onde estava e que não se preocupasse em se deslocar para tão longe, por último foi Eddie, Demi sabia que o pai ficaria tão transtornado quanto ela, só que não pelas mesmas razões.
Eddie fechou a oficina antes do horário normal e sem pensar duas vezes, junto a Logan, se dirigiram até o hospital, provavelmente correram a velocidade máxima permitida nas estradas, porque não demoraram tanto quanto se calculava para chegar.
 Assim que chegaram logo foram tentar consolar, tanto Demi quanto os pais de Joe, não tinham muito a falar, a notícia havia sido um baque para eles, Eddie sabia muito bem que um dia isso poderia acontecer e sempre temeu pela filha, mas por algum motivo o fato lhe havia pegado totalmente desprevenido, Logan não falava muito, ele sempre é bem brincalhão e bobalhão, mas tem consciência que aquele momento era sério e que nenhuma de suas brincadeiras seriam bem vindas, fora que ele tampouco estava no clima. Logan havia conhecido Joe antes mesmo de Demi, na verdade foi graças a Logan que eles foram apresentados um ao outro, e sempre que pode ajudou a irmã a se encontrar com ele, quando o pai a proibia, o considerava muito mais que um cunhado, saber que o amigo estava com risco de morrer era muito para ele, e pior, saber que a irmã, que Logan ama mais do que demonstra, iria sofrer muito se algo piorasse, e se não podia ficar pior ainda, Demi estava gravida, aquela criança poderia nascer órfão. As coisas estavam bem ruins.

DEMI

_ Demi você tem que comer filha. – pediu meu pai com a voz baixa. Eu estava sentada na cadeira, não tão confortável do hospital, junto a todos, perto do quarto em que Joe já estava internado.
_ Eu não quero pai. – respondi. A tristeza me impedia de sentir qualquer outra sensação, frio, fome, dor, nada, em mim só havia tristeza.
_ Não vai ajudar muito morrer de fome. – insistiu ele.
_ Se eu comer alguma coisa eu não lhe garanto que ficará em mim. – disse. Meu estomago não parecia com vontade de receber nada e provavelmente rejeitaria caso eu insistisse.
_ Ainda sim, não é só você que precisa ficar saudável, lembra-se da criança. – falou ele, só aí me dei conta, parecia que com toda esta confusão eu fui aos poucos me esquecendo de que não se tratava apenas de mim, havia alguém a mais, que precisava tanto de mim quanto eu podia imaginar, precisava de uma atenção e carinho na qual, agora, eu não podia lhe dar. _ Só tenta. – pediu, me dando a marmita que o hospital oferecera para os visitantes. Assim como eu, Denise também não tocara na comida, ela mal de movia, a respiração estava fraca, piscava pouco, como se a todo o momento estivesse pensando em algo e se mantinha na mesma posição desde que separamos o nosso abraço, sentada curvada para frente, olhando para baixo e com o lenço na mão, para enxugar suas lagrimas.
Peguei a marmita e abri-a, ainda estava quente, não tinha nada demais, arroz, feijão, uma salada de alface e tomate e um pedaço da coxa de frango assado. Empurrei a comida, o máximo que consegui goela a baixo, e no final, apesar do meu esforço, não fora muito, deixou mais da metade, meu pai acabou deixando passar, pois viu que eu tentei comer.

Só depois de três horas da chegada de Joe que o médio veio dar notícias sobre seu estado.
_ Os senhores são os parentes do paciente Joseph Jonas, não é? – perguntou se aproximando.
_ Sim. – respondeu Denise aflita, dando um sinal de vida, se levantando e se pondo a frente do doutor. _ Somos nós mesmos, me diz se ele está bem, ele acordou? Ele está estável? – perguntava desesperada, não se permitindo respirar entre as palavras, e impedindo o medico de dizer alguma coisa. _ Por favor, diga que ele esta melhor. – pediu, juntando as mãos como quem reza. Paul tentando controla-la, a pegou, gentilmente, pelos ombros, e a puxou, cuidadosamente, afastando-a do doutor e se aproximando mais dele. O medico respirou fundo e começou a dizer.
_ Meu nome é Ian, estou cuidando do caso de Joseph. – se apresentou, mesmo sabendo que ninguém ali estava realmente interessado em saber quem ele era, a única coisa que todos queriam era saber sobre o estado de Joe. _ Joseph está em como e o estado dele é grave, porem estável. – disse ele, tomando cuidado para não nos deixar piores do que já estávamos. _ Ele está respirando e se alimentando por aparelhos, ele teve uma costela quebrada, mas não atingiu nenhum órgão. – disse. _ Ele sofreu um traumatismo craniano, ele foi atingido por um tiro na cabeça, e se não fosse o capacete que ele usava teria sido fatal, porem não foi o suficiente para que a bala atingisse seu crânio, apenas amorteceu. – explicou. _ A primeira cirurgia já foi feita, e foi realizada com sucesso, haverá uma nova cirurgia daqui a uma semana. – concluiu.
_ Ele vai acordar? – perguntei. O doutor não respondeu de imediato, talvez ainda não tivesse certeza de nada naquele momento e por isso sua resposta fora vaga.
_ Ele ainda está vivo, não podemos destacar esta possibilidade.
_ Se ele acordar vai ter alguma sequela? – perguntou Denise.
_ Isso nós só saberemos se ele acordar. – respondeu. Não sei se todos perceberam ou se só eu escutei o ‘se ele acordar’, não havia um ‘quando ele acordar’ era apenas um ‘se’ abrindo uma chance de que este ‘se’ se tornasse um ‘nunca’.
_ Não já podemos visita-lo? – perguntou Paul.
_ Eu liberarei um por um, mas eu quero que vocês prometam que não irão toca-lo na intenção de abraça-lo, ou algo que possa fazer um movimento brusco em seu corpo, ele precisa ficar quieto.
_ Nos prometemos. – disse Denise, se soltando das mãos de Paul, que ainda estavam em seus ombros, e tornando a se por a frente do doutro. _ Eu posso ir? – perguntou.
_ Claro. – falou ele gentil. _ Venha comigo.

Esperei pacientemente pela visita de Denise, que deve ter ficado mais de 30 minutos lá dentro, saindo apenas após a chegada de Paul a porta do quarto de Joe, pedindo para que ele o pudesse ver, acredito que caso Paul não tivesse feito isso, Denise estaria lá até agora, não a culpo, tampouco garanto que sairei quando chegar minha vez. Paul foi mais breve, 15 minutos foi o suficiente para que ele saísse, enxugando os olhos, a visão do filho internado com certeza o fez desmontar a pose de homem forte, ele também sofria, sofria tanto quanto eu e Denise.

Assim que fui permitida a entrar no quarto, eu fui a passos receosos, eu queria vê-lo, mas no fundo sentia medo do que eu iria encontrar, tinha medo de não ser forte o suficiente.
Abri a porta do quarto e o vi lá, deitado na cama, com a cabeça enfaixada, com fios para todo lado, um para a respiração, alimentação, soro, sangue, batimentos cardíacos, leitor do funcionamento cerebral... Aproximei-me dele e o toquei no braço. Minhas lagrimas logo brotaram, ele estava ali, era o mesmo homem que eu deixei embarcar naquele avião, porem agora, ele estava imóvel na minha frente, incapaz de se mover, incapaz de respirar ou se alimentar sozinho, tão impotente quanto eu, que queria de qualquer maneira cura-lo, fazê-lo acordar, mas não conseguia nem mesmo parar de chorar.
Eu não sabia se ele podia me escutar, eu não sabia se ele podia me sentir, mas eu torcia para que houvesse uma parte, por menor que fosse, consciente o suficiente para sentir minha presença ao seu lado. Peguei a cadeira do visitante e coloquei o mais próximo da cama possível, coloquei minha mão encima da sua mão e a cariciava enquanto comecei a falar perto de sua orelha.
_ Ei amor...

                CONTINUA...
Cedo ou tarde
A gente vai se encontrar,
Tenho certeza, numa bem melhor.
Sei que quando canto você pode me escutar
                               ♪ Cedo ou tarde – NX0

--

Bom gente, tentei escrever este capítulo mais rápido possível, para não lhes deixar sem nada até o próximo domingo, mas espero que mesmo tendo sido feito as pressas vocês gostem.
Agora só volto a postar domingo, mas tentarei o máximo possível postar no sábado, porem só garanto capítulo novo no domingo ou segunda.
Não se esqueçam de comentar/Avaliar.
Bjsss

Silvia: Oi, quanto tempo. Pois é, senti falta da sua fic, mas que bom que você voltou J Fico feliz que tenha gostado dos capítulos. Bjss. 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

12º CAPITULO “Eu estava o perdendo” – AMOR EM GUERRA


 Quando em fim voltei a mim, eu estava na onde eu jamais poderia ter pensado que estaria. Como fui parar lá? Eu não deveria estar no exercito agora? Era possível eu estar de volta para casa?
Demi foi dormir tarde, esperava ter mais notícia, qualquer coisa que a acalmasse, havia esperado tanto naquele maldito canal e não teve nada que realmente a esclarecesse, talvez até tenha piorado sua situação, pois antes não tinha números, e em sua mente, poderia talvez, por um milagre, todos os soldados terem se salvado, mas não, havia mortos, havia feridos e ela não sabia nomes, não sabia quem, não sabia nada, nada que a pudesse fazer tirar sua conclusão, nada que garantisse que Joe estava bem, nada a garantisse que Joe estava machucado, nada que a garantisse que Joe estava vivo.
 Demi salteou de canal em canal, parava naqueles que estavam passando algum telejornal, mas nada lhe era acrescentado. Os mesmos números, a mesma falta de nomes.
 Ela se atreveu a pesquisar na internet, no desespero de pelo menos assim conseguir algo. Nesse ela conseguiu um pouco mais de informações, como algumas fotos, números atualizados de vitimas tanto para os americanos e ingleses tanto para o talibã, porem nada que ela realmente queria. Ela tornou sua atenção para TV novamente e deixou ligada no primeiro canal, quem sabe logo teria o plantão e com isso eles a acalmariam de vez? Porem nada mais foi dito. Não antes que o sono a vencesse.  

Como consequência de ter dormido tarde, Demi acordou em cima da hora, já que em seu sono profundo, o barulho do despertador não foi o suficiente para desperta-la. Se não fosse seu habito acordar cedo, que adquiriu ao passar dos anos, provavelmente ela teria perdido a hora completamente. O que não a faria mal, pois o estresse da semana, que mal havia começado, estava deixando-a em um péssimo estado. As noites eram mal dormidas e dos dias preocupantes. Se ainda fosse uma criança pedia ao pai para faltar de aula e caso ele não deixasse de primeira, ela logo começaria a fazer cara de manhosa até conseguir derreter o coração do pai e poder escutar de sua boca um ‘sim’ como resposta. Este era um dos poucos caprichos que Demi se permitia ter quando menor. Este hábito foi se tornando mais raro quando cresceu e foi abolido de suas ações quando sua mãe morreu, no começo ficar em casa era o mesmo que implorar para lembrar sua mãe, Demi tampouco queria esquece-la, mas as lembranças a machucavam de mais.

No primeiro momento, talvez pela sonolência ou talvez por não estar totalmente acostumada ainda, ela nem percebeu que estava sozinha, mas depois de lavar a cara e começar a preparar seu desjejum ela se deu conta de que Denise não havia ido. Demi olhou melhor pelo pequeno apartamento e Denise realmente não havia ido, tampouco ligara para ela, nem no celular e ao olhar a bina do telefone, nem para o fixo, se não fosse por Oliver, que a seguia a todo canto, ansiando por um carinho da dona, mesmo tendo recebido um belo abraço a pouco, Demi estaria completamente só.
 Acontecera alguma coisa? Ela estava atrasada? Ela estava cansada? 
Na duvida resolveu se acalmar talvez Denise desse sinal de vida mais tarde.
Como ela já tinha acordado atrasada sua rotina teve que ter uma leve mudança, não havia tempo para levar Oliver para passear, o banho teve que ser bem rápido, só para disfarçar a cara de sono, o café da manhã foi fraco, levando em conta dos que vinha recebendo ultimamente, graças a Denise, mas seria o suficiente para ela esperar até o recreio dos meninos na escola. Bom, na verdade era o que ela esperava, pois sabia que sua fome estava ficando cada vez mais insaciável.

Assim que estava saindo de seu apartamento, uma figura com farda completa do exercito, incluindo o boné, saiu do elevador. O coração de Demi disparou. Seria Joe? Ele havia voltado? Sem avisa-la?
Mas assim que sua visão melhorou ela pode ver que não era Joe, não era ninguém que ela conhecia, mas ainda sim ele vinha em sua direção.

_ Senhorita Jonas? – perguntou o homem. Sua voz era grossa, o que se podia esperar, já que ele era um moreno forte e que deveria ter quase 1,90, mas Demi pode perceber a pontada de tristeza que havia nela.
_ Sim, sou eu. – respondeu Demi com um pouco de receio. O homem tirou o boné da cabeça e pós em seu coração.
Aquela era a visão que Demi mais tentava se afastar, ela tinha medo de que um dia isso poderia acontecer com ela. Tudo isso era tão injusto, poderia ser um erro? Ela ainda estava sonhando? Era um pesadelo? Alguém poderia acorda-la? Porque ela não estava gritando? Porque não fugia? Porque não acordava?
_ Senhorita Jonas, sinto muito...

JOE

Eu estava no quarto em que dormíamos parado do lado da cama, a janela estava fechada, mas a cortina estava aberta, fazendo que a luz pudesse entrar e iluminar todo o quarto, a cama ainda estava bagunçada, o que não é muito comum, pelo menos quando eu estou aqui, pois Demi sempre tenta não deixar a bagunça acumular, pois sabe que depois vai ter preguiça de arrumar. Quando toquei nos lençóis percebi que ainda tinha o calor de Demi neles, ela não deveria ter acordado há muito tempo, me aproximei mais e eu pude sentir seu cheiro, era bem forte, bem mais forte do que eu lembrava. Talvez fosse a saudade que me fez ter esta sensação.
Sai do quarto e fui para a sala, lá pude encontrar Oliver, deitado diante da porta, provavelmente ficaria lá até a hora que Demi chegasse.
_ Oliver. – chamei-o enquanto batia com a mão, para atrai-lo, assobiei quando vi que ele não me escutou. _ Oliver. – chamei novamente, me aproximando dele. Só aí que ele me percebeu e antes que eu pudesse toca-lo, ele se levantou e começou a me latir compulsivamente. Parecia estar com medo. _ Ei Oliver. – falei tentando parecer o mais amigável possível. _ O que está acontecendo rapaz? – perguntei tentando me aproximar mais ainda. Ele nunca foi assim, sempre me recebeu feliz, com o rabo abanando, porque agora ele resolveu ficar latindo para mim como se eu fosse um completo estranho? Porque ele se esquivava da minha aproximação como se eu fosse perigoso? Eu fiz algo que não me lembro contra ele? Eu tampouco me lembrava de como cheguei ali, talvez eu, no meio da minha inconsciência, o machuquei sem querer.
Tentei ir me aproximando dele mais e mais, e ele ia se afastando, ganhando distancia de mim a cada passo que eu dava, ele ia de ré, não parava de me latir em nenhum momento, e por varias vezes me rosnou mostrando seus dentes. E nessa fomos até que ele deu de bunda na parede, não tinha como fugir, assim eu entrei em ação e o acarinhei na cabeça, com cuidado para que ele não me morder, ele ainda mostrava os dentes, mas começou a ceder aos meus carinhos.
 _ Ei garoto, porque tanto medo? Fiz-lhe algo de mal? – perguntei a ele, fazendo aquela voz idiota que toda pessoa faz quando fala com um cachorro ou uma criança. Continuei a acaricia-lo até que percebi que ele já estava realmente calmo. Tentei pega-lo no colo mais não consegui, foi como se ele escorresse dos meus dedos. Seria isso possível? Eu fui treinado para carregar canhões com mais de 100 quilos caso fosse necessário, como que um cachorro que não deveria pesar nem mesmo 7 quilos poderia escapar por minhas mãos, como se eu não tivesse nenhuma força em mim?
Tentei novamente e não o levantei nenhum centímetro, uma brisa faria mais diferença nele do que meu toque nesse momento. Eu não estava fraco, eu ainda tinha meus músculos no braço e eu estava me sentindo com a força de um leão. Então porque cargas d’águas eu não conseguia pegar aquela pequena criatura nos braços? Eu estava doente e não sabia? Era esta doença que me impedia de lembrar-me de como cheguei aqui? Tudo isso foi por causa do barulho? Por causa da dor? Por causa da luz?

DEMI

Eu estava no alto, minha vida era boa, eu tinha meus problemas, mas eu era feliz, afinal das contas e impossível tudo ser perfeito.
 Eu tenho o emprego que sempre quis, eu tenho amigos, poucos, mas confiáveis, uma família que me apoia e que me faz bem, tenho o marido, o melhor que eu podia ter encontrado e eu estou esperando uma criança. Não tinha como ser melhor. Eu não podia reclamar.

Mas aí eu caí, eu encontrei o abismo. Eu fui alto de mais e cai, levei um tombo maior do que eu poderia ser capaz de aguentar. “Eu sinto muito” A voz grossa e triste daquele homem ainda ecoava em minha mente, as lagrimas caiam descontroladamente dos meus olhos, meus joelhos bambeavam, eu fiquei paralisada em meu choque, havia gritos que se entalaram em minha garganta. Eu queria tanto berra-las, queria tirar aquela dor de dentro de mim, mas eu só sabia chorar.
Isso não é justo, não poderia ser verdade. Tudo aquilo era demais para mim.
“Ainda há chance para ele” lembrava-me das palavras daquele homem desconhecido, ele tentava me acalmar, mas não me servia de nada aquelas palavras.

Eu ainda chorava enquanto fui encaminhada por aquele homem ao hospital, Joe ainda não tinha chegado lá, ele tinha ido para um hospital na Inglaterra primeiro, onde recebeu os primeiros cuidados, assim que achara que sua condição era estável o suficiente o liberaram para vir para Carolina do Norte, ele não iria vir para Fort Bragg, iria para capital, Raleigh, pois lá teria hospitais como melhor infraestrutura para o caso dele, ele ficaria no Duke Raleigh Hospital, é dos melhores do estado e o governo pagaria por qualquer despesa.

O homem não sabia muito o que deveria fazer comigo, provavelmente não fora preparado para lhe dar com situações onde a emoção fala mais forte, afinal o exercito não quer homens chorando por qualquer coisa. Porem o pouco que minha visão embaçada pelas lagrimas me permitiam ver eu vi em seu olhar a preocupação e a vontade que ele tinha de que eu melhorasse que eu parasse de chorar, eu deveria o estar apavorando também, mas eu nada pude fazer, a tristeza era maior.
Eu estava o perdendo.

                CONTINUA...

Lembro de nós dois
Sorrindo na escada aqui
Estava tudo tão bem
E de repente acabou
Menos de um segundo – Rosa de Saron
--
Olá, mais um capítulo postado, espero que gostem. Tentarei postar mais um capítulo até segunda, caso chegue segunda as duas da tarde e eu ainda não tiver postado quer dizer que eu só vou voltar a postar no próximo domingo.
Não se esqueçam de comentar/Avaliar
Bjsss.

Juh Lovato: Acho que você matou a charada, é ele mesmo que está em coma. Postado, espero que goste. Bjss linda.
Anônimo: Que bom que você gostou da fic, seja bem vinda nova leitora e muito obrigada. Postado, espero que goste. XOXO

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

11º CAPITULO “De volta para casa?” – AMOR EM GUERRA


_ Vencemos! – gritavam os soldados com os braços para cima, sinalizando a alegria. _ Matamos o líder! Vencemos!

Tudo parecia ter melhorado ao amanhecer, Demi acordou melhor, boa o suficiente para, mesmo com a constante insistência de seu pai para que ela ficasse quieta, ir trabalhar e conseguiu dar todas as aulas sem problemas.

_ Tem alguma noticia? – perguntou Demi a Miley, se referindo à guerra, em que o marido de ambas estava enfrentando.
_ Ainda não. – falou Miley. _ Não vi noticias em nenhum jornal. Talvez isso seja bom, pois significa que não teve muitas perdas.
_ Mas não significa que não teve nenhuma. – lembrou-a Demi. As duas estavam tristes e preocupadas. Sempre que, por algum motivo, elas descobriam que haveria um ataque, por antecedência, elas ficavam desanimadas e alarmadas. Talvez seja por isso que nunca dizem que raramente falam quando acontecerá algo, e elas costumam descobrir apenas depois, quando sai alguma notícia no jornal.
_ Você poderia ser menos pessimista? – Miley sabia que Demi estava certa, mas lutava contra seus pensamentos escuros para continuar com a esperança de que tudo estava bem.
_ Eu só estou sendo real.
_ Não precisa usar ela em mim não tá? – Demi riu fraco com o jeito que a amiga falou. Miley poderia estar certa. Há quantos anos os maridos de ambas estavam no exercito e saíram ilesos? Infinitas. Não custava nada acreditar que eles saíram desta também.
_ Para de ser boba loira. – Miley também relaxou e deu uma risadinha. _ No final das contas Liam não ficou uma semana, bem feito. – falou Demi, saindo do tema principal e animando um pouco os ânimos.
_ OW sua chata, fica rindo da tristeza dos outros. – disse Miley, brincando. _ Da próxima vez ele vai ficar uma semana e o Joe não. – falou.
_ Quem te disse isso? – perguntou Demi.
_ Eu estou falando. – respondeu. Demi fez careta.
_ Pois eu já aposto o contrario. – falou.
                                               (...)
Apesar de melhor de saúde, a mente de Demi ainda estava preocupada, a conversa com Miley e foco no trabalho a ajudaram bastante, mas assim que seu dia tumultuado acabou sua mente se abriu para os medos novamente. Ela queria ter certeza que Joe estava bem, o medo de perdê-lo ou de vê-lo ferido era demais, era aterrorizante, porem por mais que ela tentasse afastar de si todo e qualquer temor, em um minuto de desatenção lá estava a preocupação voltando a lhe atacar.
Como de costume, quando chegou à sua casa, Demi ligou a TV e trocou de roupa. Assim que o jornal começou, anunciaram sobre o ataque. Primeiro ficaram apenas enrolando, parecia que queriam prender os espectadores até o fim do jornal, as emissoras sabem que notícias deste tipo prende o povo americano.
Os patriotas, que apoiam a guerra, assistiam para saber se o exercito que tanto se orgulham venceram e quais foram os heróis que morreram pela bandeira. Já os pacifistas assistem para ver quais os números dos mortos, esses seriam somados aos tantos outros e logo virariam números e nomes em cartazes que seriam usados em um dos vários protestos que fazem a favor da retirada das tropas americanas de combate. E tinha também uma pequena parcela, que assistia para saber sobre as pessoas em si, queriam saber se seu filho, pai, marido, amigo ou um conhecido, qualquer pessoa que pudesse ter um vínculo especial, na qual uma notícia boa logo o faria sorrir, e uma notícia ruim desencadearia a tristeza. Para estes a espera era pior, pois nada podia acalmar seus corações, só de passar pela cabeça deles que poderiam ser órfãs, viúvas ou sozinhos, já os leva a loucura. Mas o que se pode fazer?  Eles assim como os outros tinham que esperar, eles entravam no jogo da emissora de esperar até o momento em que os conviesse passar a reportagem.

Demi se sentou no sofá, com os olhos vidrados na televisão, esperava por noticias, por uma boa noticia, talvez até mesmo por uma má...

Nada fora muito detalhado, apenas frases soltas que tão pouco a acalmaria. “O líder do grupo foi morto e a maior parte das perdas foi do lado inimigo”, “Do lado americano já foram confirmadas quatro mortes, um soldado se encontra ferido em estado grave e um soldado se encontra em coma também em estado grave” “Do lado inglês foram confirmadas cinco mortes e dois feridos estáveis”  “ O governo ainda não disponibilizou nomes, mas assim que obtivermos mais informações, será passado aos telespectadores através do plantão.”  

--

A volta à base iria ser mais demorada do que a ida, agora havia corpos e mais pesquisas. Eles queriam descobrir se haviam outros esconderijos como este, se haviam algum plano em andamento, fora que tinham pessoas mortas, a maioria, como era de se esperar era do lado dos talibãs, mas tinham vitimas entre os integrantes do exército. Sim, eles tinham vencido, mas não saíram ilesos.
Todos estavam cansados, a batalha foi mais violenta e durou mais do que o desejado, sabia-se que houvera fugitivos, além de terem ficado a noite inteira sem dormir, ainda teriam que os procurar pelo deserto, talvez não tivessem ido muito longe, eles não podiam ir muito longe, estavam no meio do nada, talvez estivessem atordoados pelo barulho e susto e isso poderia ser o suficiente para fazê-los se perderem no meio do deserto, tornando-se vitimas fáceis do exercito.
 Pessoas fugitivas podem causar problemas, pois podem ser uteis informantes para um contra ataque. Mas também podem ser muito bem vindas, pois podem ser informantes bem melhores para um ataque maior ainda.

JOE

Eu não tenho muita certeza de onde eu estava. Eu escutei um barulho, foi algo bem forte e bem alto, pude escutar gritos, eu não os soube definir muito bem, mas pareciam serem de comemoração. Talvez o ruído me tivesse feito ficar um pouco surdo, uma surdez temporária. Porem logo eu senti um dor forte na minha cabeça, era do lado direito, era algo intenso, arrisco a dizer que foi a dor mais forte que eu já senti em toda minha vida. Eu só pude soltar um grito da minha garganta e nada mais.
É. Talvez não fosse somente uma surdez temporária.

 Por um momento eu via uma luz muito forte em meu rosto e depois fechei os olhos, acho que dormi, dormi profundamente. Talvez eu tenha desmaiado por causa forte fumaça ou por causa da dor e quando me despertei por alguns minutos apenas escutei gritos, alguns eram berros de euforia. “Ganhamos!”. “O líder foi vencido, ganhamos!” Já outros – esses mais próximos da minha cabeça – eram de terror. “Homem ferido!” berrava alguém ao meu lado, a voz parecia ser conhecida, mas eu não conseguia identifica-la com exatidão, eu deveria estar tonto de mais para isso.
 Eu queria abrir mais os olhos e me levantar para ajudar, queria saber quem era o ferido, queria ajudar a tira-lo dali, tinha que ser um salvamento rápido, pois caso ao contrario poderia ser fatal, e eu não queria nenhuma fatalidade, não hoje, pois eu acho que vencemos, não é? Eu escutei dizerem que ganhamos, ou eu estava louco?
 Senti meu corpo sendo arrastado para fora do local, sem nenhum cuidado, não senti muita dor, parecia que meu corpo estava meio que anestesiado, mas ainda sim eu conseguia sentir meu corpo sendo puxado. Depois de alguns segundos eu não pude ver mais nada, simplesmente apaguei.

Havia uma luz.
Ela estava cada vez mais próxima. Ela vinha até a mim, vagarosamente ela vinha até a mim. Eu levantei a mão em sua direção, sua luz me atraia, eu queria ir até a ela, algo em mim gritava para que eu a pegasse, eu podia sentir sua paz, como se fosse um abraço de paz se aproximando de mim. Porem ela vinha tão lentamente, ela parecia ainda tão distante. Eu não consegui chegar perto, eu não conseguia ir até ela. Pois toda vez que eu começava a correr mais em sua direção, mais ela se afastava de mim, era como se de nada adiantasse, continuava tão distante como antes.
Resolvi esperar.
Aí eu senti um aperto no meu coração. Como se fosse um choque, uma adrenalina, uma após a outra, cada vez mais forte e dolorido, cada vez mais real.
Depois, sem nem mesmo um explicação, a luz começou a se afastar de mim. A medida que a dor no peito aumentava e se tornava mais real a luz ia se afastando e ficando mais fraca diante de mim, mais e mais, até que eu não pudesse ver mais nada.

Quando em fim voltei a mim, eu estava na onde eu jamais poderia ter pensado que estaria. Como fui parar lá? Eu não deveria estar no exercito agora? Era possível eu estar de volta para casa?
                               CONTINUA...

Porque eu sou apenas uma rachadura neste castelo de vidro
Não sobrou quase nada pra você ver
Para você ver...
Castle of glass – Linkin Park
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Talvez vocês não tenham entendido muito esta última parte da fic, nos próximos capítulos as coisas começarão a ficar mais claras. Pelo menos é o que eu acho.  Eu comecei a fic com uma historia em mente, mas resolvi mudar, espero que fique melhor e que vocês ainda sim gostem, ela agora será inspirada em um dos últimos livros que li.
Não se esqueçam de comentar/Avaliar.
Bjssss.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

10º CAPITULO “Vencemos!” – AMOR EM GUERRA


Mesmo não querendo Macus acabou seguindo Joe, porem antes mesmo de chegarem ao local a caminhada foi interrompida por um ruidoso tiro e um fatal grito.
Nada estava dando certo para Demi naquele dia, se já não bastasse o dia conturbado, com direito a xingamentos de um pai sem razão, a tristeza da melhor amiga, a descoberta do grande ataque na qual Joe estava, Demi continuava a passar mal, nada parava em seu estômago, Denise, ao ver o estado da nora, resolveu ficar em seu apartamento para tentar ajuda-la, mas ela pouco podia fazer, já havia ligado ao medico, mas o mesmo disse que era algo normal e que talvez fosse melhor Demi se acostumar com isso, não tinha como arranjar remédios, já que nenhum lugar vende remédio sem prescrição medica e as duas não poderiam arriscar em qualquer receita caseira que viram na internet. Denise tentava achar algo que pudesse cozinhar e que não a deixasse mais enjoada, mas de nada adiantava, qualquer cheiro, qualquer comida que entrasse em sua boca logo era despejada de volta, isso não era nada bom, não era apenas Demi, tinha também o bebê, manter-se bem alimentada é algo imprescindível para qualquer gravida. Porem para Demi o que a estava torturando não era o constante enjoo, mas sim saber que nesse exato momento seu marido estava no meio de uma batalha que lhe poderia custar a vida.

_ Está melhor? – perguntou Denise, se aproximando de Demi que estava deitada em sua cama, seus enjoos pareciam que já estavam prestes a cessar.
_ Um pouco. – disse Demi, com a voz rouca, seu corpo doía um pouco, sua cabeça estava cheia de preocupações.
_ Você acha que já dá conta de comer? – perguntou.
_ Acho melhor esperar um pouco mais para ter certeza. – respondeu Demi.
_ Tudo bem. Seu pai ligou. – anunciou, sentando-se ao lado de onde Demi estava deitada. _ Ele virá dormir aqui.
_ Não precisa de tudo isso. – falou Demi, fazendo cara feia. _ Vocês dois estão se sacrificando demais por mim.
_ E você acha mesmo que vamos deixar você passar por isso sozinha? – perguntou Denise. _ Nos te amamos demais para lhe abandonar agora.
_ Eu sei, mas eu não queria lhes incomodar tanto. – falou Demi, se levantando um pouco, para ficar sentada na cama. _ Você agora só fica aqui, eu gosto disso, mas o pobre Paul fica quase o dia todo sozinho, e meu pai deve ter trabalhado o dia inteiro e ao invés de ir para casa e dormir, descansar, vai vir até aqui, aposto que ele não irá dormir direito, o conheço bem, vai ficar a noite inteira vendo se eu estou bem.
_ Ele jamais reclamará por isso, somos pais, sacrificamos pelos nossos filhos sem pensar duas vezes. – falou Denise dando um sorriso para Demi. _ Você logo sentirá isso também. – Houve um curto silêncio.
_ Obrigada.
_ Se eu pudesse faria muito mais por você. No momento em que se casou com Joe você também se tornou minha filha.
_ E você minha mãe. – A duas se abraçaram.
                               (...)
 _ Ele está numa batalha pai. – confidenciou Demi, chorosa, ao pai. Ela não chegou a falar nada com Denise, mesmo sabendo que ela, como mãe, tinha total direito de saber sobre isso, mas Demi sabia muito bem que Denise ia ficar tão preocupada como ela, isso não seria nada agradável, o dia já estava conturbado o suficiente. Demi agora estava na cama, com a cabeça no colo do pai, e o mesmo a fazia cafune. _ Eu sei que não é a primeira vez, mas eu acho que eu nunca fiquei com tanto medo por ele.
_ Acalma-se filha. – pediu Eddie com uma doçura em sua voz. Eddie também não estava calmo com tudo aquilo, ele também temia pela vida do genro e pela saúde da filha e do neto, sabia muito bem que se algo acontecesse a Joe, Demi se sucumbiria diante de seus olhos e ele nada poderia fazer. Internamente ambos rezavam por proteção ao Joe, afinal era só isso que eles podiam fazer. Ninguém podia ir lá, pegar Joe e leva-lo para segurança, por mais que quisesse e fizessem, caso lhes fosse possível, mas não, a única alternativa era rezar e esperar que suas preces, silenciosas, mas mais verdadeiras e puras impossíveis, fossem escutadas.
_ Eu não quero que nada o aconteça. – choramingou Demi.
_ Vai ficar tudo bem Demi. – tornou tentar acalma-la. _ Tudo vai dar certo, ele vai ficar bem.
  _ E se não ficar? – perguntou baixo, porem alto o suficiente para que Eddie escutasse seu temor. _ Eu não sobreviveria pai.
_ Eu sei filha. – falou Eddie, segurando-se para não chorar junto à filha, ele imaginava como seria se algo de mal acontecesse e as imagens que vinham em sua mente, de nada o agradava. Eddie sabe o que é perder alguém e como seria difícil para Demi, ele teve que ser muito forte para conseguir cuidar dos filhos, mas foi algo torturador, que ele jamais desejaria a ninguém, principalmente a própria filha. _ Eu sei.

Naquela noite, pai e filha dormiram juntos, já em alta madrugada, após terem sido derrotados pelo cansaço do longo dia e pelos olhos inchados pelo choro.

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A fumaça ainda era bem forte e a visão debilitada, os ruídos de passos, gritos e dos motores dos helicópteros e tanques ainda soavam pelo ambiente, não se podia ter certeza de onde que havia vindo aquele grito, mas se podia ter certeza que era do mesmo lugar do tiro. Uma correria dentro do local em que Joe estava começou, era como se todos estivessem indo para o mesmo local, ninguém sabia exatamente o porquê, até que outro grito, porem este de euforia foi escutado e em poucos minutos se espalhou por todo o lugar.
_ Vencemos! – gritavam os soldados com os braços para cima, sinalizando a alegria. _ Matamos o líder! Vencemos!
                CONTINUA...
Um aviso para o povo
O bem e o mal
Isto é guerra
                                30 seconds to mars

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Desculpe-me pelo capítulo pequeno e fraco, prometo tentar melhorar.
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjss

NINA: Muito obrigada por comentar, bjsss linda J

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

9º CAPITULO “Um ruidoso tiro e um fatal grito” – AMOR EM GUERRA


_ Tudo bem. – falei e comecei a abrir a carta. Li e reli por varias vezes, forçando o minha visão para enxergar pela fraca luz da lamparina, eu podia sentir a dor de suas palavras e de sua decisão de me deixar livre para escolher o que eu achava melhor, isso, eu não posso mentir, me fez pensar em ficar, afinal ela mesma escreveu que me apoiaria, não é? Mas toda hora que via foto do ultrassom, meu coração logo se derretia, se eu já amava aquele ser que nem se quer eu podia ver com muita nitidez ou pegar, seria eu capaz de ficar longe depois que nascesse? Esta era uma duvida que eu tinha, era um outro embate que eu enfrentaria, mas, por agora, eu teria de deixar esta duvida de lado, pois amanhã seria o grande dia.
O dia amanheceu chuvoso em Fort Bragg, parecia mais um pressentimento do que poderia acontecer...
Demi, mesmo sem querer, acordou cedo, como sempre. O clima frio e a chuva eram como um convite para ficar um pouco mais na cama, mas era sua obrigação despertar.
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Já era tarde na base do exercito e todos estavam ansiosos, os comandantes repassavam o plano varias vezes, com medo de que uma falha ou brecha pudesse ter sido ignorada, a maioria dos soldados ainda descansava em suas barracas para ficarem mais descansados para a batalha que enfrentariam assim que o sol se posse, Joe era um deles, já outros ansiosos de mais para conseguir ficar mais tempo no colchão, levantaram e se alongavam pelo batalhão.

_ Acorde homem! – berrou Drew, bem no ouvido de Joe. _ Saia deste colchão!
_ Ah. – resmungou Joe, virando para o outro lado.
_ Ande. Acorde! – tornou a gritar. _ Os outros já chegaram, não vais ver seus companheiros?
_ Me deixe!
_ Ande homem, pare de preguiça! – tornou a incomodá-lo. Vendo que não tinha saída, Joe começou a abrir seus olhos vagarosamente enquanto espreguiçava-se no colchão.
_ Será que você poderia ser menos chato? – perguntou Joe, enquanto se levantava a contragosto.
_ Já é tarde Joe, pare de ser preguiçoso. Os outros soldados que estavam de licença voltaram, venha! – disse pegando um dos braços de Joe e puxando, ajudando-o a levantar.
_ Eu os veria mais tarde de qualquer jeito e eu não sou o único a dormir. – falou Joe olhando em volta e vendo alguns poucos homens que também ainda dormiam.
_ Não é por isso que tens que continuar a dormir. – falou. E assim os dois saíram da barraca e foram para fora da barraca e lá encontraram os companheiros recém-chegados.

_ Joe seu dorminhoco.
_ Oi para você também Liam, que bom vê-lo novamente, não esperava lhe ver tão cedo. – disse Joe.
_ Oi dorminhoco, eu também não estava querendo voltar tão cedo. – confessou Liam. _ Mas um bendito ataque me obrigou. – Joe riu da cara de indignação do amigo. _ Se não me bastasse voltar mais cedo, passarei o dia inteiro vendo os planos de ataque, nem terei tempo para descansar.
_ Quando voltarmos você vai se jogar na cama assim como eu e eu quero ver você continuar a me chamar de dorminhoco. – disse.

                               (...)

O dia para Demi parecia se arrastar lentamente e sem nenhuma pretensão de ajuda-la a passar de bom humor, definitivamente nada estava dando muito certo para ela.
1º No primeiro horário de aula Demi teve que sair de sala para falar com um pai, de um dos alunos da 3º serie, que foi reclamar de uma nota ruim recebida pelo filho e começou a xinga-la como se aquilo fosse culpa de Demi.
2º No único momento do dia que parecia que iria ser legal foi outro desastre, assim que chegou à lanchonete de sua amiga, Demi a viu triste pela partida antecipada do marido e ainda descobriu que haveria uma grande batalha, em que tanto Liam quanto Joe enfrentariam.
3º Pela primeira vez, desde que ficara gravida, Demi se sentiu enjoada o dia inteiro, tendo de ser obrigada a ir para casa mais cedo por não conseguir ficar mais que cinco minutos sem ir ao banheiro vomitar.
4º Ao saber da batalha Demi sentiu-se com um  frio na espinha durante todo o dia, o medo estava visível em seu olhar.

JOE
O sol já começava a se pôr os últimos detalhes já tinham sido repassados. Os ingleses ficariam com a parte aérea, seriam os responsáveis de pilotar os helicópteros e de atacar e vigiar por cima, nós, americanos, ficaríamos com a parte terrestre, entraríamos em seus esconderijos e tentaríamos prender o líder do grupo.

_ Preparado? – perguntou Gabriel, nós dois iriamos no mesmo tanque de combate e estávamos nos dirigindo em direção a ele.
_ Mais impossível. – respondi. O que eu mais queria era que isso terminasse logo, eu queria que tudo isso se resolvesse e que minha última batalha como soldado fosse um sucesso, eu queria voltar para casa. _ E você? – perguntei.
_ Sei lá, acho que estou. – respondeu. Eu estranhei sua resposta, ele costumava ser sempre o mais animado, mas animado que eu inclusive.
_ Está acontecendo alguma coisa? – perguntei, agora entravamos dentro do tanque.
_ Não, eu não dormi muito bem, acho que é isso. – falou, acreditei, ele realmente parecia cansado.

Assim que o tanque começou a se dirigir para o local que seria invadido, meu coração começou a disparar, não que fosse meu primeiro ataque, eu já estava há dois anos no exercito já vi muitas coisas, já perdi gente, já matei e já quase morri, mas é sempre assim, não importa quantos ataques, quantas invasões, quantas missões eu já fiz, sempre me dá um nervosismo, um medo de que algo possa acontecer...

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Caos, naquele momento esta é a única palavra que poderia ser descrever o que estava acontecendo, os ruídos dos tiros, gritos, explosões, o ataque estava sendo maior do que se esperava, havia mais pessoas que o que fora calculado, a resistência a invasão era mais forte do que se pensava, um caos tinha se espalhado em todos e por todos os lugares. Havia fogo, era um fogo intenso, o calor era grande, a fumaça tampava a visão dos soldados, isso de nada ajudava, tinham muitas coisa pelo caminho, moveis, caixas, corpos, em alguns lugares, na qual a fumaça era mais forte, os homens na ânsia de sair para um local com mais amplitude de visão acabavam tropeçando pelo caminho, tornando-se possíveis vitimas quase que indefesas.
“Recuem, recuem” Esta era a única ordem do comandante inglês Philippe, “Ataquem, nós estamos conseguindo, ataquem!” era a ordem de Rick, havia um conflito, os que respeitavam o comandante Philippe acabavam tendo que voltar para o combate, ao perceber que a luta ainda continuava, já os que respeitavam as ordens de Rick se lançavam de corpo e alma na luta, mesmo desejavam com todas as forças que as ordens de Rick fossem as mesmas de que Philippe.

Joe estava no meio da confusão, estava dentro da casa em que lhes foi indicado que vivia o líder do grupo, a fumaça por lá era menos densa, mas ainda sim existente e forte o suficiente para lhe cegar um pouco. Por mais treinado que Joe fosse, nesse momento ele estava vulnerável a qualquer tipo de ataque fatal, junto a ele estava Macus, outro soldado, eles pouco se conheciam, mas precisaram de juntar forças para que houvesse maior chance de sobrevivência.
_ Acho que é melhor voltarmos Joe, não dá para ver nada aqui, vamos acabar morrendo. – gritou Macus.
_ Ainda não, acho que tem algo por ali, vamos. – insistiu Joe. _ Caso não tenha nada voltaremos. – disse. Mesmo não querendo Macus acabou seguindo Joe, porem antes mesmo de chegarem ao local a caminhada foi interrompida por um ruidoso tiro e um fatal grito.
                CONTINUA...

Você vê?
Os soldados
Eles estão lá fora hoje
Perdendo a areia de seus coletes a prova de bala.
                Hands Held High – Linkin Park

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Como prometido mais um capítulo foi postado, espero que tenham gostado. Eu só voltarei a postar na sexta-feira ou no sábado, isso se não tiver nenhum imprevisto novamente.
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjss 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

8º CAPITULO “O grande dia” – AMOR EM GUERRA


Ela sabia que para Joe seria difícil largar a guerra, ela não entendia muito, pois ela odiava a guerra e achava irracional ele ter duvidas de que decisão tomar, mas ela não podia fazer nada, ela sabia que Joe adorava o que fazia, e por isso decidiu dar-lhe uma chance para pensar, essa seria sua prova de amor.
Para Joe os dias estavam passando assustadoramente rápido, isso era bom, pois significava que logo o ataque aconteceria e que ele em breve poderia ver sua mulher. Ainda faltava um dia para o ataque, mas tudo já estava pronto, as táticas já haviam sido passadas, os treinamentos já haviam sidos feitos, agora só esperavam a hora certa para o ataque.
Hoje estava um dia atípico na base militar, o vento cessara um pouco, deixando assim que os soldados pudessem ficar fora das barracas com mais tranquilidade, aproveitando isso todos estavam reunido conversando ou jogando baralho fora das barracas, até mesmo os comandantes se permitiram ter um momento de folga e se divertiam junto aos outros soldados.
Joe, Drew, Rick e John, jogavam pife juntos. Eles estavam tão concentrados no jogo que mal falavam um com os outros, apenas assuntos rápidos.
_ Bati! – disse Rick.
_ Mais uma vez? – perguntou Drew indignado, está já era a quarta vitória de Rick, sendo que eles haviam jogado apenas seis partidas, e Drew fora o único que ainda não havia ganhado nenhuma vez.
_ O que posso fazer? Eu tenho sorte no jogo. – disse Rick. _ E digamos que você é bem ruim. – completou. Se Rick fosse qualquer um, Drew o daria uma resposta à altura, mas, mesmo estando se tratando de igual para igual nesse momento, todos ali tinham consciência de que Rick ainda era o superior.
_ Se contente com sua sorte no amor Drew. – falou John, tentando amenizar a indignação do companheiro.
_ Contentas com tão pouco? – perguntou Rick, menosprezando-o.
_ Como assim? – perguntou Drew.
_ Está historia de amor... Soldados deveriam ser como padres, se casam com o exército, um amor apenas atrapalha nas nossas ações. – falou Rick.
_ Discordo. – disse John. _ O amor que tenho em minha mulher e meus filhos que me fazem querer ser um soldado melhor, é por eles que estou vivo.
_ Pois você está enganado ao pensar assim. Eles podem até ser o motivo de você estar vivo, mas por que o medo de perdê-los que o faz agir menos, pensas demais, por mais corajoso que seja você não se arisca tanto em um combate, pois você sabe que tem família e não quer perdê-los. Isso nos prejudica, pois vocês perdem força no combate.
_ Ainda que você esteja certo, eu não me arrependo, antes um soldado covarde vivo e atacando do que um soldado morto e enterrado. – disse John, irritado com o comentário do comandante. Joe e Drew assistiam aquela cena sem silencio, os dois estavam de acordo com John, mas eles não tinham coragem de enfrentar Rick como John tinha.
_ Você está me desafiando soldado?
_ Não. Apenas digo que minha opinião não é a mesma que a sua. – respondeu tranquilo, o que enfureceu mais ainda Rick.
_ Pois eu acho que deverias deixar opiniões inúteis apenas consigo.
_ Não acredito que seja uma opinião inútil. – falou olhando para o comandante que estava sentado bem a sua frente. _ Me diz se não é verdade? Eu posso ser medroso, mas ataco, mato, aprisiono, faço exatamente o que me é mandado, isso porque tenho uma família que me espera, se eu fosse um soldado corajoso, despreocupado e sem razão para voltar para casa, provavelmente já estaria morto, crescendo o número de perdas do exercito.
_ Pois eu optei por não ter uma família e não estou morto. – disse Rick, orgulhoso. _ E por isso me tornei um comandante, ao contrario de você que continua apenas um soldado.
_ Se eu quisesse ser um comandante eu teria sido. – confessou. _ Me propuseram isso. Eu só não aceitei.
_ De burro que sois. – falou Rick, dando de ombros.
_ Para você é vantagem ficar indo de base em base, perder noite planejando batalhas, perder a voz gritando com os soldados em treinamento que não fazem o que você manda. Para mim não, eu prefiro apenas escutar e fazer, e como ganho eu volto para casa e recebo o abraço daqueles que eu amo, não há nada melhor que isso, eu jamais abriria mão disso para ficar aqui e levar criticas caso eu cometesse um erro. Você leva esse batalhão inteiro nas costas, eu admiro tal dedicação em você, mas eu não creio que seja compensador.
_ Se eu fosse você ficava mais quieto, mesmo sendo importante para o batalhão, se eu me irrito com você te jogo para fora sem me importar de como você vai ter que se virar lá fora. – ameaçou Rick, se levantando e saindo do jogo.
DEMI
O final de semana já havia chegado e, não sei se é bom ou não, eu não tive nenhuma noticia sobre onde Joe estava. O lado bom é que isso significa que está tudo bem, já que as más notícias correm rápidas, se algo de mal tivesse acontecido, provavelmente eu já saberia, mas é difícil ficar sem noticias dele, mesmo sabendo que ele está bem, eu queria saber como ele está, o que ele está fazendo... É difícil ficar longe de quem se ama.
Durante todos esses dias Denise sempre estava junto comigo, me enchendo de mimos, no começo eu confesso que odiei, mas tê-la por perto estava me fazendo bem, eu podia conversar com ela e nos aproximamos bem mais; meu pai estava sendo um amor comigo, sempre ligava e queria saber de mim e do bebê; Miley continuava me dando atenção, mas ela estava ficando um pouco mais com Liam, que realmente a fazia muito bem, já tinham tempos que não a via tão feliz.

_ Você já sabe quando vai tirar licença maternidade?- perguntou meu pai.
_ Pai, por Deus, eu ainda nem fiz três meses, você já quer que eu tire licença? – perguntei. Eu pensei que não tinha como, mas ele tinha se tornado um pai bem mais preocupado.
_ Ah, sei lá, eu acho que você tinha que descansar um pouco, você só faz isso quando Joe vem. Nem mesmo nas férias você se permite um descanso. – lembrou-me.
_ Eu gosto do que faço pai. – justifiquei-me.
_ O que não te torna incansável.
_ Espere um pouco mais, acho que eles me liberarão lá para os seis, sete meses, por aí... – falei dando de ombros.
_ Acho que isso vai demorar. – comentou.
_ Eu acho que não, estes dois primeiros meses estão passando tão rápido. – falei. Em tão pouco tempo eu já estava achando as coisas tão diferentes, meu corpo, meu jeito. Sei que ainda é pouco e que talvez as outras pessoas nem tenham percebido, mas eu já me sinto um pouco mais inchada, esfomeada e cansada, se eu sento por um segundo em um lugar silencioso, eu durmo, pode ser até por causa do cansaço, eu realmente nunca fui de tirar férias, só parava quando Joe vinha, mas sei que a sonolência é um dos sintomas da gravidez.
_ Pois eu acho que tem uma pessoinha aqui que está louco para se tornar vovô. – insinuou Logan.
_ Ah, então é isso. – falei divertida. _ Você está ansioso para ter seu netinho, por isso que está com essa pressa toda. – acusei-o.
_ Você que não vive 24 horas com ele que não sabe como ele está ansioso. – começou a dizer Logan. _ ele fala de você e desse bebê toda hora, sempre querendo saber se vocês estão bem, todo cliente que chega lá na oficina, ele começa a falar sobre sua gravidez, provavelmente a cidade toda já sabe sobre sua gravidez.
_ Pois eu acho que você está é enciumado. – falou meu pai, um pouco irritado com o comentário de Logan.
_ Awn pai. – falei me aproximando dele e dando um forte abraço. _ Isso é bem fofo da sua parte.
_ Ah, sei lá acho que ser avô vai ser uma experiência bem legal. – disse.
_ Em pensar que eu fiquei com medo de lhe contar. – revelei.
_ Jura? – perguntou, desfazendo o abraço. _ Não sabia que eu lhe dava medo.
_ Não é isso pai. – falei tornando a sentar-me no sofá, local em que eu estava antes. _ É só que você não lida muito bem com o nosso crescimento, não sei se você se lembra do drama que foi na época do meu casamento. – lembrei-o.
_ É, foi lamentável. – disse ele, envergonhado. _ Mas eu acho que tenho que me acostumar com isso, não posso fazer vocês ficarem pequenos para o resto da vida. – falou.
_ Você tem o Logan, isso é quase a mesma coisa. – brinquei.
_ Ei! – exclamou Logan. _ Não se esqueça de que eu sou mais velho. – indagou.
_ Ainda sim, ninguém diz isso. – falei. Todo mundo, jugando pela mentalidade, sempre achavam que eu era a mais velha, eu não gosto muito disso, prefiro ser considerada mais jovem, mas eu acho engraçada a cara que ele faz quando dizem isso.
_ Ainda sim eu sou o mais velho.

Passei o dia a tarde e até nem de noite nada casa do meu pai, pude fazer isso, porque também levei Oliver e com isso ele não ficara sozinho no apartamento. Quando voltei para casa, tomei um banho demorado e fui assistir TV, vi o jornal, como sempre, para saber se tinha algo de importante sobre a guerra.  Enquanto devorava dois pacotes de pipoca, uma latinha de coca e um barra de chocolate, nada muito saudável, mas foi o que me deu vontade de comer, fui assistir filmes, um deles foi Querido John, eu já havia lido o livro e é claro que eu não só me emocionei como também me identifiquei com a historia. Claro que minha historia com Joe não iria terminar daquela maneira, mas ainda sim, a comunicação entre cartas, o tempo distantes... De muito me lembra da nossa relação, concluindo, chorei quase que o filme todo.
JOE
Já era tarde da noite, eu ainda pensava sobre o que tinha acontecido durante a tarde, a discursão entre Rick e John repercutiu durante toda à tarde, muitos admiravam a coragem de Rick por falar daquele jeito, outros já tinham pena, pois provavelmente algum castigo lhe seria aplicado. Eu acho que fico com um pouco dos dois sentimentos.
_ Joe? – chamou-me Drew, entrando na barraca. _ As cartas chegaram, tem uma aqui para você. – falou entregando-me o papel, era de Demi.
_ Você não vai ficar? – perguntei, ao vê-lo tornar a sair da barraca.
_ Daqui a pouco venho, vou conversar com os outros mais um pouco. – respondeu.
_ Tudo bem. – falei e comecei a abrir a carta. Li e reli por varias vezes, forçando o minha visão para enxergar pela fraca luz da lamparina, eu podia sentir a dor de suas palavras e de sua decisão de me deixar livre para escolher o que eu achava melhor, isso, eu não posso mentir, me fez pensar em ficar, afinal ela mesma escreveu que me apoiaria, não é? Mas toda hora que via foto do ultrassom, meu coração logo se derretia, se eu já amava aquele ser que nem se quer eu podia ver com muita nitidez ou pegar, seria eu capaz de ficar longe depois que nascesse? Esta era uma duvida que eu tinha, era um outro embate que eu enfrentaria, mas, por agora, eu teria de deixar esta duvida de lado, pois amanhã seria o grande dia.
                CONTINUA...

Oi gente, HAPPY LOVATIC DAY!!!!
Gostaria de primeiramente pedir desculpas por não ter postado antes, é que, como eu havia falado, meu computador estava com defeito e o conserto demorou mais que o previsto. Sei que prometi dois capítulos hoje, mas acho que terei que passar para manhã, pois não pude escrevê-los, farei o máximo para conseguir postar mais um hoje, mas não garanto muito, porem de qualquer jeito eu pretendo postar amanhã.
Muito obrigada.
Bjssss.

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NINA: Muito obrigada por comentar, vai ter muita coisa ainda para acontecer com ela, algumas não tão boas L. Bjss.
Juh Lovato: Desculpa-me por não ter lhe respondido o comentário anterior, não deu mesmo, muito obrigada por sempre comentar. Bjss

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

7º CAPITULO “Prova de amor” – AMOR EM GUERRA


Os dois olhavam a lua nesse mesmo momento, eles estavam conectados mesmo distantes, mesmo estando quilômetros separados, nesse momento, eles eram um só.
Assim que o sol nasceu Joe recebeu autorização para dormir, porem não foi por muito tempo, antes mesmo de meio-dia ele foi acordado novamente, era hora do treinamento, eles precisavam estar preparados para o grande ataque que fariam em alguns dias. A constante correria estava deixando Joe claramente mais cansado, mas do que ele já ficara, pois agora não era só a pressão por parte dos comandantes que o estava torturando, sua indecisão também.
Na última noite Joe tivera muito que pensar e decidiu que iria ficar para esse ataque e depois que ele acabasse ele voltaria para casa, sabia que não seria fácil para sobreviver longe da batalha e também que teria que se virar para continuar a sustentar a família, mas ele ainda era jovem, ele poderia muito bem fazer isso, não é verdade?

_ Capitão Rick. – chamou Joe, entrando na barraca em que Rick estava. Rick é um homem alto e bem forte, sua aparência combinada com seu tom de voz alto e grosso, com o sua aparência bruta e seu tom de voz constantemente autoritária costuma fazer com que as pessoas se assustem, o que não é tão errado assim, ele está longe de ser a pessoa mais sensível ou mais gentil que Joe já conheceu, mas com paciência se pode descobrir um bom coração neste homem.
_ Sim soldado Joseph. – respondeu. _ O que lhe trás aqui? – perguntou, se afastando da grande mesa de madeira, não muito bem acabada, que rangia quando alguém colocava algo em cima ou a encostava, cheia de papeis, planos de batalha, mapas...
_ Eu só queria anunciar a minha desistência do exercito após este último ataque. – falou Joe.
_ Tem certeza? – perguntou Rick.
_ Sim senhor. – respondeu. Rick já era capitão do exercito há muito tempo, já havia visto muitas pessoas desistirem e ele odiava quando isso acontecia, porem ele nunca tinha ficado tão surpreso como agora, ele nunca imaginava que Joe seria capaz de se desvincular do exercito.
_ Eu duvido que tenhas tanta certeza. – falou Rick. Joe não o respondeu, no fundo ele não queria fazer aquilo, mas ele não poderia deixar Demi sozinha e não tinha como ficar com ela e no exercito no mesmo tempo. _ Eu vou lhe dar um tempo para que você possa pensar melhor.
 _ Desculpe-me capitão, mas eu já pensei.
_ Ainda sim, depois do ataque você me dará sua resposta definitiva. – disse Rick firme, não daria para Joe o contrariar, Rick era seu superior, sua ordem era lei.
_ Tudo bem senhor. – falou, dando o braço a torcer. _ Com licença. – falou se retirando da barraca. Tão pouco adiantou tomar coragem, ele continuava como no começo, ele sabia que com esse tempo lhe dado poderia o fazer mudar de ideia, mas ele tentaria manter-se firme com sua decisão.

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_ Não ria de mim doutor. – pediu Demi. _ Eu sei que ele ainda está pequeno, mas eu já consigo ver um pouco dos seus detalhes. – falou, se referindo à imagem no ultrassom, Demi jura que já pode ver seu rosto e seu corpinho bem miúdo.
_ Não estou rindo de você. – defendeu-se o médico. _ Todas as mães me dizem a mesma coisa. – falou. _ Vocês conseguem ver até melhor que eu, que passei anos estudando. – falou bem humorado.
_ Você deve nos achar loucas. – disse Demi.
_ Não, claro que não, vocês costumam estarem certas. Por exemplo, o ponto que você apontou como sendo a cabeça do bebê está certa, aqui realmente está à cabeça do bebê. – confirmou o doutor, apontando o ponto certinho, exatamente o que Demi havia apontado minutos atrás. Demi abriu um sorriso imenso.
_ Eu lhe disse que posso ver. – falou.
_ E eu não tenho duvidas de que possa.
                                               (...)
Demi havia dado todas as aulas no turno da manhã e um dos horários no turno da tarde, depois pediu permissão para ir ao consultório medico para fazer o exame. Esta era a vantagem de trabalhar na escola publica, quando ela precisava pedir licença, ou para aproveitar o tempo em que o marido estava em casa ou para, como hoje, ir ao consultório, ela podia, e isso sem por seu emprego em risco, isso se seus alunos continuassem a ter boas notas, ajudando para o crescimento da media educacional nas pesquisas que fazem no fim do ano.
Assim que saiu do consultório Demi voltou para a lanchonete da amiga, que já estava arrumando tudo, pronta para fechar.
_ Atrapalho muito se eu entrar? – perguntou Demi na porta da lanchonete.
_ É claro que não. – disse Miley, feliz por ver a amiga. _ E então como foi lá? – perguntou.
_ Nada de mais. – disse Demi, entrando no estabelecimento.  _ Ele deu os resultados dos exames que eu tinha deixado lá e fiz mais um ultrassom. De acordo com os exames eu estou muito bem. – disse rindo.
_ Isso é ótimo amiga.
_ Acho que alguém aqui deveria estar um pouco mais eufórica, afinal é hoje que uma pessoa muito aguardada chega não é?
_ Awn nem me fala. – disse se dando por vencida e extravasando toda sua euforia. Miley parecia uma criança, seu sorriso grande e apaixonado, seus olhos brilhavam e se ela estava parada, ela começava a dar pequenos pulinhos, isso se ela ficasse parada, já que para tentar se controlar ela fazia tudo o possível para se distrair, até mesmo ajudou na cozinha, coisa que como dona da lanchonete ela não fazia muito, apesar de cozinhar muito bem, ela preferia ficar perto do caixa, para ver se tudo estava indo bem ou andando pelo lugar, para saber se os clientes estavam satisfeitos ou não com o serviço. _ Meu coração está a ponto de explodir, eu quero tanto ver ele novamente.
_ Eu tenho certeza que ele deve estar tão ansioso quanto você. – disse Demi, abraçando a amiga.
_ Quando ele chegar eu vou agarrar ele bem forte e ninguém vai poder me separar dele. – falou ela, abraçando a amiga bem forte, como se demonstrasse como faria quando vesse o marido.
_ Eu também gosto muito de você, mas isso não faz com que eu não precise de ar. – falou Demi com um pouco de dificuldade, Miley realmente tinha posto força de mais no abraço.
_ Desculpa morena, eu me empolguei. - disse soltando-a
_ Percebi. Você quer que eu vá com você ou lhe ajude em algo? – perguntou Demi.
_ Não, pode ir para sua casa e ser mimada pela sua sogra tranquilamente, não irei lhe incomodar. – falou brincando com a amiga, já que sabia da dificuldade que Demi em receber mimos.
_ Digamos que eu tenho sorte de ter uma sogra carinhosa. – falou.
_ Ue, agora você está gostando dos mimos? – perguntou provocando-a.
_ No fundo é bom, estou ficando bem cansada ultimamente, Denise está sendo uma ajuda e tanto.
_ Cansada e fominha. – falou Miley rindo.
_ Mas respeito, eu estou alimentando duas pessoas. – falou Demi. As duas riram. _ Bom, vou deixar você fechar tudo aí para poder se preparar para rever seu amor. Tchau amiga. – despediu-se
_ Tchau morena.
JOE

Agora estávamos treinando junto com os ingleses, o grupo de Drew já tinha se juntado ao nosso, o que me fez ter com quem conversar nas horas em que tinham o tempo livre.
Passávamos as táticas do ataque, nós mostravam o mapa do local, era algo incrível, eles já tinham tudo muito bem planejado, provavelmente já sabiam deste esconderijo há muito tempo, porem só nos contaram agora, isso não é muito raro de acontecer, os lideres sempre tinham que ter muita certeza de tudo e precisavam de autorização por parte de outros lideres, bom... É uma confusão, nesse ponto até agradeço por ser apenas um soldado, pode parecer estranho eu dizer isso, mas minha função é bem mais fácil, treine e ataque, nada mais, quem pensa nas táticas, quem organiza tudo, quem encontra os inimigos são os lideres, apesar do trabalho deles ser menos ariscado é bem mais difícil e importante do que o nosso, de soldados.

Quando o treinamento enfim terminou o treinamento fui para minha barraca, desta vez eu não fui escalado para fazer a vigia noturna, aproveitaria para descansar o máximo possível. Meu braço doía, minha perna doía, meu pé doía, mas nada é mais forte do que minha vontade que lutar nesta batalha e voltar para casa para ficar junto a minha mulher e meu filho que em sete meses nasceria.


O cansaço fez com que Joe, assim que deitou-se em seu colchão começasse a dormir profundamente, ele nem mesmo trocou de roupa, apenas tirou sua botina, armas e colete, não foi tentar se limpar, coisa que não era muito simples, já que como eles estavam em um deserto com pouca água, não costumam disponibilizar muita água para eles se limparem, era o suficiente apenas para limpar o suor artificial, nada para deixa-los realmente limpos.

DEMI

Demi chegou em seu apartamento, e encontrou Denise limpando a casa.
_ Denise, não precisa ficar arrumando a casa, ela já está bem limpa. – falou Demi. Demi pouco ficava em casa, não havia muita bagunça, as únicas tarefas diárias era lavar os pratos e limpar a sujeira de Oliver, no resto uma vez por semana tirava a poeira, lavava a roupa...
_Tudo bem Demi, não tinha muita coisa para fazer, resolvi limpar um pouco. – falou. _ Você quer que eu te prepare um lanche? – perguntou.
_ Não, ainda não.

Demi foi para seu quarto, colocou uma roupa mais fresquinha, já que fazia quase 31°, voltou para sala e se se sentou à mesa, ela iria escrever uma carta a Joe.

Fort Bragg, 22 de janeiro de 2013
Querido Joe,
         Não faz nem mesmo três dias completos que você se foi e eu já sinto muito a sua falta, queria tanto estar do seu lado agora e me arrependo tanto por ter perdido o pouco de tempo que nós temos juntos brigando, fui um erro que cometi e peço desculpas por isso, não duvide de que eu te amo.
         Hoje novamente fui ao medico, ele me deu alguns resultados de exames que eu já havia feito, tudo está indo muito bem, eu e o bebê estamos com saúde. Eu também fiz mais um ultrassom. Eu sei que pode parecer bobagem, mas eu consigo vê-lo e é tão fofo, nosso bebê vai ser o mais fofo do mundo. Aproveitei e o pedi para tirar as imagens para eu poder lhe enviar. Está vendo esta foto aí em baixo? É o nosso filho.

         Não sei você, mas eu consigo enxergar seus detalhes sem dificuldades, mas caso você não consiga, está vendo uma setinha ali? É a cabecinha.
         Não vejo a hora de poder tê-lo em meus braços, espero que possa vê-lo e carrega-lo também, mesmo que não fiques todo o tempo junto comigo, já que tens o exercito, espero que deixem você me acompanhar o máximo possível. 
           Sei que serás o herói que tanto quer, sei que nosso filho se orgulhará do pai que tem, assim como eu me orgulho do meu marido.
         Eu te amo muito,
                   Beijos, Demi.

Demi ainda tinha medo do que poderia acontecer, tem medo de perder Joe, mas ela estava tentando com toda sua força controlar esse sentimento de medo e dar um espaço para que ele pudesse pensar, não era fácil, mas ela estava tentando. Ela sabia que para Joe seria difícil largar a guerra, ela não entendia muito, pois ela odiava a guerra e achava irracional ele ter duvidas de que decisão tomar, mas ela não podia fazer nada, ela sabia que Joe adorava o que fazia, e por isso decidiu dar-lhe uma chance para pensar, essa seria sua prova de amor.
                CONTINUA...
Me sinto só,
Mas sei que não estou
Pois levo você no pensamento
Cedo ou tarde – NX0

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Oi gente, ficarei um pouco de tempo sem postar, meu computador está dando um probleminha novamente, nada grave, vai ser consertado logo, mas isso me atrasará um pouco mais, acredito que entregarei o próximo capitulo até sábado, e no dia 28, em comemoração ao Lovatic Day eu tentarei postar 2 capítulos. J
Não se esqueçam de comentar/avaliar.
Bjsss