sábado, 2 de setembro de 2017

18. Quem é o (a) culpado (a)? (Parte 2)



                Sara não pode deixar de se sentir preocupada, após ter passado toda a tarde conversando com a amiga Rebecca, queria tê-la ao seu lado novamente na escola, porém ela não apareceu. Preocupada, assim que vê Lucas, que a contragosto da menina, é namorado de Rebecca, ela corre até a ele.
                – Lucas. – Sara o chama. – Lucas! – ela insiste, já que percebe que o garoto a ignora propositalmente.  – Lucas! – chega mais perto, deixando-o sem saída.
                – O que foi? – ele pergunta sem paciência.
                – Onde está Rebecca?
                – Não sei. – ele dá de ombros e tenta desviar dela.
                – Porque ela faltou? – ela insiste, indo atrás dele.
                – Não sei. – Sara começa a se enfurecer.
                – Você ficou com ela ontem a noite, você deve ter uma ideia do que aconteceu.
                – Olha, porque você não pergunta para ela, em? – Lucas para de andar e olha diretamente para Sara. A garota consegue sentir a raiva de Lucas e conclui que os dois brigaram feio.
                – Tudo bem. – amansa. – Me desculpe, perguntarei a ela depois da aula. – diz.
                Lucas sai sem dizer mais nada e Sara se conforma, indo até à sala de aula, para assistir as últimas duas aulas.
                A última aula começa, filosofia, Sara nunca gostou da matéria, nem mesmo dá a devida importância a ela, por isso, aproveita que não está sentada nas primeiras carteiras e começa a mexer em seu celular. Ao olhar envolta, percebe que metade da turma faz igual.
                Faltam apenas vinte minutos para o fim da aula, e Sara é surpreendida com uma mensagem via SMS de um número desconhecido.
                “Deposite quatro mil na conta 009130-5 ou contarei sobre o que aconteceu”
                Sara primeiramente acha que é apenas um grande mal entendido, mas ao reler a mensagem ela percebe que é mesmo para ela.
                Por impulso, ela retorna a mensagem:
                “Quem é você?” – ela pergunta.
                Demora dois minutos para que a resposta retorne.
                “Você sabe muito bem quem sou.”

                Assim que Lucas volta para casa encontra com o delegado o esperando na sala de espera. Ele toma um susto.
                 – O senhor não deveria estar aqui. – diz assim que o leva para seu quarto. –Meu pai não pode descobrir sobre nós. – explica.
                – Sei muito bem que seu pai está no trabalho. – o delegado dá de ombros.
                – Mas os empregados podem falar. – Lucas insiste.
                – Se você continuar reclamando, paro meus serviços por aqui. – o delegado fala grosso. – Não sou obrigado a escutar sermão de moleque. – Lucas bufa, acha um absurdo ter que aceitar uma humilhação do delegado sendo que ele está pagando pelos seus serviços, mas acaba aceitando, pois sabe que necessita dele.
                O delegado sorri ao ver o garoto calado, respeitando-o.
                – Com seu adiantamento foi miserável, não venho lhe trazer grandes informações. – diz, pegando um envelope em sua maleta. – Aqui tenho todas as chamadas e mensagens de telefone que foram feitas no perímetro e horário do acontecido. – diz tirando um pequeno maço de papeis de dentro do envelope. – Claramente que não tem o conteúdo da mensagem, muito menos da chamada, somente os números que fizeram e os que receberam as ligações. – Lucas se aproxima para olhar os números impressos nos papeis. – três telefones fizeram ligações para emergência no mesmo horário, um desses pode ser o da testemunha. – o delegado explica, apontando para os números, que foram marcados com um marca texto amarelo fluorescente. – Mas se fosse para apostar em um, eu diria que é este número. – ele aponta para um dos números marcados.
                – E por quê? – Lucas pergunta.
                – Este número recebeu uma chamada e trocou mensagens com esse outro número. – o delegado troca a página e aponta a um número marcado com marca texto rosa fluorescente. – a chamada durou pouquíssimos segundos, talvez uma das partes tenha desligado antes mesmo de se falarem, não sei, e depois trocaram duas mensagens, assim que a última mensagem foi trocada, o outro número ligou para a emergência.
                Lucas pega o papel em que o número marcado de rosa fluorescente aparece e sente todo o sangue de seu corpo borbulhar.
                – Você reconhece esse número, garoto? – o delegado percebe seu desconforto e o questiona.
                – Sim. – sua voz sai como um pio. – É o telefone de minha irmã.

Continua




Métis: Infelizmente é algo que grande parte das pessoas transexuais ou gays passam no seu dia a dia, acredito que isso um dia será algo totalmente do passado, e que viveremos em uma sociedade mais aberta as diferenças, principalmente agora que a mídia começou abrir mais espaço para falar e debater sobre esse assunto. Já me inscrevi no projeto, e estou muito ansiosa para poder participar. Muito obrigada por comentar. Bjsss.

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